O Ickabog - J. K. Rowling


A última coisa que eu esperava nesse ano, e nesse momento era me deparar com algo inédito da autora J. K. Rowling, mas eis que surge o livro nesse ano que está cheio de surpresas e finalmente alguma boa! O Ickabog foi escrito pela autora dez anos atrás para seus filhos, esta quando se deparou com a pandemi resolveu lançá-lo gratuitamente pela internet em capítulos para entreter as crianças. Os capítulos continuarão disponíveis no site até dia 12 de agosto, e após essa data será lançado oficialmente em 10 de novembro com ilustrações de crianças brasileiras que serão escolhidas em um concurso da editora Rocco.

Cornucópia é um reino feliz governado por Fred, o intrépido, dono de um ego grande e vaidoso que ao lado de seus amigos Lorde Cuspêncio e Lorde Palermo passa seus dias caçando. A rotina seguia seu curso até que um lenda que era desacreditada passa a assombrar o Rei. Quando o medo surge as rédeas do certo e errado se perdem, e a sede pelo poder de alguns ultrapassa os limites. Será que este pequeno país será capaz de descobrir a verdade e se salvar da escuridão?

Eu acreditava que um livro com uma abordagem dita infantil não seria longo, menos ainda forte ou complexo. Mas se tratando de quem é eu deveria esperar que algo bom viria, e com isso me dar a certeza de que é uma pena que a autora tenha parado sua carreira de livros infanto-juvenis. Isso porque temos aqui uma estória repleta de mensagens, com detalhes muito peculiares e um ser inédito!

Enquanto eu lia esperava algo como a repetição característica dos contos de fadas, mas isso não aconteceu, ao contrário logo no início temos mortes, alias elas são muitas o que faz com que talvez a leitura não seja para crianças tão pequenas (embora eu ache que quanto mais cedo uma criança entra em contato com esse tema na fantasia, mais fácil é quando acontecer na realidade).  Os personagens têm personalidades marcantes e bem traçadas, que fazem com eles sejam interessantes e alguns deles extremamente irritantes.

Os vilões são o típico caso de pessoas que subestimam a inteligência das pessoas, e são bem feitos porque me despertaram raiva do começo ao fim. Fazem qualquer coisa da mais cruel, a mais burra ou absurda para conseguir ouro e poder. E que bela confusão eles fazem nesse país onde tudo já funcionava bem! Paralelos com alguns países na atualidade ou políticos de um certo partido burro são inevitáveis rs!

As descrições que Rowling faz de cada cidade deste reino, com suas comidas típicas soam tão saborosas que confesso que fiquei com fome com algumas descrições dos doces de Profiterólia. Ainda temos Curdesburgo e Baronópolis, a primeira famosa por seus queijos, a segunda por seus preparos com carnes. Jerobão, mais distante é especialista em vinhos, e mais longe ainda a Terra dos Brejos cria ovelhas, e de onde surgiu a lenda do Ickabog.

A ideia de uma lenda que cria vida e que passa a dominar a população através do medo também trás paralelos com nosso momento. Assim como aconteceu com a população destes locais da estória que não sabiam se O ickabog era verdadeiro e o que esperar dele, nós como pessoas comuns que não são médicos ou pesquisadores ficamos muito perdidos em que acreditar quanto a remédios e posturas a adotar quanto ao vírus, e no fim é o medo que tem guiado muitas das ações de todos, ao mesmo tempo em que uma parcela política e empresarial visa poder em cima disso.

O Ickabog foi uma leitura muito agradável e inesperada, que me agradou como adulta e que iria me agradar como criança. Trabalha com muitos conceitos interessantes e transmite mensagens importantes que precisam ser aprendidas por todos sejam de que idade forem! Para quem está com saudades da gostosa narrativa da criadora do bruxinho inglês é uma ótima dica de leitura!



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A Canção das Águas - Jornada das Águas #01 - Sarah Tolcser


Ah fantasias o que eu faria das minhas leituras se não fossem vocês para trazer a magia para minha vida?! Devaneios a parte a fantasia que ocupou minhas leituras nos últimos dias foi A Canção das Águas, da autora Sarah Tolcser publicado pela Plataforma 21.

Caroline Oresteia trabalha no rio com seu pai, gerações de sua família trabalham pelas terra fluviais e ouvem o deus do Rio. Caroline ainda não recebeu o chamado, mas seu pai sempre diz que no momento certo ela saberá. Após um ataque estranho a alguns barcos seu pai acaba preso quando se nega a cumprir um missão suspeita, a jovem resolve que fará a missão no lugar do pai para soltá-lo. Ela deveria entregar um caixa misteriosa sem abri-la, mas o que parecia mais uma entrega se torna uma questão política repleta de perigos que deixarão Caroline diante de dilemas de vida.

Tolcser foi muito feliz na criação do seu universo, é muito original em diversos aspectos, primeiro o local que se passa a trama é um lugar repleto de territórios cercados por rios e nestes rios existe um grande fluxo de pessoas que trabalham em barcas. Depois existem deuses nestes locais, mas que atuam de maneira diferenciada, o do rio por exemplo fala através da língua das pequenas coisas. Por fim, além de um local diferenciado temos seres diferentes, um deles é um tripulante da família Oresteia, um homem sapo, Fee. Mas temos também magos, dragões e etc. É um universo de piratas mas que foge aos clichês do mar.

Carô tem o perfil de menina super poderosa já que mesmo sendo apenas uma adolescente consegue controlar todas as funções dos barcos, e diante de todo o perigo e das sombras de seu futuro parte para o desconhecido para ajudar o pai. Uma vez que ela abre a caixa e descobre seu conteúdo ela mostra sua natureza bondosa e empática. E aos poucos deixa de ser apenas a imediata do pai para se tornar uma capitã, não só de um barco como de seu próprio destino quando descobre novas coisas sobre si.

Ela além de ter a família que trabalha no rio, também tem uma parte da família da mãe que é do comércio, e essa parte é rica, e faz que em alguns momentos ela se veja entre costumes e tradições muito diferentes do dia a dia no rio. Essa família dividida é muito interessante, já que gera pais muito distintos e que não são separados, mas que vivem cada um em seu universo de pertença.

Além disso sua prima deste lado da família, Kenté, foi uma das pessoas que acabam por ajudá-la na missão. Dona de uma personalidade vivaz e empolgada, acaba se juntando a jovem para fugir da rotina e viver uma aventura. Acaba por revelar poderes desconhecidos de todos que a cercam.

A narrativa é feita em primeira pessoa, através de Carô, e flui muito bem como as águas do rio, acontecem coisas a todo momento e por conta dessa sucessão de eventos nenhuma tristeza é duradoura, assim como momentos de paz. Neste sentido a curiosidade é sempre alimentada e faz com que a leitura aconteça sem muita conta. É uma perseguição constante atrás de Caroline já que sua caixa tem um conteúdo de extrema importância para a política daqueles locais.

Existe um pitada de romance, mas não é o foco e o casal quando se declara é muito prático e objetivo, ou seja, nada meloso ou fofo. É um casal que se forma em meio a batalhas e que sabe das suas responsabilidades.

A Canção das Águas é uma aventura sobre as águas que nos envolve sem nos darmos conta. Repleto de sucessivas aventuras nos apresenta um universo particular que nos convida a querer saber cada vez mais. Esse livro faz parte da série Jornada das Águas, o segundo volume, Sussurro das Ondas, que já saiu por aqui.

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A Adorável Loja de Chocolates de Paris - Jenny Colgan


Conheci Jenny Colgan através de A Pequena Livraria dos Sonhos, livro que me apaixonei. Depois não pude resistir ler os demais livros da autora, embora nenhum tenha tido o mesmo efeito do primeiro. A Adorável Loja de Chocolates de Paris acabou de sair, e já corri ler sabendo que seria uma leitura reconfortante no meio da bagunça que estamos todos vivendo. Por aqui ele foi publicado pela editora Arqueiro que tem seguido firme com a série de livros Romances de Hoje.

Anna Trent tem um emprego que soa delicioso, ela é supervisora em uma famosa fábrica de chocolates em uma pequena cidade inglesa, mas depois de um acidente ela se vê sem emprego e com sequelas que não pode contornar. Após semanas internada com sua antiga professora de francês, Anna se vê onde menos esperava: em Paris trabalhando em uma pequena loja de chocolates. Seu paladar jamais será o mesmo, assim como sua vida!

Acho que a pior coisa que pode acontecer com um autor é você ler logo de cara seu melhor livro (na verdade eu não sei se é o caso, mas por enquanto é rs!) e depois ler seus demais livros e nenhum conseguir alcançar seu coração da mesma forma. No caso talvez o fato de o livro bom ser mais recente que os demais explique o fato, ou a temática, o fato é que a loja de chocolates não consegue competir com a van de livros!

Trent é uma mulher de 30 anos que vivia seus dias sem muita ambição ou perspectivas, ela já tinha aceitado que não podia esperar muito de sua vida na cidade que vivia que parecia parada e mofada no tempo. Quando ela inesperadamente aceita ir para Paris ela pressupõe que será expulsa logo, mas o que consegue é não só seu lugar ao sol como descobrir que é dona de talento e poder de fazer aquilo que desejar, desde que saiba o que queira. Assim a jornada da jovem é de auto descobrimento junto a aceitar sua nova condição física, que é provavelmente feia de ver, mas que não limita seus atos como ela acreditava.
Ao mesmo tempo em que acompanhamos a estória no presente de Anna também temos a linha do tempo no passado de Claire, sua professora de francês. Claire também acaba em Paris muito jovem, ela não sabia nada sobre a vida já que era reprimida pelo pai que era reverendo. Ao descobrir uma cidade completamente oposta a sua, ela também se vê como alguém desejável, e sai da cidade luz com uma grande paixão. Sua linha chega até o momento atual quando está enfrentando um câncer terminal.

Thierry é o dono da loja de chocolates, é um chocolatier talentoso, mas é alienado na vida. Perdeu seu grande amor, e se agarra ao chocolates e as comidas para passar seu tempo. Tem uma personalidade vibrante e interessante, mas que poderia ter sido mais explorada já que ele protagonizou cenas divertidas no livro.

Claire foi de garota inocente e ingênua para um mulher que luta pelas suas vontades. Ela se enxerga em Anna, por isso quer proporcionar a mesma oportunidade que teve ao ir para Paris. Seu maior desejo é rever seu grande amor, já que não houve um dia que não tenha se lembrado de Thierry. O amor deles se manteve mesmo diante da distância e do tempo.
O mocinho da trama é fraco, não aparece o suficiente para despertar empatia, e diria que é chatinho, a ponto de não conseguir torcer pelo casal que não me convenceu muito. O romance neste volume acaba secundário, e não um foco importante.

A narrativa é realizada em primeira pessoa através de Anna, o que nos permite ter uma noção forte sobre como ela se sente e como atravessa seu acidente. Os capítulos de Claire são em terceira pessoa. Ao final do livro a autora compartilha diversas receitas com chocolate, receitas que espero em breve testar, afinal quem não gosta de uma receita chocolatuda?

A autora trabalha bastante as diferenças sociais e culturais de ingleses e franceses, e a impressão quanto aos franceses não ficou muito boa! Não sei dizer até que ponto foi uma impressão da mesma ao morar lá, até que ponto é uma verdade. O fato é que não fiquei com vontade de ir a Paris por conta do livro, coisa que aconteceu em seus outros dois livros em outros locais.

A Adorável Loja de Chocolates em Paris é um romance leve através do tempo, nos lembrando o que é importante quando tudo mais parece perdido. São nossas relações que ficam quando o pior acontece, quando o tempo passa e a paisagem não é mais a mesma. A pergunta que fica é se estamos fazendo nosso melhor para alimentá-las, ou se vivemos sonhando com o que já temos e acreditamos ainda estar por vir, em algum lugar do mundo.



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O Silêncio da Cidade Branca - Eva García Sáenz de Urturi


Nesses dias de confinamento em casa uma das coisas que eu mais tenho feito é assistir a seriados policiais, desde os mais clichês até os mais desconhecidos, alias sou uma grande fã de seriados do gênero que sejam de origem escandinava =D! Então foi muito natural que minha última leitura também acompanhasse esse gênero. O Silêncio da Cidade Branca, Eva García Sáenz de Urturi, publicado pela editora Intrínseca foi essa leitura.

Em Vitoria no país Basco após duas décadas de uma série de crimes bizarros, o assassino parece ter voltado a ativa justamente quando Tasio Ortiz de Zárate, o homem quem foi atribuídos os crimes anteriores está prestes a sair da prisão. Unai López de Ayala é chamado para resolver os crimes, com um passado marcado pela tristeza, é também obcecado pelos crimes desde jovem. Seguindo seus instintos e determinado a proteger sua cidade este policial vai descobrir os segredos que estão escondidos na cidade.

Fiquei bastante satisfeita com a leitura desse livro uma vez que a narrativa de Urturi é bastante rica e fluída, conseguindo encadear fatos a cada nova descoberta até culminar na resolução do caso que se dá apenas nos capítulos finais. Alternando capítulos em primeira pessoa na voz do agente Unai no presente, e capítulos em segunda pessoa na década de 70, a autora entrega todas as ferramentas para junto de Unai descobrirmos não só quem é o assassino, como quais foram as motivações do crime.

Mais do que narrar crimes, a autora foi muito fiel a cultura basca nos apresentando detalhes dos vilarejos, os costumes tanto de sua mitologia antiga quanto da religiosa cristã, passando por costumes até de alimentação. Assim é possível uma imersão na cultura basca com bastante profundidade, o que até nos faz as vezes esquecer que trata-se de um livro policial, porque ele vai mais fundo. Além disso ela também se ocupa bastante dos personagens, de suas características psicológicas e de suas histórias de vida.

Unai López é um policial jovem que já tem uma carga emotiva muito alta, pois perdeu a esposa grávida dos filhos de forma brutal e a tristeza pela perda ainda é muito presente. Inclusive sua escolha de se transformar em um perfilador criminal vem desse evento. É muito ligado a família, e determinado, o que faz dele um homem inquieto e em constante movimento. Sua inquietação é que o move para além do que é visível, e o ajuda encontrar respostas.

Sua parceira Esti é também sua melhor amiga. Ela já conhece Unai e seus métodos de trabalho, assim sempre o ajuda acobertando seus comportamento não tão bem vistos na corporação. Também tem um passado triste junto de seu irmão. Alba Salvatierra é a subdelegada que ora atrapalha, ora ajuda a dupla, com uma personalidade um pouco duvidosa acaba se alinhando a Unai.

Os gêmeos Ortiz são personagens marcantes na trama, uma vez que um é o acusado dos crimes e o outro o policial que prendeu o próprio irmão. Mas o passado da dupla é quem marca seus caminhos, até o fim a dúvida permeia o comportamento dos dois, e a ligação deles chega a ser doente, já que se vêem como uma entidade única em dois corpos.

Ao final não só descobrimos quem mata, como também existe uma jornada que os personagens desenvolvem que flerta com algo poético. Diferente dos demais romances policias que já li, aqui o leitor se sente também em uma jornada de auto descobrimento dos protagonistas.

Recentemente a Netflix adaptou o livro a um filme, e infelizmente foi uma adaptação muito rasa que não consegue transmitir a riqueza do livro. Tudo se passa de forma muito rápida e sem maiores explicações, fazendo com que o crime se desvende de forma muito fácil quando na verdade Unai sofre cada dia para descobrir alguma coisa. Entendo que um filme não consegue adaptar um livro, mas não concordei com as escolhas feitas no filme que mesmo sem a referência do livro não me agradaria pela superficialidade.

O Silêncio da Cidade Branca é parte de uma trilogia, a Trilogia da Cidade Branca, os demais livros Os ritos da água e Os senhores do tempo completam a série, mas ainda não foram publicados por aqui. Espero que sejam já que Eva tem uma escrita que precisa ser mais conhecida por aqui!



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A Garota do Lago - Charlie Donlea


Existem autores que conseguem criar uma força de atração em suas páginas tamanha que ao terminar um capítulo ao invés de você ir dormir você sente a necessidade de prosseguir para saber o que acontece, e isso não seria problema se o próximo capítulo não lhe despertasse o mesmo problema! O autor Charlie Donlea é muito bom nisso, em A Garota do Lago, publicado pela Faro Editorial, mais uma vez ele mostrou que não brinca em serviço!

Summit Lake é uma pequena cidade entre as montanhas e a beira de um lago, um lugar onde famílias procuram para relaxar ou morar sem perigo, nunca houve um homicídio até que Becca Eckersley é encontrada quase morta em sua palafita. Para investigar a morte da jovem, a repórter Kelsey Castle é enviada diretamente de Miami para este refúgio. Mas o que parecia um simples caso se desdobra em uma trama muito mais profunda, que exigirá muito mais de Castle do que uma investigação, ela terá que resolver a tempestade que ainda paira em sua cabeça, superar um trauma para quem sabe descobrir o que aconteceu com esta jovem estudante.

Conhecia a narrativa em terceira pessoa de Donlea com A Garota deixada de Lado, livro que por sinal amei, e por isso vim a ler seu primeiro livro publicado, A Garota do Lago. Nesta primeira publicação seu esquema de escrita já existe, mas é um pouco mais sucinto e direto, embora tenha cenas fortes ele é mais brando e menos aprofundado, sem que isso comprometa o entendimento ou o desenvolvimento da estória. Um ou outro detalhe traria mais emoção a estória, mas não tê-los não chega a ser uma falha.

O capítulos alternam a visão no passado de Becca, com a visão de Castle no presente em sua investigação. A alternância é excelente porque ora um capítulo evoca uma dúvida, ora um capítulo a responde, com uma costura extremamente interessante que prende o leitor a querer saber o que aconteceu. O desfecho em si surpreendeu em partes, devo dizer que acertei o culpado, mas sua apresentação não se deu como esperado. E ao fim tudo que posso dizer é que é triste, muito triste!

Becca é uma jovem estudante de direto que provêm de uma família rica, ela soa como uma pessoa que parece flertar com os homens sem se dar conta que está fazendo isso. Isso porque suas relações culminam em problemas com os homens, mas não porque ela tenha atitudes de fato nesse sentido. Ela é uma personagem um pouco vaga e misteriosa, embora tenhamos capítulos com ela seguimos por muito tempo no escuro do que esperar de seus comportamentos. Ela não despertou muito minha empatia.

Já Kelsey já tem sua estória e personalidade mais marcante, e fica evidente desde as primeiras páginas que ela sofreu algum trauma que ela não conseguiu superar, sequer lidar de frente. Ironicamente o crime em questão a faz se colocar frente a frente com o que viveu, e ela se vê obrigada a lidar de alguma forma com isso. Mesmo diante de um motivo que poderia paralisá-la, ela segue porque sente que precisa ajudar Becca, porque se identifica com a jovem morta.

Duas pessoas são fundamentais na estada de Kelsey na cidade, Rae a gerente do café local, e Peter um médico do hospital. Ambos acabam de conhecê-la, mas acreditam no propósito da repórter de trazer a luz o caso do jovem, já que alguém está impedindo que a verdade venha a tona. Gostei de ambos, mesmo que não apareçam tanto.

Brad e Jack , são colegas de Becca da faculdade, junto a Gail são um quarteto inseparável. Brad e Jack são mais explorados e tem importância no andamento da trama, mas Gail aparece apenas como figurante. Devo confessar que nenhum destes jovens me agradou muito, tirando Jack, todos ricos e querendo apenas serem os melhores e ter dinheiro, e claro com certo conflito com suas famílias.

Facilmente o livro daria um ótimo seriado, tudo nele lembra muito os seriados policiais de suspense e investigação abundantes na Netflix. Se for bem explorado pode até superar o livro!

A Garota do Lago é o primeiro livro que mostrou o potencial do autor que mais tarde aparece em seu próximo livro. O autor teve um livro lançado por aqui, seu terceiro, Não Confie em Ninguém, e que quero logo ler e descobrir se sua narrativa continua evoluindo. Enquanto isso embarque para esta cidade perto do lago e descubra porque uma jovem que tinha o mundo aos seus pés acaba de forma tão triste, vale a leitura!



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