Laços de Amor Eterno - Pedro Santiago

Marta era uma pessoa boa, que tinha cumprido missões na Terra e agora estava no Plano Espiritual sem precisar voltar à vida carnal naquele momento. Porém, ela conhecia outros espíritos que precisavam reencarnar para resolver dívidas antigas, que anteriormente haviam lhe auxiliado em uma de suas vidas passadas, salvando-a de situações embaraçosas.
Com isso, ela resolveu retribuir esta ajuda, decidindo retornar à vida terrena como mãe de Josiel e Osiel e esposa de Solano Del Castilho, que são três desafetos, e precisavam conviver com uma pessoa com qualidade moral que pudesse servir de exemplo e força, encontrando nela esta figura.
Este é um livro emocionante, narrado pelo espírito Dizzi Akibah, que teve oportunidade de reencarnar e contar sua própria história através do médium Pedro Santiago. Dizzi foi um homem que contraiu muitos débitos com seus semelhantes, escravizando muitos que o serviam. Voltou ao Plano Espiritual, e quando teve oportunidade de vir numa caravana à Terra, descobre que vai surgir um Novo Mundo e se encanta. Tempos depois volta como português, vai para ao plano espiritual novamente e tem outra oportunidade de reencarnar na Terra, mais precisamente no Brasil, como escravo. Podendo, assim, ressarcir seus erros passados. Com isso, surge esta história verídica, a qual ele conheceu quando estava nesta encarnação.
Inicialmente, Marta não entende as coisas que vivencia, como, por exemplo, o marido lhe tratar tão mal, sendo grosso muitas vezes, chegando até ao ponto de expulsá-la de casa juntamente com sua filha porque informações errôneas que lhe fizeram acreditar em algo diferente da realidade.
Vivendo com diversas coisas ruins à sua volta, Marta só conseguiu encontrar um caminho quando abriu seu coração para a doutrina espírita, que lhe foi apresentada pelo velho escravo Quincas, que com muito amor e dedicação, a iniciou nessa jornada.
Quincas é o grande destaque desta história. E é através dele que nós, leitores, juntamente com a protagonista, vamos adentrar no espiritismo e na evolução espiritual dela. Ele era uma pessoa muito boa, que vivia com seu mentor o tempo inteiro orientando seus passos e suas ações, e ajudando a transmitir ensinamentos, mensagens boas e carinhosas para todos ao seu redor que precisassem a aceitassem essas palavras, acreditando nesta doutrina. O mais interessante de tudo é que este escravo, como já era de se imaginar, foi um senhor sem estudo ou condições de uma vida melhor, mas, mesmo assim, sempre nutriu bondade em seu coração e conseguia transmitir energias positivas a todos ao seu redor.
Como já sabemos, na vida nada acontece por acaso. E é por isso que Marta vai acabar entendendo tudo o que viveu para poder transmitir coisas boas e também ajudar ao próximo. E só depois que ela compreende a doutrina espírita e aceita a si mesma é que vai ser apta para poder ajudar outras pessoas, que no caso é a sua família que mais precisa dela. Como citado no início desta resenha, seu marido e os filhos precisavam do seu apoio e carinho para poderem evoluir espiritualmente, livrando-se de questões passadas e melhorando, também, suas personalidades atuais.


A Pousada Rose Harbor - Debbie Macomber

Sempre que eu tento escolher um livro leve, sem muito compromisso eu caiu de cara com algum livro denso psicologicamente, e que normalmente lida com o luto. Acho que psicóloga atrai né? E não posso achar ruim porque A Pousada Rose Harbor, da autora Debbie Macomber, publicado pela Novo Conceito, foi assim leve e ao mesmo tempo pesado de tantos lutos que apresenta!

Jo Marie Rose perde seu marido para a guerra, os meses se passam e todo seu esforço para lidar com a perda não trás resultados, assim ela se dá conta que precisa de mudança, e rompe com sua antiga vida. Muda de cidade e compra uma pousada, e agora enfrenta o desafio de administrar sozinha o local. Seus primeiros hospedes chegam, e ela percebe que terá que enfrentar mais do que sua própria história, mas também a das pessoas que chegam, cada uma com sua própria dor e que buscam como ela um lugar para se curarem.

Ahhh que livro gostosinho rs! Ele se passa em uma pequena cidade litorânea e com isso tem todos os charmes que as pequenas cidades americanas parecem ter. Assim acompanhar as três histórias que se desenrolam na narrativa de Macomber foram refrescantes como a chuva que cai naquelas terras. Os capítulos são narrados ora em primeira pessoa através de Jo Marie, ora são narrados em terceira pessoa sob o ponto de vista dos hóspedes, Joshua Weaver e Abby Kincaid. Essa alternância de personagens e narrativas cria uma fluência boa para o livro.

Devo confessar que entre os três protagonistas me identifiquei mais com Jo Marie, ela é uma mulher delicada e fofa, e é triste a perda repentina do marido que ela acabara de casar. Ao contrário de muitos personagens em luto, ela nunca foi a pessoa que passava horas chorando sem forças para seguir. Ao contrário ela fez grupos de luto, crochê e toda sorte de atividades que  a aconselharam para seguir vivendo. A pousada é a sua última aposta depois de quase um ano da morte.

Joshua Weaver é um homem que também teve uma perda, sua mãe quando ele ainda era um adolescente. Entretanto como ele viva com ela e o padrasto, e ele não se dava com o mesmo acabou expulso de casa antes mesmo de se formar na escola. Agora anos depois ele volta porque o padrasto esta para morrer, e ele se vê diante da questão: devo continuar nutrindo meu ódio, ou devo seguir em frente e fazer o que é preciso com o meu padrasto? Esse trecho do livro é sobre perdão e resignificação do passado.

Já Abby Kincaid entre todos os personagens é o que enfrentou a pior situação já que se envolveu quando jovem em uma acidente onde sua melhor amiga morre, e ela não consegue lidar com a culpa e responsabilidade pelo mesmo. É muito triste ver quanta vida ela deixou para trás quando pega para si essa culpa. E vê-la descobrindo mais a respeito disso é ótimo, já que ela volta para a cidade que fugiu por tanto tempo para o casamento do irmão.


Drácula - Bram Stoker

Eu amo as edições de bolso de luxo da Zahar, pois elas sempre trazem um clássico incrível e, ainda por cima, com uma parte gráfica muito caprichada do tipo que nos deixa malucos só de olhar, além da tradução maravilhosa. Como eu amo ler clássicos para conhecer mais a fundo as histórias que já ouvi falar, sempre que é possível coloco um novo exemplar em minha lista de leituras. E dessa vez resolvi começar a ler “Drácula”, o vampiro mais icônico do mundo, que a maioria das pessoas já ouviu comentários sobre, mesmo sem conhecer sua história verdadeira. Eu era uma dessas pessoas e estava muito curiosa a respeito do que iria encontrar, e agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito deste título.
Este volume conta a história de vários personagens que tiveram algum envolvimento com o conde Drácula. E começamos a leitura com o jovem advogado Jonathan Harker, que narra o seu diário para nos contar sobre a sua ida à Transilvânia, onde ele ensina para o Conde os costumes de Londres para que o mesmo possa se mudar para lá. Vemos que, em determinado momento, Jonathan percebe que não é mais um convidado, mas, sim, um prisioneiro. Conseguimos entender mais sobre o próprio Drácula, sua forma de agir e pensar, além de seus costumes, através da convivência bem pessoal que foi dada entre os dois. A parte dele é a que mais retrata as características do conde, já que foi o que teve mais convivência com o mesmo.
Depois dos relatos de Jonathan Harker na Transilvânia, somos levados à Inglaterra, onde conhecemos Mina (noiva de Jonathan) e sua amiga Lucy. Apesar de bem próximas, elas moram em cidades diferentes e se comunicam por cartas. É através dos seus relatos que vemos que Lucy foi pedida em casamento por três distintos cavalheiros, vira noiva de Arthur Holnwood, e logo depois começa a sofrer de uma doença que ninguém entende, onde ela fica fraca, sonâmbula e ansiosa. Seu noivo, preocupado com a sua saúde, pede para que John, um médico e diretor do hospício, tente salvá-la, falando para tentar de tudo para que ela fique boa, fazendo com que o doutor utilize de todos os seus conhecimentos, até mesmo transfusão sanguínea.

Depois de diversos acontecimentos, vemos que Van Helsing, com toda a sua experiência e intelectualidade, começa a ver as semelhanças entre o sumiço de Jonathan e a doença de Lucy. Percebendo que os casos têm algo em comum, chegando à conclusão que tem uma criatura perigosa e sinistra em Londres que precisa ser detida, e começando, assim, uma caçada para acabar com esse mal que está abatendo a cidade.


Cora do Meu Coração - Mônica Aguieiras Cortat

Em “Cora do Meu Coração” vamos conhecer a protagonista Cora, uma menina com origem indígena por parte de mãe e italiana por parte de pai, que foi criada nos costumes indígenas por sua avó materna, que a amava muito. Viveu alguns anos no convívio de uma tribo, desde que sua mãe sumiu pelo mundo para poder protegê-la. Até que seu pai mais tarde acaba descobrindo que tem uma filha e vai à procura dela na aldeia e a leva para a cidade, onde, a partir daquele ponto, ela passa a viver com sua família italiana.
Mais uma vez, Cora é criada pela avó, só que desta vez por parte paterna, que é italiana, e também a ama muito e cuida dela com carinho, já que seu pai vive em viagens constantes, abastecendo o mercado de sua família do qual a avó dela toma conta. Seu avô e seu tio também iam com ele nestas viagens. Neste novo lar, vivencia muitas coisas diferentes e passa com frequência a ver um espírito de menina que começa a sempre estar com ela e a aconselhar. Seria essa sua amiga no plano espiritual. Nestes encontros, descobre seu dom de ver e conversar com espíritos.
Sua avó acredita nela, apesar de ter ficado meio confusa no começo, mas passa a observar e crer neste dom maravilhoso que a menina tem, coisa que poucas pessoas têm, e, sim, são privilegiadas. Não que eu gostaria de ser uma delas, mas admiro quem tem esse dom. Naquela época eram poucos os que acreditavam, porém hoje em dia ainda falta muito para isso aumentar, mas como Deus é supremo, quase todos nós um dia veremos que essas pessoas privilegiadas como espíritos de luz só vêm para ajudar outras em seus conflitos.
Meu interesse por esse livro foi aguçado, como sempre, por minha curiosidade, já que se trata de um espírito desencarnado de luz contando sua própria história na sua última encarnação. E é simplesmente maravilhoso! Não tinha lido nada da Editora EME anteriormente, mas já me encantei totalmente. Vou ler mais livros publicados por ela, pois é de suma importância para o meu aprendizado.
No começo, Cora se sentia confusa, pois, como mestiça, achava que não pertencia a lugar nenhum. Com o tempo, viu que aquelas pessoas, aqueles italianos, eram alegres e de bem com a vida, e estavam sempre tentando se harmonizar com todos, salvo por um ou outro, que extrapolavam suas revolvas e seus sentimentos, como todos que têm cargas boas e ruins e que escolhem o caminho negativo. Foi o caso de sua madrasta, Regina, que sempre a rejeitou. E, ao longo desta jornada, tudo fez para infernizá-la e chamá-la de bugre. Como a lei de Deus é divina, nem todos são o que aparentam ser, e cedo ou tarde a máscara acaba caindo.
Cora nunca reclamou de nada, ficava muitas vezes indagando o espírito da menina que lhe dava conselhos e passava a ver as coisas com mais compreensão e fé. Nesse processo, sua avó italiana (nona) também cooperou muito com nossa protagonista, levando-a a trilhar caminhos do bem e do amor. Sua vida foi de puro aprendizado, e quando Cora vem a falecer mais tarde, continua a ser aquela mulher com amor imenso no coração, e aí podemos ver que sua vida continua em outra morada, com as pessoas que amava no corpo terreno. E ela sempre foi muito bem assistida pelo plano espiritual até no seu desencarne, onde aguardou seu amado, até que voltasse a encontrá-lo.
Eu gostei muito desta obra e, por ter sido narrada pela própria Cora (mesmo que através da escritora Mônica Aguieiras Cortat), que vivenciou tudo aquilo, faz com que eu me sinta ainda mais próxima da trama, por saber que é verídica. A narrativa da autora é bem gostosa, leve e envolvente, fazendo com que a gente mergulhe nas páginas sem nem sentir as horas passarem.


Encontro de Livreiros Companhia das Letras - 1º Semestre 2017


Suilad!

Para completar a temporada de encontro de livreiro fui na última terça feira ao Unibes Cultura para o encontro de livreiros da editora Companhia das Letras. Nesta edição o evento comemorava o 25º aniversário da Companhia das Letrinhas, selo infantil da editora. Portanto o café da manhã foi temático, contava com comidinhas que são comuns a festas infantis como hambúrguer, cachorro quente, pastéis, coxinhas, e até brigadeiro. Achei muito divertido ter uma temática como pano do fundo, visto que dá mais intimidade ao evento que muitas vezes pode soar muito corporativo.

As apresentações começaram quarenta minutos depois, seguindo o esquema já padrão da editora de apresentar os lançamentos pelo selos que saem. Citando por selos, os destaques do selo Cia das Letras foram: o novo livro do médico Drauzio Varella, Prisioneiras que fecha a trilogia do autor sobre o sistema carcerário brasileiro; Anna Kariênina do autor Liev Tolstói, é a mesma edição que foi lançada pela Cosac Naif, entretanto o tradutor realizou uma revisão nesta edição, e por fim Lima Barreto, pela autora Lilia M. Schwarcz, que traça a trajetória deste autor brasileiro pouco conhecido no Brasil, mas que realizou boas obras literárias e destacou os preconceitos que viveu na época em que viveu. Ela foi um dos autores que comentou sobre seu livro no evento.

Pelo selo Penguin será lançado Os Miseráveis, do autor Victor Hugo, em um box duplo. Na Alfaguara agora no dia último dia 20 saiu o novo livro do autor japonês Haruki Murakami, Romancista como vocação. No Companhia de Mesa em maio sai Pão Quente, um livro grande e repleto de imagens com receitas de pães de todo o mundo.

No Companhia das Letrinhas o destaque ficou com o segundo volume de Capitão Cueca e o Ataque das Privadas Falantes que terá em breve uma animação lançada. Os autores da série Pum, Blandina Franco e José Carlos Lollo foram entrevistados e contaram um pouco de como nasceram seus livros e a parceira nos livros. Na Suma das letras os livros do Carlos Ruiz Zafón serão lançados porque no segundo semestre sai o quarto volume da série O cemitério dos Livros Esquecidos.

O selo Seguinte lançou na segunda feira o livro Ceifador, de Neal Shusterman, uma distopia que promete fugir do lugar comum. Uma capa bonita e diferente ele já tem, agora vamos conferir se ele vai fugir do roteiro básico já que neste futuro tudo está perfeito e o único problema é o excesso de pessoas que não morrem, mas continuam nascendo. Em breve teremos Fera, de Brie Spangler que trabalhará com temas contemporâneos como bullying e transgêneros. E apenas em junho vem A Melodia Feroz da autor Victoria Schwab. O autor Eric Novello apresentou seu futuro lançamento, Ninguém nasce Herói.


Lançamentos – Faro Editorial


Oii, gente! Como vocês estão? :D Hoje vim falar sobre lançamentos de uma editora muito querida por nós, a Faro Editorial, que publica cada vez mais livros maravilhosos. Neste post vou falar sobre os últimos lançamentos deles e quais são suas apostas para os próximos meses. Eu já quero todos, então já os coloquei na minha lista de desejados, principalmente "Big Rock", que eu preciso para ontem! hahaha E vocês, querem ler quais?
Mas, antes de seguir com os títulos, queria falar que o site da Faro Editorial está de cara nova! Ficou lindo!! Vocês já conferiram? Então corre lá para ver: http://faroeditorial.com.br/
DESTAQUES DO MÊS DE MAIO
Big Rock – Lauren Blakely
“A maioria dos homens não entende as mulheres.” Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam. E não pense você que se trata só mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?”
Quer dizer, a vida ERA assim. Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo.
Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora.
>> Este é o primeiro romance da autora Lauren Blakely no Brasil, uma das autoras mais vendidas da atualidade. A marca de Lauren são as histórias contadas sob a ótica masculina, construindo personagens fortes, inteligentes, contemporâneos. Ambos inovam ao contar uma história romântica do ponto de vista masculino.
>> Lauren criou algo novo em termos de chick lit:  Romântico hot e comédia.  É divertido e sexy. E narra sempre histórias de romances sob um ponto de vista masculino, que tem agradado bastante leitores em todo mundo.
>> O próximo lançamento no Brasil será “Mister O”, também pela Faro Editorial.
Marca de Guerra – Marked #04 – Sylvia Day
Lobisomens, vampiros, arcanjos … O que falta acontecer?
Evangeline descobriu como se livrar da Marca de Caim, que anos atrás a transformou numa caçadora de demônios: basta se manter longe dos problemas por um tempo. Algo complicado para alguém que é sempre lembrada para novas missões.
Agora, disfarçada, ela trabalha para um querubim, em um plano para desmascarar um vampiro perigoso, que está escondido em uma tranquila comunidade na Califórnia.
Mas Eva sabe que está sendo usada como um peão num grande jogo político celestial. No entanto, ela está cercada. Seu desafio será descobrir quem é sua maior ameaça: o vampiro que está caçando, o querubim que quer controlá-la, ou os dois irmãos, dispostos a lutar até a morte por seu amor. O problema? É que tudo está acontecendo ao mesmo tempo.
>> O livro traz uma conclusão sobre a série. Sylvia Day lançou um spin off de pouco mais de 20 páginas, “Marca do Pecado”, que, infelizmente, não será publicado pela editora.
MAIS LANÇAMENTOS
Morte Lenta - Gibson Vaughn #01 - Matthew FitzSimmons [Março] (Skoob)
Dez anos atrás, Suzanne, uma garota de 14 anos, simplesmente desapareceu sem deixar qualquer vestígio. Filha do então senador Benjamin Lombard, agora poderoso vice-presidente dos EUA, o caso continua sem solução e se transformou numa obsessão nacional.
Para Gibson Vaughn, renomado hacker e mariner, trata-se de uma perda pessoal. Suzanne era como uma irmã para ele. No décimo aniversário do desaparecimento da garota, o ex-chefe de segurança de Benjamin Lombard pede a ajuda de Gibson para realizar uma investigação secreta e entrega a ele novas pistas.
Assombrado por memórias trágicas daqueles dias, Gibson acredita ter agora a chance de descobrir o que realmente aconteceu. Utilizando as suas habilidades, já em suas primeiras pesquisas descobre uma rede de múltiplas conspirações em torno da família Lombard e se depara com adversários poderosos - e perigosos - que farão qualquer coisa para silenciá-lo. Ao mexer no vespeiro, novas informações e personagens vêm à tona, a identidade de Gibson é revelada, tornando-o igualmente vulnerável.
E enquanto navega por essa teia perigosa de fatos, ele precisa estar sempre um passo à frente se quiser descobrir a verdade... e se manter vivo.


O Ceifador - Scythe #01 - Neal Shusterman

Quando surgiu a oportunidade de receber a prova antecipada desta obra, fiquei bastante feliz, pois, pela sinopse, me parecia ser uma distopia incrível que provavelmente eu iria adorar. Fiquei super empolgada com a leitura, e, assim que tive este volume em mãos, passei na frente de toda a minha pilha para poder conferir tudo o que Neal Shusterman escreveu. Agora, venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito desse primeiro volume da série Scythe.
Em “O Ceifador” vemos um mundo totalmente diferente do nosso, já que não existe pobreza, nem miséria, a fome foi combatida é até mesmo a morte o homem conseguiu vencer, já que ninguém morre por nenhum tipo de doença e nem por idade, chegando ao ponto até mesmo de que, quando a pessoa chega a uma certa idade, pode escolher rejuvenescer.
Com esse cenário, você poderia pensar que a vida nesse novo mundo é maravilhosa, já que ninguém morre, ninguém passa fome, nem nada do tipo. O mundo está sendo governado pela Nimbo-Cúmulo, uma inteligência artificial perfeita, que toma conta de tudo, fazendo com que todos tenham a possibilidade de viver uma vida plena e sem riscos.
Mas, nessa era da imortalidade, o mundo está sendo mais habitado do que deveria, e, apesar das tentativas de vida em outros planetas, assim como na lua, nada deu certo. Por esse motivo, foram criados os Ceifadores, um grupo de pessoas que faz parte de uma organização treinada para matar (coletar como eles chamam), com o intuito de diminuir a superpopulação.
Para se tornar um ceifador, a pessoa deve renunciar a sua vida antiga e seguir os dez mandamentos da ceifa, e deve prestar contas somente a esse grupo. A Nimbo-Cúmulo não interfere em nada do que eles fazem, pois são justos e isentos de julgamentos pessoais, assim como eles não interferem em nada que ela faz.
É nesse cenário que conhecemos Citra e Rowan, dois jovens adolescentes que foram escolhidos pelo renomado ceifador Faraday para participarem do treinamento. Mesmo ambos relutantes, pois não gostariam de ser ceifadores, eles resolvem ir, já que assim seus familiares teriam imunidade durante o processo de treinamento. Todavia, existe uma regra, onde apenas um dos dois realmente se tornaria um ceifador, enquanto o outro voltaria para a sua vida, continuando de onde parou.
Porém, vemos que até mesmo esse método perfeito tem seus erros e sua corrupção. Acompanhamos esses dois jovens durante o treinamento, que nutrem um certo respeito e admiração pelo seu treinador, porém eles acabam descobrindo que nem todos são assim, e que existem alguns que escolhem matar por prazer.


A Perversa – Amor e Mentiras #02 – Tarryn Fisher

Depois de conhecermos a história de um triângulo amoroso obsessivo e uma das pontas do mesmo, Olivia, em “A Oportunista” (clique no título para conferir a resenha), agora temos a chance de conhecer Leah. Aquela mulher manipuladora que conseguiu conquistar o que desejava para sua vida: se casou com Caleb. Mas será que o casamento é realmente o fim da guerra e sua vitória já pode ser declarada?
Então por que ela nunca se sente a primeira na lista de prioridades do marido e precisa mudar sua própria personalidade para mantê-lo por perto? O que Olivia poderia ter de tão especial? Ela não era nada, nunca poderia ter chamado atenção de Caleb e Leah não consegue aceitar isso. Portanto, vai continuar armando, mentindo e manipulando tudo o que conseguir para conseguir segurá-lo, mesmo que tenha que enfrentar situações novas e pessoas diferentes. Afinal, o amor é o sentimento mais forte do mundo e Leah ama Caleb, então vai lutar para continuar tendo-o para si. Mas será que isso é verdade?
Preciso confessar que passei toda a leitura nutrindo dois tipos de sentimentos a cada virada de página. Ora sentia raiva, ora pena de Leah. Mas, com o final, decidi que o sentimento que mais ficou foi a raiva, porque depois de tudo o que aconteceu, quando a gente acha que a protagonista pode melhorar, percebemos que não; existem pessoas que são o que são no mundo, e elas são simplesmente ruins e nada nem ninguém vai ser capaz de mudar aquilo.
Não que eu esteja dizendo que as outras duas pontas deste triângulo amoroso sejam tão melhores do que esta, inclusive porque ainda nem mesmo conheci o Caleb a fundo, visto que o livro narrado por ele é o último da trilogia e até agora só o conhecemos através da visão de duas mulheres obcecadas por ele. Mas já dá para notar que o personagem também não é flor que se cheire e muita coisa ruim ainda vai vir dele. E Olivia é outro ser completamente obcecado e manipulador, que fez muitas besteiras na vida. Mas, até o momento, a achei um pouco menos ruim do que Leah.
Assim como em “A Oportunista”, aqui temos a oportunidade de conhecer o presente e o passado da protagonista da vez, o que nos faz entender exatamente cada etapa do que ela viveu e do que está vivenciando. Também há cenas que já tivemos a chance de conhecer no primeiro volume só que desta vez sob outro ponto de vista, dando-nos uma maior perspectiva da trama como um todo.
Como geralmente acontece com livros que nos permitem conhecer o outro lado de um vilão, aqui podemos desvendar um pouco do passado e da história de Leah, essa mulher dona de uma vaidade imensa e de um orgulho ainda maior, e percebemos que ela age desta forma por conta de seu pai e de como foi tratada desde sempre. Acho muito interessante esse tipo de abordagem, ainda que não seja algo inédito, porque não deixa de ser real, visto que a mente humana é complexa e sempre pode surpreender as pessoas.
Mesmo que Leah claramente seja encarada como a vilã desta trilogia, esse segundo livro nos deu a oportunidade de conhecer um lado um pouco mais humano e inseguro dela. Podemos ver como seu relacionamento com a família a afetou e como ela começou a buscar em Caleb algo que achou que necessitava para nutrir o vazio que tinha dentro de si. E então, em alguns momentos, inclusive, conseguimos enxergá-la melhor do que ela mesma conseguiu até então. Percebemos o seu medo de rejeição e o desejo por amor, o desejo por encontrar uma felicidade que ela acredita que só vai encontrar daquela maneira, com aquele homem.
Vemos que ainda pode haver esperanças e que ela consegue amadurecer um pouco, mesmo que ainda esteja muito longe de ser o ideal para si mesma, aquele que vai fazê-la se sentir livre e inteira, sem necessitar de alguém, muito menos um homem que não a ama de verdade. E vai poder tratar outras pessoas melhor, principalmente sua filha. Isso ainda não ocorreu, mas continuo torcendo por ela.


A Espiã – Paulo Coelho

“Seu único crime foi ser uma mulher livre”. Começar esta resenha com esta frase nos parece bem machista, mas isso infelizmente era uma verdade na época em que Mata Hari viveu. Mesmo assim, tentou mudar, ser mais ela mesma, só que pagou um preço muito alto por isso. Ela era uma pessoa forte e determinada, e foi dito que era uma mulher que nasceu na época errada, porque os padrões eram bem rígidos, e a figura feminina sempre tinha que ser submissa, sorrir quando nada ia bem, e, muitas vezes, “aceitar” as safadezas dos maridos, que mantinham a “certinha” em casa e as outras nos bordéis, principalmente os ricos que davam joias caras e moradia dentre outras coisas para suas amantes.
Margaretha Zelle era o nome verdadeiro de nossa protagonista, que nascera na Holanda, na cidade de Leeuwarden, local que muitos holandeses nem mesmo sabiam onde era, nem ouvido falar. Era uma cidade onde nada acontecia de interessante. Margaretha era considerada uma jovem bonita, que todas as amigas adoravam imitar. E desde nova pensava que faltava algo mais em sua vida. Quando seus pais perderam a fortuna em 1889, a mandaram para uma cidade de nome Leiden para frequentar uma escola e ter uma educação refinada, e, assim, ser professora de jardim. E, claro, esperar por um marido. Na partida, sua mãe lhe dera uma semente de girassol para que ela aprendesse a seguir seu destino com alegria.
“As flores nos ensinam que nada é permanente, nem a beleza, nem o fato de murcharem, porque darão novas sementes...”
Na escola, então, começou o seu sofrimento, o qual depois ela tomou coragem para se rebelar, fazendo planos para sair dali o mais rápido possível e mudar de vida. Tudo teve início quando ela foi estuprada pelo diretor da escola, e na época só tinha dezesseis anos, só que não tinha coragem de falar com ninguém, pois tinha medo de ser expulsa. Então resolveu tentar mudar essa situação para não ser mais molestada (não só ela, mas outras passaram por essa terrível situação antes, o que Zelle só soube depois).
Juntando isso com o tédio do lugar, resolveu ver anúncios de jornais e descobriu que havia um oficial do exército holandês de descendência escocesa, que procurava uma jovem para casar e morar no exterior, onde servia na Indonésia. Com isso, ela mandou uma carta, respondendo o anúncio e eles passaram a se conhecer e por fim casaram-se.
Só que a vida dela não estava nem perto de melhorar, pelo contrário, ficou ainda pior. Seu marido a maltratava, tinha amantes, e, para completar, seu filho foi envenenado pela babá (que também foi envenenada depois), ficando só com sua filha. Tantas coisas se passaram com ela, que resolveu abandonar o lar e fugir para a França, largando tudo, inclusive a filha (sobre quem não tivemos muitas informações neste livro). Nossa protagonista, então, foi embora com a cara e a coragem numa época tumultuada pela guerra. Foi aí que seu nome passou a ser Mata Hari. Chegando lá, passou a se apresentar em teatros e começou uma nova etapa em sua vida.
Sua dança sensual, proveniente da Indonésia, atraiu homens e a ira das esposas. Teve muitos amantes graúdos, que a enchiam de joias, presentes e chácaras, e por aí vai. Foi uma mulher fora dos padrões tradicionais, mas pecou, para mim, pela ingenuidade.
“Bailaria exótica, confidente e amante dos homens mais ricos e poderosos do seu tempo, figura de passado enigmático, despertava ciúme e inveja das damas da aristocracia parisiense”
Depois de vivenciar muitas coisas, acabou sendo envolvida numa grande trama e não teve apoio de nenhum para quem prestou favores na cama. Muito pelo contrário, como eram homens importantes, seus nomes e reputações não podiam ser tocados. Então ela pagou um preço muito alto encontrando a morte por fuzilamento como era comum na sua época. Mas seu nome é lembrado até hoje como uma importante figura feminina na história mundial, como “símbolo de força e audácia feminina”.
Fazia anos que eu não lia nada de Paulo Coelho, mas me interessei por esta obra, já que retrata a história de uma moça que vivia numa outra época, na qual a mulher não tinha nenhum privilégio, sendo considerada à margem da sociedade e um ser abaixo dos homens. Enquanto eles faziam tudo o que queriam e tinham todas as regalias que desejavam, elas eram as submissas.
Porém, Mata Hari provou que nós, mulheres, podemos ir à luta. E mesmo vivendo numa época terrível para o sexo feminino, ela foi contra às coisas impostas pela sociedade, sem medo e com muita coragem, enfrentando o que estivesse em seu caminho para ser uma mulher livre. Pessoas como ela que fizeram a diferença, possibilitando-nos de chegar aonde chegamos, mesmo que ainda exista muito caminho pela frente. É por isso que eu, definitivamente, não poderia deixar de ler e ter este exemplar na minha estante. E indico para todos também.


Sessão Intrínseca - 1º Semestre 2017


Suilad!

No última quarta feira foi realizado no MASP (o local do evento para quem não é de São Paulo é nada mais do que o Museu de Arte Moderna de São Paulo, local mais que apropriado para um evento cultural!) aqui em São Paulo a Sessão Intrínseca, onde foram apresentados os principais lançamentos do primeiro semestre de 2017. Como já é de costume desses eventos foi servido um café da manhã farto que foi bem vindo em uma manhã fria de outono. Cerca de 40 minutos depois o evento teve início onde as apresentações foram divididas em ficção, não ficção e literatura jovem.

Entre as ficções teve destaque o último lançamento do autor Neil Gaiman, o livro Mitologia Nórdica que é uma reunião de contos nórdicos escritos de forma acessível a todos, a capa do livro é linda e já está na lista de compras! Juntamente com Matéria Escura, outro lançamento recente que está fazendo barulho, com um misto de ficção científica e suspense esse livro parece prender do começo ao fim.

Como no último evento da editora outro livro de Elena Ferrante foi lançado, e muito comentado. E eu continuo na curiosidade de saber como é a narrativa desta italiana que tanto encanta corações, e que agora chega a Arqueiro com Um Amor Incômodo. Não podia faltar a queridinha Jojo Moyes com Paris Para Um, e a nova capa de Pequena Grandes Mentiras, livro que inspirou a nova série da HBO, Big Little Lies.

No setor não ficção o novo livro da jornalista Miriam Leitão teve destaque, e é uma reunião das crônicas que fez ao longo dos últimos anos sobre a crise. Somos Guerreiras foi uma dos livros brindes e que chamou minha atenção, ele é uma biografia da autora que tem bulimia e problemas no casamento, na verdade resumir a vida dela assim é até simplório, parece que ela teve uma vida cheia de comprometimentos, e claro a psicóloga aqui já quis sentá-la no divã. Por fim uma Pergunta por Dia para Mães também surgiu e é um livro muito bonitinho, ótimo presente para mamães de primeira viagem.


A Menina dos Olhos Molhados - Marina Carvalho

A primeira coisa que me chamou bastante atenção neste exemplar foi, sem dúvidas, a capa. Com um título bem interessante e uma ilustração linda, logo quis ler a sinopse para saber do que se tratava e começar a história. Eu ainda não havia lido nenhum livro desta autora, que é brasileira e só por isso ganha mais pontos ainda comigo, mas sempre escutei falarem muito bem dela, fazendo com que eu ficasse louca para começar a ler suas obras, então quando surgiu a oportunidade de ler esta, a segurei entre meus dedos.
Neste volume conhecemos Bernardo, um jornalista investigativo que sempre foi muito bom com as palavras, além de ter o dom para profissão. Bastante comprometido e muito responsável, suas matérias são sempre elogiadas. Ele só tem um grande problema: não consegue trabalhar em equipe. Além de ser mal-humorado, tem um jeito fechado que não consegue confiar nas mulheres por conta de uma decepção amorosa que teve no passado. Agora ele só tem pequenos casos com mulheres, mas nada mais sério.
Quando Bernardo fica incumbido de levar Rafaela, a nova estagiária do jornal para todos os lugares, ele odeia extremamente, fazendo de tudo para tentar evitar a mesma. Rafaela é uma menina bastante esforçada, inteligente e muito desastrada. Sem levar desaforos para casa, vemos muitos embates verbais entre os dois. Com o tempo e várias discussões, Bernardo consegue entender um pouco mais sobre nossa protagonista e passa a admirá-la como pessoa.
E é nesse ambiente que ambos vão criando uma amizade, além de começarem a ter outros tipos de sentimentos. Entre várias reportagens, até mesmo as perigosas, vemos cada vez mais o entrosamento entre os dois e acompanhamos mais sobre as suas vidas. Gostei bastante que a autora nos mostrou um pouco mais do passado do Bernardo, fazendo com que a gente consiga entender o que o fez se tornar uma pessoa mais fechada e mal-humorada. Sofri junto com ele nas partes do seu passado, pois o seu relacionamento com a sua ex-namorada, Valentina, foi cheio de altos e baixos, e também o grande motivo de acabar deixando-o mais duro com a vida.


Simplesmente Amor - Helena Andrade

Quando eu li a sinopse deste livro pela primeira vez, fiquei encantada. Me interesso muito por histórias que falam sobre perda de memória, ainda mais quando têm relacionamentos amorosos misturados. Como gosto bastante deste tipo de livro, sempre que conheço algum coloco na minha pilha de leituras, então quando vi que a brasileira Helena Andrade tinha lançado esse volume pela Ler Editorial, fiquei super empolgada para lê-lo. Agora, venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.
Nesta obra conhecemos a história de Alícia, uma mulher de vinte sete anos que, ao voltar de uma viagem que fez para Londres, acaba sofrendo um grave acidente, passando dias no hospital. Quando ela acorda, sua vida está totalmente diferente, já que não consegue se lembrar de nada do que aconteceu na viagem, deixando um grande buraco em sua vida.
Sem lembrar que havia terminado com o seu namorado, ela acaba se casando com ele, mesmo que algo pareça bastante estranho, mas como descobriu que estava grávida e ele pareceu arrependido por terem terminado, achou melhor seguir em frente com essa decisão.
Muitas coisas acontecem na vida de nossa protagonista, que enfrenta altos e baixos. Ela vira uma excelente mãe, e mesmo com muita coisa dando errado, como o seu casamento, outras dão muito certo. Até que o destino acaba levando-a para conhecer Miguel, um moreno de olhos verdes, que a encanta quase que imediatamente. Depois desse encontro, vemos que a vida de Alícia dá uma outra guinada, e muita coisa acontece.
O livro é narrado em primeira pessoa, o que foi bem bacana, já que assim conseguimos acompanhar melhor tudo o que nossa protagonista está sentindo e passando, nos deixando ainda mais próximas dela e de seus sentimentos. Gostei bastante desse tipo de narrativa, pois foi como se Alícia fosse uma grande amiga, o que me fez desejar poder entrar na trama só para conseguir ajudá-la.
A narrativa é rápida e fluida, nos conquistando em todos os momentos com sua linguagem leve e romântica, que conta com uma pitada de mistérios, muitas revelações, personagens secundários maravilhosos e até mesmo cenas mais hots (só que nada muito pesado).
Gostei bastante de como a autora conseguiu conduzir a história com bastante criatividade, nos mostrando a importância da família, e de como nossa vida dá várias e várias voltas, fazendo com que a gente reflita sobre a importância do amor, e sobre outras coisas relacionadas aos nossos dias e a nossa vida. Os personagens foram muito bem descritos, cada um com o seu jeito de ser, nos encantado em todos os momentos. Até os secundários deram um show, fazendo com que a gente não consiga parar de ler a história e ainda se encante por cada um deles.


Pedrazul Editora – Nova Parceria + Próximos Lançamentos


Oii, gente! Tudo bem com vocês? :D Hoje vou falar sobre uma notícia que tivemos no final da semana passada que nos deixou muito felizes: a parceria com a Pedrazul Editora. Para quem não conhece, viemos falar um pouquinho sobre ela e os próximos lançamentos. Estamos muito empolgadas para trabalhar em conjunto com essa editora que só publica títulos maravilhosos. Eu desejo absolutamente TODOS os livros do catálogo! <3 E tenho certeza de quem gosta de romances clássicos e romances de época também vão desejar.
SOBRE A EDITORA
A Pedrazul situa-se na região Sudeste do País, onde se localiza um dos mais belos pontos turístico do Brasil, a Pedra Azul ou Pedra do Lagarto, no município de Domingos Martins, região montanhosa do estado do Espírito Santo, localizada a 40 minutos da capital, Vitória.
Seus idealizadores são leitores apaixonados por romances clássicos, especialmente os da literatura inglesa, nicho no qual atua quase na sua totalidade. O resgate do livro ilustrado também é uma meta da Pedrazul. Atualmente é a editora que mais se dedica à tradução e à publicação de obras mundialmente consagradas, algumas ainda desconhecidas no mercado editorial brasileiro. Relançar obras nacionais e estrangeiras consagradas, cujos poucos exemplares se encontram nas mãos de colecionadores, também figura entre seus objetivos, assim como lançar novos talentos nacionais e estrangeiros.
Com essa postura, a Pedrazul destaca-se na disseminação da cultura mundial e caracteriza-se como uma editora atenta aos interesses do seu público e disposta a viajar no tempo para fazer reviver grandes obras imortais por sua preciosidade. Além da reconhecida qualidade das publicações, seu catálogo reúne os nomes dos mais consagrados romancistas mundiais.
Selo Pedrazul Revelações
Referência no mercado nacional na publicação de clássicos românticos da literatura mundial, a Pedrazul Editora abre definitivamente suas portas para os autores brasileiros. O selo Pedrazul Revelações, recém-criado, possibilita ao autor contemporâneo a publicação de seu livro.
PRÓXIMOS LANÇAMENTOS
Belinda - Maria Edgeworth (Skoob)
Publicado pela primeira vez em 1801, Belinda é a história de Miss Portman, uma moça inteligente e charmosa em meio às tentações e perigos da elegante sociedade londrina da época. Enviada para Londres por sua tia casamenteira para encontrar um marido rico e com um título de nobreza, Belinda influencia a vida de todos aqueles os quais têm a honra de conhecê-la. Um dos romances mais instrutivos já escritos até hoje, um manual de como ser feliz em meio às frustrações da sociedade.
Mrs. Stanhope fez de tudo até consegui que a  dama mais elegante e influente de Londres, a notória lady Delacour, uma viscondessa, levasse sua última sobrinha solteira para passar uma temporada com ela.  A esperança da tia era que Belinda conseguisse, com o as suas demais primas, um bom e rico marido. Belinda, então, foi jogada num tumulto social e acabou se envolvendo nos conflitos familiares da aristocrática família Delacour. Enquanto a belíssima lady Delacour tenta chamar a atenção de Clarence Hervey e outros cavalheiros para si com coquetismo, vivendo uma agitada vida social, como se o mundo fosse acabar amanhã, ela enfurece lorde Delacour, causando uma tragédia. Mas a lady esconde um grande segredo. Em meio à agitada vida social, o coração da jovem Belinda é tocado por Mr. Hervey, mas ele está comprometido com outra. Resta a Belinda se casar com Mr. Vicent, o protegido dos sóbrios e racionais Percivals.
 Belinda é a história envolvente de uma jovem mulher forte, que luta para manter sua integridade, mesmo estando sob a tutela de um mau exemplo experiente na forma de uma lady elegante.
>> Influenciou Jane Austen. Edição lindamente ilustrada originalmente. Em pré-venda no site da Pedrazul Editora AQUI.
>> As primeiros 100 pessoas que comprarem através do site da editora, concorrerão a um exemplar de “A Pequena Dorrit”, de Charles Dickens, edição ilustrada originalmente, que será publicada em agosto.
Um Amor Conquistado – Amores #01 – Silvia Spadoni (Skoob)
Ainda criança, Sophia foi levada para a Inglaterra para fugir da perseguição e do terror impostos pela Revolução Francesa. Com medo de ser descoberta, nunca revelou sua origem nobre, mas manteve viva a esperança de reencontrar sua família. Após o falecimento da madrinha, Sophia se vê obrigada a buscar trabalho para sobreviver e, por isso, se candidata à vaga de preceptora de Louise, a sobrinha órfã do conde de Buckington, um nobre conhecido pela sua frieza e arrogância. Em uma brincadeira do acaso, ela se vê diante da possibilidade de voltar à França sob a proteção do nobre inglês e de descobrir o que aconteceu com seus pais. Mesmo avisada sobre os riscos, ela decide seguir em frente, ainda que isso signifique fingir ser a noiva do conde de gelo. Edward é um homem frio e arrogante, disposto a qualquer coisa para se vingar do francês que destruiu seu irmão, até mesmo embarcar para a França em companhia de uma desconhecida, apresentando-a como sua noiva. Ele conhece os riscos da empreitada, só não está preparado para os sentimentos contraditórios que invadem seu coração.
>> EM PRÉ-VENDA, COMPRE AQUI, com lançamento previsto para 15 a 20 de abril.


A Vida Secreta das Árvores - Peter Wohlleben


Quando eu estava no evento de lançamentos da Sextante eles divulgaram o livro A Vida Secreta das Árvores, do autor alemão Peter Wohlleben, com um pequeno video do autor falando a respeito das árvores, e foi instantânea a vontade de ler esse livro. Eu simplesmente amo o povo em pé (modo como os índios se referem a elas), e todos os dias me pego olhando e conversando com elas. E quando me deparei com o livro entre os brindes a única coisa que pensei foi tenho que ler logo, e foi o que fiz claro!

O engenheiro florestal Peter Wohlleben após seus mais de vinte anos de experiência primeiro como extrator de árvores, depois como defensor e cuidador de reservas naturais relata suas últimas descobertas científicas pautadas em seu trabalho diário com as árvores. Com a proposta de um novo olhar sobre essa espécie, o autor nos convida a uma nova relação com a natureza.

Wohllenben em capítulos curtos através de vocabulário acessível e interessante narra suas descobertas a cerca de como a relação das árvores se dá tanto entre suas companheiras quanto em relação ao planeta. O primeiro dado mais marcante do livro é que sim as árvores se comunicam, através de cheiros, impulsos elétricos, sons (nas suas raízes) e formas ainda desconhecidas, e com isso podem avisar umas as outras, por exemplo, sobre incêndios e insetos. Esse aviso pode fazer com as vizinhas produzam enzimas que afastam os insetos, por exemplo. Assim, portanto, elas são seres sociais, com famílias que inclusive tem cuidado materno quando suas crias nascem a sua volta, e que são alimentadas através das raízes da árvore mãe de forma lenta e constante.

Essa conexão entre elas se dá través de suas raízes que formam estruturas gigantes abaixo da terra. Se uma árvore adoece, outra pode fornecer alimento a ela para continuar a viver durante este estágio de recuperação. Entretanto nem tudo são flores, essas ligações também geram disputa por espaço, já que a copa das árvores maiores limita o acesso de outras menores ao sol, e com isso também prejudica a fotossíntese. Algumas espécies disputam território de maneira que soe talvez desleal.

É importante quando tratamos das árvores dizer que o tempo para elas é muito diferente do humano, tudo que acontece com elas é demorado, suas vidas são longas (existem árvores milenares!) e nada se dá de maneira rápida, e inclusive uma árvore que cresce muito rápido não é saudável visto que suas moléculas de ar são grandes, e assim a deixam mais vulneráveis a quebra.


O Encantador de Livros - Lucas de Sousa

Em “O Encantador de Livros” conhecemos uma cidade bem diferente, já que os moradores são leitores insaciáveis e as árvores são recheadas de frutos e livros. Em todo o local vemos os habitantes com um título na mão, ignorando as tecnologias pelo amor às histórias. Até as construções são baseadas nos livros, ou seja, é quase uma cidade dos sonhos para nós, leitores vorazes. É nesse universo que conhecemos Benjamin, um menino de apenas dez anos. Bastante humilde, ele mora com a sua madrasta, já que seu pai sumiu no mundo. Ele é uma criança que ama os livros, mas que guarda um grande segredo: é analfabeto. Isso é uma coisa que traz muita vergonha para o jovem garoto, mas, mesmo sem conseguir ler, ele coleciona vários exemplares que ganha das pessoas na rua, e sonha com o dia em que vai poder entender tudo o que está escrito neles.
Nem mesmo os seus amigos sabiam do seu segredo, já que, por ter vergonha, ele o guardava a sete chaves. Certo dia, a cidade fica bastante agitada com a chegada do encantador de livros, um homem bastante conhecido no mundo, que tem poder de dar vida aos livros e, por isso, é adorado por todos no local. Só que ninguém entendeu o motivo de ele não aparecer na data combinada. E, para piorar tudo, Bonanza, o prefeito, anuncia que os livros de fantasia serão extintos, banindo-os para que a cidade seja mais tecnológica, já que, de acordo com o pensamento do mesmo, a leitura impede a cidade de se modernizar e progredir.
É aí que nosso jovem protagonista e seus amigos resolvem ir atrás do encantador de livros para ajudar a salvar a cidade. Eles, então, entram em uma grande aventura, e têm que driblar a supervisão da madrasta e os seguranças do prefeito, e ainda desvendar todos os mistérios para salvar o local.
A primeira coisa que chamou bastante a minha atenção neste título foi a capa, que traz uma ilustração lindíssima de uma construção feita em formato de livros, que me faz ter vontade de ler só de olhar. Claro que foi somente após conferir a sinopse e ver que o enredo realmente se tratava de uma história de meu interesse, que eu resolvi começar esta obra, e depois de finalizá-la vim compartilhar com vocês tudo o que achei deste título escrito pelo brasileiro Lucas de Sousa, e publicado pela Ler Editorial.
Esta obra é narrada em terceira pessoa, o que foi bem legal, já que assim conseguimos ter um melhor e mais amplo entendimento da história. Gostei bastante da forma de escrita do autor, que, com uma linguagem simples e fluida, conseguiu trazer uma obra que nos faz refletir e nos encanta cada vez mais a cada momento.


Echo Park - Harry Bosch #12 - Michael Connelly

Sendo eu uma fã de carteirinha de Michael Connelly, não poderia deixar de querer ler todos os seus títulos publicados aqui no Brasil. Por isso, sempre que é possível, intercalo algum de seus exemplares entre a minha lista de leituras, para sempre ter um gostinho dessa narrativa tão viciante. Mesmo este sendo o décimo segundo volume desta série, não precisa ser lido na ordem (inclusive nem todos foram traduzidos para o português), já que são histórias separadas de um mesmo protagonista.
Neste volume vemos que o detetive Bosch fica surpreso ao saber que um assassino em série vai confessar ter matado Marie Gesto, uma mulher que sumiu sem deixar pistas. A última vez que ela foi vista foi em um supermercado, mas seu carro depois foi encontrado abandonado e nada dela, a não ser as roupas que usava no dia. Esse é um crime que ele tenta revelar há treze anos, mas ainda não conseguiu desvendá-lo. Agora, um esquartejador de duas mulheres é preso e, para pegar prisão perpétua ao invés de pena de morte, confessa o assassinato de nove outras vítimas, inclusive o caso da Marie Gesto.
Nosso destemido detetive entra, então, em uma nova investigação, com novas pistas, para, mais uma vez, tentar desvendar esse caso que sempre foi seu fantasma que o assombra. Querendo desvendar todos os mistérios, até mesmo sobre o acordo entre o assassino e a promotoria, nosso adorado Harry Bosch se vê envolvido em uma trama cheia de reviravoltas e acontecimentos na busca pela verdade.
Esse foi um dos meus livros preferidos dessa série, já que achei a história super envolvente e por ser um caso que sempre mexeu com o nosso protagonista já que durou treze anos. À medida que vamos lendo, já imaginamos o final, sendo assim, ele não é tão surpreendente, mas por ter sido bem explicado e amarrado, entendo o motivo dele e gostei bastante.
Essa narrativa como sempre é gostosa, ágil e bastante fluida. Em todos os momentos temos novas pistas, que vão nos ajudando a entender mais sobre nosso querido detetive e sobre sua capacidade de dedução. Os personagens são muito bem construídos, cada um com o seu jeito de ser, o que deixa a história ainda mais gostosa. Eu realmente gosto de acompanhar o protagonista, que mesmo estando acima de idade da maioria dos policiais, mostra ser destemido, bastante inteligente, e disposto a quebrar algumas regras em nome da verdade. Outra coisa que acho muito interessante é o fato de ele utilizar mais a sua inteligência do que os recursos tecnológicos que temos hoje em dia, e é bastante utilizado.


Uma Pequena Mentira – Ten Tiny Breaths #02 – K. A. Tucker

Depois de perder sua família num acidente de carro há sete anos – seus pais morreram e sua irmã mais velha nunca mais foi a mesma, porque estava no carro e viu/ouviu seus entes queridos morrerem, sendo a única sobrevivente daquele fatídico acidente –, Livie mantém tudo em ordem em sua vida, seguindo um plano que tem para si desde nova, sendo bastante madura para sua idade.
Agora, nossa protagonista vai começar uma nova etapa de sua vida, na Universidade de Princeton, com o intuito de se tornar médica oncológica infantil no futuro, então se preocupa muito com suas notas, sua reputação e seu foco. Ela também pretende conhecer um rapaz respeitável e bom com quem poderá construir uma família um dia. Com tudo isso planejado, ela sabe que poderá manter a promessa de deixar seu pai orgulhoso.
Só que sua irmã está preocupada com ela, visto que é uma garota tímida que não se divertiu muito com bebidas ou garotos até agora, e pede ajuda de seu psiquiatra, Dr. Stayner, para mudar completamente a personalidade de Livie. E eles conseguem. Para ficar tudo ainda mais turbulento, ela conhece Reagan, sua colega de quarto, que é louca e adora festejar, e Ashton, o popular capitão do time de remo, que mexe com a cabeça de todas as garotas da faculdade, e vai para cama com absolutamente todas elas, mesmo que tenha uma namorada fixa em outra cidade, além de ser metido, arrogante e viver provocando-a porque sabe que ela está olhando-o com desejo. Livie o odeia, mas acaba percebendo que amor e ódio são separados por uma linha tênue que pode ser facilmente rompida. Agora ela precisará lidar com toda a sua nova e recente personalidade descoberta, muitas festas, garotos e o que mais estiver em seu caminho, e se tiver que deixar seus antigos sonhos e planos de lado, assim como suas notas, que seja.
Depois de ter lido e adorado o primeiro volume desta série, “Respire”, como vocês podem conferir na minha resenha clicando no título, estava com altas expectativas para este segundo volume, principalmente por ser protagonizado por Livie, irmã mais nova de Kacey, protagonista do anterior, a qual havíamos conhecido naquele exemplar, e era uma pessoa fofa, tímida e agradável.
Porém, eu simplesmente não gostei desse segundo livro. Eu juro que tentei gostar, em alguns momentos pensei que tudo poderia ficar melhor, que a autora não ia introduzir mais coisas ridículas na trama, mas ela só fez isso página atrás de página e eu fui gostando ainda menos de tudo o que ia lendo com o passar do tempo. Confesso que até agora não sei nem como consegui chegar ao fim, de tanto que esta leitura me incomodou. Vou explicar por partes para vocês entenderem o que achei, mas não posso me estender muito para não acabar soltando spoilers.
Primeiramente achei bem ridículo o modo como Livie conheceu Ashton, que, claramente, se tornaria par dela no final. O que acontece é que ela é uma garota tímida e, por influência de sua irmã mais velha e de seu médico psiquiatra, que a ajudou no livro anterior, e que tem métodos originais e totalmente fora dos padrões, foi curtir uma festa na sua nova faculdade e começou a beber álcool, quando um cara vem e a agarra, forçando-lhe um beijo para tomar sua bebida. Ela diz que odiou essa atitude, o que é compreensível, já que o rapaz ultrapassou todas as suas barreiras pessoais, e ainda fez algo à força com ela, que não queria aquilo. Mas depois, nesta mesma festa, Livie já fica com ele e sente algo a mais, mesmo que não admita.
Outra coisa que acontece nesta festa é que ela acabou bebendo todas, mesmo que não quisesse fazer isso, porque seu psiquiatra e sua irmã disseram que ela tinha que aproveitar a vida, relaxar e curtir com garotos e bebidas. Tipo, como assim?! Uma pessoa não pode se divertir de outra forma? E ela só fez tudo isso porque eles ficavam ameaçando a garota, falando que se ela não se embebedasse e saísse com homens, eles iriam fazê-la passar vergonha. E o médico ainda teve a cara de pau de dizer que ela tem que ser diferente, já que até o momento ela não foi quem ela quis ser, apenas o que seus pais desejavam. Ah, e o que ele e a irmã desejavam que ela fizesse, porque achavam que era o correto, e a forçaram a fazer, vale?!


Ligeiramente Seduzidos - Os Bedwyns #04 - Mary Balogh

Você já sentiu aquela sensação que viveu ou fez parte de outra época? Pois é assim que me sinto quando leio romances de época. Adoro! E a Editora Arqueiro não nos deixa por menos, só nos apresenta o que tem de melhor no mercado. “Ligeiramente Seduzidos” conta a história de lady Morgan Bedwyn, a irmã mais nova desta família. Sendo criada nos princípios da sociedade inglesa do século XIX, tem uma personalidade marcante, assim como seus irmãos e irmãs, e não é uma pessoa mimada, mas, sim, muito forte e determinada, além de conseguir ser gentil e solidária. Em plena guerra ela tenta fugir dos padrões os quais eu havia citado anteriormente.
Ela morava na Inglaterra, mas estava hospedada na casa de amigos em Bruxelas, pois foi lá à passeio. Havia uma guerra em andamento nas redondezas, e seus anfitriões planejavam ir embora antes que a guerra se aproximasse demais. Só que as tropas de Napoleão tentaram tomar a cidade, com isso, tiveram muitos feridos que voltavam do campo de batalha.
Como muitas famílias saíram do local, poucas ficaram. E a com quem ela estava não pôde seguir viagem, pois sua amiga, Rosamond, filha da dona da casa, passou muito mal com enxaqueca e não conseguiu ir. Além do mais, seu irmão, Alleyne Bedwyn, que havia estado há pouco no local, e tinha uma idade próxima a dela, tinha sido mandado para Antuérpia para resolver negócios da embaixada no campo de batalha, mas ainda não havia retornado.
Quando tentariam sair da cidade novamente, mesmo sem seu irmão e contra a sua vontade, suas carruagens foram solicitadas para levar suprimentos a quem necessitava, impedindo-os de sair. Depois, quando eles finalmente conseguiram ir embora, ela decidiu não ir com eles para esperar Alleyne. Com isso, Morgan se hospeda na residência da esposa de um oficial para continuar ajudando os feridos de guerra, como já tinha começado a fazer antes da família de sua amiga ir embora. Pois, como havia dito, as pessoas estavam escassas no local. E ela, sem um pingo de medo, foi ajudar. O que a torna, pelo menos aos meus olhos, uma moça muito especial.
De todos da série “Os Bedwyns” que li até agora (os demais foram “Ligeiramente Maliciosos” e “Ligeiramente Escandalosos” – clique nos títulos para conferir as respectivas resenhas), este foi o que menos gostei. Não que tenha sido ruim, pelo contrário, foi ótimo também, porém senti mais emoção e conexão com os anteriores do que com este. E o começo de “Ligeiramente Seduzidos” foi meio cansativo, com uma narrativa lenta. O que só melhorou mais ou menos no meio do exemplar, e aí só foi alegria, porque me senti mais interessada na trama e nos acontecimentos que a permeavam.
Esse volume contém um pouco de mistério, já que o mocinho, Gervase Ashford, não gosta do duque Wulfric, irmão da protagonista, Morgan, devido a um fato ocorrido nove anos atrás, que tinha uma ligação com ele, que fez com que Gervase passasse todos esses anos longe da Inglaterra. Claro que não vamos saber de cara o que aconteceu, o que nos deixa bem curiosos com o desenrolar da história. E nesse período ele acabou nutrindo um sentimento de vingança. Porém, foi justamente por conta deste caso que ele acabou se aproximando de Morgan, que era muito mais jovem do que ele, com seus apenas dezoito anos, enquanto Gervase gostava de mulheres com uma idade próxima da sua, trinta. Sua intenção era fazer com que ela se apaixonasse por ele, e, consequentemente, ele se vingaria de Wulfric.