A Casa dos Pesadelos - Marcos DeBrito


Quando me foi oferecido a leitura de A Casa dos Pesadelos, do autor Marcos DeBrito, publicado pela Faro Editorial, eu fui logo aceitando, afinal livro com fantasmas são comigo mesmo. Mas a medida que a leitura foi passando eu me deparei com uma realidade mais cruel e visível do que eu poderia imaginar!

Tiago é um adolescente retraído e muito calado, em uma visita a casa da avó dez anos atrás passou por um trauma que o marcou a ponto de a terapia ser sua companhia desde então. Agora acompanhado do irmão e da mãe ele aceita voltar para a casa que tanto o assombra para saber se suas lembranças são verdadeiras ou invenções de uma mente infantil. O que o assombrava ainda estava na casa, mas agora com seus olhos mais maduros o que ele descobre pode ser ainda pior do que o fantasma que tinha em sua mente.

A narrativa segue em terceira pessoa sob a perspectiva do protagonista Tiago, alterna capítulos no passado e no presente. No início não sabemos exatamente do que se trata seu trauma, mas com o nome do livro fica sugerido que trata-se de uma assombração ou um fantasma. Essa informação de fato ronda o livro, embora raramente apareça o tal fantasma, e em momento algum a estória tenha gerado medo ou suspense diante do desconhecido. A narrativa é dinâmica e objetiva, acrescentando informações para que aos poucos imaginemos o que Tiago viu na infância.

Na casa da avó existe um quarto trancado que pertencia ao avô já falecido. E aparentemente os estranhos sons que o jovem ouviu e volta a ouvir surgem deste quarto. E é a partir destas duas informações eu criei uma possibilidade para o desfecho, mas já vou logo dizendo que nada que imaginava se concretizou. O final foi tão inesperado, foi tão surpreendente que ao fechar o livro eu fiquei uns bons minutos me perguntando o que era aquilo.

O livro é tão curto que se eu compartilhar mais alguma informação sobre o desfecho vai estragar toda a surpresa que ele gera. Infelizmente esse final inesperado não é agradável, não do ponto de vista do trabalho literário, mas para o personagem, e para o leitor que fica com uma sensação horrível ao descobrir o grande segredo.

Tiago parece ser um adolescente comum na famosa fase de reclusão onde todos os adultos incomodam, não o compreendem e ainda fazem do seu mundo pior. O que ele é diferente dos demais é que a situação que viveu na infância o faz ter medo e se fechar para vida. A mãe faz o que pode para compreender a situação, mas ela vive entre ser uma mãe compreensiva, e ser uma mãe que não leva o problema tão a sério como se a experiência apenas tenha sido um mal entendido da infância do menino.

Determinado a resolver a situação o adolescente começa enfrentar a assombração, mas é só depois de conhecer a vizinha que ele tem coragem de abrir o quarto do avó e se deparar com uma verdade inconveniente. A trama depois de sua descoberta se descortina bem rápido chegando ao seu ápice sem nos preparar.

DeBrito foi muito feliz nos capítulos na infância de Tiago (representados pelas páginas laranja), pois conseguiu transmitir bem como uma criança que passa por um trauma o interpreta e transforma no seu inconsciente. E ao colocar seu irmão no presente ele evoca todo este processo novamente.

O irmão de Tiago, Bruno é um garotinho inocente que é superprotegido pela mãe por ter problemas respiratórios. Ele confia no irmão mais velho, e é o único que consegue tirar o irmão mais velho de seu isolamento, apesar da inúmeras tentativas da mãe. A avó é uma senhora estranha do começo ao fim, querendo parecer muito legal, soa como aquela que esconde um grande segredo.

A Casa dos Pesadelos começou como um livro de fantasia sobre fantasmas como qualquer outro poderia ser, mas termina com uma mensagem atual e muito forte sobre quebra de confiança e decepção com aqueles que deveriam nos proteger. É uma leitura rápida e muito diferente que vai surpreender a todos!

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Dublinenses - James Joyce


Eu sempre achei a Irlanda incrível, aquelas paisagens verdes e uma cultura rica em cultura celta e galesa que vai direto ao encontro do meu coração. No entanto com o passar dos anos acabei em um amor com a Inglaterra e um flerte com a Escócia, e com isso a Irlanda ficou para trás, para alimentar meu carinho pelo lugar e conhecer um novo autor clássico escolhi ler Dublinenses, do autor irlandês James Joyce, publicado pelo selo Penguin.

Joyce escreveu este volume antes de seu famoso livro Ulysses. Embora escritos no comecinho do século XX ele só conseguiu reuni-los e publicá-los em 1914. Através de quinze contos o autor descreve a Irlanda do início do século XX em toda a sua crueza, explorando personagens da classe média católica através de diversos conteúdos e questões importantes a época.

Os fatos mais marcantes e que surgem com frequência são os atritos do país com a Inglaterra, cujo qual viria a se tornar independente em 1922. Fica muito claro através dos diálogos dos personagens que a população estava dividida entre os conservadores que buscavam o nacionalismo e o resgate cultural, incluindo palavras em gaélico no meio do inglês, e os que estavam acostumados ao domínio inglês.

Mais acentuado ainda são os problemas religiosos entre Católicos X Protestantes, já que as pessoas eram medidas pela sua escolha religiosa. A religião era assunto de roda de amigos em pubs, e o comportamento de padres, por exemplo, aparecem como um destes assunto de 'bar'.

É assim no dia a dia que cada um dos contos se constrói, são recortes de vidas,  já que não tem um começo ou fim, é como se de repente você caísse na vida dos personagens, espiasse um pouco e depois se retirasse antes de alguma conclusão. Muitas vezes a trama estava interessante e envolvente, e a estória morria no nada, como se o autor não tivesse terminado o conto. Isso foi de longe o que mais me incomodou na narrativa de Joyce, que explorou pontos narrativos tanto de terceira como primeira pessoa. A linguagem é bastante coloquial e revela a classe social ou a posição social de cada um dos personagens, além de trazer informações sobre posicionamentos políticos e religiosos.

Os protagonistas são bastante variados, começam com crianças, passando por adolescentes até os mais velhos, e isso permite uma visão abrangente da sociedade irlandesa, e o lugar que cada um deles tinha, incluindo o de mulheres e homens. Alguns deles acabam por passar nos mesmos lugares, já que todos eles se passam na cidade de Dublin. A repetição acaba criando uma sensação de familiaridade, mesmo de longe.

O tradutor teve o cuidado de colocar diversas notas para explicar locais, termos e outros aspectos culturais que auxilia e muito na compreensão da escrita. A música é com frequência evocada, e o tradutor sempre trás referências das mesmas. Não li Ulysses, mas o tradutor coloca que diversos personagens irão surgir nesse livro posteriormente, então acredito que deva ser interessante ler os contos antes de Ulysses.

Os contos que mais me agradaram são "Dois Galantes", "A Casa de Pensão" e "Um Caso Doloroso". Por se tratar de contos não darei sinopses para não estragar as breves surpresas, porque sim, elas são raras, não trata-se desse tipo de escrita que trarão grandes sensações. O valor desse livro ao meu ver é conhecer a realidade cultura daquele país, o Zeitgeist peculiar e muito característico que com certeza moldou o que hoje esse povo é. Eu me senti entre as ruas de Dublin, entre as pessoas, não necessariamente as que eu escolheria para seguir, mas não por isso que não daria atenção.

Infelizmente o modo de trabalhar seus contos não me agradou, do ponto de vista literário são em sua maioria desinteressantes e parados. Como relatei anteriormente, o potencial estava lá, mas eles nunca finalizava, não tinha um fim, uma moral ou mistério, nada. Talvez não incomode outros leitores, mas eu não me adaptei ao seu estilo. E o que me prendeu ao livro todo tempo foi conhecer a Irlanda, e isso sem dúvidas é possível através de suas palavras.

Essa edição conta com um posfácio onde encontramos o conto que foi enviado a Joyce como referência para uma encomenda de conto para a  The Irish Homestead. "O Velho Vigia" do autor Berkeley Campbell é bem curto, mas tem um começo e fim, narrado em primeira pessoa através do olhar de um garotinho.

Dublinenses é o tipo de livro que eu ainda pretendo um dia reler e talvez entender um pouco além. Mas ele não teve elementos que me fizeram apaixonar por sua escrita. Após alguns dias de lido ele já está diferente em mim, portanto, indico sim que leiam e tenham sua experiência. Que minimamente vai ser uma viagem para a Irlanda do século XX isso sem dúvida será!



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Objetos Sobrenaturais - Stacey Graham

Eu não me lembro quando foi que a paixão nasceu, na verdade eu nem sequer me lembro de algum momento da minha vida que eu não amasse o dia das bruxas e tudo que está relacionado a ele. Eu fui uma criança que se fantasiava de bruxa no Carnaval, e que chegou a ganhar o apelido de bruxinha por isso. Então fazer essa resenha especial para o Halloween hoje é mais do que seguir o tema, é celebrar um dia que reúne muito de mim, não só do ponto de vista da cultura pop, mas também do paganismo. Para comemorar esse dia tão incrível escolhi conversar sobre o livro Objetos Sobrenaturais, da autora Stacey Graham, publicado em uma edição linda pela Darkside Books.

Stacey é uma investigadora do paranormal e reúne em seu livro informações sobre objetos que tem relacionado a sua existência a situações paranormais que vão desde aparições e barulhos até situações que envolvam a morte dos portadores. Com o objetivo de explorar o tema a autora inicia seu livro com um capítulo de onde encontrar esses artefatos sombrios. E pode parecer difícil, mas a verdade é que ele pode estar em qualquer lugar desde a casa de algum parente falecido, passando por vendas de garagem chegando a anúncios na internet que vendem os objetos como sobrenaturais com provas (diz a autora que estes objetos são bem caros, e me pergunto quem gostaria de um fantasma como decoração na sala!).

Depois ela explica de maneira breve e superficial quais são os sinais de que um objeto seja sobrenatural e quais os tipos de espíritos, orientações de investigação e assombrações que existem. E aqui que fiquei chateada porque gostaria que a autora perdesse pelo menos um capítulo com estas informações, tanto a título de conhecimento, quanto para informar mais os desavisados que podem achar divertido a ideia de ter um objeto destes! Achei tudo muito raso.

Depois deste capítulo introdutório até o penúltimo capítulo o tema gira em torno de relatos em torno destes objetos. A autora organiza cada capítulo por temas, começando com bonecas, onde o famoso caso de Annabelle é explorado. E ao longo destes relatos existem diversas ilustrações que casam muito bem com o tema, trazendo um clima todo mórbido ao livro e aos relatos.

Na sequência os ossos são os escolhidos, e acredito que seja um dos objetos mais óbvios de encontrarmos resíduos, afinal pertenceram a um ser humano que não necessariamente aceitou bem sua morte, ou morreu de forma tranquila, gerando muita vezes uma energia que circunda seus restos e não os abandona. Não podiam faltar claro as famosas casas mal assombradas e seus móveis. Achei interessante que a autora traz tanto relatos bem conhecidos de quem estuda o tema quanto de histórias menos conhecidas.

Outros temas analisados são casos em pontes, navios, cidades e lugares talvez não tão óbvios, já que qualquer coisa pode ser assombrada ou guardar resíduos de seu dono ou de situações que ocorreram no local (como mortes coletivas e crimes violentos). Por fim, relatos em hotéis e que envolvam estrelas de Hollywood são lembradas. Achei marcante a história do carro do ator James Dean, este veículo tinha um gênio forte e não aceitava ser domado, é inacreditável em quantas mortes ele está envolvido.

O último capítulo trabalha com proteção, e aqui também poderia ter tido maior profundidade e cuidado da autora que foi muito, muito rasa ao sugerir maneiras de lidar com a vida após a morte que são usadas ao redor do mundo.

A narrativa da autora é bastante simples e objetiva, permitindo que qualquer um que queira compreenda o mínimo sobre o tema. Ela até parece saber mais do que diz, já que relata que faz investigações de campo, mas isso fica apenas subentendido.

Objetos Sobrenaturais é um prato cheio para quem é apaixonado pelo paranormal, mas é um prato raso para quem mais do que entusiasta é um estudante do tema, já que o livro fica apenas no superficial. Pode ser uma porta de entrada para iniciantes, e não chega a ser desperdício para quem já leu muito sobre o tema, já que existem muitos relatos interessantes e o livro é um espetáculo a parte na edição cuidadosa da editora.



H A P P Y     H A L L O W E E N    ^  ^ !!!!!!


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Volte Para Mim - Paola Aleksandra


Eu confesso, eu tenho meus dois pés atrás de livros de youtuber e blogueiro, não que estas pessoas não tenham capacidade de escrever, mas sim pelo que eles resolvem escrever. Mesmo com meus preconceitos eu não me permito não ler esses livro, e volta e meia eu escolho algum para ler. Com a Paola Aleksandra eu fui com mais credibilidade já que acompanho o canal Livros e Fuxicos e sabia que ela tinha conhecimento suficiente para escrever. Seu primeiro livro Volte Para Mim, publicado pela editora Planeta, pelo selo Essência, foi o escolhido.

Brianna Hamilton é filha de um Duque e vive com sua família na Inglaterra sem maiores problemas, até que ela precisa debutar e descobre que já existem planos para o seu futuro. A jovem, no entanto, não quer o futuro que seus pais desejam, e resolve fugir para a Escócia para resgatar suas origens. Muitos anos depois sua mãe está muito doente e ela volta para casa, e com ela arrependimentos, tristezas e culpa. Ela agora precisará se reconciliar com quem deixou e aprender a si perdoar, mas será que ela é capaz?

Bem feito para mim que mordi a língua feio com essa leitura que não só foi ótima como deixou meu coração em pedacinhos bem pequenos! Narrado em primeira pessoa alternadamente através de Brianna e de Desmond, com cartas escritas pelos personagens entre os capítulos, a narrativa é muito emocionante e carregada de sentimento. Tudo é muito intenso e verdadeiro, e foi inevitável não sofrer com os personagens.

A narrativa é tão bem descrita que a tristeza e dor dos personagens é palpável, e passei horas muito triste com ela. Os personagens se amam tanto e de forma tão intensa que não tem como não padecer com eles. Agora neste momento só de lembrar dá uma sensação de desamparo e dor no peito. Teve o famoso quentinho dos romances de época, mas menos do que eu esperava pelo sofrimento que tive com a personagem. Isso tudo é reforçado pela possibilidade de saber o que os dois protagonistas pensam na mesma cena muitas vezes.

Brianna é uma mulher forte e decidida, mesmo quando não tem informações suficientes sobre uma situação ela impulsivamente age. Mas do mesmo modo que age também é capaz de amar profundamente e perdoar. É capaz de ver o melhor de cada um, e quer o melhor de cada um. Mas jamais consegue ser uma mulher submissa ou que siga as regras. É muito ligada a natureza e a família.

Desmond é o melhor amigo de infância de Brianna, e também seu primeiro amor. Nutre um amor tão forte e denso por ela que todos os seus passos são guiados por ele, sem nunca conseguir deixar de pensar nela. Tenta ser durão e grosso, mas é um homem de empatia, coração grande e grande paixão.

Adorei toda a família Hamilton, eles na verdade me lembraram muito os The Hathaways da Lisa Kleypas, já que são pessoas que estão na sociedade, mas que não seguem seus comportamentos, muito pelo contrário, têm comportamentos bastante distintos e de personalidade.

Já li muitos romances de época e o foco costuma ser no casal, aqui temos muitas páginas deles, mas a grande estrela é a família de Brianna, a relação de cada um dos personagens e como cada um vai se resgatando e perdoando. A relação da família que gerou problemas para o casal. Com isso não existem cenas de sexo, apenas breves cenas sensuais, já que o enfoque é na relação e no sentimento. Essa ênfase diferente me agradou bastante, além de me fazer ler o livro muito, muito rápido!

O único ponto que me incomodou, e que eu não gostei no livro foi o mal-entendido do casal que os afastou. Não convenceu já que eles tinham uma relação consolidada de amizade antiga e pré supor informações sem nunca de fato checá-las ou questionar o parceiro foi um pouco de exagero. Entendo que eles eram um pouco ingênuos, mas ainda sim não fechou com a personalidade deles, muito menos com a relação que já existia.

Volte para Mim é bem desenvolvido e trilha caminhos bastante particulares sem perder as características do gênero. Mexe com as emoções e o coração para quem se abrir para leitura. Nos faz refletir sobre nossas escolhas e nossa capacidade de perdoar nossas atitudes, e mais do que isso recomeçar quando tudo dá errado.

A autora lançou esse ano um novo livro, Livre para Recomeçar, e logo darei uma chance para ele.


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O Mundo da Escrita – Martin Puchner

Como uma leitora fanática, sempre me interessei bastante pelo mundo literário. Quando descobri essa obra, que traz informações sobre a história da literatura em um mundo moldado pela escrita, fiquei muito encantada.
Martin Puchner, professor de literatura comparada na Universidade de Harvard, nos conduz, através de 16 textos, às histórias que relatam a evolução ao longo do tempo da literatura, e como ela foi importante para o mundo que conhecemos hoje, pois é a grande responsável por inspirar a ascensão e a queda do Império e nações, o nascimento de crenças religiosas e a formação de ideias políticas e filosóficas, etc.
Com isso, conhecemos mais a evolução das tecnologias criativas (alfabeto, papel, códice e impressão), a importância da literatura para a cultura humana, e viajamos com o autor para diversas histórias de revoluções, batalhas, conquistas, etc.
É um exemplar bem rico em informações e descritivo. Não considero que seja o tipo de leitura para ler de uma só vez porque pode se tornar cansativo e maçante. Mas vale a pena ser lido porque é MUITO interessante, fluindo melhor quando intercalamos com outras leituras.



Martin ainda analisa vários clássicos, como "Mil e Uma Noites", que traz vários contos populares, sendo narrado por Sherazade, que contava uma nova história todas as noites para continuar viva, Dom Quixote, de Cervantes, que foi o primeiro autor moderno, e até Harry Potter. Conhecemos a sra. Murasaki Shikibu, anônima dama de companhia da corte japonesa que criou um mundo literário e mais tarde ficou conhecida pelo nome de sua protagonista, sendo a autora do primeiro grande romance da literatura universal por volta do ano 1000.
Aprendemos também que a escrita tem um papel muito importante e uma grande influência na política. Como exemplo podemos citar quando a União Soviética e a Alemanha nazista exerceram o controle sobre a impressão, e como autores perseguidos conseguiram divulgar os seus poemas, mesmo que de forma clandestina.



Com um conteúdo fantástico, ilustrações e fotos maravilhosas, essa obra conquista. Recomendo para todos que se interessam pelo mundo das palavras e queiram aprender e conhecer mais sua criação e desenvolvimento desde o princípio, mergulharem nesse título maravilhoso, que nos mostra como a literatura transformou a civilização.

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