Feitiço da Sombra - Primos O'Dwyer #02 - Nora Roberts

Eu sempre tenho receio de ler o segundo livro de uma série que começa bem, simplesmente porque é difícil despertar o mesmo interesse e ritmo do primeiro volume onde tudo é novidade. Quando trata-se de uma autora que eu gosto como a Nora Roberts a expectativa acaba maior, e foi assim que li Feitiço da Sombra, publicado pela editora Arqueiro, segundo volume da trilogia Primos O'Dwyer.

Connor O’Dwyer é um dos Bruxos da Noite, e se orgulha do legado que carrega. Fazer o que é preciso não é uma obrigação é um prazer, e acabar definitivamente Cabhan é seu principal objetivo até que um beijo inesperado desperta sentimentos que ele sequer sabia que existiam. Agora além de combater o mal ele precisa entender o que sente, e mais do que isso proteger quem ama a todo custo!

Este é meu quinto livro da Nora Roberts, e ela está entre minhas autoras favoritas e é com pesar que digo que ela falhou neste livro. Sua narrativa em terceira pessoa continua uma delicia, com respeito e veneração a antiga sabedoria pagã celta, mas existem muitas páginas desnecessárias neste volume, ou seja enrolação. Basicamente o livro narra muitos encontros do círculo (grupo formado pelos três primos e seus amigos) para comer e discutir o quanto o vilão está próximo, e o que devem fazer quanto a isso. O vilão faz ataques furtivos, e tudo que acontece em boa parte do livro é isso. Quase não se trabalha a magia, ou a personalidade dos personagens. A impressão que eu tive é que ela tinha claro a linha que queria trabalhar mas não como desenvolver.

E embora haja este problema Roberts teve uma boa ideia ao juntar momentos onde Connor consegue através dos sonhos encontrar com primos que viveram em outra época. Como uma viagem no tempo, ele vai até onde eles estão. Mas ainda assim poderia ter explorado melhor este artifício, como um ataque em conjunto unindo os primos do passado e do presente.

Connor é muito carismático, uma personagem leve e bem humorado. É gostoso de acompanhar seu dia a dia de guloso, já que ele vive com fome e pedindo comida a irmã, Branna. Quando ele é 'atacado' e ganha o beijo inesperado um lado romântico e delicado surge nele. E ao contrário do clichê ele não é um homem sedento por sexo, ele soa muito respeitoso e honesto nestes momentos.


Alma Negra - Mestres da Maldição #03 - Holly Black

Finalmente cheguei ao terceiro e último volume da trilogia Mestres da Maldição, e confesso que estava doida por ele para finalmente saber o desfecho desta história. Eu, particularmente, adoro os livros de Holly Black, que conseguem me conquistar não só pelo enredo, mas também pelos personagens. Então, quando tive este título em mãos, coloquei-o na minha pilha de leituras, e assim que foi possível comecei a ler esta finalização. Agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões.
Em “Alma Negra” vemos que Cassel está tentando ser uma pessoa dentro da lei, mas isso sempre foi bem difícil para ele, até porque o mesmo veio de uma família de golpistas. Tentando ficar no meio entre a polícia e a máfia, vemos que nosso protagonista vive perigosamente, e, por conta disso, vive correndo riscos, tomando decisões difíceis, e até mesmo fazendo sacrifícios relacionados ao seu amor.
Quando a sua mãe acaba sendo presa por um chefão da Máfia, vemos que Cassel tem que procurar o Diamante da Ressurreição, um item roubado há muito tempo. E, para isso, ele precisa tomar muito cuidado para que ninguém do FBI ou da máfia descubra, já que trabalhar dos dois lados facilmente coloca a sua vida em risco. Sempre indeciso sobre suas decisões, já que ficar dentro da lei acaba separando-o de Lila, o seu grande amor e quem não consegue esquecer, ele acaba se tornando um verdadeiro stalker. E Cassel se vê em várias confusões por conta dos seus poderes.
Para piorar as coisas, os seus melhores amigos, Daneca e Sam, acabam se separando. E, quando eles terminam o namoro, muitas coisas acabam sobrando para o nosso protagonista, criando vários novos problemas para o mesmo. 
Narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Cassel, conseguimos entender da melhor maneira possível tudo o que ele está passando e sentindo, o que é ótimo, já que assim ficamos mais próximos dele, além de podermos dar boas risadas com os seus pensamentos, já que ele continua hilário.
Com uma narrativa rápida e fluida, esse volume consegue nos prender do início ao fim com muitas reviravoltas, intrigas e mistérios. Além disso, os personagens são ótimos e muito bem construídos, fazendo com que a gente torça por eles em todos os momentos.  
O final foi ótimo, apesar de ser um pouco diferente do que a gente (eu e minha amiga, pelo menos) imaginava, o que gostei bastante, já que assim não ficou tão previsível. A única coisa que me chateou um pouco foi que nem todos os detalhes foram resolvidos, deixando algumas pontas soltas. Como esse é o último volume, senti falta de pelo menos um epílogo finalizando essas questões.


Quando a Bela Domou a Fera – Contos de Fadas #01 – Eloisa James

Piers Yelverton, é o conde de Marchant e vive em um castelo no País de Gales, onde é um ótimo médico e atende os mais variados pacientes. Apesar de sua maravilhosa fama como profissional, não se pode dizer o mesmo de seu temperamento, que é difícil, irritadiço e arrogante, e ele age como superior, além de não tratar ninguém bem e não estar nem aí para os sentimentos alheios.
Enquanto Linnet é uma beleza estonteante que chama a atenção por onde passa. Ela é carismática, inteligente e não tem problema nenhum em dizer o que pensa. Mas acaba sendo enganada por um príncipe, fazendo com que as pessoas comecem a falar dela pelas suas costas, atraindo para si uma fama terrível e acabando com suas chances de arrumar um bom casamento.
Por conta disso e de uma falsa gravidez, ela precisa de um marido. E sua tia chega com uma ideia brilhante que tem tudo para dar certo. É aí que Linnet vai parar em Gales, no castelo daquele conde irritante, que ela tem certeza de que conseguirá domar em pouquíssimo tempo. Só que conseguir isso pode ser um pouco mais difícil do que parece. Piers não está disposto a entregar seu coração a ninguém, mas talvez a própria Linnet não consiga segurar os próprios sentimentos por ele. Resta saber se ela estará pronta para pagar o preço por isso e se ele, enfim, se libertará das amarras que colocou ao redor de si mesmo.
Confesso que estava esperando muito deste livro e, por conta disso, fiquei um pouco decepcionada com a leitura, que não atingiu minhas expectativas. O que mais me incomodou foi o fato de que não adorei nenhum dos dois protagonistas. Eles até têm seus momentos interessantes, mas não são pessoas que me cativaram tanto assim.  
Eu gostei bastante do começo da obra e cheguei a pensar que iria amá-la. E, com o passar das páginas, ainda podemos observar os comentários ácidos, o sarcasmo e a forma direta com que os personagens interagem. Também achei a trama divertida e envolvente. Além de alguns personagens secundários terem sido interessantes, só que não tiveram uma profundidade muito grande. Estas foram as características que eu mais curti e foram responsáveis pela parte boa da mesma.
Mas o resultado final, para mim, foi mediano. Não gostei muito do protagonista masculino, Piers, que foi inspirado no Dr. House da série de TV. Nunca assisti a esta série, então não sei o quanto ele parece com o personagem, mas admito que não fiquei tão entusiasmada para conhecê-lo depois desta leitura, não. Além do mais, me incomodou a forma como ele tratou Linnet na maior parte do livro, sendo que até quando estávamos nos aproximando do final ele não melhorou muito e a jovem teve que enfrentar coisas terríveis, ficando à beira da morte por conta da arrogância dele.
E se tem algo que me incomoda é quando as mulheres se humilham e se rebaixam para os homens. Principalmente quando ele só a repudia e a trata mal. Dá vontade de sacudi-la e falar para ganhar um pouco mais de amor próprio ou pelo menos não demonstrar tão abertamente o quanto ele a domina, sendo que o mesmo não merece ser dono deste poder. Só de lembrar o modo como ele falou com ela (principalmente numa cena específica se aproximando do final) e a mesma basicamente implorando por ele, já fico irritada.
As personalidades dos dois foram bem construídas, principalmente levando-se em conta que podemos entender o que os levou a ser como são e agir da maneira como o fazem. Podemos conhecê-los mais a fundo, tanto seus anseios e frustrações e todas as experiências que os moldaram para chegar aonde estão. E isso foi maravilhoso de poder acompanhar.
Como de costume em romances do gênero, a narrativa é em terceira pessoa e acompanha ambos os protagonistas, em capítulos alternados. Curto esse formato, porque assim podemos ter uma visão bem ampla dos acontecimentos e ainda entender muito bem tanto Linnet quanto Piers, seus sentimentos, ações e até passados. Também gostei da forma de escrita da autora, que é leve e envolvente.
Além disso, no meio de tantos enredos semelhantes nesse mundo de obras de época, acho que Eloisa James foi feliz em nos trazer algumas diferenças e um cenário não tão usual quanto os demais, o que resulta em uma maior liberdade para ambos os personagens, que não precisaram contar tanto assim com as convenções da época, como teriam feito se estivessem numa temporada em Londres, por exemplo.


O Bebê de Bridget Jones: Os Diários - Bridget Jones #04 - Helen Fielding

Depois de enfrentar diversas situações para lá de inusitadas e viver um romance com ninguém menos do que o maravilhoso Mark Darcy, Bridget Jones está solteira novamente. Mas, depois de noites de bebedeira e, claro, muita nostalgia, ela acaba tendo duas recaídas muito importantes, uma com o próprio Mark Darcy e a outra com ninguém menos do que o chato mulherengo e parasita, Daniel, seu ex-chefe.
A questão é que um destes dois encontros acabou resultando em algo inesperado: uma gravidez! E, pior, Bridget nem ao menos sabe quem é o pai, afinal usou camisinhas biodegradáveis em ambas as relações. O que seria muito aceitável, afinal não atrapalha o meio ambiente e ainda mantém os golfinhos vivos por mais tempo. Só tem um pequeno probleminha: elas estavam com suas validades vencidas!
Agora, Bridget precisa descobrir quem é o pai, mas só no tempo certo para não correr o risco de prejudicar o bebê, tem que lidar com conselhos, sendo a maioria bem aterrorizante, de todos que conhece, entre pais e solteiros sem filhos, tem que descobrir como fazer uma dieta favorável ao bebê, se preparar para entrar nessa nova fase da vida como mãe, enquanto aprende mais sobre a maternidade e tem que lidar com as briguinhas entre os Mark e Daniel, que não param de se provocar. No meio disso tudo, ainda tem que lidar com as coisas que acontecem nas vidas alheias, afinal todos querem seus conselhos e presença nas coisas mais variadas.
E, para deixar tudo registrado, ela decide escrever um diário para presentear seu filho quando o mesmo estiver com idade suficiente para entender tudo o que passou, e como foi viver aquele período de sua vida em meio a expectativas frustradas e avanços interessantes.
Li “O Diário de Bridget Jones” e “Bridget Jones: No Limite da Razão” (clique nos títulos para conferir as respectivas resenhas) pela primeira vez muitos anos atrás, e me encantei completamente por estes chick-lits divertidos. E fiquei maravilhada de poder relê-los entre o ano passado e esse ano para poder mergulhar novamente nestas obras engraçadas com essa personagem tão carismática, que tinham me conquistado antes e agora novamente. Então, quando a autora e posteriormente a Editora Paralela anunciaram a publicação deste novo exemplar trazendo nossa protagonista vivenciando novas aventuras e, desta vez, grávida, sabia que precisava lê-lo. E adorei o resultado!
Bridget continua divertida e atrapalhada, vivenciando as mais variadas experiências desastrosas e tentando conciliar trabalho, amor, amizades e um tempo para si mesma. Tudo isso e ainda tem que lidar com o fato de que está grávida e precisará tomar conta de outra pessoa além de si, o que vai ser bem difícil, afinal nem dela mesmo ela consegue cuidar direito. E pior é que nem o pai Jones sabe quem é, o que dificulta ainda mais a sua vida, já que precisa enfrentar problemas entre os dois possíveis progenitores, que vivem brigando devido ao alto grau de competitividade que existe entre eles, e estragando momentos que poderiam ser positivamente memoráveis.
E mesmo que nossa protagonista continue meio irresponsável e ingênua em alguns assuntos, o que acaba irritando em certos momentos, podemos ver seu amadurecimento e esforço para tentar mudar e ser alguém mais ajuizada e consciente e que, mesmo aos trancos e barrancos, consegue progredir um pouco. E, aliás, nem podemos culpá-la por seus erros ou falta de habilidades instantâneas, afinal muitos de nós também não nascemos sabendo tudo, ou tanto tão rápido, muito menos poderíamos ser considerados pais perfeitos logo de primeira – ou de segunda, terceira, etc. – ou se alguém alguma vez chega a esse patamar um dia. Afinal, todos erram e é com erros que se aprende a melhorar, mas perfeição é algo relativo e praticamente impossível.
Sua vida ainda é bem atual e realista e muitos dos problemas que enfrenta são tão comuns que você ou alguém conhecido já passou ou vai passar por algo semelhante. Ainda há uma crítica social, mostrada de forma sutil, mas consciente, com alguns problemas que temos que enfrentar em nossas vidas e no dia a dia, que são chatos ou desgastantes, e até mesmo alguns machistas, afinal o mundo e as sociedades de maneira geral ainda precisam de muito para realmente serem considerados completamente evoluídos.
Adoro a personalidade de Bridget, que mesmo enfrentando muitas coisas, pessoas, julgamentos e situações no mínimo constrangedoras, ainda consegue sair com a cabeça erguida, dar a volta por cima e encontrar bom humor em tudo, sendo uma pessoa de bem com a vida e alto astral. Eu gostaria de ser mais como ela nesse sentido e não levar as coisas tão a sério ou pelo menos rir um pouco mais das adversidades da vida.


A Febre do Amanhecer - Peter Gárdós

Tenho uma estranha atração por livros que se passam na segunda guerra mundial, ou no caso de A Febre do Amanhecer, do autor Peter Gárdós, lançado pela Cia das Letras que se passa logo após o término da mesma. Eu não sei o porque, afinal eu sei que foi uma época de muito sofrimento, mas que bons livros foram feitos a partir dela, ah foram!

Miklós é um jovem húngaro que sobreviveu aos campos de concentração, mas está doente com tuberculose, e é mandado para Suécia para se recuperar com outros em sua situação. Desenganado pelo seu médico ele mesmo assim parte em busca de uma esposa, e para tanto envia para mais de cem moças húngaras que também se encontram no país em recuperação cartas. Apenas algumas respondem, entre elas está Lili com quem se corresponde por seis meses. Um amor vai nascer quando a esperança parece perdida.

O enredo do livro não tem mistério, sabemos desde o começo que o livro é um romance inspirado diretamente nas cartas dos pais do autor, que quis recontar a história de amor dos pais. Portanto já sabemos como tudo termina, mas mesmo assim a graça do livro está em seu desenvolvimento, na luta diária dos dois para conseguir se encontrar a primeira vez, para manter as correspondências mesmo quando mudam de lugar, e depois como conseguem se casar.

A narrativa é feita em terceira pessoa, de um modo muito direto e diferenciado, é um pouco cru eu diria, e é intercalado por parágrafos das cartas de ambos, assim ao final temos uma visão de conjunto do que ocorreu. E tanto Lili quanto Miklós tem uma inocência muito marcante em seus atos e escritas. Gostaria muito que houvesse fotos dos personagens, já que eles são reais, nem que fossem apenas na capa. Ou talvez até fotos de algumas das cartas.

Lili é sonhadora, acaba por se envolver nas cartas por passar tempo demais na cama devido a complicações renais. Sua inocência é tamanha que nem percebe quando alguém muito próximo está lhe traindo, e digo isso porque me dava nos nervos ver isso, especialmente com alguém tão boazinha como ela. Ela foi capaz de se apaixonar por alguém que tinha uma aparência machucada pela guerra (Miblós não tinha um dente, todos foram arrancados nos campos), ou seja, ir além das aparências.


Diário de Estela #03: Aventuras e Desventuras Celestiais - Stern & Jem

Estela é um anjo do amor e, depois de vivenciar muitas confusões, um Príncipe Demônio arriscou sua vida por ela e por consequência acabou sendo preso. É claro que nossa anjinho não pode deixar a situação desse jeito e decide sair numa missão de resgate para salvá-lo e, para isso, deverá se infiltrar no Submundo. Só que, como as coisas nunca dão certo para ela de primeira, é claro que não é de se esperar que dessa vez o resultado saia da maneira planejada. Agora, Estela e vários outros demônios terão que enfrentar algumas provas para lá de difíceis para se livrarem do castigo, além de poderem receber seus poderes e a asas de volta. Será que eles vão conseguir?
Esse é o terceiro volume da série “Diário de Estela”, que fecha a trilogia dessa encantadora anjo do amor. Assim como os demais volumes, a escrita das autoras é deliciosa, leve e envolvente, daquele tipo que nos fisga com facilidade e nos prende na leitura até chegarmos ao final com um gostinho de quero mais. Uma pena que elas não escreveram mais nada, porque eu certamente leria.
Li o primeiro volume, "Quero minhas Asas!(clique no título para conferir a resenha) em 2014 e adorei, então é claro que eu precisava saber mais sobre esse anjo do amor e o final de sua história. Estela continua sendo aquela adorável protagonista cativante e atrapalhada que só quer ajudar a todos, mas acaba se metendo em diversas confusões. E nesse caso ainda conta com alguns amigos – outros nem tanto – para acompanhá-la nessa jornada cheia de peripécias, provas inusitadas e a busca pela “sobrevivência”.
Gostei muito de acompanhá-la nessa nova aventura, e também seus companheiros de viagem, Ross, o Príncipe Rashier do Submundo, um Demônio do amor; Nigrum, o pequeno demônio em forma de gatinho preto; e Príncipe Verrier, o irmão de Ross. Só não gostei nada de Lily, uma diaba Condessa, que é chata, arrogante e sem noção. E gostei de rever o Joel, que foi o tutor de Estela no primeiro volume, só porque ele recebeu uma lição no final deste que merecia, e muito! Não posso comentar sobre isso, pois seria spoiler, mas leiam para descobrir!
Como este exemplar trata-se de um diário, a narrativa está em primeira pessoa pelo ponto de vista da própria Estela. E isso é muito bacana, pois nos aproxima da personagem, fazendo com que a gente saiba tudo o que sente e pensa. Criando, assim, uma maior identificação pela protagonista e fazendo com que nossa torcida por ela só aumente ainda mais.
Só acho que o final, apesar de ter sido fechado, deixou algumas coisas em aberto para serem exploradas na(s) continuação(ões), mas as autoras acabaram não escrevendo/publicando mais nenhum volume desta série, o que é uma pena. Por exemplo, adoraria ver o romance entre Estela e Ross sendo explorado, principalmente porque os sentimentos iniciais foram bastante trabalhados neste livro, dando-nos a ideia de que iria ser desenvolvido, mas acabou que ficamos sem poder conferi-los juntos, já que não tem sequências, o que é uma pena.


Lançamentos de Junho da Harlequin


Oii, gente! Como vocês estão? :D Hoje viemos falar sobre os lançamentos da Harlequin, e também sobre algumas mudanças que a mesma está passando. Agora, o número de lançamentos pocket de banca foi reduzido para cinco mensais, mas uma ótima notícia é que muitos dos livros queridinhos por nós vão ganhar repaginações e ainda serem distribuídos nas livrarias! Ou seja, serão as edições normais (o padrão nacional de +/- 23 cm x 16 cm), pois este formato agrada mais leitores, possibilidade a editora alcançar uma quantidade maior de fãs, além da facilidade de compra em livrarias físicas e online. Mas os formatos que estamos acostumados também continuarão sendo publicados! Vou colar os textinhos que a Harlequin publicou abaixo. E confiram os ótimos lançamentos do mês de junho, os quais já estou ansiosíssima para conferir. <3
“Querida leitora,
Você que acompanha fielmente todos os lançamentos da Harlequin sabe que é nossa missão buscar as melhores soluções visando sempre a satisfação de nossas leitoras. Pensando em um formato mais leve, diminuímos o número de páginas dos livros, mas não se preocupe: o conteúdo continua o mesmo, sem cortes. Repaginamos e modernizamos a impressão para que o seu livro Harlequin favorito esteja sempre com você. Além disso, reajustamos os lançamentos dos próximos meses, nos concentrando nos temas que mais agradam as nossas leitoras. Serão cinco lançamentos mensais, com todos os ingredientes clássicos de um romance Harlequin.
Essas mudanças trazem para o Brasil o que há de mais novo e moderno nos romances em formato pocket publicados no mundo: um conteúdo mais focado e um formato dinâmico para que você nunca se separe de suas histórias favoritas.
Esperamos que goste dessa nova maneira de fazer a Harlequin chegar até você!
A HarperCollins Brasil também está relançando o selo Harlequin, que chega às livrarias de todo o Brasil (esses no formato padrão nacional, como mencionei acima) com um trio de livros repleto de romance, aventura e empoderamento. E você está convidado para conhecer esses livros e muito mais!
Nora Roberts, Maya Banks e Carol Townsend escreveram “Jogo de Sedução”, “Perigosa Atração” e “Cartas para uma falsa dama” e queremos apresentar para vocês essas personagens que chegaram para arrasar!”




Coleção Belas & Feras #03 - Emma Darcy & Abby Green
Encontro inesperado – Emma Darcy
Ao acordar do coma, Jenny Kent descobre que sua identidade foi trocada pela a de sua falecida melhor amiga. Para fugir de seu passado, ela decide viver como Bella Rossini… Essa era a chance que Dante Rossini estava esperando. Mesmo após saber que ela não passa de uma farsante, Dante precisa que ela continue com o fingimento. E usará todo o seu poder de sedução para convencê-la a colaborar.
Prelúdio do amor – Abby Green
A famosa modelo Kate Lancaster poderia ter o homem que desejasse. Contudo, há algo em Tiarnan Quinn que ainda deixa suas pernas bambas, mesmo após toda a humilhação que ele a fez passar, dez anos antes. Por isso, Kate aceita o convite para viajar até a exótica villa dele, na Martinica. Kate sabe que Tiarnan não pode realizar seus dois maiores sonhos: encontrar o verdadeiro amor e ter uma família. Ainda assim, durante as noites quentes que passam juntos, ela começa a perceber que há muito mais em Tiarnan do que ele deixa transparecer.


A Elegância do Ouriço - Muriel Barbery

Engraçado como meu gosto literário segue rumos muito particulares, enquanto algumas pessoas não enxergam a beleza de algumas páginas, e eu as devoro, outros amam livros que eu não compreendo a graça. O que seria da diversidade se todos gostassem das mesmas coisas não é? A Elegância do Ouriço, da autora Muriel Barbery, publicado pela editora Companhia das Letras segue esse linha particular e peculiar que eu amo, e que alguns não compreendem.

Em um elegante bairro de Paris e em um caro edifício de apartamentos uma acanhada zeladora tenta fazer seu serviço de forma eficiente e desapercebida, escondendo um segredo sobre sua natureza. Alguns andares acima uma adolescente em crise também tenta a todo custo esconder quem é, ao mesmo tempo em que toma uma decisão radical quanto ao rumo da sua vida. Duas vidas nas sombras que se transformam com a mudança de um novo vizinho que vai trazer esperança e luz para estas duas mulheres!

Eu não estava preparada para este livro, eu acreditava que ele seria tudo menos o que ele foi. A narrativa de Barbery é realizada em primeira pessoa alternadamente entre as duas protagonistas, Renneé a concierge do prédio, e Paloma uma jovem de quase treze anos. Ambas com um discurso extremamente inteligente, que tem como base uma forte crítica a sociedade tanto dos ricos quanto da espécie humana em geral. Como filósofa a autora não poderia deixar de lado uma forte carga de filosofia, e quando digo forte não é de maneira implícita, mas sim explícita, através da narrativa de Renneé que cita diversos filósofos ao longo de seus relatos, e seus pensamentos.

Renneé não é tão velha quanto quer parecer ser, não chega nem aos sessenta anos, mas se descuida da aparência e até dos atitudes para com as pessoas. Tudo que ela faz é para passar desapercebida, para esconder que embora pobre é extremamente inteligente. Se faz de sonsa e tonta, engole discursos errados, mas não cede. Enquanto os ricos fingem ter conteúdo, ela transborda filosofia, comentando com frequência filósofos e autores literários, em especial russos. Seu comportamento é baseado em um trauma na juventude, e sua transformação só se dá com a vinda de um japonês ao prédio. E nas palavras de Paloma ela é "é crivada de espinhos, uma verdadeira fortaleza, mas tenho a intuição de que dentro é tão simplesmente requintada quanto os ouriços..."( pg. 152)

Paloma é bem dotada, mas não deixa que os outros a percebam, ela tem medo de acabar seguindo o caminho de todos os adultos, o aquário, e para fugir deste destino que parece fato ela decide que vai se matar (não é spoiler, ela diz isso em seu primeiro capítulo). Ela fala disso com um tom frio e realista, como nada mais poderia ser feito a respeito. Mesmo decidida ela acredita que deve deixar para trás algum legado, e assim cria dois diários, um sobre pensamentos profundos, onde ela explora acontecimentos de seu dia que a levaram a pensamentos profundos e relevantes do espírito, e outro do movimento do mundo, falando sobre o corpo e as pessoas, obras-primas da matéria, sempre concluindo sobre o valor que estas tem, e se são suficientes para continuar a viver.


Agora e Para Sempre, Lara Jean - Para Todos os Garotos Que Já Amei #03 - Jenny Han

Lara Jean está no último ano do colégio, e tudo vai indo muito bem, afinal está namorando o cara perfeito para ela, que é fofo e atencioso, além de ser um ótimo amigo; e tem tudo planejado para seu futuro, na faculdade que escolheu (para onde Peter também vai), que é perto de casa, possibilitando visitar a família e os amigos quando quiser. Ela também está prestes a descobrir o último detalhe para alcançar a perfeição de sua receita de cookies de chocolate, e está planejando o casamento de uma pessoa muito importante, que merece a felicidade.
Com viagens e baile de formatura programados, as últimas provas se aproximando e a certeza de que uma nova fase já vai começar, Lara Jean está bastante contente com sua vida planejada. Até que recebe uma notícia que acaba sendo um baque, e precisará lidar com as mudanças que a mesma acarretará no seu futuro. Agora nossa protagonista precisa decidir o que é mais importante: confiar em sua mente ou no seu coração.
Desde que li o primeiro volume desta série, “Para Todos os Garotos Que Já Amei” (clique no título para conferir a resenha), fiquei apaixonada por Lara Jean, sua família, seus amigos, e sua vida. Tudo porque Jenny Han criou uma protagonista doce e adorável, vivenciando coisas reais, que todos nós já enfrentamos ou vamos passar um dia, além de desenvolver uma fofa história de primeiro amor, e uma família incrível.
Então, cada vez que um livro da série foi anunciado, eu fiquei ansiosa para lê-lo. E dessa vez não foi diferente. E o melhor de tudo é que Han conseguiu superar os demais, que já eram maravilhosos, entregando uma conclusão que deixou meu coração quentinho e meu rosto com um sorriso ao finalizar a última página, e tenho certeza de que o mesmo aconteceu/vai acontecer com diversos outros leitores.
Neste volume, vemos um maior amadurecimento de Lara Jean, que precisa tomar algumas decisões importantes devido a um acontecimento que vai mudar seu futuro. Ela precisa escolher sabiamente, ouvindo tanto o coração quanto a razão, e considero que fez isso com maestria. Gostei da forma como ela lidou com a situação e como encontrou uma resolução para a mesma.

Além disso, Lara Jean está vivendo uma fase de mudanças que muita gente passa na adolescência, sendo que nos EUA eles possuem uma independência ainda maior, porque os jovens que se formam nos colégios acabam se mudando da casa da família e indo morar sozinhos, muitas vezes nas faculdades, que é o caso de nossa protagonista. Então ela precisa se preparar para todas essas mudanças que estão por vir, de ter que se mudar, enfrentar a vida sob outro ponto de vista, ganhar novas responsabilidades, ter que se virar sozinha, num ambiente novo sem que conheça quase ninguém (ou ninguém), longe de tudo e todos que sempre estiveram presentes, etc. Então é muito interessante ver essa preparação e como ela vai lidando com as coisas aos pouquinhos. Não tivemos a chance de vê-la de fato se mudando, então só pudemos acompanhar sua organização e pensamentos, e gostei muito da experiência.
A autora tem uma pitada de vida real muito bem desenvolvida e mostra que todos passamos por altos e baixos e temos que lidar com o que acontece com a gente, e, mesmo que alguma coisa a princípio possa parecer ruim, no futuro pode ser algo ainda melhor. E, mais uma vez, neste volume também vemos esta questão sendo trabalhada muito bem, o que achei bem bacana.


A Volta Ao Mundo Em 80 Dias - Jules Verne

Já li dois livros de Jules Verne (“A Ilha Misteriosa” e “Viagem ao Centro da Terra” – clique nos títulos para conferir as resenhas), ambos publicados pela Zahar, e fiquei completamente apaixonada por sua narrativa e, claro, suas histórias. Desde então, fico desejando que a editora publique novas obras escritas por ele e uma das mais desejadas era, sem dúvidas, “A Volta Ao Mundo Em 80 Dias”, um dos seus títulos mais conhecidos.
Quando a editora anunciou que ia publicá-lo em uma edição especial Comentada e Ilustrada da coleção Clássicos Zahar, não consegui fazer nada além de desejá-lo fortemente. E, assim que tive a oportunidade, comecei minha leitura. Ao terminá-la, posso afirmar que Verne é um dos meus autores clássicos favoritos, e agora venho compartilhar com vocês tudo o que achei desta obra.
Neste título conhecemos o cavalheiro inglês Phileas Fogg, um homem rico e solitário, que é conhecido por sua pontualidade e organização. Certo dia ele é desafiado pelos companheiros de seu clube, onde aposta que é capaz de dar a  volta ao mundo em oitenta dias. Então, junto do seu novo criado, Jean Passepartout, vemos Phileas entrar em uma grande aventura, onde são contadas as horas, minutos e segundos para ele conseguir cumprir a sua parte na aposta e não perder sua fortuna.

Acompanhamos, então, o trajeto desses dois numa grande jornada, na qual eles utilizam trens, navios, elefantes, trenós, etc., tudo para conseguir alcançar o objetivo dentro do tempo determinado. Mas, como toda a boa aventura, nosso protagonista tem que lidar com o detetive Fix, um homem que acredita que Phileas é um ladrão que roubou o banco de Londres e está usando a aposta como pretexto para fugir com o dinheiro do assalto, e, por este motivo, faz de tudo para atrasar a viagem de nossos personagens criando diversos obstáculos. Fora as situações absurdas e todo o tipo de contratempo que ambos passam na viagem, mesmo sem a intromissão de terceiros.

Vemos vários acontecimentos interessantes durante todo o caminho, sendo uma viagem empolgante e surpreendente do início ao fim, onde aprendemos um pouco mais sobre os lugares, costumes e tradições de onde passavam, e vemos como eles andam até mesmo de elefante para tentar alcançar o objetivo e se deparam com diversos tipos de cultura, diferentes paisagens e personagens encantadores.

Com uma narrativa rápida, fluida, bem-humorada e objetiva, acompanhamos as grandes aventuras de nosso protagonista e seu mordomo. Foi bem gostoso ver a relação dos dois, já que vemos como Jean criou uma grande admiração pelo Fogg, sendo uma pessoa muito fiel, e fazendo de tudo para ajudá-lo em todos os momentos. Foi bem legal ler sobre esses dois, e o fato de os personagens serem muito bem escritos, cada um com o seu jeito de ser, fez com que a história ficasse ainda mais gostosa. Além disso, a realidade nas ações e sentimentos dos personagens fizeram com que a gente se aproximasse deles, torcendo em cada virada de página para que tudo desse certo, já que conseguiram nos cativar.


Semana Especial: Para Todos os Garotos Que Já Amei – Personagens

Oii, gente! No segundo post da Semana Especial: Para Todos os Garotos Que Já Amei, vou comentar um pouquinho sobre os personagens principais da série, para vocês conhecerem mais sobre esta história fofa criada por Jenny Han.
Antes de continuar, quem quiser conhecer um pouco mais sobre a série, pode conferir meu post de ontem: Semana Especial: Para Todos os Garotos Que Já Amei – Conheça a Trilogia.

Lara Jean – É a protagonista da série, uma menina doce, fofa, com uma personalidade bastante meiga e agradável e que tem um jeitinho adorável de melhor amiga. Se ela fosse real e eu adolescente, com certeza gostaria de tê-la no meu hall de amigas íntimas, inclusive porque me identifiquei bastante com ela em diversos momentos e também devido a várias de suas atitudes quando eu tinha a sua idade, apesar de ela ser muito mais boazinha do que eu e até mesmo ingênua em alguns momentos. Ela adora cozinhar e fazer trabalhos manuais, e tem muita habilidade em ambas as coisas, é dona de um ótimo coração e está sempre pronta para ajudar. A história não poderia ser tão boa se fosse com outra protagonista, já que Lara Jean é o grande destaque de tudo.


Peter Kavinsky – Um dos maiores destaques, além de Lara Jean, é Peter Kavinsky. Ele foi de extrema importância em cada um dos volumes, e também o responsável por me fazer ficar apaixonada pelo romance. No terceiro livro ele está ainda mais fofo e romântico e é impossível não suspirar por ele, torcer para que consiga resolver algumas coisas que aconteceram em sua vida, e que o futuro entre ele e Lara Jean continue existindo e seja perfeito.

Kitty – A irmã caçula de Lara Jean merece um comentário por conta de toda a sua importância, porque ela é hilária e rende as ótimas cenas, além de ser independente e saber o que quer. Ela é um pouco abusada e implicante, o que as vezes me irritou um pouco, mas mesmo assim gosto bastante da personagem.


Semana Especial: Para Todos os Garotos Que Já Amei – Conheça a Trilogia


Oii, gente! Como vocês estão?! A Intrínseca convidou os parceiros para participarem de mais uma semana especial, e a série da vez é uma queridinha do meu coração: “Para Todos os Garotos Que Já Amei”. É claro que topei fazer alguns posts sobre esta história, porque acho que todo mundo deveria conhecê-la já que é amor demais envolvido.
No post de hoje, vou apresentar os livros para vocês que ainda não conhecem. E esperamos que continuem visitando o House of Chick nos próximos dias para conferir as demais postagens que faremos com muito carinho. :D
“Para Todos os Garotos Que Já Amei” é uma trilogia cujo volume inicial é homônimo, e, a princípio, seria uma duologia, terminando em “P.S.: Ainda Amo Você”. Mas ganhou críticas muito positivas e diversos pedidos de leitores que se tornaram fãs, para a autora escrever uma continuação. E como Lara Jean, a protagonista, ainda tinha muita coisa para nos contar, Jenny Han acabou nos presenteando com mais um volume, “Agora e Para Sempre, Lara Jean”.

Ao longo dos três livros, vamos acompanhar Lara Jean, uma adolescente fofa e carismática que adora testar novas receitas e fazer trabalhos manuais, que nunca tinha tido um relacionamento sério com alguém, apesar de já ter gostado de cinco garotos ao longo de sua vida, para os quais escreveu cartas de amor. Nessas cartas, nossa protagonista coloca todos os seus sentimentos, sem reprimir nada, e as guarda para si, já que as mesmas só servem para lhe ajudar a seguir em frente e deixá-los no passado. Mas o pior acontece: alguém acha as cartas e as envia para cada um dos garotos. Lara Jean precisará lidar com as consequências. Mas será que ela está preparada para o que está por vir?
Sou apaixonada por essa trilogia, Lara Jean é uma menina fofa e meiga, que com certeza vai conquistar o coração de muita gente, assim como fez com Peter e comigo (claro que em níveis diferentes hahaha). Aliás, Peter é outro grande destaque e é quase impossível não suspirar com esse garoto (a eu de dezessete anos teria uma quedinha gigantesca por ele!).
Vemos Lara Jean amadurecer, encontrar novos amigos, começar um relacionamento sério, enfrentar questões familiares, mudanças na vida, coisas que todos os jovens passam, até chegar o momento de se mudar e ir para a faculdade. Amei acompanhar cada decisão tomada, cada etapa de sua vida, e fico triste porque não vai ter mais livros, porque, por mim, a autora poderia escrever muitos mais, pois eu com certeza leria.
Já resenhei os dois primeiros livros aqui no blog e vou colocar um trechinho das minhas resenhas aqui embaixo, assim como o link para vocês poderem conferi-las na íntegra. A do terceiro volume será postada aqui na terça-feira, 13. Então voltem no blog para conferir o que eu achei deste desfecho adorável.


O Perfume da Folha de Chá - Dinah Jefferies

É incrível como livros pregam peças em nós, quando escolhi ler O Perfume da Folha de Chá da autora Dinah Jefferies, publicado pela Paralela, eu achava que seria um livro de época no estilo The Hathaways, com um pouco de sexo (vide o selo paralela) e toques da época, mas nunca estive mais enganada!

Gwendolyn Hooper é uma jovem inglesa que acabou de se casar com um viúvo plantador de chá. Depois do casamento ela parte para o Ceilão para viver com Laurence, e se depara com uma vida muito diferente do que está acostumada. Algum tempo depois da mudança ela descobre que está grávida, mas o que parece ser motivo de felicidade acaba despertando a maior tristeza de sua vida quando o parto acontece. Agora ela tem fazer escolhas com muito cuidado, e tentar equilibrar uma balança muito delicada!

Jefferies realiza sua narrativa em terceira pessoa com muita desenvoltura, nos envolvendo com os costumes do Ceilão, atual Sri Lanka. Sua vasta pesquisa sobre o país e tudo que envolve a plantação de chá é evidente e nos convida uma imersão tanto no tempo quanto no espaço de uma país que talvez não fosse pelo livro passaria desapercebido, e logo para mim que ama chá! Além de sua facilidade em narrar a drama a autora não nos poupa de sofrer, Gwen é uma protagonista que conhece logo cedo o que é a tristeza, e Jefferies é muito intensa quanto a isso.

Gwen tem apenas dezenove anos quando se casa, logo ainda esta descobrindo o que é o casamento e como deve se portar no país, além de também tentar compreender os fatos que marcaram a morte da esposa de Laurence. Com isso ela é muito ingênua e transparente, e sofre além da conta quando sua vida é marcada após o parto. Como sofri com esta moça! Ela passou por poucas e boas, mas devo dizer que não teve atitudes muito práticas ou inteligentes.

Laurence, seu marido desperta incerteza quanto a sua verdadeira natureza, já que no inicio da trama ora é muito carinhoso, ora é frio e distante. Mesmo assim desperta ao longo do tempo simpatia e empatia sobre seu passado. Por viver em uma época ainda marcada por costumes esperados da burguesia tem atitudes até que modernas, mas não sabe ainda como lidar com esta transição, especialmente com os trabalhadores de sua fazenda.

Verity é a cunhada, é cruel e egoísta, e não tive outra vontade que não de que ela sumisse, já que ela é uma das pessoas que contribuem para o sofrimento de Gwen com suas palavras e atitudes. Gwen é muito tolerante e paciente com ela por conta da morte dos pais da mesma, mas Verity ultrapassa todos os limites sempre!

Fran é a prima de Gwen, e não é presença constante, uma pena! porque ela é uma personagem leve e mais divertida do que todos os demais personagens. Não tem o perfil de mulher que sofre, e poderia já que é sozinha e não tem ninguém (seus pais morreram). É moderna e prática, a frente do seu tempo.

Naveena é a principal empregada da casa, foi quem criou Laurence, e passa a ser a mão direita de Gwen após o parto. É uma pessoa simples, mas muito dedicada e leal. Sem sua ajuda Gwen teria se perdido mais ainda!


[LANÇAMENTO] Roleta Russa – Gisele Souza


Oii, gente! Como vocês estão? :D No post de hoje vamos falar sobre um lançamento nacional que está sendo publicado pela Editora Charme, e está nos deixando super curiosas e empolgadas: “Roleta Russa”, primeiro volume da série Família Gazzoni, de Gisele Souza. Já ouvi comentários de que esse livro é bem diferente do que estamos acostumadas a ler, então preciso começar minha leitura para ontem!
Roleta Russa - Família Gazzoni #01 - Gisele Souza (Skoob)
Você já parou para se perguntar se tem o controle total da sua vida? Nunca se sentiu como uma marionete com cada passo meticulosamente planejado por outras pessoas? Já ficou sem saída?
Minha vida sempre foi cercada de perigo, crimes e violência. Tive a alma marcada pela morte. Nunca acreditei que tivesse direito à luz depois de andar pelas sombras... Sempre soube qual era o meu destino e aprendi a me ajustar ao que não tinha opção.
Então, tudo se tornou um tabuleiro de xadrez. Você precisa dar o xeque-mate ou é eliminado. Quando não se tem muito, não há nada a perder. Sou Enzo Gazzoni, meu nome é como uma oração para alguns e uma maldição para outros. Escolha seu lado da Roleta e torça para não ser o sorteado.


CONHEÇA OS PERSONAGENS
Enzo Gazzoni é um personagem intenso, errado, daqueles que você ama odiar, ou odeia amar. Não sei ao certo, mas com certeza ele marca a gente de alguma forma. Para as características físicas do personagem eu me inspirei, com a ajuda da minha “personal avatar”, no modelo fitness Samuel Finn. Ele deu rosto ao meu mafioso favorito.
Carina Agnelli é uma personagem que cresceu no decorrer da história, ela amadureceu e se transformou em uma das minhas personagens mais fortes. Para a inspiração de nossa mocinha que gosta de viver no limite peguei emprestado a imagem de Demi Lovatto, ela se encaixou tão perfeitamente que se rolasse um filme do livro tinha que ser ela a representar a protagonista. (Sonhar não custa nada. rs)
Os dois juntos são intensos demais, não há outra palavra para definir. Cada cena é carregada de sentimentos e eu acredito que o desenrolar e desfecho dessa história irá surpreender muita gente.


Nada Mais a Perder - Jojo Moyes

Sendo uma fã de carteirinha de Jojo Moyes, sempre que me é possível começo a leitura de um dos seus títulos, pois já sei que com certeza vou amar a história. O livro da vez foi “Nada Mais a Perder”, que é um dos poucos que ainda não tinha lido dela, e que pareceu me trazer uma história encantadora.
Neste volume conhecemos Sarah, uma adolescente de apenas quatorze anos que perdeu a mãe cedo e que foi criada por seus avós. Ela tem um grande amor pelos cavalos, assim como o seu avô Henri, um antigo cavaleiro francês de Le Cadre Noir (uma renomeada escola de hipismo na França onde ele estudou quando era jovem). Todos os dias, antes de ir para escola, nossa protagonista passa nos estábulos para treinar com o Boo, seu cavalo, mantendo a sua rotina bem rígida e sendo treinada sempre pelo seu avô, que lhe ensina tudo o que sabe, já que seu sonho é que sua neta siga os mesmos passos. Como já havia perdido a sua avó quatro anos antes, ela vê sua vida mudar completamente quando o seu avô adoece, já que acaba ficando sozinha à mercê da própria sorte, até que algo muda e ela precisa ficar sob a guarda de uma família temporária.
É assim que a vida de nossa protagonista se cruza com Natasha e Mac. Ela é uma advogada que passou a viver para o trabalho, principalmente depois que o seu marido foi embora. O relacionamento deles ia de mal a pior, e por conta disso ele saiu de casa. Mas, após quase um ano, ele resolve voltar e, como parte da residência ainda era do mesmo, ele volta para lá, até que ela seja oficialmente vendida.
Quando Sarah vai morar com eles, a vida de todos muda bastante, até porque ela é uma adolescente cheia de segredos, fechada, e que acima de tudo não quer que ninguém descubra sobre Boo, já que ela o ama de coração, compartilhando carinho, amor e amizade tão grandes pelo animal, que dificilmente as pessoas conseguem entender.
Mac e Natasha passam por diversas situações para tentar salvar a vida da menina, uma vez que ela se mete em diferentes tipos de confusões, já que não conta para ninguém os seus segredos e acaba sumindo por determinados períodos, etc.
Com uma escrita cativante, Jojo mais uma vez conseguiu me conquistar em todos os momentos, trazendo personagens incríveis e um enredo muito bem construído. A leitura é tão envolvente que parece que estamos junto com os personagens, sentindo o que eles estão sentindo, e torcendo para que tudo dê certo em suas vidas.


Paris Para Um e Outros Contos - Jojo Moyes

Se tem uma autora que eu só escuto elogios, esta é Jogo Moyes. Confesso que, com tantas opiniões positivas sobre a mesma, tinha muita vontade de ler uma de suas obras para entender o que tantos leitores veem. Só que, infelizmente, eu não gosto de livros para fazer chorar, principalmente porque eles me deixam muito, muito mal. E sei que a maioria das pessoas gosta deste tipo de obra, mas eu prefiro as divertidas. Como não sei se existe alguma obra completa da autora que não seja tão triste, resolvi começar pelo seu exemplar de contos, e foi uma ótima experiência.
“Paris Para Um e Outros Contos” é uma coletânea com dez histórias curtas, que nos fazem sorrir e torcer pelos personagens, assim como nos apaixonar por suas tramas. Vou comentar um pouco sobre cada um individualmente, porém não vou me estender muito, já que alguns dos contos são realmente muito curtos, e eu poderia acabar estragando a leitura.
O primeiro e o último contos são os mais extensos e também têm em comum que se passam em Paris, e no exterior eles também foram publicados em edições físicas e digitais separadamente, mas fora isso não têm mais nada em comum. Aliás, cada uma das histórias deste volume é completamente independente das demais. Uma curiosidade é que, lá fora, a edição de “Paris for One and Other Stories” (pelo menos a que eu vi) não contém “Lua de Mel em Paris”, último conto da antologia no Brasil. Então eu achei ótimo que a Intrínseca tenha incluído a mesma aqui, pois foi uma das minhas preferidas.
No conto que empresta seu nome ao título do exemplar, “Paris Para Um”, vamos conhecer Nell, uma moça que é muito preocupada com as coisas e nunca faz algo sem planejamento ou viveu uma aventura. Agora ela ganhou um bônus no trabalho e, como ouviu diversas pessoas falando sobre coisas maravilhosas que iam fazer com seus respectivos dinheiros e também sobre o fato de ela não fazer nada, decidiu mudar isso. Nell, então, presenteou seu namorado com uma passagem para Paris. Mas, no dia da viagem, ele simplesmente lhe avisa que vai se atrasar, e depois, quando ela já está na cidade luz, avisa que não vai mais lhe acompanhar.
Num primeiro momento, nossa protagonista deseja ir embora, mas algumas circunstâncias a fazem ficar, o que se torna a melhor coisa que aconteceu em sua vida, já que Nell acaba conhecendo uma nova versão de si mesma, mais corajosa e independente, e podemos acompanhar seu amadurecimento, mesmo que em poucos dias de viagem. E, claro, vive um belo e delicioso amor com Fabien, que acaba se revelando o homem certo para ela.
Essa história é tão fofa e foi a minha favorita! Fiquei completamente apaixonada pelos personagens, pelo romance, pelo casal, e, claro, por Nell. Adorei ver seu crescimento e como ela descobriu coisas a seu respeito que mudaram sua vida. Esse conto contém quinze capítulos e a narrativa é intercalada em terceira pessoa, ora acompanhando Nell (na maioria dos capítulos), ora acompanhando Fabien. E pude perceber que Jojo é uma ótima autora em poucas páginas, e agora fico imaginando como deve ser uma obra completa.
Em seguida temos “Entre os Tuítes”, cujo personagem foco é Declan Travis, ex-apresentador de programa de TV diurno, dono de uma imagem de um homem de família íntegro e fiel, que está sendo acusado pelo Twitter de ter um caso com uma moça por anos. A protagonista deste conto, narrado em primeira pessoa, Bella, é a responsável por averiguar quem está por trás destas afirmações para salvar a imagem do cliente. O interessante é ver como a autora mostra que redes sociais podem mudar a vida de uma pessoa, e até mesmo trazer algumas verdades à tona.
O terceiro conto, "Tarde de Amor", nos apresenta um casal, Sara e Doug, cujo marido resolve fazer uma surpresa em comemoração ao aniversário de casamento dos dois, que foi semanas atrás. Ela não está muito entusiasmada com a ideia, porque tinha planos de arrumar a casa e fazer coisas para os filhos, e agora terá que deixar tudo pausado por vinte e quatro horas. Além do mais, quando chegam ao quarto de hotel, eles percebem que há um clima meio estranho entre os dois e que não passam mais alguns momentos sozinhos há muito tempo. Tudo pode ir por água abaixo e o encontro ser uma porcaria, ou eles podem começar a perceber algumas coisas e realmente aproveitar o tempo “livre”.
Em "Um Pássaro na Mão", vamos acompanhar o casal Simon e Beth em uma festa de noivado da qual ela não queria participar. Quando encontra com seu antigo amante, Ben, nota que ainda há faísca entre os dois, mas ele também já está casado agora. Percebendo que ele sente sua falta e que pode ser recíproco, Beth tem uma decisão a tomar, principalmente depois de ouvir uma proposta dele. Mas será que vale a pena viver tudo aquilo novamente?
"Sapatos de Couro de Crocodilo" é o quinto conto da obra, e nos apresenta Sam, uma mulher que por acaso fica com um par de Louboutins no lugar de seu sapato de costume para ir a reuniões, as quais não pode se atrasar. Mas, diferentemente do que ela esperava, estes sapatos lhe dão confiança e lhe ajudam mais do que ela jamais poderia imaginar, tanto em sua vida profissional quanto na pessoal.



Big Rock - Lauren Blakely

Spencer Holiday sabe que é um moreno alto, bonito e sensual, rico e dono de um membro de ouro, espetacular no tamanho e sensacional no modo como ele o usa. Ele pode ter todas as mulheres que desejam essa soma maravilhosa de ótimas características e sabe se divertir muito bem com isso. Além do mais, mesmo com todas essas características incríveis, Spencer é um fofo, uma verdadeira doçura em pessoa.
Nosso protagonista é dono de um bar de sucesso junto com a sócia Charlotte, mas sua família é dona de uma das melhores joalherias do país, e seu pai gostaria que o filho seguisse com o negócio, mas como Spencer não deseja isso para a vida, ele quer vendê-la para um empresário tradicional e pede uma missão bem difícil para o jovem Holiday: fingir que ele é um homem comprometido que não sai com uma mulher diferente a toda hora.
Então Spencer decide pedir ajuda a ninguém menos do que sua melhor amiga e sócia, Charlotte, para que ela finja ser sua noiva até que as negociações sejam finalizadas. Como ela também tem suas próprias questões para resolver, decide fazer uma troca de favores com ele e aceita a proposta. E, em pouco tempo, os dois compartilham o desafio de fingir que são noivos na frente de todos, enquanto dividem os lençóis no quarto fazendo as mais variadas e divertidas coisas na cama. Até que Spencer passa a perceber que o que ele quer com Charlotte por ser muito mais do que apenas sexo, mas será que está mesmo preparado para uma relação duradoura, podendo pôr em risco a grande amizade deles?
Ainda não conhecia a escrita de Lauren Blakely, mas adorei! Sua narrativa é leve, gostosa, envolvente, muito quente, e flui maravilhosamente bem. Acho que não deve existir uma única pessoa que comece a leitura e demore muito com a mesma, visto que também é simples e direta, fazendo com que as páginas voem com bastante facilidade. Além do mais, acho ótimo que ela tenha utilizado alguns assuntos mais pesados com uma leveza incrível, e ainda deixou a história interessante.
Só achei o protagonista um pouco dramático (no sentido de melodrama mesmo) em alguns momentos e devo confessar que isso me incomodou um pouquinho conforme ia conhecendo-o mais. Eu geralmente não curto personagens com essa característica evidente. Mesmo sendo bastante convencido consigo mesmo e com seu grande instrumento (só porque não quero usar outras palavras na resenha haha), ele é doce, divertido e me fez sorrir em várias situações, mas também é confuso e até um pouco forçado ou superficial às vezes. Então, apesar de ter gostado de Spencer e de sua ambiguidade, não poderia dizer que me apaixonei por ele ou sua personalidade.
Para quem não gosta de drama ou muitos acontecimentos atrapalhando o romance do casal (estilo novela brasileira, que sempre tem uma pessoa que é contra os dois juntos e faz de tudo para separá-los), esse livro é perfeito para você. Já que o enredo segue um fluxo normal e nada tão grandioso acontece para mudar isso, não havendo grandes oscilações pelo caminho. Isso é bem interessante porque na vida real também é assim, já que dificilmente você vai encontrar alguém querendo estragar seu namoro com outra pessoa só porque tem inveja ou algo semelhante – pode acontecer, mas é bem difícil. E sobre a parte dos dramas, algumas pessoas podem sentir falta de uma ação diferente ou um plot twist de vez em quando, mas não é especialmente ruim que nada disso tenha de fato ocorrido.
Portanto, esse é um livro leve, divertido e despretensioso, que com certeza vai te fazer passar bons momentos. Só não espere algo diferente ou realmente memorável, porque, infelizmente, não há nada disso aqui. A obra cumpre o que propõe dentro do gênero, só acabou não sendo tão marcante para mim.
O romance foi fofo e gostoso de acompanhar, principalmente porque surgiu de uma amizade, mas não aconteceu aos pouquinhos para nós, leitores. Porque, mesmo que eles já tenham um forte e duradouro relacionamento como amigos, nunca antes tinham realmente pensado em subir para um nível romântico, então essas transições acabaram sendo um pouco rápidas demais para mim, que gostaria de ter visto mais dos sentimentos evoluindo de um jeito que me fizesse torcer. Mas, quando dei por mim, tudo já tinha acontecido.


Cicatrizes - Torn #01 - K.A. Robinson

A primeira coisa que me chamou bastante atenção neste título foi a capa, que é extremamente bonita. Pela sinopse, a história me agradou bastante e parecia ser como eu gosto. Por isso, escolhi começar a ler esse volume o quanto antes. Agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito desta obra, que é o primeiro volume de uma série, publicado aqui no Brasil pela editora Rocco através do Selo Fábrica231.
Neste volume, conhecemos a história de Chloe, uma jovem que sempre teve um passado bem difícil, já que sua mãe é uma viciada em drogas, além de ser desequilibrada. Muitas coisas de ruim já aconteceram com ela, uma vez que a mesma já foi espancada e quase estuprada. Mesmo com tudo de péssimo que aconteceu em sua vida, vemos que nossa protagonista tem uma cabeça ótima e continua erguida, firme e forte para tudo. Agora, ela acabou de entrar na faculdade, junto com os seus dois melhores amigos, Amber e Logan, para cursar psicologia.
Já no primeiro dia de aula, ela se senta perto de Drake, um bad boy, vocalista de uma banda, mulherengo e bastante cobiçado pelas meninas. Claro que Chloe logo se sentiu atraída, e por isso rolou uma troca de olhares, mas então a amizade começou, e vemos que ambos gostam bastante desta relação, até porque nenhum dos dois está à procura de um relacionamento.
Enquanto nossa protagonista está tentando esquecer os sentimentos que nutre por Drake, vemos que Logan, o melhor amigo dela e seu fiel escudeiro desde os tempos do ensino médio, resolve se declarar para a mesma, lhe pedindo uma chance.
Vemos, então, que Chloe fica na dúvida entre Drake, um cara lindo e cheio de tatuagens, que faz o seu coração disparar, e Logan, seu melhor, que ela via como um irmão, mas de quem ela realmente sempre gostou, fazendo com que a gente tenha mais um triângulo amoroso. Eu particularmente acho que para uma autora criar um triângulo, tem que ser muito bem feito para me conquistar, já que, para mim, já deu. Começo a achar chato, e isso me incomoda um pouco durante a leitura.
O livro começou a me perder aí, até porque achei a protagonista bem chatinha e não consegui entender as decisões que tomou. Se fazendo muito de coitada, ela não me apresentou nenhuma profundidade ou característica interessante para que eu me apagasse a mesma.
Esse volume tem uma narrativa fluida, mas focou muito na questão do triângulo amoroso, e isso acabou me irritando. Além disso, parece que as cenas foram sendo escritas e jogadas, sem haver uma preocupação com o enredo e o contexto, fazendo várias cenas de acontecimentos e descobertas serem mal trabalhadas.
Os personagens também não conseguiram me cativar tanto, fazendo com que eu não torcesse por nenhum deles. A história criada pela autora tinha tudo para dar certo, até mesmo os personagens, mas acho que ficou faltando alguma coisa para que conseguissem me conquistar. Estou torcendo bastante para que, no próximo volume, tudo seja mais bem cuidado, e que eu goste mais dessa série. Porém ainda não tenho certeza de que vou continuar lendo a mesma.