Big Rock - Lauren Blakely

Spencer Holiday sabe que é um moreno alto, bonito e sensual, rico e dono de um membro de ouro, espetacular no tamanho e sensacional no modo como ele o usa. Ele pode ter todas as mulheres que desejam essa soma maravilhosa de ótimas características e sabe se divertir muito bem com isso. Além do mais, mesmo com todas essas características incríveis, Spencer é um fofo, uma verdadeira doçura em pessoa.
Nosso protagonista é dono de um bar de sucesso junto com a sócia Charlotte, mas sua família é dona de uma das melhores joalherias do país, e seu pai gostaria que o filho seguisse com o negócio, mas como Spencer não deseja isso para a vida, ele quer vendê-la para um empresário tradicional e pede uma missão bem difícil para o jovem Holiday: fingir que ele é um homem comprometido que não sai com uma mulher diferente a toda hora.
Então Spencer decide pedir ajuda a ninguém menos do que sua melhor amiga e sócia, Charlotte, para que ela finja ser sua noiva até que as negociações sejam finalizadas. Como ela também tem suas próprias questões para resolver, decide fazer uma troca de favores com ele e aceita a proposta. E, em pouco tempo, os dois compartilham o desafio de fingir que são noivos na frente de todos, enquanto dividem os lençóis no quarto fazendo as mais variadas e divertidas coisas na cama. Até que Spencer passa a perceber que o que ele quer com Charlotte por ser muito mais do que apenas sexo, mas será que está mesmo preparado para uma relação duradoura, podendo pôr em risco a grande amizade deles?
Ainda não conhecia a escrita de Lauren Blakely, mas adorei! Sua narrativa é leve, gostosa, envolvente, muito quente, e flui maravilhosamente bem. Acho que não deve existir uma única pessoa que comece a leitura e demore muito com a mesma, visto que também é simples e direta, fazendo com que as páginas voem com bastante facilidade. Além do mais, acho ótimo que ela tenha utilizado alguns assuntos mais pesados com uma leveza incrível, e ainda deixou a história interessante.
Só achei o protagonista um pouco dramático (no sentido de melodrama mesmo) em alguns momentos e devo confessar que isso me incomodou um pouquinho conforme ia conhecendo-o mais. Eu geralmente não curto personagens com essa característica evidente. Mesmo sendo bastante convencido consigo mesmo e com seu grande instrumento (só porque não quero usar outras palavras na resenha haha), ele é doce, divertido e me fez sorrir em várias situações, mas também é confuso e até um pouco forçado ou superficial às vezes. Então, apesar de ter gostado de Spencer e de sua ambiguidade, não poderia dizer que me apaixonei por ele ou sua personalidade.
Para quem não gosta de drama ou muitos acontecimentos atrapalhando o romance do casal (estilo novela brasileira, que sempre tem uma pessoa que é contra os dois juntos e faz de tudo para separá-los), esse livro é perfeito para você. Já que o enredo segue um fluxo normal e nada tão grandioso acontece para mudar isso, não havendo grandes oscilações pelo caminho. Isso é bem interessante porque na vida real também é assim, já que dificilmente você vai encontrar alguém querendo estragar seu namoro com outra pessoa só porque tem inveja ou algo semelhante – pode acontecer, mas é bem difícil. E sobre a parte dos dramas, algumas pessoas podem sentir falta de uma ação diferente ou um plot twist de vez em quando, mas não é especialmente ruim que nada disso tenha de fato ocorrido.
Portanto, esse é um livro leve, divertido e despretensioso, que com certeza vai te fazer passar bons momentos. Só não espere algo diferente ou realmente memorável, porque, infelizmente, não há nada disso aqui. A obra cumpre o que propõe dentro do gênero, só acabou não sendo tão marcante para mim.
O romance foi fofo e gostoso de acompanhar, principalmente porque surgiu de uma amizade, mas não aconteceu aos pouquinhos para nós, leitores. Porque, mesmo que eles já tenham um forte e duradouro relacionamento como amigos, nunca antes tinham realmente pensado em subir para um nível romântico, então essas transições acabaram sendo um pouco rápidas demais para mim, que gostaria de ter visto mais dos sentimentos evoluindo de um jeito que me fizesse torcer. Mas, quando dei por mim, tudo já tinha acontecido.
Inclusive a parte sexual da trama, que foi bem intensa e frequente, mas pareceu meio abrupta a forma como o desejo por ela, que antes não tinha tanto apelo assim para ele – Spencer a achava linda e gostosa, mas não ficava querendo ir para cama com Charlotte o tempo inteiro –, já que os dois se tratavam bem como melhores amigos, quase irmãos, se intensificou de um jeito tão forte em um período de tempo muito curto, que ele não se aguentava mais. Não estou dizendo que isso poderia não acontecer, só que eu queria ter sentido essa transição melhor, mais desenvolvida.
Minha avaliação final foi de quatro casinhas porque aqui no blog não usamos notas decimais, porque na verdade eu gostaria de avaliar com 3.5, já que, apesar de ter gostado bastante da obra como um todo, acho que faltou algumas coisas, como citei acima, para realmente me encantar e me deixar apaixonada.
A edição da Faro Editorial está realmente muito bonita. A capa original foi mantida e a gente agradece porque: olha esse homem! Hahaha A edição impressa conta com verniz localizado no título e um efeito na cor cobre no “Rock”. A parte de trás da capa também é enfeitada, assim como a parte superior da página em cada início de capítulo. A diagramação do texto está bastante confortável para uma leitura fácil devido ao tamanho grande da fonte e aos espaçamentos ideais.
Se você busca uma obra despretensiosa, leve, divertida e bem quente, “Big Rock” é uma ótima opção com um protagonista engraçado e um pouco dramático dando voz à trama e uma história de amor que começa a partir de uma bonita história de amizade duradoura.
Avaliação


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