A Caçadora de Bruxos - A Caçadora de Bruxos #01 - Virginia Boecker

Eu não sabia muito o que esperar deste livro quando vi a capa, mas alguns dos meus amigos já haviam me falado que era incrível e lembrava um pouco “A Guerra dos Tronos”. Resolvi dar uma chance a essa história já que a sinopse me chamou atenção e também por eu ter escutado tantos elogios. Então agora vim dizer o que achei sobre este volume publicado aqui no Brasil pela editora Galera Record.
Neste título voltamos ao século XVI, em 1558, em uma Inglaterra medieval mítica com bastante magia. E é nesse cenário que conhecemos Elizabeth Grey, uma caçadora de bruxos que, ao lado de Caleb, seu melhor amigo, localiza e captura reformistas, rebeldes suspeitos de praticar feitiçaria, para que eles sejam julgados e executados conforme manda a lei, já que o temido Inquisidor Blackwell, após uma peste provocada pela magia, ao qual ele sobreviveu, resolveu que todos os praticantes deveriam ser extintos para evitar uma nova peste. E essa lei foi aceita pelo Rei, fazendo com que nossa protagonista seja uma das queridinhas de Blackwell, por seguir as leis à risca.
Certo dia, Elizabeth é acusada injustamente de usar magia, e assim é jogada nos calabouços para aguardar a sua sentença e ser condenada à morte na fogueira. Caleb prometeu que não iria abandoná-la, e que iria convencer o Inquisidor Blackwell a voltar atrás em sua decisão, mas Elizabeth começa a ficar bastante doente, sem ter esperanças de conseguir sair viva dessa.
Até que algo bem inusitado acontece, e ela acaba sendo salva por Nicholas Perevil, o mago mais caçado de toda a Ânglia, sendo temido por todos e seguido por vários praticantes, já que é líder dos Reformistas. Agora, nossa protagonista se vê junto a tudo o que ela sempre foi contra e combateu, ficando em dúvida sobre o que fazer: entregar aquelas pessoas que a salvaram em troca do perdão ou continuar com eles sendo uma fugitiva.


Anna Vestida de Sangue - Anna #01 - Kendare Blake

A primeira coisa que me chamou bastante atenção neste título foi a capa, que consegue trazer um ar de mistério à trama, e só de olhar para ela fiquei bastante intrigada e fui correndo ler a sinopse. Agora venho compartilhar com vocês tudo que achei a respeito deste volume escrito por Kendare Blake e traduzido aqui no Brasil pela Editora Verus.
Nesta obra conhecemos Cas Lowood, um menino que perdeu o seu pai quando tinha apenas sete anos, já que ele foi assassinado por um dos fantasmas que perseguia, e, por isso, herdou dele uma vocação incomum: como o seu pai, ele caça e mata os mortos, ou seja, é uma espécie de caça fantasmas. E para isso conta com a ajuda de um punhal que tem poderes, que também herdou de seu pai. Ele mora com a sua mãe, uma bruxa branca, e com o seu gato, um felino que consegue farejar os espíritos, e os três vivem viajando atrás de lendas e folclores para rastrear os fantasmas.
Agora, eles estão atrás de um fantasma que os habitantes chamam de Ana Vestida de Sangue, que além de aterrorizar a cidade por décadas parece ser também a responsável pelo desaparecimento de várias pessoas. Porém, o seu encontro com a Ana não foi como esperava, já que ela é muito mais forte do que ele imaginou, além de ser uma garota fascinante e cheia de maldições e fúria. E que, por algum motivo, resolveu poupar a vida de nosso protagonista quando ele entrou na casa vitoriana que ela habita.
Quando Cas resolveu se mudar para Thunder Bay para caçar Ana, nunca imaginou que iria ser diferente de todos os lugares que já foi, até porque nessa cidade ele acabou fazendo amizades, além sentir coisas que jamais sentiu. Fascinado pelo fantasma, nosso protagonista agora tenta desvendar vários mistérios relacionados a ela, inclusive pensa em arriscar a sua vida novamente, para conseguir falar com essa menina.


Silêncio - Richelle Mead

Tem certas autoras que temos vontade de ler o livro somente pelo nome dela estar na capa. Isso porque já sabemos mais ou menos o tipo de escrita que encontraremos, e geralmente, quando nos identificamos com certo escritor, a probabilidade de gostar de outra de suas obras aumenta bastante. Claro que isso não é uma regra, e eu já me decepcionei bastante com alguns títulos de autores que eu amo muito, mas ainda assim tenho vontade de ler novas histórias de todo autor que gostei muito de pelo menos um livro seu. Bom, eu curto bastante Richelle Mead, e foi por esse motivo que quis ler essa obra. Agora venho compartilhar com vocês o que achei de “Silêncio”.
Nesse volume conhecemos Fei, uma aprendiz na escola Poço do Pavão, e, pelo que se é lembrado, nunca houve um ruído no vilarejo em que vive, já que todos são surdos e não conseguem nem lembrar-se de uma geração que foi capaz de ouvir. Ela é uma artista bastante promissora e, junto com ela, sua irmã também. Porém, agora sua irmã está perdendo a visão, algo extremamente importante, já que elas duas conseguiram fugir da vida dura da mineração por conta de seus talentos na pintura, e, se não conseguir mais pintar, será enviada para as minas ou para pedir dinheiro na rua.
Nossa protagonista mora em uma montanha isolada do resto do mundo, onde o único contato com outras pessoas é através de uma cidade no pé da montanha, onde os moradores do seu vilarejo sobrevivem trocando minério por mantimentos nessa cidade. Tudo estava indo normalmente, até que algo estranho começou a acontecer: não era somente a sua irmã que estava perdendo a visão, várias pessoas do vilarejo começaram a ficar cegas, fazendo com que a quantidade de minério diminua e, consequentemente, a quantidade de suprimentos.
Algo ainda mais estranho ocorre, e Fei começa a voltar a ouvir. E com essa outra novidade, resolve descer a montanha e falar com os responsáveis pela comida. Ela vai nessa jornada juntamente com Li Wei, sua paixão de infância e minerador. Eles foram separados quando ela se tornou uma artista, já que pela diferença hierárquica ela não poderia ter um relacionamento com ele. Após perder o pai em um acidente dentro da mina, Li Wei resolve descer para tentar fazer com que as pessoas que ele se importa tenham alimentos, mesmo sendo bastante perigoso. É nessa jornada que eles fazem grandes descobertas, coisas que nem imaginavam, e agora têm que tomar grandes decisões que não vão afetar somente a vida de ambos, mas, sim, a de todo o vilarejo.
A narrativa é mais lenta, principalmente por ser bastante descritiva, só que o desenvolvimento da história foi um pouco mais rápido, fazendo com que muita coisa acontecesse em pouco tempo, sendo um pouco difícil de acompanhar em determinados momentos, e, por consequência, eu tive que reler alguns trechos para poder entender melhor. Os personagens foram bem construídos e gostei bastante de poder conhecer Fei, já que ela é uma menina muito corajosa, além de forte e independente, e todos eles deram um toque especial na trama.


Lembrança - A Mediadora #07 - Meg Cabot

Meg Cabot é uma das minhas autoras favoritas do mundo todo, então sempre que vejo um dos seus livros sendo lançado, fico louca para ler. Amo suas séries e, independentemente do tamanho, fico querendo todos os volumes, pois a sua forma de escrita é maravilhosa e totalmente reconhecível, não importa o título. Eu amo a série “A Mediadora”, e confesso que não imaginava que tantos anos depois ela ganharia uma continuação, então fiquei muito feliz por isso ter acontecido de fato. E claro que assim que me foi possível eu quis começar esta leitura para saber mais sobre Suzannah Simon.
Neste volume vemos que Suzannah consegue o seu primeiro emprego, um estágio não remunerado em sua antiga escola, mais conhecida por nós como Academia Missão Junípero Serra. Lá ela vai trabalhar como conselheira estudantil e ser mediadora sempre que possível. Já o seu noivo, mais conhecido como Jesse, um ex-fantasma que assombrava a casa onde nossa protagonista vivia, agora está fazendo residência de pediatria em um hospital. Sua vida estava indo normalmente, até que ela recebe uma ligação de Paul que a deixa maluca.
Para quem não se lembra, Paul também é mediador e ajudou muito Suzannah anos atrás, mas ele também tentou ficar com a garota a força em sua formatura, além de ter tentado tirar Jesse da vida de nossa protagonista. Acontece que ele ligou para informar que, como herdou uma grande herança de seu avô, comprou a antiga casa de Suze, local onde ela conheceu Jesse e onde ele morreu. E que pretende demolir a casa, lembrando-a da maldição que o Jesse tem, onde ele pode virar um demônio, caso Paul realmente consiga demolir o local.
Como condição para manter a casa intacta, nossa protagonista deve sair para jantar com ele e ser a sobremesa, ou seja, deve dormir com Paul. Com isso, Suze acrescenta mais um item na sua lista de coisas para fazer (ela também tem que lidar com as coisas do seu casamento, além de lidar com os fantasmas do seu trabalho), e começa a correr atrás para conseguir quebrar essa maldição.
A narrativa continua rápida e bastante gostosa, nos proporcionando ótimos momentos e boas risadas, com personagens maravilhosos, cada um com o seu jeito de ser. Foi incrível ver a nossa protagonista agora crescida, e ver como ela continua com a sua língua afiada e bastante corajosa. Também foi muito bom rever esse casal que tanto amei, ver a sua cumplicidade, a química que eles têm, que é quase palpável. Os personagens secundários também estão ótimos e foi muito bacana poder rever alguns que foram importantes nos volumes anteriores e que reapareceram aqui.


A Herdeira das Sombras - Trilogia das Joias Negras #02 - Anne Bishop

Quando eu vejo uma ideia inteligente eu sempre me pergunto de onde ela veio, como alguém conseguiu criar ela, e me torno admiradora dessas pessoas capazes de canalizar essas criações. É tão inspirador estar com um livro criativo nas mãos por alguns dias, principalmente quando ele consegue obter um bom desfecho. O segundo volume da Trilogia das Joias Negras, A Herdeira das Sombras, da autora Anne Bishop pela Saída de Emergência, não fez feio quando o quesito foi inteligência e criatividade e estou até agora viajando pelas minhas joias rs!

Depois da violação no altar, Jaenelle Angelline está perdida, seu corpo se recupera mas seu espírito nunca mais será o mesmo. Daemon está perdido no Reino distorcido acreditando que é o responsável pela morte de sua rainha, assim como seu irmão Lucivar que fica devastado com a ideia de nunca mais ver sua bela feiticeira.

Saetan tem que trazer sua filha de volta, ao mesmo tempo em que deve compreender as teias silenciosas que suas inimigas Dorothea e Hekatah usam repletas de artifícios para prejudica-lo e obter poder. Depois de adotar Jaenelle, ele deve compreender quem é ela e o que ela precisa para se refazer. Jaenelle será capaz de ser a rainha que seu povo precisa?

Aviso agora que essa resenha tem spoilers desde sua sinopse acima, alias que sinopse difícil de fazer. A narrativa de Bishop neste volume é tão repleta de sutilezas e detalhes que resumir o livro em poucas palavras tornou-se um desafio! As tramas políticas cresceram, agora ganharam aliados que jogam abertamente para prejudicar a família do Senhor Supremo que só cresce! As camadas de poderes que Jaenelle é capaz de desenvolver nunca param e colocam a todos em perigo constante. Mas são os temas como estupro e mortes violentas que deixam tudo mais forte e singular.

No primeiro livro da série eu tive dificuldade em acompanhar a mitologia da autora que é muito complexa, no começo deste segundo livro segui com mesmas dificuldades, mas como a estória afunila para o clã dos Sa Diablo ficou mais fácil de organizar as partes e compreender tudo como uma estória única que se liga. A quantidade de informações continua enorme, mas sempre partindo do ponto de Jaenelle, assim ao final da leitura me senti capaz de compreender bem melhor as características da narrativa do que no livro anterior.

Jaenelle é um espírito antigo encarnado em uma criança, que com o passar do livro torna-se adolescente. Ela passa boa parte do livro marcada pela violação que ocorreu no livro anterior e não consegue se perdoar pois acha que é a culpada. É dona de um coração de ouro que é capaz de dar sua vida para salvar vidas, seja de humanos ou animais. Ela estabelece uma relação muito bonita com os parentes- que são animais sangue, ou seja, animais capazes de manipular a magia.