2012 - A era de Ouro - Carlos Torres & Sueli Zanquim

Dizer que o tempo passa rápido é soar clichê, a verdade é que só nos damos conta da passagem dele nas pequenas coisas. Quando você abre um livro que toda hora promete a si mesma que vai ler e já se passaram quase seis anos da compra dele. Sim quase seis anos para finalmente ler 2012 - A era de Ouro, dos autores Carlos Torres & Sueli Zanquim, publicado pela editora Madras.

Faz muitos anos que espiritualistas falam de novos tempos e mudanças planetárias. Para todo lado que olhamos vemos problemas e as vezes é difícil imaginar um mundo melhor, ou ainda encontrar seu local neste mundo onde a maldade ainda é forte. A partir de canalizações de Tania Resende os autores se propõem a analisar cada mensagem e expandir estes conceitos sobre mudança.

O livro é estruturado a partir das mensagens canalizadas, cada uma é posta com a referida foto do espírito, e posteriormente é comentada e explorada pelos autores, que vão desde as mensagens mais óbvias sobre comportamento humano até tópicos como sabedoria antiga no Egito.

Além de mestres ascencionados já conhecidos como Hilarion, El Morya, Saint Germain, Melquisedeque e Khuan Yin, temos entidades extraterrestres Rathal Zeh e Joahdi que transmitem mensagens muito interessantes. Muitas delas voltadas a época do de 2012, mas que ainda são atuais, visto que as mudanças planejadas ainda estão em processo. Ao final do livro cada um destes mestres tem suas fichas apresentadas, assim como um ótimo capítulo sobre Nikola Tesla.

2012 foi um momento de um novo começo no astral do planeta, muitos acreditaram que seria o fim dele, e talvez possamos dizer que de fato houveram fins, mas não em termos físicos. O que morreu foram alguns comportamentos, e nos dias de hoje cada vez mais vemos as pessoas como elas são, sem suas máscaras, pois elas não são mais capazes de serem colocadas. Cada um está mostrado ao que veio para Terra. Então 2012 marcou a mudança que começou a ser realizada no astral e que se reflete no dia a dia do ser humano. Isso ficou muito evidente agora na época das eleições, onde as pessoas se polarizaram em dois extremos e não conseguiram se esconder de suas opiniões.

Duas mensagens marcantes surgem ao longo de toda a trama, a primeira é a do amor próprio, não há como seguir em frente evoluindo sem que este se manifeste. Não há como amar ao próximo sem que você consiga olhar para si mesmo e se gostar, se cuidar e se querer bem. E a segunda mensagem é a do autoconhecimento.

O autoconhecimento é uma das chaves para a nova era, já que é só a partir de todo seu ser que você é capaz de evoluir, isto porque nenhum espírito espera que você seja perfeito, mas sim que você conheça suas limitações, medos e defeitos. Conhecendo sua própria sombra você é capaz de lutar contra as trevas, de a enxergar quando ela se aproxima, e transcender quando possível.

O medo é um dos maiores estímulos na Terra, seja da violência como em nosso país, seja da solidão em países mais desenvolvidos. Seja como for ele escraviza e atraí justamente aquilo que mais tememos. Por isso sair da frequência do medo, e estar apenas um passo a frente já é capaz de transformar sua vida, atraindo prosperidade e segurança.

Cada uma das mensagens trabalha aspectos do comportamento humano que devem ser mudados a fim de atingir novos patamares de evolução. A cada leitor estas mensagens significarão coisas diferentes, mas acredito que nenhuma delas será sem valia.

2012 é um livro com título datado, mas com conteúdo para toda uma vida. O tipo de livro bom de se ter na cabeceira, e de abrir quando o dia está nublado, e seus pensamentos perdidos. Ele trás em suas páginas esperanças de dias melhores, não só pautados em bons pensamentos, mas na lógica e conhecimento de espíritos que já viveram dias ruins como os nossos. Uma vida melhor está em nossas mãos, assumir esta responsabilidade requer força e determinação, mas uma vez que as sementes forem plantadas, a colheita é certa.

Paz e luz!


Avaliação








Jane Eyre - Charlotte Brontë


Jane Eyre vive uma vida intensa. Desde pequena, passou por diversos sofrimentos, momentos tristes e repreensões, mas sempre se manteve fiel a seus princípios, sendo firme e independente e tentando dar o máximo de si em tudo o que faz. Sem saber o que é amar e ser amada por ninguém além de si mesma, ela sabe seu valor e vai em busca do que acredita ser o melhor. Porém continua enfrentando tempestades e pessoas desnecessárias.
Quando finalmente entende o que é amar alguém e ser amada de volta, o destino lhe proporciona uma descoberta que acaba mexendo com toda a sua vida e fazendo com que ela tenha que se adaptar ao novo mais uma vez. Sem deixar de lado sua força e perseverança, ela recomeça para enfrentar o que estiver pela frente, amadurecendo a cada etapa e encontrando mais força dentro de si para continuar sua jornada. E, no meio do caminho, Jane se aproxima de mais pessoas, evolui como ser humano, aprende mais e decide ir em busca de seu final feliz.
Eu já conhecia a história de Jane Eyre porque há alguns anos assisti à adaptação cinematográfica homônima estrelada por Mia Wasikowska e Michael Fassbender. Na época, gostei bastante do filme, mas não estava preparada ainda para ler o livro, porque achei que tinha um tom mais melancólico e não era o que eu precisava/apreciava naquele momento numa leitura. Porém, alguns poucos anos se passaram desde então e hoje eu me sinto mais preparada para ler obras com esse teor melancólico e também estou mais acostumada a ler Clássicos, então simplesmente fiquei apaixonada pela leitura, que entrou para uma das minhas favoritas da vida. E é assim que podemos concluir que é sempre melhor encontrar o seu tempo certo de ler determinado livro. O que poderia não funcionar em um momento de sua vida pode se encaixar perfeitamente em outro e te entregar uma experiência maravilhosa.

Se tem algo que eu absolutamente adoro são mulheres fortes, então livros protagonizados por elas me enchem de felicidade e orgulho. E posso afirmar que Jane Eyre, definitivamente é uma das protagonistas femininas mais fortes que já conheci em minha vida de leitora. Foi realmente muito admirável vê-la lutando para ser ela mesma, independentemente do que os outros faziam, falavam ou como gostariam que ela agisse. E se tivesse que enfrentar o que fosse para continuar com seus princípios e seu caráter, fazia sem nem pensar duas vezes.
Talvez por conta de sua idade (ela tinha apenas 18 anos) e vivência até aquele momento, já que não conhecia muito do mundo ou das pessoas, afinal viveu numa casa ruim com gente desagradável e nociva por toda a sua infância, depois viveu quase trancada num local convivendo apenas com mulheres (salvo uma ou outra visita de homens ao local, mas com quem não tinha muito contato direto), Jane Eyre é bastante ingênua e também submissa em determinados momentos. É claro que o leitor que conhece sua personalidade forte, determinada e sincera espera que ela só entregue comportamentos condizentes e mais rebeldes, sem abaixar a cabeça para qualquer situação. Mas eu entendi a personagem, ainda que tenha querido que ela fosse menos submissa algumas vezes.
Porém, é bem difícil sermos exatamente quem queremos ser hoje em dia (isso vale para ambos os sexos, apesar de ainda ser mais difícil para as mulheres) e isso porque vivemos num século mais avançado e mais liberal do que o que ela viveu, então consegui enxergá-la como quem realmente era: uma garota bem jovem, que ainda não conhecia muito da vida, que não tinha dinheiro, família, pessoas queridas por perto, amigos, que não tinha para onde ir, nem muito o que fazer de sua vida, já que a sociedade restringia muito as mulheres e suas “permissões”, e pela primeira vez em sua existência estava se sentindo bem. E ainda é dona de uma personalidade bondosa que só quer fazer o bem ao próximo e sempre ajudar no que puder.

Ela curtia aquele novo ambiente, gostava das pessoas que estavam por perto, de seu trabalho e de Adèle, de ter um teto para morar, comida para comer, fogo para se esquentar, indivíduos com quem pudesse conversar e também alguém que fazia seu coração ficar mais quente. E isso se repetiu novamente depois, quando ela foi para outro lar e gostava muito da convivência com aquelas pessoas, com quem logo construiu amizades genuínas. E Jane não queria estragar essas coisas, então acabava abaixando a cabeça em determinados momentos, mas sem nunca perder sua essência, seu discurso afiado ou sua personalidade adorável, sincera e autêntica, falando o que pensava, sem se importar com as consequências, desde criança. E foi por isso que amei a personagem.
Devo dizer que Sr. Rochester é um personagem de quem gosto bastante, ainda que não aprove ou concorde com todas as suas atitudes. Pelo contrário, inclusive detestei algumas de suas falas e modo como tratava Jane. No entanto, olhando pelo ponto de vista dele e não do de Jane (ou de uma mulher ou de alguém do século XXI), pude entender que como um homem daquela época, como foi criado e como via outras pessoas, além do que era esperado dele, parecia que Rochester simplesmente não entendia e/ou não gostaria de aceitar seus sentimentos por Jane Eyre, provavelmente por conta de sua própria condição de um homem de posses, rico e respeitável, mas, mais do que isso, porque ele era bem mais velho e também por tudo o que passou em sua vida. E pareceu que ele achava difícil de acreditar que ela pudesse nutrir por ele uma reciprocidade de sentimentos, já que não o achava bonito e era muito mais nova.




Eu Perdi o Rumo - Gayle Forman

Eu já havia lido “Eu Estive Aqui” de Gayle Forman, que conseguiu me conquistar com sua narrativa e com seus personagens, e gostei bastante da história. Sendo assim, sempre tive interesse em ler novamente outro livro dessa autora, mas ainda não tinha surgido uma oportunidade, até que peguei em mãos “Eu Perdi o Rumo”, lançamento recente dela e também sua volta a histórias para o público jovem adulto, e resolvi passá-lo na frente de outros volumes da minha pilha de leituras para começar a lê-lo. Agora, venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito desse título.
Nesse exemplar conhecemos três jovens que perderam algo muito importante e, com isso, o rumo. Freya, uma jovem que bombou nas redes sociais após gravar uma música cantando para seu pai que iria embora para Etiópia, acabou tendo um problema com sua voz no meio das gravações de seu álbum de estreia, e, portanto, não consegue mais cantar. Agora, ela acha que seus fãs vão esquecê-la e sofre bastante com isso. A sua relação conturbada com a irmã também é um dos motivos que fazem a nossa protagonista se sentir perdida.
Harun é um jovem muçulmano que perdeu o amor de sua vida, porém está disposto a conquistá-lo novamente. O único problema é que ele vem de uma família tradicional que não faz ideia de que é gay. Por esse motivo, manteve seu relacionamento com James escondido de todos, já que não tinha coragem de enfrentar os seus pais e contar a sua orientação sexual, uma vez que acha que isso vai fazer com que eles deixem de amá-lo.
Nathaniel é um jovem com um passado conturbado, uma vez que a sua mãe foi embora quando ainda era pequeno e ele optou por ficar morando com o pai. E, com o passar dos anos, vemos que, mesmo com a sua pouca idade, ele sempre foi um menino responsável, que abriu mão da “própria vida” para cuidar de seu pai. Após perder o seu rumo, chega em Nova York com uma mochila nas costas e um mapa com trajetos de diferentes lugares que ele e seu pai sonhavam em visitar.
Esses três personagens não têm muitas coisas em comum, a não ser o fato de todos eles estarem sem rumo em suas vidas. E assim acompanhamos como as vidas deles acabam se entrelaçando depois de um acidente inusitado e assim cada um vai revelando um pouco de si, seus medos, angústias, e suas histórias.
O livro é narrado no passado em primeira pessoa e no presente em terceira, intercalando a narrativa com as principais perdas de cada personagem, trazendo características bem opostas de todos eles, e fazendo com que a gente descubra um pouquinho mais sobre cada um à medida que vamos lendo. Assim, a gente consegue se identificar e entender melhor o que estão passando e também tudo o que estão sentindo.
Com uma escrita bem envolvente, a trama vai revelando o passado dos nossos protagonistas através de flashbacks, já que a história em si se passa em apenas um dia, e por conta disso conseguimos entender de uma forma mais ampla sobre a vida de todos eles em meio a dores e perdas.


Noites Brancas - Fiódor Dostoiévski


Em todos esses anos de leitura eu sempre me pegava pensando em ler algum autor clássico russo, minha experiência com os russos se limitava a teóricos de outras áreas, mas até então nunca peguei algum de peso literário. Para começar finalmente essa saga escolhi alguma obra pequena para sentir o clima, o escolhido foi Noites Brancas, do autor Fiódor Dostoiévski, publicado pela Penguin Companhia.

Na São Petersburgo do século XIX um homem solitário passa seus dias pelas ruas observando as pessoas e os acontecimentos que o cercam. Muito tímido ele tem dificuldade de estabelecer relações com as pessoas, especialmente com as mulheres.  Em um de seus passeios ele observa uma jovem chorando a beira do rio, e decide ajudá-la, depois de uma pequena perseguição ele acaba por ajudá-la a se defender de um homem. E a partir deste momento começa aprender com Nástienka como ser mais humano e homem.

O livro é composto pela novela Noites Brancas e o conto Polzunkov. Noites Brancas é narrado pelo protagonista, o sonhador, em primeira pessoa. Não espere como é de costume de narrativas em primeira pessoa uma narrativa muito coesa e linear, já que o personagem divaga pelas ruas e em seus pensamentos, e mesmo depois quando conhece Nástienka ele têm diversas falas que não se conectam muito bem.

Vou ser muito honesta em dizer que tive diversos sentimentos ao longo da leitura, comecei otimista e gostando da estória, mas quando ele começa a falar de si mesmo para mocinha ele se coloca como o sonhador e divaga tanto que eu me perdi nos sentidos, e não vi razão para seu discurso, a ponto de não ver a hora de acabar. Mas quando a fala é passada para Nástienka, embora ela também não seja alguém que podemos dizer 'normal', sua fala é muito mais coerente e que de fato nos conta alguma coisa, e salvou a estória para mim.

O sonhador é um personagem melancólico e pessimista, mesmo assim sonha o tempo todo com o dia em que vai conhecer as pessoas e conseguir ter uma mulher. Mas acredito o fato de nunca conversar com as pessoas o fez ter falta de habilidade para um discurso comum. Ele não sabe como abordar alguém e se apresentar. Ele se atropela nas falas, não consegue não compartilhar seus pensamentos, aqueles que costumamos guardar para nós mesmos. Enfim ele é um homem com uma mentalidade infantil, e até soa um pouco atrasado.

Já Nástienka é uma adolescente ainda, com apenas dezessete anos, tem uma estória de privação grande já que a avó cega não a deixava sair de casa. Cheia de sonhos e dona de uma grande inocência ela facilmente estabelece uma amizade com o nosso protagonista. E abre seu coração a ele falando sobre seu amor por um inquilino da avó.

Um fato que me incomodou muito é que o livro se passa ao longo de poucos dias, quatro encontros do casal ao todo, que se dão em uma espaço de seis dias. E nesse pequeno tempo o sonhador já se apaixona perdidamente pela mocinha, de uma maneira shakesperiana e desesperada. A mocinha também é toda visceral e intensa como se o mundo fosse acabar, e entrega seu destino nas mãos do sonhador para ajudá-la, sem nunca o ter visto antes. Ela ainda pode ter uma atenuante pela sua adolescência, mas ele não. Esses amores instantâneos nunca me agradam.


As Brumas do Ébano - Os Mistérios de Warthia #03 - Denise Flaibam


Eu definitivamente preciso ou ler algumas séries na sequência ou os autores têm que dar uma ajudinha para lembrar os acontecimentos passados. É ruim quando você lê uma sequência e fica meio perdida nas primeiras páginas porque já faz um tempo que leu o livro anterior. Entre o terceiro livro e o segundo não teve tanto tempo como do primeiro e o segundo volumes, mas As Brumas de Ébano, terceiro volume da série Mistérios de Warthia, escrito pela brasileira Denise Flaibam, e publicado pela editora Mundo Uno, ainda me deixou um pouco perdida no seu inicio. Esta resenha contêm spoilers.

Serafine consegue escapar da Fortaleza do Dragão depois de sua queda, ela segue para a terra das brumas, um local repleto de sombras para encontrar seu novo mestre e dominar um novo elemento. Mas as sombras já estão dominando muito território e a marca que carrega dentro de si a assombra cada vez mais, a batalha já não é mais apenas com o grande espírito que carrega e os seres sombrios, agora as sombras lutam para dominá-la, e Serafine tem uma batalha interna para não enlouquecer e deixar as sombras a dominar.

Com sua narrativa em terceira pessoa continuamos acompanhando Serafine e sua saga para conquistar os elementos e se tornar a escolhida que irá salvar Warthia das trevas. Devo frisar mais uma vez como na resenha do livro anterior que a autora falha em não fazer uma pequena recapitulação dos acontecimentos, visto que são inúmeros personagens e acontecimentos anteriores, são muitas coisas para lembrar, ainda mais para quem lê muitos livros. Mas quanto ao estilo de escrita de Flaibam continuo só nos elogios, o modo como ela cria diversas camadas de acontecimentos que vão se unindo aos poucos para a grande guerra são muito interessantes.

O grupo de Serafine é composto por Jarek, seu guardião juntamente com o fofo ( e ele que não me ouça!) Guillian. Mas a procura deles esbarra em inúmeros acontecimentos e problemas, e inclusive com o encontro de uma pessoa que a garota jamais pensou em encontrar! O outro núcleo é o do Rei Jon que avança para o norte para recuperar o castelo do irmão Demetrius que caiu nas sombras, sua saga também não se revela nada fácil, e problemas atrás de desafios surgem.

Por fim com menos regularidade, mas ainda sim surgem pequenos trechos do que a guardiã Ývela está passando no reino das águas. Ela teve que assumir o lugar da mãe quando esta faleceu para que os leviatãs não ressurjam, e seu sacrifício será enorme para que consiga alcançar seu objetivo.

De todos os livros este de longe é o mais sombrio, e o que mais exige do leitor porque é repleto de sequências de ação não só de ataques físicos mas também mentais, já que a maioria dos personagens já foi tocado pelas sombras e esta deixa sua marca, assombrando eles, os tentando a cair. São raras a cenas mais tranquilas ou que nos deixam um pouco de fôlego. Isso pode ser um pouco cansativo as vezes e repetitivo, já que muito se martela no quesito das sombras dominarem ou estarem ao redor, ninguém tem paz, está sempre sendo perseguido ou vigiado.

Serafine está um pouco chata neste volume porque passa muito tempo dentro de si mesma combatendo sua marca, que muitas vezes não deixa claro se trata-se apenas da marca pela possessão que passou ou se é também uma questão de conhecer a si mesma, seu lado sombrio e sua relação com o espírito que cada dia mais a domina sem deixar que ela se lembre do que ocorreu.

Jarek continua irônico, mas devido ao seu relacionamento se fortalecer cada vez mais com Serafine ele adota uma postura mais amorosa e defensiva para com sua protegida, assim como também compreensiva. Guillian não desenvolve muito, está sempre presente, e é um apoio fundamental mas sua estória não avança muito assim como de Sibila, são coadjuvantes.