A primeira
coisa que me chamou bastante atenção neste título foi a capa, já que ela
parecia trazer uma história incrível. Claro que fui correndo ler a sinopse, e
só constatei que provavelmente eu estava certa: a trama realmente parecia ser
ótima, principalmente por se tratar de viagem no tempo, tema que eu adoro. Por
este motivo, e pelo fato de que fiquei doida para ler, comecei a minha leitura
o quanto antes.
Neste volume
conhecemos a história de Karl Bender, um ex- guitarrista de uma banda chamada Axis,
que fez muito sucesso no final dos anos 90, mas, quando o grupo estava no auge
do sucesso, eles tiveram um desentendimento e se separaram. Agora, Karl tem
quarenta anos, é proprietário de um bar em decadência na cidade de Chicago, e
vive pensando no seu passado. Certo dia, ao procurar os seus antigos coturnos,
ele acaba sendo transportado para um show no qual esteve meses atrás, e é
transportado de volta para o presente quando tenta mexer no celular.
Intrigado
com o ocorrido, nosso protagonista liga para o seu amigo, Wayne, um nerd de
computadores, e lhe conta sobre a sua viagem no tempo. Esse amigo, então, cria
um programa no computador que permite voltar no tempo de acordo com as coordenadas
e datas determinadas por eles, e ainda constrói um aplicativo para que sempre
possam voltar ao presente.
Karl então
cria algumas regras para poder voltar no tempo e até resolve ganhar dinheiro
com isso. Portanto ele começa a agenciar viagens onde a pessoa vai para outra
data para assistir determinado show, mas ela não pode interagir com ninguém, e
quando o show acaba deve voltar para o presente, para assim não alterar o
passado.
Depois de um
tempo, Wayne começa a agir estranho e achar que a máquina poderia ser utilizada
para o bem, ele quer voltar ao passado para salvar John Lennon em 1980, só que,
por um erro de Karl, ele vai parar no ano de 980, onde nada do que está
acostumado existe, já que nem energia elétrica existia nessa época. Com isso,
ele fica preso neste período, sem conseguir voltar para a atualidade, fazendo
com que Karl precise procurar ajuda para salvá-lo de lá, e é assim que ele
conhece Lena, uma física brilhante.
O livro é
narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de nosso protagonista, Karl, o
que foi bem legal, já que assim conseguimos conhecê-lo melhor Com uma linguagem
rápida e fluida, esse volume nos conquista do início ao fim trazendo uma
história leve, divertida, que traz viagem no tempo, bastante músicas e uma
pitada de romance.
Gostei
bastante de ver como Mo Daviau conseguiu fazer personagens muito bem
construídos, de uma forma que cada um logo consegue nos conquistar com suas
personalidades marcantes e sua narrativa fluida. Além disso, essa obra nos faz
refletir sobre nossas próprias escolhas, sobre nossa vida e nosso passado.
A capa é
realmente maravilhosa e nostálgica. Quem viveu na época de fitas cassetes com
certeza vai sentir uma boa sensação ao olhá-la – pelo menos comigo foi assim.
Além desta ilustração, há um gravador, discos e uma câmera Polaroid antiga, na
contracapa e nas orelhas, respectivamente. Também acho que as cores combinaram
com todo o clima, e a parte de trás das capas é de um tom de rosa muito fofo.
As páginas são amarelas e o texto do miolo possui uma ótima diagramação,
proporcionando uma leitura mais fácil.
Recomendo “30
e Poucos Anos e uma Máquina do Tempo” para quem curte uma história leve e
divertida, que traz personagens inteligentes, marcantes e carismáticos, cada um
com seu próprio jeito de ser, que conseguem nos conquistar rapidamente. Gostei
bastante dessa trama, que flui muito bem e tem um clima divertido, com uma
pitada de romance e viagens no tempo.
Avaliação
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