Encontro de Livreiros Companhia das Letras - 1º Semestre 2017


Suilad!

Para completar a temporada de encontro de livreiro fui na última terça feira ao Unibes Cultura para o encontro de livreiros da editora Companhia das Letras. Nesta edição o evento comemorava o 25º aniversário da Companhia das Letrinhas, selo infantil da editora. Portanto o café da manhã foi temático, contava com comidinhas que são comuns a festas infantis como hambúrguer, cachorro quente, pastéis, coxinhas, e até brigadeiro. Achei muito divertido ter uma temática como pano do fundo, visto que dá mais intimidade ao evento que muitas vezes pode soar muito corporativo.

As apresentações começaram quarenta minutos depois, seguindo o esquema já padrão da editora de apresentar os lançamentos pelo selos que saem. Citando por selos, os destaques do selo Cia das Letras foram: o novo livro do médico Drauzio Varella, Prisioneiras que fecha a trilogia do autor sobre o sistema carcerário brasileiro; Anna Kariênina do autor Liev Tolstói, é a mesma edição que foi lançada pela Cosac Naif, entretanto o tradutor realizou uma revisão nesta edição, e por fim Lima Barreto, pela autora Lilia M. Schwarcz, que traça a trajetória deste autor brasileiro pouco conhecido no Brasil, mas que realizou boas obras literárias e destacou os preconceitos que viveu na época em que viveu. Ela foi um dos autores que comentou sobre seu livro no evento.

Pelo selo Penguin será lançado Os Miseráveis, do autor Victor Hugo, em um box duplo. Na Alfaguara agora no dia último dia 20 saiu o novo livro do autor japonês Haruki Murakami, Romancista como vocação. No Companhia de Mesa em maio sai Pão Quente, um livro grande e repleto de imagens com receitas de pães de todo o mundo.

No Companhia das Letrinhas o destaque ficou com o segundo volume de Capitão Cueca e o Ataque das Privadas Falantes que terá em breve uma animação lançada. Os autores da série Pum, Blandina Franco e José Carlos Lollo foram entrevistados e contaram um pouco de como nasceram seus livros e a parceira nos livros. Na Suma das letras os livros do Carlos Ruiz Zafón serão lançados porque no segundo semestre sai o quarto volume da série O cemitério dos Livros Esquecidos.

O selo Seguinte lançou na segunda feira o livro Ceifador, de Neal Shusterman, uma distopia que promete fugir do lugar comum. Uma capa bonita e diferente ele já tem, agora vamos conferir se ele vai fugir do roteiro básico já que neste futuro tudo está perfeito e o único problema é o excesso de pessoas que não morrem, mas continuam nascendo. Em breve teremos Fera, de Brie Spangler que trabalhará com temas contemporâneos como bullying e transgêneros. E apenas em junho vem A Melodia Feroz da autor Victoria Schwab. O autor Eric Novello apresentou seu futuro lançamento, Ninguém nasce Herói.


Lançamentos – Faro Editorial


Oii, gente! Como vocês estão? :D Hoje vim falar sobre lançamentos de uma editora muito querida por nós, a Faro Editorial, que publica cada vez mais livros maravilhosos. Neste post vou falar sobre os últimos lançamentos deles e quais são suas apostas para os próximos meses. Eu já quero todos, então já os coloquei na minha lista de desejados, principalmente "Big Rock", que eu preciso para ontem! hahaha E vocês, querem ler quais?
Mas, antes de seguir com os títulos, queria falar que o site da Faro Editorial está de cara nova! Ficou lindo!! Vocês já conferiram? Então corre lá para ver: http://faroeditorial.com.br/
DESTAQUES DO MÊS DE MAIO
Big Rock – Lauren Blakely
“A maioria dos homens não entende as mulheres.” Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam. E não pense você que se trata só mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?”
Quer dizer, a vida ERA assim. Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo.
Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora.
>> Este é o primeiro romance da autora Lauren Blakely no Brasil, uma das autoras mais vendidas da atualidade. A marca de Lauren são as histórias contadas sob a ótica masculina, construindo personagens fortes, inteligentes, contemporâneos. Ambos inovam ao contar uma história romântica do ponto de vista masculino.
>> Lauren criou algo novo em termos de chick lit:  Romântico hot e comédia.  É divertido e sexy. E narra sempre histórias de romances sob um ponto de vista masculino, que tem agradado bastante leitores em todo mundo.
>> O próximo lançamento no Brasil será “Mister O”, também pela Faro Editorial.
Marca de Guerra – Marked #04 – Sylvia Day
Lobisomens, vampiros, arcanjos … O que falta acontecer?
Evangeline descobriu como se livrar da Marca de Caim, que anos atrás a transformou numa caçadora de demônios: basta se manter longe dos problemas por um tempo. Algo complicado para alguém que é sempre lembrada para novas missões.
Agora, disfarçada, ela trabalha para um querubim, em um plano para desmascarar um vampiro perigoso, que está escondido em uma tranquila comunidade na Califórnia.
Mas Eva sabe que está sendo usada como um peão num grande jogo político celestial. No entanto, ela está cercada. Seu desafio será descobrir quem é sua maior ameaça: o vampiro que está caçando, o querubim que quer controlá-la, ou os dois irmãos, dispostos a lutar até a morte por seu amor. O problema? É que tudo está acontecendo ao mesmo tempo.
>> O livro traz uma conclusão sobre a série. Sylvia Day lançou um spin off de pouco mais de 20 páginas, “Marca do Pecado”, que, infelizmente, não será publicado pela editora.
MAIS LANÇAMENTOS
Morte Lenta - Gibson Vaughn #01 - Matthew FitzSimmons [Março] (Skoob)
Dez anos atrás, Suzanne, uma garota de 14 anos, simplesmente desapareceu sem deixar qualquer vestígio. Filha do então senador Benjamin Lombard, agora poderoso vice-presidente dos EUA, o caso continua sem solução e se transformou numa obsessão nacional.
Para Gibson Vaughn, renomado hacker e mariner, trata-se de uma perda pessoal. Suzanne era como uma irmã para ele. No décimo aniversário do desaparecimento da garota, o ex-chefe de segurança de Benjamin Lombard pede a ajuda de Gibson para realizar uma investigação secreta e entrega a ele novas pistas.
Assombrado por memórias trágicas daqueles dias, Gibson acredita ter agora a chance de descobrir o que realmente aconteceu. Utilizando as suas habilidades, já em suas primeiras pesquisas descobre uma rede de múltiplas conspirações em torno da família Lombard e se depara com adversários poderosos - e perigosos - que farão qualquer coisa para silenciá-lo. Ao mexer no vespeiro, novas informações e personagens vêm à tona, a identidade de Gibson é revelada, tornando-o igualmente vulnerável.
E enquanto navega por essa teia perigosa de fatos, ele precisa estar sempre um passo à frente se quiser descobrir a verdade... e se manter vivo.


O Ceifador - Scythe #01 - Neal Shusterman

Quando surgiu a oportunidade de receber a prova antecipada desta obra, fiquei bastante feliz, pois, pela sinopse, me parecia ser uma distopia incrível que provavelmente eu iria adorar. Fiquei super empolgada com a leitura, e, assim que tive este volume em mãos, passei na frente de toda a minha pilha para poder conferir tudo o que Neal Shusterman escreveu. Agora, venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito desse primeiro volume da série Scythe.
Em “O Ceifador” vemos um mundo totalmente diferente do nosso, já que não existe pobreza, nem miséria, a fome foi combatida é até mesmo a morte o homem conseguiu vencer, já que ninguém morre por nenhum tipo de doença e nem por idade, chegando ao ponto até mesmo de que, quando a pessoa chega a uma certa idade, pode escolher rejuvenescer.
Com esse cenário, você poderia pensar que a vida nesse novo mundo é maravilhosa, já que ninguém morre, ninguém passa fome, nem nada do tipo. O mundo está sendo governado pela Nimbo-Cúmulo, uma inteligência artificial perfeita, que toma conta de tudo, fazendo com que todos tenham a possibilidade de viver uma vida plena e sem riscos.
Mas, nessa era da imortalidade, o mundo está sendo mais habitado do que deveria, e, apesar das tentativas de vida em outros planetas, assim como na lua, nada deu certo. Por esse motivo, foram criados os Ceifadores, um grupo de pessoas que faz parte de uma organização treinada para matar (coletar como eles chamam), com o intuito de diminuir a superpopulação.
Para se tornar um ceifador, a pessoa deve renunciar a sua vida antiga e seguir os dez mandamentos da ceifa, e deve prestar contas somente a esse grupo. A Nimbo-Cúmulo não interfere em nada do que eles fazem, pois são justos e isentos de julgamentos pessoais, assim como eles não interferem em nada que ela faz.
É nesse cenário que conhecemos Citra e Rowan, dois jovens adolescentes que foram escolhidos pelo renomado ceifador Faraday para participarem do treinamento. Mesmo ambos relutantes, pois não gostariam de ser ceifadores, eles resolvem ir, já que assim seus familiares teriam imunidade durante o processo de treinamento. Todavia, existe uma regra, onde apenas um dos dois realmente se tornaria um ceifador, enquanto o outro voltaria para a sua vida, continuando de onde parou.
Porém, vemos que até mesmo esse método perfeito tem seus erros e sua corrupção. Acompanhamos esses dois jovens durante o treinamento, que nutrem um certo respeito e admiração pelo seu treinador, porém eles acabam descobrindo que nem todos são assim, e que existem alguns que escolhem matar por prazer.


A Perversa – Amor e Mentiras #02 – Tarryn Fisher

Depois de conhecermos a história de um triângulo amoroso obsessivo e uma das pontas do mesmo, Olivia, em “A Oportunista” (clique no título para conferir a resenha), agora temos a chance de conhecer Leah. Aquela mulher manipuladora que conseguiu conquistar o que desejava para sua vida: se casou com Caleb. Mas será que o casamento é realmente o fim da guerra e sua vitória já pode ser declarada?
Então por que ela nunca se sente a primeira na lista de prioridades do marido e precisa mudar sua própria personalidade para mantê-lo por perto? O que Olivia poderia ter de tão especial? Ela não era nada, nunca poderia ter chamado atenção de Caleb e Leah não consegue aceitar isso. Portanto, vai continuar armando, mentindo e manipulando tudo o que conseguir para conseguir segurá-lo, mesmo que tenha que enfrentar situações novas e pessoas diferentes. Afinal, o amor é o sentimento mais forte do mundo e Leah ama Caleb, então vai lutar para continuar tendo-o para si. Mas será que isso é verdade?
Preciso confessar que passei toda a leitura nutrindo dois tipos de sentimentos a cada virada de página. Ora sentia raiva, ora pena de Leah. Mas, com o final, decidi que o sentimento que mais ficou foi a raiva, porque depois de tudo o que aconteceu, quando a gente acha que a protagonista pode melhorar, percebemos que não; existem pessoas que são o que são no mundo, e elas são simplesmente ruins e nada nem ninguém vai ser capaz de mudar aquilo.
Não que eu esteja dizendo que as outras duas pontas deste triângulo amoroso sejam tão melhores do que esta, inclusive porque ainda nem mesmo conheci o Caleb a fundo, visto que o livro narrado por ele é o último da trilogia e até agora só o conhecemos através da visão de duas mulheres obcecadas por ele. Mas já dá para notar que o personagem também não é flor que se cheire e muita coisa ruim ainda vai vir dele. E Olivia é outro ser completamente obcecado e manipulador, que fez muitas besteiras na vida. Mas, até o momento, a achei um pouco menos ruim do que Leah.
Assim como em “A Oportunista”, aqui temos a oportunidade de conhecer o presente e o passado da protagonista da vez, o que nos faz entender exatamente cada etapa do que ela viveu e do que está vivenciando. Também há cenas que já tivemos a chance de conhecer no primeiro volume só que desta vez sob outro ponto de vista, dando-nos uma maior perspectiva da trama como um todo.
Como geralmente acontece com livros que nos permitem conhecer o outro lado de um vilão, aqui podemos desvendar um pouco do passado e da história de Leah, essa mulher dona de uma vaidade imensa e de um orgulho ainda maior, e percebemos que ela age desta forma por conta de seu pai e de como foi tratada desde sempre. Acho muito interessante esse tipo de abordagem, ainda que não seja algo inédito, porque não deixa de ser real, visto que a mente humana é complexa e sempre pode surpreender as pessoas.
Mesmo que Leah claramente seja encarada como a vilã desta trilogia, esse segundo livro nos deu a oportunidade de conhecer um lado um pouco mais humano e inseguro dela. Podemos ver como seu relacionamento com a família a afetou e como ela começou a buscar em Caleb algo que achou que necessitava para nutrir o vazio que tinha dentro de si. E então, em alguns momentos, inclusive, conseguimos enxergá-la melhor do que ela mesma conseguiu até então. Percebemos o seu medo de rejeição e o desejo por amor, o desejo por encontrar uma felicidade que ela acredita que só vai encontrar daquela maneira, com aquele homem.
Vemos que ainda pode haver esperanças e que ela consegue amadurecer um pouco, mesmo que ainda esteja muito longe de ser o ideal para si mesma, aquele que vai fazê-la se sentir livre e inteira, sem necessitar de alguém, muito menos um homem que não a ama de verdade. E vai poder tratar outras pessoas melhor, principalmente sua filha. Isso ainda não ocorreu, mas continuo torcendo por ela.


A Espiã – Paulo Coelho

“Seu único crime foi ser uma mulher livre”. Começar esta resenha com esta frase nos parece bem machista, mas isso infelizmente era uma verdade na época em que Mata Hari viveu. Mesmo assim, tentou mudar, ser mais ela mesma, só que pagou um preço muito alto por isso. Ela era uma pessoa forte e determinada, e foi dito que era uma mulher que nasceu na época errada, porque os padrões eram bem rígidos, e a figura feminina sempre tinha que ser submissa, sorrir quando nada ia bem, e, muitas vezes, “aceitar” as safadezas dos maridos, que mantinham a “certinha” em casa e as outras nos bordéis, principalmente os ricos que davam joias caras e moradia dentre outras coisas para suas amantes.
Margaretha Zelle era o nome verdadeiro de nossa protagonista, que nascera na Holanda, na cidade de Leeuwarden, local que muitos holandeses nem mesmo sabiam onde era, nem ouvido falar. Era uma cidade onde nada acontecia de interessante. Margaretha era considerada uma jovem bonita, que todas as amigas adoravam imitar. E desde nova pensava que faltava algo mais em sua vida. Quando seus pais perderam a fortuna em 1889, a mandaram para uma cidade de nome Leiden para frequentar uma escola e ter uma educação refinada, e, assim, ser professora de jardim. E, claro, esperar por um marido. Na partida, sua mãe lhe dera uma semente de girassol para que ela aprendesse a seguir seu destino com alegria.
“As flores nos ensinam que nada é permanente, nem a beleza, nem o fato de murcharem, porque darão novas sementes...”
Na escola, então, começou o seu sofrimento, o qual depois ela tomou coragem para se rebelar, fazendo planos para sair dali o mais rápido possível e mudar de vida. Tudo teve início quando ela foi estuprada pelo diretor da escola, e na época só tinha dezesseis anos, só que não tinha coragem de falar com ninguém, pois tinha medo de ser expulsa. Então resolveu tentar mudar essa situação para não ser mais molestada (não só ela, mas outras passaram por essa terrível situação antes, o que Zelle só soube depois).
Juntando isso com o tédio do lugar, resolveu ver anúncios de jornais e descobriu que havia um oficial do exército holandês de descendência escocesa, que procurava uma jovem para casar e morar no exterior, onde servia na Indonésia. Com isso, ela mandou uma carta, respondendo o anúncio e eles passaram a se conhecer e por fim casaram-se.
Só que a vida dela não estava nem perto de melhorar, pelo contrário, ficou ainda pior. Seu marido a maltratava, tinha amantes, e, para completar, seu filho foi envenenado pela babá (que também foi envenenada depois), ficando só com sua filha. Tantas coisas se passaram com ela, que resolveu abandonar o lar e fugir para a França, largando tudo, inclusive a filha (sobre quem não tivemos muitas informações neste livro). Nossa protagonista, então, foi embora com a cara e a coragem numa época tumultuada pela guerra. Foi aí que seu nome passou a ser Mata Hari. Chegando lá, passou a se apresentar em teatros e começou uma nova etapa em sua vida.
Sua dança sensual, proveniente da Indonésia, atraiu homens e a ira das esposas. Teve muitos amantes graúdos, que a enchiam de joias, presentes e chácaras, e por aí vai. Foi uma mulher fora dos padrões tradicionais, mas pecou, para mim, pela ingenuidade.
“Bailaria exótica, confidente e amante dos homens mais ricos e poderosos do seu tempo, figura de passado enigmático, despertava ciúme e inveja das damas da aristocracia parisiense”
Depois de vivenciar muitas coisas, acabou sendo envolvida numa grande trama e não teve apoio de nenhum para quem prestou favores na cama. Muito pelo contrário, como eram homens importantes, seus nomes e reputações não podiam ser tocados. Então ela pagou um preço muito alto encontrando a morte por fuzilamento como era comum na sua época. Mas seu nome é lembrado até hoje como uma importante figura feminina na história mundial, como “símbolo de força e audácia feminina”.
Fazia anos que eu não lia nada de Paulo Coelho, mas me interessei por esta obra, já que retrata a história de uma moça que vivia numa outra época, na qual a mulher não tinha nenhum privilégio, sendo considerada à margem da sociedade e um ser abaixo dos homens. Enquanto eles faziam tudo o que queriam e tinham todas as regalias que desejavam, elas eram as submissas.
Porém, Mata Hari provou que nós, mulheres, podemos ir à luta. E mesmo vivendo numa época terrível para o sexo feminino, ela foi contra às coisas impostas pela sociedade, sem medo e com muita coragem, enfrentando o que estivesse em seu caminho para ser uma mulher livre. Pessoas como ela que fizeram a diferença, possibilitando-nos de chegar aonde chegamos, mesmo que ainda exista muito caminho pela frente. É por isso que eu, definitivamente, não poderia deixar de ler e ter este exemplar na minha estante. E indico para todos também.