Dorothy Tem Que Morrer - Dorothy Tem Que Morrer #01 - Danielle Paige

Logo que vi esse título pela primeira vez, sabia que precisava ler essa obra. Certamente ele foi pensado para ser impactante e conseguiu alcançar o que queria, pois, assim que o vi em uma das minhas idas à livraria, logo quis saber o porquê deste título e a curiosidade me fez ler a sinopse, e ela me fez ter vontade de ler essa obra. Porém, por algum motivo inexplicável não tinha lido até agora, quando sua continuação, “A Ascensão do Mal”, foi publicada aqui no Brasil, aguçando ainda mais minha curiosidade.
Nessa releitura sombria do clássico da literatura “O Mágico de Oz”, conhecemos Amy Gumm, uma menina que vive no Kansas e foi mandada para o mundo de Oz por um tornado, junto com Estrela, a sua amiga roedora. Chegando lá, ela descobre que tudo o que leu nos livros não é bem uma verdade, já que encontrou o local devastado e com a Dorothy sendo uma governante tirana que tem como aliados o Homem de Lata, que é o capitão da guarda, o Leão, que se tornou o mestre da Guerra, e o Espantalho, que virou um cientista maquiavélico.
Conhecemos então melhor esse local governado por medo, com um povo oprimido e com a proibição do uso da magia pelas pessoas comuns. Explorando o lugar, nossa protagonista Amy descobre que uma coisa aconteceu em Oz para mudar totalmente a vida daquelas pessoas e o nome dela é Dorothy e sua obsessão pela magia.
Vemos também que as pessoas que acreditávamos ser vilãs não são bem assim, já que a “maldade” pode ser apenas um ponto de vista de determinada situação. Conhecemos o grupo composto pelas bruxas insatisfeitas com esse reinado de nome Ordem Revolucionária das Bruxas Más, que é um grupo de resistência e que acredita que Amy pode transformar Oz de volta no mundo que ele era.
Acompanhamos, então, nossa protagonista nessa nova jornada, criando aliados no caminho, onde ela tem como objetivo tirar o cérebro do espantalho, o coração do homem de lata, a coragem do leão e, por fim, matar a Dorothy, para que Oz volte a ser como era antes e o povo consiga se libertar da tirania que eles estavam vivendo.
A narrativa deste volume está rápida e fluida, fazendo com que a gente não consiga parar de ler. Os personagens são incríveis, cada um com o seu jeito de ser, e amei conhecer todos eles. Nossa protagonista, Amy, é forte determinada, e já passou por muitas coisas na vida, o que fez com que ela amadurecesse rápido, ainda que seja bem nova. Gosto bastante de clássicos recontados, e essa versão ficou realmente perfeita, pois mexeu um pouco com a nossa perspectiva de certo e errado e alterou bastante a versão original. Achei bem interessante e inovador.


Aluga-se Um Noivo - Os Di Piazzi #01 - Clara de Assis

Débora Albuquerque sofreu uma desilusão amorosa terrível, afinal flagrou seu namorado de longa data em cenas bem explícitas com uma “amiga”. Agora, tendo passado um ano, esses traidores continuam juntos e ele foi convidado para ser padrinho de casamento de ninguém menos do que seu irmão. Casamento este que a própria Debby será a madrinha. Mas ela não está preparada para enfrentar essa situação solteira e ainda passar por mais humilhações. E é por isso que decide tomar uma atitude: contratar um garoto de programa para fingir ser seu namorado por alguns meses, frequentar reuniões, dar as caras em encontros e participar do casamento junto com ela.
E é assim que encontra Théo nos classificados. Aquele homem lindo e maravilhoso com um sotaque italiano que fazer seu coração derreter. Tudo está indo muito bem com a farsa, até que sua melhor amiga faz a situação ficar ainda mais complicada, transformando Théo de namorado em noivo. Agora elas precisarão desembolsar uma quantidade bem grande de dinheiro, ele se instalará em seu apartamento como se estivesse morando com Débora e eles passarão a dividir bons momentos juntos.
Só que, o que era para ser apenas uma relação de negócios, acaba saindo do controle, e o impensável acontece: Débora se apaixona. Como ela conseguirá lidar com seus sentimentos? E conciliar sua vida com a profissão de Théo será bem difícil. Resta saber se o amor será forte o bastante para aguentar todo esse turbilhão de emoções e se ele irá embarcar junto com ela nesta jornada.
Desde que a Editora Charme anunciou que iria publicar este título da autora nacional Clara de Assis em edição física, fiquei mega empolgada, torcendo para tê-lo logo em minhas mãos, já que sempre ouvi muitos elogios sobre a autora e queria poder conferir sua trama e escrita. Li e adorei, então não pude deixar de vir indicá-lo a todos que curtem romances quentes e muito divertidos.
A primeira coisa que notei é que Clara de Assis é engraçada. Ou pelo menos seus livros são. Não estava esperando rir tanto como fiz com suas personagens e essa foi a melhor parte, já que não é sempre que os autores conseguem arrancar risadas minhas. Mas Carol, a melhor amiga da protagonista, rendeu tiradas incríveis que não tinha como me segurar. E, aliás, já quero uma obra protagonizada por ela para ontem!
A sensação que tive é de estar lendo um chick-lit só que com cenas mais quentes e adorei isso, justamente por conta dessa pegada divertida que esse gênero tem. A escrita de Clara é deliciosa, flui de um jeito bem agradável e é bem desenvolvida, gostei muito de conhecer mais esse talento nacional.
Mas teve um momento que fiquei bem incomodada com as atitudes de Débora e realmente não entendo o motivo de ela ter agido de tal maneira, o que acabou sendo um pouco chato, já que foram coisas meio loucas. E também me chateava a forma como ela tratava Théo em determinadas situações, mesmo que ele não tenha feito nada de “errado”, já que ela ia com palavras ofensivas e arrogantes para cima dele. Porém, depois ela deu a volta por cima e voltou a ser o que era antes, só que ainda melhor e mais confiante. No final voltei a gostar dela como gostava no início da leitura, mas confesso que preferia ter amado a personagem, o que definitivamente aconteceria se não fosse por conta daquelas cenas lá no meio do livro e pela forma como tratou o Théo em diversas ocasiões.
Théo é um amor de pessoa, adorei este personagem e já queria alguém semelhante na minha vida. Dono de uma personalidade incrível, uma pegada espetacular e um corpo de fazer suspirar, ele é tudo em um só pacote.


Vacas - Dawn O'Porter

Quando este livro foi oferecido para resenha, eu não sabia muito bem o que pensar, mas, após ler a sinopse, me encantei completamente com o que parecia ser a obra, me deixando bastante curiosa e determinada para conhecer melhor esse enredo, até porque gosto bastante de livros que falam sobre os estereótipos criados pela sociedade e como as mulheres não devem se encaixar neles, pois tudo o que importa é ser feliz e estar de bem consigo mesmo, independente do que os outros pensam. Gosto bastante de livros, textos, frases, tudo o que inspira o feminismo, pois acho que o mundo sempre foi muito machista, então está na hora de nós mulheres sermos escutadas e valorizadas.
Neste volume conhecemos três mulheres bem diferentes, Tara, uma mãe solteira que acabou engravidando na primeira e única relação sexual que teve, e, para completar, o cara era um completo desconhecido. Sendo atualmente uma mulher de quarenta e dois anos que divide a sua vida entre seu trabalho e sua filha, ela fica bem frustrada por não conseguir se dedicar totalmente a uma única coisa. Em seu trabalho, ela produz documentários sobre abuso e assédio sexual para a televisão, e com isso trabalha com vários homens, além do seu chefe. Constantemente ela tem que provar que é ótima no que faz, pois as pessoas a julgam por ser mulher e mãe solteira. E, para piorar as coisas, sua mãe acha que a falta de uma presença paterna acaba afetando um pouco a Annie, sua filha, e, por este motivo, ela sai toda sexta-feira em busca de alguém que possa preencher essa função.
E é em uma dessas sextas-feiras que acaba se envolvendo em uma situação onde acaba conhecendo Camilla. Cam escreve no blog HowItIs.com, e ganha muito dinheiro com ele, sendo uma boa fonte de renda, já que o mesmo tem muito acesso. Ela tomou as rédeas da própria vida e determinou o que queria, independente do que a sua família queria. Feminista, não aceita os padrões impostos pela sociedade e por isso não quer ter filhos ou ser casada. Seus textos inspiram muitas mulheres que querem seguir o mesmo estilo de vida. Sendo a mais nova de quatro filhas, ela acaba escutando bastante sobre o seu jeito, já que foge do padrão. E é uma mulher determinada, que tem o dom da escrita e sabe muito bem como usá-lo.
Conhecemos também Stella, uma mulher de vinte e nove anos, que trabalha como assistente de um fotógrafo famoso. Ela está tendo que lidar com muita coisa em sua vida por ter perdido a mãe e a irmã gêmea para uma doença, e pelo medo de também poder desenvolver a mesma. Seu maior sonho é ser mãe e ela se sente muito sozinha, mesmo tendo um namorado, já que o mesmo não a valoriza. Em suas partes, vemos que sempre está para baixo, deprimida, e que as perdas que sofreu afetaram muito a sua vida, tanto profissionalmente como pessoalmente. Para piorar tudo, ela ainda tem que decidir se vai querer fazer uma cirurgia preventiva para não ter a doença ou se vai esperar realizar os seus planos de vida primeiro.
E, conhecendo essas três mulheres bem diferentes, vemos que uma pode, sim, ajudar a outra, e vemos também que nos piores momentos podemos encontrar a força com a união e enfrentar várias situações. É um livro que com certeza nos faz refletir.
A narrativa é rápida e muito fluida, alternando entre o ponto de vista das três protagonistas, o que nos deu a chance de entender mais sobre essas mulheres, assim como seus medos, convicções, anseios, etc. Gostei bastante de ver como elas foram muito bem construídas, cada uma com o seu jeito de ser.
Essa é uma leitura que nos faz pensar sobre os paradigmas sociais e nos apresenta temas como aborto, exposição sexual (temos uma situação bem clara no livro, que mostra como as vezes uma situação pode fazer a gente ser filmada sem saber e cair na internet, e as pessoas começarem a te julgar, os acessos dos vídeos sempre aumentarem e você passar a receber inúmeros comentários de desconhecidos, sendo vários deles bem ruins), entre outros temas que estão muito presentes em nossa sociedade.


Razão e Sensibilidade - Jane Austen

Continuando no clima inglês sem querer querendo, finalmente li Jane Austen, comecei com Razão e Sensibilidade, publicado pelo selo Peguin Companhia.

Elinor e Marianne Dashwood acabam de se mudar para um novo lar, repletas de esperança de que dias melhores virão elas estão animadas para o que a vida preparou a elas. Elinor acredita que já tem seu destino amoroso quase certo, enquanto que Marianne é surpreendida por uma paixão repentina. Mas nesta sociedade da alta aristocracia, onde dinheiro e classe social é o que mais importa, estas mulheres irão descobrir da pior forma que o amor está atrás de qualquer de outro interesse, e terão que aprender a equilibrar a razão e a sensibilidade!

Eu adoro um bom romance de época, na verdade eu amo Lisa Kleypas, e acreditava que tudo que era escrito neste gênero partia de Jane Austen. De certa forma sim, o gérmen está na narrativa em terceira pessoa que explora estas duas irmãs na sociedade inglesa, assim como as atuais autoras do gênero. Mas depois de ler estas contemporâneas eu esperava algo como elas, e Austen é muito mais cadenciada,  seu ritmo de escrita é lento, e demoram a acontecer os eventos. Seu foco é nos personagens e em seu dia a dia psicológico, com pouco ou quase nada de descrição do ambiente ou qualquer item que fuja ao já mencionado.

Senti muita falta de descrições do ambiente, e de uma narrativa que explorasse um pouco o pano de fundo. Ela cita lugares, e até endereços, mas é só isso. Se você pretende imaginar onde os personagens estão não existe elementos suficientes para isto. Logo uma das coisas que mais gosto em livros foi falha, embora eu me sinta até mal em falar algo de ruim de uma autora tão consagrada rs!

A família Dashwood é muito unida e amorosa entre si, e tem um ponto em comum: a inocência a ponto de conversar e flertes se transformarem em noivado, e um bom coração a que mesmo diante dos atos ruins que outros cometem contra elas, estas encontrarem justificativas para os atos destas pessoas. Isto me surpreendeu, porque embora eu compreenda que as relações de homens e mulheres sejam cheias de etiqueta eu não consegui imaginar como alguém se acha noivo de alguém sem de fato falar sobre isto. Ou diante de uma verdade tão clara elas ainda tentarem justificar o que não tinha uma justificativa.

O título do livro se refere a cada uma das irmãs, Elinor é a razão, embora seja repleta de sentimento ela não o demonstra, é muito racional. Diante de problemas ou situações que gerem emoção ela consegue se manter equilibrada, enganando até mesmo sua família quanto ao que sente e até sabe. É muito dedicada a sua irmã, e a sua própria palavra.

A Sensibilidade é Mariane, que acreditava nunca encontraria um homem que se encaixasse na sua lista de exigências até encontrar com Willoughby que a arrebata completamente, e posteriormente a faz cair em uma espiral de loucura. Ela não consegue ser racional, é muito intensa e honesta, ao mesmo tempo em que não mede suas palavras quando acredita estar certa.

John Dashwood é o pretendente de Elinor, mas sua verdadeira natureza só se mostra mais a frente na estória, ele tem uma personalidade fútil e fraca, o que o leva a sua falência. O casal Middleton é dono do chalé que a família Dashwood aluga, são muito festeiros e não conseguem ficar sozinhos nunca! Sir John é um sem noção quanto a ser inconveniente.



Outlander #4.2: Os Tambores do Outono - Diana Gabaldon


Sempre que penso em Outlander, logo me vem à cabeça Jamie Fraser e a série de televisão que assisto e tanto amo. Comecei os livros por conta do meu amor pelo seriado e me apaixonei cada vez mais pela história criada por Diana e pelos seus personagens. Sendo assim, amo ler esses volumes e sempre que me é possível leio essas obras publicadas aqui no Brasil pela editora Arqueiro.
Na verdade, esse exemplar originalmente foi lançado como um único volume no exterior, porém, por ele ser bem extenso, aqui no Brasil a editora resolveu dividir em 2 partes (como a maioria dos outros volumes da série) no intuito de diminuir o tamanho da leitura. Por este motivo, continuamos exatamente de onde paramos na Parte 01 e a história central é a mesma já encontrada ali.
Na primeira parte, vimos que Brianna estava em todos os momentos sentindo muito a falta de sua mãe, que largou tudo para voltar ao passado e encontrar o seu pai biológico, e também sempre quis conhecer um pouco mais sobre ele. Quando descobre um velho recorte sobre a morte dos seus pais em um incêndio, ela resolve voltar no tempo para salvá-los e mudar, assim, a história. Vemos uma Brianna como a mãe, que quando coloca algo na cabeça vai atrás, e vai sozinha até o círculo de pedras, porém Roger acaba descobrindo e vai atrás dela.
Entramos nesse segundo volume com as aventuras de Brianna e Roger no passado. E, com isso, temos uma narrativa mais focada nos dois. Gostei bastante disso, pois consegui conhecer um pouco mais sobre eles e pude acompanhar as consequências da decisão de nossa protagonista, que, assim como o pai, age por impulso. Foi muito bonito ver o encontro de Brianna e James, pois, quem lê essa série, não tem como não se apaixonar por ele e pela pessoa que é. Seu encontro com a sua filha foi para lá de emocionante, intenso e conseguiu arrancar algumas lágrimas dos meus olhos.
A narrativa é bem detalhada e é muito difícil falar mais sobre esse exemplar, pois praticamente tudo pode vir a ser um grande spoiler, já que se trata da parte final do volume em questão. Uma coisa que sempre escuto as pessoas falando é sobre a quantidade de estupros que a Diana coloca em seus livros. Realmente ela utiliza muito dessa violência sexual em suas histórias, porém entendo que pelo período em que é passado esse volume, era mais comum isso ocorrer, e, por esse motivo, ela retrata bastante o assunto. Então vários personagens do núcleo principal passaram por essa situação e tiveram que lidar com isso e seguir em frente.  
Cheio de reviravoltas, drama e uma pitada de romance, “Outlander #4.2: Os Tambores do Outono” consegue nos conquistar em todos os momentos com protagonistas fortes e marcantes e uma narrativa de tirar o fôlego. Os personagens secundários também são sempre maravilhosos, nos encantam e fazem a gente torcer por eles.


O Urso e o Rouxinol - O Urso e o Rouxinol #01 - Katherine Arden

A primeira coisa que chamou bastante minha atenção nesse volume foi a capa, já que achei-a extremamente linda e logo me despertou o desejo de ler a sinopse. Quando vi que a história era totalmente meu estilo, fiquei com ainda mais vontade de ler e coloquei ele na minha pilha de leituras. Agora, venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito desta obra escrita por Katherine Arden e publicado aqui no Brasil pela Editora Fábrica231.
Neste volume voltamos para a Rússia medieval e conhecemos Vasya, uma menina que cresceu no campo próximo a mata selvagem, em uma região que o inverno castiga e é presente quase que o ano inteiro, e de alguma forma parece não lhe afetar. Isso e o fato de ela ter nascido com uma visão especial, que lhe permite ver seres mágicos que habitam as proximidades de sua casa, fazem com que os outros pensem que é a culpada por atrair demônios para a região e é vista como uma feiticeira.
Ela cresceu com o pai e os irmãos, já que perdeu a sua mãe no seu parto, e se tornou amiga dos espíritos e dos animais. Até que seus irmãos partem para Moscou, uma se casa e o outro se torna monge, e o seu pai, que também foi para Moscou, retorna com uma nova esposa, Anna. Essa nova esposa também é capaz de ver os espíritos, porém ela acredita que são demônios e fortalece cada vez mais a sua fé cristã. Como ela é extremamente devota, proíbe a família de louvar os espíritos antigos e isso acaba enfraquecendo a proteção que os seres mágicos criaram em volta do vilarejo, fazendo com que um mal maior se fortaleça e coisas bem ruins comecem a acontecer em todo o local. Agora, nossa protagonista vai viver uma grande aventura para tentar achar uma maneira de salvar a todos e manter a sua crença.
No início a história é um pouco mais devagar, acho que para conseguir explicar tudo, mas à medida que vamos lendo, ela ganha um ritmo ótimo e faz com que a gente não consiga mais parar de ler. Os personagens são maravilhosos, muito bem descritos, despertando na gente diversos tipos de sentimentos.
Ao lermos esse volume, conhecemos mais sobre mitos e lendas da cultura Russa, o que achei bem interessante, já que gosto bastante de conhecer coisas novas para mim. Outro ponto que achei bem legal é que aborda diferentes crenças e como sempre devemos respeitar todas. Gosto quando encontramos nos livros alguns temas importantes que acrescentam algo no nosso cotidiano.


[Resenha] #PorQueEuLeio

Hoje a resenha é de um livro um pouco diferente, pois trata-se de um exemplar interativo para os apaixonados por literatura! Particularmente, adoro obras interativas, ainda mais quando junta com um tema que eu sou apaixonada, o que deixa a experiência ainda mais prazerosa. É por isso que fiquei encantada por este pequeno grande livro e tive que vir indicar a todos vocês que têm esse amor em comum comigo.
A edição é da Harper Collins Brasil e é MARAVILHOSA! Tem capa dura com verniz localizado na logo do título, elástico para prender a capa (tipo de agenda), as páginas são ilustradas, ainda contam com tipografias lindas para compor os textos e as páginas são bem grossas.
Com diversas atividades muito bacanas, a gente não consegue largar o exemplar até ter preenchido várias de uma só vez e sem nem ver o tempo passar. Ou seja, é divertido (tem coisas que nos faz rir de verdade!), relaxante, e muitas delas ainda nos fazem recordar de bons momentos com os livros.

Por exemplo, há páginas de Status de Leitura, para você preencher com o livro que está lendo, expectativas e opiniões, assim como o último lido e o que mais gostou dele ou o que espera do próximo. Há opções de construir sua própria história, desenhar capas de livros, fazer playlist para combinar com suas obras preferidas, escrever seus lugares favoritos para ler, relembrar quais títulos já abandonou, descrever um livro porcamente, emoldurar frases bonitas, criar seu próprio marca páginas, escolher signos para seus personagens favoritos e muito mais! Tem até Bingo de Clichês Literários (que por sinal preciso jogar para ontem! Hahaha) e uma página cheia de barquinhos para você batizá-los com os nomes dos seus Ships Literários (!!).

Além disso tudo, a obra conta com alguns quotes incríveis de autores sensacionais como Arthur Conan Doyle, Richelle Mead, Karin Slaughter, e vários outros, com temática literária, que deixam tudo melhor e mais bonito, e estão espalhados em diversos locais e em páginas com o fundo preto. Ou seja, tudo lindo!


Herdeira? - Uma Geração. Todas as Decisões #3.5 - Eleonor Hertzog

Já fazem alguns dias que terminei o livro em questão, e tantos quanto que estou empurrando a resenha do mesmo. As vezes nos deparamos com livros que têm pouco a nos dizer, e ai fica a questão o que devemos dizer aos outros quando nem o livro tem o que dizer? Essa foi a sensação ao final da leitura de Herdeira?, da autora Eleonor Hertzog, da editora Mundo Uno.

No reino Atlante, abaixo do mar, a princesa Katelin se esconde atrás de uma personalidade briguenta e birrenta. Mas sua verdadeira missão é conseguir defender seu povo dos membros do conselho que a todo custo querem poder. Uma nova investida do conselho é descoberta, e agora Katelin juntamente com seus lordes deve correr contra o tempo para evitar milhares de mortes. Mas em que eles podem confiar? O tempo será suficiente?

A protagonista Katelin já apareceu em livros anteriores da série Uma Geração, Todas as Decisões, este livro é um conto do universo, embora eu ache que 170 páginas já configurem um romance. O fato é que tudo que foi narrado no livro em terceira pessoa poderia aparecer diluído nos livros da série, como já é de costume da autora fazer. Digo isso porque o livro acabou soando desinteressante, e sem propósito já que a estória é breve, e não aprofunda grandes segredos da personagem, menos ainda da grande trama.

Katelin é mais uma que vai para escola Avançada de Champ-Bleux, mas diferente de nossa turma do barco Cisne, ela não é uma mera adolescente, é herdeira de um reino que está por um fio. Logo as expectativas em cima dela são excessivas, e ela acaba se escondendo para proteger seu real propósito. Não tive qualquer empatia pela personagem, ela soa como uma pessoa com boas intenções, mas que no fundo não tem muito a compartilhar.

Eu compreendo a ideia da protagonista, e seus amigos Lordes fingirem ser uma coisa, e na verdade serem outra, mas isso foi muito chato! Já que atrapalhou o desenvolvimento dos personagens. E em alguns momentos também acaba tornando a estória repetitiva. Eu esperava por mais detalhes do reino Atlante, e tudo se foca muito nesta mini missão que estes adolescente devem realizar.

Embora seja uma trama perigosa eles são todos muito inteligentes e dotados de poderes, e tudo foi muito fácil. É como observar ricos e nerds brincando em um parque, nada muito fora do esperado. Muitas vezes soava sem graça, sem tensão ou expectativa, pois já sabíamos o que esperar, ou eles resolveriam tudo com seus super poderes, ou alguém que devota proteção a eles resolve.


Mister O - Lauren Blakely

Nick Hammer sabe como enlouquecer uma mulher na cama e levá-la a um estado de êxtase único, e tem plena consciência disso, tanto que considera que este é o seu dom. Além do mais, sabe que é lindo, bem-sucedido, dono de um humor afiado, um trabalho sedutor e ainda por cima um coração de ouro.
Enquanto aproveita sua vida da melhor maneira e participa da criação das histórias do super-herói devasso Mister Orgasmo, seu personagem em quadrinhos que virou até um desenho animado na TV, algo inesperado acontece; ele começa a desejar Harper intensamente. Mas ela não é qualquer pessoa, não. É justamente a irmã de seu melhor amigo, de quem ele sempre prometeu se manter afastado. Porém tudo mudou quando eles trocaram um beijo e Nick passou a desejá-la. E as coisas ficam ainda piores quando eles começam a se encontrar frequentemente e ela faz uma proposta que envolve que ele lhe ensine como conquistar um homem. Depois de relutar, ele aceita, afinal é por pouco tempo e ninguém precisa saber.
Só que Harper é tudo o que Nick quer, além de uma mulher doce e completamente sexy que adora falar sacanagem e trocar mensagens para lá de picantes com ele. E quanto mais tempo passam juntos, mais aquele sentimento começa a se intensificar, resultando numa paixão ardente. E ele se dá conta de que não quer apenas fazê-la sentir o melhor prazer do mundo, mas também quer passar todo o seu tempo livre ao lado dela. Agora, Nick tem uma missão: fazer com que Harper queira e fique com ele definitivamente.
Desde que li “Big Rock”, de Lauren Blakely, em maio deste ano, fiquei encantada com a narrativa da autora e louca para ler todas as suas outras obras. Então imaginem a minha felicidade quando a Faro Editorial anunciou que o lançamento de “Mister O” seria agora e que já comprou os direitos de outros títulos da autora para o ano que vem?! Se você busca tramas narradas por protagonistas masculinos divertidos, recomendo muito que conheçam um dos livros dessa autora!
Quem leu “Big Rock” deve se lembrar do Nick, que teve algumas participações na trama, já que é um grande amigo de Spencer, protagonista daquele livro. Os dois exemplares não são considerados parte de uma série, mas eu não entendo o motivo, visto que os personagens transitam entre os dois volumes.
Nick é um protagonista carismático, divertido e fofo, que sabe muito bem como levar uma mulher ao orgasmo enquanto vive uma experiência maravilhosa e única. Ele é muito seguro de si e de seu potencial na cama, o que acaba soando um pouco arrogante em diversos momentos.  E, claro, se gaba muito desse seu superpoder. E, aliás, escreve uma história em quadrinhos com um personagem super-herói que vive aventuras para salvar e proporcionar orgasmos às mulheres, o Mister O.
Ao mesmo tempo em que ele é esse homem todo autoconfiante e famoso, não sabe muito bem como lidar com seus sentimentos e nem entende tão bem assim as mulheres fora da cama. Mesmo que ele não perceba isso, eu percebi claramente, afinal algumas coisas eram bem evidentes; diretas e completamente “na cara”, e ele não reparava! Além do mais, Nick é um pouco dramático e inseguro com relação a emoções, e por isso mesmo se distingue de grande parte dos personagens masculinos de romances.
Harper é adorável e tem um jeitinho todo dela, sendo sexy e inocente ao mesmo tempo. A gente conhece a personagem de maneira um pouco mais superficial, já que tudo o que sabemos dela vem através do olhar de Nick, do que o mesmo pensa sobre ela e de como a vê, tornando-a alguém mais idealizada do que real na maioria do tempo.
Para mim, Harper era bem óbvia com relação a seus sentimentos por Nick e até agora não entendo como ele pode ter demorado tanto a perceber isso. Ou melhor, não entendo como ninguém abriu os olhos dele para essa situação tão óbvia, porque sei que algumas pessoas são simplesmente desligadas demais quando alguém gosta delas, mas dá para notar quando se está de fora da situação. As vezes isso soava engraçado, em outras, cansativo.


A Traidora do Trono - A Rebelde do Deserto #02 - Alwyn Hamilton

Desde que li o primeiro volume dessa série, fiquei contando os dias para poder ter em mãos a sua continuação e me deliciar ainda mais com essa história que conseguiu me conquistar totalmente. Então, comecei a ler essa sequência com altas expectativas para saber ainda mais sobre a trama e poder acompanhar nossa protagonista em suas aventuras de tirar o fôlego. Agora, venho compartilhar com vocês se tudo que eu esperava foi alcançado.
Esse é o segundo livro dessa trilogia e, por este motivo, pode acontecer de ter algum spoiler sobre o antecessor, então recomendo que só continuem se já tiverem lido “A Rebelde do Deserto” (clique no título para conferir a resenha) ou se não se importarem com pequenas informações do enredo do volume inicial.
Logo no começo deste segundo exemplar, encontramos um pequeno resumo que nos ajuda a relembrar alguns pontos importantes da trama, como detalhes dos mitos criados pela autora e algumas informações que nos mostram a situação política do país, isso tudo para nos situar na história, uma vez que se passou algum tempo entre o final do primeiro volume até o início deste, e por isso Alwyn nos mostra brevemente que nesse período a rebelião avançou.
Agora, nossa protagonista se vê envolvida na revolução do jovem príncipe com objetivo de transformar Ahmed em Sultão, mas ao ser sequestrada e levada ao reino do atual Sultão, ela precisa fazer de tudo para esconder quem realmente é e tentar ajudar os seus amigos de dentro do palácio, tentando sobreviver dia após dia. Até porque se alguém descobrir a sua verdadeira identidade, é capaz de ela não conseguir escapar com vida. Nessa luta, vemos que Amani acaba cada vez mais se aproximando do atual sultão, e com isso temos uma visão bem diferente de toda a guerra.
Amani evoluiu bastante do primeiro volume para cá. Agora, ela está mais madura, menos egoísta, mais forte por conta do seu poder, mais centrada e bem estrategista. Sua fama como Bandida dos Olhos Azuis se propagou bastante por todos os lugares, e mesmo que algumas coisas que estejam falando não sejam verdade, ela é uma guerreira e tanto.
Neste volume tivemos algumas surpresas bem reveladoras, o que foi bem interessante, pois assim ficamos sabendo um pouco mais sobre alguns personagens. Também fiquei triste, pois nessa obra tivemos uma pausa do romance que se iniciou no livro anterior, e confesso que senti um pouco de falta nele. Era a calmaria no meio da ação.
Uma coisa que achei bem legal é que em vários momentos nos pegamos pensando no que é certo e no que é errado. O vilão é um mestre da manipulação e consegue justificar os seus atos, nos fazendo até mesmo pensar se a rebelião é certa.
O livro é rápido, fluido e cheio de ação, fazendo com que em toda a trama a gente tenha vontade de ficar lendo sem parar para saber mais e mais. A autora conseguiu explicar a parte de estratégias de guerra de uma forma descomplicada, não ficando nem chata e nem cansativa. No início pode até parecer um pouco difícil, mas, à medida que vamos lendo, tudo se encaixa perfeitamente e até a geografia do local, que está sendo bastante explorada nessa sequência, fica de fácil entendimento.


As Perfeccionistas - As Perfeccionistas #01 - Sara Shepard

Acho que já posso considerar Sara Shepard uma das minhas autoras favoritas da vida, uma vez que amo seus livros e devoro eles com tanta rapidez, que, assim que tenho um título de sua autoria novo em mãos, paro tudo o que estou lendo, somente para conseguir lê-lo. E, assim como com os seus outros volumes, fiquei contando as horas para começar a ler essa obra e amei cada detalhe. Agora venho compartilhar com vocês o motivo de eu ter gostado de tanto.
Em “As Perfeccionistas” somos apresentadas a Beacon Heights, Washington, onde conhecemos Mackenzie, Ava, Caitlyn, Julie e Parker, cinco meninas que frequentam o último ano do ensino médio, e, com isso, estão tendo que lidar com várias pressões em relação ao futuro. As cinco são bem diferentes e não são amigas entre si. Até que em determinado dia, elas fazem um grupo para fazer um trabalho na aula de cinema, e acabam debatendo um assunto que todas as cinco tem em comum: um ódio por Nolan Hotchkiss, o garoto mais rico e popular do colégio, responsável por fazer bullying com as pessoas e conseguir tudo o que quer, mesmo sendo um verdadeiro babaca.
É nessa aula de cinema que as cinco meninas acabam conversando sobre o crime perfeito para assassinar Nolan e não serem descobertas, mas é obvio que isso não passa de conversa e o que elas programam é uma pequena vingança que devem fazer com ele em sua próxima festa.
As meninas, então, colocam o seu pequeno plano de vingança em prática em uma das festas do Nolan e tudo sai conforme planejado. Ele iria pagar um pouco, mesmo que muito pouco, por tudo o que fez. Mas o que elas não contavam é que alguém escutou o plano delas para assassinar o garoto. E mesmo que tenha sido uma conversa que elas não iriam pôr em prática, alguém teve a coragem de fazer isso. Agora, todas as evidências apontam para essas cinco meninas, que têm que lidar com toda a pressão da vida perfeita que a cidade impõe e ainda tentar juntar as pistas para provar a inocências das mesmas.  Então conhecemos um pouco mais sobre a vida de cada uma delas e tudo o que estão tendo que lidar com essas novas coisas que estão acontecendo ao redor.
Gostei bastante das cinco protagonistas, que mesmo sendo bem diferentes umas das outras, todas conseguiram me conquistar. Achei que cada uma delas foi muito bem descrita e adorei ler sobre todas elas. Vou falar um pouquinho sobre cada uma para vocês verem o que espera por vocês nessa leitura.
Julie Redding é a garota popular da escola, todos querem ser seus amigos e fazem tudo para ela. Mas, diferente das outras meninas que são populares assim, ela não é do tipo que faz bullying, nem nada do estilo, pois já sofreu bastante com isso. Ela guarda para si um enorme segredo, que tem medo que alguém descubra e que a sua vida mude totalmente, e a única pessoa que sabe a verdade sobre ela é sua melhor amiga, Parker.
Parker Duvall era a garota mais popular da escola. Até que, depois de uma brincadeira do Nolan, sua vida mudou totalmente. Agora Parker tem o rosto cheio de cicatrizes e não somente o rosto, mas o que aconteceu com ela, a mudou totalmente. Vivendo escondida sob o capuz do seu casaco, vemos que Parker enfrenta muitas coisas na vida, até mesmo uma relação muito difícil com a sua mãe.
Ava Jalali, uma típica jovem muito linda, que as pessoas muitas vezes não conseguem ver além de sua beleza. Perdeu a mãe cedo e isso acabou mudando a sua vida completamente, pois agora seu pai é ausente e sua madrasta não é das melhores, já que sempre a maltrata quando seu pai não está por perto. Seu namorado, Alex Cohen, é meio que seu ponto de equilíbrio, pois confia nela e não acreditou em todos os rumores que o Nolan contou sobre a mesma.
Caitlin Martell-Lewis, uma jogadora de futebol que é bem esportista, foi adotada por suas mães quando ainda era criança. Sua família era perfeita, porém ela não foi capaz de perceber tudo o que seu irmão mais novo estava passando, e isso fez com que ele tirasse a própria vida. Agora, ela não consegue lidar muito bem com a perda do irmão e sente muita raiva do Nolan por ter descoberto tudo o que ele fez seu irmão passar em relação a bullying, não perdoando a si mesma por não ter percebido antes. Atualmente o seu namoro com o outro jogador de futebol, Josh Friday, em que os pais são amigos da família e cresceram juntos, está repleto de tensão, pois ela não sente que pode contar tudo o que está passando para ele.
Mackenzie Wright toca violoncelo no colégio e o seu sonho é entrar para a Juilliard School, uma escola muito famosa de música que só aceita os melhores. Ela vive em um relacionamento de disputa com a sua melhor amiga, Claire Coldwell, que também toca violoncelo. Ela odeia o Nolan desde que descobriu que ele acabou lhe usando para ganhar uma aposta, e com isso conseguiu fotos comprometedoras da mesma.
A narrativa é rápida e fluida e consegue nos conquistar em todos os momentos nos trazendo um pouco sobre a vida dessas cinco meninas e tudo que elas estão enfrentando em um período tão difícil. O livro é cheio de suspense e reviravoltas e consegue prender a nossa atenção do início ao fim.


Belinda - Maria Edgeworth


Belinda Portman é a única sobrinha solteira de Mrs. Stanhope, que quer encontrar um partido ideal, rico e bem visto pela sociedade para a jovem. Só que ela não está em grandes condições de sair em busca do par perfeito para a moça porque sua saúde já não está tão boa quanto antes para frequentar os locais certos com a frequência desejada. Por isso, pede que a viscondessa lady Delacour, a dama mais influente de Londres, a receba em sua casa, tendo certeza de que Belinda encontrará o futuro marido ideal.
Miss Portman não é uma pupila tão dócil quanto as outras sobrinhas de Mrs. Stanhope e se incomoda com os ideais de sua tia a respeito de modos e aparências, mas acha lady Delacour fascinante, então fica animada com sua visita a essa dama. E é então que Belinda começa a perceber que as pessoas nunca são como aparentam ser na intimidade de seus lares, e suas vidas possuem muito mais camadas do que as superficiais que todos conhecem.
Vivenciando tumultos sociais, intrigas, fofocas, elogios falsos e conselhos reflexivos, a vida de aparências, coquetismo, glamour e muito mais, Miss Portman, vinda do interior da Inglaterra, passa a ver de perto como funciona a alta sociedade Londrina e, mais ainda, a família Delacour com suas questões mal resolvidas e um casamento problemático.
Nesse meio tempo, ela conhece Mr. Clarence Hervey, que todos dizem ser um homem admirável, encantador e honrado, e começa a nutrir sentimentos por ele. Até que Belinda descobre que ele também possui segredos e talvez não seja aquilo que todos pensam. Enquanto isso, também conhece Mr. Vincent, que fica encantado por ela e tem as melhores intenções pela moça, além do apoio absoluto da família Percival, que Miss Portman logo passa a admirar. Então ela fica dividida entre os dois homens em sua mente, mas seu coração parece ter tomado uma decisão sozinho.
E, em meio a tudo isso, Belinda tem cada vez mais certeza de suas convicções, de seu modo de agir e de pensar e fará de tudo para se manter fiel aos seus sentimos e perspectivas, enquanto mantém sua integridade, mesmo que todos ao seu redor tenham sua própria opinião de como ela deve ser ou agir.
Confesso que até o começo deste ano, não me lembro de ter absorvido conhecimento a respeito da existência dessa obra, escrita por Maria Edgeworth, e citada em Abadia de Northanger, de Jane Austen, uma de minhas autoras favoritas. Porém, desde que Chirlei, editora da Pedrazul, me contou que “Belinda” era um dos livros mais lindos que já tinha lido e também o melhor lançamento da editora até então, eu senti necessidade de lê-lo. E agora, depois de ter finalizado minha leitura, posso dizer que em minha opinião, ela está certíssima. E vocês vão poder entender o que achei com a minha resenha (que ficou bem grande por sinal, mas leiam porque escrevi de coração).
Um dos pontos que achei mais incrível nesta leitura foi justamente o comportamento da protagonista, Belinda, no iniciozinho do século XIX. Sei que muitas obras contemporâneas de romances de época trazem personagens femininas fortes como protagonistas, só que o livro de Maria Edgeworth é mais especial porque realmente foi escrito no século XIX (foi publicado em 1801 para ser mais exata). Ou seja, ela vivia toda aquela repressão por ser uma mulher, considerada erroneamente na época de “o sexo frágil”, e foi contra toda a sociedade e a ideia de como uma mulher deveria se comportar e mudou muita coisa através de Belinda. Foi realmente lindo de ler e completamente admirável. Me senti feliz por conhecer essa personagem, que me lembrou muito as mocinhas de Jane Austen, só que essa trama é passada antes, e quanto mais olharmos para trás na linha do tempo mundial, pior a situação feminina era.
Belinda é aquela personagem forte que entende que deve ter uma personalidade própria e não se guiar pela opinião alheia. Então ela percebe que tem seus gostos, ideias, conceitos e valores pessoais, e, independentemente do que os outros lhe dizem ou como esperam a forma como ela deve agir, Belinda não aceita isso e se move e pensa por vontade própria. Até mesmo se a outra pessoa tiver títulos, valores ou fama, ela não se deixa intimidar e nem abaixa a cabeça, costume comum da época.
Com uma escrita bem envolvente, o leitor consegue entender essas nuances de Belinda, que mostram que ela é muito mais do que a aparência e o modo de agir esperado pela alta sociedade. Podemos acompanhá-la crescendo e amadurecendo conforme as páginas são avançadas, principalmente quando ela precisa lidar com algumas questões que a fazem refletir e se questionar se o que escuta dos demais é o mesmo que ela própria pensa também ou se sua opinião diverge deles. E ela faz isso de forma bem autêntica, doendo a quem doer. Ela não muda sua forma de ser só porque alguém quer ou porque poderia “ferir” os sentimentos alheios. Mas, claro, Belinda é uma jovem de um ótimo coração e uma grande sensibilidade, então sempre se impõe de maneira delicada e gentil, mostrando a forma que pensa de uma maneira ao mesmo tempo autêntica, leve e firme, sem ofender alguém, levantar sua voz ou se impor forçadamente.
Maria Edgeworth elimina preconceitos e desconstrói pensamentos da época em diversos momentos da trama, e não apenas através da protagonista, como também por meio de outros personagens. E eu só sei que, a cada trecho que lia com algo assim, tão à frente de seu tempo, eu me sentia ainda mais orgulhosa por essa mulher ter existido naquela época e ter colocado no papel personagens que pensavam de uma forma mais moderna e diferente do que era esperado. Me sinto realmente feliz por ter conhecido essa autora, já que ainda não tinha lido nenhuma obra dela, e gostaria de voltar no tempo só para poder agradecê-la por isso.
Todos os personagens são muito reais e foram bem construídos, fazendo com que o leitor tenha a chance de ver suas nuances e camadas, mostrando que todos têm diversos lados, assim como qualquer ser humano na vida. Ninguém é cem por cento bonzinho ou ruim, claro que algumas pessoas tendem a ter uma personalidade com um ponto mais forte em um lado ou no outro, mas nunca é apenas bom ou mal. E ela mostra isso com todos os seus personagens.


As Horas Distantes - Kate Morton

Quando li “A Casa das Lembranças Perdidas” (clique no título para conferir a resenha), de Kate Morton, me apaixonei pela sua forma de escrita e por como ela conduz a história de uma maneira que consegue nos prender do início ao fim. Sendo assim, prometi a mim mesma que iria ler suas outras obras e, assim que me foi possível, comecei a leitura de “As Horas Distantes”. Agora, venho compartilhar com vocês tudo que achei deste volume incrível.
A história começa quando Meredith recebe uma carta que ficou perdida durante cinquenta anos, e que somente agora chegou ao seu destinatário. Essa carta provoca várias emoções nela, fazendo com que sua filha Edie fique curiosa sobre o passado da mãe, e com isso procura saber mais sobre ele, já que a mesma parece guardar um grande segredo. É assim que as descobertas a levam até ao Castelo de Midelhurst, para onde sua mãe foi acolhida quando criança durante o início da segunda guerra.
E é dessa forma que ela descobre mais sobre Meredith, que viveu com as irmãs Blythe; as gêmeas Percy e Saffy, e Juniper a mais nova das três. Filhas de Raymond Blythe, o autor da famosa história fictícia “A verdadeira história do homem de lama”, elas vivem no castelo de Milderhurst, onde suas paredes ocultam diversos segredos. Quando morava no castelo, Meredith criou uma grande amizade com as irmãs, principalmente com a Juniper, e dividiu junto com a família o seu amor pelos livros, leitura e escrita.
Quando a segunda guerra terminou e ela teve de retornar para a sua casa, ninguém conseguia entender esse seu amor pelos livros, a afastando assim tanto do castelo quanto das palavras, e de todos os mistérios que rondavam aquele local. Aos poucos, vemos que nossa protagonista descobre que a sua mãe escondia dela um grande mistério que aconteceu em uma noite de tempestade em 1941, onde nunca mais as irmãs foram as mesmas e tudo se alterou.
O livro é dividido em cinco partes, e em algumas delas todos os personagens principais narram seu ponto de vista em terceira pessoa, o que foi muito legal, já que desse jeito conseguimos ter uma visão bem ampla de toda a trama, fazendo com que a gente conheça um pouco mais de tudo. Também temos o ponto de vista de Edie, que narra alguns momentos em primeira pessoa. E, como no outro livro que li de Kate Morton, neste volume também somos levados para o passado e de volta para o presente, sempre alternando os tempos, e nos apresentando, assim, pequenos detalhes e pistas que vão construindo a história de uma maneira deliciosa.
A autora gosta de escrever detalhadamente cenas e sentimentos dos personagens, isso faz com que a leitura seja um pouco menos fluida, o que pode incomodar algumas pessoas, mas no meu caso eu até gosto, pois assim consigo entender melhor a atmosfera que a autora gostaria de passar, porém confesso que em alguns momentos achei um pouco repetitivo e cansativo.
Os personagens foram muito bem construídos, e cada um tem a sua profundidade, que deixa a trama ainda mais rica. Gostei bastante de todo o mistério que entrelaça esse enredo juntamente com romance, suspense e drama, tudo na medida certa. O final foi incrível, Kate nos mostrou pequenas partes do mesmo evento por diferentes visões, fazendo com que você não consiga parar de ler, até finalmente concluir a história. Vemos que a autora conseguiu amarrar tudo, sem deixar nenhuma ponta solta.


Lançamentos de Novembro da Harlequin


Oii, gente! Como vocês estão? :D Hoje vim falar sobre os lançamentos maravilhosos da Harlequin desse mês. Já quero todos! E vocês, gostaram de quais?

Toque Perigoso - Slow Burn #05 - Maya Banks
Só o amor será capaz de protegê-los.
Criada em um rigoroso culto religioso durante toda a sua juventude, Jenna não conhece nada do mundo exterior além de vagos flashes de memória, que sequer parecem ser desta vida. Memórias que servem como consolo, principalmente quando os líderes do culto descobrem que Jenna possui uma extraordinária habilidade de cura – e isso se torna motivo para que Jenna seja punida por um dom proibido: anos sendo castigada e colocada à reclusão por ser diferente. Jenna se torna uma mulher frágil e tímida, pelo menos é a maneira que ela encontrou de sofrer menos, enquanto busca o momento perfeito para fugir. Isaac é o recruta mais rebelde da Devereaux Security e mal consegue conter a sua ira quando alguém tentar roubar sua picape, mas quando descobre que o ladrão é na verdade uma jovem aterrorizada, sua raiva se transforma em compaixão e empatia. Isaac está disposto a ajuda-la, porém será Jenna a sua verdadeira protetora. E com apenas um toque, ela salvará sua vida e seu coração.
Em Toque Perigoso, a autora best-seller Maya Banks nos oferece mais uma história do mundo Slow Burn e mais personagens belos, perigosos e sedutores.
Em Nome do Amor + Soberana Sedução - Coleção Casa Real de Niroli #04 - Raye Morgan &‎ Penny Jordan
Em Nome do Amor – Raye Morgan
Adam Ryder ficou rico por mérito próprio, mas sempre soube que era filho bastardo de um dos príncipes de Niroli. Elena Valerio é cega, mas isso nunca a impediu de fazer nada. O que ela não esperava era se sentir tão atraída por Adam e seu pequeno filho. Mas Elena ama Niroli com todo o seu coração, e se Adam quiser tomar seu lugar no trono se casando com ela, vai precisar colocar de lado sua vingança.
Soberana Sedução – Penny Jordan
O sheik Kadir governa um reino no oriente, mas é também o último herdeiro de Niroli. Para assumir o trono, ele precisa achar uma rainha! Natalia Carini ama Niroli, e considera Kadir um invasor. Mas esse bárbaro está exigindo que ela seja sua esposa! Será que Natalia se renderá ao sheik, à sua sedução e ao desejo que ela nega existir?


A Guerra dos Mundos - H.G. Wells

Eu não acredito em coincidências, os fatos se conectam porque tudo faz parte de uma teia maior que se liga muito antes de termos consciência. Eu digo isto porque A Guerra dos Mundos, do britânico H.G. Wells, publicado pela Suma de Letras estava na minha lista de leituras desde que sua edição capa dura saiu, mas eu não fazia ideia de quando ia lê-lo menos ainda que se passava na Inglaterra. Eis que acabei de chegar de Londres e minha leitura ao pisar aqui foi justamente esta!

Em uma noite de observações noturnas do planeta marte um inglês e seu amigo observam estranhas explosões do planeta, tudo parece interessante, mas o que eles vêem naquela noite só começa fazer sentido quando o que parece ser um grande meteorito cai. Entretanto quando ele começa a se mover eles percebem que trata-se de um objeto tripulado, e que as criaturas que estão dentro deste cilindro não parecem amistosas com seu raios que a tudo destroem. Outros cilindros caem, e começam a se mover pelas cidades, e parece que nada que os humanos tem para se defender é capaz de pará-los, será o fim da humanidade?

O livro foi publicado pela primeira vez em 1898, e por ter mais de cem anos eu acreditava que encontraria uma narrativa mais densa ou cansativa, nunca estive mais errada, porque Wells narra em primeira pessoa  (a partir deste individuo inglês que acompanha tudo de perto) de forma muito atual, se eu não soubesse a data em que foi escrito não diria que é tão velho tal a capacidade do autor de soar atual. E mais do isso ele soa realista, narrando todos os acontecimentos em detalhes, sem que com isso perca ritmo ou interesse. Mesmo em partes que ele quer soar mais técnico ao explicar as máquinas dos extraterrestres ele consegue captar a atenção do leitor, se referindo a quem lê vez ou outra. Até a fisiologia dos mesmos ele se propõe a explorar!

Outro recurso interessante é que quando ele quer falar sobre acontecimentos que fugiram a sua experiência ele evoca relatos de outras pessoas, como é o caso de seu irmão que no momento dos ataques se encontrava em Londres. Logo ele fala em primeira pessoa falando tudo que posteriormente seu irmão lhe contou. Este recurso permite que uma visão ampla do que aconteceu seja explorada.

Não sabemos o nome de nosso protagonista, mas não por isso não temos uma profunda empatia com o personagem que fala de si ao mesmo tempo em que descortina a invasão. Determinado a sobreviver ao mesmo tempo em que seu espírito investigativo e curioso o impele a seguir, o inglês passa por maus bocados fugindo destas máquinas impiedosas. Sua capacidade de ser racional o salva da loucura por inúmeras vezes, ao mesmo tempo em que desperta pensamentos filosóficos, já que a filosofia é sua matéria de escrita.

Os personagens que ele esbarra durante sua fuga exploram bem a natureza humana em momentos de tensão e extremo perigo, mostrando como nestes momentos agimos como animais irracionais, sem propósito. Um diálogo que ele tem na reta final do livro com um militar explora esta questão do ser humano que segue o rebanho sem maiores propósitos de vida. Esta conversa é excelente, pois nos alerta quanto a quem sobreviverá no final, se os que seguem o curso, ou os fortes que querem mais da vida além de seguir o protocolo.

De forma branda, mas explicita Wells também critica a religião, já que um de seus companheiros de viagem é um padre. Este padre se mostra tão distante da fé que propaga, e dos princípios que deveria ter que coloca em cheque as ideias reproduzidas pela igreja. Claro que estes questionamentos talvez não tenham grande impacto hoje, mas não podemos esquecer que o livro tem mais de cem anos!

Como relatei no inicio acabei de voltar de Londres, e esta leitura acabou sendo extremamente especial porque Wells narra com detalhes muitos lugares de Londres, desde bairros, a ruas, parques e museus, todos locais que eu estive. E é incrível imaginar que todos eles são tão velhos, e ao mesmo tempo atuais. É uma sensação de viagem no tempo que só esta experiência pode proporcionar!


[SEMANA ESPECIAL - Tartarugas Até Lá Embaixo] Livros de John Green


Oii, gente! Como vocês estão? <3 Hoje o post vai ser bem especial, porque viemos falar sobre as obras do querido John Green. Para quem não sabe, outubro foi o mês do lançamento mundial de seu mais novo título, “Tartarugas Até Lá Embaixo”, que demorou 6 anos para ficar pronto e também foi o mais difícil de ser concluído por conta de seu cunho pessoal – o autor tem transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), assim como sua protagonista.
Essa semana, a Intrínseca convidou os blogs parceiros para um Especial sobre esse novo livro de Green, que está fazendo um mês de lançamento, e, por isso, viemos dar nossa contribuição. No primeiro dia, publicamos a resenha da obra, que por sinal é ótima e vale a pena ser conferida, e vocês podem lê-la AQUI.
Hoje, viemos falar também de alguns dos demais exemplares escritos por ele, para quem ainda não conhece seu trabalho poder se inspirar e correr para ler tudo o quanto antes – porque são maravilhosos, cada um à sua maneira. A parte em itálico é a sinopse oficial e o parágrafo seguinte é um comentário sobre a obra. Todos também já foram resenhados aqui no blog e vocês podem conferir nossas opiniões clicando nos títulos correspondentes.
Miles Halter estava em busca de um Grande Talvez. Alasca Young queria descobrir como sair do labirinto. Suas vidas colidiram na Escola Culver Creek, e nada nunca mais foi o mesmo. Miles Halter levava uma vidinha sem graça e sem muitas emoções (ou amizades) na Flórida. Ele tinha um gosto peculiar: memorizar as últimas palavras de grandes personalidades da história. Uma dessas personalidades, François Rabelais, um poeta do século XV, disse no leito de morte que ia “em busca de um Grande Talvez”. Para não ter que esperar a morte para encontrar seu Grande Talvez, Miles decide fazer as malas e partir. Ele vai para a Escola Culver Creek, um internato no ensolarado Alabama.
Lá, ele conhece Alasca Young. Ela tem em seu livro preferido, O general em seu labirinto, de Gabriel García Márquez, a pergunta para a qual busca incessantemente uma resposta: “Como vou sair desse labirinto?” Inteligente, engraçada, louca e incrivelmente sexy, Alasca vai arrastar Miles para seu labirinto e catapultá-lo sem misericórdia na direção do Grande Talvez. Miles se apaixona por Alasca, mesmo sem entendê-la, mesmo tentando sem sucesso decifrar o enigma de seus olhos verde-esmeralda.
A narrativa é rápida, fluida e toda hora temos novos acontecimentos que não deixam a trama ficar parada nem por um segundo. Além disso, rimos bastante em toda leitura com as situações cômicas e as tiradas bem engraçadas. Mesmo com cenas mais carregadas emocionalmente, por assim dizer, este é um livro mais leve, já que temos o contraste com este bom humor que o autor emprega em toda narrativa, mas também temos cenas mais tristes e reflexivas.
Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.
Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.
Gosto da inovação de enredo que John consegue escrever mesmo no meio de tantos livros tão iguais por aí, e acho que só por esse motivo já vale a pena a leitura de alguma de suas obras, além disso, sempre podemos contar com comentários inteligentes, momentos de reflexão e bom humor. Com certeza indico Cidades de Papel, e se você ainda não conhece os títulos do autor acho que deveria dar uma chance para algum deles, acredito que também não vá se arrepender e, quem sabe, também vira fã?


Retratos de Uma Vida - Retratos de Uma Vida #01 - Naty Rangel

Sempre gostei bastante de romances fofos que nos fazem suspirar e nos apresentam protagonistas incríveis. Por este motivo, assim que li a sinopse deste volume me interessei muito. Outra coisa que chamou bastante minha atenção foi a capa, e por conta disso coloquei esse volume em minha pilha de leituras e agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito dele.
Em “Retratos de Uma Vida” conhecemos Jennifer, uma jovem de apenas vinte e quatro anos que passou por muitas coisas, já que teve que lidar com a morte dos pais na adolescência e a traição do namorado com a melhor amiga. Agora, ela está tentando ir em busca do seu emprego dos sonhos, como fotógrafa da revista Famosos.
Atualmente ela vive com o seu irmão, Luke, e sonha em conseguir se sustentar sem precisar da ajuda financeira de sua Tia Jô. Sendo uma fotógrafa bem experiente, ela consegue uma chance de entrevista para a revista que só contrata fotógrafos de dois em dois anos. Então, essa seria a sua grande oportunidade.
O que ela não esperava é que iria acabar conhecendo Victor, um jovem de apenas vinte e nove anos, filho do dono da revista e que faz um pouco de tudo lá, já que ele é editor, fotógrafo e ainda gerencia todas as edições mensais. A atração entre os dois é inegável, mas Jennifer sofreu muito em seu último relacionamento, e por isso foge de qualquer possibilidade de um envolvimento amoroso, a fim de evitar se machucar novamente.
Vemos como o Victor é um fofo e muito paciente, ele sempre teve todas as mulheres que quis com o seu jeito sexy e envolvente, e foi na Jennifer que encontrou alguém que vale a pena lutar para ficar. Gostei bastante de acompanhar a rotina dos dois e ver como o relacionamento deles acabou se transformando em amor.
O livro inteiro é muito fofo e faz a gente suspirar em diversos momentos. Gostei bastante dos protagonistas, principalmente porque Jennifer não é daquelas mocinhas bobas, ela é madura, responsável e daquele tipo que não aceita desaforo, tudo o que passou na vida a fez amadurecer mais e a deixou com bastante “marcas”. Victor é aquele cara bonitão e sexy, que parecia ser aquele tipo de bad boy que faz o que quer, mas, à medida que vamos lendo, descobrimos que ele é um amor de pessoa, além de bem romântico, e isso fez com que eu torcesse bastante por ele.
A narrativa é rápida e fluida, e a maior parte da história é sob o ponto de vista de nossa protagonista, Jennifer, mas em alguns momentos também temos a perspectiva do Victor, o que achei bem legal, já que assim conseguimos conhecer melhor sobre os dois e também entender de forma mais ampla sobre eles e seus sentimentos.


[SEMANA ESPECIAL - RESENHA] Tartarugas Até Lá Embaixo - John Green

Eu gosto muito do estilo de escrita de John Green, pois ele sempre consegue me conquistar com suas histórias e me cativar com os seus personagens. Acho que ele é um dos autores da atualidade que conseguem fidelizar o seu público com maestria, sempre nos trazendo ótimos enredos. Por esse motivo, assim que vi que a Intrínseca iria lançar o seu novo título depois de anos sem nada inédito, logo o coloquei em minha pilha de leituras, e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões sobre “Tartarugas Até Lá Embaixo”.
Neste volume conhecemos Aza Holmes, uma menina de apenas dezesseis anos que tem TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), e que, ao descobrir que o pai bilionário de um dos seus amigos de infância desapareceu, resolve, junto com a sua melhor amiga, Daisy, tentar descobrir alguma pista sobre ele para ganhar a recompensa de 100 mil dólares. E, assim, ela e sua melhor amiga entram em uma espécie de aventura, na qual investigam o paradeiro desse milionário e tentam encontrar pistas para ajudá-las. Para isso, decidem se aproximar de Davis, filho do desaparecido.
Vemos o quanto o TOC influencia na vida de nossa protagonista, pois suas manias atrapalham em todos os seus relacionamentos (sejam amorosos ou não), uma vez que às vezes elas atingem um nível bem alto. Achei bem legal o livro abordar esse tema, pois cerca de 2,5% da população mundial sofre de TOC, e assim conseguimos entender melhor sobre esse transtorno, já que o próprio autor também sofre dele, e por este motivo consegue se expressar melhor sobre o assunto, nos dando uma ampla ideia de como as pessoas se sentem e como isso as afeta, tudo de uma maneira bem real, já que ele conseguiu transmitir com palavras os sentimentos e as sensações causadas por esse transtorno.
Repleto de referências da cultura Pop, esse volume consegue nos conquistar em todos os momentos com uma história leve que aborda temas como amizade, família, reencontros, fan-fics de Star Wars, entre outras coisas que vão fazer com que você não consiga parar de ler nem por um minuto.
A narrativa é rápida e fluida e os personagens são muito bem descritos, cada um com sua personalidade definida, nos cativando com facilidade. Gosto bastante de como Green consegue mostrar todos os lados da juventude sem precisar romantizar tudo, uma vez que ele captura tanto as angústias quanto os momentos bons de uma forma leve e verdadeira, nos dando uma maior identificação com o que estamos lendo. Inclusive porque as soluções não caem no colo de mão beijada, e, como na vida, vemos que as vezes temos que pedir ajuda para conseguirmos seguir em frente, como o fato de Aza precisar de terapia para ajudá-la com o seu transtorno, e não simplesmente acontecer de ela se apaixonar e ficar curada, como vemos mais vezes do que o necessário por aí.