Adeus, Ano Velho! Feliz Livro Novo! – 7ª Edição


Oiiii, gente! Como estão?! Esperamos que muito bem, e que a virada do ano só traga coisas maravilhosas para cada um de vocês e também para aqueles que amam. E que 2017 seja o melhor ano da vida de vocês até agora (e que os próximos sejam cada vez melhores! <3). Desejamos muitas alegrias, saúde, amor, dinheiro, e muitas coisas maravilhosas a todos! <3
Muito obrigada a todos que nos acompanharam em mais este ano, e a todos que chegaram há pouco tempo e curtiram nosso cantinho. Esperamos vê-los bastante no próximo ano também! :D E, como já virou tradição aqui no blog, hoje é dia de começar uma PROMOÇÃO muito especial, chamada “Adeus, Ano Velho! Feliz Livro Novo!”, que fazemos desde os primeiros meses de blog, lá em 2010, e todos os anos depois. Por isso já estamos na 7ª edição e a deste ano está bem recheada de títulos maravilhosos! Esperamos ver todos participando! Boa sorte! <3
Prêmios

- "O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares", de Ransom Riggs
- "A Química", de Stephenie Meyer
- "À Primeira Vista", de Nicholas Sparks
- "E Viveram Felizes Para Sempre", de Julia Quinn
- "Cruéis", de Sara Shepard
- "Winter", de Marissa Meyer
- "Marca do Caos", de Sylvia Day
- "O Diário de Bridget Jones", de Helen Fielding
- "Sobre a Escrita", de Stephen King
- "Estrela da Manhã", de Pierce Brown
- "Ousada Debutante", de Ann Lethbridge
- "Neve e Cinzas", de Sarah Raasch
- "Olá, Meninas e Meninos!", de Taciele Alcolea
- "Sedução", de Nicole Jordan
- "Tudo por você", de Shannon Stacey
- "Um Sonho de Amor", de Maggie Cox
- "Simplesmente Amor", de Helena Andrade
- “Tronos & Ossos - Jornada No Gelo”, de Lou Anders
- "Virando a Página: de Jornalista a Carpinteira", de Nina MacLaughlin
- "Babel", de Zygmunt Bauman


As Pedras Élficas de Shannara - Trilogia A Espada de Shannara #02- Terry Brooks




2016 foi um ano repleto de leituras, consegui ler quase todo os tipos de livros e de todos os tamanhos. Houveram livros muito bons e livros ruins, livros inesquecíveis e outros que apenas gastaram as horas, e por sorte o último deles valeu sua leitura, eu falo de As Pedras Élficas de Shannara, segundo volume da Trilogia A Espada de Shannara, do autor Terry Brooks, publicado pela editora Arqueiro.

Em uma antiga árvore, Ellcrys, está depositada toda a proteção dos elfos, ela sozinha é capaz de sustentar um bloqueio que mantêm antigas criaturas isoladas em uma dimensão paralela. Entretanto ela não é eterna e sua vida começa a se esvair, e com ela o bloqueio que afasta os demônios do mundo.

Com a ameaça sobre os elfos Amberle a última escolhida é a única que pode salvar o mundo da destruição juntamente com o herdeiro da magia élfica de Shannara, Wil Ohmsford. Mas será que ele será capaz de  controlar o poder das antigas pedras élficas de Shannara, e afastar o ceifador que os persegue?

Brooks seguiu seu ritmo de escrita em terceira pessoa, sob o ponto de vista de dois ângulos, um focado na dupla Wil e Amberle, e outro na resistência na cidade dos elfos. Sua narrativa é clássica de uma alta fantasia, detalhada e de ritmo lento permite uma riqueza que alimenta a imaginação durante a leitura, mas que ao mesmo tempo faz com que esta seja mais lenta e arrastada, nada que comprometa o livro, e que não seja esperado em livros do gênero.

A estória em questão se passa 50 anos após a conclusão da trama de A Espada de Shannara, e conta com alguns personagens em comum, como Allanon, o druida e guardião do conhecimento do mundo. Neste livro sua função é mais explorada, e muito se aproxima da ideia trabalhada por Tolkien com Gandalf ( E sim a influência Tolkieniana segue firme no livro, sem soar cópia). O Rei Elessedil também reaparece mais velho, e tem papel importante no desenrolar da estória junto ao seu filho, Ander Elessedil que vivia nas sombras sem esperar assumir grandes responsabilidades já que seu irmão era o herdeiro direto do pai.

Os protagonistas, o jovem meio-elfo Wil, curandeiro, é um personagem de muita garra e determinação. Ele se viu diversas vezes em situações sem uma luz, mas nunca se acovardou diante do perigo, e sempre acreditou que de alguma forma daria conta da missão em que foi incumbido. É um herói discreto, mas pontual, e desperta muita empatia na leitura, especialmente pela relação de dedicação que tem com Amberle.

Já Amberle Elessedil é uma elfa mais teimosa, reclusa de seu povo ela já estava em negação com a missão que tinha na sua sociedade. Quando foi chamada a salvar o mundo ela não acreditou que poderia, e que teria poder para tanto. Sua busca no entanto acaba sendo por mais do que a vida para Ellcrys, acaba sendo uma busca em si mesma, em quem ela realmente é, e é isso que determina seu desfecho.

O medo é o tema mais recorrente nos personagens, é ele quem paralisa e ao mesmo tempo promove a ação. Tanto Wil e Amberle tem em suas vidas bloqueios advindos do medo. E a mensagem é bem clara, eles podem fazer o que foram incumbidos desde que sejam capazes de reconhecer em si mesmos o medo e o enfrentar. Não deixa de trazer um paralelo a vida real, já que é o medo nosso maior inimigo no dia a dia.

Eretria é uma nômade que cruza o caminho da dupla em sua busca. É ardilosa e perspicaz, e reconhece desde a primeira vista a importância de Wil e sua ligação com o mesmo. É peça fundamental para que a missão prossiga. É uma garota de fibra que não recua diante dos monstros, e tem a bondade dentro de si, mesmo depois de ser renegada, ajuda Wil em sua busca.


Exclusiva Para Você - Família Kowalski #01 - Shannon Stacey

Keri Daniels é uma repórter que gosta de sua carreira, a única coisa que realmente importa para ela, e pretende conseguir uma promoção na revista em que trabalha. Só que sua chefe descobre que ela teve um romance na adolescência com ninguém menos do que Joseph Kowalski, um autor best-seller, que é um dos mais famosos da atualidade, cujo filme baseado em seu mais recente romance está cotado para ser um megassucesso da década, com as maiores celebridades disputando papéis no elenco. O mais interessante de tudo é que ele é recluso e as pessoas não conseguem informações a respeito dele, tornando-o um grande mistério. E o que poderia ser melhor do que uma celebridade misteriosa ter seus segredos mais sujos revelados para uma revista de fofocas de sucesso?
Decidida a não perder seu emprego, Keri volta para sua cidade natal atrás de Joe, que fica intrigado por saber que a garota que partiu seu coração na adolescência e o fez enfrentar um período muito difícil, está de volta. É claro que ele não consegue resistir a ela e lhe faz uma proposta: Keri deve viajar com Joe e a família e, no final de cada dia, ela pode fazer uma pergunta.
Sem escolhas, nossa protagonista acaba aceitando. Porém, os sentimentos de antes acabam voltando aos pouquinhos e ela se sente bem novamente entre aquelas pessoas e vivendo as experiências com os membros desta família de que tanto gosta, que é unida, divertida e adorável. Quando percebe que poderia fazer parte daquilo tudo e voltar a ser quem era no passado, Keri se assusta. Sua carreira está em jogo e tudo o que planejou e construiu para si mesma também. Desistir de tudo isso pode ser um baque que ela talvez não esteja nem um pouco preparada para enfrentar. Agora Keri vive num dilema: deixar tudo para trás por um amor que renasceu ou voltar para a vida que construiu com muito esforço, deixando Joe e todos os demais Kowalski para trás novamente?
Desde que este livro foi lançado em fevereiro deste ano, vinha esperando ansiosamente para lê-lo! O que acontece é que realmente adorei a sinopse e, quando fui buscar informações sobre o que as pessoas estavam achando lá fora (já que ainda não tinha opinião nacional,  pois nem tinha sido publicado aqui) pelo Goodreads, me deparei com uma nota de avaliação incrível, além de muitos comentários e resenhas bem positivas. Então é claro que fiquei empolgada, afinal se trata de um romance contemporâneo com pitada de comédia, um dos meus gêneros preferidos.
Só recebi ele meses depois e, logo que tive meu exemplar em mãos, comecei a leitura. Acabei não postando a resenha antes porque tinha ficado no outro computador, que ficou ruim, e depois acabei esquecendo (porque eu sou dessas – péssima de memória), e agora me lembrei que não tinha postado esta resenha, mas precisava fazer isso, pois adorei a leitura e gostaria de indicar a todos que curtem romances leves, fofos e divertidos.
A escrita de Shannon Stacey é deliciosa, daquele tipo que prende o leitor e nos faz mergulhar em suas páginas, como se nós mesmos estivéssemos fazendo parte daquele cenário, daquelas brincadeirinhas e provocações da família Kowalski, como se todos fossem nossos amigos íntimos. E ficamos com vontade de entrar na obra para aconselhar alguns, dar um puxão de orelha em outros, e rir com todos.
Curti bastante o desenvolvimento do relacionamento amoroso. Nada aconteceu com pressa ou com futilidade, pelo contrário, deu para o leitor sentir cada uma das emoções dos protagonistas e acompanhar tudo o que estavam pensando. Fora que a tensão sexual estava bem presente, e ela sempre nos deixa torcendo pelo casal, para que eles deem certo logo. Gostei do fato de Joe e Keri terem sido namorados na adolescência e de como o destino conseguiu unir os dois novamente, anos depois, com ambos mais maduros e preparados para algo mais sério de verdade. Porque, se tivesse acontecido assim antes, como ele desejou, a relação poderia ter se desgastado e a separação talvez fosse inevitável, já que Keri precisava encontrar o que buscava e também a si mesma. Mas, com cada um podendo viver sua própria vida e agora podendo escolher sabiamente o que realmente lhes faz feliz, de uma maneira mais preparada, foi realmente de aquecer o coração, já que nos mostra que aquele tipo de amor que nunca morre, mesmo com o passar do tempo, realmente existe.
Um ponto do qual gostei bastante é que a história não foca apenas no casal principal e nas coisas que eles vivem um com o outro. Pelo contrário, podemos adentrar também na vida de outros membros da família Kowalski, com seus próprios problemas e questões a serem resolvidas. Mesmo sendo todos unidos, cada um sabe o que passa em sua vida pessoal e sabe respeitar o espaço alheio, e, mesmo aconselhando, sabe esperar que o outro indivíduo tome a decisão que precisa tomar sozinho. Então vamos conhecendo cada pessoa um pouco mais com o virar das páginas, fazendo com que o leitor se sinta mais próximo de todos.


Enquanto Houver Amor Haverá Esperança - Sarah Kilimanjaro

Em “Enquanto Houver Amor Haverá Esperança”, conhecemos a história de Erika, uma moça muito boa, que só quer ajudar o próximo. Mas nem sempre sua vida foi fácil, e é o que vamos descobrir com esta leitura. Primeiramente, temos a oportunidade de acompanhar a história de Viviane e Alex, pais dela, bem antes de seu nascimento. Vemos que os dois acabaram casados, tendo uma menina, a Erika, que ainda na infância, foi atropelada. E, passando por diversas cirurgias, momentos ruins, e vários tratamentos, sofreu anos a fios, mas conseguiu superar tudo aquilo com a ajuda de seus pais. E, mesmo com todos os traumas, ela acabou se tornando médica para ajudar justamente pessoas como ela, que tiveram ou têm algum trauma relacionado com acidentes ou de nascença.
Jovem, extremamente positiva e boa, dona de uma sensibilidade artística e emoção à flor da pele, mas cautelosa, Erika está sempre pronta para ajudar, e é muito admirada pelas pessoas com quem convive. Mas há alguém que lhe tira do sério: Maurício, um corredor de carro, mimado, que perdeu seus movimentos e ficou muito revoltado, mesmo tendo os melhores médicos e cirurgiões, e era sempre negativo.
Foi uma tarefa muito difícil ajudá-lo, pois ele estava sempre com “várias pedras nas mãos” ao lidar com qualquer pessoa que fosse. Ou seja, Maurício era o oposto de Erika. Mas, mesmo assim, ela se sentiu atraída por ele imediatamente, e depois os sentimentos foram se aflorando, ainda que o rapaz sempre fosse grosso com nossa protagonista, tratando-a muito mal em diversos momentos.
Os pais dela não entendiam o porquê deste amor que sentia por ele, coisa que a mesma demorou a entender. E sua mãe não aceitava de forma alguma. Não existem pessoas que sentimos aversão a elas sem sabermos o porquê? Foi o caso da mãe de Erika com Maurício. Mas essa explicação vem de vidas passadas, e isso vai ser explicado no decorrer da trama. Assim como amamos sem saber o motivo e nos atraímos sem entender, como aconteceu com nossa protagonista.
O livro é bem desenvolvido e aborda o espiritismo dentro de cada capítulo como uma explicação / explanação sobre algum tema. Os capítulos são dinâmicos e fazem com que a gente não fique com vontade de parar de ler. O misto de realidade com espiritualidade, fazem com que essa obra seja muito especial, não que as outras do gênero não sejam assim, mas o tema que foi abordado aqui não me causou estranheza ou mesmo um vazio, e nos mostra cada vez mais que estamos cercados de coisas boas ou ruins, e que nossa energia, sendo como for, se juntará a energias afins, fazendo nossa vida melhorar, se manter sensata ou afundar.
Fico feliz por ter tido a oportunidade de ler as histórias contidas neste exemplar, que se entrelaçaram, dando foco principalmente em nossa protagonista, Erika, que acompanhamos desde pequena, passando pela adolescência e, enfim, descobrindo para que veio. E ainda nos mostrando que mesmo em séculos passados, as vezes carregamos sentimentos inexplicáveis. No caso dela, teve o acerto por ser quem era nesta vida, aceitando, respeitando e amando seu próximo e ajudando-o tanto na medicina quanto na música.


Aprendendo a Seduzir - Patricia Cabot

Lady Caroline Linford está prestes a se casar com o belo e galante marquês de Winchilsea, homem por quem sua família nutre um grande carinho e admiração, já que ele foi o grande responsável por salvar a vida do irmão de nossa protagonista quando o mesmo levou um tiro e ficou à beira da morte. Ela está feliz com essa união e se sente animada com a perspectiva de futuro, já que gosta bastante do noivo, apesar de ele não balançar com seu coração ou deixar suas pernas bambas.
Até que ela se depara com uma cena nada agradável: flagra seu futuro marido em um momento extremamente íntimo com outra mulher, ninguém menos do que Lady Jacquelyn Seldon, fazendo coisas que a própria Caroline ainda está bem longe de fazer. Como ela é uma mulher de classe, sai do ambiente como se nada estivesse acontecendo e decide pensar no assunto sozinha e com calma.
Certa de que ele não a ama e que vai terminar o compromisso com ela, Caro segue em frente esperando seu contato. Só que isso não acontece, já que o noivo, Hurst, age normalmente como se nada tivesse acontecido. Indignada, nossa protagonista decide que vai dar um fim a tudo, mas sua mãe mostra que essa é uma atitude errada, porque traria má imagem a própria Caroline, visto que a família tinha uma grande “dívida” com o marquês por ele ter salvado o irmão dela.
Sem saber o que fazer ou como se comportar com um homem da mesma forma como Jacquelyn, Caro decide, então, procurar ajuda de um libertino para melhorar seu desempenho na arte da sedução e fazer com que seu noivo se apaixone por ela. Porque assim, quem sabe, ele desista de procurar outras mulheres para se satisfazer e só tenha olhos para Caroline.
E é aí que Braden Granville entra na jogada. Caroline descobre um segredo relacionado a sua noiva, que vai lhe ajudar muito a cancelar o casamento com ela, coisa que ele quer fazer, afinal desconfia que ela nutre um amante. Sem provas conclusivas, porém, ele não pode agir da maneira que deseja. Mas, com a ajuda de Caro e de seu papel na sociedade, tudo dará certo no final. Em troca desse favor, Braden, então decide ajudar nossa protagonista lhe dando aulas e dicas. Mas o que ninguém poderia prever é que um grandioso sentimento fosse surgir daquele contato. E ele logo percebe que é vítima de um sentimento que jamais pensou que iria nutrir: o amor.
Sou fã de Meg Cabot há muitos anos e venho acompanhando seus livros ao longo deste tempo – a maioria eu já li, mas ainda há alguns títulos e séries que estão na minha pilha de obras a serem lidas. Uma delas era “Aprendendo a Seduzir”, um de seus trabalhos com o pseudônimo Patricia Cabot, que ela utilizava para escrever romances de época, um dos meus gêneros preferidos atualmente. Então, como resolvi ler pelo menos uma obra do gênero por mês, a da vez foi essa, e fiquei completamente apaixonada.
Amei este livro, como outros títulos de época da autora e também diversos contemporâneos. Meg sabe escrever histórias e ponto final. Até hoje fico me perguntando os motivos de ela não continuar a escrever romances de época, visto que o último foi publicado em 2002. Sua trama é leve, envolvente e bem construída, ela consegue interligar cada ponto, e os detalhes são bem explorados e explicados de uma forma incrível e interessante, daquele tipo que a gente mergulha na leitura e não quer parar até chegar ao final.
Quando soube dessa sinopse, pensei que era um absurdo a protagonista flagrar seu noivo com outra em uma situação bem íntima e decidir continuar com ele como se nada tivesse acontecido. E, pior, fazer aulas sobre como seduzir alguém para conquistá-lo depois daquilo, com a esperança de que ele iria desistir de qualquer outra mulher nesta altura do campeonato só porque agora você sabe as artes da sedução. Só que, como tudo na vida, há muito mais por trás deste enredo do que podemos saber inicialmente, então dá para entendermos esta atitude de Caroline melhor, e os motivos que a fazem buscar aulas para melhorar suas técnicas para seduzir um homem, e também o que ela vai perceber durante esta jornada.
Adorei Caroline do fundo do meu coração. Algumas vezes ela era muito inocente e em outras aceitava com certa facilidade a opinião alheia, mas eu a entendo por conta da época em que vivia. Era bastante difícil mudar os pensamentos, porque era tudo o que conhecia e como todos ao seu redor agiam, e depois ela ainda tinha que lutar contra isso para escolher o que queria, independentemente das outras pessoas. Ela pode ter demorado um pouco para conseguir fazer tudo isso, mas, quando finalmente agiu, não poderia ter sido melhor e mais admirável. Fora que curti muito sua personalidade, e o fato de adorar e proteger os cavalos.
Achei muito interessante que Caro tenha tido a ideia de fazer com que o maior libertino de Londres lhe ajudasse a desenvolver seu jogo de sedução, mas ele tenha recusado a proposta de início, voltando atrás em sua decisão de aceitá-la porque ela possuía uma informação muito importante que poderia ajudá-lo.
Curti muito o mocinho, Braden, que não é rico de berço, de família renomada, dono de títulos ou alguém muito próximo a isso (como filho, irmão, primo, etc. de um marquês, duque, ou outro título), como geralmente acontece nos títulos de romances de época, pelo menos na grande maioria que li. Achei isso ótimo porque pudemos ver alguém batalhador, inteligente e que sabe os dois lados da sociedade, o da pobreza e o da riqueza. Com certeza admirei o personagem, inclusive porque ele é dono de uma personalidade maravilhosa e apaixonante.
Gostei muito do romance entre o casal principal, que foi bem desenvolvido e aconteceu aos poucos, fazendo com que o leitor consiga sentir junto com os personagens, e apreciar seus sentimentos, que vão evoluindo conforme passam mais tempo juntos e se conhecem melhor.
Sua melhor amiga, Emily, é uma feminista para a época, e também faz greves, manifestações, etc., lutando por tudo o que acha certo. E eu achei isso ótimo, principalmente porque a vemos em ação, tanto participando de coisas em prol de alguma causa, quanto deixando de usar espartilhos, por exemplo, porque era a maneira que ela encontrava para brigar pelos seus direitos e contra o que achava errado. E, por mais que muitas das mocinhas dos livros também sejam contra alguma coisa, dificilmente colocam seus planos em prática, fazendo com que Emmy seja ainda mais admirável.


Muito Além do Tempo - Timeless #01 - Alexandra Monir

De vez em quando me dou conta que leio uma sequência de livros mais sérios, densos e pesados, e me vejo na necessidade de uma leitura leve, menos comprometida. Eu as vezes me engano achando que consigo fazer esse tipo de leitura, mas ao final delas eu sempre me pergunto porque não aprofundaram mais? Acho que não consigo pegar muito leve rs! Não foi diferente com Muito Além do Tempo (#01 Timeless), da autora Alexandra Monir, publicado pela Jangada.

Michele Windsor é um adolescente que vive com a mãe na ensolarada Califórnia, e que  têm sonhos recorrentes com um estranho homem, embora os sonhos a perturbem ela segue sua vida ao lado das amigas e a dedicada mãe. Porém uma tragédia atravessa seu caminho, e após um acidente ela perde a mãe e se vê obrigada a ir morar com os desconhecidos avós em uma mansão histórica em New York.

Entre os pertences da mãe Michele encontra uma chave, que mais do que um colar é um portal para uma viagem no tempo. Tempo esse em que suas antepassadas viveram, e o estranho homem de seus sonhos também viveu. Mas o que Michele deve fazer no passado? Quem é esse estranho de olhos azuis que despertou seu coração?

A premissa da estória é excelente, a mitologia criada também tem sua semente muito bem plantada, mas a plantação infelizmente rendeu frutos muito pequenos e imaturos. A narrativa de Monir é muito simplória, embora descritiva, ela é muito rápida em suas cenas e breve em suas explicações. Foi frustrante estar nos antigos anos americanos, e estes serem poucos explorados, tudo se sucede de forma muito rápida. A autora mostra ter pesquisado o momento histórico, mas sua escolha de se focar mais na ação do casal e familiares da mesma, do que aproveitar algumas características interessantes da época fez com que o livro transitasse entre o contemporâneo e o romance de época, sem se focar em nada.

Michele é uma adolescente de dezesseis anos que nada sabe sobre a história de sua importante família, de quem esteve longe durante toda a sua vida. Ela descobre que mal sabe sobre o passado da mãe. Quando no passado encontra o homem do seus sonhos e logo se entrega a ele. E eu entendo que uma adolescente se renda fácil a paixões, mas essa fácil aceitação dos fatos e desse 'amor' também me incomodou. Eu gosto de protagonistas mais delineadas e fortes, que mesmo sentido sentimentos fortes relutam a eles por um tempo. Ela também é inconsequente já que abandona sua realidade para ir ao passado, isso foi a forma que ela encontrou de lidar com o luto da mãe.

Philip Walker, o homem do passado, é moderno para sua época, assim também aceita Michele rapidamente jogando para o alto todos seus compromissos. É meloso e não desperta grandes emoções. Já as mulheres da família de Michele são mais interessantes, donas de personalidades mais interessantes, como é o caso de Lily Windsor que vira uma cantora nos anos 20.



O Diário de Bridget Jones - Bridget Jones #01 - Helen Fielding

Bridget Jones é uma mulher comum, com quase trinta anos, solteira e que vive em luta com a balança, com as bebidas e os cigarros que consome, e sem saber como lidar com seus pais, que estão passando por uma fase diferente. Vivendo em meio a situações embaraçosas, conversas hilárias com os amigos, marcando presença em jantares e festas familiares ou de amigos dos pais, e num emprego que não a desafia, Bridget vai divertir os mais diversos leitores.
Agora que percebe que seu caso com o chefe pode não passar para um nível mais sério, que aquele homem arrogante que conheceu na casa de um amigo da família pode ser mais interessante do que esperava, e que conseguiu um novo emprego, talvez sua vida vá tomar um rumo melhor. Ou talvez não. Resta ler seus diários para embarcar na vida perfeitamente imperfeita de uma das protagonistas femininas mais famosas da literatura.
Se não me engano, “O Diário de Bridget Jones” foi o primeiro chick-lit que li na vida. E isso já faz quase dez anos! Me lembro que eu tinha amado a obra e considerado uma das minhas melhores leituras, entrando, inclusive para o hall de favoritas. Mas, naquela época, eu estava começando a me viciar em livros, porque, por mais que eu tenha lido bastante desde que aprendi a ler (e ainda antes, só que eu só ouvia as historinhas que minha mãe lia para mim), foi desde este período que eles realmente começaram a fazer uma grande parte da minha vida, do meu dia a dia, das minhas prateleiras e da minha casa.
Sempre que alguém pedia indicação de um título para nos fazer dar gargalhadas, um bom chick-lit, uma leitura leve e divertida, eu sempre indicava este. Só que eu não tinha um exemplar na minha estante, porque ele era sempre muito caro. Até que, este ano, a Paralela, selo da Companhia das Letras, divulgou que iria publicar uma nova edição dos três primeiros volumes e mais o lançamento, “O Bebê de Bridget Jones”, que acompanha o filme homônimo que chegou aos cinemas no final de 2016.
Com o lançamento das novas edições, com novas traduções e capas lindas em soft touch (aveludadas), coloridas e ilustradas (as anteriores eram beeeem feias), eu sabia que precisava tê-las na minha estante e refazer as leituras dos dois primeiros volumes e a do novo (o terceiro livro eu não tenho a mínima vontade de ler, então provavelmente não vou fazer isso nunca), então logo que eles foram lançados, corri para ler.
Agora, depois de todos esses anos e mais de quinhentos livros lidos, posso dizer que não foi tão maravilhoso quanto eu me lembrava. No entanto, ainda é uma leitura ótima, divertida e alto astral. Bridget é uma personagem engraçada, que se mete nas maiores enroscadas e o Darcy é completamente apaixonante, isso não podemos negar. Mas não considero mais tudo aquilo que eu considerava antes. Acho que faltou algo e sobrou Daniel Cleaver, porque ele é bem chato e irritante, e não sei como Bridget demorou tanto tempo para cair em si com um homem destes!
Talvez eu não estivesse num ótimo momento para a leitura, talvez eu tenha lido muitos livros tão melhores neste meio tempo que, em um comparativo, este tenha caído um pouco na minha lista de preferências. Ou talvez eu simplesmente tenha amadurecido de forma diferente, fazendo com que eu goste mais de outro tipo de leitura atualmente. Mas o que importa no final de tudo é que, mesmo não tendo amado a leitura, eu adorei-a novamente. E, sim, vou continuar lendo os demais volumes, e venho comentar com vocês a respeito deles em breve.
Bridget Jones é uma personagem carismática e divertida, que tem péssimas ideias e amigos ótimos (sorte a dela, porque é cada situação em que se mete!). Duas coisas que me incomodam na personagem são seu vício por bebidas e cigarros (ela não consegue parar com nenhuma das duas coisas) e em Daniel, e demora muito para se livrar dessa cisma que tem com ele.


Algo que acho muito interessante é que, apesar de este livro ter sido publicado originalmente há vinte anos, ainda traz bastante coisa atual, principalmente em se tratando de ser uma mulher solteira com quase trinta anos. Eu sei que a sociedade atual já está um pouco melhor e mais evoluída, mas ainda há bastante destas questões a serem trabalhadas e muitas das opiniões que aparecem no livro acontecem na vida real ainda hoje. E acho ótimo que Bridget saiba lidar com todas essas coisas da melhor maneira possível.
Também é maravilhoso ver o quão crível e identificável é essa história, visto que muitas de nós passamos por situações semelhantes em nosso dia a dia, seja por finais de relacionamentos nada agradáveis, relacionamentos com os pais cheios de altos e baixos, busca por uma carreira diferente e muita diversão com os amigos, entre outros. Claro que eu torço para ninguém passar tantas situações constrangedoras quanto Bridget, mas todas passamos por algumas delas ao longo da vida, então a melhor maneira de lidar com tudo é divertindo-se no caminho.


Nove Dragões - Harry Bosch #15 - Michael Connelly

A história de “Nove Dragões” começa com o enfoque no assassinato do Sr. Li, chinês dono de uma loja de bebidas num gueto em Los Angeles. Nesta empolgante aventura, Bosch se vê às voltas com uma organização de nome Tríade, que tem longa data na exploração de seus contribuintes chineses. Quando começa a se inteirar com os detalhes desta investigação, recebe uma ligação com mensagem de vídeo de Hong Kong, tendo como pano de fundo sua filha, Maddie, que fora sequestrada, e que mora lá juntamente com sua mãe, Eleonora.
Sua mãe, então, corre para pedir ajuda à polícia local, só que nada consegue. Portanto, Bosch entra em ação para salvar a filha, pegando um avião para se arriscar no território das tríades chinesas, tendo somente um final de semana para resgatá-la. Agindo fora de seu ambiente, Bosch precisará mover mundos e fundos para conseguir encontrar pistas que o levem a desvendar os mistérios, contando apenas com a ajuda de sua ex-esposa, com quem não tinha uma relação tão boa assim, e seu novo namorado, e ainda enfrentará muitas reviravoltas, inclusive momentos bastante trágicos e emocionantes.
Esse detetive é realmente demais!! Michael Connelly sabe nos transportar para este mundo de mistério e ação, que não dá para parar a leitura. Ficava querendo respostas o tempo todo e ele conseguiu dá-las aos leitores conforme a história ia fluindo. Acontecem tantas coisas nesta obra, que a trama nunca fica parada. Então os acontecimentos foram bem rápidos e tudo foi muito eletrizante e dinâmico, fazendo com que eu engolisse as páginas, “desesperada” por mais a cada virada de folha, desejando saber o que viria a seguir e torcendo para que tudo desse certo e o final fosse o melhor possível.
Porém, como esta obra é bem realista, sabemos o que o melhor possível está bem longe do que realmente gostaríamos que fosse, então há mortes de pessoas importantes para Maddie e até para Bosch.
Maddie é bem nova neste volume, ainda está na adolescência, e sentia que não tinha a atenção dos pais que gostaria de ter, então começou a se envolver e andar com pessoas que não sabia que seriam de má índole, mas no final se revelaram piores do que o esperado. Não posso comentar muito sobre o que aconteceu com relação a essas pessoas, mas foram de grande influência para a parte ruim da trama. Para piorar, por conta de uma atitude dela, uma consequência terrível acabou acontecendo no caminho.
Outro ponto que também acho incrível é que todo o trajeto que ele faz, ou seja, o deslocamento do detetive Bosch é narrado rua por rua ou avenida, ou por onde ele passa. Então podemos adentrar nos cenários como se pudéssemos fazer parte daquilo tudo. Para quem mora lá, deve ser mais emocionante ainda, porque você vai visualizando tudo detalhadamente.


Criaturas Estranhas - Histórias Selecionadas Por Neil Gaiman

A primeira coisa que me chamou bastante atenção nesse título foi essa capa maravilhosa que só de olhar já dá vontade de ter o livro. E, claro, o nome de Neil Gaiman bem grandão foi outra coisa que me fez querer ler essa obra. Você deve estar pensando assim: “ Mas é um livro de contos, então apenas um foi escrito por ele”. Só que o exemplar foi organizado pelo autor, portanto eu já tinha certeza, antes mesmo de ler, que iria encontrar muita coisa boa por ali.
Como resenhar um livro de contos é sempre bem difícil, uma vez que são muitas histórias – neste caso, dezesseis –, para eu falar de cada uma delas. Por isso, vou comentar apenas sobre as que mais gostei. Mas essa é uma coletânea de contos povoada por seres fantásticos, magníficos e às vezes assustadores, que vão te conquistar em todos os momentos. Foi bem gostoso poder ler todos eles, e não achei que nenhum tenha sido ruim e que eu não leria ou indicaria.
Uma coisa que achei bem legal é que esse volume possui ilustrações de Briony Morrow-Cribbs no início de cada um dos contos, e eu, como amo uma boa ilustração, fiquei doida com isso e achei que completou a obra de uma forma incrível, nos dando uma visão de cada trama.
Vou começar falando do conto do próprio Neil Gaiman, chamado “Pássaro do Sol”. Nele, conhecemos a história de uma sociedade de cavalheiros que comiam criaturas estranhas como besouros, restos de mamutes e coisas esquisitas assim, que eram consideradas mágicas. Esse grupo de cavalheiros se reunia diariamente para provar dessas iguarias e a única coisa que eles ainda não haviam comido era o pássaro do sol.
O “Prismática”, de Samuel R. Delaney, também me chamou bastante atenção trazendo a história de um homem muito magro e de cabelos grisalhos, que entrou em uma taverna carregando um grande baú, que, segundo ele, trazia dentro um querido amigo, oferecendo, então, uma recompensa em dinheiro para quem o ajudasse a encontrar uma cura para o mesmo. E vemos que, após conseguir ajuda de Amos, os dois saem em uma jornada em busca de três fragmentos de um espelho mágico.
Outra história que também achei bem legal foi “O Lobisomem Cabal”, de Anthony Boucher, onde conhecemos um professor de alemão, Lobato Lobo, que, ao receber a visita de um homem que se diz mágico e repetir algumas palavras, o seu gene de lobisomem é acionado. A história foi bem divertida e tomou um rumo mirabolante. Além disso, nesse conto encontramos bastante ação e nos divertimos muito com esse professor.


Sobre a Escrita - A Arte em Memórias - Stephen King


Gostar de um livro de um autor é normal, gostar do segundo é mais raro, agora gostar do terceiro significa que ele entrou para sua lista de autores favoritos. No meu caso não são muitos que entram nesta lista, e até raros os que ficam de forma permanente. Stephen King é o mais novo morador da lista, e ele terminou de me conquistar com seu livro de não-ficção, Sobre a Escrita - A Arte em Memórias, publicado pela Suma de Letras.

Esta obra nos brinda com uma visão prática e realista da profissão de escritor, não com uma lista do que fazer, mas sim com um relato de métodos e formas que deram certo para King e que devem ficar em mente de todos que aspiram a ser escritor.

A primeira coisa que pensamos ao ler o mote do livro é que se trata de um livro técnico repleto de dados para melhorar a escrita correto? Se pensou assim então saiba que não é isso que o livro trabalha. A primeira coisa que temos em suas quase primeiras cem páginas é um relato bem humorado (humor negro de boa qualidade!) sobre a vida pessoa de King, relato este em primeira pessoa. E talvez você possa se perguntar em como isso se encaixa na proposta do livro. É simples o autor quis colocar de forma prática o quanto que tudo que aconteceu em sua vida reflete em seus escritos, assim como se deu suas enumeras tentativas de entrar no mercado literário.

Quando detalhadamente acompanhamos momentos marcantes da vida de King, é possível visualizar o quanto eles estão como pano de fundo em seu modo de escrever. E isso é primordial para um bom trabalho, dar-se conta de que você não é uma página em branco que quer escrever uma estória, mas sim um livro em aberto que vai colocar de forma sublimada sua realidade, seja ela baseada em fatos reais, seja uma fantasia por exemplo.

Cada um ao se dar conta de si mesmo vai traduzir seus sentimentos, experiências e conhecimentos de uma maneira diferente. Reside ai um conteúdo que não pode ser aprendido, ou adquirido, é apenas a vida da forma que se sucede. Escrever é auto-conhecimento e combustível para continuar vivendo, e para King ainda  escrever é um ato mágico e vital como água.

Para que as ideias possam ganhar corpo ele explora de forma muito interessante informações como gramática, descrição, enredo, estória, diálogos e etc, tudo com exemplos de suas obras. E esse é um dos encantos do livro, conhecer os bastidores de suas obras, como ele concebeu as ideias, as colocou no papel e as refinou. Para alguns pode perder o encanto, para mim foi um reforço de seu valor.


Wish List de Natal

Oii, gente!! Com vocês estão? Hoje resolvi fazer um post bem especial com alguns itens que estou desejando muito neste Natal, já que faltam pouquinhos dias para esta data tão especial. Escolhi os livros TOP desejados! Hahaha E os Funko Pops que eu mais preciso! E vocês, se identificaram? <3
Legendas:
1- A Bela e A Fera: Edição Bolso de Luxo – Editora Zahar (Sou uma grande fã deste Conto de Fadas, que, inclusive, é o meu preferido. Então como não desejar fortemente uma edição linda e caprichada de uma das minhas editoras favoritas?)
2- Box Especial: Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare – Galera Record (Cassandra Clare é amor. E este Box mais ainda! Hahaha Como não desejar ter uma lindeza destas na estante?)
3- Newt Scamander: Um Scrapbook do Filme, de Rick Barba – Galera Record (Quem não amou o filme “Animais Fantásticos e Onde Habitam” e, mais ainda, quem não ama J. K. Rowling? Essa edição da Galera Record é PERFEITA e indispensável em qualquer estante. Eu não só quero, eu NECESSITO deste livro!)
4- O Conde de Monte Cristo: Edição Comentada e Ilustrada, de Alexandre Dumas – Editora Zahar (Amo histórias de vingança e essa é uma das melhores [se não a melhor] de todos os tempos! E uma edição comentada e ilustrada da Zahar tinha que estar na lista de desejados, quase como uma obrigação hahaha)
5- Graphic MSP: Mônica – Força – Panini [Capa Dura] (Amo Mauricio de Sousa e Turma da Mônica desde sempre! Não tinha como eu não colecionar estas Graphic Novels maravilhosas. Como estas duas são lançamentos recentes, ainda não consegui adquirir, mas preciso o quanto antes!)


Contos Peculiares - O Lar da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares #0.5 - Ransom Riggs

Gosto bastante de séries que conseguem me prender do início ao fim, e com “O Lar Da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares” não foi diferente, já que ela me encantou com a sua narrativa e uma ótima história de pano de fundo. Por este motivo, resolvi começar a ler “Contos Peculiares”, que é uma coletânea de contos e fábulas citados ao longo da série, que me chamaram bastante atenção. Agora, venho compartilhar com vocês tudo que achei sobre essa coletânea, que ganhou uma edição lindíssima pela Editora Intrínseca, de fazer qualquer pessoa babar.
Esse título não precisa ser lido junto com os demais da trilogia, já que se trata de dez contos de folclore peculiar, independentes da história, apesar de fazerem parte da mesma. E, logo no início do livro, encontramos a nota do editor, que foi ninguém menos que Millard Nullings, o garoto invisível que conhecemos ao longo da série e que teve tamanha importância na mesma, e que já havia nos conquistado com o seu jeito cativante e carismático. Agora ele é o narrador dessas histórias bizarras e peculiares que passamos a conhecer.
Neste volume conhecemos histórias como a da princesa que tinha pele de lagarto, a primeira aparição da ave que se torna mulher, um menino que vira gafanhoto e foge com um grupo de gansos, canibais ricos que comem braços e pernas de peculiares que têm o dom de se regenerar, uma menina que domava pesadelos, entre outros contos que há séculos povoam o imaginário dos peculiares. O narrador consegue expor a perseguição e a dificuldade que as pessoas tiveram por serem diferentes, nos trazendo uma lição sobre a incompreensão do ser humano com aquilo que eles não conhecem. E para quem já leu os livros dessa série, esse volume também traz um desfecho alternativo para a tocante história do gigante Cuthbert, que conhecemos anteriormente.


Lançamentos de Dezembro da Harlequin


Oii, gente!! Tudo bem? :D Hoje é dia de falar dos lançamentos da Harlequin! Tem muita coisa maravilhosa chegando neste último mês do ano. Já estou empolgada por vários, então alguns vão para a listinha de Nata. Vai que alguém me presenteia? Hahaha E vocês, curtiram quais? <3

 “De hoje em diante, você é minha!”
Desde o momento em que colocou os olhos naquele poderoso viking, algo se transformou dentro de Merewyn. Ela sabe que devia temê-lo, que seria melhor fugir. Ainda assim, não consegue evitar se sentir atraída pelo implacável guerreiro. Eirik nunca havia capturado uma mulher antes, mas a beleza estonteante de Merewyn acaba despertando nele um desejo sombrio. Então, Eirik a leva para sua terra natal, onde finalmente sucumbem à paixão. Porém, entregar-se a esse amor pode ser mais perigoso do que imaginavam…
Do ódio à paixão!
O sombrio texano Hayes Carson sempre suspeitou que Minette Raynor fora responsável pela morte de seu irmão. E nem mesmo a beleza hipnotizante dela o fará desistir de ir atrás da verdade! Minette não consegue tirá-lo do seu caminho…ou da cabeça. Porém, quando descobre que está correndo perigo, ela sabe que Hayes é a única pessoa que pode ajudá-la. Mas, para protegê-la, ele precisa acreditar em sua inocência! Será que Minette conseguirá convencê-lo antes que seja tarde demais?

 Arco do Destino - Sharon Kendrick
Amante inocente!
Dante Di Sione estava disposto a perdoar a estonteante loura que conheceu no aeroporto por ter levado a mala com a preciosa tiara de seu avô. Afinal, tudo não passou de um mal entendido. Mas ela teve a coragem de chantageá-lo! Willow só devolveria a joia se ele a acompanhasse no casamento de sua irmã. Porém, quando a mídia divulga a notícia de um suposto noivado, Dante aproveita a oportunidade para se vingar… Agora, ela terá de fingir ser a namorada perfeita! Contudo, Dante ficará surpreso ao descobrir que Willow não é tão audaciosa quanto ele pensava…
Páginas de um Romance - Kate Hewitt
Uma jornada sedutora!
Fazia muito tempo desde a última vez em que Natalia saiu da propriedade dos Di Sione. Contudo, ela foi incumbida de recuperar um precioso livro que está com o magnata Angelos Mena… mas ele acaba confundindo-a com a nova babá de sua filha. O sombrio grego ficou traumatizado com incêndio que resultou na morte de sua esposa. Ainda assim, Talia não consegue evitar se sentir atraída pelo homem que existe por trás de toda dor e sofrimento. Ela sabe que o prazer que Angelos pode oferecer será por tempo limitado. E quando vai embora com o livro, acaba deixando para trás algo muito mais valioso: seu coração!


Harry Potter e a Criança Amaldiçoada - J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany


O universo de Harry Potter é fascinante para mim não só pela estória em si, mas porque tudo se passa em um mundo onde bruxaria e magia são reais, um mundo que para mim não só soa como encantado, mas muito próximo de uma realidade que eu acredito com as devidas proporções. Assim tudo que sai sobre eu quero ler, ver e ter fervorosamente, não só pela série em si, mas por crenças pessoais. Quando o mundo de Rowling voltou com força com o lançamento de Harry Potter e A Criança Amaldiçoada e o lançamento de Animais Fantásticos eu fiquei mais do que satisfeita de voltar para este universo, eu me senti em casa!

No oitavo livro da série conhecemos Alvo Severo Potter que tem que lidar com a difícil missão de ser ninguém menos do que filho do grande Harry Potter. Para ajudar com a sua reputação duvidosa ele se torna amigo de Escórpio Malfoy, filho de Draco Malfoy, outra criança que sofre pelo pai que tem. Juntos ele buscam seu lugar no mundo, e para isso irão trás de tentar consertar erros do passado, mas ao mexer com o passado o futuro pode ser comprometer e as trevas ressurgirem!

O livro é uma edição do roteiro de ensaio, ou seja, a narrativa são diálogos com breves descrições de cenas. A estória é de J. K. Rowling, mas escrita para o teatro por Jack Thorne. Logo a leitura é muito rápida e acessível, e pode causar estranhamento em quem nunca leu peças de teatro, confesso que só li Hamlet, e minha experiência é baixa, logo senti falta de descrições e maiores detalhes na trama.

Quanto a ideia da estória é ótima, para quem assistiu Efeito Borboleta ou conhece a teoria, é nela que se baseia toda a trama. Não a toa que dizemos que não podemos voltar a flecha atirada, uma vez feito não existe volta, não importa quantas vezes tentamos, as peças nunca mais se encaixam da mesma forma, ou ainda da forma que acreditamos poder manipular. E Alvo e Escórpio descobrem isso da pior maneira.

Alvo, filho de Harry, é um jovem muito chatinho, embora eu acredite que não seja fácil ser filho de Potter e todo o legado que este deixou, ele também é uma criança muito difícil de lidar, que não deixa claro porque afinal de tantos problemas onde não existe!. Ele parte sem muita ideia em busca de uma missão, algo que o faça ser mais do que filho de um grande homem. Esse surto dele é muito repentino e meio sem densidade, soou um pouco forçado. O grande problema é que ele não é capaz de realizar tão rápido o que seu pai levou anos para fazer, e os pés se enfiam pelas mãos! Ele tem seu talento próprio, mas lidar com suas próprias sombras é muito complicado.

Escórpio vive sob um boato sobre seu nascimento, boato esse muito grave! É um jovem solitário, e muito inteligente! É um excelente amigo para Alvo, e nada lembra seu pai, Draco. Mesmo sem a mesma ambição do amigo ele o auxilia em sua missão suicida simplesmente pela amizade. E é fundamental para o desenvolvimento da trama. Gostei muito mais dele do que de Alvo.

Quanto ao Harry Potter velho...não reconheci nele o jovem Potter! É como se de forma abrupta alguém imaginasse como alguém que ainda não envelheceu fosse ficar daqui alguns anos. E esse vão de anos fica claro, e para mim falho. O Harry que surge no livro é mais inseguro, mais traumatizado e mais perturbado do que o jovem um dia foi. E tenho dificuldade em crer que ele ficou assim, os dados deixados nos livros anteriores não caminharam para isso! E acredito que essa falha se deva pelo fato de como Rowling não ter ano a ano da vida dele detalhado. O autor tinha que crescer com o personagem, envelhecer com o mesmo, e não imaginar como isso seria, como ele seria.



Unidos Somos Um – Os legados de Lorien #07 – Pittacus Lore

Desde que o primeiro livro desta série foi publicado, acompanho anualmente todos os lançamentos, sempre lendo o mais rápido possível. Para mim, esse foi o volume mais aguardado de todos os tempos, já que finalmente eu poderia descobrir o que aconteceu, uma vez que é o desfecho. Por este motivo, assim que o tive em mãos, comecei a leitura e agora venho compartilhar com vocês o que achei desta obra.
Como este é o sétimo volume, essa resenha vai conter alguns spoilers dos livros anteriores, mas vou tentar não me estender muito nas informações para não incomodar ninguém. Além do mais, não vou revelar nada deste exemplar, então quem acompanha a série pode ler tranquilamente.
Para conferir as minhas opiniões sobre as demais obras, basta clicar nos títulos para ser redirecionado para minhas resenhas: Eu Sou o Número Quatro, O Poder dos Seis, A Ascensão dos NoveA Queda dos Cinco, A Vingança dos Sete, O Destino da Número Dez.
Nos volumes anteriores, vimos que a Garde sempre lutou contra os mogadorianos, porém, ninguém sabia dessa guerra, já que era às escondidas. Agora, eles começaram a invadir a Terra, e colocam suas naves de guerra em cima de todas as cidades, pedindo rendição da população. Depois de atacarem a cidade de Nova York, vimos que muita coisa aconteceu e que no meio desta invasão houveram grandes perdas.
John tem sangue nos olhos e está pronto para tudo, ele parece ter perdido um pouco de si mesmo durante a guerra, e sente que pode fazer tudo sozinho. Com sede de vingança e ódio, vemos nosso número quatro se esforçar cada vez mais para aprender a copiar novos poderes para conseguir vencer essa guerra que parece até mesmo impossível.
Agora, o objetivo de todos é reunir os novos Gardes que vem aparecendo ao redor do mundo, e focar em novas estratégias para destruir os inimigos. Com isso, nossos Gardes contam com a ajuda do governo, que oferece uma base de operações para que tudo se torne possível. Foi bem gostoso acompanhar todos os nossos personagens favoritos neste último volume, já que cada um deles desempenhou um papel bem importante.
A narrativa é rápida e fluida, sendo que em todos os momentos temos novidades que não deixam a história ficar parada nem por um segundo. Com bastante ação e adrenalina, este volume promete te fazer experimentar diversos tipos de sentimentos durante a leitura. Era difícil conseguir parar de ler até mesmo quando era necessário (tipo para dormir), já que a trama estava eletrizante.


Novembro, 9 - Colleen Hoover

Fallon tem apenas dezoito anos e já viveu uma situação terrível: enfrentou um incêndio que por pouco não lhe tirou a vida, mas lhe deixou com sequelas emocionais e físicas, e também fez com que sua carreira como atriz desmoronasse quase completamente. Até decidir que precisa mudar de ares para conseguir amadurecer, e escolhe ir para bem longe de tudo de confortável que a cercava: dois anos depois do dia do fatídico acidente, mas na mesma data, nove de novembro, ela vai se mudar de Los Angeles para Nova York.
No encontro de despedida que tem com seu pai, ela está ouvindo terríveis afirmações sobre sua vida e sua carreira por causa das cicatrizes em seu corpo, quando Ben, um garoto desarrumado e aspirante a escritor, senta ao seu lado e tenta ajudá-la a enfrentá-lo, fingindo ser seu namorado. Com êxito.
Depois de um momento estressante, e seu pai indo embora, Ben e Fallon passam alguns momentos juntos, conversando e se divertindo, e sentem que poderiam se conhecer melhor se morassem perto um do outro. Mas o momento não é certo, já que ela vai se mudar, e também porque sua mãe sempre lhe aconselhou que uma pessoa deveria se encontrar primeiro antes de ter um relacionamento forte e duradouro com outro alguém. E o que o momento certo para isso acontecer seria só após os vinte e três anos.
Com isso em mente e toda aquela atração física e emocional que eles desenvolvem naquelas poucas horas que passam juntos, Fallon e Ben bolam um plano: vão se encontrar uma vez a cada ano, justamente naquela mesma data, para conversarem e se conhecerem melhor. Mas há duas regras essenciais: a primeira é que eles não podem ter qualquer tipo de contato um com o outro no resto dos dias de todos esses anos, até ambos terem vinte e três anos, nem mesmo olhar as redes sociais alheias; a segunda é que deverão seguir com suas vidas normalmente, saindo com outras pessoas e aproveitando cada oportunidade que surgir.
Ben fica responsável por escrever um livro sobre tudo aquilo que eles vão viver a cada encontro. E parece que está tudo indo bem, até que Fallon descobre que nem todas as informações que obteve ao longo daqueles anos são verdadeiras e Ben pode estar escondendo coisas muito importantes dela. E, pior, ele pode estar transformando o momento mais terrível de sua vida em algo para melhorar a ficção. Mas será que ela vai parar para ouvir o que ele tem a dizer ou vai julgar as palavras dele sem nem dar chance de explicações, jogando fora tudo o que construíram ao longo dos anos?
Colleen Hoover é uma ótima autora e a preferida da maioria dos leitores que curte obras dos gêneros Jovem Adulto e New Adult, e faz um grande sucesso no mundo inteiro. Eu adoro sua escrita e fico com vontade de ler todos os seus títulos, apesar de ainda não ter feito isso, o que pretendo mudar um dia destes. De todos já publicados no Brasil, que são a trilogia “Slammed”, a série “Hopeless” completas, e mais quatro títulos soltos, eu já li “Em Busca de Cinderela”, a primeira parte de “Nunca Jamais” (estou contando os dias pelas continuações), “O Lado Feio do Amor”, “Talvez Um Dia” e este, “Novembro, 9”. De todos, só não gostei muito de “Talvez Um Dia”, os demais me conquistaram. Para conferir minhas opiniões a respeito de cada um, basta clicar nos títulos para ser redirecionado para as resenhas.
Você pode ter certeza de que suas obras serão recheadas de pontos intensos, muitos acontecimentos, emoções à flor da pele, reviravoltas, e muito amor no meio de tudo isso, daquele tipo de vida real mesmo. E isso é o mais bacana de tudo, ver que os personagens não levam uma vida perfeita, afinal, quem leva? Sempre temos que enfrentar problemas e situações ruins no dia a dia, e ela nos mostra como lidar com elas da melhor maneira possível, mesmo que alguns machucados sejam levados com a gente pela vida inteira. E devo dizer que seus livros são mais voltados para os leitores que curtem histórias com uma boa pitada de drama, porque isso ela também sabe fazer muito bem.
Só acho que de vez em quando os personagens acabaram sendo dramáticos além do necessário nesta obra, fazendo com que algumas coisas que nem deveriam ter sido problemas, acabassem se tornando uns. Ou então eles criavam um melodrama que nem precisava existir se tivessem apenas se sentado para conversar e se entender. E isso me incomoda um pouco, essa falta de diálogos ou de tentar resolver as questões pendentes com maturidade (sei que algumas pessoas podem pensar: mas eles são só adolescentes. Mas eu acho que o amadurecimento pode começar aí). Como aconteceu em diversos momentos em “Novembro, 9”.
Acho que um ano inteiro é tempo demais para manter um assunto em pendência, e me incomodou o fato de eles deixarem passar um ano antes de conversarem para resolver problemas ou mal-entendidos, só por causa do plano inicial ou porque não queriam lidar com aquilo naquele momento. Soou um pouco irreal para mim, ver duas pessoas que mal se conheciam já que só passaram meio dia por ano juntos, deixando coisas e assuntos em pendências, e mágoas também, para só serem resolvidas no ano seguinte, também no período de um dia.
Foi justamente nos anos “do meio”, aqueles que ficavam ente o primeiro encontro dos dois, quando começaram a colocar o plano em prática, e o último, quando finalmente alcançaram o objetivo inicial que traçaram, que houveram mais momentos com questões mal resolvidas, que me passaram uma impressão de só estarem ali para movimentar as coisas. Porque, com sinceridade, acho difícil alguém enfrentar tudo aquilo (um ano pior que o outro) e seguir os próximos doze meses sem qualquer contato, e depois voltar a se encontrar num único dia e retomar de onde pararam como se aquelas coisas tivessem acontecido ontem, e, mesmo assim, os sentimentos românticos ainda crescerem em proporções enormes.
Uma das características que eu mais gosto da autora é como ela consegue utilizar o amor, este sentimento tão bonito e grandioso, em algo que realmente pode mudar tudo. E ela sabe trabalhar esse poder de transformação de forma bem feita, desenvolvida aos poucos e completamente convincente, de uma maneira que nos faz sentir e acreditar em tudo o que estamos lendo e no quanto os protagonistas conseguem melhorar suas vidas e a si mesmo por conta deste sentimento.
E tenho que preparar os leitores mais emocionais para começar esta leitura com uma caixinha de lenços por perto, afinal um livro de Colleen é sinônimo de cenas tocantes e emotivas, que vão mexer com nossos sentimentos de uma forma bem profunda, levando-nos às lágrimas. E “Novembro, 9” tem seus momentos de carga emocional acentuada, principalmente quando algumas coisas vêm à tona.


Semana Especial: Os Legados de Lorien – Mogadorianos x Lorienos

E já estamos chegando ao fim da semana especial sobre a série “Os Legados de Lorien”, que eu adoro. Espero que vocês estejam curtindo acompanhar os posts. O tema de hoje é: “Mogadorianos x Lorienos - Qual legado você escolheria?”.
Antes de continuar, confiram os três posts que já publicados nesta semana:  “O Universo da Série”, “Resenhas dos VolumesAnteriores” e  “Personagens”.
Primeiro vou começar comentando um pouquinho sobre cada um deles. Os mogadorianos são os malvados da série. Eles querem dominar o Planeta Terra e já acabaram com Lorien. E, depois de destruí-lo e os jovens terem ido para a Terra, eles vieram para cá com a intenção de dominar a raça humana e governar este planeta, já que o deles já está sendo destruído. Então eles querem ficar aqui, controlar e cuidar da Terra.
Já os Lorienos são os bonzinhos e têm legados, que são vários, como da invisibilidade, de voar, de telepatia, da cura, tem um que você se transforma no objeto que está tocando, como, por exemplo, está com uma esfera de aço na mão, se transforma em um homem de aço, se está com um elástico, ganha estas habilidades, entre outros.


A Garota Que Você Deixou Para Trás - Jojo Moyes

Gosto muito dos livros de Jojo, que sempre conseguem me prender com uma história deliciosa e tocante. Claro que ela entrou para a minha lista de autoras que eu preciso ler o quanto antes, e, por este motivo, resolvi começar esta obra, que eu ainda não tinha lido. Agora venho compartilhar com vocês todas as minhas opiniões a respeito deste título.
“A Garota Que Você Deixou Para Trás” é dividido em duas partes. Na primeira somos levados para o ano de 1916 na França, em plena Primeira Guerra Mundial, onde conhecemos Sophie Lefèvre, uma jovem mulher que vivia em Paris com o seu marido, um pintor que a usou como musa inúmeras vezes. Porém, ele foi convocado para a guerra, fazendo com que ela volte a morar com seus irmãos e sobrinhos em um vilarejo do interior, em uma cidade chamada St. Péronne, ocupada pelos alemães. Sophie e sua irmã trabalham no o Le Coq Rouge, um antigo hotel luxuoso, que agora é um bar que mal consegue servir os seus fregueses.
Os alemães racionam e confiscam tudo, colocando toque de recolher e trazendo medo constante para a pequena vila. A vida de nossa protagonista ficou bem difícil, e a única coisa que a faz se lembrar dos tempos bons, de como era a sua vida antes da guerra, é o autorretrato que foi pintado por seu marido Édouard Lefèvre.
O Kommandant Friedrich Hencken, o alemão encarregado da cidade, ficou impressionado por Sophie e por seu quadro, já que ele não estava retratando aquela moça magra e maltratada pela guerra, mas, sim, uma mulher bela e confiante, escolhendo então, ela e a sua irmã para que façam a comida dos soldados alemães, fazendo com que ambas passem a receber mantimentos para preparar a comida do inimigo.
Tudo que Sophie consegue pensar é que ela precisa reencontrar o marido, mesmo que para isso tenha que arriscar a própria vida, então vemos que ela não mede esforços em busca do seu amor, mesmo que isso acabe com a sua reputação.
Noventa anos depois, entramos na segunda parte da história, no ano de 2006 em Londres, onde conhecemos Liv, uma mulher que vive em uma casa de vidro construída pelo seu marido, um engenheiro de sucesso que acabou morrendo quatro anos atrás. Agora, Liv se vê sozinha e com problemas financeiros. Ela tem um quadro intitulado “A garota que você deixou para trás”, do qual gosta muito, já que foi um presente de seu marido, e que está com ela há dez anos.