Ensina-me o Prazer - Os Frinsheens #01 - Alessa Ablle

Quando li a sinopse desse volume, me interessei bastante pela história, pois gosto de livros de romance com uma pegada hot, e já tinha escutado vários elogios a essa autora e suas obras. Além do mais, a história de Cecillia parecia ser incrível. Sendo assim, quando tive a oportunidade de ter esse volume em mãos, logo comecei minha leitura e agora venho compartilhar com vocês tudo o que achei sobre esse título escrito pela brasileira Alessa Ablle e publicado pela Editora Pandorga.
Em “Ensina-me o Prazer”, conhecemos a história de Cecillia Romanoff, uma jovem de vinte anos, que é uma estudante universitária bem esforçada e estudiosa. Ela perdeu seus pais quando tinha apenas doze anos, e foi criada pelos padrinhos. E, apesar de nunca ter conseguido superar a morte dos pais, seguiu com a sua vida mesmo se sentindo sozinha, pois, ainda que tenha sido criada com amor, este nunca preencheu o vazio que sentia.
Certo dia, Ceci acaba conhecendo Henry em uma aula de biologia, e logo viram amigos. Eles são de mundos totalmente diferentes, já que ela é uma menina de vinte anos, com poucos amigos, nerd, e uma vida tranquila, enquanto ele tem vinte e nove anos, está no último ano da faculdade, é o capitão do time da Universidade, sócio de uma academia na qual trabalha, e tem uma vida social mais agitada, mas a amizade entre os dois passa a ser algo muito importante e bem sincera. Então acompanhamos como essa linda relação faz bem para os dois.
Apesar da forte atração entre ambos, nossa protagonista tem medo de ter alguma relação mais íntima com ele e isso gerar o fim da amizade. Por esse motivo, quando certa vez ele tenta lhe beijar, ela acaba negando. Após uma situação que ocorre na vida de Cecillia, vemos que Henry fica com muita raiva e acaba levando-a para morar com ele, já que precisava tirá-la do dormitório e de perto de certas pessoas que se diziam amigas.  Agora, ambos passam a dividir a cama e essa tensão e desejo entre os dois passa aumentar cada vez mais. Certo dia, quando o desejo entre eles acaba falando mais alto, Ceci perde a sua virgindade com seu amigo, e eles passam a ser amigos coloridos, colocando em risco a amizade tão sólida que ambos mantinham.
Vemos que juntos eles foram um ótimo casal e cada vez mais Henry se sente mais apegado à nossa protagonista. E, mesmo com medo de ter o coração partido, ele a leva para a casa dos seus pais, para poder enfrentar seus problemas familiares tendo sua amiga como apoio, já que com ela por perto tudo fica mais fácil. Quando vê que em breve tem que assumir a empresa da família, se sente muito dividido, já que não consegue ficar longe de Cecillia.
Tudo estava indo bem, até que certo dia Henry tem que viajar para visitar seu sobrinho que acabou de nascer. Com isso, mesmo contrariado, ele acaba tendo que deixar Cecillia sozinha, e é nesse período que ela acaba encontrando alguém que estava tentando evitar a todo custo. E nesse encontro acaba saindo física e emocionalmente machucada. Ainda fica sabendo que para Henry ela foi uma transa sem sentido, o que faz com que fique em pedaços, além de na dúvida se deve confrontar o seu melhor amigo e correr o risco de perder a amizade para sempre, ou fingir que nada aconteceu e ficar sofrendo.
A história é uma delícia, leve, descontraída, com uma narrativa cheia de drama, emoção, amizade e cenas hots na medida certa. Esse volume consegue prender a gente do início ao fim, com uma relação tão linda que acaba virando amor e fazendo a gente torcer em todos os minutos por eles. Os personagens foram muito bem construídos, cada um com sua personalidade marcante, fazendo com que a gente se apegue a todos.


O Amor Nas 4 Estações - Victor Degasperi

“O Amor Nas 4 Estações” é um livro de crônicas, que foram escritas durante as quatro Estações do ano: Primavera, Verão, Outono e Inverno. O autor tinha como objetivo vivenciar os momentos da vida, apreciar as pequenas coisas e os grandes sentimentos e transferir todas as suas emoções para o papel. E o fez com maestria. Essa é uma obra bem tocante, com muitos pontos reflexivos, outros que nos fazem suspirar, vários que enchem nosso coração e ainda aqueles que nos deixam mais emotivos.
Confesso que não sou a maior leitora de livros do gênero, mas fiquei muito interessada por esse e adorei a leitura! Então, quem realmente aprecia esse tipo de obra com certeza vai ficar muito encantado com os lindos textos de Victor Degasperi.
Cada uma de suas crônicas tem o poder de nos tocar de uma maneira real e quase palpável. A gente sente cada emoção que ele transmite com suas palavras. E, depois de terminada a leitura, com certeza saímos com um olhar diferente para as coisas que acontecem ao nosso redor e no dia a dia, afinal existe também muita beleza no cotidiano, e até passamos a valorizar ainda mais as pequenas coisas.
“Me conte os sonhos que quer ter esta noite, eu também te contarei os meus. Sinceramente, deverão falar de você. Mas, possivelmente, apenas repetirão cenas dignas de sonhos que já pudemos viver.”
Esse exemplar também nos apresenta a um homem completamente apaixonado, do tipo que se entrega e nos faz sentir suas emoções, seu carinho e todo o amor que cultiva dentro do peito. É bem bonito ler textos tão sinceros e emocionantes, principalmente para quem gosta de algo mais meloso daquele tipo adocicado.
Os textos são bem curtos, fazendo com que a leitura seja bastante fluida. Além do mais, o leitor tem a possibilidade de escolher entre ler cada crônica na ordem em que foi publicada, como eu fiz, ou então pode escolher aquelas que mais lhe interessam e ler aleatoriamente, cada dia um pouquinho.
“Quando a alma abraça o calor é lá dentro. Calor de carinho, de conforto, de espaço de bem e vontade de sorrir. Quando a alma abraça a emoção ganha toque. A emoção ganha vida na sua máxima forma.”
A edição física, publicada pela Faro Editorial, está simplesmente arrebatadora! A capa tem acabamento em soft touch (textura aveludada) com todas as flores, título e nome do autor em alto relevo, dando um efeito magnífico para a mesma, e verniz localizado nesses dois últimos. A parte de trás da capa conta com um fundo amarelo e ilustrações de pequenos corações vermelhos.


Salva Comigo - With me in Seattle #05 - Kristen Proby

Brynna Vincent é mãe de duas meninas lindas e ex-mulher de um policial que trabalha disfarçado em uma missão perigosa. Quando ela está prestes a deixar as filhas com ele para passar o Dia de Ação de Graças, acaba se deparando com um terrível acontecimento e pode ser considerada testemunha de um crime. Então decide fugir com as duas de volta para Seattle, onde podem reencontrar sua família e viver escondidas perto de seus pais e amigos. Elas até podem viver bem, já que Brynna conta com o apoio de pessoas próximas para ter uma casa onde possam morar sem precisar colocar seu nome num contrato, e também consegue um emprego sem carteira assinada. Porém, tudo o que ela mais quer é voltar a ter uma vida normal, tranquila e sem medo.
Caleb Montgomery é um ex-fuzileiro naval, que atualmente trabalha treinando mercenários de guerra. Ele possui cicatrizes emocionais com as quais precisa lidar, e não se dá bem em multidões e em determinadas situações. Também tem um grande coração e é muito preocupado e cauteloso com coisas e situações que podem colocar pessoas próximas em perigo, em especial Brynna e suas duas preciosas filhas.
Brynna não é exatamente uma testemunha, afinal não viu o rosto de ninguém naquele fatídico dia, eles só sabem que pode haver uma ameaça à espreita, mas não podem ter certeza de quem são, quando vão vir e se realmente têm alguma informação ou pista que os faça chegar até elas. E isso tira Caleb do sério, afinal tem que enfrentar uma ameaça invisível, então fica cada vez mais precavido e preocupado. Por isso, decide morar com elas para poder vigiá-las de perto, principalmente agora que estranhas coisas estão acontecendo ao redor deles.
Caleb sente muitas coisas por Brynna, mas sabe que não pode tê-la, pois precisa se focar na sua missão de mantê-las em segurança. Enquanto ela precisa se esforçar muito para não se jogar nele sempre que o vê, afinal suas emoções estão ficando cada vez mais afloradas, principalmente depois de ver como ele age com suas duas meninas. O que eles farão vivendo numa casa cheia de tensão sexual, muita compatibilidade, desejo e química se não podem ficar juntos? E se os sentimentos das três forem fortes demais e Caleb não conseguir manter sua promessa de ficar por perto?
Curto bastante essa série, que é publicada aqui no Brasil pela Editora Charme, e a escrita de Kristen Proby, que é deliciosa, leve, envolve e flui maravilhosamente bem. Então, sempre que um novo volume é publicado, já saio correndo para lê-lo assim que surge uma oportunidade. E com essa obra não foi diferente. Adorei o resultado final e gostaria que tivesse muitas páginas a mais só para não ter que me despedir de Brynna e Caleb tão cedo.
De maneira geral, gostei muito da construção e desenvolvimento dos protagonistas. Eles são reais, humanos, cheios de erros e acertos, que no fundo só querem uma vida normal. Infelizmente, nenhum dos dois está perto de conseguir isso, ela por conta dessa ameaça que ronda sua existência e a de suas filhas, e ele porque não consegue se desapegar totalmente dos pesadelos que vivenciou na guerra, que lhe feriram muito emocionalmente, fazendo com que tenha se tornado alguém diferente e um pouco mais apreensivo em tudo o que faz.
E os personagens são minha parte preferida justamente por isso, porque não são aquelas pessoas que só tem lados bons ou ruins. Pelo contrário, podem estar felizes e depois tristes, podem ter medos e anseios, e também desejos e encontrar prazeres na vida. Eles têm defeitos, cicatrizes, receios, ao mesmo tempo em que são fortes, batalhadores e buscam sempre fazer o seu melhor.


Contatos com o Anjo da Guarda - Penny Mclean


Eu tenho diversos livros sobre anjos me esperando na estante, comprei diversos deles no sebo bem em conta, e sempre olho e penso 'logo leio'. Esse ano estou disposta a ler mais desses velhos na estante, comecei com Contatos com o Anjo da Guarda, da autora Penny Mclean, publicado pela editora Pensamento.

A primeira coisa que precisa ser dita sobre este volume é que ele é bem pequeno, tanto em seu tamanho que é quase de um livro de bolso, quanto sua quantidade de páginas, apenas 120. E ao contrário do que parece ele é muito mais uma biografia do que um livro sobre anjos, isso porque boa parte do livro, até a página 59, trata-se apenas da vida de Penny e algumas situações em que Anjos atuaram em sua vida. As demais páginas continuam tendo alguns relatos, mas a autora já se demora com dicas para o contato.

A segunda coisa importante a dizer é que embora a autora use o termo anjo, é bem evidente que o conceito mais acertado e mais próximo aos espíritos que ela narra é mentor. Talvez alguns acreditem que ambos sejam a mesma coisa, mas um mentor pessoal é muito mais próximo e informal, do que um anjo. Inclusive alguns dos espíritos que se comunicam com ela são de mortos.

Durante as situações que ocorreram com a autora ela foca muito sua narrativa no fato de ela ser cantora, ter tido sucessos em primeiro lugar, inclusive fui ver qual estilo de música que ela fez, e ela fez sucesso com disco music na década de 70. E senti muito ego envolvido na narrativa, que parecia querer mostrar sobre si mesma, e não informar pessoas sobre anjos. Isso me incomodou um pouco.

Por fim para pessoas que estão tendo o primeiro contato com o tema o livro não é didático, e pouco explana sobre estes espíritos. É muito mais um livro de relato com algumas dicas técnicas, do que um passo a passo. Mclean chega a falar sobre chakras superficialmente e sobre visualização criativa, mas se este livro for o primeiro contato com o tema, mas atrapalha do que ajuda.



Papo Astral - Carol Vaz

Provavelmente a maioria das pessoas já ouviu alguém falar sobre Signos pelo menos uma vez na vida, seja porque te perguntou o seu, porque o ouviu explicar algum fato baseando-se no Signo, como, por exemplo, “Ah, é claro que eu agi assim, afinal sou Ariana!”. Ou então comentários do tipo: “Não posso nem mesmo me envolver com aquela pessoa, ela é Libriana!”, e assim por diante. Muitos desses ouvintes deixam essas informações entrarem por um ouvido ou sair pelo outro ou já logo respondem que não acreditam nisso. Enquanto outras pessoas se aprofundam completamente em toda e qualquer informação que encontram por aí. E ainda há aqueles que começam a se interessar pelo assunto, ainda que nada saibam sobre Ascendentes, Luas e Casas Astrológicas.
E é principalmente para esse último grupo que indico muito o livro “Papo Astral”, que nos introduz um pouco no assunto ao mesmo tempo em que abre nossa mente para muitas informações bem explicadas, ainda que de forma simples e de fácil entendimento.
E, como o próprio subtítulo já informa, esse é “Um Guia Astrológico Para Você Se Conhecer Mais e Tirar o Melhor dos Signos”. Então, nesse volume vamos encontrar aspectos e características de todos os Signos Solares, Ascendentes e Signos Lunares. E a autora também fala um pouco sobre Planetas e Casas Astrológicas. Ou seja, nos ensina a ler e interpretar o Mapa Astral para compreendermos melhor nós mesmos e também aqueles que estão ao nosso redor para, assim, encontrarmos a melhor forma de lidar com situações e pessoas distintas.
Devo confessar que até poucos anos atrás eu não acreditava muito em signos. Isso porque eu sempre associei eles àqueles horóscopos diários que vinham em revistas e jornais. Eu até lia por diversão, mas nunca cheguei a realmente confiar que aquilo que estava sendo dito ali em poucas linhas serviria para apresentar o que aconteceria naquela semana, mês ou ano para todas as pessoas existentes do mesmo signo e no mesmo período.
Porém, há alguns anos eu comecei a me interessar por signos de uma maneira diferente. Não me lembro exatamente de onde surgiu meu interesse, mas acredito que em algum momento eu estava assistindo um vídeo de uma pessoa que era geminiana (mesmo signo que eu) e ela falava alguma coisa sobre Signos, incluindo o meu próprio, e eu consegui me identificar completamente! Então fui verificar as atitudes das pessoas próximas a mim com as características dos seus signos e percebi que se encaixavam muito!
A partir daí, fiquei cada vez mais curiosa e entusiasmada com o assunto. Comecei a olhar Signos Solares, Ascendentes, Luas, etc. Claro que eu ainda não sou tão inteirada no assunto e também não sei ler Mapa Astral maravilhosamente bem ou coisas semelhantes, mas nem por isso deixo de me interessar pelo tema. Então acabo buscando livros e também assistindo vídeos de pessoas que curtem Signos e falam sobre eles.
Foi por conta disso que conheci o trabalho da Carol Vaz com o Papo Astral (ela também é geminiana!) e adorei completamente seus vídeos! Então, quando vi que seu livro iria ser publicado pela Editora Alaúde, sabia que precisava tê-lo! E li assim que peguei meu exemplar em mãos. Por isso agora posso indicá-lo completamente para quem, como eu, gosta bastante de Signos, porém não é tão aprofundada no assunto.
Com uma linguagem simples, direta e envolvente, Carol nos introduz em diversos pontos a respeito dos Signos e dá explicações sobre cada um deles. Ela, inclusive, usa analogias e muitos exemplos para deixar as informações mais acessíveis e muito mais compreensíveis, o que eu gostei muito. Depois da Apresentação, ela faz uma Introdução, onde explica sobre a Astrologia, o que é um Mapa Astral, faz um breve comentário sobre Trânsitos Planetários e ainda dá algumas dicas.
Em seguida, o livro é dividido em seis Partes, e são elas: As Características Básicas, onde fala sobre Elementos, Polaridades e Qualidades, em seguida encontramos as Configurações Pessoais, na qual aprendemos mais sobre Signo Solar, Lunar e Ascendente. A terceira parte é sobre Planetas Pessoais e a autora fala sobre Mercúrio, Vênus e Marte. Já em Planetas Interpessoais, vamos conhecer os demais planetas, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e até Plutão. Seguindo para uma parte mais complexa, somos apresentados às 12 Casas Astrológicas e, por último, encontramos a parte sobre Aspectos, que traz informações sobre Conjunção, Oposição, Quadratura, Trígono e Sextil. E ela encerra a obra com uma Conclusão curta e interessante sobre o poder da energia e a importância de entendermos cada uma delas para sabermos como trabalhar melhor em cada aspecto de nossas vidas.
A edição física deste título, publicada pela Editora Alaúde, está sensacional. Primeiramente a diagramação é ótima, clean, confortável e tem tudo a ver com o tema. Com páginas em papel couché (estilo folha de revista, porém muito mais grossa) e alta qualidade de impressão, o miolo é todo colorido. Cada capítulo tem uma cor predominante que, inclusive, está presente nas letras dos textos, e cada Signo Solar vem numa cor representando seu elemento (Fogo – Vermelho, Terra – Laranja, Ar – Azul e Água – Verde). Também há imagens e ilustrações que servem para exemplificar o que está sendo dito no texto.
Realmente esse livro é bem completo para uma introdução detalhada sobre Signos, além de muito interessante e com informações fáceis e diretas, permitindo que até um leigo consiga compreender todas as explicações para utilizá-las na vida. Já até o considero o meu preferido sobre o tema até agora. Então eu definitivamente recomendo “Papo Astral” para todos que curtem o assunto e querem descobrir um pouco mais sobre o mesmo.
Avaliação



Morte Lenta - Gibson Vaughn #01 - Matthew FitzSimmons

Quando li a sinopse dessa obra pela primeira vez, fiquei encantada com a história e muito curiosa para saber mais sobre esse título, já que adoro um bom suspense cheio de mistérios. Então, quando tive a oportunidade de começar a lê-lo, mergulhei nesse universo criado por Matthew FitzSimmons, e agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito desse volume, publicado no Brasil pela Faro Editorial.
Em “Morte Lenta”, conhecemos Gibson Vaughn, um renomado hacker e mariner, que dez anos atrás era muito amigo de Suzanne Lombard, uma garota de 14 anos e filha do então senador Benjamin Lombard, que acabou desaparecendo sem deixar rastro nenhum. O caso virou um grande mistério e uma verdadeira obsessão nacional.
Como o pai de Gibson era assessor e amigo do senador Benjamim, nosso protagonista cresceu na casa de Suzanne e a considerava com uma irmã. Quando era adolescente, em uma fase de rebeldia, acabou hackeando e divulgando documentos importantes, e isso fez com que ele fosse para julgamento e seus laços com a família de Suzanne fossem cortados. Pouco tempo depois, ela acabou desaparecendo.
Agora, muitos anos depois, ele não tem mais nenhum contato com a família de sua amiga desaparecida, e o senador virou vice-presidente, sendo um homem ainda mais poderoso. No décimo aniversário do desaparecimento da jovem, George Abe, o ex-chefe de segurança de Benjamin, pede para nosso protagonista realizar uma investigação secreta na Abe Consulting, a empresa que ele abriu após se desvincular do vice-presidente, e assim lhe ajudar a descobrir o que realmente aconteceu dez anos atrás. E com isso entrega novas pistas que podem ajudar Gibson a desvendar o caso.
Nessa nova investigação, ele descobre uma rede de múltiplas conspirações em torno da família Lombard, e se depara com adversários poderosos que estão dispostos a qualquer coisa para silenciá-lo. Agora, ele precisa estar sempre um passo à frente para conseguir se manter vivo, e é nesse ritmo que vamos avançando na história.
O exemplar é narrado entre passado e presente, onde vamos conhecendo a juventude de nosso protagonista, os seus momentos com Suzanne, e até mesmo o seu casamento e divórcio, o que foi bem legal, já que assim conseguimos entender cada vez mais sobre Gibson, sua vida e tudo o que já passou, não só com Suzanne, mas também com o seu pai.
Do início até o meio do livro, encontramos uma narrativa mais lenta, já que nesse começo estamos sendo ambientados na trama. Sendo assim, ficamos sabendo um pouco mais sobre a menina desaparecida, sobre como Gibson foi recrutado para essa nova força tarefa, etc. Após a metade da obra, a história ganha um ritmo frenético com reviravoltas, perseguições, avanço nas investigações, tiroteios, muitas cenas de ação e uma narrativa que consegue prender a gente do início ao fim, com muitos mistérios, segredos e revelações.


Elástico - Leonard Mlodinow

Há muito tempo, enquanto estava passeando pelos stands da Bienal do Livro, lá pelos anos 2012, me deparo com uma parte da editora Zahar que trazia livros da área de matemática e probabilidades, que é minha área de interesse de leitura dentre outras, e assim tive o meu primeiro contato com o fantástico autor Leonard Mlodinow, no seu livro O Andar do Bêbado. Na leitura da orelha do exemplar, já sabia que queria levá-lo para casa, e assim foi. Devorei as páginas em dias e fiquei maravilhado de como todas as minhas divagações sobre a vida e universo tinham congruência com os pensamentos do livro.
No ano seguinte, foi lançado o segundo livro da franquia, “Subliminar” (que já resenhei aqui no blog – para conferir, clique no título), que nos faz refletir se realmente fazemos nossas próprias escolhas ou somos reféns do nosso inconsciente, e, mais, como somos enganados em nossas escolhas. Livro fenomenal. Após estes dois livros, me encontrei num hiato de novas leituras e principalmente acadêmicas, que até me esqueci um pouco dos livros acima, até que um dia chego em casa lá pelas tantas da noite e me deparo com a chamada do programa Conversa com Bial em que o convidado era ninguém menos do que o próprio Leonard Mlodinow. E, surpreso, recebo a notícia de seu novo livro, Elástico.
Livro fascinante, que chegou em hora muito oportuna, pois estava em momento de muito bloqueio mental devidos as cobranças do trabalho e mestrado, onde o esgotamento mental influenciava em minha vida pessoal me fazendo ser uma pessoa estressada e cansada. Ao ser apresentado ao pensamento elástico, vi que sempre há outras formas de resolver problemas do cotidiano que estamos pré-estabelecidos a desenvolver respostas binárias, e, a partir da leitura da obra, descobrimos que podemos estimular nosso cérebro para que nosso pensamento seja mais lógico e pragmático em suas decisões, pois o cérebro cria significados para todas as possibilidades em nossas vidas e diversas vezes nos auto sabotamos com decisões negativas em que o cérebro nos conforta com significados para tais decisões.
O exemplar faz abordagens cotidianas e práticas para nos explicar temas complexos de como, por exemplo, onde neurologicamente são as estimulações das ideias e pensamentos, que por sua vez são diferentes para cada indivíduo devido as suas experiências de vida, pois razões culturais e intelectuais influenciam diretamente na forma como pensamos, explicado através do que o ator chama de estrutura do pensamento.
O cérebro é tão poderoso que funciona até quando estamos “desligados”, e Leonard aborda de forma criativa as respostas involuntárias que temos no modo “piloto automático”, denominado por ele de “atenção involuntária”, que seria uma resposta cognitiva involuntária a situações padrão, e a partir da libertação dessa condição aprendemos a ter os denominados “insights”, que são ideias diferentes das divisões do cérebro padrão.
A última parte da obra trata de forma bem elucidada as formas de libertar o cérebro através da cristalização do pensamento, que é quando desligamos o modo operacional mental e desenvolvemos o pensamento crítico. Uma parte que levei para a vida foi o capítulo de bloqueios mentais e filtros de ideias, pois acreditamos diversas vezes em verdades não absolutas, e por isso muitas vezes não há outras saídas na vida, o que nos faz entrar em processo de bloqueio.


A Garota da Casa Grande - Amanda Marchi


A Garota da Casa Grande, da brasileira Amanda Marchi e publicado pela Novo Século já me olha da estante faz muito tempo. Depois de terminar uma leitura mais densa resolvi dar chance para esse pequeno livro.

Georgia é uma adolescente que todos os anos passa suas férias no interior na casa de sua avó. Nada costuma acontecer nesta cidade pequena, e ela acreditava que passaria suas semanas entre o sofá e sua cama com a internet discada. Mas após esbarrar com a moradora de uma casa vizinha seus dias não serão mais os mesmos, e essa viagem ficará marcada.

Meu livro é autografado, e a autora diz que o livro é uma jornada contra o preconceito. E foi com isso em mente que embarquei na leitura, e foi exatamente isso que não encontrei em suas páginas. Sim Georgia é uma garota que gosta de garotas, mas ela é assumida, e quando revela isso para a avó ela é aceita imediatamente. Sim a tal vizinha tem o mesmo gosto e em duas cenas é chamada de sapatão. Uma segue o roteiro clássico, a outra a garota já se impõe. E pronto este é todo o conflito.

Esperava por uma jornada mostrando o sofrimento de alguma das personagens quanto a escolha sexual, ou ainda a aceitação social da mesma. Ou ainda repressão por parte da família, mas nada disso se mostrou, então a tal jornada contra o preconceito não foi explorada como a autora acredito eu gostaria de ter feito.

A trama é bem simplista e objetiva. Os acontecimentos se dão muito rápido, perdendo a oportunidade de explorar uma infinidade de temas tanto da homossexualidade, quanto de questões da idade das meninas. Com isso não desperta empatia por nenhum personagem, menos ainda curiosidade por seus destinos, mesmo porque o livro conta com apenas 112 páginas e logo já entrega tudo que acontece.


Mapa dos Dias - O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares #04 - Ransom Riggs

Desde que comecei a ler essa série, me encantei com o universo peculiar criado por Ransom Riggs e estava ansiosa para ler esse quarto volume, que prometia trazer uma história fascinante e imperdível, como nos volumes anteriores. Como achava que a série já havia sido finalizada, estava bem curiosa para saber o que estava por vir. Sendo assim, quando tive a oportunidade de começar a ler essa obra, mergulhei nesse universo mágico e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito desse título publicado aqui no Brasil pela Editora Intrínseca.
Lembrando que esse é o quarto volume de uma série, então, caso você não tenha lido os anteriores, pode acabar pegando algum spoiler do que já aconteceu. E se quiser saber mais um pouco, não deixe de conferir as resenhas dos demais volumes (CLICANDO AQUI), pois todas já foram publicadas aqui no Blog.
Em “Mapa dos Dias”, vemos os personagens se ajustando a vida após vencer os Etéreos no Recanto do Demônio na batalha ocorrida em “Biblioteca de Almas”. Jacob retorna a Florida, mas não sabe conciliar a vida normal com tudo o que viveu, e sua família acredita que está louco, por isso querem levá-lo para uma instituição psiquiátrica. Porém, nosso protagonista é salvo pela Srta. Peregrine, Emma e todos os seus amigos.
Após a batalha vencida no livro antecessor, os seus amigos podem viver no presente, já que, com a destruição de uma fenda temporal, eles não precisam se preocupar com o envelhecimento acelerado. Mas, para isso acontecer sem nenhum problema, eles precisam da ajuda do nosso protagonista para aprenderem a se comportar como pessoas desse século e também para reconstruir e organizar o mundo peculiar.
Tudo estava indo bem até que eles descobrem um bunker subterrâneo secreto na casa onde o avô de Jacob morava, que está cheio de pistas sobre uma organização que caçava Etéreos. Com isso, a calmaria acaba e vemos nosso protagonista e sua turma entrar em uma nova missão em um mundo novo e cheio de perigos para resgatar uma peculiar em um território muito diferente do que estavam acostumados. Nessa aventura emocionante descobrimos outros peculiares com novos poderes e também conhecemos um pouco mais sobre a história de Abe.
Agora, nossos personagens estão mais maduros e vemos o reflexo desse fato nos diálogos entre eles. Com muitas reviravoltas, esse volume consegue nos conquistar em todos os momentos e acaba nos mostrando que vamos encontrar mais aventuras com novos perigos pela frente. O livro continua rápido e fluido, com uma linguagem leve e despretensiosa, cheio de diálogos divertidos e sarcástico. Foi muito gostoso acompanhar nosso protagonista nessa missão, até porque o mundo peculiar está cada vez mais complexo.


Objetos Cortantes - Gillian Flynn

Eu já havia lido “Garota Exemplar”, de Gillian Flynn, e amado muito a escrita dessa autora, já que ela tem uma narrativa que te prende em todos os momentos e te deixa viciado de muitas maneiras. Assim que a tive a oportunidade de ler “Objetos Cortantes”, mergulhei novamente no universo de Gillian e, agora, venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões sobre esse título que recentemente ganhou uma adaptação em formato de minissérie na HBO, estrelada por Amy Adams.
Nesse volume, conhecemos Camille Preaker, uma jornalista de um jornal sem prestígio em Chicago, que acaba de ser enviada para sua cidade natal, a pequena Wind Gap, que fica no Missouri, para que possa escrever uma matéria sobre o desaparecimento de uma menina e o assassinato de outra. Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar uma tendência à automutilação, nossa protagonista é enviada sem recursos para sua antiga cidade, fazendo com que ela tenha que se hospedar na casa de sua família para conseguir realizar essa reportagem, uma vez que o jornal precisava de uma matéria que fosse muito boa para recuperar um pouco da decadência que estava enfrentando.
Logo no princípio, vemos que ela não tem interesse nenhum em voltar para a sua antiga cidade. Além de não ser próxima da sua mãe e ter uma meia-irmã praticamente desconhecida, ela se afastou desse local há oito anos e não pretendia ter que lidar com o seu passado agora. Porém, por conta da matéria do jornal, as coisas mudam e ela se vê de volta a sua antiga casa e tendo que enfrentar todo o seu passado.
A medida que vamos acompanhando nossa protagonista de volta a Wind Gap, vemos as suas investigações e seus reencontros com lugares e pessoas do passado. E vamos cada vez mais conhecendo a história de Camille, sua mãe neurótica e severa que com certeza é responsável por muitos dos problemas de nossa protagonista, sua meia-irmã perturbada e, ao mesmo tempo, uma completa desconhecida, que apesar de só ter treze anos já guarda muito rancor e ódio dentro de si, e várias outras pessoas importantes para o desenrolar da trama. Adentramos nesse universo criado por Gillian Flynn, que consegue nos prender em todos os momentos com várias reviravoltas e descobertas, e onde criamos muitas teorias para descobrir o que realmente aconteceu.
A narrativa desse livro é em primeira pessoa, o que foi bem legal, já que assim conseguimos entender um pouco mais a nossa protagonista, o que passa em sua cabeça, e os motivos para ela se automutilar, quando começou a fazer isso. Foi uma narrativa tensa, com uma linguagem envolvente que a gente não consegue largar nem por um minuto até descobrir quem é o verdadeiro assassino e finalizar essa história.


Muitas Águas - Uma Dobra no Tempo #04 - Madeleine L'Engle


Mesmo com minhas restrições, eu sempre acabo surpresa com os temas e questões que a autora Madeleine L'Engle escolhe em seus livros, o quarto livro da série Uma Dobra no Tempo, Muitas Águas, lançado por aqui pela Harper Collins Brasil é rico em física quântica e com temas muito atuais.

Sandy e Dennys, os gêmeos da família Murry, são os mais céticos da família, e também os mais 'normais'. Nunca passaram por nenhuma situação extraordinária, ou metafísica, até que em uma visita inocente ao laboratório do pais acabam se transportando para muitos anos atrás na história da Terra, e com isso os fazendo questionar suas crenças.

Eu fiquei bastante surpresa e satisfeita com as escolhas da autora neste volume, ao contrário Dos demais livros da série esse livro é bem mais acessível tanto do ponto de vista científico quanto em suas escolhas de nomes e diálogos. Assim é bem mais fácil de nos conectarmos a trama e as reflexões que ela propõe.

A narrativa segue em terceira pessoa, desta vez acompanhando os gêmeos com quinze anos (embora o terceiro livro eles estejam adultos já, aqui eles são adolescentes). Ao contrário de seus irmãos eles não acreditam em nada que não podem ver, então quando se veem na época de Nóe, eles demoram um pouco para acreditar no que aconteceu e nas criaturas que lá existiam.

Os unicórnios habitam juntamente a nefilins e serafins a estória. É bem interessante a escolha destas criaturas, já que existem algumas teorias sobre a raça humana provir de criaturas com esses nomes, que seriam civilizações extraterrestres. Essas teorias por sinal estão bastante em voga hoje, por isso o livro consegue ser bastante atual.

Uma questão marcante é do crer para existir. Quando eles chamam os unicórnios e acreditam neles, eles aparecem, quando deixam de acreditar eles desaparecem. Existem experiências nesse sentindo, dizendo que o átomo muda seu trajeto quando existe um observador o olhando, é o experimento da dupla fenda, assim outra teoria atual é abordada pela autora em 1986, data da publicação do livro.

Junto a tudo isso o tempo abordado é o da época de Nóe, ou seja, pessoas tinham estaturas diferentes (eram muito pequenos), crenças diferentes, e até chegavam a idades mais avançadas. Sem que tenha um tom bíblico, a autora consegue utilizar da clássica história do dilúvio para abordar os temas que citei, além do paradoxo do tempo de não alterar nada no passado para não alterar o futuro que já aconteceu.

Com sutileza a autora deixou claro que não agrada a ideia de que na bíblia, e na história do dilúvio as personagens femininas não tinham cara nem nome. Assim em seu livro elas não só tem nomes, como personalidades marcantes.

Dennys e Sandy são personagens muito similares, por serem gêmeos fazem tudo junto e tendem a se completar. Mas nesta estória acabam um tempo separados o que favoreceu um pouco o autoconhecimento de cada um sem o gêmeo ao lado, ao mesmo tempo que despertam para interesses femininos.

Todos os personagens do passado que são da família de Nóe são agradáveis e simplórios pela época que vivem, salvo o avô Lameque que já tem tanta idade e se comunica com El (Deus), e assim desenvolveu sabedoria e conhecimentos que o diferenciam dos demais.

Gostei muito dos animais de estimação deles que eram mamutes pequenos no tamanho de cachorros, eles trazem leveza a trama. E da ideia de tanto nefelins quanto serafins habitarem animais quando não estão na forma angelical.



O Quebra-Nozes - Alexandre Dumas & E. T. A. Hoffmann

Na véspera de Natal, Marie e Fritz ganharam muitos presentes que desejavam e estavam exultantes com isso. Mas foi um pequeno boneco um pouco peculiar que mais atraiu a atenção da pequena Marie: um Quebra-Nozes, que estava lindamente vestido, mas possuía também um feioso casaco de madeira e um gorrozinho de montanhês. Ela ficou empolgadíssima com ele e com sua simpatia e logo colocou-o para trabalhar, quebrando nozes. Até que seu irmão, Fritz, ouviu o barulho e quis participar, colocando as maiores nozes na boca do boneco até, enfim, quebrá-lo.
Revoltada com ele, Marie, acaba ganhando a missão de cuidar do Quebra-Nozes e de seus ferimentos, o que faz com muito carinho. E, quando todos vão dormir, ela ainda permanece na sala fazendo os últimos ajustes até que escuta estranhos ruídos, e depois se vê de frente a um enorme exército de camundongos, comandado por um rei de sete cabeças! Uma batalha está prestes a acontecer e os brinquedos começam a sair de seus lugares para enfrentar os inimigos, com ninguém menos do que o próprio Quebra-Nozes a frente desse exército. Ela então começa a assistir a todo o embate e tenta fazer o que pode para ajudar o tão querido Quebra-Nozes.
Num misto de sonho com realidade, vemos que Marie passa a conhecer a verdade por trás dessa história e fica cada vez mais próxima desse boneco, que pode ser mais real do que ela imaginava a princípio. Mas será que o mundo da fantasia em algum momento vai se fundir com o mundo real ou tudo aquilo não passa de sua imaginação?



De um tempo para cá, venho lendo mais clássicos, já que notei que me agradam bastante e eu adoro poder viajar para outro o século e conhecer um pouco mais sobre os comportamentos e costumes da época. E nada melhor do que um livro para viajar para lugares distantes na linha do tempo. Como referência, muitas vezes escolho títulos publicado pelo selo Clássicos Zahar. Primeiro porque me identifico bastante com as obras que publicam, segundo porque amo as edições lindas e de capa dura, muitas vezes ilustradas, e terceiro porque eu adoro a Introdução e as Notas (essa última quando é a edição comentada).
Então, dessa vez escolhi um dos mais recentes lançamentos, “O Quebra-Nozes”, já que era época do Natal e eu queria ler algo que tivesse um clima um pouco Natalino. E, afinal, essa história é passada justamente nessa época. Ou seja, escolha perfeita. Porém, infelizmente eu fui com muita sede ao pote e não fiquei apaixonada pela leitura. Mas sei bem o que aconteceu que resultou isso: eu não consegui trazer minha criança interior para apreciar a leitura da forma como deveria. Porque acredito que se eu ainda fosse criança, teria me encantado ainda mais pela leitura e aquelas aventuras inusitadas.
Confesso que não sabia absolutamente nada sobre a trama quando comecei a lê-la. A única informação que eu tinha era que se passava no Natal, o que não ajuda, visto que não revela absolutamente nada do enredo. E minha mãe, quando criança, havia interpretado uma bailarina numa encenação da peça em um curso de teatro que fez, mas ela também não se lembra da trama. E, como eu queria começar na surpresa, mergulhei na leitura sem maiores informações.



A história começou bem interessante, já que conhecemos um pouco sobre os personagens principais e suas personalidades, depois temos a chance de acompanhar a fofa da Marie com todo o seu cuidado e dedicação com o bonequinho, por quem se afeiçoou rapidamente. Também achei bem bacana o fato de os brinquedos ganharem vida e entrarem numa batalha por conta de um acontecimento anterior àquela cena – que também temos a oportunidade de conhecer depois.


O Método Bullet Journal - Ryder Carroll

Muito mais do que uma mera explicação de como fazer listas, anotações e tarefas, o método Bullet Journal tem como objetivo nos auxiliar a registrar o passado, organizar o presente e planejar o futuro. Sendo um guia para quem quer mudar de vida, ter maior controle, foco e organização do cotidiano e de sua vida pessoal e profissional, e ainda obter um aumento da produtividade, diminuindo a ansiedade, removendo as distrações e focando seu tempo e energia em atividades que realmente trazem resultado.
Foi no início de 2018 (ou talvez no final de 2017) que eu ouvi pela primeira vez sobre a existência do método Bullet Journal. Sempre quis manter agendas ou cadernos com planejamentos, mas nunca consegui fazer isso. Então, pela primeira vez na minha vida, acreditei que ia conseguir e realmente tenho feito desde que comecei. Ainda não sou completamente organizada ou faço tudo certinho, mas com meu BuJo (apelido carinhoso), consegui melhorar muito. E o mais bacana é que eu faço o meu num caderno comum e adoro preenchê-lo e enfeitá-lo do meu jeito.
Quando a Companhia das Letras, pelo selo Fontanar, anunciou a publicação do livro “O Método Bullet Journal”, que nada mais é do que um manual sobre o BuJo escrito por ninguém menos do que seu criador Ryder Carroll, eu sabia que precisava lê-lo. E foi o que fiz. E simplesmente adorei! Se você tem interesse no assunto, realmente recomendo essa leitura.
Logo na introdução, temos a chance de saber um pouco mais sobre o Ryder, que tem Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA), e, por conta disso, não conseguia se concentrar nas coisas por muito tempo, sendo facilmente distraído por algo. Depois, ele começou a transferir diversos de seus pensamentos, agendas, ilustrações, listas, etc. para um caderno, que era como colocar sua mente num papel, mantendo-se assim um pouco mais organizado e concentrado.
Depois, ele acabou comentando sobre seu método para uma amiga, já que ela estava planejando seu casamento e estava toda atrapalhada, e ele queria retribuir sua bondade de tê-lo indicado para seu emprego. Ela simplesmente adorou a ideia e lhe encorajou a ensinar essa técnica para mais pessoas. Com isso, ele formalizou o sistema, encontrou uma forma mais fácil e prática de explicá-lo, lhe deu o nome de Bullet Journal (BuJo) e começou a compartilhá-lo, inicialmente num site com tutoriais interativos e vídeos, e assim conseguia ajudar várias pessoas. Seu site depois foi divulgado por outros sites, que trouxe diversas novas visitas, grupos foram surgindo, o projeto foi ganhando grande proporção, e, consequentemente, mais fama, chegando a grande notoriedade que tem hoje e inspirando milhares de pessoas.
O exemplar foi separado em Cinco Partes, facilitando tanto a explicação quanto o entendimento do leitor. Na Primeira delas, encontramos tópicos iniciais e muito importantes, como, por exemplo, informações sobre o BuJo, motivos para começá-lo, o porquê de escrever à mão, entre outros. Na Segunda Parte, temos a chance de aprender o Sistema, com ideias do que escrever, como fazer registros rápidos, notas, anotações, Símbolos e marcadores personalizados, Registro diários, mensais e futuros, etc.
Depois, na Terceira Parte, adentramos a Prática, com dicas e ideias de como realmente fazer acontecer, tirar tudo o que queremos da nossa mente e colocar no papel. Em seguida, há a Parte Quatro, que é sobre a Arte, e traz tópicos bem interessantes, como, dentre outros, Adaptação, Listas, Design, no qual ele fala que ainda que há muitos BuJos na internet com ilustrações e designs elaborados, letras maravilhosas, etc., mas você não precisa fazer/ter nada disso para fazer o seu próprio Bullet Journal, basta saber fazer linhas retas e ter vontade de organizar a sua vida de uma forma fácil e interessante. Essas partes lindas e muito bem produzidas poder ser apenas um extra e não o são o foco principal do projeto, que tem como objetivo ser funcional. Para finalizar o exemplar, há o capítulo Cinco, que traz a Conclusão com O jeito certo de usar o Bullet Journal, Considerações finais, Perguntas frequentes, entre outros.
Mesmo já conhecendo um pouco sobre o Bullet Journal, afinal eu li um pouco sobre o assunto desde que ouvi sobre ele, e também já faço o meu há quase um ano, me surpreendi com o quão completo esse livro de Ryder Carroll é. Ele me entregou muitas ideias novas, dicas e técnicas que eu não sabia/não tinha me tocado de fazer, que com certeza vou aplicar no meu BuJo este ano.

Gostei bastante da linguagem simples, direta e inspiradora do autor, que além de nos explicar como funciona seu método, nos impulsiona a fazê-lo e nos deixa aptos para tirar o melhor de nossas experiências, traz ainda exemplos práticos aplicáveis para o dia a dia e também para coisas mais elaboradas, frases inspiradoras, experiências dele e de outros indivíduos, ensina exercícios, e muito mais. E, algo que achei realmente bem bacana é que o autor quis que a edição do Brasil trouxesse exemplos de páginas de BuJo de brasileiros que utilizam o método.


A Caminho da Sepultura - Night Huntress #01 - Jeaniene Frost


Existem livros que entram para lista de compras e nunca conseguem ser comprados, viram lembranças e a esperança de tê-los se perde, afinal são tantos livros que a lista só cresce. A Caminho da Sepultura foi lançado no Brasil em 2011, e desde então queria lê-lo, foi só na Bienal de 2018 que fui conseguir comprar o livro, e finalmente ler a autora Jeaniene Frost, que foi publicada aqui pela Novo Século.

Catherine Crawfield passa seus dias atrás de vingança, fruto de um sexo não concedido, ela é uma criatura única, com poderes que nenhum outro humano possui. Após tentar matar o vampiro caçador de recompensas Bones, Catherine é presa e acaba envolvida em uma parceria que sua mãe reprovaria. O que Crawfield não esperava era enxergar os mortos vivos por outro lado, e acabar envolvida em uma grande trama política com muitas mortes envolvidas. Agora esta dupla deverá trabalhar junta, ao mesmo tempo em que eles aprendem sobre seus sentimentos.

É interessante como Frost criou sua narrativa em primeira pessoa através da protagonista Catherine. Não tem grandes destaques, nem ideias geniais ou originais, mas é o tipo de estória que entretêm e agrada, onde você facilmente se vê envolvida e querendo acompanhar cada página. Nem sempre um livro precisa ser cinco estrelas para agradar, as vezes fazer o básico bem feito já é o suficiente, e é o caso desta autora.

Existem muitas cenas de ação, temos cenas de paixão e sexo, algumas pitadas políticas e algumas criaturas além de vampiros, como zumbis e fantasmas. Mas tudo dentro de um âmbito realista e possível, nada muito absurdo ou forçado. E essa capacidade de costurar realidade com fantasia é que torna o livro tão próximo na leitura.

Catherine é uma jovem solitária que quer ser justiceira. Em sua mente só existe uma verdade ensinada pela mãe: vampiros são monstros, e todos devem morrer. Mas depois de se aproximar de Bones, conhecer toda sua estória de transformação, assim como até outros vampiros, ela percebe que assim como acontece com os humanos existem os bons e os maus. E mudar essa verdade dentro dela mesma é não só um caminho dolorido como demorado.

Mesmo assim acima de tudo a jovem quer fazer o certo, defender os seres humanos daqueles que tem mais força que eles. Ao mesmo tempo ela quer descobrir mais sobre si mesma, sobre essa mistura que até o momento ela é a única a ser, e que gera nela capacidades similares aos dos vampiros.

Bones segue o padrão do vampiro atraente, mas que flerta com o politicamente incorreto com muito sarcasmo e humor negro. Ele não tem sede de sangue, mas gosta de ganhar dinheiro. Ele não quer matar seres humanos, mas se necessário for ele o fará! Enfim ele é a dualidade que um vampiro antigo costuma carregar, com aquele ar que parece ser irresistível que essa raça costuma ter. Nesse sentido a autora não foi nada original, mas como os vampiros agora se tornaram escassos, um bom vampiro não soou ruim rs!

Gostei muito de como Frost usou as outras criaturas para amarrar em sua trama principal, especialmente os fantasmas, que como já citei em resenhas anteriores é muito clichê nos cinemas, mas pouco explorados nas tramas em livros.