O Selvagem - O Homem dos Meus Sonhos #02 - Kristen Ashley

Depois de ler o primeiro volume dessa série alguns meses atrás, fiquei louca para conferir o próximo volume, já que gostei bastante do estilo de narrativa da autora. Então, assim que me foi possível, comecei a ler “O Selvagem”, e agora venho compartilhar com vocês tudo o que achei. Caso alguém ainda não saiba, essa série não traz continuações que precisam ser lidas na ordem, são histórias independentes que você pode ler como quiser.
Neste volume conhecemos Brock Lucas, um homem totalmente da lei, que ama o que faz e leva o seu trabalho bem a sério. Ele é um agente que foi designado para se aproximar de TessO'Hara disfarçado para investigar os crimes do seu ex-marido. Sendo assim, ele acaba entrando na vida dela como Jake, e o que era para ser uma simples investigação acabou sendo muito mais do que isso.
Tess é uma mulher forte e determinada que sofreu muito com o seu ex-marido, com quem ficou junto durante dez anos, mas resolveu seguir em frente, dando a volta por cima, sendo agora dona de uma confeitaria de bolos. Ela é doce e gentil, e, quando conhece Jake, resolve dar uma chance ao amor, já que ele parecia ser incrível e conseguiu mexer com o seu coração. Logo no início vemos que ela acaba descobrindo a sua verdadeira identidade, já que ele não se chama Jake e sim Brock, e que na verdade é um policial disfarçado e logo vai tirar satisfação com ele, já que foi enganada.
Sem conseguir separar a vida do trabalho, Brock acaba se apaixonando pela jovem doce e decidida que ele conheceu, e, com isso, acaba se envolvendo mais do que deveria. Mas o coração é assim mesmo, então podem esperar muitas cenas sexys protagonizadas por esses dois.
O pano de fundo dessa história é muito envolvente e consegue nos conquistar em todos os momentos, trazendo personagens incríveis e muito bem descritos. Nos encantamos por cada um deles e torcemos para que tudo dê certo entre os dois. Com uma narrativa rápida e fluida, este volume consegue misturar uma boa dose de romance e cenas quentes com momentos intrigantes e envolventes em uma leitura intensa que nos desperta diversos tipos de sentimentos.
A única coisa que me deixou um pouco chateada durante a história foi o fato deTess acabar aceitando facilmente as desculpas de Brock, já que ele, querendo ou não, e mesmo sendo por trabalho, acabou enganando-a. E, ainda que tivesse as melhores das intenções, achei que ela poderia ter ficado um pouco mais irritada e ter feito ele suar a camisa para conseguir o seu perdão. Talvez pelo fato de eu ser uma escorpiana não aceitei tão bem esse perdão rápido.


O Lírio Dourado - Bloodlines #02 - Richelle Mead


Existem autores que nos dão uma sensação de familiaridade única. Não importa sobre o que este autor escreva você sabe o que esperar, e aquela sensação de aconchego é despertada página após página. No meu caso são poucos os que conseguem essa arte, Richelle Mead é uma delas. Lendo o segundo volume da série Bloolines, O Lírio Dourado, publicado pelo selo Seguinte não foi diferente!

Por tratar-se de um spin-off paralela de Vampire Academy a resenha a seguir assim como o livro tem spoilers para quem não leu a série anterior.

Na Califórnia a alquimista Syney Sage continua sua missão para proteger a princesa Moroi Jill Dragomir e com isso evitar uma guerra entre os vampiros. Entretanto a convivência faz com que esta jovem comece a olhar sua protegida, e os demais com outros olhos. Uma nova ameaça surge aos Morois, e sua lealdade aos alquimistas fica abalada, assim como seu coração quando começa a desperta para um amor proibido. Será que Sage conseguirá fazer as escolhas certas quando chegar o momento?

O primeiro livro dessa série não me empolgou como eu esperava, mas o segundo acabou me surpreendendo já que me envolvi bem mais na trama. Mead focou sua narrativa em Sydney  e Adrian, e devo dizer que torci muito pelo casal. Não posso dizer o caminho que este casal tomou, mas o desenvolvimento foi sincero e fofinho, se é que se possa dizer isso de duas pessoas tão teimosas quanto eles!

Sydney começa abaixar cada dia mais sua guarda tanto de ser a responsável por tudo na missão - ela acaba cedendo a um encontro e tendo um pequeno caso com Brayden, o nerd mais chato da estória das estórias de Mead!- quanto ao que pensa em relação a Morois e dampiros. Ela começa a perceber que os alquimistas contam apenas meia verdades para ela, quando não acabam por mentir, e assim começa a agir um pouco mais autonomamente.

Adrian está em um momento de crise, sem dinheiro e com sentimentos abalados pelo seu dom com o espírito onde ele alterna momentos de sanidade, com atitudes que parecem suicidas. Está cada dia mais próxima de Sage, e faz de tudo para defende-la assim como para estar perto dela. Talvez ele esteja caminhando para ser um personagem mais denso, talvez eu acabe enfim gostando mais dele já que ele não atrapalha mais Rose e Dimitri.

E falando nele, Dimitri está neste livro, não tanto quanto eu gostaria, e nem soltando seu sotaque russo em Rose, mas com sua seriedade e capacidade única de lutar. Sonya junto com Dimitri estão pesquisando uma possível cura para os Strigoi, e achei esta pesquisa interessante, embora evolua pouco neste volume.

Jill está mais madura e tomando cada dia mais consciência de seu papel na trama. Toma atitudes que acabam surpreendendo a todos. Eddie, o dampiro responsável por protegê-la o faz não só por obrigação, mas por paixão. Entretanto Angeline também está se transformando e talvez ganhe mais atenção de Eddie. Este trio forma o lado mais lúdico e leve da trama, já que são adolescentes e tem preocupações da idade.



Tudo e Todas as Coisas - Nicola Yoon

A vida de Maddy se resume a sua casa, sua rotina e a companhia de sua mãe e a enfermeira, Carla, que se tornou uma grande amiga – a única além de sua mãe. Isso acontece porque ela tem uma doença rara, que basicamente a define como alérgica ao mundo. Depois que o marido e o filho morreram em um acidente, a mãe fez de tudo para proteger a filha, contratando uma enfermeira e adaptando a casa para que Madeleine pudesse viver bem em sua bolha de salvação. E é lá que ela vive, sem nunca ter saído de casa, por dezessete anos.
Tudo segue normal e Maddy aceita sua vida e seu destino, afinal ela nasceu assim e não há nada que possa fazer para mudar isso. Então é melhor submeter-se do que desejar algo que não pode ter. Até que tudo muda.
A casa ao lado recebe novos moradores e Olly, um dos vizinhos, acaba atraindo a atenção dela de uma forma que ninguém mais fez. Ela passa a acompanhar a família do garoto pela janela e o modo como ele é diferente dos demais membros e não mantém uma rotina, além de ser lindo e se vestir inteiramente de preto, o que a deixa curiosa.
E ele também passa a observá-la e começa a interagir com nossa protagonista, fazendo com que ela passe a desejar mais da vida e de sua existência. Apaixonar-se por Olly é inevitável e as consequências disso também são. Mas agora Maddy está disposta a correr riscos, mesmo que isso signifique arriscar a própria vida, afinal ela prefere morrer a ter que continuar apenas sobrevivendo. Ela precisa viver e vai fazer o que for preciso para tornar isso uma realidade.
Estava looouca para ler esse livro desde que ouvi sobre sua publicação em 2015, quando ele ainda nem tinha sido publicado no exterior, quanto menos aqui no Brasil. Desde então queria tê-lo na minha estante e essa vontade só aumentava a cada comentário positivo sobre o mesmo que eu lia ou ouvia por aí. Por conta disso, é claro que minhas expectativas estavam bem altas quando eu enfim pude tê-lo em mãos para começar a minha leitura. Só que o problema com esperar muita coisa de algo é que geralmente aquilo não alcança o patamar almejado. E foi isso que infelizmente aconteceu com “Tudo e Todas As Coisas”.
E não é que eu não tenha gostado, porque eu simplesmente A-D-O-R-E-I a leitura! Só tenho que confesso que estava esperando um pouco mais do que encontrei, já que acreditei que iria amá-lo fortemente e que seria um grande candidato para meus livros preferidos do ano, porém isso não aconteceu.
Mas, para falar a verdade, eu acho que faltou profundidade na trama e nos detalhes da mesma. A gente acompanha essa menina e seu dia a dia, mas nada tão emocionante é narrado, e não porque ela não faz nada de interessante, porque ela faz, sim. Só que faltou uma sensação de mergulhar mais na história, de entender melhor seus sentimentos e o que Maddy estava vivendo. Senti mais como um relato menos aprofundado, e eu estava desejando me envolver mais com aquilo. Não sei se vocês conseguem entender meus sentimentos, mas foi isso.
A evolução do relacionamento dela com Olly também não foi tão bem explorada sob meu ponto de vista, já que em um momento eles se conheceram e, depois de meia dúzia de mensagens trocadas, ele já estava indo visitá-la e os sentimentos já estavam ali. Em outro momento aconteceu a mesma coisa, eles estava longe um do outro e depois se reaproximaram (não vou explicar isso melhor porque seria spoiler) de um jeito meio sem graça. Acho que faltou um pouco de emoção, parece até que ficou faltando uma lacuna.
Para quem acompanha minhas resenhas, eu já comentei antes aqui no blog que gosto de sentir junto com os personagens, entender seus sentimentos e torcer para que eles fiquem juntos, torcer para o casal e para sua felicidade. E não é que eu não tenha torcido por eles, só que não criei aquela grande expectativa ou meu coração se encheu de calor e alegria. Foi fofo, mas...
Em compensação, gostei muito da trama e acho que a autora soube nos apresentar a tudo de uma maneira bem gostosa, leve e descontraída. A gente logo se vê envolvida pelos acontecimentos e conseguimos visualizar todo o cenário, já que a narrativa tem uma característica bem visual e descritiva, de um jeito que facilmente podemos ver os lugares e as coisas que os complementam, como se de fato tivesse desenhos nas páginas.
A narrativa é em primeira pessoa sob o ponto de vista de Madeleine, então podemos nos aproximar bastante da protagonista e também entender tudo o que ela vive, o que pensa e o que sente. Gostei muito de acompanhar a trama sob sua perspectiva.
A escrita de Nicola Yoon é bem direta e flui maravilhosamente bem, de um jeito delicioso e envolvente. A gente começa a ler e quando nos damos conta já avançamos muitas páginas e já está quase na hora de dar tchau para esses personagens incríveis. E devo admitir que já até bateu uma grande saudade de tudo aquilo.


Jane Austen Roubou Meu Namorado: Um Diário Secreto - Jane Austen #02 - Cora Harrison

Jenny Cooper pôde encontrar o amor e viver este sentimento tão especial com o capitão da Marinha Real, Thomas Williams, graças a ajuda de sua prima para lá de especial e determinada, Jane Austen, que é uma especialista em questões do coração – apesar de ela própria não ter vivido ainda uma experiência semelhante à de Jenny.
Só que nem tudo são flores e algumas coisas estão no caminho destes dois antes que eles possam viver a tão desejada felicidade juntos. E no meio de bailes e danças, viagens e encontros, esses jovens vão viver algumas divertidas aventuras. Mas precisam ter muito cuidado com o que dizem e o que fazem, afinal uma boa reputação, quando perdida, acaba para sempre. E Jane, com sua personalidade sagaz e destemida pode acabar virando fofoca pelos motivos errados.
Desde que li o primeiro livro desta duologia, “Eu fui a Melhor Amiga de Jane Austen” (clique no título para conferir minha resenha), lá em 2014, fiquei desejando que a Rocco publicasse a continuação para eu poder embarcar novamente nessa trama junto com personagens tão amáveis. É por isso que não me contive de felicidade quando, finalmente, essa publicação foi anunciada e eu poderia dar continuidade na minha leitura das obras criadas por Cora Harrison. E é claro que, assim que pude, li, me apaixonei e fiquei encantada com mais um trabalho da autora.
Como no primeiro volume, a narrativa é feita em primeira pessoa sob o ponto de vista de Jenny Cooper, que está nos contando os acontecimentos que vivencia através de seu diário (na maioria do tempo). Gosto muito dessa forma de ler uma obra, pois nos aproxima da protagonista e nos faz entender perfeitamente bem seus sentimentos e modo de agir. Além disso, em alguns capítulos temos a possibilidade de acompanhar a trama por fora das páginas do diário, então vemos algumas cenas no momento em que ocorrem, também narradas sob a perspectiva de Jenny. Curti acompanhar essas situações também, pois temos a oportunidade de ver algo mais amplo e nos sentimos naquele cenário, junto com os personagens.
Adoro a Jenny, que é uma menina ingênua, fofa, dona de uma personalidade boa e calma, tímida e romântica. Gosto muito de sua visão de mundo e o que espera da vida. E conhecemos o seu oposto através da prima, Jane Austen, que, apesar de não ser a protagonista, é uma personagem que aparece muito e tem grande importância na trama e no desenrolar dos fatos, e é, definitivamente, a melhor! Me divirto muito com ela, sua língua afiada, raciocínio rápido, coragem e determinação. Podemos facilmente notar sua inteligência, ousadia e bom humor, e também aquela sua vocação para a escrita, já que sempre está criando histórias e enredos.
Outros destaques são os pais de Jane, Thomas Williams, que é o noivo de Jenny, Eliza de Feuillide, prima de Jane que é dona de uma personalidade divertida, marcante e alto astral, e, o melhor de todos, Harry Digweed, que é um jovem sensacional e super apaixonante, que tem grande relevância em diversos momentos.
Os romances presentes nesse volume também são de fazer suspirar, apesar de não ter tantas cenas românticas. Jenny e seu amado Thomas, que tiveram que passar um bom tempo separados por conta de seu serviço como militar e da família dela, que não queria que eles ficassem juntos simplesmente porque sua cunhada era insuportável e encontrava problemas onde não havia só para poder atrapalhar a vida de nossa protagonista. Também amei o casal Jane e Harry, mesmo que não tenhamos acompanhado nada intenso entre os dois e acho que eles combinavam perfeitamente. Não vou me aprofundar muito a respeito dos dois porque é muito mais legal ver “ao vivo”.


Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda - Howard Pyle

Eu amo a coleção Clássicos Zahar, pois eles trazem uma obra clássica maravilhosa juntamente com um trabalho gráfico incrível, além de tradução e notas dignas. Sempre que alguém vem a minha casa e vê os livros juntinhos na estante, fica encantado com tamanha qualidade dessas edições, que sempre são em capa dura, e, na maioria das vezes, lindamente ilustradas.
Gosto de sempre ter um clássico entre minhas leituras para me aprofundar mais no conteúdo de outra época e para entender a importância dessas obras, já que muitas vezes até sei sobre o enredo superficialmente, mas nunca antes tinha lido a versão original para saber mais profundamente sobre o mesmo. Por conta disso, não poderia deixar de ler sobre Rei Arthur e entender mais sobre esta trama escrita por Howard Pyle.
Em “Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda” conhecemos a história de Arthur em duas partes. A primeira, “O Livro do Rei Arthur”, mostra a sua origem, a profecia feita pelo mago Merlin e tudo o que ele teria que passar para se tornar o Rei da Inglaterra. Já na segunda parte, “O Livro de Três Homens Notáveis”, vemos nosso protagonista já tendo seu reinado e o seu poder, e temos o relato de três dos seus mais importantes companheiros da Corte do Rei, que são eles: o mago Merlin, o Sábio; Sir Pellias, o Cavaleiro Gentil; e Sir Gawaine, o Eloquente.

Neste volume vemos a criação da távola Redonda e a nomeação de alguns de seus leais cavaleiros que sempre o acompanham. Além disso, temos também o confronto com um dos seus principais inimigos, o Cavaleiro Negro, a sua relação com a sua meia-irmã, Morgana, e o seu encontro com Lady Guinevere.

Cheio de ilustrações originais, esse título consegue nos prender do início ao fim, nos trazendo mais sobre esse tão famoso Rei. A única coisa que me deixou um pouco chateada foi que o Prólogo, assim como o Prefácio trazem um grande resumo da história e são como verdadeiros spoilers, então não gostei de ter lido antes. Sabendo disso, recomendo que não façam como eu e leiam somente após a leitura do volume para que não perca nenhuma graça.
O enredo desse título é leve e descontraído, nos fazendo até mesmo lembrar um conto de fadas. Gostei bastante de como o autor conseguiu mostrar as aventuras e bravuras desse homem tão famoso, deixando o romance um pouco de lado e focando mais em suas realizações e honras.
Sendo o primeiro livro de uma série de quatro volumes, podemos esperar que a Zahar ainda lance os demais títulos para podermos acompanhar as aventuras desse destemido homem cada vez mais, e espero também ver um pouco mais sobre a sua relação com a Lady Guinevere, ou que apareça o Lancelot, tão famoso quanto o Rei e que não está nessa história. Encontrei uma informação de que o segundo volume será lançado no início de 2018 e já estou torcendo muito para que essa previsão se torne realidade.