[Resenha] #PorQueEuLeio

Hoje a resenha é de um livro um pouco diferente, pois trata-se de um exemplar interativo para os apaixonados por literatura! Particularmente, adoro obras interativas, ainda mais quando junta com um tema que eu sou apaixonada, o que deixa a experiência ainda mais prazerosa. É por isso que fiquei encantada por este pequeno grande livro e tive que vir indicar a todos vocês que têm esse amor em comum comigo.
A edição é da Harper Collins Brasil e é MARAVILHOSA! Tem capa dura com verniz localizado na logo do título, elástico para prender a capa (tipo de agenda), as páginas são ilustradas, ainda contam com tipografias lindas para compor os textos e as páginas são bem grossas.
Com diversas atividades muito bacanas, a gente não consegue largar o exemplar até ter preenchido várias de uma só vez e sem nem ver o tempo passar. Ou seja, é divertido (tem coisas que nos faz rir de verdade!), relaxante, e muitas delas ainda nos fazem recordar de bons momentos com os livros.

Por exemplo, há páginas de Status de Leitura, para você preencher com o livro que está lendo, expectativas e opiniões, assim como o último lido e o que mais gostou dele ou o que espera do próximo. Há opções de construir sua própria história, desenhar capas de livros, fazer playlist para combinar com suas obras preferidas, escrever seus lugares favoritos para ler, relembrar quais títulos já abandonou, descrever um livro porcamente, emoldurar frases bonitas, criar seu próprio marca páginas, escolher signos para seus personagens favoritos e muito mais! Tem até Bingo de Clichês Literários (que por sinal preciso jogar para ontem! Hahaha) e uma página cheia de barquinhos para você batizá-los com os nomes dos seus Ships Literários (!!).

Além disso tudo, a obra conta com alguns quotes incríveis de autores sensacionais como Arthur Conan Doyle, Richelle Mead, Karin Slaughter, e vários outros, com temática literária, que deixam tudo melhor e mais bonito, e estão espalhados em diversos locais e em páginas com o fundo preto. Ou seja, tudo lindo!


Herdeira? - Uma Geração. Todas as Decisões #3.5 - Eleonor Hertzog

Já fazem alguns dias que terminei o livro em questão, e tantos quanto que estou empurrando a resenha do mesmo. As vezes nos deparamos com livros que têm pouco a nos dizer, e ai fica a questão o que devemos dizer aos outros quando nem o livro tem o que dizer? Essa foi a sensação ao final da leitura de Herdeira?, da autora Eleonor Hertzog, da editora Mundo Uno.

No reino Atlante, abaixo do mar, a princesa Katelin se esconde atrás de uma personalidade briguenta e birrenta. Mas sua verdadeira missão é conseguir defender seu povo dos membros do conselho que a todo custo querem poder. Uma nova investida do conselho é descoberta, e agora Katelin juntamente com seus lordes deve correr contra o tempo para evitar milhares de mortes. Mas em que eles podem confiar? O tempo será suficiente?

A protagonista Katelin já apareceu em livros anteriores da série Uma Geração, Todas as Decisões, este livro é um conto do universo, embora eu ache que 170 páginas já configurem um romance. O fato é que tudo que foi narrado no livro em terceira pessoa poderia aparecer diluído nos livros da série, como já é de costume da autora fazer. Digo isso porque o livro acabou soando desinteressante, e sem propósito já que a estória é breve, e não aprofunda grandes segredos da personagem, menos ainda da grande trama.

Katelin é mais uma que vai para escola Avançada de Champ-Bleux, mas diferente de nossa turma do barco Cisne, ela não é uma mera adolescente, é herdeira de um reino que está por um fio. Logo as expectativas em cima dela são excessivas, e ela acaba se escondendo para proteger seu real propósito. Não tive qualquer empatia pela personagem, ela soa como uma pessoa com boas intenções, mas que no fundo não tem muito a compartilhar.

Eu compreendo a ideia da protagonista, e seus amigos Lordes fingirem ser uma coisa, e na verdade serem outra, mas isso foi muito chato! Já que atrapalhou o desenvolvimento dos personagens. E em alguns momentos também acaba tornando a estória repetitiva. Eu esperava por mais detalhes do reino Atlante, e tudo se foca muito nesta mini missão que estes adolescente devem realizar.

Embora seja uma trama perigosa eles são todos muito inteligentes e dotados de poderes, e tudo foi muito fácil. É como observar ricos e nerds brincando em um parque, nada muito fora do esperado. Muitas vezes soava sem graça, sem tensão ou expectativa, pois já sabíamos o que esperar, ou eles resolveriam tudo com seus super poderes, ou alguém que devota proteção a eles resolve.


A Traidora do Trono - A Rebelde do Deserto #02 - Alwyn Hamilton

Desde que li o primeiro volume dessa série, fiquei contando os dias para poder ter em mãos a sua continuação e me deliciar ainda mais com essa história que conseguiu me conquistar totalmente. Então, comecei a ler essa sequência com altas expectativas para saber ainda mais sobre a trama e poder acompanhar nossa protagonista em suas aventuras de tirar o fôlego. Agora, venho compartilhar com vocês se tudo que eu esperava foi alcançado.
Esse é o segundo livro dessa trilogia e, por este motivo, pode acontecer de ter algum spoiler sobre o antecessor, então recomendo que só continuem se já tiverem lido “A Rebelde do Deserto” (clique no título para conferir a resenha) ou se não se importarem com pequenas informações do enredo do volume inicial.
Logo no começo deste segundo exemplar, encontramos um pequeno resumo que nos ajuda a relembrar alguns pontos importantes da trama, como detalhes dos mitos criados pela autora e algumas informações que nos mostram a situação política do país, isso tudo para nos situar na história, uma vez que se passou algum tempo entre o final do primeiro volume até o início deste, e por isso Alwyn nos mostra brevemente que nesse período a rebelião avançou.
Agora, nossa protagonista se vê envolvida na revolução do jovem príncipe com objetivo de transformar Ahmed em Sultão, mas ao ser sequestrada e levada ao reino do atual Sultão, ela precisa fazer de tudo para esconder quem realmente é e tentar ajudar os seus amigos de dentro do palácio, tentando sobreviver dia após dia. Até porque se alguém descobrir a sua verdadeira identidade, é capaz de ela não conseguir escapar com vida. Nessa luta, vemos que Amani acaba cada vez mais se aproximando do atual sultão, e com isso temos uma visão bem diferente de toda a guerra.
Amani evoluiu bastante do primeiro volume para cá. Agora, ela está mais madura, menos egoísta, mais forte por conta do seu poder, mais centrada e bem estrategista. Sua fama como Bandida dos Olhos Azuis se propagou bastante por todos os lugares, e mesmo que algumas coisas que estejam falando não sejam verdade, ela é uma guerreira e tanto.
Neste volume tivemos algumas surpresas bem reveladoras, o que foi bem interessante, pois assim ficamos sabendo um pouco mais sobre alguns personagens. Também fiquei triste, pois nessa obra tivemos uma pausa do romance que se iniciou no livro anterior, e confesso que senti um pouco de falta nele. Era a calmaria no meio da ação.
Uma coisa que achei bem legal é que em vários momentos nos pegamos pensando no que é certo e no que é errado. O vilão é um mestre da manipulação e consegue justificar os seus atos, nos fazendo até mesmo pensar se a rebelião é certa.
O livro é rápido, fluido e cheio de ação, fazendo com que em toda a trama a gente tenha vontade de ficar lendo sem parar para saber mais e mais. A autora conseguiu explicar a parte de estratégias de guerra de uma forma descomplicada, não ficando nem chata e nem cansativa. No início pode até parecer um pouco difícil, mas, à medida que vamos lendo, tudo se encaixa perfeitamente e até a geografia do local, que está sendo bastante explorada nessa sequência, fica de fácil entendimento.


As Horas Distantes - Kate Morton

Quando li “A Casa das Lembranças Perdidas” (clique no título para conferir a resenha), de Kate Morton, me apaixonei pela sua forma de escrita e por como ela conduz a história de uma maneira que consegue nos prender do início ao fim. Sendo assim, prometi a mim mesma que iria ler suas outras obras e, assim que me foi possível, comecei a leitura de “As Horas Distantes”. Agora, venho compartilhar com vocês tudo que achei deste volume incrível.
A história começa quando Meredith recebe uma carta que ficou perdida durante cinquenta anos, e que somente agora chegou ao seu destinatário. Essa carta provoca várias emoções nela, fazendo com que sua filha Edie fique curiosa sobre o passado da mãe, e com isso procura saber mais sobre ele, já que a mesma parece guardar um grande segredo. É assim que as descobertas a levam até ao Castelo de Midelhurst, para onde sua mãe foi acolhida quando criança durante o início da segunda guerra.
E é dessa forma que ela descobre mais sobre Meredith, que viveu com as irmãs Blythe; as gêmeas Percy e Saffy, e Juniper a mais nova das três. Filhas de Raymond Blythe, o autor da famosa história fictícia “A verdadeira história do homem de lama”, elas vivem no castelo de Milderhurst, onde suas paredes ocultam diversos segredos. Quando morava no castelo, Meredith criou uma grande amizade com as irmãs, principalmente com a Juniper, e dividiu junto com a família o seu amor pelos livros, leitura e escrita.
Quando a segunda guerra terminou e ela teve de retornar para a sua casa, ninguém conseguia entender esse seu amor pelos livros, a afastando assim tanto do castelo quanto das palavras, e de todos os mistérios que rondavam aquele local. Aos poucos, vemos que nossa protagonista descobre que a sua mãe escondia dela um grande mistério que aconteceu em uma noite de tempestade em 1941, onde nunca mais as irmãs foram as mesmas e tudo se alterou.
O livro é dividido em cinco partes, e em algumas delas todos os personagens principais narram seu ponto de vista em terceira pessoa, o que foi muito legal, já que desse jeito conseguimos ter uma visão bem ampla de toda a trama, fazendo com que a gente conheça um pouco mais de tudo. Também temos o ponto de vista de Edie, que narra alguns momentos em primeira pessoa. E, como no outro livro que li de Kate Morton, neste volume também somos levados para o passado e de volta para o presente, sempre alternando os tempos, e nos apresentando, assim, pequenos detalhes e pistas que vão construindo a história de uma maneira deliciosa.
A autora gosta de escrever detalhadamente cenas e sentimentos dos personagens, isso faz com que a leitura seja um pouco menos fluida, o que pode incomodar algumas pessoas, mas no meu caso eu até gosto, pois assim consigo entender melhor a atmosfera que a autora gostaria de passar, porém confesso que em alguns momentos achei um pouco repetitivo e cansativo.
Os personagens foram muito bem construídos, e cada um tem a sua profundidade, que deixa a trama ainda mais rica. Gostei bastante de todo o mistério que entrelaça esse enredo juntamente com romance, suspense e drama, tudo na medida certa. O final foi incrível, Kate nos mostrou pequenas partes do mesmo evento por diferentes visões, fazendo com que você não consiga parar de ler, até finalmente concluir a história. Vemos que a autora conseguiu amarrar tudo, sem deixar nenhuma ponta solta.


Lançamentos de Novembro da Harlequin


Oii, gente! Como vocês estão? :D Hoje vim falar sobre os lançamentos maravilhosos da Harlequin desse mês. Já quero todos! E vocês, gostaram de quais?

Toque Perigoso - Slow Burn #05 - Maya Banks
Só o amor será capaz de protegê-los.
Criada em um rigoroso culto religioso durante toda a sua juventude, Jenna não conhece nada do mundo exterior além de vagos flashes de memória, que sequer parecem ser desta vida. Memórias que servem como consolo, principalmente quando os líderes do culto descobrem que Jenna possui uma extraordinária habilidade de cura – e isso se torna motivo para que Jenna seja punida por um dom proibido: anos sendo castigada e colocada à reclusão por ser diferente. Jenna se torna uma mulher frágil e tímida, pelo menos é a maneira que ela encontrou de sofrer menos, enquanto busca o momento perfeito para fugir. Isaac é o recruta mais rebelde da Devereaux Security e mal consegue conter a sua ira quando alguém tentar roubar sua picape, mas quando descobre que o ladrão é na verdade uma jovem aterrorizada, sua raiva se transforma em compaixão e empatia. Isaac está disposto a ajuda-la, porém será Jenna a sua verdadeira protetora. E com apenas um toque, ela salvará sua vida e seu coração.
Em Toque Perigoso, a autora best-seller Maya Banks nos oferece mais uma história do mundo Slow Burn e mais personagens belos, perigosos e sedutores.
Em Nome do Amor + Soberana Sedução - Coleção Casa Real de Niroli #04 - Raye Morgan &‎ Penny Jordan
Em Nome do Amor – Raye Morgan
Adam Ryder ficou rico por mérito próprio, mas sempre soube que era filho bastardo de um dos príncipes de Niroli. Elena Valerio é cega, mas isso nunca a impediu de fazer nada. O que ela não esperava era se sentir tão atraída por Adam e seu pequeno filho. Mas Elena ama Niroli com todo o seu coração, e se Adam quiser tomar seu lugar no trono se casando com ela, vai precisar colocar de lado sua vingança.
Soberana Sedução – Penny Jordan
O sheik Kadir governa um reino no oriente, mas é também o último herdeiro de Niroli. Para assumir o trono, ele precisa achar uma rainha! Natalia Carini ama Niroli, e considera Kadir um invasor. Mas esse bárbaro está exigindo que ela seja sua esposa! Será que Natalia se renderá ao sheik, à sua sedução e ao desejo que ela nega existir?


A Guerra dos Mundos - H.G. Wells

Eu não acredito em coincidências, os fatos se conectam porque tudo faz parte de uma teia maior que se liga muito antes de termos consciência. Eu digo isto porque A Guerra dos Mundos, do britânico H.G. Wells, publicado pela Suma de Letras estava na minha lista de leituras desde que sua edição capa dura saiu, mas eu não fazia ideia de quando ia lê-lo menos ainda que se passava na Inglaterra. Eis que acabei de chegar de Londres e minha leitura ao pisar aqui foi justamente esta!

Em uma noite de observações noturnas do planeta marte um inglês e seu amigo observam estranhas explosões do planeta, tudo parece interessante, mas o que eles vêem naquela noite só começa fazer sentido quando o que parece ser um grande meteorito cai. Entretanto quando ele começa a se mover eles percebem que trata-se de um objeto tripulado, e que as criaturas que estão dentro deste cilindro não parecem amistosas com seu raios que a tudo destroem. Outros cilindros caem, e começam a se mover pelas cidades, e parece que nada que os humanos tem para se defender é capaz de pará-los, será o fim da humanidade?

O livro foi publicado pela primeira vez em 1898, e por ter mais de cem anos eu acreditava que encontraria uma narrativa mais densa ou cansativa, nunca estive mais errada, porque Wells narra em primeira pessoa  (a partir deste individuo inglês que acompanha tudo de perto) de forma muito atual, se eu não soubesse a data em que foi escrito não diria que é tão velho tal a capacidade do autor de soar atual. E mais do isso ele soa realista, narrando todos os acontecimentos em detalhes, sem que com isso perca ritmo ou interesse. Mesmo em partes que ele quer soar mais técnico ao explicar as máquinas dos extraterrestres ele consegue captar a atenção do leitor, se referindo a quem lê vez ou outra. Até a fisiologia dos mesmos ele se propõe a explorar!

Outro recurso interessante é que quando ele quer falar sobre acontecimentos que fugiram a sua experiência ele evoca relatos de outras pessoas, como é o caso de seu irmão que no momento dos ataques se encontrava em Londres. Logo ele fala em primeira pessoa falando tudo que posteriormente seu irmão lhe contou. Este recurso permite que uma visão ampla do que aconteceu seja explorada.

Não sabemos o nome de nosso protagonista, mas não por isso não temos uma profunda empatia com o personagem que fala de si ao mesmo tempo em que descortina a invasão. Determinado a sobreviver ao mesmo tempo em que seu espírito investigativo e curioso o impele a seguir, o inglês passa por maus bocados fugindo destas máquinas impiedosas. Sua capacidade de ser racional o salva da loucura por inúmeras vezes, ao mesmo tempo em que desperta pensamentos filosóficos, já que a filosofia é sua matéria de escrita.

Os personagens que ele esbarra durante sua fuga exploram bem a natureza humana em momentos de tensão e extremo perigo, mostrando como nestes momentos agimos como animais irracionais, sem propósito. Um diálogo que ele tem na reta final do livro com um militar explora esta questão do ser humano que segue o rebanho sem maiores propósitos de vida. Esta conversa é excelente, pois nos alerta quanto a quem sobreviverá no final, se os que seguem o curso, ou os fortes que querem mais da vida além de seguir o protocolo.

De forma branda, mas explicita Wells também critica a religião, já que um de seus companheiros de viagem é um padre. Este padre se mostra tão distante da fé que propaga, e dos princípios que deveria ter que coloca em cheque as ideias reproduzidas pela igreja. Claro que estes questionamentos talvez não tenham grande impacto hoje, mas não podemos esquecer que o livro tem mais de cem anos!

Como relatei no inicio acabei de voltar de Londres, e esta leitura acabou sendo extremamente especial porque Wells narra com detalhes muitos lugares de Londres, desde bairros, a ruas, parques e museus, todos locais que eu estive. E é incrível imaginar que todos eles são tão velhos, e ao mesmo tempo atuais. É uma sensação de viagem no tempo que só esta experiência pode proporcionar!


[SEMANA ESPECIAL - Tartarugas Até Lá Embaixo] Livros de John Green


Oii, gente! Como vocês estão? <3 Hoje o post vai ser bem especial, porque viemos falar sobre as obras do querido John Green. Para quem não sabe, outubro foi o mês do lançamento mundial de seu mais novo título, “Tartarugas Até Lá Embaixo”, que demorou 6 anos para ficar pronto e também foi o mais difícil de ser concluído por conta de seu cunho pessoal – o autor tem transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), assim como sua protagonista.
Essa semana, a Intrínseca convidou os blogs parceiros para um Especial sobre esse novo livro de Green, que está fazendo um mês de lançamento, e, por isso, viemos dar nossa contribuição. No primeiro dia, publicamos a resenha da obra, que por sinal é ótima e vale a pena ser conferida, e vocês podem lê-la AQUI.
Hoje, viemos falar também de alguns dos demais exemplares escritos por ele, para quem ainda não conhece seu trabalho poder se inspirar e correr para ler tudo o quanto antes – porque são maravilhosos, cada um à sua maneira. A parte em itálico é a sinopse oficial e o parágrafo seguinte é um comentário sobre a obra. Todos também já foram resenhados aqui no blog e vocês podem conferir nossas opiniões clicando nos títulos correspondentes.
Miles Halter estava em busca de um Grande Talvez. Alasca Young queria descobrir como sair do labirinto. Suas vidas colidiram na Escola Culver Creek, e nada nunca mais foi o mesmo. Miles Halter levava uma vidinha sem graça e sem muitas emoções (ou amizades) na Flórida. Ele tinha um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história. Uma dessas personalidades, François Rabelais, um poeta do século XV, disse no leito de morte que ia “em busca de um Grande Talvez”. Para não ter que esperar a morte para encontrar seu Grande Talvez, Miles decide fazer as malas e partir. Ele vai para a Escola Culver Creek, um internato no ensolarado Alabama.
Lá, ele conhece Alasca Young. Ela tem em seu livro preferido, O general em seu labirinto, de Gabriel García Márquez, a pergunta para a qual busca incessantemente uma resposta: “Como vou sair desse labirinto?” Inteligente, engraçada, louca e incrivelmente sexy, Alasca vai arrastar Miles para seu labirinto e catapultá-lo sem misericórdia na direção do Grande Talvez. Miles se apaixona por Alasca, mesmo sem entendê-la, mesmo tentando sem sucesso decifrar o enigma de seus olhos verde-esmeralda.
A narrativa é rápida, fluida e toda hora temos novos acontecimentos que não deixam a trama ficar parada nem por um segundo. Além disso, rimos bastante em toda leitura com as situações cômicas e as tiradas bem engraçadas. Mesmo com cenas mais carregadas emocionalmente, por assim dizer, este é um livro mais leve, já que temos o contraste com este bom humor que o autor emprega em toda narrativa, mas também temos cenas mais tristes e reflexivas.
Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.
Gosto da inovação de enredo que John consegue escrever mesmo no meio de tantos livros tão iguais por aí, e acho que só por esse motivo já vale a pena a leitura de alguma de suas obras, além disso, sempre podemos contar com comentários inteligentes, momentos de reflexão e bom humor. Com certeza indico Cidades de Papel, e se você ainda não conhece os títulos do autor acho que deveria dar uma chance para algum deles, acredito que também não vá se arrepender e, quem sabe, também vira fã?


[SEMANA ESPECIAL] Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

Eu gosto muito do estilo de escrita de John Green, pois ele sempre consegue me conquistar com suas histórias e me cativar com os seus personagens. Acho que ele é um dos autores da atualidade que conseguem fidelizar o seu público com maestria, sempre nos trazendo ótimos enredos. Por esse motivo, assim que vi que a Intrínseca iria lançar o seu novo título depois de anos sem nada inédito, logo o coloquei em minha pilha de leituras, e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões sobre “Tartarugas Até Lá Embaixo”.
Neste volume conhecemos Aza Holmes, uma menina de apenas dezesseis anos que tem TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), e que, ao descobrir que o pai bilionário de um dos seus amigos de infância desapareceu, resolve, junto com a sua melhor amiga, Daisy, tentar descobrir alguma pista sobre ele para ganhar a recompensa de 100 mil dólares. E, assim, ela e sua melhor amiga entram em uma espécie de aventura, na qual investigam o paradeiro desse milionário e tentam encontrar pistas para ajudá-las. Para isso, decidem se aproximar de Davis, filho do desaparecido.
Vemos o quanto o TOC influencia na vida de nossa protagonista, pois suas manias atrapalham em todos os seus relacionamentos (sejam amorosos ou não), uma vez que às vezes elas atingem um nível bem alto. Achei bem legal o livro abordar esse tema, pois cerca de 2,5% da população mundial sofre de TOC, e assim conseguimos entender melhor sobre esse transtorno, já que o próprio autor também sofre dele, e por este motivo consegue se expressar melhor sobre o assunto, nos dando uma ampla ideia de como as pessoas se sentem e como isso as afeta, tudo de uma maneira bem real, já que ele conseguiu transmitir com palavras os sentimentos e as sensações causadas por esse transtorno.
Repleto de referências da cultura Pop, esse volume consegue nos conquistar em todos os momentos com uma história leve que aborda temas como amizade, família, reencontros, fan-fics de Star Wars, entre outras coisas que vão fazer com que você não consiga parar de ler nem por um minuto.
A narrativa é rápida e fluida e os personagens são muito bem descritos, cada um com sua personalidade definida, nos cativando com facilidade. Gosto bastante de como Green consegue mostrar todos os lados da juventude sem precisar romantizar tudo, uma vez que ele captura tanto as angústias quanto os momentos bons de uma forma leve e verdadeira, nos dando uma maior identificação com o que estamos lendo. Inclusive porque as soluções não caem no colo de mão beijada, e, como na vida, vemos que as vezes temos que pedir ajuda para conseguirmos seguir em frente, como o fato de Aza precisar de terapia para ajudá-la com o seu transtorno, e não simplesmente acontecer de ela se apaixonar e ficar curada, como vemos mais vezes do que o necessário por aí.


A Casa das Lembranças Perdidas - Kate Morton

Quando fiquei sabendo da existência deste livro por conta de uma das minhas amigas ter lido, amado e me indicado, eu não sabia o tamanho do sucesso que o mesmo teve, uma vez que ele foi traduzido para vinte e nove países e se tornou um dos títulos mais bem-sucedidos na Inglaterra desde “O código da Vinci”, o que não é pouca coisa. Sendo assim, comecei minha leitura com a maior expectativa e agora venho contar para vocês o que achei.
Neste volume conhecemos Grace Bradley, uma senhora de noventa e oito anos, que atualmente vive em uma casa de repouso, onde ela acaba lembrando muito do seu passado a medida que a sua mente lhe permite. Quando era jovem, ela trabalhou como criada da Mansão Riverton por muito tempo, e, em suas memórias, guarda o que realmente aconteceu naquele local no verão de 1924, na noite de uma grande festa.
Desde que recebeu a visita de uma jovem cineasta que está fazendo um filme sobre essa época, quando um poeta ainda bem jovem se suicidou, suas memórias parecem mais vivas do que nunca, ainda mais agora que ela foi convidada a retornar a essa imponente mansão que desperta várias sensações já esquecidas.
Quando era mais nova, nossa protagonista vivia no primeiro andar da mansão junto com os outros empregados, local em que os donos jamais pisavam, e a medida que ela passa a ganhar mais tarefas que envolvem seu contato com as pessoas do andar de cima, passa a conhecer os irmãos Hartford, três jovens moradores do local. Foi por conta desse contato que Grace acabou criando um laço especial com Hannah, uma jovem com ideias libertárias, que era aventureira e não se encaixava naquela sociedade. Ela tinha sonhos, queria viajar e não se via no papel de mãe ou esposa. Ela foi obrigada a se tornar uma dona de casa casada e isso a tornou muito infeliz. Seus desejos reprimidos levaram à tragédia da noite do verão de 1924.
Vemos como que o carinho que Grace tinha por Hannah fez com que ela sempre encobrisse as desventuras da patroa, quase como um desejo inexplicável de se tornar próxima a ela. Mesmo ambas sendo bem diferentes entre si, uma vez que Grace era pobre e recatada, ela sempre fez de tudo para ajudá-la.
A autora conseguiu alternar com maestria cenas do passado e do presente sem deixar a leitura cansativa ou até mesmo confusa, nos dando um maior entendimento sobre a história. Gostei bastante da construção dos personagens, já que todos foram muito bem descritos e desenvolvidos. A única coisa que me incomodou um pouco foi o fato de eu já saber o destino de todos eles sem ao menos conhecê-los direito, ou seja, por conta do futuro que já conhecemos, sabemos quem vai se matar, quem vai morrer na guerra e coisas do tipo. Então, quando a história volta ao passado, não encontramos certas surpresas.
Esse é um romance mais lento e descritivo. Por conta disso, nem todas as pessoas vão gostar de acompanhá-lo. Mas, para quem curte tramas que se desenvolvem mais vagarosamente, a narrativa consegue nos conquistar com sua história que volta para o século 20 em um período onde a aristocracia estava ruindo e a nova sociedade se formando. Gostei bastante de ver como a autora pesquisou bastante sobre a época e nos trouxe um enredo incrível e bem detalhado.


Sonhos - The Soul Seekers #01 - Alyson Noël

Uma montanha russa desperta sentimentos diversos durante o seu percurso, existem momentos em que pensamos o porquê mesmo que estamos nela 'arriscando' nossas vidas alternados por momentos de plena satisfação que nos fazem pegar a fila novamente quando saímos desta. Assim com altos e baixos foi a leitura de Sonhos, da autora Alyson Noel, da editora Leya, livro 1 da série The Soul Seekers.

Neste livro conhecemos Daire Santos, filha de uma maquiadora de Hollywood, que passou sua vida como uma itinerante de set em set de filmagem ao lado da mãe. Até que em uma filmagem no Marrocos teve um surto 'psicótico' em meio a um encontro com uma estrela de cinema, corvos e cabeças espetadas em lanças que surgiram por toda parte. Além disso tornou-se frequente os sonhos com um estranho menino com os olhos azuis-gelo.

Os médicos acreditam que Daire precisa de remédios, mas eles não fazem efeito e ela continua tendo visões. Sua mãe Jennika já estava se conformando em interná-la em uma clínica quando recebe o telefonema da avó de Daire, que nunca mais foi vista desde a morte de Django - pai de Daire- dizendo que sabia pelo que a neta estava passando e que gostaria de ajudá-la. Sem outra saída Jennika permite que a filha vá para a pequena cidade de Encantamento, onde Paloma é uma curandeira respeitada, e onde Daire se depara com uma verdade: ela é uma Buscadora de Almas, que tem que manter o equilíbrio entre o bem e o mal entre as dimensões.

O começo do livro apresentar as falhas da trama, em meio a surtos recorrentes Daire é levada para Encantamento a contra gosto. Quando chega lá foge da casa de Paloma já que não aceita o que a avó lhe oferece, acaba por sofrer um acidente e eis a falha depois do acidente: ela milagrosamente começa a aceitar o que é na página seguinte. Na minha opinião existe uma falha de continuidade que seria facilmente resolvida com um capítulo entre estes acontecimentos. Depois a narrativa passa a seguir um ritmo ótimo, entre acontecimentos, visões e sonhos de Daire.

Sonhos é narrado em primeira pessoa sob a perspectiva de Daire. Conta com uma diagramação com letras bem pequenas que atrapalham um pouco a leitura. Cada início de capítulo tem ilustrações de penas que estão relacionadas ao Corvo da história. Também contam com o destaque do primeiro parágrafo em fonte diferente. A capa é linda, e está intrinsecamente ligada ao tema.

Noel trabalha muito bem com o xamanismo. Antes do livro iniciar dá detalhes dos significados dos animais de poder, que aparecem ao longo da história. Estudo o xamanismo, e posso dizer que ela coloca muito da sabedoria xamã na trama, especialmente nas falas da avó Paloma, que é um personagem doce que desperta uma vontade louca de conhecer. Para quem não conhece entretanto pode soar bobo, mas fica a dica: existe sabedoria antiga nas palavras da personagem!

Daire é uma personagem de dezesseis anos em todo o seu esplendor. Se transforma radicalmente quando vai morar com a avó, não só porque passa a controlar seus poderes, mas porque descobre o que é fazer parte de uma família, o que é ter um lar e amigos. Durante suas viagens o que tinha aprendido é o extremo oposto: não crie laços pois já vai partir, não sofra desnecessariamente.


Hoje Vai Ser Diferente - Maria Semple

Eu já havia lido outro livro desta autora com o título “Cadê Você, Bernadette?” (clique no título para conferir a resenha) e amado a sua história, tal como sua narrativa, que conseguiu me prender e me conquistar em todos os momentos. Sendo assim, quando vi que outro dos seus títulos iria ser publicado aqui no Brasil, dessa vez pela editora Intrínseca, fui correndo colocá-lo em minha pilha de leituras. Agora, venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito deste volume escrito por Maria Semple.
Em “Hoje Vai Ser Diferente” conhecemos a história de Eleanor Flood, uma mulher na casa dos cinquenta anos, que vive com o seu marido, Joe, seu filho Timby, e um cachorro de nome Ioiô em uma verdadeira rotina. Sua vida é uma bagunça e, por este motivo, em determinado momento ela se levanta e resolve que seu dia vai ser diferente; vai dar mais atenção às coisas, vai se vestir melhor, sorrir mais, vai almoçar com uma velha amiga e vai se esforçar para que tudo seja melhor em todos os aspectos.
Porém, nem tudo sai como planejamos, e vemos que o seu dia, definitivamente, não foi assim, já que nossa protagonista foi obrigada a mudar os seus planos. Seu filho, Timby, finge estar passando mal para que ela vá buscá-lo na escola. Fazendo isso, ela resolve visitar o marido na clínica em que ele trabalha e acaba descobrindo que o mesmo disse para a recepcionista que estava de férias, e ela nem ao menos sabe para onde ele está indo no horário em que era para estar trabalhando, ficando na dúvida se está sendo traída. E, para piorar as coisas, um antigo colega de trabalho acaba revelando um dos seus segredos para o seu filho.
A história toda se passa em um dia só, porém temos vários flashbacks sobre o seu passado para nos a ajudar a entender melhor tudo o que está sendo contado. E isso foi bem legal, já que adorei descobrir mais sobre Eleanor e entender melhor sobre a personagem de um modo geral.
Com tiradas sarcásticas e uma narrativa peculiar e deliciosa, esse volume consegue nos prender do início ao fim com sua leveza e fluidez, que faz com que a gente não consiga parar de ler, já que traz uma história divertida e descontraída, que nos arranca várias risadas com os seus personagens bem construídos e suas tiradas sarcásticas.
Foi muito fácil conseguir me identificar com nossa protagonista, já que ela é bem real e traz problemas reais pelos quais passamos (ou facilmente poderíamos passar) no dia a dia. Acho que isso fez com que eu gostasse ainda mais da história, porque foi como se eu estivesse escutando uma amiga minha. A trama não é daquele tipo surpreendente, mas é bem prazerosa e vale muito a pena ser lida.
A única coisa que acabou me deixando um pouco chateada é que, por conta de a história se passar em um único dia, nem todas as questões foram resolvidas, e eu não gosto quando deixam esse tipo de pontas soltas, já que não vou poder saber depois. Entendo o lado da autora, já que nem tudo conseguimos resolver em apenas um dia, mas fiquei sentindo falta de um desenvolvimento maior e uma finalização um pouco mais fechada.


O Casamento - Victor Bonini

A primeira coisa que chamou muito a minha atenção neste volume, lançamento da Faro Editorial, foi a sinopse, que parecia trazer uma história incrível e cheia de mistérios, e isso me deixou bastante intrigada para poder conhecer um pouco mais sobre a mesma. Por este motivo, assim que tive a oportunidade de ter meu exemplar em mãos, não consegui deixar de ler nem por um segundo, e, agora, venho compartilhar com vocês tudo o que achei sobre essa obra escrita por Victor Bonini, que é um brasileiro muito talentoso que merece ser conhecido por todo mundo.
Em “O Casamento”, conhecemos Plínio e Diana, dois jovens que vão se casar no Hotel-Fazenda Cardeais no município de Joanópolis, onde terão quatro dias de festas. Ambos vivem um relacionamento estranho, já que ninguém diria que eles ficariam juntos. Muito diferentes um do outro, eles se conheceram na faculdade e nenhuma das famílias aprova o relacionamento, mas eles resistiram a tudo e todos e, agora, vão dar esse novo grande passo.
Tudo estava indo muito bem, até que um pouco antes da cerimônia um assassinato acontece deixando todos apavorados devido a tamanha brutalidade, e, por isso, o casamento precisa ser interrompido. E assim a história volta ao passado para nos mostrar um pouco mais dos personagens, e é dessa forma que conhecemos o protagonista do livro, o detetive particular Conrado Bardelli, amigo do pai da noiva, é ele quem ganha destaque em todos acontecimentos. Ele não foi à cerimônia como um simples convidado. Contratado por Ricardo Gurgel, um empresário bem rico, ele foi com a missão de descobrir quem é a pessoa que descobriu algo particular sobre a vida de Ricardo, e por este motivo está chantageando-o, e extorquindo dinheiro do mesmo.
Com o assassinato, vemos que o detetive começa uma investigação paralela a da polícia para tentar descobrir quem foi o assassino, com a informação de que existe um chantagista entre os convidados, coisa que nem a polícia sabe. Então vemos nosso detetive entrar em uma grande teia de assassinatos, mentiras e muito mistério.
A trama foi narrada em terceira pessoa, o que foi bem legal, já que assim conseguimos ter uma visão mais ampla de todos os acontecimentos nos dando um melhor entendimento sobre o enredo. Este volume é dividido em prólogo e mais quatro partes, nas quais vemos os acontecimentos antes, durante e depois da cerimônia. Ao longo da narrativa, vamos conseguindo cada vez mais informações, que nos levam a ficar na dúvida, nos intrigando em todos os momentos e fazendo com que a gente não consiga parar de ler.
Algo que acho válido comentar é que os livros da Faro Editorial sempre ganham um trabalho gráfico excepcional e desta vez não foi diferente. Fico muito contente de ver que uma editora nacional se empenha tanto em produzir exemplares bem feitos, unindo a qualidade de escrita da obra com a parte visual da mesma. A parte de trás da capa traz uma imagem de um buquê de flores com um tom vermelho, passando o clima da trama, cada parte do livro inicia-se com uma folha preta com uma fotografia e o título, há detalhes gráficos em algumas páginas e as folhas são amarelas. Não posso afirmar que tenha amado a capa em si, mas curti os elementos utilizados na mesma, já que têm a ver com o conteúdo, e estão com verniz localizado, e o título ganhou um acabamento vermelho metálico.


[CAMPANHA] Leia.Seja

Oii, gente! Como vocês estão? Hoje, dia 29 de outubro, é um dia muito especial para o leitor brasileiro porque é comemorado o Dia Nacional do Livro! Em homenagem a esta data tão especial, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) criou a campanha Leia.Seja. com o objetivo de valorizar o livro e seu papel transformador na sociedade.
Então alguns nomes brasileiros importantes se fantasiaram de personagens literários nacionais e mundiais com o intuito de transmitir a mensagem de que, ao ler, a pessoa é transportada para quantos lugares, sentimentos e reflexões a imaginação permitir, estimulando a criatividade, a inspiração e o saber.

Lançada na Bienal Internacional do Livro Rio – onde estampou painéis, instalações e vídeos e fez sucesso com modelos caracterizados circulando pelos pavilhões do Riocentro –, a Leia.Seja. se prepara ganhar o país no Dia Nacional do Livro, comemorado em 29 de outubro, numa divulgação conjunta em espaços públicos, bibliotecas, lojas e plataformas virtuais, com apoio das livrarias, editoras, distribuidoras e entidades do livro.

Criada pela agência WMcCann, o conceito da ação parte da ideia de que, quando lemos, nos tornamos parte da história – ler estimula a imaginação, a criatividade e a inspiração; faz rir e chorar, refletir e viajar. Nas peças, as personalidades dão vida aos personagens, lendo trechos dos títulos escolhidos. Assim que fecham os livros, voltam a ser eles mesmos, com o semblante transformado pelo prazer e a reflexão que uma boa leitura oferece.


Meu Livro. Eu Que Escrevi. - Duny (Raony Phillips)

Duny (lê-se Dani) sabe que nasceu para brilhar e fará o possível para o mundo todo saber disso o quanto antes. Claro que, até esse objetivo ser concretizado, ela acaba passando por vários perrengues, situações constrangedoras e outras simplesmente inacreditáveis. Mas, é claro, nada nem ninguém conseguirá ficar em seu caminho rumo ao estrelato. Então, com um linguajar (in)apropriado, uma sinceridade bem evidente, uma autoestima mais elevada do que a altura do pico do Monte Everest, e sem um pingo de problema com a tão famosa vergonha alheia, Duny vai causar. Para mostrar a todos a que veio, ela decidiu escrever nada menos do que uma autobiografia comentando tudo o que já passou na vida e ainda o que pensou em cada um desses momentos.
Para quem não conhece a personagem, ela é uma das protagonistas da websérie “Girls in The House”, que é publicada no canal RaoTV no YouTube, e conta com mais de 100 milhões de visualizações. Ela já até ganhou uma série própria chamada “Disk Duny”, já narrou premiações para a TV brasileira, já conheceu inúmeras celebridades, entre elas Taylor Swift e Kim Kardashian, já foi presa, quase morreu e ainda teve que virar babá da filha de uma celebridade com hábitos para lá de esquisitos. E ainda tem muito para contar e viver, óbvio.
Conheci “Girls in The House” no ano passado, depois de tanto sucesso que a mesma já vinha fazendo há algum tempo. Comecei a assistir sem pretensões e de repente me vi viciada e apaixonada por tudo aquilo. Então logo finalizei todos os episódios disponíveis e fui procurar mais notícias sobre quem criou e como surgiu esse projeto. E depois que descobri que era tudo criado, escrito, desenvolvido, dublado, editado e produzido por apenas uma pessoa, fiquei positivamente surpreendida e passei a admirar ainda mais o trabalho de Raony Phillips. Afinal, como uma pessoa pode conseguir fazer tantas coisas e tão bem assim, e sozinho?! Não tem como não sentir um orgulho dele, mesmo sem conhecê-lo de fato.
Quando vi que a Intrínseca iria publicar um livro de uma das melhores protagonistas de produções brasileiras (em minha opinião), Duny, escrito por ninguém menos do que seu próprio criador, Raony, sabia que precisava tê-lo! Achei realmente muito legal que a editora tenha escolhido publicar essa obra, porque talento ele tem de sobra e merecia ganhar mais espaço ainda do que já tem, dessa vez num novo formato.
E assim que tive meu exemplar em mãos comecei a minha leitura e a adorei do início do fim! Já estou desejando episódios extras da websérie em formato de livros. Porque seria ótimo poder encontrar algumas cenas a mais neste formato. Eu pelo menos iria adorar!
Para quem espera uma história com começo, meio e fim, não vai encontrar isso aqui. Na verdade, acho que poderíamos defini-lo como um livro com crônicas da vida e do dia a dia de Duny, com coisas que ela vivenciou e lembranças de seu passado agitado. Elas não necessariamente seguem uma ordem cronológica, mas a maioria é interligada entre si por algo que ela citou ou viveu antes. Podemos, então, conhecê-la mais a fundo e entender melhor a mente desta personagem tão carismática, atrevida, convencida e extrovertida.
Para quem não a conhece, essa é uma ótima forma de fazer isso. Mas recomendo que também assista a websérie para entender melhor a sua vida, suas piadas e comentários, e também porque é boa demais e merece ser assistida e acompanhada por todos.
A escrita de Raony flui maravilhosamente bem! Encontramos mais um talento para ele. Além do mais, há inúmeras referências de nossa cultura e da cultura pop no texto inteiro, o que eu acho maravilhoso, porque nos aproxima ainda mais da leitura e ainda nos mantém inteirados com acontecimentos atuais. Ademais, seu texto é hilário (eu mesma não tenho costume de rir alto com a maioria das minhas leituras, mas não conseguia me controlar aqui), assim como os capítulos da série, o que o torna ainda melhor e mais cativante.
Adorei acompanhar a Duny na sua escalada para o sucesso e ver que ela é gente como a gente, erra e acerta o tempo todo, encontra dificuldades (mesmo com aquele corpo, rosto, talento e carisma todo!), está sempre buscando superação e uma forma de subir na vida, tenta sair das situações que vive da melhor maneira possível, e ainda encontra forças para trazer seu bom humor à tona mesmo com tanta coisa ruim que vivencia. Gosto muito desta força e determinação que ela possui e a admiro por isso.


A História Sombria do Oculto - Magia, Loucura e Assassinato - Paul Roland

Na Bienal de São Paulo do ano passado houveram livros que eu conheci ou folhei que foram para lista: quero comprar imediatamente!, um deles que eu esbarrei no último dia que fui e praticamente no último stand. Já conhecia de vista, mas resolvi folhar e percebi que era algo que gostaria muito de ler. Dias depois estava com A História Sombria do Oculto - Magia, Loucura e Assassinato, escrito por Paul Roland e publicado pela Madras em mãos, mas demorei a lê-lo.

O nome talvez assuste a quem se prender a ele. De fato o livro se propõe a um panorama histórico de fatos, pessoas, situações e culturas que se ligam a figura do diabo e sua orda, e faz isso muito bem de forma breve e pontual. Passeando desde as culturas antigas e suas mitologias povoadas de entidades variadas até a breve biografia de figuras emblemáticas como Aleister Crowley e William Butler Yeats, o autor levanta uma boa base de dados sobre alguns dos principais pontos do tema, colocando sempre em xeque se afinal tudo que é atribuído ao mal é de fato advindo de uma personificação deste ou apenas um reflexo de uma maldade existente dentro de cada um.

Esperava maiores informações e maior profundidade no que foi relatado, logo o que no começo me causou desconfiança que poderia despertar pesadelos pela densidade do tema, se transformou em uma gostosa leitura sem nada que de fato assustasse ou incomodasse. Claro que o trecho que se refere a crimes atribuídos a supostos satanistas não é de todo agradável, mas permitiu diversas reflexões a cerca da natureza humana. Em contra partida os trechos focados nas personalidades da música foram muito interessantes, em especial a época dos anos 80 em que o heavy metal passou pelos tribunais devido a adolescentes desmiolados que se mataram ouvindo músicas ditas satânicas.

Dividido em cinco capítulos com uma diagramação recheada de figuras e fotos em preto e branco, o livro permite uma boa visão de conjunto e auxilia na percepção de quanto a figura do diabo é uma criação humana. É triste perceber que só conseguimos conceber coisas e atribuir atos a pessoas quando de alguma forma temos aquilo dentro de nós, por isso acusações contra pagãos por exemplo feitas por cristões antes de mais nada falava de atos que eram cometidos dentro da igreja e não de fato coisas que o povo antigo fazia.

A breve história da igreja católica e o diabo foi muito esclarecedora em diversos aspectos, e mais uma vez reforça quanto a igreja fez escolhas políticas e não religiosas na formação de sua estrutura de crenças. Um exemplo é o sexo que era praticado de forma livre pelos pagãos e não como pecado, a igreja viu isso como um desafio a sua autoridade e passou a decretar que o sexo deveria ser sancionado pelo casamento.

Satã com o tempo tornou-se para a Igreja a representação de tudo que se oponha a sua autoridade, e com isso pode-se dizer sem medo que ela se ocupou por muito tempo com a figura diabólica do que com os ensinamentos de Deus. A caça as bruxas por exemplo iniciou-se no século XIV advinda do papa João XXII que suspeitava que seus inimigos conspiravam para matá-lo.


Tô Frito – Luciana Fróes & Renata Monti

Fico pensando se muitas pessoas são como eu: uma cozinheira não muito boa, mas que adora acompanhar outras pessoas fazendo receitas, seja em vídeos do YouTube, programas de competição culinária ou outros, desejando ter aquele talento nato, porém não tendo a coragem (e o dinheiro) suficientes para tentar tantas vezes até acertar algo mais elaborado.
Então, quando vi que a editora Rocco publicaria o livro “Tô Frito” pelo selo Bicicleta amarela, que nada mais é do que “Uma coletânea dos mais saborosos desastres na cozinha”, como o próprio subtítulo nos revela, eu sabia que precisava lê-lo. Afinal, nada melhor do que ver que os Chefs mais conceituados e famosos do nosso Brasil também têm seus momentos de gente como a gente, errando antes de aprender. E olha que eles tiveram que se virar muitas vezes para dar a volta por cima em momentos cruciais que poderiam fazê-los pôr tudo a perder.
Claro que comecei minha leitura assim que pude e agora só posso afirmar: que delícia! Desculpem-me o trocadilho, mas realmente não pude resistir, afinal essa obra é maravilhosa, leve, divertida, cheia de histórias reais e inspiradoras que nos mostram que nos piores momentos, em que tudo parece perdido, é que as melhores coisas podem surgir!
Adorei o trabalho das autoras Luciana Fróes e Renata Monti, que convidaram nomes famosos do Brasil como Alex Atala, José Hugo Celidônio, Roberta Sudbrack e Rogério Fasano, entre muitos outros, para contarem histórias verídicas que vivenciaram em suas cozinhas e pelo mundo afora, que resultaram nas mais diversas conclusões. Teve o caso de Atala que quase fez com que ele perdesse seu braço e, consequentemente, sua carreira; um apagão no restaurante de Pedro de Artagão, lotado em pleno Dia dos Namorados; um fogão explodindo a 400m de altura num jantar comemorativo no Pão de Açúcar que estava sendo realizado por Morena Leite; a descoberta inusitada da Pipoca de Feijão-Verde de Onildo Rocha, e por aí vai.
Muitos desses casos, confusões, trocas de ingredientes e erros acabaram resultando em novas receitas incríveis, que fizeram sucesso tanto no dia em questão que foram “descobertas” como também viraram pratos fixos em seus respectivos restaurantes, inclusive sendo os mais pedidos de todos os tempos!
O exemplar foi apresentado da seguinte forma: primeiro há uma introdução das autoras, seguido dos capítulos de cada um dos vinte convidados. A primeira página vem com o nome do Chef em questão e um textinho sobre o mesmo em terceira pessoa, seguido por páginas em que eles contam seus depoimentos com muito bom humor em primeira pessoa, e diversos destes textos foram ilustrados por Paulo Villela.


Uma Noite Inesquecível - As Quatro Estações do Amor #4.5 - Lisa Kleypas

Depois de ter lido os quatro volumes da série “As Quatro Estações do Amor” e adorado, fiquei bastante empolgada quando a Editora Arqueiro anunciou a publicação deste volume #4.5, que é extra, já que é passado no mesmo universo, mas tem características diferentes em seu enredo por trazer como protagonista um personagem que até então só tinha sido citado, mas não participado ativamente.
O que acontece é que nos livros anteriores conhecemos quatro amigas, Annabelle, Lilian, Evie e Daisy, que eram consideradas as Flores Secas, já que não eram chamadas para dançar nos bailes e nem tinham esperanças de casamento por motivos variados, como perda de fortuna, falta de títulos e timidez em excesso, entre outros. Por conta disso, elas se tornaram amigas inseparáveis e se uniram para ajudarem umas às outras a conquistarem homens de seus sonhos e, enfim, serem felizes em seus casamentos por amor. E, felizmente, conseguiram.
“Segredos de Uma Noite de Verão”, “Era uma Vez no Outono”, “Pecados No Inverno” e “Escândalos na Primavera” me conquistaram com suas tramas deliciosas e foram todos resenhados aqui no blog. Para conferir as minhas opiniões, basta clicar nos títulos para ser redirecionado.
Depois de finalizadas as suas histórias com sucesso, agora é a vez do irmão de Lilian e Daisy, Rafe Bowman. O pai deles era um rústico americano industrial e rico, que sempre quis que os filhos casassem bem e com pessoas de títulos. Por conta disso, nesta obra vamos conhecer Rafe quando ele vai a Londres para contrair matrimônio com a jovem Natalie Blandford, já que essa união foi arranjada pelos pais dos dois, pois essa história é passada no século XIX e essa era uma prática comum da época.
Então, mesmo que agora não estejamos mais acompanhando as jovens solteironas que estavam sem esperanças, vamos nos manter nesse universo por se tratar de um personagem presente na vida delas.
Natalie tinha uma prima próxima, que não tinha as mesmas condições monetárias que ela, mas estava sempre por perto, pois seu pai havia permitido que as jovens andassem juntas, pois gostava da menina e achava que era de boa índole. E Hannah se portava como a própria acompanhante de sua prima, estando sempre presente, conversando e fazendo coisas por ela.
Rafe era considerado bon vivant e estava sempre com novas conquistas, mas tinha uma aparência estonteante e um físico de causar palpitações nas mulheres – solteiras ou não. Dessa forma, ele tinha certeza de que ia conquistar facilmente o coração de Natalie. E, para isso, acaba indo passar o Natal hospedado na casa de sua irmã, Lilian, onde terão festividades por vários dias e hóspedes bem variados, inclusive pudemos rever todos os personagens importantes dos volumes anteriores desta série.
Por conta de sua personalidade rude, péssima reputação e modos americanos terríveis, Hannah não considerava Rafe um bom pretendente para sua prima, e, por conta disso, vai tentar proteger a prima, persuadindo-a de não seguir em frente com essa união.
Mas, como uma boa história de amor, essa situação se inverte e Rafe começa a perceber que a pobre menina, amável e afetuosa, tem mais encantos do que ele havia notado anteriormente. E Hannah também começa a notar que ele tem uma personalidade muito melhor do que esperava.
Nesse ínterim, as quatro amigas Annabelle, Lilian, Evie e Daisy notam essa situação e decidem agir como cupidos. E, com as poderosas mãos delas se envolvendo, e a magia da época natalina no ar, muita coisa pode acontecer entre esses dois.  
Gostei muito deste romance, o relacionamento entre o casal foi bem construído e desenvolvido aos pouquinhos, daquele jeito que nos faz sorrir por cada interação do casal e torcer para que fiquem juntos logo. Até no último instante a gente fica em suspense sobre como tudo vai acontecer, porque o final a gente já conhece, mas o como chegar lá foi maravilhoso.
Os diálogos são espirituosos, bem no estilo Lisa Kleypas de escrever, sua narrativa é leve e envolvente, além de muito gostosa e fluir perfeitamente. Os personagens são carismáticos e adorei poder rever as meninas dos volumes anteriores, mais maduras e também com suas famílias já formadas, algumas com filhos inclusive. Foi ótimo poder ver que, apesar de já terem suas vidas resolvidas, ainda mantém suas personalidades sagazes de antes, com comentários inteligentes, alguns ácidos, e são divertidas e bondosas. Além disso, elas continuam mantendo a amizade e carinho entre si e seus respectivos maridos.


Histórias Envenenadas - Contos de Fadas de Terror #02 - Organizado por Cristiana Gimenes

Eu sempre me pergunto como alguns autores conseguem criar bons contos, são poucas páginas para passar uma estória com sentido e que valha a pena, muito mais difícil do que criar um livro todo que tem diversas páginas de desenvolvimento! Logo é muito raro eu me deparar com bons contos, para não falar de um livro inteiro de bons contos. Mas continuo tentando, foi assim que resolvi ler Histórias Envenenadas- Contos de Fadas de Terror Volume 2, organizado pela Cristiana Gimenes e publicado pela Andross.

Neste volume contamos com quinze contos apresentados ao longo de apenas 93 páginas, com narrativas tanto em primeira quanto em terceira pessoa, e o que eles tem em comum é que todos são versões macabras dos contos de fadas clássicos como Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, João e Maria e etc. O maior destaque do livro é sem dúvida a capa do livro que representa muito bem o clima dos contos, e é de bom gosto!

Dos quinze contos poucos de fato valem suas páginas, de maneira geral todos eles tem a mesma falha: serem muito breves. Eu compreendo que o conto é curto e não pode se estender, mas essa regra foi levada muito a sério, chegando ao ponto de haver um conto em uma folha frente e verso!

Entre todos eles o que mais gostei foi o primeiro conto feito pela Patrícia Guimarães, trata-se de uma versão de João e Maria, muito criativo com um cunho bastante realista, a autora consegue dar um final diferente para as crianças sem deixar de lado o ar sombrio. 

O conto em seguida também é criativo, outra versão de João e Maria, o que me chamou atenção é o fato deste começar com as crianças já presas na casa da bruxa, entretanto seu problema foi com o desfecho que deixou a desejar.

O Autor Lucas Arienti fez sua versão vampírica de Cinderela, devo dizer que não esperava por vampiros no livro, e o destaque fica para a mensagem final da trama: a cinderela não precisa mais de príncipes!

Os contos que se seguem não acrescentam em nada, temos uma Cinderela em busca de vingança e que morre na praia; uma dama de vermelho que mostra suas más intenções e mesmo assim engana; além de um lobisomem muito sem graça!

Em Olhos de Topázio, o autor Lucas Janini desenvolve um universo muito interessante que tem potencial para um bom livro. Com zumbis e outros seres renegados, como fadas madrinhas sem afilhados, fiquei com vontade de mais um pouco sobre este reino inusitado. Já em Adormecida, Danilo Peloso não nos poupa com cenas fortes de uma Bela Adormecida que está dormindo mas consegue perceber tudo que a cerca, e não foram coisas boas!

Seguimos com um conto de sereia com erros de português; depois o de apenas duas páginas e nada a dizer; seguido por uma Bela e a Fera repleto de ação mas sem explicações, e por fim uma versão muito estranha que queria soa Mil e Uma noites. O penúltimo conto é sobre uma sereia que abandona o mar por amor, mas acaba sozinha, é bom, mas não posso falar nada muito além disso.