segunda-feira, 28 de maio de 2012

@mor – Daniel Glattauer

Quando soube do lançamento desse livro, fiquei curiosa para ler. Primeiro porque gosto do tema amor, segundo porque acho o formato do livro, que é escrito através de troca de e-mails, muito interessante, apesar de ter lido poucos do estilo.
Em “@mor”, conhecemos Emmi Rothner e Leo Leike, pessoas que não se conhecem pessoalmente, nem nunca ouviram falar do outro, mas que acabaram entrando em contato através de um e-mail enviado por ela para o destinatário errado, ele.
Essa confusão acontece por causa de uma letra no endereço eletrônico, que faz com que as mensagens de Emmi cheguem à caixa de entrada de Leo. A partir daí, eles começam a ter conversas descompromissadas, cheias de enigmas e que desperta curiosidade da pessoa do outro lado, e também a do leitor.
Depois de um interesse mútuo, eles começam a pensar se vale a pena transportar o que têm virtualmente para o mundo real. Questionamentos surgem, fazendo-os refletir se esse encontro ao vivo vai acabar fazendo com que tudo o que foi construído até o momento se dissolva e passe a não existir mais. Ou se sobreviver, vai valer a pena? O que vai mudar em suas vidas depois desse encontro?
Os personagens são muito legais e cativantes e, com o passar das páginas, a gente vai conhecendo mais sobre eles. A cada e-mail trocado a gente vai simpatizando mais com ambos e vendo a paixão entre eles crescer, o que resulta em torcida para que se conheçam logo e fiquem juntos.
Também acho muito interessante utilizar a tecnologia e o encontro virtual como base para um romance, já que, na era tecnológica na qual estamos inseridos hoje em dia, isso é muito comum. Inclusive, a grande maioria das pessoas conhece outras online, e amizades acabam sendo construídas a partir daí. Já ouvi casos em que amizades do estilo transformaram-se em amor, como explorado por Daniel em “@mor”.
Eu adorei esse livro! Há algumas tiradas bem engraçadas e outras mais tristes, algumas bem enigmáticas outras com respostas claras e objetivas. O livro é fininho (só tem 184 páginas) e, por ser escrito através de e-mails, a leitura fica mais dinâmica e rápida, além disso, flui de uma maneira super gostosa e envolvente. É aquele tipo de leitura que você pega para ler em um dia e quando vai reparar, acabou.
E por falar em final, que final foi esse?! Adorei! Quem acompanha minhas resenhas sabe que adoro quando o livro termina nos deixando intrigados, ansiosos para ler o próximo volume da série, e esse terminou exatamente dessa maneira. Espero que a continuação não demore tanto para ser lançada aqui.
Acho a capa bonitinha, mas nada que me fizesse suspirar. E acho que, apesar de remeter ao assunto do livro, também remete a uma leitura de outro estilo. Não sei se eu iria parar para procurar a sinopse se não já tivesse escutado falar nele previamente.
Recomendo bastante a leitura. Se você procura um livro leve, para de distrair e se divertir ao mesmo tempo, e que goste de histórias de amor inusitadas, tenho certeza de que vai gostar de “@mor”.
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domingo, 27 de maio de 2012

A pecadora – Petra Hammesfahr

 Sinopse:
   Em um dia ensolarado, a jovem e querida mãe Cora Bender assassinou um homem na frente de algumas testemunhas, inclusive de sua família. Mas por quê?
Core sempre foi uma mãe adorável e amada, o que levaria a jovem esfaquear tantas vezes um homem estranho, parando só então quando alguém foi tirá-la do local?
Aparentemente, pra polícia seria um caso muito simples de se resolver. Mas o inspetor Rudolf Grovian não fechou o caso e decidiu iniciar uma investigação, mesmo com várias testemunhas e a própria Cora ter confessado o crime.
Com isso, começa a descoberta do passado da jovem Cora Bender e a jornada na direção do inferno.
  Já me deparei com livros policiais ÓTIMOS, como Sherlock Holmes (mas ele esta fora de comparações né?), mas este foi SURPREENDENTE, o que realmente me chamou a atenção foi a escrita incrível da autora, o livro simplesmente flui, é impossível parar de ler uma vez que você já tenha começado.
 Conhecemos um pouco da vida de Cora quando ela ainda morava com os pais, filha de uma mulher religiosa demais que culpa nossa protagonista pela doença de sua irmã e várias coisas (eu não aguentaria tanta pressão), e de um pai que embora ame a filha, comete muitos erros. Este livro nos mostra como uma família contribui para a formação do caráter de uma pessoa.
  Cora passou por um trauma muito forte durante sua fase de adolescência, tão forte que ela nunca contou a ninguém. Este segredo que estava bloqueado em sua mente (devido a gravidade do trauma ela mesma não consegue "acessar" isto, como se houvesse uma barreira), mas durante um passeio com seu marido e seu filho, esta barreira começa a quebrar... Tudo devido a uma música, tiger's song, e isso desencadeia a morte de um cara que aparentemente não é conhecido por nenhum membro da família de Cora , e ela mesmo afirma não conhecê-lo.
 Uma história simplesmente perfeita, mostra como as aparências enganam, o e como nossa mente pode pregar peças, e que tudo na vida deve ser feito de forma moderada.
   Eu comprei este livro sem esperar muita coisa, e agora simplesmente estou LOUCA para achar MAIS LIVROS dessa autora kkk'. É simplesmente viciante, a escrita, os personagens... o final do livro é MUITO BOM.
   Para aqueles que apreciam um romance policial, com uma GRANDE carga emocional, eu realmente recomendo, pois é uma surpresa atrás da outra, porque (admito) é quase irritante o fato de você ter sempre algo novo a descobrir. Inclusive, é impossível ter momentos em que você quer simplesmente ignorar um parágrafo, porque tudo te deixa intrigada... Faz tempo que não leio um policial tão bom assim.
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quinta-feira, 24 de maio de 2012

O Livro das Coisas Perdidas – John Connolly


Em “O Livro das Coisas Perdidas” conhecemos David, um garoto que acaba de perder a mãe, e procura na leitura um meio de amenizar o que está sentindo no momento. Os livros passam a ser sua única companhia até que ele começa a escutar vozes vindas deles e depois acaba entrando em um reino encantado onde realidade e imaginação se misturam, e David se depara com diversos personagens durante o caminho que percorre.
Quando me deparei com a capa do livro, que é muito bonita, e vi o título, não fazia ideia do conteúdo pelo qual iria me aventurar durante a jornada incrível que foi a leitura.
Esse é um livro que retrata coisas perdidas num mundo de fantasias. Então, pode-se dizer que jovens vão gostar do que irão ler, mas acredito que seja mais voltado para o público adulto, ainda mais pelo fato de a história ser passada no contexto da segunda guerra mundial. Acho que o livro não teve uma boa abordagem inicial porque começa com o sofrimento da mãe de David e tudo o que ele tenta para amenizar sua dor, como se isso fosse possível, e até seria, mas apenas no mundo dele, pois tinha medo de perdê-la e, por isso, como qualquer criança, tentava protegê-la da dor. Era muito bonito seu amor, mas vê-lo sofrer e passar por todas essas coisas não foi muito legal.
No decorrer da história, muita coisa mórbida e sangrenta acontece, não só pelo reflexo da guerra, mas pela própria narrativa, que é tão profunda que choca a quem procura alguma coisa mais suave. Em algumas partes, são relatadas histórias que ouvimos quando crianças, os famosos contos de fadas, mas com versões muito diferentes das que estamos acostumados a escutar. Elas se fundem com o processo vivido pelo jovem, que está em fase de amadurecimento. O mundo da fantasia e o mundo real se transformam em uma só coisa, causando arrepios no leitor e, muitas vezes, indignação.
No mundo sombrio no qual vemos nosso protagonista entrar, me surpreendi com tudo que o homem torto fez para conquistar David. Suas artimanhas eram muito bem pensadas e planejadas, fazendo com que eu admirasse a forma como o autor escreveu todas elas.  Mas, mesmo esse reino encantando sendo assustador, cheio de perigos e de criaturas que matam crianças e viajantes, o protagonista acaba conhecendo pessoas legais como o Lenhador e o cavaleiro Rolando que o ensinam sentimentos como lealdade, companheirismo e amizade, fazendo com que David repense sua vida com a sua família e sobre a morte de sua mãe.
Nosso subconsciente as vezes se revela tentador por mudanças que gostaríamos de vivenciar para melhorar alguma coisa com a qual não estamos felizes e/ou satisfeitas. Mas, muitas vezes, ele nos trai, fazendo-nos desejar coisas que as vezes nos arrependemos.
E como dizia Picasso... “Tudo o que se pode imaginar é real”. Ou melhor, nós é que transformamos em real o que queremos que seja real.
O protagonista passa por processos tão confusos para amadurecer que, em alguns casos, dói muito. No final, o autor procura amenizar o sofrimento do jovem, que não era mais tão jovem assim, tornando sua jornada de volta menos dolorosa.
O livro começa e termina falando da morte, só que o término foi bem mais suave. Posso afirmar que o livro é muito bem escrito e a narrativa de John Connolly é muito inteligente. A dualidade de sentimentos é sentida sempre. A perseverança e a determinação do jovem foram extremamente aguçadas pelo brilhantismo da escrita. Esse é o primeiro livro que leio do autor, e o primeiro a ser publicado no Brasil, e já posso afirmar que me encantei com seu modo de escrever.
A diagramação está divina, adorei o trabalho gráfico da Bertrand. A capa é muito bonita e tem tudo a ver com a história. Inclusive há alguns elementos da trama presentes nela, e em cada começo de capítulo.
Em minha opinião, se esse filme fosse transformado em filme, com toda a tecnologia avançada na qual a nossa sociedade está inserida, tenho certeza de que seria de grande sucesso de bilheteria. 
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Love Story – Jennifer Echols


Gente, minha memória está péssima mesmo! Eu já tinha lido esse livro, e pensei que já tinha postado a resenha, até procurá-la no blog e perceber que estava enganada. Mil desculpas por isso!
Em "Love Story", conhecemos Erin, uma garota rica que morava com sua avó em uma grande fazenda de cavalos em Kentucky, até que resolveu abandonar os planos de sua avó (que consistiam em Erin estudar administração para, futuramente, assumir os negócios da família), para ir atrás de seu próprio sonho: estudar escrita criativa em NY. Mas sua avó não fica nem um pouco contente com sua decisão e resolve que não vai ajudá-la a se manter na faculdade e nem na nova cidade. E o pior de tudo é que resolve que Hunter, o cavalariço, iria assumir o lugar de Erin, tanto na faculdade de administração com as contas pagas, quanto nos negócios da família, e de quebra ainda iria ficar com toda sua herança.
Erin vai embora da fazenda, brigada com sua avó, e precisa trabalhar em uma cafeteria para poder se manter em NY, enquanto estuda para conseguir um estágio bem conceituado e muito desejado pela protagonista. Acompanhamos as aulas de escrita criativa de Erin, que passa a ser o cenário mais frequentado pelos personagens durante toda a história.
A narrativa é intercalada por acontecimentos reais e cenas das histórias criadas por Erin e Hunter (o que me fez lembrar de Diário da Princesa 10, onde podíamos acompanhar a vida de Mia e a história criada por ela), que na verdade não passam de seus passados com algumas mudanças imaginadas pelos autores. Logo nas primeiras páginas conhecemos uma história sexy entre uma garota e seu cavalariço, que na verdade foi inspirado em Hunter. E o pior, ele começa a frequentar a mesma aula na qual ela está lendo essa história.
Depois de algumas tentativas frustradas de tentar convencê-lo a não admitir para ninguém que ele é o personagem masculino de sua obra, Hunter decide criar sua própria vingança, escrevendo coisas ainda mais sensuais que são expostas na mesma aula. Começa, então, um joguinho entre eles, despertando algumas gargalhadas no leitor enquanto se provocam mutuamente. Acompanhar essa história com ar de “gato e rato” sexy deu um ar mais divertido à trama.
Só não gostei tanto assim do romance entre Erin e Hunter, por um único motivo: ele foi babaca muitas vezes e ela sempre acabava “esquecendo”. Erin ficava muito dividida com seus sentimentos, uma hora achava que gostava dele, na seguinte o considerava seu pior inimigo. Além disso, acho que rolava um desejo mais físico do que amoroso entre os personagens, pelo menos foi a sensação que tive a maior parte do tempo. Portanto, acredito que faltou uma relação mais bem construída entre eles, pelo menos na questão afetiva.
“Love Story” é um livro bom, leve e contagiante, mas se você está procurando algo intenso e cheio de coisas surpreendentes, nem adianta pegá-lo para ler. Os personagens são legais, a construção deles foi bem feita, mas entre os dois livros da autora que li, “Longe demais” e esse, o primeiro é muito melhor e muito mais bem escrito.
Acho que fiquei esperando o tempo inteiro por algo diferente, que me surpreendesse, mas não foi o que aconteceu. Jennifer escreve bem, de uma forma leve e que nos deixa envolvidos com os personagens e a trama, e a leitura flui bem. A história é toda narrada em primeira pessoa, recurso que gosto bastante também. Foi uma leitura prazerosa para passar o tempo, divertida e com um romance fofo. Mas eu me envolvi mais com a ideia do livro do que com ele em si, esperava mais do desenvolvimento. Não gostei muito do final também, acho que faltou alguma coisa.
Adoro a capa, que segue a linha de todos os outros da autora publicados no Brasil, e é a mesma de lá de fora, além de ser linda!
Recomendo o livro para quem procura uma leitura leve e descontraída, com pitadas sensuais e passagens engraçadas.
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Bienal do Livro de Minas - 19/05/2012



Lindão o estande da Panini.

        A Bienal do Livro de Minas Gerais está acontecendo em Belo Horizonte e vai de 18 a 27 de maio, e no dia 19, sábado, eu fui para o Expominas dar uma olhada em alguns livros e tietar alguns autores! Cheguei lá por volta das 14hrs e já tinha bastante gente, mas, por sorte, o espaço é bem grande. Tinha várias livrarias (A Leitura estava lotada!) e estandes de diferentes editoras (em uma editora espírita, vi um senhor psicografando em um livro e tinha uma islâmica com dois homens de túnica e chapéu a la papa). Primeiro, fui procurar pela Thalita Rebouças, pois soube que teve às 12hrs um bate-papo com ela no Território Jovem, mas pelo visto ela tinha ido embora, então fui para o estande da Autêntica para comprar Fazendo meu Filme 4 e pegar a senha para a sessão de autógrafos que teria com a Paula Pimenta às 16hrs. Nesse meio tempo, fui para o espaço Bienal em Quadrinhos onde estava tendo uma palestra sobre Webquadrinhos com Carlos Ruas, Ricardo Tokumoto, Vitor Caffagi, Luis Felipe Garrocho, Eduardo Damasceno e vendendo HQ’s da Pandemônio, quando um repórter do MGTV apareceu e entrevistou eu e meu avô (mil vezes vergonha! Ainda bem que saiu na TV, mas não na internet). Logo após isso, andei por todo espaço e fui para a Comix comprar umas revistas em quadrinhos antigas para completar algumas coleções (gente, eu sei que é bienal do LIVRO, mas os livros mesmos estavam muito caros), quando aparece a Luciana, uma amiga de alguns anos do Twitter, que já tinha conhecido no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos, aconteceu em novembro de 2011 em BH) e fiquei conversando com ela. Depois de um tempo olhei no relógio e vi que faltava dez minutos para às 16, então fui correndo para o local onde aconteceria os autógrafos da Paula.
LANÇAMENTO DE FMF 4


         Quando cheguei na praça onde iria ocorrer o lançamento, a fila já estava enorme e bem desorganizada! Quando a linda autora da série Fazendo meu Filme e Minha Vida Fora de Série chegou, foi uma gritaria (veja o vídeo aqui). Depois de uma hora (e um pastel de carne), finalmente os seguranças vieram organizar, pois estava um confusão! De repente, não tinha mais fila atrás de mim, nem na frente, apenas um tumulto. Só sei que não demorou mais de uma hora e meia para ser a minha vez, o que foi pouco se vocês vissem o tanto de gente que ainda tinha. Mas, infelizmente, não tirei foto com a Paula, pois a Luciana não chegou a tempo e ninguém se disponibilizou para tirar para mim com minha câmera. Fiquei bem triste, mas ganhei autógrafo, e ver a Paula, uma das minhas autoras preferidas, bem na minha frente e toda sorridente, valeu todo o esforço! Brigadão, Paulinha!!
        
         Se eu ir mais algum dia para a Bienal essa semana, conto para vocês como foi. Cheguei exausta em casa por volta das 18hrs, mas muito feliz, pois o dia tinha sido ótimo! =)


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Esse post também foi publicado no meu blog Across my Universe.

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