Devoted – Hilary Duff e Elise Allen


Esse é o segundo livro da trilogia e sequência de Elixir, que vocês podem conferir a resenha clicando no título.

Em “Devoted” continuamos a acompanhar Clea Raymond, filha de uma importante política e um renomado cirurgião que desapareceu quando estava tentando descobrir mais sobre o Elixir, um líquido que dá vida eterna a quem o toma.
O que acontece é que o único lugar em que esse Elixir se encontra no momento é nas veias de um rapaz, Sage, alma gêmea de Clea há milhares de anos e muitas vidas. Mas sempre que eles ficam juntos, algo trágico acontece. Mesmo assim, o casal não consegue ficar separado por muito tempo.
Agora, por um descuido, Sage está nas mãos de pessoas que podem acabar com sua vida, enquanto Clea precisa descobrir onde ele está, salvá-lo e ainda tentar desvendar como acabar com uma maldição que tem a ver com o Elixir, e assombra milhares de pessoas, sem causar grandes danos a ele.
O que mais me agrada nesse livro é a originalidade. Sim, para mim essa história é bem original, apesar de alguns pontos serem parecidos com outras coisas que já li, a maior parte do conteúdo dele é nova para mim, as explicações por trás da trama principal são muito bem desenvolvidas. Não estou dizendo que não existam outros parecidos, mas eu não li nenhum antes.
Clea as vezes me irrita, já que ela parece mimada sempre que fala de Sage. Eu sei que eles são almas gêmeas e tudo mais, mas ela age como se não fosse viver se não tivesse ele por perto e fica bastante imprudente, além de não querer ouvir mais ninguém e nem raciocinar de forma menos emocional quando o assunto é ele, e isso acaba sendo chato muitas vezes. É tudo Sage para cá, Sage para lá, a perfeição, como se não fosse existir Clea se não existisse Sage.
Mas, ao mesmo tempo em que Clea tem seus momentos irritantes, ela também é uma personagem forte, que luta pelo que quer, e se mantém fiel ao que é. Essa é uma personagem com características que me fazem ter sentimentos ambíguos, algumas vezes eu quero só gritar com ela para que possa parar de agir de certa maneira, em outras situações, eu só tenho vontade de levantar e bater palmas por suas atitudes. E acho muito legal essa questão de amo/odeio que sinto por ela, já que não é qualquer personagem que me faz ter sentimentos tão opostos assim.
Como eu havia comentado na resenha de “Elixir”, não gostava de Sage, e agora continuo não gostando. Ben, um dos melhores amigos da protagonista, continua sendo meu personagem masculino preferido nessa série, aliás, meu personagem preferido entre todos, homens e mulheres, apesar de algumas vezes ele ter me irritado um pouco nesse volume.
Estou achando incrível as histórias, lendas e maldições por trás do Elixir, cada vez que eu descubro algo novo, junto com Clea, fico mais empolgada para saber como essa trilogia vai acabar, porque eu não consigo ver uma saída benéfica e as vezes acabo torcendo para o lado que inicialmente não era considerado o correto. Nossa, realmente fiquei muito curiosa a respeito da finalização dessa trama e não vejo a hora do último volume ser lançado.
Há uma família de imortais e uma das pessoas que fazem parte dela tem a aparência de uma criança, só que já tem séculos de vida, não posso explicar quem é, ou sua importância na história, já que seria um big spoiler, mas o que me incomodou um pouco é que ela as vezes agia realmente como se fosse uma criança, apesar de ser mais velha do que a maioria dos habitantes do mundo e achei isso falta de atenção das autoras. Mas posso afirmar que gostei muito mais desse volume do que do primeiro. Veja bem, o primeiro é ótimo também, mas me senti mais intrigada, empolgada e curiosa com “Devoted”.
Um detalhe que eu achei muito interessante é que alguns capítulos foram narrados por uma personagem nova (não posso falar quem), então podemos conhecer alguns detalhes do outro lado da história. Achei muito legal esse recurso porque foi uma maneira ótima de nos fazer entender certos acontecimentos sem ficar mal explicado ou desenvolvido. E eu gostei de saber algumas coisas antes mesmo da protagonista.
Em alguns momentos, pensei em dar 4 casinhas para esse título, mas quando estava chegando no final, fui cada vez mais surpreendida, e de uma forma muito positiva. Acredito que esse livro saiu do clichê em tantos momentos, já que toda vez que eu tinha absoluta certeza de que algo aconteceria, ou que não aconteceria, e ocorria exatamente o oposto do que eu imaginava. E isso me fez admirar demais a forma que as autoras conduziram a história.
Depois de terminar a última folha e saber uma das últimas coisas que aconteceram, eu só consigo pensar: “O que vem agora?”. Porque estou dizendo a vocês, não tenho a mínima ideia do que está por vir, mas digo isso da melhor maneira possível. E que venha o último livro dessa trilogia, o mais rápido que puder!
Uma característica que eu achei interessante é que Duff e Allen souberam começar o volume dois, trazendo pontos que nos fizeram lembrar do um, de uma maneira sutil, mas bem feita. Posso dizer isso com toda a certeza porque li o dois com um intervalo de mais de um ano. Claro que minha memória não conseguiria trabalhar sozinha e não teria nem como me lembrar de todos os acontecimentos anteriores, mas, da forma como foi feito, consegui me situar sem ficar cansativo.

Algumas pessoas não gostam do segundo volume de uma trilogia, pois muitos autores acabam deixando-o mais como uma ponte entre o primeiro e o terceiro, entre a introdução e a finalização, muitas vezes apenas como forma de encher de assuntos, que acabam se tornando desnecessários para o fechamento. Mas com “Devoted” isso não ocorreu, houve uma melhora significativa entre “Elixir” e ele, a história não ficou morna, ela foi melhor desenvolvida, melhor explicada e, definitivamente, melhor finalizada.
Sobre a capa, acho linda (sou a única que sempre que acho que a menina parece com a Hilary?), mas realmente preferia que ela tivesse seguido a linha de “Elixir”, já que esse não tem nada a ver com o outro. O que acontece é que a editora iD foi muito legal, perguntando aos leitores se queriam que mantivessem a capa original ou se fizessem uma versão nacional semelhante ao primeiro volume, mas a maioria preferiu a capa original. A diagramação é normal, e a capa não tem nada de diferente, como a  maioria dos livros da iD, e não colocaram nem verniz no título, nem alto relevo. Eu, particularmente, prefiro o projeto gráfico de “Elixir”.
Essa é uma série que eu recomendo bastante já que possui ação, bom desenvolvimento, um ótimo pano de fundo, originalidade (como expliquei lá no começo da resenha), elementos sobrenaturais (imortalidade, maldições, etc.), e uma história bem cativante, ainda mais se você gosta de almas gêmeas. Mas o mais importante é que ela consegue surpreender o leitor, deixando de lado todos os finais criados em nossa cabeça durante todas as páginas, e criando algo novo e totalmente imprevisível, o que acaba funcionando muito bem.
Avaliação



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9 comentários:

  1. Vou ser sincera Tatha ainda não tive uma boa experiência com livros da Id, tds que eu li foram mto superficiais...Li Blue Bloods, Sociedade Secreta e Midnighters...Mas pelo que li esse parece ser legal, pelo menos eu confio na sua opinião. Eu não sabia que tinha uma busca alquímica no livro, logo fiquei com mais vontade de ler!

    Resenha ótima =]

    Miquilis: Bruna Costenaro

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  2. Gosto muito da Editora ID, os livros que ela publica são maravilhosos. Ainda não li a série, mas desde que lançou o primeiro sou louca para ler. Adoro a Hilary Duff ^^
    Adoro tudo que é sobrenatural. Com certeza está na minha lista de próximas leituras.

    http://monstroc.blogspot.com.br/

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  3. Eu gostei do primeiro volume, mas senti que faltou algo... Sei lá, acho que um melhor detalhamento, maior desenvolvimento... Não sei explicar bem o que. Gostei, mas por causa da falta desse "algo", não entrou para os meus favoritos.

    Já queria ler o 2º volume, mas não chegava a entrar pra minha lista de prioridades. Se passasse muito tempo, acabaria desistindo da série. Mas agora que você disse que o 2º livro está mais empolgante, me animei novamente a continuar a ler. =D

    Também acho a menina a cara da Hilary; aliás, desde o começo da leitura eu só imaginava a Clea como a Hilary. Se fizessem um filme desse livro, não aceitaria outra atriz pra fazer o papel de Clea. XD

    A única coisa que discordo de você é no partido: sou partidária do Sage, e odiei o Ben pelo que ele sem querer acabou aprontando pra separar o casal nessa e na outra vida. =P

    Não fiquei sabendo dessa pesquisa, mas apesar de gostar dessa capa, eu teria votado em uma versão mais condizente com a do primeiro volume. Odeio quando as capas das séries não combinam. =/

    Agora só preciso de tempo pra ler e dinheiro pra ter o meu exemplar aqui. XD

    Beijos!

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  4. Eu achei que o primeiro nem foi tudo isso. Achei meio fraco. a Clea, como você disse mimada e meio bobalhona.

    O Ben além de tudo é estraga prazeres...rsrs

    Não sei se é porque eu esperava muito, mas não rolou

    Thais Vianna
    @dathais
    dathais@hotmail.com

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  5. Fantástica, adoro a Hilary Duff, porém não li ainda a série :( Adoro esses tipos de livros, já está na minha lista de desejados... A capa é linda! Amei a resenha.
    Yara Werneck
    @My_Only_Reason
    yarinha101@live.com

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  6. Olá Tatha!
    Eu adorei o primeiro exemplar e fiquei realmente empolgada após a tua resenha. A Clea é um pouco mimada, mas creio que seria meio incoerente ela não ser pela criação que teve, mas mesmo assim ela corre atrás do que quer, algo que não a deixa completamente irritante e a difere da maioria dos personagens.
    Amei a capa do primeiro e gostei desta capa, mas preferia que seguissem o mesmo padrão. :S Mas achei interessante a editora ter levado em consideração a opinião do leitor, algo que eu realmente valorizo. :D
    Ai, adorei saber que este livro trás alguns acontecimentos importantes do primeiro, pois normalmente tenho que reler as séries para estar com os fatos em mente.
    Agora só me falta dinheiro! hahaha Quem sabe de dia das crianças eu ganhe. *-*

    Beijos,
    Samy Aquino. (@umalimonada)
    http://samyaquino.blogspot.com

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  7. Histórias assim, envolventes, merecem toda a nossa dedicação. É reconfortante quando lemos uma continuação, e ela não nos deixa decepcionados.

    soniacarmo
    retalhosnomundo.blogspot.com

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  8. Essa capa é linda e o tema me parece com a série Os Imortais da Alyson Nöel, mas a personagem principal parece bem mais esperta que a Ever (detestei a garota. rs).

    Bjinhos
    Letras & Versos

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  9. Que bom que o segundo volume dessa trilogia foi melhor do que o primeiro. Geralmente, como você disse, na maioria das séries os segundos volumes ficam bem abaixo do primeiro, e às vezes, acaba frustrando os leitores. Também achei a história bem original.

    @_Dom_Dom

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