A Poção Secreta - Potion #01 - Amy Alward

Assim que vi a capa deste exemplar pela primeira vez, fiquei louca para saber mais sobre o conteúdo do livro. Após ler a sinopse, vi que me interessava bastante pela história, sendo assim, não poderia deixar de acrescentar esse título na minha pilha de leituras. E, logo que foi possível, comecei minha jornada por “A Poção Secreta”, escrita por Amy Alward e publicado aqui no Brasil pela Editora Jangada.
Neste volume conhecemos a Princesa Evelyn, uma jovem que iria completar dezoito anos, e, por conta disso, todos do reino estão animados com a sua festa de aniversário e também estão esperando o seu casamento para que ela possa assumir o trono. Isso tudo porque ela é uma talentosa, ou seja, possui poderes mágicos e também absorve os poderes do trono. Já que é a única herdeira, para que consiga controlar esse poder que só cresce, precisa se casar e assumir o posto que é seu por direito. Ela só se vê fazendo tudo o que tem que fazer ao lado de seu amigo, Zain Aster, por quem tem uma quedinha, porém ele não a vê com esses olhos para que ambos tenham um relacionamento.
Sendo assim, a princesa resolveu fazer uma poção do amor, que daria para Zain e ele se apaixonaria por ela e tudo seria perfeito. Porém, na hora de dar a poção, as coisas se misturaram e a Evelyn acabou tomando-a por engano, e, para piorar, ela acaba se apaixonando pelo próprio reflexo, o que não é nem um pouco bom para a princesa e nem para o reino.
O rei então mobiliza todos para a Caçada Selvagem, uma expedição para encontrar um antídoto para a princesa, onde os participantes vão em busca dos mais raros ingredientes para poder ajudar a encontrar a cura, enfrentando diversas situações perigosas. E é assim que conhecemos Samantha Kemi, uma jovem alquimista que não tem poderes mágicos como sua mãe ou sua irmã, mas que aprende todos os ensinamentos alquimistas de seu avô. Ela é uma menina muito esperta e inteligente, que tem o dom de preparar essas poções e traz consigo o sobrenome de sua família, que era uma das melhores nas questões de poções.
As coisas para a sua família andam complicadas, pois com muitas farmácias que preparam tudo sinteticamente, a loja da família Kemi anda de mal a pior e apenas um milagre poderia ajudá-los a continuar com as portas abertas, tendo perdido tantos clientes. Quando o rei mobilizou a caçada, a família de Sam acredita que ela é capaz de conseguir vencer essa competição e voltar a ser a responsável por cuidar da família real, assim como ganhar uma quantidade de dinheiro por ser a vencedora. Desde a última caçada, a ZA Corp ficou como a responsável pela família real, e, com o uso dos seus medicamentos sintéticos, vem levando vários alquimistas a falência.
Acompanhamos então uma grande aventura em busca do antídoto para salvar a princesa, e nessa jornada vemos que nem tudo são flores, já que ela vai competir com a organização que está cuidando da família real e que não quer perder seu posto, assim como com um forte inimigo da coroa que não quer que a cura seja encontrada.
A narrativa de Amy Alward foi bem gostosa e ficou alternando o ponto de vista entre a princesa Evelyn em terceira pessoa, e Samantha, em primeira pessoa, o que foi bem legal, já que assim conseguimos entender tudo o que elas estavam passando, ao mesmo tempo em que tivemos uma visão maior sobre os acontecimentos dos dois lados da história.  


Tinta Perigosa - Wicked Lovely #02 - Melissa Marr

Lembram que eu reli Terrível Encanto para continuar a série? Não esperei nem uma hora de término e já segui para o segundo livro, Tinta Perigosa, da autora Melissa Marr, da editora Rocco. Neste segundo volume da série Wicked Lovely acompanhamos a vida de outro personagem do universo féerico, a jovem Leslie.

Leslie é uma adolescente marcada por sofrimento, seu último ano tem sido complicado e tudo que ela mais deseja é mudança, para isso ela acredita que o que precisa é de uma tatuagem com um desenho especial que mais ninguém tenha. Entretanto o que era apenas para ser um marco para deixar seu passado para trás a liga a um mundo que nem sequer sabia existir. Sombras e sangue se espalham, será que é essa a mudança que ela queria?

O universo das cortes criado por Marr continua em seu segundo volume, mas outra corte é acrescentada a corte do Verão e Inverno, este livro se foca na corte Sombria, que tem como Rei Sombrio, Irial que depois da morte de Beira tem sua corte bagunçada pela paz que reina entre as cortes que antes estavam em conflito. Ele precisa buscar um meio de alimentar seus súditos, e eis que surge Leslie como resposta.

Leslie é uma garota que passa maus bocados, seu pai é alcoólatra e seu irmão viciado em drogas, logo sua casa que deveria ser seu refúgio é um campo minado que ela tenta a todo custo evitar. Embora marcada por uma tragédia íntima ela é forte e não desiste, e mesmo quando descobre o que sua tatuagem é também não recua, e é sua força de vontade e determinação que a salvam.

Niall, é o conselheiro do Rei do Verão, Keenan, e tem um passado ligado a corte sombria, e vai se ligar muito a Leslie, ele tem a missão dada pela Rainha Aislim de proteger sua amiga, e ao mesmo tempo lidar com as sombras do seu passado que não são em sentido figurado. É um personagem que aprendeu com seus erros e busca seguir o que sente como certo mesmo que se veja sozinho no mundo, tem um desfecho inesperado.

Keenan, Aislim e Seth personagens do primeiro livro da série aparecem mas são em momentos breves, embora tentem ajudar a amiga acredito que a hesitação de Aislim sai acaba saindo caro para a amiga. Algumas criaturas da corte sombria são mais exploradas, e são um tanto sombrias.

Durante um trecho Leslie fica na corte sombria e esse momento é muito nebuloso e onírico, conseguindo transmitir a sensação que a personagem viveu ao se ligar a esses seres. É claustrofóbico, e eu não via a hora de uma solução para ela. O desfecho de Leslie não era o que eu esperava, mas não posso de fato reclamar, parece que Marr gosta de surpreender e fugir do esperado.


O Selvagem - O Homem dos Meus Sonhos #02 - Kristen Ashley

Depois de ler o primeiro volume dessa série alguns meses atrás, fiquei louca para conferir o próximo volume, já que gostei bastante do estilo de narrativa da autora. Então, assim que me foi possível, comecei a ler “O Selvagem”, e agora venho compartilhar com vocês tudo o que achei. Caso alguém ainda não saiba, essa série não traz continuações que precisam ser lidas na ordem, são histórias independentes que você pode ler como quiser.
Neste volume conhecemos Brock Lucas, um homem totalmente da lei, que ama o que faz e leva o seu trabalho bem a sério. Ele é um agente que foi designado para se aproximar de TessO'Hara disfarçado para investigar os crimes do seu ex-marido. Sendo assim, ele acaba entrando na vida dela como Jake, e o que era para ser uma simples investigação acabou sendo muito mais do que isso.
Tess é uma mulher forte e determinada que sofreu muito com o seu ex-marido, com quem ficou junto durante dez anos, mas resolveu seguir em frente, dando a volta por cima, sendo agora dona de uma confeitaria de bolos. Ela é doce e gentil, e, quando conhece Jake, resolve dar uma chance ao amor, já que ele parecia ser incrível e conseguiu mexer com o seu coração. Logo no início vemos que ela acaba descobrindo a sua verdadeira identidade, já que ele não se chama Jake e sim Brock, e que na verdade é um policial disfarçado e logo vai tirar satisfação com ele, já que foi enganada.
Sem conseguir separar a vida do trabalho, Brock acaba se apaixonando pela jovem doce e decidida que ele conheceu, e, com isso, acaba se envolvendo mais do que deveria. Mas o coração é assim mesmo, então podem esperar muitas cenas sexys protagonizadas por esses dois.
O pano de fundo dessa história é muito envolvente e consegue nos conquistar em todos os momentos, trazendo personagens incríveis e muito bem descritos. Nos encantamos por cada um deles e torcemos para que tudo dê certo entre os dois. Com uma narrativa rápida e fluida, este volume consegue misturar uma boa dose de romance e cenas quentes com momentos intrigantes e envolventes em uma leitura intensa que nos desperta diversos tipos de sentimentos.
A única coisa que me deixou um pouco chateada durante a história foi o fato deTess acabar aceitando facilmente as desculpas de Brock, já que ele, querendo ou não, e mesmo sendo por trabalho, acabou enganando-a. E, ainda que tivesse as melhores das intenções, achei que ela poderia ter ficado um pouco mais irritada e ter feito ele suar a camisa para conseguir o seu perdão. Talvez pelo fato de eu ser uma escorpiana não aceitei tão bem esse perdão rápido.


O Lírio Dourado - Bloodlines #02 - Richelle Mead


Existem autores que nos dão uma sensação de familiaridade única. Não importa sobre o que este autor escreva você sabe o que esperar, e aquela sensação de aconchego é despertada página após página. No meu caso são poucos os que conseguem essa arte, Richelle Mead é uma delas. Lendo o segundo volume da série Bloolines, O Lírio Dourado, publicado pelo selo Seguinte não foi diferente!

Por tratar-se de um spin-off paralela de Vampire Academy a resenha a seguir assim como o livro tem spoilers para quem não leu a série anterior.

Na Califórnia a alquimista Syney Sage continua sua missão para proteger a princesa Moroi Jill Dragomir e com isso evitar uma guerra entre os vampiros. Entretanto a convivência faz com que esta jovem comece a olhar sua protegida, e os demais com outros olhos. Uma nova ameaça surge aos Morois, e sua lealdade aos alquimistas fica abalada, assim como seu coração quando começa a desperta para um amor proibido. Será que Sage conseguirá fazer as escolhas certas quando chegar o momento?

O primeiro livro dessa série não me empolgou como eu esperava, mas o segundo acabou me surpreendendo já que me envolvi bem mais na trama. Mead focou sua narrativa em Sydney  e Adrian, e devo dizer que torci muito pelo casal. Não posso dizer o caminho que este casal tomou, mas o desenvolvimento foi sincero e fofinho, se é que se possa dizer isso de duas pessoas tão teimosas quanto eles!

Sydney começa abaixar cada dia mais sua guarda tanto de ser a responsável por tudo na missão - ela acaba cedendo a um encontro e tendo um pequeno caso com Brayden, o nerd mais chato da estória das estórias de Mead!- quanto ao que pensa em relação a Morois e dampiros. Ela começa a perceber que os alquimistas contam apenas meia verdades para ela, quando não acabam por mentir, e assim começa a agir um pouco mais autonomamente.

Adrian está em um momento de crise, sem dinheiro e com sentimentos abalados pelo seu dom com o espírito onde ele alterna momentos de sanidade, com atitudes que parecem suicidas. Está cada dia mais próxima de Sage, e faz de tudo para defende-la assim como para estar perto dela. Talvez ele esteja caminhando para ser um personagem mais denso, talvez eu acabe enfim gostando mais dele já que ele não atrapalha mais Rose e Dimitri.

E falando nele, Dimitri está neste livro, não tanto quanto eu gostaria, e nem soltando seu sotaque russo em Rose, mas com sua seriedade e capacidade única de lutar. Sonya junto com Dimitri estão pesquisando uma possível cura para os Strigoi, e achei esta pesquisa interessante, embora evolua pouco neste volume.

Jill está mais madura e tomando cada dia mais consciência de seu papel na trama. Toma atitudes que acabam surpreendendo a todos. Eddie, o dampiro responsável por protegê-la o faz não só por obrigação, mas por paixão. Entretanto Angeline também está se transformando e talvez ganhe mais atenção de Eddie. Este trio forma o lado mais lúdico e leve da trama, já que são adolescentes e tem preocupações da idade.



Tudo e Todas as Coisas - Nicola Yoon

A vida de Maddy se resume a sua casa, sua rotina e a companhia de sua mãe e a enfermeira, Carla, que se tornou uma grande amiga – a única além de sua mãe. Isso acontece porque ela tem uma doença rara, que basicamente a define como alérgica ao mundo. Depois que o marido e o filho morreram em um acidente, a mãe fez de tudo para proteger a filha, contratando uma enfermeira e adaptando a casa para que Madeleine pudesse viver bem em sua bolha de salvação. E é lá que ela vive, sem nunca ter saído de casa, por dezessete anos.
Tudo segue normal e Maddy aceita sua vida e seu destino, afinal ela nasceu assim e não há nada que possa fazer para mudar isso. Então é melhor submeter-se do que desejar algo que não pode ter. Até que tudo muda.
A casa ao lado recebe novos moradores e Olly, um dos vizinhos, acaba atraindo a atenção dela de uma forma que ninguém mais fez. Ela passa a acompanhar a família do garoto pela janela e o modo como ele é diferente dos demais membros e não mantém uma rotina, além de ser lindo e se vestir inteiramente de preto, o que a deixa curiosa.
E ele também passa a observá-la e começa a interagir com nossa protagonista, fazendo com que ela passe a desejar mais da vida e de sua existência. Apaixonar-se por Olly é inevitável e as consequências disso também são. Mas agora Maddy está disposta a correr riscos, mesmo que isso signifique arriscar a própria vida, afinal ela prefere morrer a ter que continuar apenas sobrevivendo. Ela precisa viver e vai fazer o que for preciso para tornar isso uma realidade.
Estava looouca para ler esse livro desde que ouvi sobre sua publicação em 2015, quando ele ainda nem tinha sido publicado no exterior, quanto menos aqui no Brasil. Desde então queria tê-lo na minha estante e essa vontade só aumentava a cada comentário positivo sobre o mesmo que eu lia ou ouvia por aí. Por conta disso, é claro que minhas expectativas estavam bem altas quando eu enfim pude tê-lo em mãos para começar a minha leitura. Só que o problema com esperar muita coisa de algo é que geralmente aquilo não alcança o patamar almejado. E foi isso que infelizmente aconteceu com “Tudo e Todas As Coisas”.
E não é que eu não tenha gostado, porque eu simplesmente A-D-O-R-E-I a leitura! Só tenho que confesso que estava esperando um pouco mais do que encontrei, já que acreditei que iria amá-lo fortemente e que seria um grande candidato para meus livros preferidos do ano, porém isso não aconteceu.
Mas, para falar a verdade, eu acho que faltou profundidade na trama e nos detalhes da mesma. A gente acompanha essa menina e seu dia a dia, mas nada tão emocionante é narrado, e não porque ela não faz nada de interessante, porque ela faz, sim. Só que faltou uma sensação de mergulhar mais na história, de entender melhor seus sentimentos e o que Maddy estava vivendo. Senti mais como um relato menos aprofundado, e eu estava desejando me envolver mais com aquilo. Não sei se vocês conseguem entender meus sentimentos, mas foi isso.
A evolução do relacionamento dela com Olly também não foi tão bem explorada sob meu ponto de vista, já que em um momento eles se conheceram e, depois de meia dúzia de mensagens trocadas, ele já estava indo visitá-la e os sentimentos já estavam ali. Em outro momento aconteceu a mesma coisa, eles estava longe um do outro e depois se reaproximaram (não vou explicar isso melhor porque seria spoiler) de um jeito meio sem graça. Acho que faltou um pouco de emoção, parece até que ficou faltando uma lacuna.
Para quem acompanha minhas resenhas, eu já comentei antes aqui no blog que gosto de sentir junto com os personagens, entender seus sentimentos e torcer para que eles fiquem juntos, torcer para o casal e para sua felicidade. E não é que eu não tenha torcido por eles, só que não criei aquela grande expectativa ou meu coração se encheu de calor e alegria. Foi fofo, mas...
Em compensação, gostei muito da trama e acho que a autora soube nos apresentar a tudo de uma maneira bem gostosa, leve e descontraída. A gente logo se vê envolvida pelos acontecimentos e conseguimos visualizar todo o cenário, já que a narrativa tem uma característica bem visual e descritiva, de um jeito que facilmente podemos ver os lugares e as coisas que os complementam, como se de fato tivesse desenhos nas páginas.
A narrativa é em primeira pessoa sob o ponto de vista de Madeleine, então podemos nos aproximar bastante da protagonista e também entender tudo o que ela vive, o que pensa e o que sente. Gostei muito de acompanhar a trama sob sua perspectiva.
A escrita de Nicola Yoon é bem direta e flui maravilhosamente bem, de um jeito delicioso e envolvente. A gente começa a ler e quando nos damos conta já avançamos muitas páginas e já está quase na hora de dar tchau para esses personagens incríveis. E devo admitir que já até bateu uma grande saudade de tudo aquilo.


Jane Austen Roubou Meu Namorado: Um Diário Secreto - Jane Austen #02 - Cora Harrison

Jenny Cooper pôde encontrar o amor e viver este sentimento tão especial com o capitão da Marinha Real, Thomas Williams, graças a ajuda de sua prima para lá de especial e determinada, Jane Austen, que é uma especialista em questões do coração – apesar de ela própria não ter vivido ainda uma experiência semelhante à de Jenny.
Só que nem tudo são flores e algumas coisas estão no caminho destes dois antes que eles possam viver a tão desejada felicidade juntos. E no meio de bailes e danças, viagens e encontros, esses jovens vão viver algumas divertidas aventuras. Mas precisam ter muito cuidado com o que dizem e o que fazem, afinal uma boa reputação, quando perdida, acaba para sempre. E Jane, com sua personalidade sagaz e destemida pode acabar virando fofoca pelos motivos errados.
Desde que li o primeiro livro desta duologia, “Eu fui a Melhor Amiga de Jane Austen” (clique no título para conferir minha resenha), lá em 2014, fiquei desejando que a Rocco publicasse a continuação para eu poder embarcar novamente nessa trama junto com personagens tão amáveis. É por isso que não me contive de felicidade quando, finalmente, essa publicação foi anunciada e eu poderia dar continuidade na minha leitura das obras criadas por Cora Harrison. E é claro que, assim que pude, li, me apaixonei e fiquei encantada com mais um trabalho da autora.
Como no primeiro volume, a narrativa é feita em primeira pessoa sob o ponto de vista de Jenny Cooper, que está nos contando os acontecimentos que vivencia através de seu diário (na maioria do tempo). Gosto muito dessa forma de ler uma obra, pois nos aproxima da protagonista e nos faz entender perfeitamente bem seus sentimentos e modo de agir. Além disso, em alguns capítulos temos a possibilidade de acompanhar a trama por fora das páginas do diário, então vemos algumas cenas no momento em que ocorrem, também narradas sob a perspectiva de Jenny. Curti acompanhar essas situações também, pois temos a oportunidade de ver algo mais amplo e nos sentimos naquele cenário, junto com os personagens.
Adoro a Jenny, que é uma menina ingênua, fofa, dona de uma personalidade boa e calma, tímida e romântica. Gosto muito de sua visão de mundo e o que espera da vida. E conhecemos o seu oposto através da prima, Jane Austen, que, apesar de não ser a protagonista, é uma personagem que aparece muito e tem grande importância na trama e no desenrolar dos fatos, e é, definitivamente, a melhor! Me divirto muito com ela, sua língua afiada, raciocínio rápido, coragem e determinação. Podemos facilmente notar sua inteligência, ousadia e bom humor, e também aquela sua vocação para a escrita, já que sempre está criando histórias e enredos.
Outros destaques são os pais de Jane, Thomas Williams, que é o noivo de Jenny, Eliza de Feuillide, prima de Jane que é dona de uma personalidade divertida, marcante e alto astral, e, o melhor de todos, Harry Digweed, que é um jovem sensacional e super apaixonante, que tem grande relevância em diversos momentos.
Os romances presentes nesse volume também são de fazer suspirar, apesar de não ter tantas cenas românticas. Jenny e seu amado Thomas, que tiveram que passar um bom tempo separados por conta de seu serviço como militar e da família dela, que não queria que eles ficassem juntos simplesmente porque sua cunhada era insuportável e encontrava problemas onde não havia só para poder atrapalhar a vida de nossa protagonista. Também amei o casal Jane e Harry, mesmo que não tenhamos acompanhado nada intenso entre os dois e acho que eles combinavam perfeitamente. Não vou me aprofundar muito a respeito dos dois porque é muito mais legal ver “ao vivo”.


Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda - Howard Pyle

Eu amo a coleção Clássicos Zahar, pois eles trazem uma obra clássica maravilhosa juntamente com um trabalho gráfico incrível, além de tradução e notas dignas. Sempre que alguém vem a minha casa e vê os livros juntinhos na estante, fica encantado com tamanha qualidade dessas edições, que sempre são em capa dura, e, na maioria das vezes, lindamente ilustradas.
Gosto de sempre ter um clássico entre minhas leituras para me aprofundar mais no conteúdo de outra época e para entender a importância dessas obras, já que muitas vezes até sei sobre o enredo superficialmente, mas nunca antes tinha lido a versão original para saber mais profundamente sobre o mesmo. Por conta disso, não poderia deixar de ler sobre Rei Arthur e entender mais sobre esta trama escrita por Howard Pyle.
Em “Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda” conhecemos a história de Arthur em duas partes. A primeira, “O Livro do Rei Arthur”, mostra a sua origem, a profecia feita pelo mago Merlin e tudo o que ele teria que passar para se tornar o Rei da Inglaterra. Já na segunda parte, “O Livro de Três Homens Notáveis”, vemos nosso protagonista já tendo seu reinado e o seu poder, e temos o relato de três dos seus mais importantes companheiros da Corte do Rei, que são eles: o mago Merlin, o Sábio; Sir Pellias, o Cavaleiro Gentil; e Sir Gawaine, o Eloquente.

Neste volume vemos a criação da távola Redonda e a nomeação de alguns de seus leais cavaleiros que sempre o acompanham. Além disso, temos também o confronto com um dos seus principais inimigos, o Cavaleiro Negro, a sua relação com a sua meia-irmã, Morgana, e o seu encontro com Lady Guinevere.

Cheio de ilustrações originais, esse título consegue nos prender do início ao fim, nos trazendo mais sobre esse tão famoso Rei. A única coisa que me deixou um pouco chateada foi que o Prólogo, assim como o Prefácio trazem um grande resumo da história e são como verdadeiros spoilers, então não gostei de ter lido antes. Sabendo disso, recomendo que não façam como eu e leiam somente após a leitura do volume para que não perca nenhuma graça.
O enredo desse título é leve e descontraído, nos fazendo até mesmo lembrar um conto de fadas. Gostei bastante de como o autor conseguiu mostrar as aventuras e bravuras desse homem tão famoso, deixando o romance um pouco de lado e focando mais em suas realizações e honras.
Sendo o primeiro livro de uma série de quatro volumes, podemos esperar que a Zahar ainda lance os demais títulos para podermos acompanhar as aventuras desse destemido homem cada vez mais, e espero também ver um pouco mais sobre a sua relação com a Lady Guinevere, ou que apareça o Lancelot, tão famoso quanto o Rei e que não está nessa história. Encontrei uma informação de que o segundo volume será lançado no início de 2018 e já estou torcendo muito para que essa previsão se torne realidade.


As Mil Noites - As Mil Noites #01 - E.K. Johnston

Quando eu li a sinopse de “As Mil Noites”, me interessei bastante pela história, já que ela é inspirada no clássico mundialmente conhecido pelo nome “As Mil e uma Noites”. E, após conversar com uma amiga que leu este título e me recomendou bastante, não pude deixar de querer lê-lo também o quanto antes. Portanto, comecei a leitura o mais breve possível, passando-o na frente de outros títulos que estavam na minha pilha, e agora venho compartilhar as minhas opiniões sobre esta obra.
Neste volume conhecemos Lo-Melkhiin, um rei que está em busca de uma esposa, porém todas as mulheres escolhidas por ele acabam morrendo de maneira desconhecida após a lua de mel. Sendo assim, o reino determinou que o mesmo não poderia escolher mais de uma mulher da mesma aldeia. Quando a aldeia de nossa protagonista é escolhida, ela fica com medo e apreensiva, pois ele certamente iria escolher a sua irmã, que é a mais bela e a mais formosa. Por conta isso, ela faz de tudo para ser a escolhida e isso acaba acontecendo.
Como ele era um rei bom para o povo, que todo mundo gostava e aprovava, ninguém falou nada quando, certa vez, após voltar de uma caçada, se tornou este tipo de rei que casa com mulheres bonitas e logo depois as mesmas morrem. Quando a nossa protagonista passou a ser a escolhida, ela colocou em sua cabeça que teria que resistir e permanecer viva o maior tempo possível, pois, assim, outra mulher não iria acabar morrendo, e ela iria ganhando tempo para viver. Então vemos como nossa protagonista se empenha a ficar viva e toda a magia da história.
O livro foi narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista da personagem principal, o que foi bem legal, já que assim conseguimos entender melhor tudo o que ela estava passando e sentindo, e isso nos ajudou a entender melhor a história. Em alguns capítulos, temos também a narração de outro personagem para explicar melhor sobre a parte sobrenatural, o que foi bem interessante, pois desta maneira entendemos tudo desse volume de uma forma bem ampla, nos proporcionando uma história bem gostosa.
Com uma linguagem simples, rápida e interessante, esta trama consegue nos conquistar com um enredo bem gostoso. A parte do sobrenatural ficou ótima, sendo uma novidade para mim, que ainda não tinha lido nenhum livro neste estilo. Achei que a autora conseguiu pegar um clássico e utilizar como base para seu volume de uma forma muito bem feita, e eu realmente gostei bastante. Não é uma história muito profunda, cheia de reviravoltas, ação ou amor. É uma trama deliciosa, que traz, sim, o amor, a magia e a fé, mas tudo levemente, sabendo dosar e despertar diversos sentimentos quando estamos lendo.
Os personagens foram muito bem construídos, cada um com o seu jeito de ser, conseguindo nos cativar em todos os momentos. Gostei bastante de nossa protagonista, pois ela é uma garota determinada, batalhadora e, acima de tudo, demostra o amor que sente por sua irmã, capaz de fazer com que fosse tomar o lugar dela para que a mesma não sofresse, ou não acontecesse nada, pois seria incapaz de viver sem a sua irmã. É uma garota muito altruísta e de bom coração. Torci por ela em todos os momentos, e com certeza me cativou bastante.
Vocês podem ter reparado que nesta resenha eu só citei o nome do rei, Lo-Melkhiin, mas não por eu ter esquecido dos demais personagens, o que acontece é que a autora simplesmente optou por não dar nome a nenhum deles, exceto pelo rei. Achei isso de fato interessante, visto que não atrapalhou minha leitura e eu nunca antes tinha vivido uma experiência semelhante.


Laços de Sangue - Bloodlines #01 - Richelle Mead

Depois do fim da série Vampire Academy, ficou uma saudades da mitologia criada por Mead, além de curiosidade de como foi o felizes para sempre, que no caso deles com certeza deve ter sido muito perturbador rs! Para matar um pouco da curiosidade embarquei na leitura de Laços de Sangue, primeiro volume da série Bloodlines (Spin-off da série Vampire Academy) escrito pela querida Richelle Mead.

Por tratar-se de um spin-off paralela de Vampire Academy a resenha a seguir assim como o livro tem spoilers para quem não leu a série anterior.

Em Laços de Sangue a história se foca em Sydney Sage, uma humana alquimista que arriscou seu próprio futuro para ajudar Rose Hathaway. Agora com sua reputação abalada e com medo do que seu pai pode fazer, ela aceita uma nova missão junto aos vampiros: proteger a princesa vampira Jill Dragomir, o que faz com ela tenha que juntamente com Jill se matricular em um internato. E o que poderia ser tranquilo na ensolarada Palms Spring se torna uma missão de equilíbrio entre ser o que seu pai espera e o que é certo fazer. Entre proteger sua colega e resolver mistérios que a rondam. Qual serão as escolhas de Sydney?

Ao contrário das protagonistas de Mead: Rose Hathaway, Georgina Kincaid e Eugenie Marham, Sydney não é uma garota forte e determinada. Sempre viveu sob fortes regras e não sabe lidar com o que acontece quando se vai contra os pais. Ela passa todo tempo com medo de ir para um centro de educação, e aos poucos começa se dar conta da repressão que tem dentro de si, com auxílio de ninguém menos que Adrian Ivashkov!

Percebe que embora os alquimistas sempre a fizeram acreditar que vampiros eram seres não naturais eles podem ser tão humanos quanto ela, com sentimentos e emoções. Mudar suas crenças é algo que mexe muito com suas emoções, e que atrapalha o seu andamento. Mesmo com tantas questões pessoais, ela se esforça para auxiliar a Jill, primeiramente porque é seu trabalho, e depois porque passa a considerá-la. E o mais legal, ela começa aos poucos a descobrir a força do amor.

Adrian Ivashkov é um vampiro Moroi (vampiros que podem andar sob a luz do sol com parcimônia, tem poderes mágicos, se alimentam de sangue e não matam seu doador) que faz parte do grupo que visa proteger Jill. A razão para que ele integre o grupo é revelada mais tarde, e eu gostei bastante de ter esse dado novamente na história, visto que é um ótimo recurso para narrativa, embora no livro em questão ela não tenha explorado muito como fez na série anterior.

Sua personalidade está completamente partida depois de perder o amor. Ele sempre foi instável, mas agora não consegue enxergar luz no fim do túnel, entretanto a sua escuridão deve ser contida caso contrário Jill fica ameaçada. Essa é uma das muitas variáveis que Sydney tem que lidar. A evolução de Adrian é legal, e ele também não se dá conta do que está acontecendo. Passei a nutrir maior simpatia pelo personagem que não havia ganho tanto meu carinho porque rivalizava com o Dimitri s2! rs

Jill é uma princesa Moroi, é frágil, se encaixa bem na frase "entrou de gaiato no navio" quando descobriu ser parte da realeza. Teve sua vida calma virada de cabeça para baixo quando teve que enfrentar as guerras da realeza Moroi. Eddie é o dampiro (mestiço de humano com Moroi, possui alguns atributos diferentes dos humanos como força maior) designado para ser guardião de Jill, é obcecado com a proteção desta. Tão obcecado que começa a confundir o que faz por obrigação e por sentimento.


Fuck Love: Louco Amor - Tarryn Fisher

Gosto bastante deste estilo de livro e, por este motivo, sempre que é possível começo a ler uma obra assim. Quando li a sinopse de “Fuck Love”, achei a história bem interessante e quis saber mais sobre essa leitura. Eu já conhecia a escrita de Tarryn Fisher e havia me encantado por sua forma de narrativa e pelo jeito que cria os seus personagens, sendo assim, este volume tinha tudo para me conquistar. Agora venho compartilhar com vocês o que achei a respeito desta obra.
Neste exemplar, conhecemos a história de Helena Conway, uma menina que leva uma vida bem simples ao lado de Della, sua melhor amiga desde sempre, e de Neil, seu namorado. Sonhando em ser contadora, vemos que nossa protagonista leva uma vida comum, quase que entediante, até que certo dia ela tem um sonho louco de um futuro com uma vida perfeita, só que no sonho quem está com ela é ninguém menos do que o namorado de sua melhor amiga.
Vemos que depois esse sonho nossa protagonista começa se sentir atraída por um homem que nunca tinha reparado antes, ficando intrigada para saber tudo sobre ele, e sempre sentindo uma culpa muito grande dentro de si, até porque ele é comprometido e ela também, mas isso não a impede de se apaixonar por Kit e logo se vê obcecada por ele.
Kit é um cara confuso e um pouco covarde, apesar de ser bastante carismático e conseguir conquistar várias pessoas com o seu jeito de ser. Mas não conseguiu me atrair, parecendo muitas vezes um coadjuvante ao invés de um personagem tão importante.
Fiquei bem dividida sobre o que penso em relação a essa história, já que não consigo entender como alguém pode se apaixonar pelo namorado da melhor amiga. Acho que faltou um pouco de lealdade (em busca de uma palavra melhor) na relação das duas. Mesmo que sua melhor amiga não seja nenhuma santa, não achei justificável essa atitude. Mas este é um pensamento meu, algo que eu não concordaria e não concordo. Sendo assim, vi todas as atitudes de nossa protagonista como mesquinha e sem noção e não gostei muito do fato de a autora ter transformado a Della em uma pessoa ruim, meio que para justificar as ações da protagonista. As pessoas têm opiniões diferentes e tem gente que com certeza amou essa situação, mas eu não sou uma delas. E, assim como aceito que há pessoas que não pensam como eu, acredito que saibam também entender meu lado e espero respeito das pessoas que discordam de mim.
A narrativa é rápida e fluida e mesmo não tenho gostado muito de Helena, gostei da obra, pois o mesmo conseguiu me prender em vários momentos. A história é gostosa e divertida, mas o rumo que ela tomou me incomodou bastante.


Eu e Você no Fim do Mundo - Siobhan Vivian

A primeira coisa que me chamou muita atenção neste título, quando o vi pela primeira vez em uma livraria, foi a capa maravilhosamente linda da edição impressa, que me atraiu de muitas maneiras. Gosto bastante de me sentir atraída por uma capa, pois isso me faz ter ainda mais vontade de ler a obra. É claro que o que importa é o conteúdo, mas uma bela capa desperta desejo em mim, não posso negar. Aí, após ler a sinopse, sabia que precisava tê-lo o quanto antes.
Eu já conhecia a autora por conta de outros títulos seus publicados anteriormente no Brasil, e sua forma de narrativa me agradou bastante. A soma de todos esses fatores fez com que eu realmente precisasse ler este volume. Sendo assim, quando foi possível, comecei a ler a obra e agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões.
Em “Eu e Você no Fim do Mundo”, conhecemos a cidade de Aberdeen, um local que está indo por água abaixo, ou seja, os cientistas avisaram que toda a população deve ir embora o mais rápido possível, pois a cidade deixará de existir em alguns meses. Tudo isso por conta de um período intenso de chuvas, que causou vários danos, fazendo com que todos os moradores tenham que se mudar para as cidades vizinhas. É nesse cenário que conhecemos Keeley, uma adolescente que está vivendo essa situação e quer aproveitar o máximo de tempo possível que tem com os seus amigos e acha que essa é a hora perfeita para confessar o seu amor para Jesse Ford, o garoto por quem é apaixonada desde sempre.
Com esse enredo, vemos como nossa protagonista está lidando com a sua vida, de uma adolescente que enfrenta várias mudanças e vive o fim do seu mundo, já que todas as coisas que estava acostumada não vão mais ser do mesmo jeito. Vemos que Jesse entra na onda do fim do mundo e acaba se aproximando de Keeley para se divertir, mas ele sempre foi um grande mulherengo.
Vidrada em seu novo relacionamento, ela acaba esquecendo-se de coisas importantes e se afasta um pouco de sua melhor amiga desde sempre, já que a mesma está triste por conta de uma amiga em comum que perdeu tudo por causa das enchentes, mas ela não está nessa vibe.
Gostei bastante de ver como nossa protagonista passa a amadurecer com o tempo, e também de suas amizades. Curti muito ter conhecido o Levi, filho do xerife, que sempre esteve disposto a ajudá-la, mesmo quando ela mostrava o seu lado mais feio para ele, sendo grossa e mal-humorada. Foi em suas interações com ele que eu passei a gostar mais da personagem, pois senti mais verdade.


Lançamentos de Setembro da Harlequin


Oii, gente! Como vocês estão? Hoje é dia de falar dos lançamentos da Harlequin! <3 Esse mês são cinco romances e já quero ler todos! E vocês, gostaram de quais?

Coleção Casa Real de Niroli #02 - Seduzida Pelo Príncipe + A Princesa e o Magnata - Carol Marinelli & Natasha Oakley
Seduzida Pelo Príncipe – Carol Marinelli
Luca Fierezza é um nobre rebelde. Ele transformou Nirolli num paraíso para os ricos e famosos – e fez de si mesmo um bilionário. Megan Donovan está sem chão depois de ser presa trabalhando no cassino. E seu herói improvável é também o seu patrão, Luca! Ela está completamente sujeita às suas vontades… e à sua paixão! Um escândalo arruinaria as chances de Luca de ascender ao trono. Mas ele quer a pequena ladra Megan respondendo a cada uma de suas ordens, dia e noite!
A Princesa e o Magnata – Natasha Oakley
Domenic Vincini é um bilionário de coração frio que deseja as belas riquezas da ilha rival, Niroli, apenas para si... e isso inclui a joia da coroa – a princesa Isabella Fierezza! Ela é proibida, mas para Domenic isso só torna sua inocência ainda mais atraente. Se Isabella não resistir à tentação, ela entregará seu coração – e seu reino – ao seu maior inimigo.
Momentos de Sedução - Kristi Gold & Elizabeth Lane
Uma Noite Quente – Kristi Gold
A sedução é capaz de transformar inocência em paixão? E tentação em amor? O sheik Rayad Rostam dedicou a vida a proteger seu país… e vingar a morte prematura de sua esposa e filho. Por isso, a atração repentina pela jornalista Sunny McAdams não é bem-vinda ou esperada – mas é inegável. Sunny teme um futuro ao lado de um homem obcecado com a vingança. Ela já passou por momentos sombrios demais em sua vida... mas está se apaixonando rápido demais pelo sensual soldado, e ele pode se tornar uma tentação à qual ela não conseguirá resistir...
Amor Inesquecível – Elizabeth Lane
“Vim buscar o menino. ” Por três anos, Angie Montoya escondeu seu filho da família do falecido noivo… até que foi encontrada pelo irmão gêmeo dele. Jordan Cooper só quer fazer o que é certo: levar o filho do seu irmão para o rancho da família, que fará parte da herança do menino. Tomado pela culpa desde a morte do irmão gêmeo, Jordan busca redenção ao cuidar do sobrinho. Mas dividir uma casa com Angie faz ressurgir uma fome dentro dele que só pode ser satisfeita por ela. Mas será que Angie poderá perdoá-lo quando descobrir a verdade sobre o falecido noivo?


Levana - Crônicas Lunares #3.5 - Marissa Meyer

Quem lê a série “Crônicas Lunares” deve se perguntar como e o que fez Levana se tornar a rainha de Luna e agir da forma fria e calculista mostrada ao longo das obras. Agora temos a chance de conhecer sua história, desde quando ainda era uma criança indefesa sofrendo nas mãos de uma irmã má, passando pela morte dos pais e vendo a irmã mais velha assumindo o trono.
A vemos sendo desprezada, lutando para alcançar seu lugar enquanto esconde sua verdadeira aparência através de glamour e tentando conquistar o amor de um homem por quem sempre foi apaixonada. Sua obsessão pela beleza e sua busca desenfreada pelo poder, até encontrar alguém que está no seu caminho, ameaçando destruir tudo o que construiu ao longo de muitos anos e sacrifícios de diversas pessoas. Uma trágica história vista sob uma nova perspectiva.
Devo dizer que estava esperando gostar bastante dessa obra, principalmente porque traz um lado mais pessoal de uma vilã, aquela ideia de que vamos conhecê-la mais a fundo e entender o que a motiva a ser e agir como é nos demais volumes da série. Geralmente eu gosto dessas obras e acho que elas possuem um conteúdo que nos faz entender uma trama sob outra perspectiva e isso é muito bacana. Mas, sinceramente? Foi muito difícil terminar essa leitura, achei tudo bem chato e a protagonista completamente insuportável. Cada página virada foi um novo sacrifício para continuar em frente, mas fui forte porque o livro é curto e a fonte do texto é grande.
Não acho que tenha acrescentado tanto assim na minha vida conhecer o lado negro de Levana, porque ela não tem nada de tão especial assim para ser revelado. É uma pessoa invejosa, fria e calculista, que só faz tudo para benefício próprio, sem muito esforço, independente de com quem esteja lidando.
Mata todos que ficam no seu caminho, inclusive qualquer um por quem poderia nutrir sentimentos mais fortes, sem se importar com as consequências – afinal elas são praticamente inexistentes. Neste livro e também nos três primeiros da série, nada de tão ruim aconteceu com ela que não tivesse sido resultado de sua obra, exceto por um único momento muito triste e revoltante de sua infância. Mas, consequências pelos seus atos sanguinários não existiram em momento algum (não li o quarto volume, mas acredito que seu final tenha sido infeliz, só que apenas muito tempo depois de tudo o que aprontou antes).
Não sei se eu poderia classificar Levana como sociopata, visto que não conheço a fundo este transtorno de personalidade e nunca estudei psicologia ou algo semelhante para entender direito, mas com o que sei e com algumas informações que busquei, acredito que ela se encaixa perfeitamente nessa categoria. Afinal, Levana não é muito boa em contextos sociais, mas consegue manipular sentimentos e fingir que está tudo bem e ainda manipula os outros com isso, possui comportamento bem violento, tem falta de sentimento de culpa, desconsidera leis, normas sociais e direitos de outras pessoas. Fora que ela é muito egocêntrica e desconsidera sentimentos e opiniões alheias.
A escrita da autora flui muito bem e nos envolve de uma forma que mergulhamos na leitura, mesmo sem gostar do conteúdo da mesma ou da protagonista. A narrativa está em terceira pessoa, e acompanhamos Levana primeiramente alguns anos antes do início do primeiro livro da série, “Cinder”, passando por cenas de seu passado, e chegando a alguns anos depois, quase no começo do livro um.
A série “Crônicas Lunares” possui quatro volumes sequenciais, “Cinder”, “Scarlet”, “Cress” e “Winter”, todos já publicados no Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores, lidos e resenhados aqui no blog. Quem quiser conferir as respectivas resenhas, basta clicar nos títulos. Além de dois volumes extras, sendo que um é este, “Levana” (#3.5), e o outro, “Stars Above” (#4.5), traz quatro contos que antes tinham sido publicados somente em e-book e mais cinco inéditos, sendo o último deles um epílogo para a série. Esse exemplar ainda não teve publicação nacional, mas a Editora Rocco já disse que tem intenção de lançar por aqui, provavelmente em 2018.


A Rainha das Trevas - Trilogia das Joias Negras #03 - Anne Bishop

Terminar uma série e gostar dela é um feito para quem lê muitos livros, afinal as séries nos dias de hoje sempre tem vários volumes e raramente valem a pena até o seu fim. Logo quando A Rainha das Trevas da autora americana Anne Bishop, último volume da Trilogia das Jóias Negras, lançada pela Arqueiro eu estava torcendo para que a estória terminasse bem, e Bishop foi feliz em seu desfecho. Pode conter spoilers.

Jaenelle já é uma mulher, sua corte está estabelecida e sua família reunida novamente. Tudo começa a caminhar bem, mas existem Sangues que não aceitam seu reinado. Sem conseguir alcançar a rainha eles tramam para atingir aqueles que estão a sua volta. Jaenelle por sua vez começa a buscar por uma solução definitiva que traga paz para seu povo, mesmo que isso custe muito caro a si mesma.

A leitura desta trilogia não foi fácil desde de seu início até o seu fim, a trama criada por Bishop é tudo menos evidente ou previsível. Sua fantasia trevosa e densa foge de qualquer lugar comum evocando criaturas e magias que eu nunca havia lido em outro local. Com tanta originalidade e densidade não poderia ser diferente a leitura de seus livros que nos faz sofrer com seus protagonistas, além de dizer sem medo sobre as crueldades e sangue derramado tanto com homens quanto com inocentes.

Embora o ritmo do livro em sua maioria tenha sido tranquilo sem acontecimentos muito impactantes, em sua reta final a autora nos joga em uma corrente de acontecimentos que deixa o leitor desnorteado. Quando o livro acaba tudo que você pode fazer é recolher os pedacinhos do que sobrou e torcer pelo final feliz que sonha, pelo menos que eu desejo. Longe de ser o esperado, o final é impactante e forte, e talvez por isso mesmo bom, embora não seja o que eu desejaria a cada um deles.

Jaenelle está mais madura quanto a extensão de seu poder assim como de suas obrigações, mas é interessante perceber o quanto está jovem ainda é uma criança quando o assunto é o amor e homens. Ela guarda nas memórias o que aconteceu quando esteve internada, e não sabe lidar bem com o sexo quando se vê diante dele. Uma feiticeira tão poderosa mas que não sabe sequer beijar! É um contraste interessante e com todo sentido. Dona de uma personalidade forte e sensível foi uma protagonista que me conquistou e por quem torci muito.

Saetan, o senhor supremo do inferno deveria ser alguém a temer mas ele sempre me soou aquele tio legal que tenta ser do mal. Até o fim me diverti muito com ele e a tentativa de ser um bom pai. Lucivar, seu filho está agora aprendendo a lidar com a ideia de viver próximo ao irmão. É leal a sua rainha e não nega qualquer desafio que precise enfrentar para que consiga a proteger.

Daemon finalmente encontra um pouco de sombra para seu sofrimento. Depois de sofrer um bocado no último volume ele pode dedicar sua atenção a sua rainha. O que não vai ser fácil será dominar seu lado sádico quando precisar defender Jaenelle. Suas cenas no desfecho final da trama são de muita inteligência ao mesmo tempo que criam um forte desconforto.


Love is in The Air #01 - Catarina Muniz, Eva Zooks, Paola Scott e Tamires Barcellos

Assim que li a sinopse deste volume pela primeira vez, me encantei bastante com a premissa de trazer quatro contos passados na Terra da Rainha, todos com o tema central voltado para o amor. Só por este motivo, já morri de vontade de começar estas histórias e poder ler esses contos que, com uma pegada hot, prometiam fazer com que eu me apaixonasse completamente. Assim que tive a oportunidade de ter esse exemplar em mãos, comecei a leitura. E agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões.
Logo no primeiro conto, “Lembranças de um Outono em Londres”, de Eva Zooks, conhecemos a história de um casal que sofre bastante por não poder ficar junto tanto quanto gostaria, já que acompanhamos um encontro entre eles, onde vivem um amor inesquecível, porém ao final eles têm que se separar. Foi uma história linda, que aborda um pouco de magia e sobrenatural, mostrando um soldado britânico e a sua amada, e que um amor quando é verdadeiro ultrapassa todas as barreiras. Curti bastante esse conto, porém achei que ele foi bem curtinho, com suas menos de vinte páginas. Acho que a autora poderia ter aprofundado melhor e ter trazido uma história ainda mais gostosa, ainda mais que a premissa dele era ótima, e facilmente poderia ter sido mais bem desenvolvida. Narrada em terceira pessoa, nos encantamos bastante com essa história.
No segundo conto, “Sussurros do Coração”, por Tamires Barcellos, conhecemos a história de Henry, um homem misterioso e mal-encarado que se mudou para a pequena e escondida casa no final da rua, e, por ser uma vizinhança fechada, onde todos se conheciam, ele não foi muito bem aceito, sofrendo com desconfianças e preconceito. E já que ninguém o conhecia, inventavam fatos sobre ele como se fossem verdades. Nesse mesmo conto, também conhecemos Samantha, uma menina de dezenove anos, que vivia reclusa por conta dos seus pais e que só tinha a autorização de ir até a biblioteca. Bastante dedicada à sua família, ela fazia de tudo para agradar, mas só era tratada mal. Porém, certo dia o destino acaba unindo eles dois, e vemos que o amor entre um bad boy todo tatuado e uma menina certinha e dedicada aos pais, pode vencer todas as barreiras impostas pela sociedade e viver uma linda história de amor. Esse foi um dos meus contos preferidos, pois os dois protagonistas conseguiram mexer com o meu coração e fiquei torcendo em todos os momentos por eles, mostrando que, apesar das diferenças, quando o amor é verdadeiro pode superar tudo.
O terceiro conto é o "A Mania da Ninfa", de Catarina Muniz, que nos traz a história de Richard, um jovem médico residente que começou a trabalhar no St. Mary's Hospital, e lá conheceu outros colegas de profissão. Sempre que tinham um tempinho vago entre um atendimento e outro, todos se reuniam para bater um papo, porém Elizabeth, uma médica muito competente, sempre sumia. Bastante curioso para entender o motivo de ela sempre desaparecer nesses tempinhos vagos, ele acaba descobrindo que ela é ninfomaníaca e some para achar uma salinha reservada para se “aliviar”. Nesse conto, Richard narra toda a sua história de angústia e amor causados por essa Ninfa, e vemos todo o relacionamento que ambos criam.
O quarto e último conto é o “Nos Arredores de Londres”, por Paola Scott, que traz a história de Catarina, uma jovem gaúcha que se mudou para São Paulo para seguir os seus sonhos. Para comemorar o seu novo emprego em uma editora, ela aproveita os seus últimos dias de folga indo a uma viagem para Londres. E é lá que acaba conhecendo Sebastian, um típico britânico que concilia a sua vida de escritor com a administração da fazenda dos seus pais. Quando em uma livraria Catarina pede o autografo de Sebastian, a vida dos dois muda totalmente, já que, com ele, ela viveu os quatro dias mais intensos de sua vida. Esse foi o conto mais quente da antologia e veio para fechá-la com chave de ouro, e, junto com esses dois, conhecemos alguns pontos de Londres, onde eles vivenciam uma linda e romântica história de amor.


O Aprendiz - Conjurador #01 - Taran Matharu

Ano passado um canal literário no Youtube fez uma live com o autor Taran Matharu, onde eles responderia perguntas deixadas previamente e entre quem fez estas pergunta seriam sorteados seu livro, foi assim que tive minha pergunta respondida e que ganhei o livro O Aprendiz, primeiro volume da série Conjurador, publicado aqui pela Galera Record.

Fletcher é um adolescente orfão aprendiz de ferreiro, ele mora no pequeno vilarejo de Pelego, próximo a fronteira élfica, e último posto de batalha de Hominum. Todos os anos uma feira com os comerciantes é realizada, e entre os novos visitantes ele conhece um soldado vendendo relíquias da guerra. Essa amizade resulta em um presente, um livro com uma invocação, e logo o jovem se vê com um jovem demônio salamandra e uma fuga do único lugar que conhece.

Só me dei conta que um ano inteiro se passou desde que tenho o livro quando olhei a data nele, o tempo passa de maneira tão rápida e imperceptível que parece que fazem apenas alguns meses que ele estava na minha lista de logo leio! Demora a parte estava com boas expectativas para o livro, e elas foram basicamente supridas. A narrativa de Matharu é realizada em terceira pessoa sempre sob a ótica de Fletcher. É dinâmica, interessante e descritiva na medida certa. Suas influências são explícitas, conseguimos ver características estruturais de Harry Potter, o modo de batalha e evolução do demônios que são similares ao Pokémon com o toque medieval de O Senhor dos Anéis, e não sou eu quem diz é o próprio autor quem se define assim.

Senti uma estranheza quanto ao tempo, o livro se passa ao longo de meses, e hora ele se demorava em alguns momentos, ora ele corria os meses. E nisso acho que as relações que se formaram não foram mostradas e nem a evolução do protagonista que nada sabia sobre magia e passou a aprendiz. Talvez a questão seja até inconsciente visto que faltam um pouco de argumentos para explicar esse vácuo que o livro me fez sentir.

Fletcher é um personagem muito interessante, porque ele consegue fazer com que sua origem pobre não seja seu limite. Diante das dificuldades ele usa sua inteligência de maneira muito esperta e ágil, desafiando o convencional e sempre de maneira muito moralista. Alias o livro evoca muito questões como preconceito e abuso de poder, tantos entre a distinção de raças, e mais ainda dos nobres versus plebeus. E esse abuso dos ricos que mais desperta revolta no personagem e em quem lê!

Durante sua fuga ele acaba por se alistar na escola de Magos de Batalha, e lá conhece seus novos amigos, uma elfa Sylvia, que embora seja uma garota não tem medo do perigo e tem um coração nobre que faz o que for necessário para ajudar seu povo. E o agradável Otelo, um anão bonachão que se torna o melhor amigo de Fletcher. Outros personagens surgem como Serafim, e outros estudantes plebeus, mas com menos espaço. Claro os vilões são os nobres e seus aliados, e um professor que muito me lembrou o Snape!

Embora possa parecer que com tantas referências a estória possa soar como uma cópia a outras já existentes, mas não é o que acontece, a questão dos demônios, por exemplo, é nova e bem explorada. E soa vezes engraçada pela relação de afeto que humano e demônio acabam por estabelecer. O cunho político também é muito marcante, já que diversos acontecimentos estão focados não apenas em medidas para guerra contra os orcs mas também medidas de nobres para ganhar mais dinheiro, mesmo que isso resulte em mortes de aliados.



O Jogador - Vi Keeland

Brody Easton é ninguém menos do que o quarterback do momento, além de ser lindo, dono de um corpo escultural e, claro, um jogador no outro sentido da palavra também. Ele não gosta de mulheres jornalistas fazendo entrevistas no vestiário masculino e decide provocar ninguém menos do que Delilah Maddox. E sabe qual é a melhor forma de fazer isso? Logo em sua primeira entrevista com a moça ele decide lhe mostrar t-u-d-o. Mas não são seus segredos que ele quer que ela veja. Deixando a toalha cair logo quando a câmera é ligada e ela faz sua primeira pergunta, Brody aparece para Delilah como veio ao mundo, deixando-a desconcertada. Mas se ele pensa que vai fazê-la desistir de seu trabalho, está muito enganado.
Com isso, Brody encontrou seu novo passatempo favorito: provocá-la, o que vai continuar fazendo mesmo depois que ela decide rejeitar sua proposta de sexo. E Delilah não vai voltar atrás, afinal ela não é uma garota igual às outras com quem ele está acostumado e não está à procura de sexo casual, pois não sai com jogadores (no outro sentido da palavra), enquanto ele não namora com ninguém devido a uma experiência ruim em seu passado. Até que Brody a conhece  melhor e percebe que talvez ele esteja pronto para seguir em frente. Só que nem tudo é tão fácil quanto parece e algumas situações vão surgir pelo caminho dos dois, que precisarão entender se o que sentem é realmente verdadeiro ou não passa de ilusão.
“Há uma história entre o era uma vez e o viveram felizes para sempre... E esta é a nossa.”
Como já comentei antes aqui no blog, sou fã de Vi Keeland, que sempre consegue me conquistar com todas as suas obras e dessa vez não foi diferente. Dos cinco livros da autora que foram publicados no Brasil, este foi o quinto que li e que me deixou apaixonada (sim, adorei todos!). Ela definitivamente tem o dom das palavras e sabe nos conquistar com tramas envolventes, personagens carismáticos e um romance maravilhoso.
Algo que gosto na escrita de Keeland é a forma como desenvolve o romance, já que nada ali é forçado ou algo que nos faça questionar se existiria algo semelhante assim na vida real. Pelo contrário, os personagens se envolvem de uma maneira tão natural e crível que a gente até acredita que aquilo poderia ser de verdade.
A leitura é essencialmente leve e descontraída, com cenas românticas, pitadas de comédia e um ótimo desenvolvimento de enredo. E, para quem gosta de um bom drama para fazer chorar, “O Jogador” também conta com cenas de partir o coração. Considero que essas diversas nuances fazem da obra uma trama completa.
Adorei os protagonistas com todo o meu coração. Brody é maravilhoso e apaixonante, mas gostei mesmo foi de Delilah com sua personalidade incrível, sendo uma mulher bem resolvida e determinada que não aceita as coisas com facilidade e corre atrás do que quer. Achei ótimo que ela não tenha cedido ao Brody logo no primeiro instante, como muitas mocinhas geralmente fazem nos livros só porque não conseguem resistir ao charme e a beleza do homem (principalmente quando ele é rico e – ainda mais – famoso), o que acaba me irritando. Então ver que ela não é igual a várias outras só a deixou ainda mais especial aos meus olhos.
Ambos os personagens viveram situações dolorosas em seus passados e vamos desvendando-as aos pouquinhos, e assim podemos entender melhor quem são no presente.  A trama contém algumas reviravoltas, incluindo uma que eu realmente não estava esperando. Gostei de ter sido pega de surpresa, porque isso me deixa mais interessada ainda nos acontecimentos, desejando saber o que viria a seguir.
A narrativa é em primeira pessoa em capítulos alternados com os pontos de vista de Brody e Delilah, e depois de uma personagem que surge pelo caminho e quer nos mostrar um pouco de sua história. Esse recurso é meu preferido, pois assim conseguimos entender com maior profundidade os sentimentos e maneira de agir de cada um, nos aproximando deles como pessoas.


Superman - Uma Biografia não Autorizada - Glen Weldon

Desde muito pequena, eu já havia escutado falar em Superman e cresci ouvido as suas histórias e vendo desenhos onde ele participava. Acho que a maioria das pessoas também já deve ter escutado desde criança aquelas famosas frases: “É um pássaro? É um avião? Não, é o Superman!”, que demostra bastante sobre esse famoso super-herói. Agora cresci e cada vez mais me interesso por quadrinhos e seus personagens, por este motivo, quando vi essa biografia não autorizada, fiquei morrendo de vontade de ler. E venho compartilhar com vocês tudo que achei deste volume.
Neste exemplar, conhecemos a história do homem de aço de forma muito bem organizada e cronológica, para que a gente conheça mais sobre ele desde a sua primeira aparição, em 1938, até os dias de hoje, quase oitenta anos depois. Vemos relatos sobre ele em diversos tipos de mídia (jornal, revista, TV, cinema, etc.) e acompanhamos as histórias em que o personagem aparece, nos mostrando toda a mudança que aconteceu com ele durante o tempo, e olha que tiveram várias. No início, por exemplo, ele gostava de uma briga e era bem impaciente, nada parecido com o Clark da atualidade.
O livro é muito interessante para quem realmente gosta desse super-herói, já que descobrimos e desvendamos curiosidades que até mesmo não sabíamos que tínhamos (ou pelo menos eu não sabia), como o que ele faz com a sua capa quando deixa de ser o Superman para virar o Clark Kent? Ou quando ele começou a trocar de roupa nas cabines telefônicas? Essas e outras perguntas são respondidas durante a leitura, além de informações bem importantes como cada fato marcante em sua história e sobre as pessoas ao seu redor que foram bem participativas na vida desse herói, como Lois Lane, Jimmy Olsen, Perry White (seu chefe) e Lex Luthor (seu arqui-inimigo).
A narrativa feita por Glen Weldon, crítico de quadrinhos e de cinema, é leve e interessante, e analisa esse fenômeno cultural reconstruindo a sua trajetória desde a sua primeira aparição até chegar a Superman: The Man of Steel, longa de 2013. Com muito humor, aprendemos muito sobre esse herói que colocava a cueca em cima das calças até as suas novas vestimentas, passando por todas as suas modificações desde que ele foi criado.
(Essa imagem acima é a capa da revista número 01 da Action Comics, onde aparecia pela primeira vez o Superman.)