[RESULTADOS] Promoção 7 Anos de House of Chick + Adeus Ano Velho, Feliz Livro Novo 8.0

Oii, gente! Tudo bem com vocês? Hoje é dia de resultado de promoções! Gostaríamos de agradecer a todos que participaram de cada um dos sorteios que preparamos com tanto carinho. E também queremos dizer um MUITO OBRIGADA a todos que nos acompanham aqui no blog e nas nossas redes sociais! Vocês são maravilhosos! <3
Quem não ganhou desta vez, não fique triste, porque teremos várias outras promoções em breve aqui no blog. Aos ganhadores, parabéns!! Desejamos que vocês tenham ótimas leituras e que amem seus livros novos! <3
SORTEIO – FOTO OFICIAL INSTAGRAM
PRÊMIOS
- “A Melodia Feroz”, de V.E. Schwab
- “Lembra Aquela Vez”, de Adam Silvera
- “Filha das Trevas”, de Kiersten White
- “Silber - O Primeiro Livro dos Sonhos”, de Kerstin Gier
- “O Navio Arcano”, de Robin Hobb
- “Star Wars - Legado de Sangue”, de Claudia Gray
- “Mister O”, de Lauren Blakely
- “O Casamento”, de Victor Bonini
- “Sr. G”, de Sue Hecker
Ganhadores:
1º Sorteado: Escolhe 5 livros da foto;
2º Sorteado: Fica com os 4 livros da foto que sobraram, ou seja, que não foram escolhidos pelo ganhador anterior.


Mile High - Nas Alturas #02 - R.K. Lilley

Desde que li o primeiro volume desta série, “In Flight”, fiquei chocada com o final e doida para ler a continuação. Por este motivo, assim que me foi possível comecei a ler esta história e agora venho compartilhar com vocês o que achei dela. Esse é o segundo livro da série “Nas Alturas” e, por conta disso, se você ainda não leu o primeiro e não gosta de spoiler, sugiro que pare por aqui, já que, para explicar melhor, essa resenha vai conter pequenos spoilers da obra anterior.
Vimos no primeiro volume a história de Bianca e James e de como os dois se completavam. Mas, após o ataque que Bianca sofreu, ela resolveu terminar tudo por ter medo dos seus sentimentos. Nesse volume vemos que James não deixa Bianca se esquecer dele, e, como com tudo o que ele quer, acaba conseguindo-a de volta. Então vemos que nessa volta nem tudo são flores, já que ela está machucada e mais insegura do que nunca. Mesmo tendo se rendido aos encantos do James suas palavras ainda causam incertezas na moça.
Acompanhamos então uma relação intensa, cheia de segredos que vão sendo revelados, e até pessoas do passado estão surgindo novamente. E vemos James mais fofo do que antes, tentando demonstrar que realmente gosta dela, não somente de uma relação de prazer, mas que ele desenvolveu sentimentos e que nunca quis lhe magoar. Conhecemos mais sobre o passado dos dois e entendemos muito o que ambos passaram e também todas as dores que carregam.
E nessa nova fase do relacionamento deles, vemos muito mais entrega de ambas as partes do que no primeiro livro. Agora, os dois estão realmente criando um relacionamento e sendo mais abertos um com o outro. Vemos também que eles têm que superar muitas coisas e lidar com pessoas do passado que voltam basicamente só para atrapalhar. James Cavendish continua sendo aquele homem lindo e gostoso, que é milionário, sexy, maravilhoso e que nos faz suspirar com o seu jeito generoso, dominador e bem possessivo.
Com uma escrita deliciosa e intensa, esse volume consegue nos conquistar em todos os momentos com personagens incríveis e muito bem construídos, e um pano de fundo maravilhoso, sendo uma história quente, cheia de momentos de tensão, mas que consegue ser romântica e apaixonante.
Se você curte livros com BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), vai gostar bastante de “Mile High”, pois nesse volume temos mais cenas assim do que no anterior, ou seja, espere por muita ousadia e momentos bem quentes e intensos.
A narrativa é rápida e fluida, cheia de situações reais, onde acompanhamos esse casal e tudo o que eles estão passando. Gostei bastante da história e de como a autora conseguiu desenvolver tudo, sem deixar nada repetitivo ou cansativo. E, apesar de eu não amar tanto BDSM assim, gostei bastante desse volume de maneira geral, já que além de tudo traz uma história com uma pitada fofa e envolvente.


Delírio - Delírio #01- Lauren Oliver


"Seres humanos, em seu estado natural, são imprevisíveis, instáveis e infelizes. Somente quando seus instintos animais são controlados eles podem ser responsáveis, confiáveis e satisfeitos - Shhh,p.31". - Pág. 173

Em Delírio, da autora Lauren Oliver, pela editora Intrínseca  o mundo que conhecemos muda no futuro, a ciência descobriu que o amor é uma doença que corre no sangue das pessoas- o amor deliria nervosa- e deve ser curada. Quando os adolescentes completam dezoito anos passam um processo onde são curados e pareados com o parceiro mais adequado. Suas vidas são definidas pelo governo a modo que nenhuma surpresa ou problema surja.

Lena está prestes a completar dezoito anos, e aguarda ansiosamente pela cura, afinal viveu toda sua vida sobre a sombra da morte da mãe, que nunca conseguiu ser curado e morreu por conta disto. Tudo corria bem até o dia em que conhece Alex um garoto que a faz enxergar além do véu.

Delírio é um livro que trabalha com uma veia crítica grande, aponta muitos comportamentos atuais que de fato são destrutivos para os seres humanos. Mas na minha opinião tem uma falha, o amor que é exaustivamente explorado na trama como algo ruim, que retira o controle da vida das pessoas, na verdade é a paixão. Toda culpa que é colocado no amor, é na verdade característica do estágio da paixão. Sim a paixão é condição para o amor, mas não podemos confundi-los, e a autora os confundi.

O amor é um sentimento maduro, que nasce com o tempo, na convivência, não trabalha com ações inesperadas, é calmo, é pleno. Enquanto que a paixão sim faz com que a razão perca toda sua importância. Essa confusão me trouxe um pouco de desconforto ao longo da trama.

A narrativa de Oliver é muito bem feita, ela inicia cada capítulo com um trecho de algum livro que explica os males do amor. Toda uma estrutura quanto as novas regras da sociedade foi criada pela autora, e isso é um ponto positivo, pois segue uma estrutura bem realizada.

Lena é como alguém que anda com um pequeno véu nos olhos, não consegue ver e nem pensar em nada além do que é dito e colocado pelo governo ou pela família. Não tem capacidade crítica e não vai contra nada que é proibido. Mas ao conhecer Alex, e ter seu véu retirado, e assim ver a realidade como é, muda radicalmente de atitude, tomando em suas mãos sua própria vida. A transformação da protagonista é muito interessante, e embora seja fictícia podemos imaginar o mesmo processo em nosso mundo atual.

Hana é a melhor amiga de Lena, é tem as características dos adolescentes comuns, sabe das regras, mas gosta de quebrá-las, para depois quando crescer poder voltar ao eixo. No início do livro é ela quem gosta de encontrar os buracos no controle e usá-los. Se mostra uma verdadeira amiga quando Lena se envolve com Alex, é peça fundamental para que o romance ocorra.

Alex é o garoto que transforma a vida de Lena. É incrível como o personagem possuí controle sobre si próprio. As cenas de Alex e Lena são doces, e mostram o primeiro amor em seus pequenos detalhes.


O Livro do Cemitério em HQ #01 - Neil Gaiman & P. Craig Russell

Um homem chamado Jack tinha um trabalho a cumprir: assassinar uma família inteira, composta por um pai, uma mãe e dois filhos. Depois de realizar com sucesso os três primeiros homicídios, só falta um bebê para concluir o serviço. Porém, algo sai errado e o bebê desaparece. Com um misto de curiosidade e sorte, este pequeno fugiu do berço e de casa, indo parar num cemitério, onde foi encontrado por almas que lhe ajudaram prontamente. Quando o fantasma da mãe aparece e implora para que aqueles espíritos antigos salvem seu filho, a Sra. Owens lhe faz uma promessa de que cuidará dele como seu fosse o seu próprio filho, e, com a bênção dos outros moradores do cemitério e também de Silas e da Dama de cinza, montada em um cavalo, ela o faz.
O menino ganha o nome de Ninguém Owens, comumente chamado de Nin, e passa a viver no Cemitério com todos aqueles fantasmas de diversas épocas e costumes, e recebe a Liberdade do Cemitério, podendo enxergar no escuro e se locomover por onde quer que vá dentro daquele espaço. Entre covas e lápides, o garoto vai crescendo e vamos acompanhando sua vida, seus aprendizados e as amizades que constrói. Ele passa a viver rodeado de almas boas e prestativas e com carinho, além de ter a companhia de seu guardião, Silas, o único que pode sair do local, que sempre lhe trata bem, como a um igual, cuida dele e lhe explica tudo o que Nin lhe pergunta, sem enrolações.
Em meio a aventuras, Nin começa a se questionar a respeito de algumas coisas e, mesmo obediente, passa a ultrapassar algumas barreiras devido a sua curiosidade aguçada. Ele conhece outras pessoas de fora e passa por situações que ficarão para sempre em sua memória. Mas o mal está sempre à espreita e ele deve ter cuidado, pois Jack ainda não terminou seu serviço e, mesmo que anos tenham se passado desde aquele fatídico dia em que toda a família de Ninguém foi assassinada, ele não desistirá até cumprir com sua missão.
Já li algumas obras de Neil Gaiman e, claro, já tinha escutado comentários sobre “O Livro do Cemitério”, um dos trabalhos mais famosos e bem-sucedidos do autor. Mas nunca antes tinha parado para ler esta história, ainda que a mesma tenha sido publicada pela primeira vez em 2008 no exterior e em 2010 pela Rocco Jovens Leitores aqui no Brasil. Porém, no final de 2017, uma edição em HQ chegou por aqui e não resisti a ela. Afinal, queria conhecer essa trama tão premiada deste autor consagrado.
Essa versão que li foi uma adaptação feita por P. Craig Russell, ganhadora dos prêmios Harvey e Eisner, do romance que já era best-seller ganhador das Medalhas Newbery e Carnegie. As ilustrações ficaram a cargo de Kevin Nowlan, P. Craig Russell, Tony Harris e Scott Hampton, Galen Showman, Jill Thompson e Stephen B. Scott, sendo que cada um ficou responsável por um capítulo, no qual Nin aparece com uma idade diferente.
A história é bem interessante, tem um quê de poética e é repleta de aventuras e até passagens reflexivas. Nin é um personagem adorável e gostei de poder acompanhá-lo vivendo no cemitério e aprendendo as coisas da vida com pessoas já mortas. Todos ali sempre lhe trataram muito bem, em especial seu guardião Silas, que pode parecer frio por fora, mas tive a impressão de que é alguém digno e que se importa muito com nosso pequeno garoto.
Como li a edição adaptada, não posso comentar com detalhes sobre a escrita de Gaiman, porém conheço o trabalho do autor e sei que é maravilhoso. Além do mais, é possível notar toda a sensibilidade do texto, mesmo através dessas frases curtas encontradas nos quadrinhos. Sua narrativa é leve, envolvente e viciante, e o leitor logo se vê inserido naquele universo, sentindo-se próximo de Ninguém, esse personagem cativante e curioso.
A leitura flui muito bem e é possível ler a obra inteira em pouquíssimas horas. As ilustrações destes talentosos artistas casaram muito bem com o enredo, fazendo com que se tornassem um complemento certeiro para a leitura, o que resultou em um trabalho fantástico.
Mesmo os ilustradores de cada capítulo sejam diferentes, achei bem bacana acompanhar seus trabalhos e particularidades, que deram o tom certo em cada momento da trama. As cores também se encaixaram com maestria no contexto, fazendo com que a harmonia fosse linda e passasse o clima da história, com um ar mais sombrio, sensível e misterioso ao mesmo tempo.


Os Vingativos Djinns - Desvendando os Desígnios Ocultos dos Gênios - Rosemary Ellen Guiley e Philip J. Imbrogno

Faz algum tempo que andava perseguindo um certo livro sobre elementais, ele nunca foi exatamente caro, mas depois da espera consegui ele por um preço muito acessível e o devorei logo em seguida. Os Vingativos Djinns - Desvendando os Desígnios Ocultos dos Gênios, dos autores Rosemary Ellen Guiley e Philip J. Imbrogno, publicado pela editora Madras é o livro em questão.

Rosemary e Philip tem uma teoria: os djiins ou gênios, criaturas milenares e interdimensionais mais antigas do que os homens estão por trás de diversos fenômenos paranormais ao longo da história. Eles nos revelam o que são, djinn- é uma palavra palavra deriva da raiz árabe janna, que significa "escondido", que não deve ser confundida com outra palavra árabe jannah que significa "paraíso".

O Alcorão é a principal fonte de pesquisa dos autores, segundo eles ele apresenta esses seres como "o outro povo de deus". Eles já existiam antes da criação do homem, e quando deus criou o homem pediu que os djinns se curvassem perante sua criação, mas eles não o fizeram e foram deportados para outra dimensão, onde alimentam ódio contra raça humana que privou sua liberdade.

As características e onde podem ser encontrados são bastante citadas ao longo do livro vasculhando outras fontes que não apenas os estudos islâmicos. Eles teriam várias categorias, se organizariam em clãs com variados comportamentos. O propósito dos djinns junto aos humanos na atualidade também é alvo dos autores, estes não se cansam de trazer casos e citações e atribuir a eles a causa dos fenômenos.

Na minha opinião atribuir tantos fenômenos variados a um ser apenas é limitar a criação (segundo eles estes poderiam ser o que acreditam ser os elementais- fadas, gnomos, duendes e etc; anjos e demônios; alienígenas; povo das sombras e etc). Acreditar também que eles são em boa parte mais ruins do que bons também não é algo que compartilho. Na verdade é a primeira vez que leio sobre djinns como uma raça diferenciada e não um nível de evolução dos elementais do fogo.

Eu particularmente acreditava que o livro seria menos tendencioso, embora os autores mostrem conhecimento de diversos fenômenos, Imbrogno por exemplo é estudioso do fenômeno UFO, os autores tem uma opinião formada a respeito do acreditam, e querem nos convencer com todo tipo de argumentos a respeito de sua teoria, que ao meu ver é um pouco extremista.

Embora eles até trabalhem com alguns elementos da cultural ocidental o livro se baseia mais na cultural oriental do Alcorão, livro cujo meu conhecimento é nulo. Senti falta de mais detalhes deste lado do globo, já que acabou parecendo que o fenômeno é mais regional do que mundial.