Um Amor Conveniente – Girl Meets Duke 02 – Tessa Dare


Alexandra Mountbatten conserta relógios e é assim que se sustenta, afinal é órfã e não tem nenhuma família perto. Quando ela passa por uma situação em que perde seu modo de ganhar dinheiro, decide aceitar uma proposta que tinha declinado alguns momentos antes: virar a aia de duas meninas rebeldes, também órfãs, para transformá-las em damas. Tarefa que ninguém conseguiu, afinal elas têm personalidades fortes.

Como o salário é alto e Alex precisa, embarca nessa aventura, se esforçando para que confiem nela. No processo, percebe que as duas não precisam de disciplina, mas sim de um lar com amor e segurança depois de tudo que enfrentaram.

O problema é que o guardião delas é Chase Reynaud, herdeiro de um duque, solteirão convicto e mulherengo. Embora ele se considere uma causa perdida, Alex consegue enxergá-lo com outros olhos, mas não o bastante para Chase mudar todos os seus ideais e decisões. Ou será que um pouco de afeto pode modificar isso?

Esse ano está sendo da Tessa Dare nas minhas leituras. É o 4º livro que leio dela e 2020 está sendo difícil manter meu ritmo, tanto por conta do cenário que ainda estamos vivendo quanto por outras questões pessoais que enfrentamos e que mexeram MUITO com nosso psicológico. Então li menos do que nos anos anteriores (metade), mas ela foi a autora que mais li. E estou apaixonada por suas obras!

Esse é o 2º volume dessa série independente, então já conhecíamos Alex do livro anterior, “Um Casamento Conveniente”, já que ela se tornou uma das amigas de Emma – que também pudemos rever aqui junto com Ashbury e adorei!

Gostei muito de entendê-la melhor, saber mais a fundo seus sentimentos, modo de pensar e agir. Achei bacana que ela tem uma personalidade forte e decidida e gosta de observar os céus atrás de cometas, o que geralmente não vemos abordado em livros do gênero, introduzindo o assunto astronomia no enredo. Ela também traz um passado diferente, pois viveu a infância num barco a mar aberto, trazendo questões emocionais que precisam ser trabalhadas.

Confesso que apesar de ter gostado de Chase, ele não foi meu preferido e me incomodou em algumas situações. Mas no final eu me encantei. Ele também tem questões a serem resolvidas com relação ao seu passado. Mas o grande destaque da trama são as pupilas Rosamund e Daisy, duas crianças muito inteligentes e com gostos peculiares.



Um Amor de Sete Vidas - Sérgio Chimatti

Desde muito pequena eu nunca consegui ver desenhos ou filmes onde animais eram protagonistas e sofriam, seja pela morte de um personagem, seja pelas situações da narrativa. Com isso nunca assisti ao Rei Leão, por exemplo, ou aqueles filmes de sessão da tarde com cachorros. O tempo passou e eu continuei assim, evitando livros com animais, até que resolvi ceder ao que eu imaginava ser um livro com um gato protagonista. Um Amor de Sete Vidas, escrito Sérgio Chimatti, e publicado pelo selo Academia parece mas não esse tipo de estória.

Cristiana é uma gótica apaixonada por gatos, ela e seu primo compartilham esse amor e adotam mais gatos do que podem cuidar. Diego no entanto é alcoólatra e não tem conseguido contribuir para cuidar de seus bichinhos. Ambos compartilham uma estória, não sabem quem são seus pais, e nem como morreu a mãe de Diego. Mas a vida destes dois jovens não é o que parece, e está para mudar radicalmente quando a morte aparece muito de perto.

Estou muito familiarizada com romances espíritas, e gosto de uma linha eu diria mais densa e direta, sem romance ou atenuantes. Chimatti realizou sua narrativa em terceira pessoa com as mesmas características de uma romance espírita, mas sem um espírito narrando (mas imagino que com certeza inspirando) ou que seguisse um destes extremos comuns, nem temos uma estória açucarada como uma Zíbia Gasparetto, nem chegamos ao umbral de muitas obras do Robson Pinheiro. Na verdade a mistura que ele criou neste volume é extremamente interessante e acessível.

Desde como atuam os mentores espirituais aqui chamados de anjos, até como estão os espíritos que não partiram para colônias ou até zonas umbralinas, passando por capacidades psíquicas do ser humano e de animais. É possível encontrar referências da umbanda, kardecismo e até viagens astrais na narrativa. Essa mistura cria uma visão muito rica e completa do que pode ser visto e vivido no astral e na realidade de quem perde alguém ou passa a estudar a espiritualidade.

A protagonista Cristiana é uma gótica com 27 anos que trabalha com o um site de vendas de artigos góticos e esotéricos, mas que passa a maior parte do sue tempo cuidando de seus mais de cinquenta gatos. Achei extremamente interessante Chimatti atribuir esta cultura a personagem, e mas que ela mesmo mais velha e sofrendo preconceitos por conta de sua escolha persistisse nela, não cedendo a sociedade. Minha única objeção quanto a personagem é que ela tem um discurso muito infantilizado e feliz, soando muitas vezes artificial e forçado. Talvez alguém conheça alguém como ela, mas eu não achei autêntico. Isso também acontece com alguns outros personagens, e me causou desconforto.



Arrancada do Meu Mundo – C.C. Hunter


Eu já conhecia C.C. Hunter e havia me apaixonado por sua escrita porque acompanhei “Acampamento Shadow Falls”, sua série com uma pegada de fantasia que era uma das minhas favoritas de YA Sobrenatural no passado. Inclusive a série é bem especial para nós porque trechos das nossas resenhas estão nas orelhas de alguns volumes. E mesmo que eu tenha torcido para a ponta do triângulo errada, me encantei com a narrativa.

Mas eu ainda não tinha tido a oportunidade de ler uma obra contemporânea de C.C. Hunter (essa é a segunda publicada). Quando li a sinopse desse novo título, fiquei bem empolgada com a história, que parecia ser incrível e do tipo que com certeza iria me conquistar, então resolvi ler assim que me foi possível.

Em “Arrancada do Meu Mundo” conhecemos a história de Chloe, uma adolescente que viu toda a sua vida mudar quando seus pais se separaram. Agora ela e sua mãe se mudam de cidade para ir morar na antiga casa da avó, e tudo que ela amou fica para trás. Isso porque o pai traiu sua mãe e não repara na dor que causou, agora os dois só sabem falar mal um do outro e ela tem que lidar com tudo. Além do mais, sua mãe está com depressão e aquela família feliz que a adotou quando tinha apenas três anos já não existe mais.

Nessa nova cidade, Chloe se vê assombrada por enigmáticas lembranças de quando era pequena. E quando conhece Cash Colton, se sente estranhamente atraída por ele, até que Cash conta o verdadeiro motivo pelo qual a procurou. Chloe é uma cópia exata da filha dos pais adotivos dele, por quem ainda choram, e ele está determinado a descobrir a verdade. Então ambos embarcam em uma investigação para descobrir o que realmente aconteceu no passado.

Cash é um jovem assombrado pelo que viveu anteriormente e por isso não deixa as pessoas se aproximarem muito, já que acredita que não merece o amor. Quando vemos sua aproximação com Chloe, percebemos que isso acaba trazendo algumas coisas do seu passado à tona e como é doloroso para ele.



A Regra é Não Ter Regras – Reed Hastings & Erin Meyer


Acho que todo mundo conhece ou já ouviu falar na Netflix. Com a revolução que essa plataforma de Streaming causou em todo mundo, ela se transformou em um dos principais nomes da indústria de entretenimento, tendo mais de cento e oitenta milhões de assinantes e estando presente em cento e noventa países. Sua receita anual gera milhões de dólares, e ela é uma verdadeira revolução na filosofia corporativa.

Como amo livros que trazem assuntos como esse e adoro conhecer um pouco mais da história por trás das grandes empresas, fiquei super empolgada com essa leitura, até porque Reed Hastings, cofundador, presidente e CEO da Netflix, se uniu a Erin Meyer, especialista no mundo dos negócios, para falar um pouco para a gente sobre essa marca, que é um exemplo de criatividade e adaptação, que transformou a cultura mundial.

Eu, por exemplo, não sabia que a Netflix era uma empresa de locação de DVD pelos correios antes de virar essa superpotência de streaming. E foi delicioso acompanhar como em vinte anos essa empresa se transformou no que conhecemos hoje. Com relatos nunca antes compartilhados e centenas de entrevistas com funcionários, esse título aborda um pouco sobre como Hastings transformou a sua empresa em um símbolo de inovação e sucesso global.

Com uma leitura fácil e bastante acessível, vamos acompanhando a trajetória dessa marca, os erros e acertos ao longo do caminho, e os detalhes dessa cultura implantada de liberdade com responsabilidade, onde os funcionários são incentivados a dar Feedbacks sinceros o tempo inteiro, não só para os colegas de trabalho, mas também para os chefes, onde não existe um código de vestimenta e onde se paga um dos salários mais altos do mercado. Esse volume nos traz diversas dicas sobre os mundos dos negócios e nos inspira, independente da função que exercemos em nossas vidas.



Onde os Sonhos Acontecem – Robert Iger


Sempre gostei de livros que tratam temas como Crescimento Profissional / Negócios / Por Trás das Marcas e coisas do tipo. Sou uma viciada em conhecer um pouco mais sobre essas histórias e sempre que possível estou lendo livros desse gênero. Quando vi que Robert Iger escreveu uma obra contando um pouco sobre sua trajetória na Disney, sabia que precisava ler o quanto antes.

Nesse volume conhecemos um pouco mais sobre nosso autor, que começou como assistente de jornalismo na ABC, mais tarde comprada pela Disney, e foi crescendo nos cargos até se tornar o CEO da The Walt Disney Company. E nessa caminhada ao topo ele conheceu diversas pessoas, aprendeu lições valiosas e nunca perdeu sua essência, sendo conhecido até hoje pela sua liderança gentil e visionária.

Focando em restringir sua visão a três pilares muito importantes, que são comprometer-se com a qualidade, aceitar a tecnologia ao invés de enfrentá-la e pensar em escala global, Iger foi essencial na trajetória da companhia e esteve à frente de aquisições muito importantes. Entre elas, posso citar Pixar, Marvel, Lucasfilm e 21st Century Fox, levando o valor de mercado da Disney ser cinco vezes maior do que em 2005.


Com uma leitura fácil, rápida e fluida esse é um dos melhores livros sobre gestão que já li. Com muitas lições sobre a liderança, esse volume consegue nos conquistar não só com histórias interessantes e dicas sobre negociação, mas também com a história do autor e seu crescimento profissional. Adorei conhecer um pouco mais sobre Iger, que mostrou que é possível gerir mais de 200 mil funcionários de forma justa, otimista e corajosa, além de ser inovador e bem-sucedido.



Talvez Você Deva Conversar Com Alguém – Lori Gottlieb


Quando li a sinopse desse título fiquei bem interessada na trama, que nos traz um relato da autora sobre histórias comuns de seus pacientes mesclada com a história dela própria como paciente. Achei isso bem interessante, pois acaba criando no leitor uma identificação, já que narra coisas que as pessoas realmente sentiram e passaram. Com isso, precisava ler esse volume o quanto antes, então ele pulou na frente na minha lista de Próximas Leituras.

Após um término difícil de um relacionamento de dois anos, vemos a amiga de nossa protagonista conversar com ela para procurar um terapeuta para aprender a lidar melhor com essa questão, já que a mesma está tendo dificuldades para aceitar o que aconteceu. No início, isso até pode ser um choque, já que ela é uma profissional de terapia, porém, ela percebe que também precisa de ajuda. Sendo assim, nesse volume vamos acompanhar dois momentos, sendo que em um deles nossa protagonista é a terapeuta e no outro ela é a paciente.

Lori também nos traz o relato de quatro de seus pacientes (na obra eles tiveram seus nomes reais modificados), nos quais cada um deles traz diferentes casos que estão tendo que enfrentar, e, com isso, aprendemos um pouco sobre suas lutas, dores, sentimentos e o que estão lidando. Foi ótimo acompanhar a história de todos eles e ver os seus crescimentos pessoais. Claro que em alguns momentos nosso coração fica pequeno, já que todos temos nossos medos, inseguranças, tristezas, etc. Mas gostei muito de acompanhar tudo e com certeza me identifiquei em diversos momentos.

Esse é aquele tipo de livro que consegue nos conquistar fácil. A história mexe com nossos sentimentos e nos mostra que as vezes é preciso pedir ajuda e que devemos realmente fazer isso. Conversar com um terapeuta muitas vezes nos auxilia bastante para conseguirmos lidar com todas as emoções que vivemos. E achei que a forma que a autora abordou tudo muito incrível.



Horror Na Colina de Darrington – Marcus Barcelos



Para ser sincera, eu nunca tinha lido histórias assustadoras (terror) nacionais, mas achei essa interessante e é uma trama curtinha. Como é o mês do Halloween e eu queria prestigiar obras escritas por autores brasileiros, resolvi embarcar nessas páginas.

Gostei bastante da experiência e agora preciso ler mais obras do autor, inclusive a continuação, “Dança da Escuridão”, já está na minha lista de desejados e pretendo ler muito em breve. Principalmente porque o final deixou algumas pontas em aberto, então quero (e preciso!) muito saber o que aconteceu com Ben depois de tudo o que ele passou neste volume.

O protagonista da história é Benjamin Simons, um jovem de 17 anos que vive num orfanato, e em 2004 vai para a casa de membros de sua família na Colina de Darrington para ajudá-los, já que sua tia teve um derrame muito estranho e sua priminha Carla de 5 anos ficou sem ter alguém para cuidar dela direito, pois seu pai tinha que trabalhar e a irmã mais velha morava na cidade para estudar.

Lá, coisas estranhas começam a acontecer e Benjamin tenta lutar para entender aquilo. Sofre perdas e sua sanidade é posta à prova: realidade x loucura. Ele conta com a ajuda de uma pessoa para tentar entender todos os acontecimentos, mas as consequências são terríveis ainda assim. Sendo em 1ª pessoa, podemos entender melhor seus sentimentos e tudo o que ele viveu.

10 anos se passam e o que ele vivenciou naquele lugar ainda o assombra. Então Ben decide que tem que voltar para desvendar tudo ou viverá com medo para sempre. Então acompanhamos suas memórias por seu relato sinistro e temos a chance de conhecer detalhes através de recortes de jornais, arquivos médicos, etc.

No começo, me senti um pouco confusa, mas segui adiante e achei a narrativa do autor muito boa. Com amarração de pontos obscuros, mesclando realidade, passado e presente. A trama se passa nos EUA, estilo filme de terror americano, mas poderia ser no interior do Brasil, já que aqui também tem colinas que parecem assustadoras.



O Homem que Odiava Machado de Assis – José Almeida Júnior



Após ler muitas críticas positivas sobre esse livro, fiquei bem interessada em começar a embarcar em suas páginas, já que a trama mistura realidade com ficção e nos apresenta uma história utilizando como personagem um dos maiores autores do Brasil, Machado de Assis. Sendo assim, quando tive a oportunidade comecei essa leitura e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.

Nesse volume conhecemos Pedro Junqueira, o narrador dessa obra, que no dia do enterro de Machado de Assis nos leva a conhecer toda a sua história com o autor. Sendo assim, voltamos alguns anos para conhecer Pedro quando ainda era um menino mimado, filho de uma família rica, que após perder a mãe, se viu obrigado a ir morar com a Tia em sua fazenda. Lá, ele acabou conhecendo Machado de Assis um menino de mesma idade, porém pobre, mulato e com epilepsia. Desde esse dia, ambos se odiaram e se tornaram grandes rivais.

Sem entender como negros poderiam ter regalias como os brancos, nosso protagonista passa a canalizar toda a sua raiva em Machado de Assis (na época ainda conhecido como Joaquim). Os anos vão se passando e Pedro é enviado para estudar em Portugal e lá se torna um advogado. Ao conhecer uma mulher apresentada por um dos seus amigos, ele acaba entrando em um relacionamento, mas muitas coisas acontecem e ambos acabam se separando.

Pedro, ao voltar para o Brasil, descobre que sua ex-namorada agora está casada com seu arqui-inimigo. E, para piorar as coisas, o Joaquim de sua infância ainda roubou uma de suas ideias publicando "Memórias Póstumas de Brás Cubas".



Quase Rivais – J. Sterling

 


A família de Julia é dona de uma vinícola muito importante, ela é apaixonada por seu trabalho, participa de competições com suas criações e produz vinhos premiados. E está sempre competindo com James, dono da vinícola vizinha, que fica em 2º lugar todas as vezes, o que traz um gosto melhor para a vitória de Julia, afinal eles são inimigos.

O motivo? Nem eles sabem. Mas suas famílias se odeiam há algumas gerações e as explicações não são as melhores. Porém, ambos cresceram sabendo que precisavam se odiar e evitar ao máximo qualquer contato com o inimigo. Tudo seguiria assim se não fosse por um pequeno detalhe: James é apaixonado por Julia desde criança e ela também sente algumas várias fagulhas por ele.

Quando eles começam a se aproximar e pode ter alguma coisa acontecendo ali, James decide que é hora de agir. Mas será que ele sozinho é capaz de mudar os sentimentos de ódio de tantas pessoas e anos acumulados?

Essa história é uma versão moderna inspirada em Romeu e Julieta. Agradável, sem dramas e fofa, é uma leitura bem leve, divertida e rápida. A narrativa da autora flui bem e como exemplar é curto (tem apenas 160 páginas), é ótimo para quem quer algo para passar o tempo ou intercalar no meio de obras mais densas.

“ – Existe uma versão da história em que eles vivem felizes para sempre em vez de morrer?

– Não que eu saiba.

– Então, acho que ela merece ser escrita.”

Gostei de ambos os protagonistas, e o fato de já terem sentimentos um pelo outro faz com que o relacionamento não pareça forçado e a trama também se desenvolva mais rápido. Outros personagens que ganharam destaque e adorei conhecer foram os melhores amigos deles, Jeanine e Dane.

A história tem um estilo bem-humorado com uma pegada romântica mais fofinha, mas também tem cenas bem quentes. E consegue prender o leitor de um jeito encantador, fazendo com que seja um livro ideal quem gosta de obras que podem ser lidas em um dia. Apesar disso, o enredo tinha bastante potencial e podia ter sido melhor explorado e os personagens mais desenvolvidos.



Pistas Submersas – Doggerland 01 – Maria Adolfsson



Sempre gostei de livros de suspense que nos deixam vidrados atrás de pistas para desvendar o grande mistério. E quando li a sinopse desse volume, sabia que precisava lê-lo o quanto antes. E foi assim que fiquei submersa nas páginas desse título e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões.

Nesse volume conhecemos Karen Hornby, uma detetive que acorda na manhã seguinte ao grande festival das ilhas de Doggerland, norte da Escandinávia, com uma grande ressaca e com o seu chefe dividindo a sua cama de hotel. E para piorar todo o pesadelo, à tarde, quando ela está em sua casa tentando esquecer tudo o que aconteceu, recebe uma ligação do chefe da polícia, dizendo que a ex-mulher do seu chefe foi encontrada morta e por isso ela iria ficar à frente do caso, se tornando a líder da investigação.

Agora nossa protagonista começa a investigar o caso e acaba descobrindo vários segredos, coisas que aconteceram nos anos setenta e que parecem ter uma ligação com os atuais acontecimentos. Com uma narrativa em terceira pessoa, conseguimos entender tudo de uma forma mais ampla, o que foi bem legal e nos deu uma melhor visão sobre o caso.

Esse volume consegue nos prender do início ao fim. Desde que descobrimos o crime até desvendarmos o culpado, acompanhamos uma trama cheia de reviravoltas com uma protagonista forte e determinada, que além de inteligente e com uma personalidade sombria, nos conquista com o seu jeito determinado de ser, mesmo tendo que lidar com muitas coisas como o machismo em seu ambiente de trabalho. Algo que gostei é que ela é uma mulher mais velha do que geralmente leio.



Adultos – Emma Jane Unsworth


 Desde que li a sinopse desse volume, fiquei encantada com o que parecia a história, até porque AMEI “Bridget Jones” e li que essa obra teria ares semelhantes (mas não achei), e já estava com saudades de ler uma comédia agridoce. Por esse motivo, fiquei muito feliz em receber a Caixinha do Intrínsecos com essa edição linda (e lilás), e assim que foi possível embarquei nessa leitura. Agora venho compartilhar com vocês o que eu achei.

Nesse volume conhecemos Jenny McLaine, uma mulher de 35 anos que é colunista em uma revista feminina descolada, tem sua casa própria e namora um fotógrafo famoso. Sua vida parecia perfeita nas redes sociais, mas de longe era assim. Ela não conhecia seu pai, não tinha o melhor dos relacionamentos com a mãe e tinha surtos de ansiedade por se preocupar demais com a imagem.

Quando a situação parece chegar ao limite, suas amizades se tornaram superficiais, seu relacionamento acaba e a internet parece querer seu fim, a mãe de nossa protagonista, uma médium pioneira nos traumas da filha, resolve intervir. E assim Jenny precisa voltar a aprender a conviver com a mãe e lidar com as dificuldades de sua vida e não apenas ignorar as coisas que estão acontecendo ao seu redor.

Essa obra traz uma forte crítica ao modelo de vida que muitos estão levando atualmente, já que passam muito tempo tentando fazer tudo parecer perfeito nas redes sociais. No começo é uma leitura mais arrastada, porém, conforme vamos lendo o livro começa a nos cativar e começamos a entender um pouco melhor a Jenny, que é uma protagonista bem real, muitas vezes egocêntrica e mimada.


Gostei de ver como ela até conseguiu amadurecer durante a trama e de como alguns assuntos importantes foram tratados. Em geral essa foi uma narrativa rápida e fluida (depois do começo mais cansativo), que consegue conquistar a gente com uma linguagem simples trazendo o retrato de uma mulher que poderia ser nossa amiga e de uma ansiedade que é muito comum nas pessoas atualmente.



Indicando C-Drama: Go Ahead

 

🌷Boa Noite, gente! Tudo bem? Já comentamos por aqui que somos apaixonadas por séries asiáticas, especialmente as Chinesas e as Coreanas. Como vemos uma quantidade bem menor de pessoas indicando as Chinesas, hoje viemos falar da que terminamos mais recentemente e entrou para o Top Favoritas da VIDA!

A história se passa em 3 etapas das vidas dos protagonistas. Conhecemos três crianças, Li Jian Jian, Ling Xiao e He Zi Qiu, que vivenciam situações bem ruins na infância. Jian Jian é criada apenas pelo pai, quando Ling Xiao se muda com a família para o andar de cima depois de uma tragédia. A mãe de Zi Qiu sai em encontros com o pai de Jian Jian até que acontecem algumas situações e ele se torna o irmão de criação dela. 

Os 3 criam laços fortes, como se fossem irmãos de verdade e os pais começam a criá-los (eles tomam todas as decisões juntos, como se fossem os pais dos 3, embora não tenham um relacionamento amoroso) e eles se tornam uma família não convencional.

Depois acompanhamos a adolescência e como a amizade deles se fortalece cada vez mais, e juntos enfrentam todos os desafios da vida. Até que outras situações ocorrem e dessa vez eles são separados. Por causa da distância e do modo como queriam lidar com tudo, perdem a essência desse relacionamento e vivem anos dolorosos antes de se reencontrarem na fase adulta, quando precisam aprender a conviver com as novas pessoas que se tornaram e entender tudo o que aconteceu nos anos que ficaram longe uns dos outros.

Mesmo com tantos percalços pelo caminho, eles percebem que os laços que os unem são mais fortes do que tudo, e voltam a se relacionar, se apoiar e se confortar, evoluindo e entendendo sentimentos que antes estavam escondidos.

Primeiro quero dizer que os Dramas Chineses são mais fofinhos do que os Coreanos e trazem mais situações do dia a dia, ou seja, é para quem gosta de histórias divertidas, gostosas e que tratam de temas pesados de forma mais leve. Quando assisto, sinto como se estivesse lendo um livro de Romance Contemporâneo que deixa meu coração quentinho e traz um sorriso involuntário para meu rosto.

Tenho um carinho ainda mais especial porque a protagonista é interpretada pela minha atriz chinesa favorita, Tan Song Yun. Já assisti quase todos os trabalhos dela e sou apaixonada.

Essa série é um HINO! Fomos surpreendidas em vários momentos e nos encantamos com a história. Não foca tanto no romance, apesar de ter cenas bem fofas, mas nas relações familiares, em famílias diferentes do padrão, em amor e amizade. Traz temas como abandono, perdão, depressão, ansiedade, pressão, chantagem emocional, entre outros.



Cartas do Passado – Warrington 01 – Lucy Vargas


Luiza está desempregada, sem dinheiro e é recém-formada, por isso quando consegue um emprego num castelo medieval no interior da Inglaterra, resolve embarcar com tudo para lá. O local está arruinado e passando por reformas para se tornar um hotel e museu dos Warrington, família que prosperou na propriedade no passado.

Ela logo se interessa pela vida do Conde de Havenford, homem sofrido que morreu jovem, principalmente porque ele sempre escrevia tudo sobre os acontecimentos a sua volta e depois dele seu castelo foi destruído e seu povo abandonado.

Então resolve responder suas cartas apenas por diversão e para sentir como se pudesse ajudá-lo a enfrentar qualquer coisa. Até que passa a receber respostas aos seus bilhetes.  No início não acredita no que está acontecendo, até que algo impossível de se imaginar acontece e ela vai parar no passado, com outra identidade, e pode mudar tudo.

Esse livro havia sido publicado de forma independente por Lucy em 2013. E eu já conhecia porque desde a 1ª vez que li uma de suas obras fui pesquisar mais sobre ela e conheci todos os seus trabalhos, mas ainda não tinha tido a oportunidade de conferi-lo. Então fiquei empolgada quando a Editora Charme resolveu trazer para seu catálogo, porque assim eu sabia que conseguiria ler!

Não é uma leitura rápida e fluida, pelo contrário, existem tantos acontecimentos, descrições e partes desenvolvidas, que a gente se sente imerso na trama, vendo-a acontecer aos poucos. E também é interessante acompanhar a jornada dos personagens ao longo dos anos.


Apesar de ter momentos leves e descontraídos, também há situações tensas, tristes, com mortes e muitos acontecimentos ruins e de quebrar o coração. As lágrimas são consequências que muitos não vão conseguir evitar. Então sai um pouco do estilo de Romances de Época ao qual estou acostumada, mas isso também tem a ver com o período em que se passa a história – o passado começa em 1423. E é bem diferente de outros livros do gênero que li de Lucy.



Cozinha Vegana Para Quem Quer Ser Saudável – Gabriela Oliveira ⠀


Como adoro livros de Receitas, sempre busco conhecer novas obras para poder me aventurar com pratos diferentes na cozinha. Desta vez escolhi esse Vencedor do Gourmand World Cookbook Awards, maior premiação internacional de editoração de gastronomia e vinhos do mundo, escrito pela portuguesa Gabriela Oliveira, que traz pratos veganos.

Eu não sou vegana, mas ainda assim gosto de conhecer novas formas de preparar os alimentos, então posso incluir pratos veganos no meu dia a dia, ou seja, esse livro serve para todos os públicos.

Como a culinária vegana tem alimentos que servem para substituir outros da alimentação de não veganos, é bem bacana porque temos informações sobre onde encontrar nutrientes que precisamos para manter nosso corpo funcionando da melhor forma, afinal, uma alimentação bem planejada, equilibrada e completa garante tudo o que o corpo precisa.

O exemplar é bem bacana porque, além das receitas, há várias informações essenciais. Na apresentação, a autora fala um pouco sobre essa gastronomia, e depois traz textos sobre como Garantir Proteínas, Vitaminas e Ácidos Graxos Essenciais, Reforçar o Ferro e o Cálcio, Como Escolher os Hidratos de Carbono e até Como Planejar as Refeições.

Nessas páginas, ela dá sugestões de como reforçar o consumo, aumentar ou balancear a ingestão e a absorção desses nutrientes, indica alimentos que são as principais fontes de origem vegetal, e apresenta várias explicações. Também traz um Menu Diário como exemplo para consumir tudo o que é necessário durante o dia e até mesmo um Plano Semanal com receitas encontradas nessa obra. E ainda explica alguns alimentos usados na Culinária Vegana.



Eleanor & Park – Rainbow Rowell


Há muito tempo eu queria ler esse volume, porém ainda não tinha tido a oportunidade de fazer essa leitura. Agora ele foi relançado pela Editora Seguinte e vi uma oportunidade de concluir essa vontade.

Nesse volume conhecemos Eleanor, uma menina ruiva que é a filha mais velha de uma problemática família. Ela sempre veste roupas largas, masculinas e sofre com preconceito. Também conhecemos Park, um jovem descendente de coreanos, apaixonado por músicas e quadrinhos.

Eleanor é nova na escola e isso acaba sendo bem difícil para ela que passa a sofrer muito bullying. Além disso, sua situação em casa também não é das melhores. Seu padrasto maltrata a mãe, que vive uma vida submissa e transforma a vida de todos ao seu redor em um verdadeiro inferno. Ela é uma garota forte, que aprende da forma mais difícil ao lidar com as situações complicadas da vida.

Quando nossa protagonista entra no ônibus escolar, enfrenta a dificuldade de ninguém querer deixá-la se sentar. E é assim que conhece Parker, que, meio a contragosto, acaba deixando a menina nova sentar ao lado dele. Apesar da relutância no início, ambos acabam conversando enquanto dividem os quadrinhos. E é nesse cenário que os dois acabam se apaixonando.

Sendo assim, vamos acompanhando a história do primeiro amor dos nossos protagonistas, que é intenso, doce e cativante. Vários temas muito importantes são abordados no livro, como bullying, relacionamentos abusivos, gordofobia, racismo, etc. Porém, todos esses temas foram trabalhados de forma mais superficial.





Magia de Papel - Magia de Papel #01 - Charlie N. Holmberg


É sempre bom ver novas editoras nascerem e lançarem livros interessantes. Quando vi a primeira vez o livro Magia de Papel, da autora Charlie N. Holmberg, também tive conhecimento do nascimento da editora Passaporte. Mais uma editora para trazer livros para o mercado, o que é sempre bom já que quanto mais opções melhor para todos!

Ceony Twill é uma aprendiz, seu maior sonho era poder enfeitiçar o metal, mas o destino quis que ela acabasse como dobradora de papel. Inconsolável ela segue para casa do Mago Emery Thane, seu futuro tutor. Thane é tudo o que ela não esperava jovem e esquisito, além de muito bondoso. Quando já estava se acostumando com as magias com o papel uma visita inesperada coloca a vida do mago em risco, e sua jovem aprendiz parte determinada em salvar a vida do mago.

Eu não tinha exatamente expectativas com relação a este livro, mas por tratar-se de um livro que envolve magia eu esperava alguns clichês dentro do tema. Mas nada disso aconteceu, o sistema mágico que a autora criou é diferente de tudo que eu li até hoje. Sua narrativa em terceira pessoa é toda focada nas ações e pontos de vista de Ceony. Logo o desenvolvimento acaba focado na ação, não temos uma estória introdutória cheia de explicações de como este mundo funciona.

O que é explicado é que existem magos que se especializam em determinados materiais como vidro, papel, plástico, aço, etc, qualquer material que tenha sido criado pelo homem. E para tornar-se mago você frequenta uma escola, Instituto Tagis Praff de Vocações Mágicas, e posteriormente passa por um estágio com um mago da área que quer se afiliar, área essa que não pode mudar posteriormente. Infelizmente foge ao livro como é a relações dos magos com a sociedade, no caso a estória se passa na Londres do século XIX. Também não é dito se todas as pessoas tem vocações mágicas ou não. A única coisa muito clara é que os magos de papel são pouquíssimos e não são muito bem visto, já que aparentemente a magia de papel parece desinteressante.

Ceony começa o livro muito chata já que está extremante emburrada em não se filiar ao elemento que desejava, acha que sua vida com o papel será extremamente desinteressante. Aos poucos ela vai aprendendo algumas magias, e quando parte na missão de resgate para salvar o mago Thane ela compreende a dimensão da magia em que está envolvida. Assim como também acaba descobrindo coisas a cerca de si mesma e de seu próprio passado.

Thane é um homem interessante com um passado desconhecido que acaba descortinado em detalhes na missão de Ceony. Nesta jornada a aprendiz acaba presa em um local onde conhece muitas estórias de vida do mago. Devo dizer que este trecho toma muito tempo do livro, é interessante, mas me cansou um pouco, acho que deveria ter sido um pouco mais dinâmico, não que a autora se demore em descrições ou detalhes, mas o tempo se estendeu além da conta neste local.

A vilã da trama é bastante cruel e está envolvida com um tipo de magia proibida, ela é uma excisora, ou seja, usa carne humana para realizar magias. Não demonstra sentimento ou empatia com ninguém, mas não ficou muito claro porque ela acaba fazendo esta escolha para sua vida, uma vez que era envolvida com uma pessoa boa em seu passado.



Coraline – Neil Gaiman & Chris Riddell


Boa Noite, gente! Tudo bem? Hoje vim falar sobre um livro muito bacana que li recentemente do Neil Gaiman e gostei bastante. Sempre fui fã do autor e amo as suas obras, por esse motivo, sempre que é possível gosto de ler algo de sua autoria. Apesar de já conhecer esse título, ainda não havia tido a oportunidade de lê-lo. Quando vi a belíssima edição da Intrínseca com Capa Dura, miolo todo ilustrado e até fitinha para marcar, tudo seguindo o padrão de cores e tons (clique na próxima foto para ver como ficou por dentro), sabia que não podia esperar mais para conhecer essa história.
Nesse volume conhecemos Coraline, uma jovem que se muda para um apartamento em um casarão antigo com os seus pais. Filha única, às vezes ela se sente muito sozinha, pois seus pais trabalham muito e acabam não dando tanta atenção para a menina. Muito inteligente, nossa protagonista começa a explorar ao seu redor e conhece tudo o que podia, além de visitar os seus vizinhos excêntricos. Quando ela resolve explorar o interior da sua casa, descobre uma porta que dá para uma parede de tijolos. 

Depois de um dia, quando nossa protagonista reabre essa porta, descobre um portal para um outro mundo, onde seus outros pais são criaturas muito pálidas, com botões negros no lugar dos olhos, que lhe dão atenção, amor, carinho, comidas gostosas e mostram diversas brincadeiras, fazendo com que nossa protagonista se sinta mais em casa nesse mundo mágico, onde ela acaba também conhecendo um gato falante com um humor bem ácido.
Com o passar do tempo, vemos que Coraline, sendo uma menina muito esperta, logo repara que tem alguma coisa errada, fazendo com que ela perceba que deve ser corajosa para salvar a si mesma e as pessoas que ama. E com ajuda ela vai viver uma grande aventura.



Com Amor, Creekwood – Becky Albertalli

Depois de ler e me apaixonar por “Com Amor, Simon”, fiquei desejando que a autora escrevesse mais livros sobre o casal formado no livro. Então quando ela finalmente anunciou (depois de muitos fãs pedirem – ou seja, não fui a única que desejei hahaha) o lançamento deste pequeno exemplar, fiquei bem feliz.

Apesar de simples e curto (tem apenas 144 páginas), já deu para matar saudades dos personagens que tanto amamos. Através de e-mails vamos acompanhar o que aconteceu com Simon, Blue, Leah e Abby depois de sair de Creekwood para começar a vida universitária.

A minha parte preferida dessa leitura foi rever Simon e Blue e ver como o relacionamento deles está no momento. E é bem fofo, realmente do jeito que eles eram no 1º livro. É também aquele tipo de relacionamento bem meloso, que chega a escorrer mel pelas páginas. Como estão namorando à distância, já que começaram a estudar em faculdades em locais diferentes a 189,1 quilômetros, vamos ver como estão lidando com o fato de não poderem se ver todos os dias (apesar de se visitarem com certa frequência) e como é difícil a situação.

Além de rever esse casal incrível, também temos a oportunidade de acompanhar outro: Leah e Abby, que diferentemente dos primeiros, estão vivendo um ótimo momento juntas, já que dividem o quarto na faculdade e não se desgrudam mais. Até quando assistem suas aulas em locais diferentes, afinal são cursos distintos, elas conseguem uma forma de se comunicar. E estão chegando naquele momento precioso da primeira troca da palavra que começa com “a”.

Já li todos os livros de Becky que foram publicados no Brasil e o do Simon é meu preferido com muita distância, então esse daqui entrou logo atrás na lista de queridinhos dela. Confesso que apesar de não ter amado nenhum dos outros como eles, queria que a autora também tivesse trazido cenas deles para esse exemplar. Mas fico feliz por termos tido a oportunidade de saber um pouco mais sobre alguns outros personagens que passaram pela vida deles.



Alguém Para Amar – Westcott 01 – Mary Balogh

Quando o Conde de Riverdale morre, deixando uma fortuna para a família, as coisas poderiam seguir um rumo tranquilo. Porém, ele também deixou um segredo: Anna Snow, sua filha do primeiro casamento, a qual ninguém sabia da existência.

Anna vê sua vida mudar completamente, já que foi criada num orfanato e não tinha qualquer informação sobre sua família ou origens, nem mesmo possuía qualquer bem valioso. Quando é levada para a alta sociedade para receber um tratamento como lady Anastasia – seu verdadeiro nome e posição social, ela se vê num mundo novo, rico, onde as pessoas se importam com a opinião alheia mais do que deveriam e onde é rejeitada prontamente por várias pessoas, incluindo membros da própria família recém descoberta.

Avery Archer, o duque de Netherby sempre manteve todo mundo à distância e guardava seus próprios segredos. Quando conhece Anna, vê mais nela do que em qualquer pessoa e isso o atrai. E quanto mais tempo passam juntos, mais certo parece que algo seja feito a esse respeito.

Amei o enredo. Já li vááários Romances de Época, afinal é meu gênero favorito, e nunca tinha lido nada parecido. Curti as explicações e justificativas. Adoro como Mary trata o comportamento humano e traz revelações que as pessoas não deixam transparecer. Só achei que faltou emoção e cenas de perder o fôlego, então demorei lendo. Conhecemos os protagonistas dos próximos volumes da série e mal vejo a hora de ler as continuações.

Adorei que o protagonista masculino se libertou da ideia de que os homens devem ser fortes, grandes, etc. para poder exalar masculinidade. Gosto que Avery pode parecer mais frágil ou até com feições mais delicadas, e ainda tem respeito (conquistado) e é bem resolvido. Ele tem realmente um ar de Duque: arrogante, nariz em pé e extravagante, mas também é envolto em mistério e é dono de um autocontrole invejável.

Gostei do fato de ele ter feito artes marciais. Acho que combinou muito com o personagem, além de ser algo que não é muito explorado nos Romances de Época. Também achei importante que a autora tenha abordado o passado de Avery, a intimidação que sofreu, e como os garotos são tratados só porque precisam representar uma imagem de força e sem sentimentos.

Curti bastante Anna, conhecer seu caráter e seu modo de agir. E ver como ela lidou com maturidade com sua nova vida, ainda que tenha vivenciado um giro de 180°. Adorei sua visão, o modo como ela é segura e sempre diz que não é melhor nem pior que ninguém.

Eu gosto das obras escritas por Mary Balogh, acho que são bem construídas, e os personagens e suas próprias histórias são bem desenvolvidos. Porém, não consigo ver a química entre os protagonistas. Ainda que eu torça para eles como um casal, não sinto aquela paixão, aquele palpitar no coração, e falta um sorriso involuntário se formando nos meus lábios. Os relacionamentos são mais tranquilos e maduros, do tipo que eles decidem ficar juntos porque querem e porque é melhor (até há atração física), mas não porque sentem algo forte.



Sol da Meia-Noite – Crepúsculo #05 – Stephenie Meyer


Na época em que Crepúsculo saiu nas livrarias eu quis imediatamente ler, pelo simples fato que sou fã de vampiros e de Anne Rice. Confesso que na época o primeiro livro mexeu comigo, mas o segundo volume foi ódio mortal, mesmo assim segui até o fim meio de saco cheio de tanto drama e alguns absurdos hehehe. Não fazia ideia que Sol da Meia Noite iria sair até que me deparei com ele, e pense porque não? Afinal quem vai narrar é um vampiro, vai ser mais true não? É não exatamente não Sra. Stephenie Meyer?!
Em Sol da Meia Noite conhecemos a mesma estória de Crepúsculo, mas sob a ótica do vampiro Edward, desde o seu primeiro encontro, passando por momentos que sabemos que aconteceram, mas não como aconteceram. A narrativa é feita em primeira pessoa, e devo dizer que se achava que a Bella era lamúrias sem fim é porque não conhecia a mente do Edward! Simplesmente não comprei a ideia que Meyer vendeu de que uma vez vampiro e sua personalidade não evolue, visto que a mente e o corpo seguem percursos próprios. Depois de cem anos duvido que alguém continue nos mesmos erros e personalidade. Sim alguns vampiros se tornam mais letais e abandonam qualquer traço de humanidade, outros passam disso para quase humanos, entre tudo isso eles aprendem e mudam, mas o Sr. Cullen? É como um adolescente e desculpa isso não cola!
Outro aspecto que em Crepúsculo já me incomodava e nesse só piorou foi a perseguição de Edward a Bella, chega um determinado ponto da trama que ele ou está com ela, ou vigiando ela através da mente dos outros. Não é isso que chamam de relação tóxica? Ele não consegue respeitar as decisões dela porque ela é uma humana e é frágil, não aceita os sentimentos dela porque ele é um monstro indigno de amor e quer impor todo relacionamento em cima da ideia que ele não é capaz de ser homem ( isso porque me desculpe com Carlisle como exemplo ele devia ser muito diferente).
O livro têm 736 páginas que até caminham bem, mas que trazem páginas e mais páginas de "vou embora", "sou um monstro e vou matar ela" e "o cheiro dela é incrível", é repetição, atrás de repetição. Eu esperava por uma mente mais perturbada no sentido vampírico, como os vampiros mais tradicionais (oi Lestat?!), mas são breves as cenas que eu me via pensando "ah sim ele é um vampiro", a maior parte do tempo ele parece um ser humano imortal um bocado burro. Mesmo a mudança dele de parar de atacar ela e passar a namorar ela foi muito fraca.
Minha impressão sobre Meyer e os vampiros é que ela gosta deles, mas desde que eles não sejam maus, e eu aceito isso, o seriado True Blood, por exemplo, explorou isso muito bem. Me parece que a autora não conseguiu dimensionar a natureza real dessas criaturas, seus dilemas e experiências. Ela sempre fala do ponto de vista de uma humana e nunca senti ela vestido a camisa dos vampiros.


Indicação: Auguste Dupin – Edgar Allan Poe


🌷 Boa Noite, gente! Tudo bem? Hoje viemos indicar um livro bem bacana que li recentemente: Auguste Dupin, de Edgar Allan Poe, que é considerado o primeiro detetive da literatura mundial.

Adorei conhecer esse personagem e as histórias protagonizadas por ele. Esse foi meu primeiro contato com a escrita de Poe e também curti bastante. Espero ler mais obras dele futuramente.

Inclusive, essa edição está linda e ainda inclui Extras maravilhosos: o poema “O Corvo”, que é um dos trabalhos mais famosos do autor, traduzido por ninguém menos do que Machado de Assis, e o conto “O Escaravelho de Ouro”.

SINOPSE:

Décadas antes do icônico Sherlock Holmes fascinar os leitores com sua astúcia e inteligência, Edgar Allan Poe – a mente por trás de grandes obras da literatura mundial, bem como da gênese do conto da maneira que conhecemos – escreveu “Os Assassinatos da Rua Morgue”. Nesse conto, somos apresentados ao peculiar Le Chevalier C. Auguste Dupin, criminologista notável por sua inteligência durante a investigação de misteriosos casos de assassinato.



E é claro que Poe estava, mais uma vez, fazendo história: Dupin foi o primeiro detetive da literatura, naquela que é considerada a primeira história do gênero a ser publicada. O trabalho do autor foi responsável por influenciar não só a criação de Arthur Conan Doyle como toda história policial, desde aquelas escritas no século 19 até as que são lançadas atualmente.

Agora, esse legado ganha um tributo nesta edição, que reúne “Os Assassinatos da Rua Morgue”, “O Mistério de Marie Rogêt” e “A Carta Furtada”, ou seja, a trilogia completa protagonizada pelo detetive de Poe – Auguste Dupin, o primeiro detetive.

 



Cozinha Vegetariana do Mediterrâneo – Malu Simões e Alberto Musacchio

Já comentei algumas vezes por aqui como somos apaixonadas por livros de culinária. Sempre que vemos um exemplar do gênero, principalmente em edições bonitas, já queremos colocá-lo na nossa estante e testar as receitas. A escolha da vez foi essa obra maravilhosa, que nos apresenta a Culinária Italiana através de receitas que revelam os segredos da cozinha do Hotel-Fazenda Montali. Então vamos aprender pratos bem variados como massas, obviamente, saladas, sopas, doces, pães, café da manhã, etc.
Mesmo que o título e as receitas sejam Vegetarianas, não necessariamente são restritas para o público alvo. E pessoas com os mais variados paladares vão se encantar com diferentes receitas. Há pratos bem fáceis de serem preparados e também alguns mais elaborados. Há legendas com o nível de dificuldade dividido em três níveis: Fácil, Médio e Difícil. Eu fiquei bem empolgada para experimentar tudo! Já até escolhi a primeira delícia que vou preparar: Gateau di Patate, petiscos individuais de batata com queijo provolone (confira na segunda foto).

O livro foi dividido em quatro partes, correspondentes aos pratos do típico jantar do restaurante: Entradas, Primeiros Pratos, Segundos Pratos e Sobremesas. Há molhos e cremes no capítulo de Noções Básicas. Também há opções veganas ou sem glúten em algumas receitas. Além disso, há várias técnicas, dicas e explicações bem bacanas, que ajudam na hora da preparação. E as receitas e as fotos nos inspiram a buscar os melhores ingredientes para preparar os pratos deliciosos.


Além de tudo isso, há diversos textos com fotos que trazem informações, trechos de História, curiosidades, etc. tanto sobre pontos da Itália e Brasil quanto de ingredientes, flores, arquitetura, tradições, negócios e outros. Fazendo com que o exemplar seja bem completo e interessante, já que ultrapassa a barreira das receitas e nos faz viajar sem sair do lugar.
A edição está lindíssima. Com 28,2 cm x 21,4 cm, Capa Dura, miolo em folha de papel couché (estilo folha de revista, porém bem grossa), belas fotografias, tudo muito colorido, alta qualidade de impressão e diagramação bem confortável para a leitura, assim como para um entendimento fácil do conteúdo.