Melhores Doramas que Assisti em 2017


Oii, gente! Hoje vim falar sobre o meu vício mais recente: Doramas! Para quem não sabe o que é isso, são séries asiáticas, que também podem ser chamadas de dramas. E são eles: K-Dramas (Coreanos), J-Dramas (Japoneses), C-Dramas (Chineses), Tw-Dramas (Taiwaneses) e tem os Tailandeses, também conhecidos como Lakorns. Mesmo com o nome drama, não necessariamente são histórias dramáticas ou tristes (como eu havia pensado antes), pelo contrário, existem dramas de diversos os estilos: romance, comédia, ação, etc. Posso explicar em um novo post se alguém se alguém se interessar.
Eu já tinha ouvido muita gente falando super bem de séries asiáticas, mas nunca tinha assistido, então em junho estava procurando algo novo e decidi escolher uma na Netflix. E não é que fiquei total e completamente APAIXONADA e VICIADA?! Hahaha Até agora, já finalizei 18 doramas, sendo a maioria Coreano, estou com outros 15 em andamento – alguns assisto com maior frequência, outros ainda estão meio pausados, e apenas três foram abandonados. O saldo até o momento está bem positivo, não acham? Por conta disso, resolvi fazer uma listinha com os melhores que assisti este ano. Mas devo ressaltar que quase nenhum deles foi lançado em 2017 e, portanto, esta lista não é dos melhores lançamentos do ano, mas, sim, dos meus assistidos. Vamos a ela? Não está na ordem de preferidos, porque não sei escolher e todos têm um lugar especial juntos no meu coração. 

A fofa e tímida Na Bong Sun trabalha como ajudante no restaurante do renomado chef Kang Sun Woo, por quem ela tem uma paixão secreta. Ela adora fazer receitas, tem um blog sobre o assunto e seu sonho é ser uma chef. Mas nem tudo são flores em sua vida e ela tem a capacidade de ver fantasmas e, por isso, sofre bastante já que não dorme direito e vive com a carga de energia bem baixa.
Por outro lado, conhecemos a fantasma Shin Soon Ae, uma jovem que acabou morrendo sem nunca ter vivido um grande amor. Ela não se lembra da causa de sua morte, mas acredita que para poder seguir em frente precisa acabar com suas pendências neste plano, ou seja, deve perder sua virgindade. E, para isso, precisa possuir o corpo de uma mulher para cumprir sua missão. E é assim que escolhe a Bong Sun.

Com uma mudança drástica de comportamento, vemos Bong Sun perder a timidez e fazer tudo o que a anterior não tinha coragem. Nesse meio tempo, com sua missão para ser cumprida, Soon Ae usa o corpo dela para seduzir o chef Kang, que passa a prestar ainda mais atenção na menina – por quem ele já nutria algum sentimento.

Esse foi um dos primeiros doramas que assisti, ainda na Netflix, e fiquei total e completamente apaixonada por ele. É sério, ele é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! Tem comédia, romance, suspense, momentos de tensão, outros tristes e reflexivos. Amei o casal principal (inclusive os beijos *-*), torci muito pela Bong Sun e a atriz Park Bo Young já virou uma das minhas preferidas da vida, amei sua atuação sendo “duas” em uma. Os personagens coadjuvantes também são ótimos e adorava as cenas deles. A trama não ficou chata nem por um segundo, e gostei muito que teve uma pitada de mistério, que nos deixa presas nos capítulos para poder desvendar tudo.
Oh Yeon Joo é uma residente de cirurgia cardiotorácica, cujo pai é o autor de um dos webtoons mais famosos da Coreia: W. Depois que ele desaparece, ela acaba sendo levada para outra dimensão por um cara todo ensanguentado à beira da morte. Depois de salvá-lo, ela percebe que se encontra dentro da história criada por seu pai e agora não sabe como fazer para escapar daquele mundo que parece tão real. E como sua entrada neste mundo paralelo pode afetar sua vida e das pessoas com quem convive.



Os Possessos - Aventuras com os Livros Russos e seus Leitores - Elif Batuman

Não costumo comprar livros pelas capas, embora tenha paixão pelos livros com capas bonitas se existe algum com boa história e capa ruim, eu simplesmente sigo a leitura e ignoro a capa. Isso não quer dizer que nunca tive amores a primeira vista antes mesmo de saber do que se tratava. Então acompanhe o raciocínio, eu amo matrioskas e claro amo livros, o que acontece quando surge um livro com elas na capa e ainda segurando livros? Amor claro rs! Histórias a parte o livro em questão é Os Possessos - Aventuras com os Livros Russos e seus leitores, escrito por Elif Batuman, e publicado pela Leya.

O livro trás cinco crônicas da autora, sendo uma delas dividida em três partes sobre sua história de vida e as obras de literatura russa. Quando estava na faculdade Elif não tinha interesse em estudar a literatura, ela acreditava que se fizesse isso acabaria por estragar aquilo que amava, mas a vida é caprichosa, e quando se deu conta estava de cabeça na literatura.

As crônicas são todas feitas em primeira pessoa, a autora não só conta sobre sua vida, como relações familiares, namoros e cia, como também suas desventuras em série atrás de compreender autores. E pensem em uma pessoa muito receptiva, está é ela, porque as coisas mais bizarras aconteciam em suas viagens e ela sempre encarou tudo com muito bom humor (o que você faria se fosse a um congresso na Rússia e ficasse sem sua mala? Ficaria cinco dias com a mesma roupa? Pois ela ficou!). Acho que isso trás uma leveza a sua escrita que por vezes acaba densa apenas quando ela se aprofunda em análises de trechos de obras ou da vida de algum autor.

A Primeira crônica fala de Isaac Bábel, um escritor soviético que sofreu um bocado nos conflitos da época. Achei peculiar que quando estava preso a coisa que mais o incomodava era não terminar seu livro, e invés de pedir por sua vida ele pedia para terminar seu livro. Nunca tinha ouvido falar dele, mas espero espiar em breve algo escrito por ele.

Não contente em falar turco, inglês e russo a autora foi estudar uzbeque, e por conta de suas aventuras acabou passando um verão em Samarcanda para estudar a língua. Essa crônica é dividida em três partes. E eu no lugar dela tinha fugido daquele lugar faz tempo rs! Ela e seu namorado na época (um que ela queria um tempo longe e acabou indo com ela rs!) passaram esse tempo de estudo na casa de uma família que era um bocado maluca! Para não dizer as duas pessoas que davam aula a ela que eram também peculiares.

Outra crônica conta sobre sua viagem para Rússia, quando um castelo de gelo havia sido construído, semelhante a um descrito em uma obra do autor Lajétchnikov. Ela vai em busca de compreender se as pessoas que fizeram o castelo e o visitavam tinha conhecimento da história da casa de gelo (que por sinal é bastante maluca!).


Aprendi com Jane Austen - William Deresiewicz

Como uma viciada em Jane Austen como eu, todos os livros que trazem alguma coisa que remeta a ela já me interessam, assim como séries de televisão e filmes. Faço parte de um grupo que consegue ser viciado nas obras dessa autora e em todas adaptações da mesma. Por este motivo, quando descobri a Rocco tinha em seu catálogo esse livro que William Deresiewicz escreveu, contando para a gente tudo o que ele aprendeu com essa consagrada e tão querida autora, que apesar de ter escrito os seus livros há mais de duzentos anos, ainda consegue conquistar todos nós, como se eles fossem atuais, fiquei louca para ter esse volume em mãos. E assim que me foi possível, comecei esta obra.
Em “Aprendi com Jane Austen”, William nos leva pelo caminho percorrido por ele durante os anos em que estava concluindo a sua dissertação para a conclusão da pós-graduação em literatura. Durante esse período, ele se envolveu cada vez mais com a Jane Austen e esmiuçou suas obras conforme ia lendo e anotando as suas descobertas durante esse caminho.
Esse exemplar é dividido em lições, não na ordem cronológica dos livros que a Jane escreveu, mas na ordem em que o autor foi lendo, sendo que capítulo se dedica a um dos títulos de Austen tendo correlação com uma fase da vida do autor.
Em todo o livro, conhecemos as opiniões de William Deresiewicz, que muitas vezes são parecidas com a nossa e, em outras, não, e vemos como ele consegue falar sobre uma mulher tão importante e como ela mudou a sua vida. Ele narra que com a ajuda de Jane ele se tornou uma pessoa melhor, e quais lições ele aprendeu com as suas obras.
Vemos que em Emma ele aprendeu a importância do cotidiano, que Orgulho e Preconceito fala sobre o Amadurecer, já em Abadia de Northanger vemos a importância do aprender a aprender. Mansfield Park trata sobre a importância de ser autêntico, Persuasão, sobre os amigos de verdade, e Razão e Sensibilidade sobre apaixonar-se. Achei muito interessante ele ter pego algo que aprendeu nos livros e ter dado o nome ao capítulo, por assim dizer, com ele fazendo com que a gente consiga entender em apenas poucas palavras o que significou para o autor essas obras.
A leitura desse volume é irresistível e acho que todo mundo que ama Austen deve dar uma chance para esse livro para conhecer as opiniões do autor. A narrativa é rápida e fluida, fazendo com que a gente não consiga para de ler. Gostei bastante do fato do autor, que hoje é professor, escritor e crítico literário, ter falado abertamente sobre suas opiniões e ter dito que ele era uma pessoa que dizia odiar a Jane sem nunca ter lido uma de suas obras, demostrando que até ele mesmo já fez parte do preconceito literário de algumas pessoas em relações as obras que são consideradas “romances mais para mulheres”.



Os Crimes da Rua Morgue e Outras Histórias Extraordinárias - Edgar Allan Poe

As vezes me pego na vergonha de não ter lido certos autores, não porque são clássicos universais, mas porque eles tem haver com a minha personalidade e eu já deveria tê-los lido. Um destes autores é Edgar Allan Poe, que eu já havia lido O Corvo, mas nunca tinha parado para apreciar seus contos, ou seja, praticamente não o conhecia! Em Os Crimes da Rua Morgue e Outras Histórias Extraordinárias, publicado pela Fantástica Rocco, eu finalmente resolvi este problema!

Publicado originalmente em 1841 na Graham's Magazine este volume contém o conto, os Crimes da Rua Morgue, que é considerado como a obra inaugural da literatura policial. Ao todo são dezoito contos do autor, e ao contrário do que costumo fazer com livros de contos não pretendo comentar cada um deles isoladamente, mas explorar as características da narrativa do autor, isto porque são contos breves, e assim falar sobre seus enredos pode prejudicar na leitura do mesmo.

Poe realiza sua narrativa em sua maioria das vezes em primeira pessoa, com o protagonista narrando um fato de seu passado, apenas dois contos foram narrados em terceira pessoa. O fato de serem feitos em primeira pessoa trabalha com maior riqueza a mente dos personagens que não só nos contam os fatos, mas seus pensamentos a respeito do que fizeram e porque fizeram.

Basicamente podemos pensar que os contos trabalham com dois tipos de personalidade, primeiro e em sua maioria indivíduos perversos que por muitos seriam chamados de psicopatas. São homens, e agora pensando todos são protagonizados por homens, que entram em uma espiral de loucura e comentem crimes dos mais variados, desde arrancar um olho de um gato até matar um ser humano. Alguns porque são maus outros porque parecem sofrer influência do diabo.  O segundo tipo são os deprimidos e melancólicos que não veem sentido na vida, e logo se entregam a enfermidades. Alias é muito frequente as doenças que consomem, em sua maioria as mulheres, que perdem o ânimo de viver e definham pouco a pouco.

Poe é excelente em explorar estas naturezas humanas, diria que sua grande riqueza é exatamente o produto humano, pois um conto ou outro não tem muito sentido, pelo menos não a primeira leitura, mas seus personagens são muito bem explorados mesmo que em tão poucas páginas. E ele explora isso tão bem que ler muitos contos em seguida pode acabar pode deixá-lo um pouco deprimido como os personagens.

Ele trabalha também muito dentro do gênero fantástico, pois muitas estórias até quase seu fim deixam claro se o que está acontecendo é algo paranormal ou algo apenas bizarro, mas que tem uma explicação possível. O sobrenatural, a aniquilação, a destruição e a loucura são seus grandes temas. Edgar é ótimo em criar climas macabros, alimentar cenas repugnantes e nos deixar desconfiados de tudo e todos.

Ao começar a leitura do livro não me identifiquei logo no começo, o primeiro conto que tem um pobre gato envolvido me pegou desprevenida, mas agora ao término do livro o clima do livro deixou um gosto de quero mais. Porque sim, eu sou das que gostam de coisas góticas, e Poe constrói uma atmosfera densa e sombria como poucos.

O conto que dá nome ao livro é muito divertido, isto porque o desfecho do crime é tudo menos o esperado, e sim é visivelmente quem traçou e influenciou as personalidades de Sherlock Holmes e Watson, já que tudo está ali neste pequeno conto. Infelizmente ele é o único do gênero no livro (Ao todo o autor tem em sua obra apenas três contos deste estilo, mas só está neste livro).



Borboleta Negra - Apple White #01 - Halice FRS

Ashley Walker já passou por coisas terríveis na vida, mas deu a volta por cima e hoje é dona de seu próprio negócio. Com uma personalidade forte e uma aparência estonteante, acaba chamando a atenção por onde passa. E com Lorde Edrick Bradley III não é diferente. Intrigado com a indiferença da moça com relação a ele e a seu título de barão de Westling, ele a segue depois de um encontro casual na rua. Mas ela não lhe dá muita atenção.
Porém, uma chuva torrencial começa a cair e Ashley, estando numa vila vizinha de onde mora e sem ter meios de voltar para casa com aquele tempo, se vê sem saída e acaba aceitando uma carona dele. E parece que o destino quer pregar uma peça nesses dois, já que a carruagem que os levava sofre um acidente e ficam impossibilitados de continuar com a viagem.
Como estão próximos a casa dele, Edrick lhe oferece uma estadia até o tempo melhorar. Mas outras situações acontecem, fazendo com que ela passe ainda mais tempo hospedada naquele local que lhe traz muitas memórias, muitas das quais deseja esquecer. Quando passa mais tempo com o barão e começa a conhecê-lo melhor, percebe que ele não é como imaginou que fosse e também nem se parece tanto com outros homens com títulos que já passaram por sua vida.
E os dois começam a se aproximar cada vez mais. Edrick consegue quebrar algumas das barreiras que ela colocou em seu coração. E ela faz com que ele reveja conceitos e encontre alguém que realmente abale suas estruturas. Porém, aquele relacionamento nunca poderia dar certo, já que Ashley tem muitos segredos escondidos sob a superfície. E, por mais que seus sentimentos sejam fortes o suficiente, a verdade não deve vir à tona. Então eles terão que lutar muito se querem ficar juntos, principalmente ela com os fantasmas de seu passado. Resta saber se o amor será realmente o suficiente para enfrentarem tudo o que encontrarem pelo caminho.
Como uma completa apaixonada por romances de época, atualmente meu gênero favorito, estava louca para ler “Borboleta Negra”, que prometia trazer uma história linda, emocionante e intrigante. Por ser de uma autora brasileira, minha empolgação estava ainda maior, já que amo prestigiar talentos nacionais. Agora só posso dizer que preciso ler mais obras da autora o quanto antes!!
A trama construída por Halice FRS é realmente muito bonita, rica em detalhes e acontecimentos. Acompanhamos um tempo relativamente curto da história dos protagonistas, mas o enredo é tão rico que temos a impressão de que é mais tempo.
A escrita da autora é leve, descritiva, bem real e completamente envolvente. Algo que achei muito interessante é que tudo é bem visual. O leitor logo se vê inserido naqueles cenários e situações, como se realmente estivesse lá junto com os personagens, vivendo tudo aquilo e passando por aqueles locais.
Os personagens são maravilhosos, muito bem construídos e apresentados. Algo que gostei no texto da autora foi a forma como ela mudava o ponto de vista de sua narrativa, desenvolvida em terceira pessoa sob a perspectiva de ambos os protagonistas, Ashley e Edrick. Em um momento um deles estava com o foco principal e em seguida o outro, mas as mudanças eram sutis e bem trabalhadas, então numa mesma página podíamos entender melhor um ou outro personagem mais de uma vez.
Além disso, alguns personagens secundários são incríveis e merecem um comentário. Entre eles, o destaque vai para Phillip e Frederick, homens muito importantes nas vidas dos protagonistas, Edrick e Ashley, respectivamente. Porém, alguns outros também chamaram atenção, como Benjamin, Lily, Samy, Marie e Rosinda.


O Feiticeiro de Terramar - Ciclo Terramar #01 - Ursula K. Le Guin

Já tinha ouvido falar muito da Ursula K. Le Guin, mas com suas produções de ficção científica, quando a editora Arqueiro publicou sua série de fantasia, O Feiticeiro de Terramar (Ciclo Terramar - Livro I) eu fiquei surpresa! E como sempre quando se trata de fantasia eu corri comprar esse livro de capa inspiradora!

Dizem as lendas que o mais poderoso feiticeiro de todos os tempo é um homem chamado Gavião, mas o que ninguém sabe é que nem sempre este poderoso homem foi como sua fama diz. Um dia ele foi Ged, um orfão que depois de descobrir seus poderes foi para uma escola de magos estudar. Mas magia sem sabedoria é sinônimo de perigo, assim dominado pelo orgulho ele libera uma grande sombra que passa a persegui-lo.

A narrativa em terceira pessoa de Le Guin é bastante solta e suave. A melhor forma de explicá-la é pensar nas narrativas que normalmente introduzem livros de fantasia. Sabe aqueles momentos que eles contam sobre alguma mitologia, lenda, onde o mundo é formado, guerras se iniciam e etc? Então esse é o tom do livro todo, sempre acompanhando a vida de Ged, desde quando descobriu seu talento para magia, até seu desfecho com este criatura que o persegue.

Ged é um jovem um pouco desprovido de amor, ele foi criado de forma um pouco largada pelo pai, e distante por uma tia. Logo ele não tem muito apego as pessoas e coisas, o que o permite ser mais ousado e com limites muito duvidosos. Até certo ponto da trama fiquei em dúvida quanto a índole dele, se ele seria o mocinho ou vilão, e a verdade é que temos um personagem muito real, nem um herói idealizado, nem um vilão insano. Apenas um jovem com dificuldades em ter poder e ser sábio ao mesmo tempo.

A grande virada do livro para o protagonista é descobrir quem é a criatura que o persegue, já que neste universo de Le Guin é preciso saber o nome das coisas e seres para ter domínio sobre elas. Descobre até que rápido do que se tratava, isso estragou um pouco o suspense, mas não deixou que a ideia por trás deixasse de ser interessante. Outro destaque é o fato do universo físico do livro é de ilhas, isso mesmo, aqui não temos grandes territórios de terras, mas diversas ilhas que se dividem com suas culturas e crenças. O livro é breve, 175 páginas, mas é suficiente para contar a estória que se propõe.

O livro conta com um posfácio feito pela autora, onde ela explica a ideia da concepção do livro e o porque de algumas de suas escolhas. Ela explica, por exemplo, que livros de fantasia tradicionalmente colocam heróis combatendo vilões, uma guerra entre o bem e o mal. Mas em Terramar não há guerras, não há soldados, exércitos ou batalhas, já que ela vê a guerra como uma metáfora moral limitante que divide o mundo entre o bem e o mal, e que reduz a complexidade ética e riqueza moral nas nossas vidas. Não tinha me atentado as coisas nessa linha, mas foi uma ótima reflexão! Ela também chama atenção sobre o racismo que na época do livro estava em alta (continua né!), e quando ela diz quem são seus personagens que nos damos conta de que ela já tinha se colocado na linha de tiro e nem nos damos conta!(sem spoilers!).


Mary Poppins – Mary Poppins #01 - P. L. Travers

A família Banks vive no número dezessete da Cherry Tree Lane, em Londres, e é composta pelos seguintes membros: sra. Banks, esposa e mãe, que vive de aparências e não tem muito tempo para os filhos; sr. Banks, pai e marido, que sai de casa todos os dias para trabalhar num banco em City, é pão-duro e também não tem tempo para as crianças; e os quatro filhos: Jane, a mais velha, seguida de Michael, e dois bebês gêmeos, John e Barbara. Depois de a última babá ir embora, resolvem encontrar uma substituta para ficar com os pequenos.
E é aí que surge Mary Poppins, voando, literalmente, até a entrada da casa, logo quando a família mais precisava dela. Quando essa mulher peculiar, misteriosa e séria chegou ao local, Jane e Michael, assim como os bebês, não poderiam imaginar que suas vidas mudariam bastante. Agora, além de ter um adulto que lhes faça companhia, eles têm a oportunidade de viver diversas aventuras, sendo algumas delas bem inusitadas, e percebem que a vida é cheia de ensinamentos e também pode ser bem divertida.
A primeira coisa que quero comentar é que estava muito ansiosa para ler esse livro, já que minha mãe sempre adorou a adaptação cinematográfica feita pela Disney e estrelada pela maravilhosa Julie Andrews. Ela ama musicais e sempre canta as músicas do filme e, quando viu que essa obra iria ser publicada pela Zahar, ficou bastante empolgada, o que me deixou ainda mais animada pela leitura.



Muita gente ama o filme da Disney, mas devo confessar que eu nunca assisti, inclusive porque eu não sou a maior entusiasta de musicais. Então não posso dizer que eu sabia exatamente o que poderia encontrar nesse livro, além do fato de algumas crianças ganharem uma nova babá, dona de algumas particularidades, que utiliza um guarda-chuva para ir voando por aí, e que elas adoraram essa nova pessoa em suas vidas.
Mas acredito que estava com uma expectativa um pouco alta demais para a obra, que acabou me decepcionando um pouco. Não que a mesma tenha sido ruim, até porque gostei bastante, mas acho que alguns pontos poderiam ter sido melhor explorados pela autora.
Claro que este é apenas o volume inicial de uma série enorme, então muita água ainda vai rolar debaixo dessa ponte e, provavelmente, muitos detalhes serão melhor desenvolvidos mais para a frente. Porém, achei que, como um primeiro livro de uma série, a autora poderia, sim, ter dado atenção especial a mais explicações e também um maior convívio do leitor com a personagem principal, Mary Poppins, que eu não considero que tenha conhecido tão bem assim.



E achei Mary um pouco arrogante e senti falta de uma exploração maior de seu relacionamento com as crianças também, porque vi que elas começaram a apreciar bastante sua companhia, mas não vi nada que indicasse que esses sentimentos surgiriam desta forma. E eu queria sentir isso junto com eles. Sim, eles se divertiam com as situações inusitadas e diferentes que vivenciavam, mas a pessoa Poppins não era tão agradável assim.
Mas a obra em si é muito divertida, leve, descontraída e interessante. E, mesmo que a escritora, Pamela, tenha dito que não escreveu para o público infantil, acredito que são principalmente as crianças que se encantam mais por essa história, ainda mais levando em consideração que não vão se preocupar tanto assim com os detalhes ou pormenores que ficaram sem explicações.
Tem também cenas tocantes e reflexivas, que nos encantam e nos fazem pensar em coisas que provavelmente nunca antes teríamos imaginado algo semelhante. Pelo menos eu nunca tinha feito isso. Como exemplo, vou citar uma cena bem emocionante com relação aos bebês e como eles falam com animais e coisas, mas depois que chegam a um ano de vida, o amadurecimento faz com que tudo mude e eles nunca mais possam fazer isso. Não posso entrar em mais detalhes, porque poderia estragar o momento da leitura, mas é realmente algo bem bonito e comovente.






A Poção Perdida - Diário de uma Garota Alquimista #02 – Amy Alward

Desde que li o primeiro volume dessa série, “A Poção Secreta” (clique no título para conferir a resenha), me encantei com a narrativa da autora e fiquei querendo muito ler a continuação para saber mais sobre a protagonista e suas aventuras. Gosto bastante de livros com uma narrativa leve e fluida, e personagens fofos. E, como esse é assim, estava na minha lista de desejos. Agora, venho compartilhar com vocês as minhas opiniões sobre essa obra, lembrando que por ser o segundo volume de uma série, essa resenha vai conter pequenos spoilers do título anterior.
Em “A Poção Perdida” vemos que, após Sam Kemi vencer a Caçada Selvagem, sua vida muda completamente, já que agora ela está dando mil entrevistas e tendo o nome de sua família na mídia. Finalmente a loja da família está com bastante movimento e vemos que Sam prepara as poções junto com o seu avô, além de se preparar para acompanhar a princesa, que virou sua amiga, na sua próxima viagem internacional. 
Tudo estava indo muito bem na vida de nossa protagonista, porém nem sempre toda essa exposição é boa, já que muitas vezes elas são acompanhadas de rumores, e com essa família não foi diferente, já que, com a fama, começaram a surgir boatos de que os Kemi tinham a fórmula da Aqua Vitae, uma poção capaz de curar qualquer doença, e isso fez com que alguém adulterasse a mente do avô de Sam em busca desse segredo, fazendo com que ele, um senhor com um vasto e precioso conhecimento, ficasse confuso e perdido. E a cada minuto que ele não tem uma cura, sua situação só vai se agravando.
Para ajudar o seu avô a recuperar o senso, Sam entra em uma grande aventura para tentar descobrir a fórmula da Aqua Vitae. Para isso, ela utiliza o Tour Real da princesa Evelyn como uma oportunidade de seguir os passos da última excursão feita pela sua bisavó, e assim enfrenta vários perigos, já que essa é a poção mais poderosa do mundo, a qual várias pessoas matariam para conseguir pôr as mãos nela. Contando com a ajuda da princesa e de Zain, seu namorado, nossa protagonista acaba saindo para uma jornada que fará com que conheça mais sobre a história de sua família e mudará todo o reino.
Narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Sam, esse segundo volume consegue nos cativar em todos os momentos com personagens maravilhosos e um ótimo pano de fundo. Gostei bastante de acompanhar nossa protagonista nessa aventura, pois ela é forte, determinada e muito carismática.
Essa sequência possui uma história com início, meio e fim, não deixando pontas soltas para o próximo livro da série. Acho isso bem legal, pois assim conseguimos fechar essa história. Porém, há um epílogo que nos dá uma boa ideia sobre o que podemos esperar na sequência que está por vir e já estou bem ansiosa para conferir. “Going Viral” (título original) já foi publicado lá fora, mas ainda não há previsão de lançamento nacional, porém acredito que não deve demorar muito, visto que os dois anteriores foram lançados em datas relativamente próximas.


Culinária Vegana Para Atletas - Matt Frazier & Stepfanie Romine

Quando vi que o Grupo Editorial Pensamento estava publicando este livro pelo selo Cultrix, fiquei bastante interessada em adquiri-lo porque queria testar algumas receitas mais saudáveis, tanto para melhorar minha alimentação como para implementar coisas diferentes do que estou acostumada a comer nas minhas refeições.
E nada melhor do que começar com um exemplar que tem como subtítulo “Receitas Fáceis e Práticas Para Aumentar Sua Vitalidade, Energia e Ter Boa Saúde”. Porque se tem algo que eu preciso é de receitas fáceis, práticas e saudáveis, afinal, quem tem tempo e/ou tanta vontade assim de ficar preparando coisas novas difíceis ou complicadas de serem feitas todos os dias? Eu, pelo menos, não.
“Culinária Vegana Para Atletas” traz mais de cem receitas veganas, simples e inovadoras, sendo que cada uma delas foi elaborada de acordo com as últimas pesquisas científicas em nutrição. As refeições são nutritivas, integrais e de baixo custo, e servem para qualquer hora do dia e também tipos diferentes de dieta. Como, por exemplo, Refeições Matinais Para Energizar Seu Dia, Doces que Dão Energia ao seu Corpo, Bebidas Eletrolíticas Para Turbinar Seus Treinos, entre outros. Além do mais, vamos encontrar Alimentos Capazes de Combater Doenças Cardíacas, Câncer, Diabetes e Obesidade, etc.

Depois de um Prefácio do atleta Rich Roll e uma Introdução de Matt Frazier, fundador do No Meat Athlete, a obra é dividida em duas partes. A primeira, “Os Preparos”, tem dois capítulos, Resumindo a Nutrição à Base de Vegetais e A Sua Cozinha à Base de Vegetais. A segunda parte, “Receitas e Planos Alimentares”, conta com oito capítulos recheados de receitas maravilhosas. Cada um desses capítulos vem com uma ou duas páginas de introdução com dicas, seguidas de diversas receitas. Exceto pelo décimo, que é o último do livro, Planejamento Alimentar: Colocando as Receitas em Práticas na sua Vida, que é um capítulo bem curtinho, que possui dicas e ideias para colocá-las em prática.

Todas as receitas possuem legendas na parte superior da página, que ajudam a nos situar quanto ao preparo da mesma: RR – Receita Rápida, RL – Receita Lenta, PCL – Panela de Cozimento Lento, CL – Carbo Loading ou Acúmulo de Carboidratos, SG/OSG – Sem Glúten/Opção Sem Glúten, SO/OSO – Sem Óleo/Opção Sem Óleo e SS – Sem Soja. Achei isso muito legal, porque não precisamos ler a receita inteira para saber se o preparo é fácil ou não.



[PROMOÇÃO] 7 Anos de House of Chick + Adeus Ano Velho, Feliz Livro Novo 8.0


Oii, gente!! Como vocês estão? Hoje é dia de PROMOÇÃO!!! Em setembro deste ano, o House of Chick fez 7 anos! Uau! Quando começamos esse espaço, lá em 2010, não imaginaríamos que ele fosse durar por tanto tempo, mas aqui estamos, quase uma década depois e sem intenção de pararmos tão cedo. <3
Como em setembro foi a Bienal, acabamos não fazendo a promoção na época. Estávamos preparando para que a mesma fosse ao ar em outubro, porém algumas coisas aconteceram que atrapalharam nossos planos, então resolvemos fazê-la junto com a oitava edição do sorteio “Adeus Ano Velho, Feliz Livro Novo”, que fazemos todo final de ano, desde que o blog só tinha alguns meses de vida.
Queremos aproveitar o post para agradecer a todos que nos acompanham, seja desde o começo ou em algum momento pelo caminho, vocês são muito amor! <3 Espero que gostem desses sorteios e participem bastante, afinal são QUARENTA OPÇÕES DE LIVROS para os ganhadores, então tem título para tudo quanto é gosto! <3
PRÊMIOS




A Ameaça Sombria - Trilogia Echo #02 - Melissa Grey

Eu continuo sempre me fazendo a mesma pergunta se determinados livros são insossos ou se eu que não estava no momento da leitura. Eu acredito que não saberei a resposta de alguns deles nunca, pois alguém com uma lista de leituras como eu não relê muitos livros. A Ameaça Sombria, segundo volume da trilogia Echo, publicado pelo selo Seguinte, da autora Melissa Grey é um destes livros que me gera dúvida. Ah esta resenha pode conter spoilers do volume anterior.

Neste volume, Echo depois de descobrir e libertar o pássaro de fogo e com isso se tornar dona de um poder que não sabe sequer a dimensão, vê seu mundo antes estável tomar rumos inesperados, já que torna-se a figura central entre o conflito entre os Avicens e Drakharin. Precisando descobrir o que fazer para que esta guerra termine, antes que mais mortes aconteçam, antes que uma sombra mais sombria domine a todos, ela parte em uma nova jornada. Só que linha entre a luz e as trevas não está bem definida, nem dentro de si mesma!

Grey segue sua narrativa em terceira pessoa com enfoque especial em Echo. Sem se prender em grandes detalhes ou densidade ela cria páginas e mais páginas que são lidas de forma rápida, mas que parecem não acrescentar muito a grosso da estória. Chegando ao fim do livro a sensação é que pouco foi dito e menos ainda explicado, como se nem a autora soubesse do que se trata afinal o conflito central do livro.  Se a vontade da mesma era explorar a luz e as trevas dentro da protagonista ela o fez de forma muito breve e superficial.

Echo acaba por contar mais sobre seu passado, antes de se envolver com os Avicen, sua infância foi marcada por violência, e este detalhe faz toda diferença em quem é, embora ela acredite que tudo ficou no passado. Este detalhe importante surge, mas poderia ter inclusive deixado uma mensagem além do os pais devem amar e não devem bater em seus filhos. Como protagonista Echo não tem muita maturidade e suas ações se desenrolam sem muito planejamento ou objetivo. É uma personagem muito solta que têm contornos porque sabemos de sua estória, mas não porque suas ações demonstram.

Caius, o drakharin é outro personagem que tem uma estória pregressa que deve ser rica, mas tudo fica no subentendido, e pouco de fato é falado. Um personagem com mais de cem anos não pode soar como um adolescente, não pode flertar com uma adolescente como se não soubesse como conquistá-la ou ser seguro, mesmo que seu coração já tenha estado em luto pela perda, o tempo gera maturidade.

Dorian, o amigo e fiel companheiro de Caius, é outra criatura antiga que parece um jovem de quinze anos. Em todos estes anos parece não ter assumido sua homossexualidade, e passa o livro inteiro em um flerte com Jasper, que esse sim é um adolescente. Já disse na resenha do livro anterior, mas este casalzinho tem muito o clima de Instrumentos Mortais entre Alec e Magnus.

Ivy, a avicen amiga de Echo tem bastante destaque neste livro, é uma jovem doce que aos poucos descobre que as vezes para curar é necessário agredir. É determinada e faz o necessário pelo bem maior. Quinn, um feiticeiro é um homem sedutor que busca apenas alimentar seu próprio ego e vontades.

Por fim um triângulo amoroso surge de Caius, Echo e Rowan, e não convence. Simplesmente porque parece que o único que banca seus sentimentos e escolhas é o avicen Rowan, e os demais passam mais tempo divagando do que sentindo, logo não dá nem para torcer por eles.


Lançamentos de Dezembro da Harlequin


Oii, gente! O ano está chegando ao fim e a Harlequin está lançamento diversos romances para fechar 2017 com muito amor no ar. <3 Já quero ler todos! Hahaha E vocês, gostaram de quais?

Doce Romance #03 – Teresa Carpenter & Raye Morgan
Felizes… Para Sempre? – Teresa Carpenter
De soldado a pai em tempo integral!
Brock Sullivan é um membro de elite da marinha e segue seu próprio código de honra. Por isso, não vai deixar Jesse, que está grávida e sozinha, passar dificuldade. Ela não precisa de um resgate, mas, mesmo assim, decide aceitar o casamento de conveniência com Brock, que trará segurança para ela e o bebê enquanto ele estiver no exterior lutando pelo seu país. Mas, ferido em batalha, Brock se vê de repente em casa, e o que era um casamento de conveniência vai se tornar algo muito mais complicado.
Fica Comigo! – Raye Morgan
“Você pode contar comigo. Não precisa ficar sozinha.”
Diana Collins mal pode acreditar quando ouve essas palavras de sua antiga paixonite secreta, Cameron Van Kirk. Popular, lindo e parte da família mais rica da cidade, ele sempre esteve fora do seu alcance. Agora, depois de dez anos, Cameron está de volta, e oferece ajuda para Diana – que está grávida e sozinha. O dever dele é para com sua família e seu legado. O dela é para com seu bebê, cujo segredo está guardando. E agora, como fazer esse relacionamento funcionar?
A Redenção do Sheik - Olivia Gates
Ele vai conquistar o trono e ela…
Para o príncipe Haidar Aal Shalaan, tomar as rédeas de um reino em caos é questão de honra. Mas derrotar os seus rivais não será fácil. E ainda há Roxanne Gleeson, sua ex-amante que o rejeitou e a única mulher que ele não consegue esquecer. Mesmo que ela agora esteja negando a paixão que ainda há entre eles, Haidar terá Roxanne de volta em sua cama. O trono de sua terra natal é seu direito por nascimento, mas ela é o maior desejo do seu coração. Juntos eles serão capazes de alcançar a redenção?


Volúpia de Veludo - As Modistas #03 - Loretta Chase

Desde que comecei a ler essa série, me apaixonei pela história das irmãs Noirot e fiquei torcendo por todas elas. Então, como era de se esperar, assim que tive a oportunidade de começar a ler esse terceiro volume, não deu outra. Agora venho compartilhar com vocês tudo o que achei desta obra que relata a vida da terceira e última irmã, a modista Leonie Noirot, a mais nova das três e a responsável pela contabilidade do ateliê delas.
Depois do grande casamento das suas irmãs, Leonie se sente a responsável por tocar o negócio da família e não pensa em nenhum romance ou em contos de fada. Diferente das irmãs que possuem uma mente criativa, ela é a prática, aquela se foca nos números e em todo o controle financeiro da loja. Ela não sonha em casar e quer se dedicar bastante ao seu negócio, até porque as suas irmãs acabaram se casando e deixando a loja um pouco de lado, fazendo com que ela não tenha tempo para quase nada.
Nesse volume, conhecemos também Simon Fairfax, o charmoso marquês de Lisburne, que está na cidade acompanhando o seu primo Lorde Swanton, um famoso poeta que está lançando o seu livro de poesias. Entediado de ficar em Londres, pois passa a maior parte do tempo livrando o seu primo das mulheres que se encantaram por ele, nosso protagonista masculino não vê a hora de voltar para as suas aventuras e se distanciar novamente dessa cidade. Até o dia que ele conhece uma linda ruiva de nome Leonie e decide conquistá-la.
Nossa protagonista está passando por um grande desafio; ela ficou responsável por transformar a  Lady Gladys Fairfax, prima de Simon, em uma jovem atraente até o fim da temporada, já que a moça não é considerada bela. Foi assim que Leonie acabou conhecendo Simon e se encantando com o seu charme. E ele, que não é bobo nem nada, aproveitou a oportunidade para engatar uma aposta, na qual, se sair vitorioso, a jovem modista deve passar duas semanas em sua companhia sem se preocupar com nada e nem o trabalho.
É com esse pano de fundo que somos apresentadas a essa história, que consegue nos prender em todos os momentos com uma leitura leve, fluida e bastante envolvente, onde ficamos torcendo para que os protagonistas consigam se acertar e possam ser felizes para sempre.
Gostei bastante do fato de a autora sempre mostrar suas personagens femininas como mulheres centradas, batalhadoras e com uma ótima cabeça. Acho bem legal que nesse volume nossa protagonista dê valor ao seu trabalho, e, para alguém estar com ela, tem que saber valorizá-lo também.
Confesso que no início Simon não estava conseguindo me conquistar muito, mas, ao passar das páginas, vi que estava se transformando em um homem melhor, sendo que, mesmo não acreditando muito em amor, quando se viu apaixonado se transformou em uma pessoa dedicada e disposta a fazer de tudo pela sua amada.


Sangue Quente - Isaac Marion

Eu nunca havia lido um livro de zumbis antes de ler este livro em questão, meu conhecimento a respeito de zumbis vem de irmãos fãs de Resident Evil, logo estou acostumada a zumbis burros e letais quando próximos. Mas em Sangue Quente do autor Isaac Marion da editora Leya, isso tudo é bem diferente!

O mundo está destruído e os zumbis invadiram a Terra. R. é um zumbi que mora em um aeroporto abandonado com outros zumbis, seus dias são iguais: caçar os poucos humanos que sobreviveram se deliciando com seus cérebros e se divertir com a escada rolante quando a energia funciona. Ele não se lembra quem foi, seu nome ou qualquer coisa sobre sua vida. Até que em uma caçada ele conhece Julie, depois de impedir que seus colegas zumbis a matem.

R. leva Julie para o aeroporto e passa a protegê-la, ao mesmo tempo em que percebe que ele está diferente, algo está mudando, algo o impede de matá-la, porque?  E para completar depois de se alimentar do cérebro  do namorado de Julie passa a ter visões sobre a vida deste além do costume. (é normal para os zumbis ter flashs da vida do dono do cérebro ao comer estes).

A trama é narrada em primeira pessoa na visão de R., mas quando ele tem visões ele passa a narrar a história sob o ponto de vista de Perry, já que as visões são sobre a vida de Perry até sua morte (ponto positivo que faz com que a narração seja diferente). O livro é dividido em três passos, o primeiro passo: querer, o segundo passo: atacar e terceiro passo: viver. Ao início de cada capítulo há uma gravura de uma parte do ser humano sob o ponto de vista interno.

Confesso que tive dificuldade em aceitar que um ser zumbi que tem o cérebro em estado de decomposição tenha narrado a trama com tamanho detalhes e raciocínio. Isso é um ponto negativo, mesmo que o fim do livro tenha um atenuante. Mesmo se tratando de um romance fantástico não me convenci da possibilidade que o final traz, ele vai contra a natureza humana.

E como não se trata de nenhum feitiço aceitar o fim com uma explicação natural não me desceu. Entretanto a explicação dada pelo autor para a onda de zumbis é boa, na verdade o livro possui uma veia crítica grande, questionando o modo de vida vigente e nos fazendo pensar a respeito, e isso é que me prendeu ao livro. E é o que eu mais gostei do livro.

R., o zumbi, é um ser que questiona tudo que lhe é passado, desde o momento que tem uma luz de inteligência a agarra. Ele procura não só defender Julie como curar o mundo. É encantador ver como ele se apaixona pelas pequenas coisas do dia a dia, e como desenvolve o amor por Julie.



Dorothy Tem Que Morrer - Dorothy Tem Que Morrer #01 - Danielle Paige

Logo que vi esse título pela primeira vez, sabia que precisava ler essa obra. Certamente ele foi pensado para ser impactante e conseguiu alcançar o que queria, pois, assim que o vi em uma das minhas idas à livraria, logo quis saber o porquê deste título e a curiosidade me fez ler a sinopse, e ela me fez ter vontade de ler essa obra. Porém, por algum motivo inexplicável não tinha lido até agora, quando sua continuação, “A Ascensão do Mal”, foi publicada aqui no Brasil, aguçando ainda mais minha curiosidade.
Nessa releitura sombria do clássico da literatura “O Mágico de Oz”, conhecemos Amy Gumm, uma menina que vive no Kansas e foi mandada para o mundo de Oz por um tornado, junto com Estrela, a sua amiga roedora. Chegando lá, ela descobre que tudo o que leu nos livros não é bem uma verdade, já que encontrou o local devastado e com a Dorothy sendo uma governante tirana que tem como aliados o Homem de Lata, que é o capitão da guarda, o Leão, que se tornou o mestre da Guerra, e o Espantalho, que virou um cientista maquiavélico.
Conhecemos então melhor esse local governado por medo, com um povo oprimido e com a proibição do uso da magia pelas pessoas comuns. Explorando o lugar, nossa protagonista Amy descobre que uma coisa aconteceu em Oz para mudar totalmente a vida daquelas pessoas e o nome dela é Dorothy e sua obsessão pela magia.
Vemos também que as pessoas que acreditávamos ser vilãs não são bem assim, já que a “maldade” pode ser apenas um ponto de vista de determinada situação. Conhecemos o grupo composto pelas bruxas insatisfeitas com esse reinado de nome Ordem Revolucionária das Bruxas Más, que é um grupo de resistência e que acredita que Amy pode transformar Oz de volta no mundo que ele era.
Acompanhamos, então, nossa protagonista nessa nova jornada, criando aliados no caminho, onde ela tem como objetivo tirar o cérebro do espantalho, o coração do homem de lata, a coragem do leão e, por fim, matar a Dorothy, para que Oz volte a ser como era antes e o povo consiga se libertar da tirania que eles estavam vivendo.
A narrativa deste volume está rápida e fluida, fazendo com que a gente não consiga parar de ler. Os personagens são incríveis, cada um com o seu jeito de ser, e amei conhecer todos eles. Nossa protagonista, Amy, é forte determinada, e já passou por muitas coisas na vida, o que fez com que ela amadurecesse rápido, ainda que seja bem nova. Gosto bastante de clássicos recontados, e essa versão ficou realmente perfeita, pois mexeu um pouco com a nossa perspectiva de certo e errado e alterou bastante a versão original. Achei bem interessante e inovador.


Aluga-se Um Noivo - Os Di Piazzi #01 - Clara de Assis

Débora Albuquerque sofreu uma desilusão amorosa terrível, afinal flagrou seu namorado de longa data em cenas bem explícitas com uma “amiga”. Agora, tendo passado um ano, esses traidores continuam juntos e ele foi convidado para ser padrinho de casamento de ninguém menos do que seu irmão. Casamento este que a própria Debby será a madrinha. Mas ela não está preparada para enfrentar essa situação solteira e ainda passar por mais humilhações. E é por isso que decide tomar uma atitude: contratar um garoto de programa para fingir ser seu namorado por alguns meses, frequentar reuniões, dar as caras em encontros e participar do casamento junto com ela.
E é assim que encontra Théo nos classificados. Aquele homem lindo e maravilhoso com um sotaque italiano que fazer seu coração derreter. Tudo está indo muito bem com a farsa, até que sua melhor amiga faz a situação ficar ainda mais complicada, transformando Théo de namorado em noivo. Agora elas precisarão desembolsar uma quantidade bem grande de dinheiro, ele se instalará em seu apartamento como se estivesse morando com Débora e eles passarão a dividir bons momentos juntos.
Só que, o que era para ser apenas uma relação de negócios, acaba saindo do controle, e o impensável acontece: Débora se apaixona. Como ela conseguirá lidar com seus sentimentos? E conciliar sua vida com a profissão de Théo será bem difícil. Resta saber se o amor será forte o bastante para aguentar todo esse turbilhão de emoções e se ele irá embarcar junto com ela nesta jornada.
Desde que a Editora Charme anunciou que iria publicar este título da autora nacional Clara de Assis em edição física, fiquei mega empolgada, torcendo para tê-lo logo em minhas mãos, já que sempre ouvi muitos elogios sobre a autora e queria poder conferir sua trama e escrita. Li e adorei, então não pude deixar de vir indicá-lo a todos que curtem romances quentes e muito divertidos.
A primeira coisa que notei é que Clara de Assis é engraçada. Ou pelo menos seus livros são. Não estava esperando rir tanto como fiz com suas personagens e essa foi a melhor parte, já que não é sempre que os autores conseguem arrancar risadas minhas. Mas Carol, a melhor amiga da protagonista, rendeu tiradas incríveis que não tinha como me segurar. E, aliás, já quero uma obra protagonizada por ela para ontem!
A sensação que tive é de estar lendo um chick-lit só que com cenas mais quentes e adorei isso, justamente por conta dessa pegada divertida que esse gênero tem. A escrita de Clara é deliciosa, flui de um jeito bem agradável e é bem desenvolvida, gostei muito de conhecer mais esse talento nacional.
Mas teve um momento que fiquei bem incomodada com as atitudes de Débora e realmente não entendo o motivo de ela ter agido de tal maneira, o que acabou sendo um pouco chato, já que foram coisas meio loucas. E também me chateava a forma como ela tratava Théo em determinadas situações, mesmo que ele não tenha feito nada de “errado”, já que ela ia com palavras ofensivas e arrogantes para cima dele. Porém, depois ela deu a volta por cima e voltou a ser o que era antes, só que ainda melhor e mais confiante. No final voltei a gostar dela como gostava no início da leitura, mas confesso que preferia ter amado a personagem, o que definitivamente aconteceria se não fosse por conta daquelas cenas lá no meio do livro e pela forma como tratou o Théo em diversas ocasiões.
Théo é um amor de pessoa, adorei este personagem e já queria alguém semelhante na minha vida. Dono de uma personalidade incrível, uma pegada espetacular e um corpo de fazer suspirar, ele é tudo em um só pacote.


Vacas - Dawn O'Porter

Quando este livro foi oferecido para resenha, eu não sabia muito bem o que pensar, mas, após ler a sinopse, me encantei completamente com o que parecia ser a obra, me deixando bastante curiosa e determinada para conhecer melhor esse enredo, até porque gosto bastante de livros que falam sobre os estereótipos criados pela sociedade e como as mulheres não devem se encaixar neles, pois tudo o que importa é ser feliz e estar de bem consigo mesmo, independente do que os outros pensam. Gosto bastante de livros, textos, frases, tudo o que inspira o feminismo, pois acho que o mundo sempre foi muito machista, então está na hora de nós mulheres sermos escutadas e valorizadas.
Neste volume conhecemos três mulheres bem diferentes, Tara, uma mãe solteira que acabou engravidando na primeira e única relação sexual que teve, e, para completar, o cara era um completo desconhecido. Sendo atualmente uma mulher de quarenta e dois anos que divide a sua vida entre seu trabalho e sua filha, ela fica bem frustrada por não conseguir se dedicar totalmente a uma única coisa. Em seu trabalho, ela produz documentários sobre abuso e assédio sexual para a televisão, e com isso trabalha com vários homens, além do seu chefe. Constantemente ela tem que provar que é ótima no que faz, pois as pessoas a julgam por ser mulher e mãe solteira. E, para piorar as coisas, sua mãe acha que a falta de uma presença paterna acaba afetando um pouco a Annie, sua filha, e, por este motivo, ela sai toda sexta-feira em busca de alguém que possa preencher essa função.
E é em uma dessas sextas-feiras que acaba se envolvendo em uma situação onde acaba conhecendo Camilla. Cam escreve no blog HowItIs.com, e ganha muito dinheiro com ele, sendo uma boa fonte de renda, já que o mesmo tem muito acesso. Ela tomou as rédeas da própria vida e determinou o que queria, independente do que a sua família queria. Feminista, não aceita os padrões impostos pela sociedade e por isso não quer ter filhos ou ser casada. Seus textos inspiram muitas mulheres que querem seguir o mesmo estilo de vida. Sendo a mais nova de quatro filhas, ela acaba escutando bastante sobre o seu jeito, já que foge do padrão. E é uma mulher determinada, que tem o dom da escrita e sabe muito bem como usá-lo.
Conhecemos também Stella, uma mulher de vinte e nove anos, que trabalha como assistente de um fotógrafo famoso. Ela está tendo que lidar com muita coisa em sua vida por ter perdido a mãe e a irmã gêmea para uma doença, e pelo medo de também poder desenvolver a mesma. Seu maior sonho é ser mãe e ela se sente muito sozinha, mesmo tendo um namorado, já que o mesmo não a valoriza. Em suas partes, vemos que sempre está para baixo, deprimida, e que as perdas que sofreu afetaram muito a sua vida, tanto profissionalmente como pessoalmente. Para piorar tudo, ela ainda tem que decidir se vai querer fazer uma cirurgia preventiva para não ter a doença ou se vai esperar realizar os seus planos de vida primeiro.
E, conhecendo essas três mulheres bem diferentes, vemos que uma pode, sim, ajudar a outra, e vemos também que nos piores momentos podemos encontrar a força com a união e enfrentar várias situações. É um livro que com certeza nos faz refletir.
A narrativa é rápida e muito fluida, alternando entre o ponto de vista das três protagonistas, o que nos deu a chance de entender mais sobre essas mulheres, assim como seus medos, convicções, anseios, etc. Gostei bastante de ver como elas foram muito bem construídas, cada uma com o seu jeito de ser.
Essa é uma leitura que nos faz pensar sobre os paradigmas sociais e nos apresenta temas como aborto, exposição sexual (temos uma situação bem clara no livro, que mostra como as vezes uma situação pode fazer a gente ser filmada sem saber e cair na internet, e as pessoas começarem a te julgar, os acessos dos vídeos sempre aumentarem e você passar a receber inúmeros comentários de desconhecidos, sendo vários deles bem ruins), entre outros temas que estão muito presentes em nossa sociedade.


Razão e Sensibilidade - Jane Austen

Continuando no clima inglês sem querer querendo, finalmente li Jane Austen, comecei com Razão e Sensibilidade, publicado pelo selo Peguin Companhia.

Elinor e Marianne Dashwood acabam de se mudar para um novo lar, repletas de esperança de que dias melhores virão elas estão animadas para o que a vida preparou a elas. Elinor acredita que já tem seu destino amoroso quase certo, enquanto que Marianne é surpreendida por uma paixão repentina. Mas nesta sociedade da alta aristocracia, onde dinheiro e classe social é o que mais importa, estas mulheres irão descobrir da pior forma que o amor está atrás de qualquer de outro interesse, e terão que aprender a equilibrar a razão e a sensibilidade!

Eu adoro um bom romance de época, na verdade eu amo Lisa Kleypas, e acreditava que tudo que era escrito neste gênero partia de Jane Austen. De certa forma sim, o gérmen está na narrativa em terceira pessoa que explora estas duas irmãs na sociedade inglesa, assim como as atuais autoras do gênero. Mas depois de ler estas contemporâneas eu esperava algo como elas, e Austen é muito mais cadenciada,  seu ritmo de escrita é lento, e demoram a acontecer os eventos. Seu foco é nos personagens e em seu dia a dia psicológico, com pouco ou quase nada de descrição do ambiente ou qualquer item que fuja ao já mencionado.

Senti muita falta de descrições do ambiente, e de uma narrativa que explorasse um pouco o pano de fundo. Ela cita lugares, e até endereços, mas é só isso. Se você pretende imaginar onde os personagens estão não existe elementos suficientes para isto. Logo uma das coisas que mais gosto em livros foi falha, embora eu me sinta até mal em falar algo de ruim de uma autora tão consagrada rs!

A família Dashwood é muito unida e amorosa entre si, e tem um ponto em comum: a inocência a ponto de conversar e flertes se transformarem em noivado, e um bom coração a que mesmo diante dos atos ruins que outros cometem contra elas, estas encontrarem justificativas para os atos destas pessoas. Isto me surpreendeu, porque embora eu compreenda que as relações de homens e mulheres sejam cheias de etiqueta eu não consegui imaginar como alguém se acha noivo de alguém sem de fato falar sobre isto. Ou diante de uma verdade tão clara elas ainda tentarem justificar o que não tinha uma justificativa.

O título do livro se refere a cada uma das irmãs, Elinor é a razão, embora seja repleta de sentimento ela não o demonstra, é muito racional. Diante de problemas ou situações que gerem emoção ela consegue se manter equilibrada, enganando até mesmo sua família quanto ao que sente e até sabe. É muito dedicada a sua irmã, e a sua própria palavra.

A Sensibilidade é Mariane, que acreditava nunca encontraria um homem que se encaixasse na sua lista de exigências até encontrar com Willoughby que a arrebata completamente, e posteriormente a faz cair em uma espiral de loucura. Ela não consegue ser racional, é muito intensa e honesta, ao mesmo tempo em que não mede suas palavras quando acredita estar certa.

John Dashwood é o pretendente de Elinor, mas sua verdadeira natureza só se mostra mais a frente na estória, ele tem uma personalidade fútil e fraca, o que o leva a sua falência. O casal Middleton é dono do chalé que a família Dashwood aluga, são muito festeiros e não conseguem ficar sozinhos nunca! Sir John é um sem noção quanto a ser inconveniente.