Amor em Manhattan - Para Nova York, Com Amor #01 - Sarah Morgan

A primeira coisa que me chamou bastante atenção nesse volume foi a capa, que com uma ilustração linda fez com que eu tivesse vontade de ler a história somente por olhá-la. Claro que foi somente após eu ler a sinopse e confirmar que se tratava de uma história totalmente do meu estilo que resolvi colocá-lo em minha pilha de leituras. Agora, venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito desse volume publicado aqui no Brasil pela Editora Harlequin.
Nessa obra conhecemos Paige Walker, uma mulher que passou por muitas coisas quando era jovem, já que tinha um problema no coração, mas que nunca se deixou abater, se tornando uma mulher forte e que não gosta de ser protegida. Agora, ela trabalha com eventos junto com suas duas melhores amigas em uma grande empresa e está prestes a ser promovida. Entusiasmada com sua grande promoção, ela leva um choque quando sua autoritária chefe demite ela e suas amigas, mesmo que estivesse atingindo todas as metas da empresa.
Sua vida estava de cabeça para baixo, já que não contava com o fato de ficar desempregada junto com suas amigas, quando Jake Romano, melhor amigo de seu irmão e sua antiga paixão não correspondida, sugere que ela inicie um novo negócio junto com as duas para que seja sua própria chefe, uma vez que ela é determinada, comprometida e boa no que faz. Mesmo com medo, ela decide arriscar, pois sabe que de todas as pessoas de sua vida, Jake não a protege, então acha que o negócio daria mesmo certo, pois ele é bem verdadeiro.
Jake Romano é ninguém menos do que aquele típico homem lindo e rico, que não se envolve com ninguém por muito tempo, até porque foi abandonado pela mãe quando criança e acha que o amor é algo passageiro. Quando era mais jovem, acabou recusando o amor de Paige e, mesmo gostando dela, sabia que a moça já havia sofrido muito por conta do seu coração. Agora, ela virou uma linda mulher, que nunca baixa a guarda perto dele, e ainda sente um grande desejo por ela.
A história é leve e divertida e conta sobre a vida de nossos protagonistas e a relação de amizade que eles têm uns com os outros. Foi muito gostoso acompanhar as cenas de Paige com suas duas melhores amigas, a sonhadora Eva, que acredita em amor e em final feliz, e Frankie, a realista que não acredita em nada do amor. Também conhecemos Matt, o irmão de Paige, que é um cara lindo, fofo e sempre muito atencioso.
Esse é aquele tipo de livro que consegue conquistar a gente a cada virada de página com uma narrativa despretensiosa, um romance fofo que faz com que a gente fique torcendo em todos os momentos, e cenas divertidas, principalmente o diálogo entre as amigas, já que elas são bem diferentes, mas uma sempre está apoiando a outra, não importa o que aconteça.


O Primeiro Ministro - As Crônicas da Terra do Lago #01 - Iracy Araujo


Faz muitos anos que o livro As Crônicas da Terra do Lago - O Primeiro Ministro, da autora Iracy Araujo, publicado pela Novo século me encara na estante para que eu o lesse. Eu sempre deixava para depois, até que a chance surgiu e este pequeno livro foi finalmente lido!

O Reino da Terra do Lago é próspero, o rei Darel está feliz com o nascimento da princesa Diana, sua única filha e herdeira. Mas sombras se aproximam, um conquistador sanguinário, Magnus, segue arrasando territórios e tomando tudo para si sem pudor. Ele está prestes a invadir a Terra do Lago, o rei não tem outra opção além de pedir para seu primeiro ministro partir com sua filha. Quíron foge, juntamente com sua filha Selene, eles devem proteger a herdeira até que ela esteja pronta para retornar ao seu trono. Mas onde se esconder?

A proposta do livro é bem simplista, não existe grandes ambições, nem crises além do proposto. Embora pareça que a estória se foque na ideia de proteger a princesa, boa parte da narrativa realizada em terceira pessoa se demora no desenvolvimento de outro personagem, Selene, a filha de Quíron, o primeiro ministro. Isto porque ela adolescente descobre ter aptidão para magia, assim ela é treinada pelo antigo mestre de seu pai.

O livro é bem curto, tem apenas 142 páginas, e isso é uma questão relevante porque são poucas páginas para o desenvolvimento da estória. O grande problema com a trama na verdade se dá nas transições de tempo. Primeiro acompanhamos brevemente a princesa, depois o tempo volta para saber como Selene se torna uma maga. E o tempo assim se perde, afinal quem é a protagonista? O que o livro quer narrar? A estória da princesa? De Selene? Do primeiro ministro que dá subtítulo ao livro? Até o fim não sabemos o que a autora queria focar! Não é o local isto é certo já que não se passa na terra do lago.

Quíron, o primeiro ministro tem espaço no começo da trama. Guarda segredos de seu passado antes de ir para o reino. É sábio, e confia no destino para resolver sua missão de proteger a princesa. É dedicado a seu ideal, mesmo depois de saber que perdeu seu rei.

A princesa Diana é uma criança, quase não tem foco na narrativa, isso foi um pouco estranho já que ela é o futuro do reino. Logo pouco podemos dizer e saber sobre ela, que acredita que Quíron é seu avô.

Já Selene tem bastante espaço no livro. O início de seu treinamento é bem detalhado. Ela é levada para outro local por Gabriel, o ex-mestre de Quíron. Neste local passa por algumas provações, que não são só do âmbito físico, mas também do psicológico, já que ela não só deve se tornar maga, como herdeira de todo uma tradição.

É uma personagem teimosa, que não confia facilmente em seu mestre e nas pessoas ao seu redor. Acaba com isso passando por situações desnecessárias. Na reta final do livro vários anos se passam, e sabemos que ela está no fim de seu treinamento que deve culminar na ajuda da princesa Diana.



Os 27 Crushes de Molly - Becky Albertalli


Molly tem dezessete anos, teve um total de 26 crushes até agora e nunca foi beijada. Isso porque, quando tem um crush, Molly fica travada diante da possibilidade de que algo real possa acontecer entre eles. Ou ela entra em cena muda e sai calada, se afasta rapidamente assim que surge a oportunidade ou simplesmente se fecha para qualquer oportunidade de algo mais. Afinal, ela é uma menina gorda e acha que não teria chances no amor e prefere agir com cautela para não passar vergonha ou levar um fora.
Quando sua irmã gêmea e companheira de vida, Cassie arruma uma namorada, Molly se vê sozinha e se sente abandonada, fazendo com que seus sentimentos de solidão fiquem ainda mais aflorados e seu desejo por um namorado aumente cada vez mais. E ela tem uma ótima opção para entrar nessa vida romântica que todos estão vivendo. Mina, a namorada de sua irmã, é melhor amiga do fofo e hipster, Will, e talvez Molly tenha chances com ele.
Porém, disputando a vaga de vigésimo sétimo crush de Molly está Reid, o garoto alto e fofo que trabalha com ela, que adora Tolkien, visita feiras medievais e usa tênis tão brancos que chegam a ser ridículos. Mas será que ele seria uma opção ideal para se tornar namorado de nossa protagonista?
Desde que li a sinopse de Os 27 Crushes de Molly, estava louca para ler esse livro! Então, assim que a oportunidade surgiu, mergulhei nessa história para conhecer melhor Molly e seus crushes. Devo dizer que a obra é muito legal e fofa, fiquei encantada pelo casal, adorei diversos personagens (e queria tê-los conhecido melhor), amei o fato de a autora apresentar pessoas normais e diferentes entre si, além de incluir representatividades aos montes. Porém, faltou um algo a mais para me fazer ficar apaixonada.
Acho que algumas situações tiveram uma profundidade meio rasa. Como, por exemplo, o fato de Molly tomar remédios para ansiedade. Esse fato foi citado algumas vezes, mas Albertalli não trabalhou muito com eles. Sei que a intenção da obra não era isso, mas queria ver mais sobre o assunto e como a protagonista conseguiu superar uma fase ruim e agora consegue viver normalmente. Também acho que alguns diálogos e os momentos em que ela saía com os amigos podiam ser melhor desenvolvidos. Em diversas situações vemos Molly fazendo alguma coisa com as pessoas ao seu redor, porém não tivemos grandes oportunidades de conhecê-los mais a fundo. O próprio triângulo amoroso não foi muito explorado, já que conhecemos bem pouco as duas pontas, exceto por pensamentos de Molly dizendo que gostava de um ou que deveria gostar do outro. Mas senti falta de ver isso acontecendo, de “entender” seus sentimentos caso ela não falasse neles.
Algo que achei realmente maravilhoso é que a autora trabalhou com diversas representatividades de maneira bem natural, como deveria acontecer na vida real em todos os lugares. Há pessoas bem diferentes, de religiões diferentes, de culturas variadas, com orientações sexuais distintas ou não definidas, com ideias de vida diversas, etc. E todo mundo se respeita e aceita o próximo como ele é. Claro que tem um ou outro personagem que é um pouco ridículo ou faz comentários desnecessários, mas a maioria ainda assim consegue mudar de ideia ou de atitude até o final da obra. E isso foi lindo!




O Jogo do Amor/"Ódio!" - Sally Thorne

Lucy é uma mulher baixinha, divertida, alegre, comunicativa, que gosta de agradar as outras pessoas, e se veste com roupas coloridas e tenta levar uma vida leve. Josh é seu oposto. Alto, sério, só fala o necessário, não gosta de agradar ninguém, se veste de maneira sem graça e padronizada, e é meticuloso e sisudo.
Ambos trabalhavam em editoras diferentes, que enxergavam o livro de maneiras distintas e com equipes que seguiam por um caminho oposto do outro. Porém, com a crise, as editoras passam por uma fusão e mudam de escritório, fazendo com que os CEOs de cada uma tragam seus próprios assistentes executivos, que precisam trabalhar um de frente para o outro. E, no caso, eles são Lucy e Josh, dividindo uma sala só com eles dois, e com a mesa voltada para o outro, tendo que trabalhar em conjunto muitas vezes.
É claro que isso não dá certo e um alfineta o outro com comentários mordazes sempre que têm uma oportunidade. Mas, quando uma promoção é anunciada e apenas um dos dois poderá conseguir essa vaga é que a guerra começa pra valer. Josh quer subir no cargo, Lucy sonhou com esse emprego desde criança. E ambos não vão ceder, custe o que custar.
E, quando as coisas começam a esquentar cada vez mais, os sentimentos de Lucy começam a aflorar, mas não aquele ódio todo que vinha sentindo desde que teve seu primeiro contato com Josh. E é aí que ela percebe que talvez o que ele sinta por ela não seja exatamente todo esse ódio que ela imaginou a princípio. E pode ser que o que ela mesma sinta por ele também não seja esse sentimento tão rancoroso. Ou será que ela está enganada e esse seja apenas mais um jogo entre os dois?
Tem anos que a gente pega uma leitura maravilhosa atrás da outra, amamos diversos títulos e nem conseguimos decidir qual é o melhor de todos, de tantas opções incríveis que disputam a vaga. Isso não está acontecendo em 2018 comigo. Pode ser que eu apenas esteja lendo tantas coisas semelhantes que elas acabem não tendo algo que se destaque das demais, fazendo com que eu não as ame. Pode ser porque eu não estou num momento agradável e as coisas não estejam surtindo o efeito desejado em mim. Pode até mesmo ser que eu apenas tenha tido a falta de sorte de não escolher muitos títulos que casem comigo ou com o que precisava naquele momento. Entre inúmeras outras opções de “pode ser...”. Mas, no meio de tudo isso, encontrei algo que me fez ficar apaixonada, vidrada e animada: O Jogo do Amor/"Ódio!", de Sally Thorne.
Confesso que quando escolhi esse livro para ser minha próxima leitura, acreditava que ia sim gostar bastante dele justamente por ser o tipo de leitura que curto: um romance leve, divertido e fofo. Porém também estava pensando que ele seria apenas mais um entre tantos outros e, ainda que isso não seja algo ruim (até porque, se fosse eu nem mesmo iria querer ler, mas, pelo contrário, estava empolgada antes mesmo de começar), não imaginei que ganharia o destaque, mas ele ganhou.
E não porque é uma história cheia de reviravoltas ou coisas muito diferentes, mas simplesmente porque Sally conseguiu construir uma trama simples e completa, leve, descontraída e deliciosa, com personagens maravilhosos, bem desenvolvidos e originais. E era disso que eu estava precisando, algo que me fizesse suspirar e ficar genuinamente apaixonada!
A narrativa é em primeira pessoa pela Lucy e adorei poder acompanhá-la de perto, com seus sentimentos, pensamentos, frustrações, modo de refletir e agir e também seu passado. Adorava quando ela ficava questionando a si mesma e os sentimentos que começava a nutrir, e também o que Josh representava para ela de verdade ou o que ele sentia de fato.
E amei demais o Joshua. Ele definitivamente foi um dos meus personagens masculinos preferidos da vida e já queria um desses para mim para ontem! Onde encontro o Josh da vida real? Ele é sério, mas fofo. É fechado, mas preocupado. Poderia ser arrogante e metido com Lucy, assim como é com muita gente, mas é o oposto disso. E é dono de uma personalidade incrível que também tem seus problemas e questões pessoais ruins. Ele não é só feito de coisas boas, é humano e real e por isso que fiquei encantada.




Mrs. Dalloway - Virginia Woolf

O inconsciente é uma coisa muito peculiar não é? Sem querer acabei lendo dois livros da Virginia Woolf em menos de trinta dias, não foi algo programado, apenas aconteceu, ou diria meu inconsciente quem acabou tramando para mim ler tanto sobre Londres rs, e bem livros que falam do inconsciente! Mrs. Dalloway foi o escolhido da vez, publicado aqui no Brasil pelo selo Penguin Companhia.

Em plena Londres da década de 20, Clarissa Dalloway se prepara para mais uma festa em sua casa, onde algumas dos políticos e pessoas mais importantes da cidade irão comparecer. Pessoalmente ela caminha pelas ruas da cidade para comprar suas flores, e seu caminho cruza com diversas outras consciências que habitam esta cidade tão única.

Se você está em busca de uma sinopse comum para o livro esqueça, o objetivo da autora não é narrar uma estória com começo, meio e fim. Todo o livro se passa em apenas um dia, onde devemos imaginar Mrs. Dalloway como um planeta e os demais personagens como luas que orbitam ao seu redor. Ou seja, a narrativa realizada em terceira pessoa é onisciente e trabalha diversos personagem que cedo ou tarde são atraídos pela força gravitacional de Clarissa, se chocando na mesma. É uma narrativa cíclica, subjetiva, ora descritiva, ora metafórica, que é conhecida como fluxo de consciência.

A trama gira em torno de pequenos atos do dia a dia dos personagens, no caso de Clarrisa é sua ida até a floricultura, onde no caminho esbarra com pessoas, assim como vai se lembrando de acontecimentos ou vê acontecimentos ao seu redor. Depois mais tarde uma visita de um amigo muito próximo em sua casa que evoca sua juventude, e por fim sua festa. Além dela existem também  acontecimentos de pessoas ligadas a ela direta ou indiretamente. Como, por exemplo, Septimus Warren Smith, ex- soldado que acabou acometido por uma doença mental após perder o melhor amigo na guerra, e que acaba se ligando a Clarissa apenas no final do livro, coisa que acabei que nem iria acontecer.

Outro traço deste livro é a ausência de capítulos, no máximo o que temos são algumas separações na diagramação, que são poucas. Logo com isto a transição de cenas se dá sem que percebamos, como em um sonho sem anúncio estamos com um personagem, de repente já estamos na mente de outro. No inicio isso atrapalha, e acaba transmitindo uma sensação de incapacidade de compreensão, mas uma vez que você se acostume com esta característica a leitura flui, porque embora seja uma linguagem a princípio difícil é a linguagem que o inconsciente sua, de unir assuntos aleatórios e com sequências aparentemente sem lógica. O livro é breve, mas é exigente em sua leitura.

Clarissa é uma senhora na casa dos cinquenta anos com uma personalidade não muito amigável. Gosta da riqueza e dos bons costumes, mas sabe manter as aparências. Entretanto por mais bem casada que seja, com um homem ligado a política e com dinheiro, ela parece triste, mas não deprimida, já que Richard seu marido parece ter dificuldades em demonstrar seus sentimentos. Embora com essa atmosfera meia triste ela não se deixa abater. Contrastando com a senhora que é no presente, diversas lembranças suas são evocadas, não só por ela mesma como através dos demais personalidades, onde em sua juventude mostra uma Clarissa mais espontânea e alegre.

Peter e Sally são dois amigos da juventude que surgem e lembram Clarissa de seus momentos do passado, mas ela parece fugir destas lembranças quando finalmente se vê diante deles, como se estar com eles a lembrasse de uma versão sua que quer se esquecer.

Septimus é um personagem muito perturbado que diante da morte na guerra resolve guardar suas emoções, e passa a conversar com seu amigo morto. Sua esposa, uma italiana, não sabe mais o que fazer para ajudá-lo, e depois de uma consulta a um novo médico as coisas não terminam como o esperado. O desfecho deste personagem me surpreendeu, embora tenha muito haver com a biografia de Virginia.


Ligeiramente Pecaminosos - Os Bedwyns #05 - Mary Balogh

Esse livro faz parte da série “Os Bedwyns”, sendo o quinto volume publicado, fazendo uma sequência direta a seu antecessor, “Ligeiramente Perigosos”, e mostra o personagem Alleyne Bedwyn indo em direção a uma batalha em Waterloo, levando uma correspondência por conta de seu trabalho na Embaixada de Haia. Como não retornou, foi dado como morto por sua família e por nós leitores. Como o quarto livro era sobre sua irmã mais nova, não tivemos muitas explicações sobre o que aconteceu com ele de fato.
Já com esse novo exemplar, ficamos felizes em saber que ele não morreu, mas foi resgatado por Rachel York, uma jovem que estava à procura de arrumar dinheiro com joias, roupas, o que fosse, de pessoas mortas na guerra. Inclusive ela foi contra a vontade, mas precisava ajudar a juntar um dinheiro para ir atrás de um homem que a enganou e também as suas amigas do bordel no qual ela estava hospedada. Isso aconteceu porque as moças dessa casa de pecados entregaram seu dinheiro para um clérigo que dizia que ia administrá-lo para elas. Só que era tudo uma mentira, e elas acabaram sendo roubadas pelo falso clérigo. E Rachel se sente culpada por isso, mesmo sabendo que todas concordaram que ele levasse o dinheiro para depositar em Londres e guardá-lo.
Encontrando este jovem desmemoriado, ela resolve ajudá-lo, cuidando dele até que se recupere para seguir com um plano que considera ideal: ir para Londres, fazendo-o se passar por seu marido para conseguir o dinheiro da herança que sua mãe lhe deixou, que seu tio só lhe entregaria caso ela fosse casada com um homem honrado. 
Alleyne pode ter perdido a memória, mas não perdeu seu jeito sedutor. E, vendo tão bonita moça cuidando tão bem de si, resolve que quer conquistá-la. Para isso, embarca em seu plano. Então eles dois, juntamente com diversos outros membros do bordel, vão para Londres para enfim colocar tudo em prática.
Chegando lá, eles se metem em uma grande confusão devido ao plano armado e acabam se envolvendo muito mais do que deveriam. Então sentimentos passam a surgir entre os dois que agora não sabem onde a farsa termina e o amor começa.
Eu adorei esse livro! Como Alleyne foi dado como morto no volume anterior, não tivemos a chance de conhecê-lo tão intimamente (só o conhecemos anteriormente por suas pequenas participações nas obras antecessoras). Então foi realmente maravilhoso poder acompanhá-lo nesse novo cenário em que ele nem mesmo sabia quem era ou de onde vinha, procurando descobrir algo sobre seu passado ou pelo menos recuperar parte de sua memória para sanar tantas dúvidas que martelavam em sua mente.
Foi interessante vê-lo num novo ambiente, tendo que aprender certas coisas novamente e conhecer pessoas que ele provavelmente nunca teria conhecido verdadeiramente se não tivesse passado por essa situação, já que as moças da casa de pecado, por exemplo, não se misturavam com os membros da alta sociedade de forma mais amigável.
Diferente das demais protagonistas desta série, Rachel é uma moça mais tímida e ingênua, também é bondosa e extremamente altruísta, doce, dona de um ótimo coração e sempre só quer ajudar os próximos.
Outras personagens que merecem destaque foram as prostitutas que pudemos conhecer melhor, que são donas de bons corações e que sempre ajudaram o próximo. Primeiro com Rachel York, que foi morar no prostíbulo por uma situação bem difícil, já que seu pai perdeu tudo e depois morreu, deixando a filha sem nada. Ela era amiga de Bridget, uma prostituta, que tinha sido sua babá anteriormente quando seu pai ainda era vivo e com posses, e foi essa mulher que lhe acolheu e sempre lhe tratou muito bem. E depois com os Alleyne e o ex-sargento William, feridos do campo de batalha, que foram acolhidos e tratados por elas com muito carinho e consideração. Foi muito legal ver que Balogh deu o devido valor a essas mulheres, coisa que as pessoas (nem daquela época nem de hoje em dia) não faziam. Pois, mesmo com o coração de ouro, elas eram tratadas inferiormente.
A escrita de Mary continua deliciosa, leve e envolvente. A gente começa a ler e não tem mais vontade de parar até saber exatamente como tudo aconteceu e o que esses dois vão fazer para ficarem juntos. A narrativa é em terceira pessoa e acompanha os dois protagonistas, Alleyne Bedwyn e Rachel York, em capítulos alternados, possibilitando que o leitor possa conhecer toda a trama de forma mais ampla e ainda assim bem próxima dos personagens.


Amor & Gelato - Amor & Gelato #01 - Jenna Evans Welch

A primeira coisa que chamou bastante a minha atenção em “Amor & Gelato” foi a capa, que, com suas cores claras e fofas e sua ilustração maravilhosa, me fizeram ter vontade de ler a sinopse o quanto antes.  Então, quando vi que a obra se tratava de uma história que parecia ser encantadora de diversas maneiras, passei-a na frente de outros títulos da minha pilha de leituras e me aventurei junto com nossa protagonista em Florença. Agora venho compartilhar todas as minhas opiniões com vocês.
Neste volume conhecemos Carolina, também chamada de Lina, que prometeu para a sua mãe um pouco antes de ela morrer, já que a mesma estava doente em um estágio avançado, que iria conhecer o seu pai. Por isso, começamos a história com a nossa protagonista viajando para a Itália para passar o verão com o seu pai, que ela não conhecia. Logo de início ela já estranha o local, isso porque Howard, o seu pai, mora em um cemitério antigo, e com isso esse passa a ser o seu novo lar.
Quando ela recebe um diário de sua mãe da época em que estudou na Itália, Lina se vê mergulhada nas páginas, e, como um quebra-cabeça, vai conhecendo mais sobre o passado de sua mãe e tudo o que passou nessa cidade até se mudar para os Estados Unidos. Com isso, ela decide visitar os lugares citados no diário e vive a sua própria aventura com a ajuda de Ren, um menino que é metade Italiano e metade americano, e muito fofo. Ele criou amizade com Lina assim que ela chegou em Florença e juntos criam um certo carinho e até amor. Foi lindo acompanhar esses dois, que conseguem ser fofos e cativantes. Foi bem bacana ver nossa protagonista em suas aventuras e descobertas por Toscana.
Esse livro é daquele tipo que consegue envolver a gente em todos os momentos. A leitura é bem leve e apesar de trazer uma dor grande de nossa protagonista, já que a mesma teve a perda de sua mãe, é um volume que nos mostra superação e amadurecimento, fazendo com que Lina vire uma pessoa agradecida pela vida. Essa é uma história que nos passa um ensinamento, já que fala sobre descobertas, perdão, amizade e amor.
Narrado em primeira pessoa, o que achei legal, esse volume nos mostra o sentimento de nossa protagonista e seus pensamentos, nos dando um maior entendimento sobre como ela estava se sentindo em todos os momentos. A narrativa é rápida e fluida e esse exemplar consegue nos conquistar a cada virada de página, não só com o seu pano de fundo, que é maravilhoso, mas também com os personagens que são super cativantes.

Como comentei no início da resenha, amo esta capa, que mesmo simples é simplesmente maravilhosa. E, a propósito, amo a tipográfica do título e do nome da autora tanto quanto as cores, a ilustração e a lombada. A edição impressa ficou ainda mais bonita, devido ao acabamento da mesma. A diagramação é confortável para a leitura e as páginas são amarelas.


Além da Razão - Amarilis de Oliveira

Nessa obra, vamos conhecer alguns personagens bem diferentes entre si, mas todos igualmente interessantes – mesmo que não de forma positiva, já que podemos ver diversas nuances do ser humano. Ana, jovem bonita, casada com Sílvio, um rapaz também bonito, com uma vida estável, dinheiro e segurança. No entanto, ele tinha grandes crises que expulsava a esposa de casa constantemente e quebrava tudo que tinha dentro do local e ela ia buscar refúgio na casa de seus pais ou de sua amiga. Só que depois Sílvio se arrependia e ia atrás dela, levando flores e fazendo promessas de que aquela situação não se repetiria mais. Mas tudo isso não adiantava, visto que depois ele sempre voltava a repetir as mesmas coisas.
Numa dessas, Ana vai para casa de sua amiga e conhece Bruno, um jovem que tinha muitos conflitos internos e ideias suicidas. Era um rapaz humilde, mas de excelente coração, que se apegou muito a Ana, e eles tornaram-se grandes amigos. E ela se sentia muito feliz próxima a ele quanto ele próximo a ela (Neste caso, foi dado uma explicação do porquê eles terem essa afinidade).
Não poderia deixar de comentar sobre os pais de Ana, Rosinda e Romualdo, que nunca estudaram, mas seu pai fez de tudo para que ela e seu irmão tivessem instrução. Só que a cabeça dele era muito retrógrada, moralista e só aceitava sua própria visão e opinião a respeito de qualquer coisa. Já sua esposa, que pensava de forma diferente, voltou a estudar depois de já ser avó. E isso o incomodava muito e ele não aceitava, mas ela foi determinada e seguiu adiante.
Esses, claro, são apenas alguns pontos das vidas de cada um destes complexos personagens. Vamos acompanhá-los por um grande período de suas vidas e aprender um pouco sobre eles e assim podemos entender mais sobre suas formas de agir e pensar, mesmo que não concordemos com elas. E, para saberem mais, só lendo a obra, porque não posso revelar spoilers.
“Ninguém é melhor ou mais querido por Deus, pois Ele compreende nossas fraquezas, dores e nossos limites e sabe que, apenas vencendo tudo isso, nós passaremos para outros patamares da existência.”
Apesar de entendermos que cada um tem sua própria vida e cada ser humano já vem de várias encarnações, por aqui todos passamos por coisas semelhantes em nossas vivências. Sempre nossas histórias têm algo parecido com as de outras pessoas. Alegrias, tristezas, aprendizados, erros e acertos, etc., tudo faz parte da nossa evolução. Algo que sempre me questiono é se devemos descobrir por que estamos aqui e para que viemos para sabermos lidar com os problemas de forma diferente quando reencarnarmos. Ou cairemos nas mesmas armadilhas diversas vezes? Essa é a vida.
Falo isso porque encontrei semelhanças neste livro com o caso de uma amiga da vida real. A única diferença é que a jovem em questão, a protagonista da obra, era casada há apenas 3 anos, enquanto minha amiga foi há 30 anos. Todas as angústias pelas quais ambas passaram foram as mesmas, ainda que elas tenham vivido em outra época.
A autora abordou assuntos importantes na trama, como preconceitos, evolução terrena e espiritual, insegurança, autoestima, luta por aquilo em que se acredita, medo, amor, como as pessoas devem ser elas mesmas, independente de opiniões alheias, que somos todos iguais e ninguém é inferior a outro alguém, mesmo que esteja em diferentes níveis sociais, econômicos ou outros.
A narrativa flui maravilhosamente bem e mal comecei a ler e já finalizei a obra. Não conhecia a escrita de Amarilis de Oliveira, porém fiquei encantada pela história que psicografou do espírito Maria Amélia e, claro, desejo conhecer outros de seus trabalhos em breve.


Encontro de Livreiros Arqueiro/Sextante - 04/2018

No último dia 03 de abril aconteceu em São Paulo o Encontro de Livreiros da Editora Arqueiro/ Sextante. Como de costume deste tipo de evento foi oferecido um breve café da manhã, e depois dentro de uma sala de cinema o evento ocorreu.

Com duração de um pouco mais de duas horas a editora apresentou seus principais lançamentos recentes e alguns dos lançamentos esperados para os próximos meses. A Mulher na Janela já foi lançada e é uma das grandes apostas, foi inclusive brinde do evento, e promete uma trama ao estilo Paranóia (alguém já assistiu a esse filme?).

Após algum tempo sem lançamentos da série Myron Bolitar, saiu um novo título do autor Harlan Coben, Volta para Casa. Cada dia que esbarro com um livro desse autor eu me lembro que ainda não consegui ler nenhum título dele, e nem sequer sei por onde seria melhor começar rs!

Para maio chamou muito a minha atenção o lançamento de Dentes de Dragão, do mesmo autor do livro Jurassic Park, Michael Crichton. Este livro foi encontrado depois de sua morte, e trabalha com a temática do velho oeste e a procura arqueológica por fósseis dos dinossauros. A série Outlander também terá novo volume, e a editora ainda prometeu não mais separar os volumes em duas partes, todos serão lançados em volumes únicos, o bolso agradece!

Nos próximo dia 11 sairá um novo livro da autora Lucinda Riley, O Segredo de Helena. A Luz que Perdemos é outro livro que sairá em breve, e foi escolha do clube do livro da atriz Reese Witherspoon, é uma estória que se inicia no onze de setembro e tem várias idas e vindas, ao estilo do livro Um Dia.

Da autora Nora Roberts já saiu o primeiro volume da nova trilogia Os Guardiões, o primeiro livro Estrelas da Sorte se passa na Grécia, e promete ter uma estória bem mágica e interessante. Já entre os romances de época já ocorreu o lançamento de Uma proposta e Nada Mais, a série O Clube dos Sobreviventes, que têm sete volumes e promete um novo estilo dentro do gênero, já que seus personagens são sobreviventes com marcas físicas ou psíquicas das guerras napoleônicas.

Para Julho foi prometido mais um volume da série A Maldição do Tigre, Tiger's Dream retoma a estória que parecia já finalizada, e que por sinal eu ainda só li o primeiro volume rs! Uma pena que a editora não apresentou mais nenhuma livro com fantasia, gostaria de saber mais sobre por exemplo o livro recém lançado, O Império das Tormentas. Sigo dizendo ano após ano, evento após evento, porque tanto descaso com as fantasias?!

Do selo sextante, que está comemorando vinte anos, e que é o fundador da editora, alguns livros clássicos do catálogo serão relançados com o selo de vinte anos. Você é Insubstituível e A Arte da Meditação são alguns deles. Sobre os lançamentos temos A Arte de Respirar e o início da publicação de uma série de livro da School of Life, os primeiros dois foram: Calma e Relacionamentos.

A aposta para o dia das mães é o livro interativo 50 coisas sobre Minha Mãe, onde o filho preenche a mão o livro e dá de presente para mãe. Achei a proposta interessante. Um dia Ainda vamos Rir de Tudo isso é um livro de crônicas de uma advogada Ruth Manus é já está a venda.


Uma Dobra No Tempo - Uma Dobra No Tempo #01 - Madeleine L'Engle


Desde que li a sinopse desse volume, a mesma chamou bastante a minha atenção por ser uma história do estilo que gosto, já que amo aventuras e achei bem interessante o fato de ter sido adaptado para o cinema. Como gosto de ler o título antes de ver o filme, passei esse exemplar na frente dos demais e comecei a minha leitura. Agora, venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito dessa obra.
Em “Uma Dobra No Tempo” conhecemos Meg, uma menina de doze anos que já passou por muitas coisas na vida. E seu pai, o Sr Murry, um cientista muito conceituado, que também é o seu melhor amigo, desapareceu. E todos ficam falando que na verdade ele fugiu com outra mulher, o que deixa nossa protagonista bastante irritada. Também tem o fato de que ela é muito inteligente e é considerada uma esquisita na escola. A menina mora com a sua mãe e com mais três irmãos, e o mais próximo a ela é o Charles, o caçula de apenas cinco anos, que é considerado lerdo por todos da escola, mas que tem uma inteligência muito grande e acima da média.
A vida de Meg muda completamente quando ela recebe a visita de uma senhora bem estranha, que vem acompanhada de mais duas outras, todas com roupas e nomes estranhos. Essas três senhoras de nomes Quequeé, Quem e Qual levam-na junto com o seu irmão mais novo e Calvin, um colega de escola, para uma viagem muito peculiar através do tempo e do espaço, onde eles têm a possibilidade de viajar entre mundos para conseguir ajudar o pai de nossa protagonista que está preso em um desses lugares do espaço.
Acompanhamos então esses três jovens em uma grande aventura, cheia de altos e baixos, na qual eles aprendem muitas coisas e principalmente amadurecem bastante. Eles passam por diversos lugares e são apresentados a Coisa Escura, o grande causador do caos em todo o mundo. Achei bem legal que em todo momento temos pequenos ensinamentos na história e algumas críticas a sociedade, mas tudo de forma leve e sempre ressaltando bons sentimentos como amor e esperança.  
Narrado em terceira pessoa, esse volume consegue nos dar uma visão mais ampla da história. Gosto bastante desse tipo de narrativa, pois acho que quando temos uma aventura é mais fácil a gente acompanhar tudo de uma forma geral para não perdermos nada se fixando em um único ponto de vista, e, com isso, a história fica mais fluida, porém essa é a minha opinião. O livro é bem fininho e bem dinâmico e, portanto, a história não fica parada.
As únicas coisas que me irritaram em alguns momentos foram as justificativas que davam para não explicar determinadas coisas, como, por exemplo, “você nunca entenderia”, “seu planeta é muito atrasado”, e isso acabou me deixando frustrada, pois a autora poderia ter criado explicações, mesmo que fantasiosas, para amarrar melhor a leitura e fazer a gente entender determinados pontos. Mas vamos ver se esse detalhe vai melhorar nas sequências.
Uma Dobra No Tempo é uma série de cinco volumes no total, sendo que a Harper Collins já confirmou a publicação da saga completa no Brasil. Até o momento, apenas o primeiro e o segundo, “Um Vento à Porta”, foram lançados. Como o tempo de publicação entre um e outro não foi tão longo, acredito que os próximos também não demorarão a serem traduzidos. E eu mal vejo a hora de poder ler todos para saber como tudo termina.


Fragmentos - Marilyn Monroe


Como o próprio subtítulo já revela, nesta obra vamos conhecer Poemas, Anotações Íntimas e Cartas de Marilyn Monroe. Ou seja, vamos adentrar seus pensamentos e sua intimidade de maneira real, honesta e genuína, afinal, ela estava escrevendo aqueles textos para si mesma e suas palavras refletiam tudo o que pensava e sentia. Devo dizer que realmente adorei essa leitura, e conhecer esse lado mais pessoal e instintivo de Marilyn foi realmente maravilhoso, principalmente porque é bem diferente da imagem que muitas pessoas têm deste ícone.
O que eu mais gostei é que através destas palavras Marilyn podia ser ela mesma, com seus medos, angústias, tristezas, pensamentos nocivos, incômodos, etc. Também houveram momentos felizes, porém os demais superaram estes. E, como ela não estava escrevendo para ninguém em particular na maioria das vezes – salvo poucas exceções presentes neste exemplar –, nem mesmo um ouvinte apenas, sendo ele seu amigo ou não, ou entre uma roda de pessoas ou até mesmo para uma publicação oficial, Monroe podia ser livre, natural, espontânea, autêntica e franca, sem julgamentos.
Me senti muito próxima desta mulher poderosa e queria que ela tivesse vivido em outra época, mais recente, para poder usufruir melhor de sua vida e de como era seu eu verdadeiro. E que eu tivesse tido a oportunidade de conhecê-la (claro que ainda que ela tivesse nascido em data próxima de mim isso seria quase impossível, mas não custa imaginar essa situação) deste jeito real que ela era.
Antes desta obra, não tinha tantos conhecimentos acerca de sua personalidade, mas agora quero ler biografias sobre ela para entendê-la melhor. Porém, com esses seus pequenos textos, anotações e poemas, já deu para notar que ela sofria bastante e tinha recorrentes mudanças de humor com muitos momentos depressivos. Como eu já pesquisei sobre bipolaridade, consegui enxergar nela muitos desses traços e, fazendo uma nova pesquisa, descobri que Marilyn realmente tinha esse transtorno.
Marilyn era maravilhosa! Uma mulher à frente de seu tempo, que se importava com as pessoas, inclusive minorias, tinha muitos amigos e sempre tentava ajudar os outros. Foi uma leitora voraz e em diversas fotografias dela (muitas encontram-se neste livro) podemos vê-la com um livro na mão. Entre as diversas opções que lia, gostava muito dos clássicos. Além do mais, podemos considerar que ela tinha alma de poetiza, já que escrevia diversos poemas com muito sentimento e até pontos reflexivos – para o leitor e para si mesma.
Ela também era muito dedicada a sua profissão de atriz e estava constantemente em busca de melhorar a si mesma e sua atuação. Fazia cursos, encontrava-se com pessoas renomadas na área, fez amizades, muitas delas íntimas, com intelectuais e indivíduos ligados ao cinema (diretores, produtores, etc.) e artes. E estava sempre querendo dar mais de si mesma, frequentemente criticando o que fazia (ainda que para os outros parecesse perfeito) e se incomodando porque achava que não estava alcançando o êxito que desejava. Ou seja, Marilyn foi uma pessoa com muito pouca confiança em si mesma, diferente da imagem que muitos têm dela.

Ela era alegre, sim, porém muitas vezes, era triste e escondia dentro de si um sofrimento visceral. A leitura acabou sendo angustiante em alguns momentos, porque a gente fica (pelo menos comigo foi assim) com aquela sensação de querer ajudar, de desejar que estivéssemos presentes ali em sua vida para ajudá-la a enfrentar o dia a dia e tudo o que a afligia, mesmo que isso nem mesmo fosse possível, afinal ela veio a falecer décadas antes de eu mesma sonhar em nascer.
E toda essa realidade dela só vem confirmar aquilo que já sabemos: as vidas das pessoas são sempre uma caixinha de surpresas e podem esconder coisas obscuras e muitas vezes ninguém ou pouquíssimas pessoas têm a chance de conhecer de verdade o outro alguém. E que a mídia, o dinheiro, a fama e quaisquer outras coisas podem apenas mascarar verdades, mas nunca revelam exatamente ou verdadeiramente qualquer pessoa, por mais pública que ela seja.


Cenas Londrinas - Virginia Woolf

Já faz alguns anos que gostaria de ler alguma obra da autora Virginia Woolf, não pelo motivo que a maioria das mulheres lê, simplesmente porque acho relevante conhecer autores que são reconhecidos como bons. E desde então eu nunca soube por onde começar até que soube da existência de Cenas Londrinas, publicado por aqui pela Editora José Olympio. Depois da minha visita a Londres virou uma obsessão ler coisas sobre o lugar, então quando a Saraiva fez a promoção do dia das mulheres não dúvida quanto a sua compra!

O livro é composto por seis crônicas, sendo que todas elas foram publicadas originalmente a cada dois meses na revista Good Housekeeping a partir de dezembro de 1931 e durante o ano de 1932. Encomendadas pela revista todos os textos têm como proposta falar sobre Londres, sendo Woolf uma londrina amante da cidade não poderiam ter encontrado melhor autora para tanto.

Os cinco primeiros textos não são ficcionais, narrados em primeira pessoa narram diversos aspectos do dia a dia da cidade de Londres da época, enquanto que o último texto adicionado é uma ficção que mesmo assim soa muito realista sobre como a cidade funciona, este já narrado em terceira pessoa. O livro conta ainda com uma breve introdução feita por Ivo Barroso que fala brevemente sobre a vida da autora, além de alguns detalhes sobre cada crônica.

Segundo Barroso este livro apresenta um aspecto diferenciado da escrita da autora, que muito se diferencia de suas demais obras. Como não li outra obra da autora não posso fazer este paralelo, o que posso dizer é que em seus escritos Virginia é bastante descritiva ao mesmo tempo em que se utiliza de metáforas e visões poéticas do que vê. Esta junção de aspectos nos permite ter uma noção bastante precisa de como era a Londres da época não só do ponto de vista físico mas comportamental.

A Inglaterra do início do século XX é marcada pela presença da aristocracia,  em um local que foi por séculos dominado pela monarquia e todas as camadas de títulos que ela distribuía, acabou por sofrer com a vinda de empresários que mais se focavam em comércio e menos em tradição.  As palavras de Woolf nos permitem ter uma pouco desta visão.

Quanto a cada cena em si nenhuma delas chega a ser muito longa (a maior têm 14 páginas), o livro em si tem apenas 94 páginas. Mesmo assim nenhum deles se perde ao que propõe, ela é bastante objetiva em sua narrativa. A primeira cena é focada nas docas, como todo o trabalho se desenvolve ao longo do rio Tâmisa, desde o que é transportado e vendido, até como são as pessoas que por lá circulam. A autora criou este texto em cima de uma viagem de barco que realizou no rio.

A segunda cena é a Maré de Oxford Street, uma das mais interessantes, especialmente para quem já esteve lá, já que ela descreve como o local era na época, o que mudou em todos estes anos é a tecnologia, mas a rua continua sendo um local não chique de compras. Não consigo pensar em um lugar paralelo aqui no Brasil, já que esta rua é larga e têm lojas grandes e de diversos segmentos. Woolf nos relata quanto era um local mal visto pelos ricos que preferiam os arredores da Bond Street.

Casas de Grandes Homens é a terceira cena, e se foca em detalhar como era uma casa no século XVIII, como exempo se foca na casa do autor Thomas Carlyle e sua esposa, dando grande ênfase ao fato de não haver água encanada e quanto isto acabou por influenciar Carlyle. Hampstead também é um bairro citado. Tive oportunidade de estar nesta bairro, pois é onde está o Museu de Freud, local onde ele morou e faleceu, e posso afirmar que é um bairro muito simpático da cidade!


Outlander #01: A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon

Desde que este livro inspirou uma série de televisão homônima, produzida pelo canal Starz (e que atualmente está disponível no catálogo da Netflix), venho assistindo a todos os capítulos e me apaixonado perdidamente por Jamie Fraser. Sendo tão viciada na série de televisão, resolvi começar a ler o livro para tirar um pouco desta angústia que eu me encontrava para saber cada vez mais sobre a trama. Claro que me peguei devorando as páginas e acabei esta leitura ainda mais rápido do que eu imaginava. Agora, venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito desta obra escrita por Diana Gabaldon.
Em “Outlander #01: A Viajante do Tempo”, conhecemos Claire Beauchamp Randall, uma mulher forte e destemida, que serviu por anos como enfermeira na 2ª Guerra Mundial e, por isso, ficou afastada de seu marido. Agora que a guerra acabou, eles se reencontraram para seguir com a vida e, com isso, resolvem fazer uma segunda viagem de lua de mel. Decidem, então, viajar para Inverness, na Escócia, já que Frank, seu marido, queria procurar mais sobre os seus antepassados. Em um dos seus passeios, Frank e Claire testemunham uma cerimônia druida que estava ocorrendo em um círculo de pedras.
Mais tarde, Claire resolve voltar a este local e, ao tocar na pedra, acaba sendo transportada para outra época, ou seja, ela volta no tempo por 200 anos e vai parar na Escócia de 1743. Nossa protagonista é encontrada por um grupo de homens que não sabe ao certo quem ela é, mas eles resolvem que é uma hóspede do clã escocês. Só que na verdade a moça vira um tipo de refém, já que não pode seguir com sua vontade própria de tentar ir embora.
Acompanhamos, portanto, Claire neste século, e vemos como, aos poucos, ela consegue se adaptar e até mesmo começa a sentir certa atração pelo escocês muito lindo Jamie. Junto com ela, passamos por diversas aventuras e vemos que voltar no tempo pode não ter sido tão ruim assim.
O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de nossa protagonista, o que foi bem legal e muito interessante, já que assim conseguimos acompanhar seus sentimentos conflitantes e confusos, o que dá uma certa visão mais ampla de tudo o que está ocorrendo.
A narrativa conta com uma grande riqueza de detalhes, que consegue nos prender desde o primeiro momento até o fim. Toda hora encontramos bastante ação, o que não deixa a trama ficar parada nem por um segundo, e ainda podemos acompanhar traições, romance e aventura, em uma história envolvente e com personagens incríveis, que conseguem nos cativar e fazer com que a gente torça por uns e odeie outros.
A série televisiva está seguindo bem fiel aos livros e a produção é simplesmente magnífica! Estou completamente encantada com todo o cenário e a fotografia, além do roteiro, só que este é um assunto para outro post e futuramente escrevo uma indicação sobre a série aqui no blog. Mas, como sempre, livros são bem mais detalhados do que assistir as adaptações, então eu recomendo que todos façam esta leitura. Eu não consegui parar de ler este volume simplesmente fantástico, que com certeza absoluta entrou para minha lista de livros amados e preferidos de todos os tempos.
A editora Arqueiro está relançando as obras com capas inspiradas na série e fiquei bastante empolgada porque é imensamente bonita, até mais do que a inicialmente publicada em território nacional, e eu gostei dela desde o primeiro momento em que a vi. Adoro a fotografia, os tons de cores e a tipografia. A diagramação também está ótima, com fonte e espaçamento bem confortáveis para uma leitura agradável por um período maior de tempo, além de contar com páginas amarelas, o que é sempre um ponto positivo a mais.


O Homem Invisível - H. G. Wells


Os habitantes da pequena cidade pacata de Iping não imaginavam que seus dias estavam prestes a ser bem agitados e até mesmo aterrorizantes. Isso porque eles não sabiam que um certo cientista, que havia se hospedado na pensão local, Coach and Horses, iria se revelar nada mais, nada menos do que um homem invisível.
Mas, voltando no começo, esse homem bem misterioso, vestido com um casaco grande, chapéu, óculos escuros e bandagens cobrindo o rosto chegou no local com intuito de continuar com suas pesquisas, que o fariam ganhar muita fama e notoriedade rapidamente, afinal ele tinha uma descoberta brilhante para relevar ao mundo.
Mesmo com seu temperamento difícil e arrogância desmedida, algumas pessoas se interessaram em ajudá-lo e lhe trataram tão bem quanto podiam. Porém, quanto mais tempo vai passando sem que ele se revele direito – ninguém nunca tem a possibilidade de ver seu rosto ou sua pele –, mais a curiosidade da população local aflora, fazendo com que muitos comecem a se questionar quem é aquele homem, o que ele pretende e se o que está fazendo pode acarretar algo de negativo ou ruim para alguém. Seria ele uma vítima de um acidente que lhe deixou desfigurado, um fugitivo da polícia ou algo mais sombrio?
As coisas vão começando a sair do controle, alguns acontecimentos inesperados surgem e até mesmo crimes, e há a descoberta de que aquele homem nada mais é do que invisível. Mas como isso é possível?! Ameaças e ações vão surgindo e agora o medo começa a ser propagado na hospedaria e nas redondezas. Afinal, se você não pode enxergar o inimigo, quantas possibilidades ele tem de fazer tudo o que quiser contigo?
Já fazia um tempo que eu estava curiosa para ler alguma das obras de H. G. Wells, que é um autor renomado de ficção científica clássica. Então, quando surgiu a oportunidade de ler “O Homem Invisível”, me agarrei a ela e comecei rapidamente a leitura.
Algo que acho válido comentar nesta resenha é que a obra é bem diferente de como eu imaginei que seria, e isso a fez ser bem intrigante e até mesmo mais fascinante. Assim como a população local de Iping, o leitor não tem muitas informações acerca deste curioso novo hóspede, que escolheu uma cidade sem muita coisa acontecendo para terminar suas tão importantes pesquisas. Mas, por que motivo ele escolheu esse lugar?
Conforme as páginas vão sendo avançadas, temos a possibilidade de entendê-lo melhor e também as suas motivações. Afinal de contas, ele conseguiu se transformar num homem invisível e esta é uma grandiosíssima descoberta, que vai mudar a vida do ser humano como conhecemos, já que existem inúmeras possibilidades de uso de tal invenção para o mundo – para o bem e para o mal. E isso faz com que ele comece a desejar, ou até mesmo ansiar fortemente por poder e fama. E tem certeza de que vai conseguir tudo isso e muita notoriedade.

Um dos pontos mais interessantes nessa trama é o fato de o autor focar no comportamento humano de uma maneira bem real e reflexiva, tanto que acaba ganhando até mais destaque do que a parte de ficção científica da mesma, fazendo com que não haja explicações mais aprofundadas sobre os assuntos ou métodos abordados na leitura, assim como termos científicos ou mais difíceis, permitindo que fique mais fácil de o leitor entender cada nuance do enredo, mesmo que não se interesse por esse assunto ou não tenha conhecimento grande da área.
Ou seja, como destaque há uma grande crítica social, do comportamento do indivíduo como um todo e também como um ser único, sozinho contra todos os outros. Nos mostra também como a solidão pode ser difícil ou prejudicial em determinados casos e em como um ser humano pode se transformar em algo mais próximo de um monstro quando é privado de determinadas coisas, com a possibilidade de perder, inclusive, sua humanidade. E também como o pensamento de diversas pessoas unidas como um todo pode ser prejudicial para o indivíduo solitário. Entre diversos outros pequenos pontos reflexivos, que cada leitor pode encontrar na sua própria experiência de leitura. Achei extremamente interessante que o autor tenha escolhido explorar todos esses lados.




A Estrangeira - O Quarteto do Norte #01 - Chirlei Wandekoken


Sendo uma verdadeira fã de romances históricos e de época como sou, amo ler livros desses gêneros e conhecer histórias que me levam para o passado e me fazem conhecer um pouco mais sobre determinada época. Já tinha escutado vários comentários positivos sobre Chirlei Wandekoken e como suas obras são deliciosas e muito bem escritas. Porém, ainda não havia tido a oportunidade de ler nenhuma delas, até ter em mãos “A Estrangeira”, primeiro volume da série O Quarteto do Norte, publicado pela Pedrazul Editora.
Nesse volume, a trama é dividida em duas partes, uma se passa no século XIX e outra há mais de 400 anos, misturando o presente e o passado para nos explicar melhor a história e nos fazer entender os acontecimentos. Na parte do presente, que se passa no século XIX, acompanhamos Edward, o nono Conde de Northumberland, também conhecido como como Lorde Hotspur, um homem que terá que se casar com a sua prima para seguir a tradição da família, mas que não sente nada por ela, o que o incomoda bastante. Muito destemido, sendo um grande guerreiro com diversas vitórias ao longo de sua vida, e possuindo uma fama de sedutor, nosso protagonista perdeu os pais e por conta disso resolveu ir para Londres para poder respirar novos ares.
Também conhecemos Eliza, uma estrangeira que fugiu de Leipzig para a Inglaterra. Sua história é bem misteriosa e o seu passado é contato aos poucos através de cartas trocadas com a sua tia. Ela foi para Inglaterra em busca de sua tia Elizabeth, porém, ao chegar lá, descobriu que a mesma estava desaparecida há muitos anos e que o marido de Elizabeth, John Baker, havia acabado de falecer. E, para piorar as coisas, eles não tiveram nenhum filho para quem ela pudesse recorrer. Então a moça se viu sozinha em uma terra desconhecida e sem parentes. Como os tios que Eliza foi procurar residiam no domínio do nono conde de Northumberland, ele foi chamado para resolver a situação, e, chegando lá e conhecendo a nossa protagonista, resolve resguardá-la por uma questão de fidelidade, já que John Baker, o tio de Eliza, era amigo de seu falecido pai.
O que ele não esperava é que essa estrangeira fosse mexer com os seus sentimentos. O amor entre os dois vai surgindo aos poucos e é bem bonito de se ver. Achei incrível a forma como a autora foi nos apresentando a esse sentimento, e como eles são capazes de tomar certas atitudes em nome do mesmo. Acompanhamos o relacionamento de Eliza com o Lorde Hotspur e ficamos torcendo para que os dois consigam ficar juntos. E, mesmo ambos sendo de classes diferentes, são os segredos e as histórias do passado com os quais o casal mais deve se preocupar para conseguir ficar juntos.
A outra parte da trama, que narra os acontecimentos do passado, e nos é apresentada em capítulos alternados com a do século XIX, é sobre os antepassados do conde Hotspur. Conhecemos um amor impossível e testemunhamos a rivalidade de duas famílias que resiste ao tempo. Acompanhamos esse amor proibido e como ele influencia na história principal.
Esse volume é narrado em terceira pessoa, o que achei ótimo, já que assim conseguimos ter uma visão mais ampla de todos os acontecimentos, nos deixando mais a par de tudo. Os personagens são ótimos e muito bem construídos, nos conquistando em todos os momentos. Até mesmo os secundários foram muito bem elaborados e tiveram os seus desfechos bem direcionados.
Com uma escrita envolvente, rica em detalhes e com muitas reviravoltas, esse exemplar nos traz uma história deliciosa, instigante, cheia de conflitos e mistérios, tudo isso em um enredo muito bem desenvolvido. É um belo romance, com uma narrativa objetiva e bem coerente, e não conseguimos parar de ler até chegar a última página. O final está incrível e fecha muito bem esse volume.


Simon Vs. A Agenda Homo Sapiens - Becky Albertalli

Sempre vejo muitos leitores indicarem com ardor a leitura de Simon Vs A Agenda Homo Sapiens, da autora Becky Albertalli, publicado pela editora Intrínseca. Agora que o filme vai sair nos cinemas resolvi ver como ele funcionaria para mim já que os livros com adolescente americanos não tem me agradado.

Simon é um jovem com amigos, sem problemas em conseguir namoradas ou até em se relacionar com sua família, tudo estaria perfeito se não fosse o fato de Simon ser gay e nunca ter contado a ninguém até o dia em que conhece Blue na internet. Sua interação com este desconhecido é descoberta por um colega de escola que passa a chantageá-lo. Agora ele está em uma corda bamba onde cada passo pode revelar sua verdade, e arriscar sua relação com Blue, além de sua relação com todos.

Eu vivo tentando, dando chances e vocês que acompanham o blog devem ter lido minhas resenhas de livros adolescentes ( Tartarugas até Lá Embaixo, por exemplo), mas eles não têm funcionado para mim, ainda mais os que têm forte conteúdo psicológico, onde eu consigo captar aspectos que eu não concordo.

Albertalli assim como eu é psicóloga, e a partir desta informação e o fato dela atender o publico LGBT me fez acreditar que ela adensaria mais como é descoberta de um jovem por uma orientação sexual que não é a mais aceita no momento. Simon na verdade não tem sofrimento por ser gay, ele aceita isso bem, e também não morre de medo de contar aos outros, ele simplesmente quer se poupar de explicar isso. Não há tentativas de ser hetero, ele na verdade também lida bem com o fato de ter tido três namoradas.

Então talvez a grande questão seja qual? A chantagem em si?, mas que acabou forçada já que ele podia e deveria ter contado aos envolvidos a verdade a cerca do que ocorreu. Ele tem uma postura imatura quanto a suas atitudes para com seus amigos, foi um erro seguido do outro, sua sorte é que seus amigos são pessoas boas que o perdoaram.

Com tudo isso o que eu quero dizer é o livro tem uma narrativa em primeira pessoa narrada por Simon e que tem muita enrolação. Muitas páginas e palavras para dizer pouco. A cada página tudo que eu pensava: vai lá Simon se você está resolvido se assuma, se declare a Blue e continue sua vida!

Verdade seja dita Simon é um menino fofo, é simpático, engraçadinho, que interage com todo mundo e parece ser um bom amigo. Mas é muito enrolado, cheguei até a pensar que ele achava que era gay e não era, tamanha interação dele com as meninas.

Suas amigas Abby e Leah são interessantes, Abby é a bonita que todos desejam, mas que não se acha por isso, sempre procura conversar com Simon, e é muito próxima a ele. Leah já é sua amiga a mais tempo, com isso ela vive com ciúmes de Abby, logo se torna a chata da turma que as pessoas começam a evitar. Nick é o jogador de futebol, amigo desde a infância de Simon, não é apresentado com uma personalidade muito profunda, tem poucas falas na verdade.

Martin, o chantageador é muito chato! Ele diz que não vai dizer a verdade aos demais, mas todo tempo encurrala Simon querendo ajuda para conquistar Abby. É um sem noção que só não muito visado porque é engraçado. No fim é o carente que tentar ganhar amigos pelos meios errados.