Magia de Papel - Magia de Papel #01 - Charlie N. Holmberg


É sempre bom ver novas editoras nascerem e lançarem livros interessantes. Quando vi a primeira vez o livro Magia de Papel, da autora Charlie N. Holmberg, também tive conhecimento do nascimento da editora Passaporte. Mais uma editora para trazer livros para o mercado, o que é sempre bom já que quanto mais opções melhor para todos!

Ceony Twill é uma aprendiz, seu maior sonho era poder enfeitiçar o metal, mas o destino quis que ela acabasse como dobradora de papel. Inconsolável ela segue para casa do Mago Emery Thane, seu futuro tutor. Thane é tudo o que ela não esperava jovem e esquisito, além de muito bondoso. Quando já estava se acostumando com as magias com o papel uma visita inesperada coloca a vida do mago em risco, e sua jovem aprendiz parte determinada em salvar a vida do mago.

Eu não tinha exatamente expectativas com relação a este livro, mas por tratar-se de um livro que envolve magia eu esperava alguns clichês dentro do tema. Mas nada disso aconteceu, o sistema mágico que a autora criou é diferente de tudo que eu li até hoje. Sua narrativa em terceira pessoa é toda focada nas ações e pontos de vista de Ceony. Logo o desenvolvimento acaba focado na ação, não temos uma estória introdutória cheia de explicações de como este mundo funciona.

O que é explicado é que existem magos que se especializam em determinados materiais como vidro, papel, plástico, aço, etc, qualquer material que tenha sido criado pelo homem. E para tornar-se mago você frequenta uma escola, Instituto Tagis Praff de Vocações Mágicas, e posteriormente passa por um estágio com um mago da área que quer se afiliar, área essa que não pode mudar posteriormente. Infelizmente foge ao livro como é a relações dos magos com a sociedade, no caso a estória se passa na Londres do século XIX. Também não é dito se todas as pessoas tem vocações mágicas ou não. A única coisa muito clara é que os magos de papel são pouquíssimos e não são muito bem visto, já que aparentemente a magia de papel parece desinteressante.

Ceony começa o livro muito chata já que está extremante emburrada em não se filiar ao elemento que desejava, acha que sua vida com o papel será extremamente desinteressante. Aos poucos ela vai aprendendo algumas magias, e quando parte na missão de resgate para salvar o mago Thane ela compreende a dimensão da magia em que está envolvida. Assim como também acaba descobrindo coisas a cerca de si mesma e de seu próprio passado.

Thane é um homem interessante com um passado desconhecido que acaba descortinado em detalhes na missão de Ceony. Nesta jornada a aprendiz acaba presa em um local onde conhece muitas estórias de vida do mago. Devo dizer que este trecho toma muito tempo do livro, é interessante, mas me cansou um pouco, acho que deveria ter sido um pouco mais dinâmico, não que a autora se demore em descrições ou detalhes, mas o tempo se estendeu além da conta neste local.

A vilã da trama é bastante cruel e está envolvida com um tipo de magia proibida, ela é uma excisora, ou seja, usa carne humana para realizar magias. Não demonstra sentimento ou empatia com ninguém, mas não ficou muito claro porque ela acaba fazendo esta escolha para sua vida, uma vez que era envolvida com uma pessoa boa em seu passado.



Sol da Meia-Noite – Crepúsculo #05 – Stephenie Meyer


Na época em que Crepúsculo saiu nas livrarias eu quis imediatamente ler, pelo simples fato que sou fã de vampiros e de Anne Rice. Confesso que na época o primeiro livro mexeu comigo, mas o segundo volume foi ódio mortal, mesmo assim segui até o fim meio de saco cheio de tanto drama e alguns absurdos hehehe. Não fazia ideia que Sol da Meia Noite iria sair até que me deparei com ele, e pense porque não? Afinal quem vai narrar é um vampiro, vai ser mais true não? É não exatamente não Sra. Stephenie Meyer?!
Em Sol da Meia Noite conhecemos a mesma estória de Crepúsculo, mas sob a ótica do vampiro Edward, desde o seu primeiro encontro, passando por momentos que sabemos que aconteceram, mas não como aconteceram. A narrativa é feita em primeira pessoa, e devo dizer que se achava que a Bella era lamúrias sem fim é porque não conhecia a mente do Edward! Simplesmente não comprei a ideia que Meyer vendeu de que uma vez vampiro e sua personalidade não evolue, visto que a mente e o corpo seguem percursos próprios. Depois de cem anos duvido que alguém continue nos mesmos erros e personalidade. Sim alguns vampiros se tornam mais letais e abandonam qualquer traço de humanidade, outros passam disso para quase humanos, entre tudo isso eles aprendem e mudam, mas o Sr. Cullen? É como um adolescente e desculpa isso não cola!
Outro aspecto que em Crepúsculo já me incomodava e nesse só piorou foi a perseguição de Edward a Bella, chega um determinado ponto da trama que ele ou está com ela, ou vigiando ela através da mente dos outros. Não é isso que chamam de relação tóxica? Ele não consegue respeitar as decisões dela porque ela é uma humana e é frágil, não aceita os sentimentos dela porque ele é um monstro indigno de amor e quer impor todo relacionamento em cima da ideia que ele não é capaz de ser homem ( isso porque me desculpe com Carlisle como exemplo ele devia ser muito diferente).
O livro têm 736 páginas que até caminham bem, mas que trazem páginas e mais páginas de "vou embora", "sou um monstro e vou matar ela" e "o cheiro dela é incrível", é repetição, atrás de repetição. Eu esperava por uma mente mais perturbada no sentido vampírico, como os vampiros mais tradicionais (oi Lestat?!), mas são breves as cenas que eu me via pensando "ah sim ele é um vampiro", a maior parte do tempo ele parece um ser humano imortal um bocado burro. Mesmo a mudança dele de parar de atacar ela e passar a namorar ela foi muito fraca.
Minha impressão sobre Meyer e os vampiros é que ela gosta deles, mas desde que eles não sejam maus, e eu aceito isso, o seriado True Blood, por exemplo, explorou isso muito bem. Me parece que a autora não conseguiu dimensionar a natureza real dessas criaturas, seus dilemas e experiências. Ela sempre fala do ponto de vista de uma humana e nunca senti ela vestido a camisa dos vampiros.


Cozinha Vegetariana do Mediterrâneo – Malu Simões e Alberto Musacchio

Já comentei algumas vezes por aqui como somos apaixonadas por livros de culinária. Sempre que vemos um exemplar do gênero, principalmente em edições bonitas, já queremos colocá-lo na nossa estante e testar as receitas. A escolha da vez foi essa obra maravilhosa, que nos apresenta a Culinária Italiana através de receitas que revelam os segredos da cozinha do Hotel-Fazenda Montali. Então vamos aprender pratos bem variados como massas, obviamente, saladas, sopas, doces, pães, café da manhã, etc.
Mesmo que o título e as receitas sejam Vegetarianas, não necessariamente são restritas para o público alvo. E pessoas com os mais variados paladares vão se encantar com diferentes receitas. Há pratos bem fáceis de serem preparados e também alguns mais elaborados. Há legendas com o nível de dificuldade dividido em três níveis: Fácil, Médio e Difícil. Eu fiquei bem empolgada para experimentar tudo! Já até escolhi a primeira delícia que vou preparar: Gateau di Patate, petiscos individuais de batata com queijo provolone (confira na segunda foto).

O livro foi dividido em quatro partes, correspondentes aos pratos do típico jantar do restaurante: Entradas, Primeiros Pratos, Segundos Pratos e Sobremesas. Há molhos e cremes no capítulo de Noções Básicas. Também há opções veganas ou sem glúten em algumas receitas. Além disso, há várias técnicas, dicas e explicações bem bacanas, que ajudam na hora da preparação. E as receitas e as fotos nos inspiram a buscar os melhores ingredientes para preparar os pratos deliciosos.


Além de tudo isso, há diversos textos com fotos que trazem informações, trechos de História, curiosidades, etc. tanto sobre pontos da Itália e Brasil quanto de ingredientes, flores, arquitetura, tradições, negócios e outros. Fazendo com que o exemplar seja bem completo e interessante, já que ultrapassa a barreira das receitas e nos faz viajar sem sair do lugar.
A edição está lindíssima. Com 28,2 cm x 21,4 cm, Capa Dura, miolo em folha de papel couché (estilo folha de revista, porém bem grossa), belas fotografias, tudo muito colorido, alta qualidade de impressão e diagramação bem confortável para a leitura, assim como para um entendimento fácil do conteúdo.





Esqueceram de Mim – Kim Smith


Quem foi criança nos anos 1990 deve lembrar do famoso filme “Esqueceram de Mim”, protagonizado por Macaulay Culkin, que depois até ganhou uma sequência. Nele, conhecemos o arteiro Kevin McCallister, um menino de 8 anos que aprontava todas. Em uma dessas situações, ele fica bem chateado com a mãe e deseja que sua família desapareça.
Quando acorda no dia seguinte, ele percebe que desejo se realizou. Sozinho em casa na véspera de Natal, Kevin faz tudo o que sempre quis, e percebe que precisa aprender outras coisas também. Até que descobre que dois ladrões planejam assaltar sua casa e bola vários planos malucos para impedi-los de fazer isso, usando várias artimanhas infantis bem divertidas para se defender. E percebe que a solidão não é o que ele realmente queria.
A resenha de hoje é uma dica incrível para quem tem crianças em casa ou por perto para presentear. A Intrínseca resolveu trazer um projeto bem bacana com uma pitada de nostalgia para os leitores brasileiros: a Coleção Pipoquinha. Filmes Clássicos infantis que marcaram época e eram reprisados na Sessão da Tarde, ganharam uma versão em livro ilustrado e com capa dura.



Além de trazer esse clima nostálgico para quem conhece as histórias e também apresentá-las aos novos leitores, as tramas são leves, divertidas e deliciosas, do tipo que as crianças adoram. O mais bacana é que depois de ler, vocês podem fazer uma Sessão de Cinema em casa e assistir aos filmes.



Esse livro foi baseado no filme clássico do diretor Chris Columbus, com roteiro de John Hughes. As ilustrações belíssimas ficaram a cargo de Kim Smith. E estou completamente apaixonada por seu trabalho! Já quero todos os outros volumes dessa coleção na minha estante. No Brasil, a Intrínseca também publicou “De Volta Para o Futuro” e “E.T – O Extraterrestre”, e assim que eu adquiri-los, volto aqui para indicar para vocês.


O Ickabog - J. K. Rowling


A última coisa que eu esperava nesse ano, e nesse momento era me deparar com algo inédito da autora J. K. Rowling, mas eis que surge o livro nesse ano que está cheio de surpresas e finalmente alguma boa! O Ickabog foi escrito pela autora dez anos atrás para seus filhos, esta quando se deparou com a pandemi resolveu lançá-lo gratuitamente pela internet em capítulos para entreter as crianças. Os capítulos continuarão disponíveis no site até dia 12 de agosto, e após essa data será lançado oficialmente em 10 de novembro com ilustrações de crianças brasileiras que serão escolhidas em um concurso da editora Rocco.

Cornucópia é um reino feliz governado por Fred, o intrépido, dono de um ego grande e vaidoso que ao lado de seus amigos Lorde Cuspêncio e Lorde Palermo passa seus dias caçando. A rotina seguia seu curso até que um lenda que era desacreditada passa a assombrar o Rei. Quando o medo surge as rédeas do certo e errado se perdem, e a sede pelo poder de alguns ultrapassa os limites. Será que este pequeno país será capaz de descobrir a verdade e se salvar da escuridão?

Eu acreditava que um livro com uma abordagem dita infantil não seria longo, menos ainda forte ou complexo. Mas se tratando de quem é eu deveria esperar que algo bom viria, e com isso me dar a certeza de que é uma pena que a autora tenha parado sua carreira de livros infanto-juvenis. Isso porque temos aqui uma estória repleta de mensagens, com detalhes muito peculiares e um ser inédito!

Enquanto eu lia esperava algo como a repetição característica dos contos de fadas, mas isso não aconteceu, ao contrário logo no início temos mortes, alias elas são muitas o que faz com que talvez a leitura não seja para crianças tão pequenas (embora eu ache que quanto mais cedo uma criança entra em contato com esse tema na fantasia, mais fácil é quando acontecer na realidade).  Os personagens têm personalidades marcantes e bem traçadas, que fazem com eles sejam interessantes e alguns deles extremamente irritantes.

Os vilões são o típico caso de pessoas que subestimam a inteligência das pessoas, e são bem feitos porque me despertaram raiva do começo ao fim. Fazem qualquer coisa da mais cruel, a mais burra ou absurda para conseguir ouro e poder. E que bela confusão eles fazem nesse país onde tudo já funcionava bem! Paralelos com alguns países na atualidade ou políticos de um certo partido burro são inevitáveis rs!



💕 Expectativa x Realidade: A Prometida – Kiera Cass 💕

🌷 Boa noite! Tudo bem? Eu ia fazer uma resenha sobre esse livro, porém infelizmente não gostei de muitas coisas na leitura, então ia vir falar da minha experiência negativa com a história e os pontos que me incomodaram. Mas aí eu pensei melhor. Mesmo não curtindo a obra, muitas pessoas podem gostar, meu gosto não tem nada a ver com o de outro alguém. Além do mais, estamos passando por um período com tanta coisa ruim acontecendo e eu não queria ficar falando de mais coisas negativas. Então aproveitei para trazer um assunto que tem a ver com essa leitura: Expectativas.

Vocês também são o tipo de pessoa que quando gostam de algo logo colocam expectativas em coisas relacionadas a ela? Como continuações de livros, obras do mesmo autor, filmes com a atriz querida, comida do restaurante favorito, etc.? Porque eu faço muito isso, mas nem sempre essa é a melhor maneira de conferir algo novo. Porque, como o próprio nome sugere, é inédito e não tem realmente como ser igual no sentido de despertar exatamente os mesmos sentimentos que o original. Mas a gente espera isso mesmo assim. Algumas vezes as expectativas são superadas, mas também existe o outro lado e quanto mais a gente espera, maior a queda.
Li todos os livros de Kiera Cass assim que foram publicados no Brasil. “A Seleção” li em 2012 (recebi a prova antecipada para resenha) e fiquei apaixonada. America e Maxon me conquistaram e mesmo não tendo favoritado todos os livros, adorei cada um. E li os extras e “A Sereia” (resenhas no blog). Então vocês imaginam minha empolgação para “A Prometida”.





Tatiana & Alexander – O Cavaleiro de Bronze #03 – Paullina Simons

Esse é o 3º volume da série maravilhosa “O Cavaleiro de Bronze”. Depois de ter me encantado pelos volumes anteriores, precisava saber a continuação dessa história narrada na Segunda Guerra Mundial com um romance arrebatador. Como essa é uma sequência, pode ter alguns pequenos spoilers dos volumes anteriores para eu conseguir explicar o rumo da história.

Nesse título, vemos que após Tatiana ficar entre a vida e a morte, ela foge viúva e grávida, consegue chegar na América e ter o seu bebê. Determinada, forte e guerreira, que enfrenta todos os desafios sem deixar se abater, a acompanhamos começando a reconstruir a sua vida. Ela conseguiu um trabalho como enfermeira e era para tudo estar se saindo bem, porém algo a faz duvidar da morte de seu marido. Então ela fica procurando notícias de que ele ainda pode estar vivo.

Com uma narrativa que mistura passado e presente, temos algumas visões de Alexander ainda criança chegando na Rússia. Com isso, conhecemos um pouco mais sobre a história dele e sua criação até se tornar o tenente Belov. Consequentemente nos aprofundaremos um pouco mais nesse personagem complexo, que no tempo atual está sendo obrigado a conduzir um grupo de soldados enviados para morrer em batalha, abrindo caminho para os outros soldados.
Outra coisa muito interessante nessa obra é que a autora conseguiu narrar com maestria uma história com pano de fundo da Segunda Guerra Mundial. As cenas da guerra e do que ela faz ao redor foram precisas, fortes e impactantes. Toda a narrativa foi bem trabalhada, interessante e fluida, e para mim foi impossível parar de ler. Esse título desperta diversos tipos de sentimentos e vivemos uma verdadeira montanha russa de emoções.





Os Signos do Zodíaco – Carolyne Faulkner


Comentei anteriormente que adoro Astrologia, embora não saiba tanto sobre o assunto. Então sempre procuro livros, vídeos e artigos que aprofundam um pouco mais no tema e, assim, vou entendendo sobre como os Signos, Planetas, Estrelas, etc. influenciam nas nossas vidas.
Nessa obra, que é “Um Guia Prático para Entender a Astrologia Contemporânea”, a autora nos ensina de forma direta e fácil, e com uma linguagem simples, a ler o Mapa Astral e entender os Signos, os Planetas e as Casas. Ela também faz uma análise de cada um desses temas. Com isso, mostra que a Astrologia Dinâmica nos auxilia a colocar em prática o conhecimento astrológico com intenção de estimular nossos traços úteis e reduzir o impacto ou superar os traços nocivos. E assim aprimorar nosso bem-estar e aumentar a saúde emocional, física e espiritual.
Há um trecho da Introdução que eu acho que vale a pena ser lido, pois fala sobre a generalização da Astrologia e como não é uma verdade absoluta, mas ainda pode ser de grande ajuda.
“Não é possível, nem lógico, dividir a humanidade inteira em dozes signos e esperar que cada uma das doze categorias seja composta por pessoas do mesmo tipo e que vivenciam as mesmas coisas ao mesmo tempo. Além disso, nenhuma generalização excessiva tem sentido. [...] Os seres humanos são muito mais complexos, e nosso signo é no máximo uma indicação sumária da nossa personalidade e do nosso potencial. [...] Se você conhecer os pontos positivos e negativos do seu signo e puser em prática os primeiros, poderá brilhar como o Sol. Mesmo assim, a astrologia jamais será capaz de desvendar toda a profundidade do seu ser. Afinal de contas, julgar o caráter de alguém (o seu inclusive) com base apenas no signo solar é como julgar a pessoa pela aparência.”






A Canção das Águas - Jornada das Águas #01 - Sarah Tolcser

Ah fantasias o que eu faria das minhas leituras se não fossem vocês para trazer a magia para minha vida?! Devaneios a parte a fantasia que ocupou minhas leituras nos últimos dias foi A Canção das Águas, da autora Sarah Tolcser publicado pela Plataforma 21.

Caroline Oresteia trabalha no rio com seu pai, gerações de sua família trabalham pelas terra fluviais e ouvem o deus do Rio. Caroline ainda não recebeu o chamado, mas seu pai sempre diz que no momento certo ela saberá. Após um ataque estranho a alguns barcos seu pai acaba preso quando se nega a cumprir um missão suspeita, a jovem resolve que fará a missão no lugar do pai para soltá-lo. Ela deveria entregar um caixa misteriosa sem abri-la, mas o que parecia mais uma entrega se torna uma questão política repleta de perigos que deixarão Caroline diante de dilemas de vida.

Tolcser foi muito feliz na criação do seu universo, é muito original em diversos aspectos, primeiro o local que se passa a trama é um lugar repleto de territórios cercados por rios e nestes rios existe um grande fluxo de pessoas que trabalham em barcas. Depois existem deuses nestes locais, mas que atuam de maneira diferenciada, o do rio por exemplo fala através da língua das pequenas coisas. Por fim, além de um local diferenciado temos seres diferentes, um deles é um tripulante da família Oresteia, um homem sapo, Fee. Mas temos também magos, dragões e etc. É um universo de piratas mas que foge aos clichês do mar.

Carô tem o perfil de menina super poderosa já que mesmo sendo apenas uma adolescente consegue controlar todas as funções dos barcos, e diante de todo o perigo e das sombras de seu futuro parte para o desconhecido para ajudar o pai. Uma vez que ela abre a caixa e descobre seu conteúdo ela mostra sua natureza bondosa e empática. E aos poucos deixa de ser apenas a imediata do pai para se tornar uma capitã, não só de um barco como de seu próprio destino quando descobre novas coisas sobre si.

Ela além de ter a família que trabalha no rio, também tem uma parte da família da mãe que é do comércio, e essa parte é rica, e faz que em alguns momentos ela se veja entre costumes e tradições muito diferentes do dia a dia no rio. Essa família dividida é muito interessante, já que gera pais muito distintos e que não são separados, mas que vivem cada um em seu universo de pertença.

Além disso sua prima deste lado da família, Kenté, foi uma das pessoas que acabam por ajudá-la na missão. Dona de uma personalidade vivaz e empolgada, acaba se juntando a jovem para fugir da rotina e viver uma aventura. Acaba por revelar poderes desconhecidos de todos que a cercam.


Os Astros Guiam Seu Destino – André Mantovanni


Mapa Astral é uma fotografia do céu no momento exato do nosso nascimento, é um projeto da nossa alma, que influencia as nossas características pessoais, modo de pensar e agir, assim como a percepção dos outros sobre nós. Com esse livro, temos a oportunidade de aprender mais sobre nossos aspectos pessoais, entender os conflitos e o que podemos melhorar, perceber quais os nossos maiores desafios e potencializar diversos pontos.
Gosto bastante de Signos e, embora não saiba fazer Mapa Astral nem soubesse interpretá-lo, fiz online para consultar materiais sobre cada um dos aspectos relacionados com a minha personalidade e modo de agir. Então cada vez que vejo um livro, artigo, vídeo, etc. sobre o assunto, fico com vontade de conferir. Foi o caso deste maravilhoso exemplar que agora tenho em mãos.
Lançado recentemente pela Editora Pensamento, essa obra traz uma breve História da Astrologia, nos conta um pouco sobre o que é o Mapa Astral, compartilha informações sobre cada um dos 12 Signos do Zodíaco, também fala sobre os Luminares e Planetas Pessoais (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte), os Planetas Sociais (Júpiter e Saturno), os Planetas Transpessoais (Urano, Netuno e Plutão), assim como traz informações sobre as Casas Astrológicas.
A obra foi bem escrita, a narrativa do autor é ágil, simples, direta e muito informativa. A gente consegue entender tudo facilmente, os assuntos descritos são relevantes, e não há enrolação nas informações, aspecto que eu aprecio em livros do estilo para não ficar maçante.
Ainda não conhecia André Mantovanni, que é astrólogo, tarólogo e estudioso da espiritualidade e autoconhecimento, e muito famoso em vários meios nacionais e internacionais, inclusive porque já fez participações em programas populares de TV e rádio no Brasil e exterior.
A edição impressa está lindíssima! Com capa dura e textura aveludada (soft touch), ótima diagramação, miolo com vários detalhes gráficos coloridos, folhas grossas e alta qualidade de impressão.
Gostei bastante de ler esse exemplar, que foi um dos livros que li sobre o tema que mais se aproximou das minhas características pessoais. Deu para notar que o autor sabe bastante do assunto. Enquanto lia, só ficava pensando: eu sou assim mesmo! Nossa, acertou em cheio, etc. Foi realmente bem assertivo!


A Convenção das Aves – O Lar da Srta. Peregrine Para Criança Peculiares #05 – Ransom Riggs

Esse é o 5º livro dessa série maravilhosa que eu não canso de ler, já que sou apaixonada pela história criada por Ransom Riggs. Todos os outros volumes já foram resenhados aqui no Ig (procure no Feed) ou no Blog, então não deixem de conferir. Tentei fazer a resenha sem spoilers, mas pode ter tido uma ou outra pequena informação que não consegui deixar de fora.

Nesse volume a história começa exatamente da onde o anterior parou, nos deixando com uma trama contínua e bem frenética. Vemos que Jacob, ao lado dos seus fiéis amigos, entra em uma nova missão para salvar a jovem Noor Pradesh, que faz parte de uma profecia muito antiga, para levá-la até uma mulher poderosa e enigmática conhecida apenas como V. Para isso eles acabam embarcando em uma aventura cheia de perigos.
Assim como notamos nos livros anteriores, a guerra continua à espreita e tudo está quase à beira de estourar. E com a descoberta da profecia, a Srta. Peregrine juntamente com as ymbrynes estão fazendo de tudo para manter o clima pacífico com os clãs norte-americanos.



Como vimos, o relacionamento de Jacob com Emma havia terminado, mas o que não entendi muito foi que depois de 5 livros acompanhando eles, o interesse amoroso de Jacob fosse mudar agora. Acho que eu estava esperando que isso fosse um pouco diferente. Achei o novo romance um pouco forçado e que Emma acabou ficando apagada na história. Não gostei muito disso e achei que essa questão poderia ter sido melhor desenvolvida. Foi o único ponto da leitura que me incomodou um pouco.





Coragem – Raina Telgemeier


Raina é uma menina de 10 anos que tem ótimas amigas e está descobrindo mais do mundo a sua volta. Tudo está tranquilo até que ela sente algumas dores na barriga. Pensando que estava doente, vai ao médico, mas não encontra nada errado fisicamente. Porém, o enjoo não passa e com ele vem também o medo: de comer, de perder amigos, de apresentação de trabalho, e até mesmo de uma palavra específica.
Então além da vida escolar com tudo incluso, até mesmo bullying, Raina começa a enfrentar muitos questionamentos e preocupações externas e internas. Como vai superar tudo isso? Será que existe uma saída para o que está sentindo ou vai ser para sempre assim?
Confesso que essa capa não tinha chamado tanto assim a minha atenção e não imaginaria que era uma Graphic Novel só de olhar para ela. Mas a Letícia, da Intrínseca indicou a leitura, então é claro que fiquei muito empolgada para conferir. E agora posso dizer que estou encantada.
Consegui reconhecer a minha eu criança em diversas ocasiões. Claro que temos pontos e sentimentos bem diferentes, mas pude sentir as emoções da protagonista na pele, porque eu mesma já vivenciei coisas semelhantes por ser ansiosa e tímida.

É uma leitura bem fofa, que faz a gente pensar e também deixa mensagens bacanas. Fala sobre ansiedade e crises de pânico de forma leve, mas também de uma maneira que oferece apoio ao leitor e que nos faz perceber que há uma forma de conviver com isso. Mostra também que ter alguém por perto para auxiliar no processo de descoberta e melhoria é sempre positivo, assim como procurar uma ajuda profissional faz toda a diferença.
A trama na verdade é baseada em fatos reais, já que a autora compartilhou a sua própria história, utilizando situações que vivenciou e sessões de terapia que fez, e até mesmo se inspirou em pessoas que conheceu. No final do exemplar ela fala um pouco sobre a sua vida com a ansiedade e as crises de pânico desde pequena até os dias atuais e como lida com isso.





To Hate Adam Connor – Love & Hate #02 – Ella Maise


Lucy nunca teve sorte com homens, mas isso vem de forças maiores, afinal as mulheres de sua família sofrem uma maldição há gerações (bem, essa é a sua maior convicção). Então, quando seu namorado se muda de cidade sem convidá-la para ir junto, ela só aceita, afinal nada por ser feito. Até que um novo vizinho se muda para a casa ao lado.
Adam é um dos atores mais populares dos últimos tempos. Lindo, fofo e rico, ele é o sonho de várias pessoas, ainda mais agora que se divorciou da esposa. Lucy então fica curiosa para vê-lo em seu próprio habitat, por isso decide dar uma espiadinha por cima do muro para observá-lo malhando, interagindo com o filho de 5 anos e, quem sabe, andando pelado por ali?
Mas uma espiadinha se transforma em várias até que ela se depara com uma cena horrível e precisa agir antes que seja tarde demais. Até aí tudo bem, o problema é que Adam deveria estar fazendo agradecimentos de joelhos pelo que ela fez e não enviando-a para a cadeia! Depois que tudo é finalmente esclarecido, há um estranhamento na relação dos dois, porém a atração existe e o interesse continua aumentando. Será que ela vai conseguir superar o que estava lhe prendendo e ele poderia ser o príncipe da sua história? Mesmo que, obviamente, ela saiba se salvar sozinha.
Desde que li “To Love Jason Thorn” da autora no ano passado estou louca para ler essa sequência. No 1º livro conhecemos a protagonista daqui, Lucy, já que ela é a melhor amiga da protagonista de lá, Olive. E Adam também é citado. Além do mais, naquele momento Lucy estava num relacionamento com Jameson e eu gostei dos dois juntos, então queria ver o que teria acontecido para ela começar a se envolver com Adam. Vi que muita gente prefere este livro do que o 1º, mas eu sempre nado contra a maré. E, apesar de ter gostado muito deste, o anterior me conquistou mais. A trama é leve, divertida e gostosa.

Gostei da relação do casal. Ela foi sendo construída aos poucos, até porque foram de inimigos para amor, e pudemos notar os sentimentos se fortalecendo, as brigas eram frequentes e nenhum dos dois tinha papas na língua e sempre batiam de sempre. E eles têm uma química incrível juntos. Gostei que ele teve que se esforçar mais do que ela para a relação dar certo. Em relação as cenas quentes, esse livro é para quem gosta delas beeem longas e detalhadas. Se você não é fã, aconselho que pule as várias páginas.





Amante Britânico – Vi Keeland e Penelope Ward


Bridget passa por uma situação bem constrangedora quando prende um anzol em um lugar que não vê o sol com frequência e precisa ir para a emergência para retirá-lo. E é claro que o médico que lhe atende é um deus grego, ou melhor, britânico. Mas a consulta acaba e eles seguem caminhos diferentes, como era de se esperar.
Passados alguns meses, ela decide alugar um apartamento na sua casa para um amigo de sua amiga, já que as contas estão cada vez maiores e ela não quer sair da única moradia que seu filho já conheceu e seu salário como enfermeira não está dando conta do recado desde que seu marido morreu há alguns anos. Surpreendentemente (e em outra situação para lá de embaraçosa), ela conhece o novo inquilino, que é ninguém menos do que Simon, o médico que tinha conhecido.
Morando juntos, eles acabam se aproximando bastante. E Simon também começa a nutrir um grande carinho pelo filho dela, Brendan. Mas ela não está pronta para se envolver romanticamente com ninguém depois de perder o marido. E ele sabe que em breve vai voltar para a Inglaterra. Então nada pode acontecer. Certo? Eles precisam se convencer, por mais que seja difícil. Até que Simon escreve uma carta para Bridget e ela decide responder só por diversão. Até descobrir que a carta sumiu. E agora? Bem, tudo pode acontecer.
Mais um livro da Vi Keeland concluído. E mais um que eu amei e favoritei. Ela definitivamente é minha autora favorita de Romances Contemporâneos. Suas obras são leves, divertidas e fofas, do jeito que eu gosto. É sempre tão gostoso quando a gente tem a oportunidade de ler uma nova história escrita por alguém que adoramos, e é melhor ainda quando finalizamos o exemplar e percebemos que sentimos aquela sensação agradável novamente.
O casal tem muita química. Simon é um amor de pessoa e adorei poder conhecê-lo. Bridget é igualmente adorável e seu filho é um fofo. E dessa vez ela é mais velha que ele, já foi casada, tem filho e a autoestima um pouco abalada já que seu corpo não é o mesmo de antes. Gostei desse enredo e de como foi trabalhado.





Black Hammer #04: Era da Destruição – Parte 02 – Jeff Lemire, Dean Ormston, Rich Tommaso, Dave Stewart & Todd Klein

Quando um grupo de super-heróis derrotou um vilão muito difícil, pagou um preço alto. Menina de Ouro, Abraham Slam, Coronel Weird, Barbalien e Madame Libélula ficaram presos por 10 anos numa fazenda isolada e misteriosa da qual não conseguiam sair. O pior é nem sabiam como tinham ido parar lá. Conforme adentramos na história, vários segredos são revelados enquanto também conhecemos novos personagens.

Agora, eles têm a chance de experimentar algo diferente. Mas talvez não seja exatamente o esperado. Até que uma ameaça volta a aparecer, podendo destruir Spiral City. Nossos super-heróis então precisam descobrir o que fazer para restaurar o equilíbrio. Mas às vezes até mesmo as decisões com resoluções mais calmas podem ser as mais difíceis.
Esse é o 4º volume dessa série de HQ e encerra essa trama diferente, que traz uma visão mais profunda de super-heróis no sentido de explorar as personalidades além da imagem com o uniforme e a intenção de salvar a todos.
Confesso que fiquei um pouco decepcionada com o desfecho. Depois de tanto criarmos teorias, buscarmos soluções, ansiarmos por respostas, sinto que o autor escolheu o caminho mais fácil para finalizar a história. Não foi de todo ruim, mas na minha opinião faltou emoção e algo mais.



Apesar de ter sido o mais extenso dos 4 (tem quase 200 páginas), senti como se tivesse sido rápido demais. Mal comecei a ler e estava tão envolvida com os vários acontecimentos que, quando reparei, acabou. E foi mais calmo do que os anteriores, sem muita ação. Também acho que ficou faltando explorar alguns pontos, que tiveram soluções apressadas.
Como nos anteriores, o foco é no lado humano dos super-heróis. Podemos entender um pouco o que sentem, o que querem e o que podem fazer em prol do próximo. Também é bacana notar o companheirismo, já que eles estão mais unidos do que nunca. Temos a chance de acompanhar melhor outra realidade de alguns deles. E há participações para lá de especiais, que fizeram diferença nessa trama.





A Adorável Loja de Chocolates de Paris - Jenny Colgan

Conheci Jenny Colgan através de A Pequena Livraria dos Sonhos, livro que me apaixonei. Depois não pude resistir ler os demais livros da autora, embora nenhum tenha tido o mesmo efeito do primeiro. A Adorável Loja de Chocolates de Paris acabou de sair, e já corri ler sabendo que seria uma leitura reconfortante no meio da bagunça que estamos todos vivendo. Por aqui ele foi publicado pela editora Arqueiro que tem seguido firme com a série de livros Romances de Hoje.

Anna Trent tem um emprego que soa delicioso, ela é supervisora em uma famosa fábrica de chocolates em uma pequena cidade inglesa, mas depois de um acidente ela se vê sem emprego e com sequelas que não pode contornar. Após semanas internada com sua antiga professora de francês, Anna se vê onde menos esperava: em Paris trabalhando em uma pequena loja de chocolates. Seu paladar jamais será o mesmo, assim como sua vida!

Acho que a pior coisa que pode acontecer com um autor é você ler logo de cara seu melhor livro (na verdade eu não sei se é o caso, mas por enquanto é rs!) e depois ler seus demais livros e nenhum conseguir alcançar seu coração da mesma forma. No caso talvez o fato de o livro bom ser mais recente que os demais explique o fato, ou a temática, o fato é que a loja de chocolates não consegue competir com a van de livros!

Trent é uma mulher de 30 anos que vivia seus dias sem muita ambição ou perspectivas, ela já tinha aceitado que não podia esperar muito de sua vida na cidade que vivia que parecia parada e mofada no tempo. Quando ela inesperadamente aceita ir para Paris ela pressupõe que será expulsa logo, mas o que consegue é não só seu lugar ao sol como descobrir que é dona de talento e poder de fazer aquilo que desejar, desde que saiba o que queira. Assim a jornada da jovem é de auto descobrimento junto a aceitar sua nova condição física, que é provavelmente feia de ver, mas que não limita seus atos como ela acreditava.
Ao mesmo tempo em que acompanhamos a estória no presente de Anna também temos a linha do tempo no passado de Claire, sua professora de francês. Claire também acaba em Paris muito jovem, ela não sabia nada sobre a vida já que era reprimida pelo pai que era reverendo. Ao descobrir uma cidade completamente oposta a sua, ela também se vê como alguém desejável, e sai da cidade luz com uma grande paixão. Sua linha chega até o momento atual quando está enfrentando um câncer terminal.

Thierry é o dono da loja de chocolates, é um chocolatier talentoso, mas é alienado na vida. Perdeu seu grande amor, e se agarra ao chocolates e as comidas para passar seu tempo. Tem uma personalidade vibrante e interessante, mas que poderia ter sido mais explorada já que ele protagonizou cenas divertidas no livro.

Claire foi de garota inocente e ingênua para um mulher que luta pelas suas vontades. Ela se enxerga em Anna, por isso quer proporcionar a mesma oportunidade que teve ao ir para Paris. Seu maior desejo é rever seu grande amor, já que não houve um dia que não tenha se lembrado de Thierry. O amor deles se manteve mesmo diante da distância e do tempo.



O Silêncio da Cidade Branca - Eva García Sáenz de Urturi

Nesses dias de confinamento em casa uma das coisas que eu mais tenho feito é assistir a seriados policiais, desde os mais clichês até os mais desconhecidos, alias sou uma grande fã de seriados do gênero que sejam de origem escandinava =D! Então foi muito natural que minha última leitura também acompanhasse esse gênero. O Silêncio da Cidade Branca, Eva García Sáenz de Urturi, publicado pela editora Intrínseca foi essa leitura.

Em Vitoria no país Basco após duas décadas de uma série de crimes bizarros, o assassino parece ter voltado a ativa justamente quando Tasio Ortiz de Zárate, o homem quem foi atribuídos os crimes anteriores está prestes a sair da prisão. Unai López de Ayala é chamado para resolver os crimes, com um passado marcado pela tristeza, é também obcecado pelos crimes desde jovem. Seguindo seus instintos e determinado a proteger sua cidade este policial vai descobrir os segredos que estão escondidos na cidade.

Fiquei bastante satisfeita com a leitura desse livro uma vez que a narrativa de Urturi é bastante rica e fluída, conseguindo encadear fatos a cada nova descoberta até culminar na resolução do caso que se dá apenas nos capítulos finais. Alternando capítulos em primeira pessoa na voz do agente Unai no presente, e capítulos em segunda pessoa na década de 70, a autora entrega todas as ferramentas para junto de Unai descobrirmos não só quem é o assassino, como quais foram as motivações do crime.

Mais do que narrar crimes, a autora foi muito fiel a cultura basca nos apresentando detalhes dos vilarejos, os costumes tanto de sua mitologia antiga quanto da religiosa cristã, passando por costumes até de alimentação. Assim é possível uma imersão na cultura basca com bastante profundidade, o que até nos faz as vezes esquecer que trata-se de um livro policial, porque ele vai mais fundo. Além disso ela também se ocupa bastante dos personagens, de suas características psicológicas e de suas histórias de vida.

Unai López é um policial jovem que já tem uma carga emotiva muito alta, pois perdeu a esposa grávida dos filhos de forma brutal e a tristeza pela perda ainda é muito presente. Inclusive sua escolha de se transformar em um perfilador criminal vem desse evento. É muito ligado a família, e determinado, o que faz dele um homem inquieto e em constante movimento. Sua inquietação é que o move para além do que é visível, e o ajuda encontrar respostas.

Sua parceira Esti é também sua melhor amiga. Ela já conhece Unai e seus métodos de trabalho, assim sempre o ajuda acobertando seus comportamento não tão bem vistos na corporação. Também tem um passado triste junto de seu irmão. Alba Salvatierra é a subdelegada que ora atrapalha, ora ajuda a dupla, com uma personalidade um pouco duvidosa acaba se alinhando a Unai.






Desgrávida – Jenni Hendriks & Ted Caplan


Veronica Clarke sempre foi a filha perfeita, a aluna exemplar e a pessoa que tem um futuro brilhante pela frente e sempre se orgulhou de tudo isso. Com um namorado desejado por muitas, planos para o final do Ensino Médio e uma vaga lhe esperando na faculdade dos sonhos, tudo está seguindo como planejado. Até que ela descobre que um resultado positivo no único teste que poderia arruinar todos os seus planos: o de gravidez.
Com a certeza de que não quer ser mãe neste momento e não deseja mudar toda a sua vida, ela decide fazer um aborto. Porém, sem coragem para contar sobre sua decisão para as amigas ou sua família, ela encontra uma pessoa improvável para acompanhá-la numa jornada em direção à clínica em outra cidade, uma ex-melhor amiga de infância, de quem se afastou quando queria uma vida mais fácil e tranquila.
Mesmo sem manter contato por vários anos, a rebelde Bailey Butler aceita acompanhá-la numa viagem de mais de 3 mil quilômetros. E em meio a muitas confusões, risadas e momentos inesperados, Veronica conhece mais a si mesma e revê suas atitudes.
Esse é um livro Jovem Adulto que, mesmo trazendo um tema mais pesado, a narrativa é bem leve e divertida. Há cenas cômicas, trapalhadas, diversas reviravoltas, autoconhecimento pontos reflexivos, foco na amizade, aceitação, também trata de outros assuntos como homossexualidade, pais negligentes, religião, etc. Então muitas vezes o assunto aborto não ganha destaque, ainda que seja o ponto central da trama.
É uma leitura interessante, mas também faltou alguma coisa para me conquistar. Achei a protagonista sem graça, inclusive não acho que mudou tanto suas atitudes. O que eu mais gostei foi conhecer Bailey e sua história. E desejo que os autores façam um livro protagonizado por ela para conhecermos sua vida mais profundamente. O final deixou um pouco a desejar porque teve as resoluções das questões adolescentes e de amizade, mas não desenvolveu mais.



Alta Tensão – Big Rock #06 – Lauren Blakely


Patrick é dono de uma empresa de passeios turísticos que faz pacotes principalmente para empresas com trilhas ao ar livre e muitas atividades. Também é o humano do gato fofo Zeus, que sempre o acompanha em trilhas individuais e curte todo o processo.
Desde que conheceu Mia, a irmã de seu melhor amigo que por acaso mora a quilômetros de distância, não consegue tirá-la da cabeça. Ele está mais do que pronto para sossegar, mas tem receio de que ela não corresponda a seus sentimentos. Então prefere manter uma amizade do que perdê-la. Mas, quanto mais tempo eles passam juntos, mais difícil fica conter seus sentimentos. E se ela também sentir o mesmo? Resta coragem para dar o primeiro passo.
E chegamos ao último volume dessa série! Confesso que vou ficar com saudades dos personagens maravilhosos criados por Lauren, mas fico aliviada em saber que ela escreveu obras protagonizadas por outros secundários que apareceram ao longo do caminho, então ainda teremos muitas histórias inéditas para acompanhá-los (espero que venham para o Brasil o quanto antes!).
Uma das partes que mais gosto da série é como podemos nos identificar com os personagens, que são gente como a gente, com trabalhos comuns, vidas normais, enfrentam problemas do dia a dia, se apaixonam, se relacionam, têm ótimas amizades, formas de agir e pensar que podem ser semelhantes, etc. É como se eles fossem nossos amigos da vida real e, com sinceridade, adoro isso!
Gostei bastante dessa trama, mas ela é mais simples do que as anteriores, sem reviravoltas e menos extensa, então quem gosta de acompanhar os protagonistas desenvolvendo os sentimentos enquanto levam suas vidas normais, vai gostar também.
A série é independente e cada volume traz seu próprio casal de protagonistas, tramas fechadas e personalidades bem trabalhadas, então pode ser lida em qualquer ordem. O ponto que interliga tudo é que um personagem é irmão do outro ou melhor amiga, etc. Meus preferidos são o 3 e o 4.
Gosto muito de como Lauren constrói os personagens principais, as mulheres fortes e independentes e os homens fofos que as tratam muito bem. Curto como ela trabalha as características pessoais e é bacana porque conseguimos identificar muito bem suas personalidades individuais, o que gostam, não gostam, pensamentos, angústias, etc.