Conor é um
premiado autor de suspense policial, que escreveu diversos livros de sucesso
durante a vida. Porém, ele não tem muitas habilidades sociais e,
consequentemente, dificuldade em manter relacionamentos duradouros (tanto no
âmbito amoroso quanto de amizades). Sua mãe se preocupa com o futuro e quer
vê-lo feliz no amor também, então decide armar um plano bem divertido para dar
uma ajudinha ao destino e encontrar alguém especial para ele.
Depois de
conhecer Aidan, que combina muito com seu filho, decide que ele é o rapaz ideal
para Conor, então faz diversas armações para unir os dois. Por um lado, essa
relação tem tudo para dar certo: eles conseguem conversar bem, têm assuntos em
comum e sentem uma atração física mútua. Além do mais, Aidan é um grande fã de
Conor, que é seu escritor favorito.
Porém, a
sinceridade excessiva de Conor, sua obsessão por determinados assuntos, sua
falta de habilidade social e a dificuldade para entender e rir das piadas de
Aidan, acabam fazendo com que a relação não seja tão fácil assim. Porém, quando
sentimentos estão em jogo, aceitar as diferenças do próximo acaba ficando mais
fácil. E é nesse relacionamento cheio de novidades e adaptações que eles vão
descobrir a si mesmos e ao amor.
A primeira
vez que olhei para esse livro, achei a capa bem fofa e fiquei interessada na
leitura. Mas foi somente depois de ler a sinopse que fiquei encantada e sabia
que precisava embarcar nessa obra. E foi a melhor coisa que fiz, afinal fiquei
completamente apaixonada por esse exemplar!
“O amor acontece
quando encontramos uma pessoa com quem podemos ser nós mesmos. [...] Queremos
compartir tudo com ela. Sabemos que encontramos a pessoa certa porque a partir
desse ponto, não conseguimos imaginar nossas vidas sem ela.”
Primeiramente,
gostaria de dizer que esse livro traz uma trama bem simples e direta. E, com
menos de cento e sessenta páginas, não há muitos acontecimentos ou revelações
intensas, mas é uma história tão fofa e gostosa de ler, que enche nosso coração
de paz e um quentinho delicioso, e a gente logo fica apaixonado. Com
sinceridade, amei a obra!
A história é
bem doce, os protagonistas são completamente carismáticos e os pais de Conor
são dois amores! Com destaque para a mãe, que mesmo tendo umas ideias loucas e contestáveis,
ainda assim conseguiu me divertir bastante. Dava para notar todo o carinho
envolvido entre todos eles e isso foi bem bonito de ver.
Gostei
bastante da escrita da Thaís Rodriguez, que ainda não conhecia. Aliás, esse foi
o seu primeiro livro publicado e já fiquei bem empolgada para ler outros (no
momento ela só tem mais um e está escrevendo o terceiro). Sua narrativa é leve,
envolvente e muito gostosa, além de fluir de uma forma maravilhosa.
A trama traz
um personagem que foi diagnosticado com Síndrome de Asperger, o próprio
protagonista, Conor. Quando comecei a leitura, já tinha me esquecido da sinopse
(sim, minha memória é péssima), só me lembrava que estava bem empolgada para
lê-lo. Como prefiro não estragar a surpresa, não a reli. E, como eu já havia
lido outros livros e séries que abordavam o tema, soube identificar de imediato
o jeito de ser de Conor. Mas a “revelação” para Aidan só acontece mais para o
final. E realmente adorei que a autora incluiu uma pequena explicação sobre
esse Distúrbio Neurológico no Espectro do Autismo.
Gosto
bastante quando uma autora traz assuntos menos populares para seus enredos e os
desenvolvem de maneira leve e feliz, pois assim podemos notar que existem, sim,
pessoas boas no mundo que desejam apenas o bem do próximo, independentemente de
qualquer coisa. E também que todos podemos ser felizes, mesmo que sejamos
“diferentes” (baseando-se na sociedade em que vivemos).
“Se em algum momento de sua vida, alguém
tivesse dito que você não podia ser escritor, que teria que escolher outra profissão...
O que você teria escolhido?
– Teria
escolhido mandar essa pessoa calar a boca.
[...] Você
quer dizer que não poderia ser outra coisa além de escritor?
– Não. Quero
dizer que poderia ser qualquer coisa, mas escolhi
ser escritor. Não permitiria que ninguém me fizesse acreditar que não posso
fazer o que escolhi para a minha vida.”
Como falei,
é uma trama simples, então não há muitas coisas ruins acontecendo com relação
aos assuntos chave da obra, como Asperger e homossexualidade. As pessoas ao
redor dos protagonistas agem de maneira normal com eles, e é essa a forma
correta como todos deveriam ser tratados. E é por isso que eu gostei tanto!
Sabe aquele
livro que parece despretensioso, mas que na verdade é doce, delicioso e te
deixa com um sorriso no rosto? Então, “Não Inclui Manual de Instruções”, é ele!
Se você gosta de obras fofas desse estilo, recomendo demais a leitura!!
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