Amy & Matthew – Cammie McGovern + [SORTEIO]

Desde que minha irmã leu a sinopse deste livro para mim, fiquei encantada com a história e doida para saber um pouco mais da relação desses dois jovens que, um ajudando ao outro, parecem conseguir encontrar o amor. Claro que isso eu deduzi esta informação apenas com a sinopse, e, por este motivo, precisava ler para descobrir se isso que eu achava realmente era verídico. Agora, depois de ter lido, venho compartilhar com vocês tudo o que achei a respeito desta obra, que apresenta uma capa bem singela e bonita, e que foi traduzido para o português pela editora Galera Record.
Neste volume conhecemos a história da jovem Amy, uma menina que sofre de paralisia cerebral e, por este motivo, tem algumas limitações, tanto no falar, quanto no andar. Por conta disso, ela utiliza a ajuda de um equipamento eletrônico para comunicação que reproduz as suas conversas e de um andador, mas apesar de manter uma aparência de que está tudo bem na sua vida, ela sente falta de ter amigos, já que ainda não conseguiu fazer nenhum.
Decidida a fazer amizades, ela acaba conhecendo Matthew, um menino que sofre de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo) e, por isso, faz coisas como lavar as mãos até o cotovelo doze vezes por dia, contar seus passos, entre outras coisas. Ele não sabe muito bem como lidar com seu TOC, e sempre tem seus conflitos psicológicos diários.
Juntos eles acabaram encontrando ajuda, um no outro, para enfrentarem a vida e todos os problemas que passam por ela. Eles se tornaram amigos e confidentes, e, então, criaram uma bela história de amizade e depois uma linda história de amor, cheia de superação.
Gostei bastante dos dois personagens, que mostram que apesar de algumas limitações são jovens como quaisquer outros, tendo sentimentos como raiva, angústia, amor, felicidade, ou seja, o pacote completo. Gostei muito de ver o crescimento pessoal de Amy e Matthew, e torci bastante por eles.
A narrativa é em terceira pessoa, e apesar de gostar bastante quando ela é assim, já que podemos ver amplamente tudo o que está ocorrendo, senti falta de saber com mais profundidade sobre os sentimentos de nossos protagonistas, ainda mais sendo um livro onde eles são tão importantes e decisivos para a história. Por este motivo achei que ela ficou um pouco rasa, faltando alguma coisa a mais.
A leitura é rápida e fluida, fazendo com que a gente não consiga parar de ler, até chegar ao final, e mesmo querendo um pouco mais de informações sobre os sentimentos de nossos personagens principais, este é um livro do qual eu gostei bastante, já que ele me despertou diversas emoções ao longo da história.
A capa é realmente encantadora e me atraiu completamente desde o primeiro momento em que pus meus olhos nela, porque mesmo sendo simples, traz um ar fofo e completo, despertando bons sentimentos em mim. A lombada fica lindíssima na estante por conta de seu tom azul água e pequenos detalhes. A diagramação interna não apresenta nada diferenciado, mas é muito boa para uma leitura tranquila por conta do tamanho da fonte e dos espaçamentos do texto.
Recomendo “Amy & Matthew” para todos os leitores que, como eu, procuram uma linda história entre nossos jovens protagonistas, que mostram que, apesar da pouca idade, conseguem nos tocar com toda a carga emocional vivida por eles e por sua linda história de amizade, amor e superação. Acho que este livro merece um bom destaque, e vou torcer para que você dê uma chance para esta leitura, já que para mim ela foi uma experiência incrível e trouxe personagens tão maravilhosos, que me fizeram ficar torcendo por eles o tempo inteiro.
Avaliação





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PROMOÇÃO
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Boa sorte!




Os Imortais de Meluha - Trilogia Shiva #01 - Amish Tripathi

Fazem alguns anos que em doses homeopáticas tenho tido contato com a cultura e religião hindu. No IPPB, local onde frequento palestras fazem alguns anos, sempre são bastante divulgados mantras, conceitos, mitologia e etc da Índia. Acho incrível o modo como eles conseguem sintetizar em uma palavra um conceito profundo, permitindo que as pequenas coisas sejam carregadas de significado. Foi neste clima hindu que Os Imortais de Meluha, primeiro volume da Trilogia Shiva, escrito pelo indiano Amish Tripathi, e publicado pela editora NVersos, foi escrito.

Em 1900 a.C. em uma tribo no vale do Indo, conhecemos Shiva,um  guerreiro e líder de um pequeno grupo que mora nas margens de um rio. Tendo que defender constantemente seu território, ele decide aceitar o convite de um Suryavanshi para se mudar para Meluha, onde teriam moradia e comida.

O que Shiva não sabia é que existe uma profecia neste povo, e que esta profecia envolvia ninguém menos do que ele. Mas será que um imigrante tibetano será capaz de destruir todo o mal ao mesmo tempo que as leis de Lorde Rama são mantidas?

Amish tem a narrativa em terceira pessoa, repleta de detalhes mas com uma leveza ímpar. A história soa autêntica e original, já que esse universo é raramente explorado em livros. O fato de o autor ser indiano também permite uma riqueza de detalhes e respeito pela cultura hindu tocante. A diagramação foi bem executada e a capa transmite toda a majestade de Shiva.

Shiva, um tibetano do 'interior', pouco conhece sobre as terras que o cercam, mesmo assim é dono de um sensibilidade e sabedoria gigantes. Embora tenha grandes missões, e a ele lhe atribuam grandes títulos em momento algum ele perde de vista sua simplicidade, trata de maneira respeitosa desde um mendigo de rua até o imperador, não poupando qualquer um de sua verdade. Seu critério de justiça é muito apurado, e sua capacidade de mobilizar as pessoas é encantadora. Ele é engraçado e encantador!

Sati, é a mocinha da trama, mas não imagine uma filha de imperador que fica em seu trono, aqui conhecemos uma mulher com M maiúsculo, que sabe se defender com espada e tem uma língua afiada. Descobre em Shiva uma nova chance de ser feliz, e se reencontrar consigo mesma.

Diversos personagens secundários e bem explorados surgem ao longo da história, como Nandi o suryavanshi que primeiro tem contato com Shiva e se torna seu fiel escudeiro; Daksha o imperador de Meluha e pai de Sati, homem sábio que coloca a família em primeiro lugar e confia plenamente na profecia; Parvateshwar líder do exército Meluhano que não acredita na profecia e tem dificuldades em aceitar Shiva e seu pensamento vanguarda, entre outros repletos de pequenos detalhes.

A sabedoria Hindu é muito explorada, especialmente nas conversas de Shiva com os Pandits, os sacerdotes hindus. Os nomes em hindu podem confundir no começo, já que fogem do tradicional, assim como os diversos termos utilizados, mas caso a dúvida apareça o livro conta com um glossário bem trabalhado.

"Com frequência, para encontrar o conhecimento, uma boa longa viagem pelas palavras, por assim dizer, faz com que atingir a sabedoria seja muito mais satisfatório - disse o pandit- E mais importante, ajuda a entender o contexto do conhecimento com muito mais facilidade". (pág.279)

A proposta do autor é trazer para uma realidade um possível conto do deus Shiva como humano, e ele foi brilhante nisto, pois o personagem têm com características de divindade sem perder traços humanos e reais. A trilogia  já tem o segundo volume publicado pela editora, O Segredo dos Nagas.

O livro é comparado ao Senhor dos Anéis por algumas críticas, não chega a tanto em sua complexidade, mas sem dúvida é de uma sabedoria similar, e indico de olhos fechados para qualquer um que queira sair da superfície e ler algo que entretenha ao mesmo tempo em que ensina. Os Imortais de Meluha é denso, é profundo e fala da vida através do verdadeiro.

Avaliação







A Menina Que Tinha Dons - M. R. Carey

Quando vi que este livro iria ser lançado, fiquei bastante empolgada já que gosto bastante de distopias. E, por isso, estava querendo muito começar a ler esta obra o quanto antes. A capa já tinha chamado a minha atenção, assim como o título, mas o que realmente me fisgou foi a sinopse, que prometia uma história de amor, perda e companheirismo em um futuro distópico. Este livro foi traduzido no Brasil pela editora Rocco e escrito por M. R. Carey. Para quem não sabe, ele é o autor e roteirista de alguns dos quadrinhos da Marvel e da DC Comics.
Neste volume conhecemos a história de Melanie, uma menina de apenas dez anos que contraiu o vírus que transformou todos em Zumbis, mas que continuou tendo suas capacidades humanas intactas, já que consegue controlar os seus instintos. Apesar disso, ela e outras crianças são mantidas confinadas em uma instalação militar, onde a garota vive amordaçada e sendo vigiada vinte e quatro horas por dia.
Quando esta base é invadida por um grupo de pessoas mercenárias e alguns famintos (que comem carne humana), vemos que nossos personagens tem que fugir, deixando tudo para trás, até mesmo os recursos da base, para sobreviver. Agora nossa protagonista entra em uma grande aventura onde, junto com ela, acompanhamos os altos e baixos deste novo mundo distópico.
O livro é narrado em terceira pessoa, o que achei bem legal, já que assim conseguimos ter uma visão mais ampla de tudo o que está ocorrendo na história. Além disso, ele é narrado sob o ponto de vista dos nossos personagens principais, e, com isso, conseguimos com mais clareza ter uma perspectiva de tudo o que está ocorrendo.
A narrativa é rápida, fluida e contém bastante cenas dramáticas. Foi muito gostoso poder acompanhar esta história, que consegue prender a gente do início ao fim, amarrando todas as pontas soltas e ainda nos deixando com um gostinho de quero mais ao final da trama. Os personagens são incríveis, cada um com o seu jeito de ser, nos conquistando em todo momento. A protagonista também é muito fofa e mostra que, apesar da pouca idade e de já sofrer bastante, ela é uma menina forte e cheia de esperança, que é bastante inteligente e muito bondosa.
A capa, como falei acima, chama a atenção mesmo sendo simples, principalmente por conta da cor amarela, fazendo com que a obra ganhe destaque com facilidade em meio a tantas outras. E a diagramação do texto está muito confortável para uma leitura bastante agradável.
Recomendo este volume para quem goste de uma boa história distópica, que consegue nos conquistar logo no começo e manter nossa atenção até o final, e ainda conta com personagens incríveis, uma narrativa rápida e fluida e um plano de fundo de tirar o fôlego. O livro é emocionante, muito detalhado e cheio de detalhes científicos que mostram como o autor fez uma boa pesquisa para escrevê-lo. Adorei!
Avaliação



Estudo Independente – O Teste #02 – Joelle Charbonneau

Depois de passar pelo Teste e conquistar a possibilidade de frequentar as aulas na Universidade para se tornar uma das líderes da Comunidade das Nações Unificadas, o futuro de Malencia Vale parece ser perfeito, principalmente levando em consideração que ela é uma das mais inteligentes do local e ainda tem um namorado incrível em quem pode confiar ao seu lado, para acompanhá-la e ajudá-la a enfrentar tudo o que vier pela frente.
Os responsáveis pelo teste acreditam que nenhum dos aprovados ainda guarde alguma memória do que aconteceu naquele terrível período que tiveram que enfrentar para chegar onde estão, mas alguns deles têm recordações completas, outros apenas fragmentos. E isso pode ser bastante perigoso.
O que fazer com estas informações? Ficar em silêncio enquanto buscam suas próprias sobrevivências, enfrentando o que for colocado em seus caminhos, protegendo somente aqueles que amam e tendo um cuidado redobrado sobre o que fazer ou em quem confiar? Expor tudo o que sabem com a esperança de que alguém os escute e faça algo para mudar o país e salvar todas as próximas vítimas de uma morte quase certa? Ou agir com calma e inteligência, descobrindo novas informações que podem ajudá-los a revelar o verdadeiro e assassino propósito do Teste para, posteriormente, encontrar uma maneira de acabar com tudo isso, salvando a vida de milhões de pessoas inocentes que nem imaginam o que o futuro pode aguardar para elas?
Mas nada será fácil, porque neste mundo de intrigas, mentiras e busca por sobrevivência, ninguém pode ser confiável, mas uma pessoa sozinha não conseguiria acabar com toda uma rede de mentiras e mortes, liderada por poderosos e pessoas populares. E um grande conflito poderia gerar uma grande guerra, matando milhares de outros inocentes. E agora, o que fazer, como fazer e, mais importante, em quem confiar? É isso que Cia precisa descobrir, antes que seja tarde demais.
Este é o segundo volume da trilogia que começa com “O Teste” (clique no título para ler a resenha), mas não há qualquer tipo de spoiler abaixo, então vocês podem ler tranquilamente, mesmo quem ainda não leu o primeiro livro.
Não podemos negar que a trama construída por Charbonneau continua bastante inteligente nesta continuação, tudo o que ela coloca em suas páginas vem acompanhado de explicações pertinentes e verdadeiras. Ou seja, Cia não faz absolutamente nada sem refletir sobre o assunto primeiro, ponderar o que pode dar certo ou errado e as consequências, etc., e ela comenta, em seus pensamentos, como fez para chegar às suas conclusões, explicando-as minunciosamente. Isto ocorre em ações que ela precisa fazer, decisões que tem que tomar, coisas que necessita construir, quais caminhos deve tomar, em quem deve confiar, etc.
As partes com ação e tensão ainda aparecem neste livro, mesmo que com menos intensidade, porque é mais “escondido”, já que agora os estudantes de Tosu City também fazem parte da trama central, que acontece na Universidade. Mas a autora soube colocar perigos e mortes na iniciação e a insinuação de algo assim depois deste período, já que esta última parte só podemos imaginar porque Cia não passa por isso, mas descobre algumas verdades e desconfia de muitas outras.
Gostei de ver que a autora soube criar umas reviravoltas muito bem feitas e que fazem total coerência com os acontecimentos desde o começo do Teste até os dias atuais. Joelle inclusive sabe interligar cada partícula da teia de acontecimentos e informações criada por ela, não deixando algo sem explicação ou mal colocado. Tudo faz sentido e se liga de alguma forma em certo momento.
Também dá para notar as críticas que a escritora coloca em seu texto de forma sutil sobre a nossa sociedade atual e também sobre o ser humano de maneira geral e é realmente muito interessante prestar atenção nestes trechos para refletirmos por fora da leitura.
Gostei bastante desta sequência, tanto quanto do primeiro volume, mas a narrativa da autora é meio lenta, já que ela é bem detalhista com cenários, objetos e coisas relacionadas, e também bastante minuciosa com ações e comportamentos, o que acaba tornando a leitura menos fluida e, consequentemente, mais cansativa. Eu já pego meu exemplar para ler sabendo que vou demorar um pouco mais do que eu geralmente demoro para terminar uma leitura do mesmo tamanho, por conta desta dificuldade em avançar as páginas com mais agilidade. Não considero que este seja um ponto negativo, mas acredito que a leitura flui melhor quando a pessoa está no clima para este tipo de narrativa.
Cia já é extremamente inteligente, com um QI possivelmente mais alto do que todas as outras pessoas da série que conheci até agora, e isso levando em consideração os outros alunos e também pessoas de cargos maiores, inclusive os muito inteligentes ou renomados. Então sempre que há algum desafio Malencia é a primeira, ou, no máximo, uma das top primeiras a terminar os desafios, completar tarefas, desvendar pegadinhas, etc. E tudo isto com um raciocínio extremamente rápido, ou seja, ela dificilmente demora um tempo um pouco mais longo (acho até que isso nunca aconteceu) para completar ou descobrir alguma coisa, tanto em relação ao que é obrigatório, quanto ao que ela só precisa/deseja saber, como coisas “clandestinas”, por exemplo.
Além disso, todos os desafios pelos quais Cia precisa passar, situações que tem que enfrentar, ou objetos que precisa construir, ela sempre sabe como fazer para chegar a um resultado final porque já passou por aquilo antes, já construiu algo igual anteriormente, já leu sobre o assunto, ou conhece alguém que fazia aquelas coisas, geralmente muito bem. Mesmo que ela tenha vivido sua vida inteira em um local com pouco mais de mil habitantes e afastado de todo o resto, tudo o possível e imaginável já aconteceu/foi feito por lá, o que acaba soando meio artificial.
Só acho que Cia tem muita sorte e às vezes isso soa até mesmo um pouco forçado e eu vou explicar o motivo de achar isto. Mesmo com todas estas vantagens por conta de sua inteligência, ela também está sempre no lugar ideal e na hora certa de ouvir revelações que são descobertas muito importantes que mais ninguém antes soube ou conseguiu encontrar, e nunca é pega escondida por alguém ruim, já que os que geralmente acabam descobrindo-a por acaso ou porque a seguiram, são pessoas boas que querem lhe ajudar ou vão fazer algo positivo para ela, além de confiarem facilmente na garota mesmo com tanta gente sem ser digno de confiança por perto, e, quando é alguém com má índole que a encontra, a pessoa se dá mal porque ela é ajudada por outro.
Descobrimos o segredo de Tomas que tinha ficado sem explicações antes, e também sabemos de novas revelações sobre ele e, com isso, o romance entre ele e Cia dá um passo a mais, resta vocês lerem para descobrir se é para frente ou para trás. Agora só vou torcer – e esperar – que não haja mais nada escondido que possa mudar completamente o modo como eles estão interagindo, que poderia colocá-la em perigo.
Há algumas situações arrebatadoras mais para o final que eu definitivamente não estava esperando, inclusive a morte de um personagem que eu gostava muito, o que me deixou bastante abalada. E o fim em si nos deixa com aquela sensação de “preciso do próximo para ontem!”, principalmente porque Cia fez algumas descobertas que eu não havia previsto até então, e ela também percebeu que a forma como estavam lidando com tudo aquilo não era exatamente a correta, se dando conta de que ela mesma precisa modificar as coisas se quer ver tudo mudar.  Além disso, uma pessoa muito importante está por perto e com certeza será de grande ajuda no último livro.
Amo estas capas, que são lindas e únicas e representam completamente o enredo e a protagonista, já que os símbolos tem tudo a ver com cada etapa que Cia está vivenciando. Cada uma das obras é de uma cor predominante e a deste exemplar é azul, e todos eles combinam entre si e ficam maravilhosos juntos na estante. A capa da edição impressa tem alto relevo e verniz localizado no título e no símbolo, além de números envernizados no fundo. A diagramação interna é super confortável para a leitura, com fonte e espaçamentos em tamanhos ideais. As folhas são amarelas e na orelha de trás há um marcador destacável lindíssimo.
Esta é uma trilogia cujos três volumes já foram publicados no Brasil, assim como o conto #0.5, denominado “O Teste - Uma Introdução”, que foi lançado exclusivamente em versão digital, mas pode ser baixada gratuitamente em diversas livrarias online nacionais. Então, quem não gosta de esperar, pode ir correndo comprar seus exemplares, e quem curte edições econômicas por serem mais em conta, também podem encontrar com facilidade um box com os três livros.
Para aqueles que querem uma distopia extremamente bem construída, com uma protagonista forte e inteligente, um cenário bem explorado, um Teste terrível, buscas pela sobrevivência e a possibilidade de confiar na pessoa errada assombrando cada etapa do caminho, a trilogia “O Teste” é a indicação certa.
Avaliação



Quando o Amor Acontece – Thaís Santos Lurco

Alex leva uma vida bastante solitária, afinal seu pai foi embora, sua mãe vive bêbada e nem consegue mais passar um tempo de qualidade com a filha, sua “perfeita” irmã mais velha é casada e feliz e não tem tanto contato com a garota, e ela não tem nem amigos. Em seu aniversário de dezessete anos, bastante melancólica e sem ninguém com quem comemorar, ela acaba indo a um parque que sempre frequenta, e cai no choro com toda a situação em que sua vida se encontra. E é quando as coisas começam a mudar.
No meio de sua crise de choro, ódio e tristeza, eis que aparece um garoto que a pergunta se está bem e a oferece para levá-la para casa. Jacob, como se apresenta, é uma graça com seu estilo nerd, e lindos olhos azuis por trás dos óculos de grau. Ela acaba aceitando sua companhia, meio a contragosto, e acaba gostando um pouco dele, mesmo que em seguida decida fugir, deixando-o para trás.
Mas a cidade de Chestertown é realmente pequena e eles acabam se encontrando no colégio onde ela estuda, passam a se conhecer melhor, e sentimentos acabam surgindo entre os dois. Será que Alex está realmente preparada para se entregar emocionalmente a outra pessoa quando sua vida está uma bagunça? E será que Jake vai retribuir sua confiança e carinho?
Este é o primeiro livro juvenil lançado pela Editora Charme, e também o primeiro pelo selo Entrelinhas, dedicado aos autores nacionais. Quando a capa foi revelada, logo me vi encantada e cheia de vontade de conhecer a obra mais a fundo, principalmente porque gosto bastante de enredos jovens e este parecia especialmente gracioso. Então, assim que foi possível, comecei minha leitura, que coincidentemente foi no dia vinte de abril, mesma data em que a história começa.
A trama construída por Thaís é fofa, com personagens adoráveis e situações reais que a grande maioria dos jovens enfrenta, como primeiro amor, amizades, inseguranças, medo do desconhecido, vida no ensino médio, etc., fazendo com o leitor desta faixa etária crie uma grande identificação com o que está lendo, quem já passou da idade pode recordar este período tão gostoso, e quem ainda não passou por isso pode continuar imaginando até chegar o momento de vivenciar suas próprias experiências.
Alguns outros pontos que a autora introduziu estão presentes na realidade do ser humano, mesmo que nem todos os jovens enfrentem, como alcoolismo na família, abandono por parte de um parente próximo, como no caso do pai de Alex, dificuldade em fazer amizades, falta de habilidades sociais, afastamento sentimental em relação à família, entre outras, que são muito importantes e sempre tópicos consideráveis para serem comentados em livros neste estilo, por isso que a autora ganhou pontos positivos comigo por utilizá-los em sua trama.
A narrativa de Thaís é bem gostosa e bastante fluida, e, por conta de o livro também não ser tão extenso (tem menos de duzentas páginas), a gente mal começa a leitura e, quando percebemos, já chegamos ao final.
Minha opinião fica dividida em relação a protagonista, Alex. Em alguns momentos eu gostava dela e torcia para que tudo desse certo e que ela se resolvesse, em outros ela me irritava bastante por sua falta de coerência, já que mudava de opinião com muita facilidade sem motivo nenhum aparente, e também era sentimentalista demais, a ponto de chorar em abundância. Principalmente para o final da leitura, as cenas em que ela não consegue conter as lágrimas e acaba caindo no choro copiosamente são muitas, o que acaba chateando um pouco o leitor.
De todos os personagens, os mais participativos, além da protagonista, foram Jake e Annabel, que acaba se tornando uma grande amiga de Alex. Ela tem atitude, é engraçada, fofa, uma boa amiga, e já viveu vários relacionamentos amorosos que não deram certo. Acho que seria bem interessante se a autora desenvolvesse uma história para Anna, pois eu com certeza iria querer ler um livro com ela como protagonista. O que me resta é torcer para que isso realmente aconteça.
“– Você pode fazer o que quiser, Annabel. Nós podemos fazer o que quisermos. Sonhar é de graça, mas realizar vem com a vontade de querer mudar.”
Jake é bastante fofo, daquele tipo de garoto que faz as meninas suspirarem, tanto nas páginas, quanto fora delas, com aquele jeitinho encantador e carismático. Ele está sempre ali, apoiando Alex e deixando sua vida melhor e mais leve. E, mesmo quando ela insiste em manter-se afastada dele ou quando o “empurra” para longe, Jake continua ali pela garota, perdoando-a, indo atrás delas muitas vezes, relevando algumas de suas atitudes, e sentindo cada vez mais carinho por ela, mesmo com tudo isso. Mas não considero que tenhamos conhecido tanto assim o personagem por fora do contato com Alex. Mesmo que a narrativa tenha sido feita em primeira pessoa por ela, gostaria de ter sabido mais detalhes sobre a vida pessoal do garoto, o que ele realmente sente por outras pessoas e suas interações com elas (como família e amigos), e o que ele deseja/pretende da vida, seus problemas, anseios, felicidades, etc.
O romance entre os dois é uma gracinha, porque mostra sobre as descobertas dos sentimentos, a forma como eles descobrem juntos o que é sentir algo a mais por outra pessoa e se entregar a estas sensações, como fazem para confiar um no outro e como Alex precisa confiar nela mesma também, aceitar a si própria e a sua vida, para depois aceitá-lo.
Só achei as atitudes de Alex inconsistentes demais. Por exemplo, ela ficava desejando ser beijada por Jake em diversas páginas, implorando por pensamento que isso acontecesse, se chateando quando não se concretizava, mas, quando o beijo de fato ocorria, ela se afastava ou chorava, ou outra coisa parecida, e depois voltava a querer beijá-lo de novo para afastá-lo em seguida. Essas mudanças de opinião, não só neste ponto, como em diversos outros, realmente incomodava, principalmente porque não existia uma explicação concreta de o porquê de Alex estar fazendo isso.
E acredito que a autora poderia ter explorado muito mais algumas situações e sentimentos dela e de outros personagens, porque de vez em quando eu ficava com uma sensação de não ter conhecido tudo o suficiente, principalmente no final, quando as informações foram jogadas sem aprofundamento, o que acabou impedindo o despertar das minhas emoções, que deveriam ter se manifestado por conta do que aconteceu.
A parte gráfica deste livro está um arraso! Começando pela capa, que é a coisa mais fofa, e passa bastante a ideia do enredo, tanto por conta da ilustração, quanto pelas cores, transmitindo um ar todo juvenil e encantador. A diagramação interna está muito bonita e complementa a capa, ou seja, todas as folhas possuem esta textura gráfica que está presente também na capa, e ainda conta com diversos detalhezinhos, como corações no início dos capítulos e na numeração das páginas, e uma mini ilustração com os pés, igual à da capa também, só que tudo em tons de cinza, muito fofo mesmo!
Se você busca um romance juvenil bem leve e descontraído, que seja volume único, e de autores nacionais, para valorizar os escritores brasileiros, então pode gostar de “Quando o Amor Acontece”.


Tentação ao Pôr do Sol – Os Hathaways #03 – Lisa Kleypas

Eu já havia lido os dois primeiros livros de “Os Hathaways”, "Desejo à Meia-Noite" e "Sedução ao Amanhecer" (clique nos títulos para conferir), e gostado bastante. Por este motivo, resolvi que iria ler a série completa, mesmo que cada volume seja independente e tenha como protagonista um irmão diferente. Agora, depois de ter lido este novo título, venho compartilhar com vocês as minhas experiências e opiniões através desta resenha, que vou relatar da melhor forma possível tudo o que achei desta obra.
Neste terceiro livro, vemos que a família Hathaway desta vez está hospedada em Londres, no magnífico hotel Rutledge, para a terceira temporada de eventos sociais, com a intenção de fazer com que Poppy se case. Mas isso não será tão fácil assim, já que ela é uma Hathaway, que, mesmo com o título de nobreza herdado pelo irmão Leo, ainda encontra alguns preconceitos, pois seus novos “parentes” são ciganos e seu título é recente. Além do mais, ela não é como uma garota comum para a época, já que é inteligente demais, tendo opiniões a respeito de tudo, e ainda é uma mulher forte e espirituosa.
Harry, o dono do hotel, é um cara inteligente, exigente, manipulador, contém um temperamento bem forte, e é bastante obstinado. Tudo o que ele tem na vida foi fruto de bastante suor e dedicação, ou seja, por mérito próprio. E, quando ele acaba conhecendo a jovem e linda Poppy, coloca na cabeça que ela é o que ele realmente deseja da vida e decide que vai fazer de tudo para transformá-la em sua esposa.
O que Harry não contava é que nossa protagonista estava apaixonada por outro homem e tinha planos para se casar com este, porém, ele logo dá um jeito e elimina o rival na “corrida” para o casamento com Poppy, utilizando vários meios para isso. Mas será que após tanta intriga e manipulação eles vão ficar juntos?
Achei bem legal poder conhecer um pouco mais da Poppy, já que ela não foi bem explorada em nenhum dos volumes anteriores. Adoro ler sobre esta família, pois eles são bem unidos, uns ajudando e protegendo os outros, o que é sempre bem legal e gostoso de se ler, e, além de tudo, eles são divertidos e amorosos.
Este livro é narrado em terceira pessoa, o que achei bem legal, já que assim conseguimos acompanhar tudo com um distanciamento que nos ajudou a compreender melhor cada coisa que estava se passando com todos os personagens.
A narrativa é rápida, fluida e a história é deliciosa, prendendo a gente desde o começo até o final com mais uma história dessa família tão divertida. Os personagens são maravilhosos, e gosto bastante de todos eles, pois cada um, com seu jeito de ser, conquista nós, leitores, com seus atos.
A diagramação interna da obra segue o estilo dos títulos lançados pela Arqueiro normalmente, com fonte e espaçamentos confortáveis para uma leitura duradoura e sem incômodos, e um capítulo novo começando na mesma página em que o anterior termina, sendo que este detalhe não me agrada tanto assim. Já a capa é bem bonita e segue um padrão com todas as outras da série, o que eu sempre adoro que aconteça, sendo cada uma de uma cor, e desta vez o branco é o destaque, tanto no vestido quanto no fundo da foto.
Esta é uma série de cinco volumes mais um conto, e todos eles já foram publicados no Brasil, sendo que este último apenas em versão digital, mas vocês podem baixar o e-book gratuitamente em várias livrarias nacionais. Como as histórias são independentes, você não precisa ler na ordem ou pode escolher somente as sinopses que mais te agradam para conhecer mais a fundo os protagonistas específicos dos livros em questão. Mas, caso leia todos (o que eu indico que faça, porque valem super a pena), é melhor que seja na ordem para não saber de spoilers do que acontece com os personagens dos livros anteriores e outros detalhes mais.
“Tentação ao Pôr do Sol”, como os números anteriores desta série, consegue nos capturar nas páginas de uma forma bastante agradável, fazendo com que a gente se encante com esta família, que mesmo se passando em uma época de costumes diferentes dos nossos, mostram que eles são unidos e com cabeças bem à frente do tempo deles.
Recomendo este título para todas as pessoas que curtem histórias divertidas e gostosas, que trazem personagens incríveis em uma narrativa ágil e fácil. Caso você ainda não tenha lido nenhum livro de “Os Hathaways”, não deixe de fazer isso o quanto antes, pois com certeza logo irá se apaixonar por esta família encantadora.
Avaliação



Abandonado - Vinícius Pinheiro

Volta e meia aceito um convite inusitado para leitura de um livro que nunca compraria. Faço isso porque corro risco de conhecer bons autores e boas obras que de outra maneira não seriam possíveis, faço também pela experiência que a leitura propicia, toda leitura é um tijolinho novo na minha parede de referências e conhecimento. Meu tijolo novo é Abandonado, escrito por Vinícius Pinheiro e publicado pela Geração Editorial.

Nesta trama conhecemos Alberto Franco, um adulto jovem que está tentando encontrar seu lugar na vida em meio a oportunidades jornalísticas e roteiros de cinema. Seu universo se revira quando esbarra com Clara Bernardes, uma jovem atriz sedutora que o convida a adaptar um livro paras telas do cinema, ao mesmo tempo em que invade sua rotina na cama. Tentando sobreviver ao relacionamento e as constantes interações com a vidente Carmem, Franco não sabe o que fazer para conseguir Clara ao mesmo tempo em que sua carreira se desenvolve, será que ele será capaz de lidar com suas sombras?

Escrever a sinopse deste livro não é tarefa fácil, embora possamos identificar uma trama central não é exatamente sobre ela que o livro fala, mas sim de uma narrativa feita em primeira pessoa e direcionada a uma terceira pessoa que é descoberta na reta final do livro. Franco narra seu encontro com Clara e as desventuras em série que se dão depois disso. Mas mais do que um homem azarado e com sorte (sim ele é essa dualidade) trata-se de um menino que não cresceu e não consegue a boneca que escolheu.

Alberto Franco é como um satélite que foi sugado por um enorme planeta (Clara) e não sabe fazer outra coisa que não girar ao redor de sua órbita. Sua personalidade é perturbada e isso só piora com o tempo. Ele sabe que possui talento para a escrita, mas não a leva a sério, já que suas conquistas são vistas com naturalidade. Ao mesmo tempo em que não se acha capaz dos desafios que lhe são propostos, os faz com uma naturalidade que chega beirar a inocência (caso de um texto sobre futebol que ele produz), sem perder de vista o sarcasmo e a ironia.

Clara é uma jovem que não mede esforços para decolar em sua carreira, seja ficando nua em tempo integral em um filme, seja enganando pessoas para o laboratório de seu personagem. Ela tem o dinheiro de sua família, e a cidade de São Paulo como seu playground. Os homens são objetos que a divertem mas que não a prende, e ela não consegue perceber a dimensão de seus atos, mesmo quando culminam em situações ruins para si mesmo. É tão perturbada quanto Franco, talvez por isso eles juntos sejam uma explosão perigosa.

Outros coadjuvantes são os amigos de república de Franco que pouco aparecem mas que muito afetam sua vida. Alguns funcionários do jornal, local de trabalho de Franco, trabalham em um realidade jornalística doente e sem ética. Por fim uma vidente, Carmen, que parece tudo saber e nada dizer e que é o fio que amarra todos os personagens no que ela acredita estar previamente escrito.

O desfecho da história é perturbador, e a loucura é quem toma a frente de tudo. A obsessão do personagem por Clara toma proporções que eu não esperava e talvez este seja um destaque do livro, já que o envolvimento na leitura acaba fazendo perder de vista que o personagem simplesmente enlouqueceu!

Abandonado soa facilmente como um filme alternativo que termina com uma sensação perturbadora, com personagens extremamente humanos e densos que nos perturbam por fazer da realidade uma banalidade insana onde o que existe é a vontade de cada ego em vencer, seja no trabalho, no amor ou na própria loucura.

"No fundo, todos ali, incluindo agora minha cunhada grávida, não passavam de figurantes desnecessários na própria vida de cada um" (Pág. 83)








Starling – Starling #01 – Lesley Livingston

Neste volume, conhecemos sobre a história de Mason Starling, uma jovem que veio de uma família super rica, mas que nunca deixou o dinheiro subir a sua cabeça. Ela é uma menina muito habilidosa, e é apaixonada por esgrima. Por este motivo, treina bastante na Academia Gosforth, e é a campeã de seu estado neste esporte. Certo dia, quando estava treinando à noite na academia, começa uma tempestade horrorosa em Manhattan, fazendo com que ela e seus amigos fiquem presos lá dentro. E, ao tentarem sair, se deparam com criaturas horríveis, que parecem vagamente com humanos e que começam a atacá-la.
Agora, Mason se vê tendo que lutar pela sua própria vida, assim como a dos seus amigos, utilizando suas habilidades com a espada. Tudo fica ainda mais esquisito na vida de nossa protagonista quando um lindo, loiro e pelado guerreiro aparece para ajudá-la a salvar a sua vida e a de seus companheiros, ajudando-os a sobreviver.
Desde que vi que este livro seria lançado pela editora Jangada, fiquei louca com a capa e a sinopse, desejando fortemente tê-lo em mãos para começar a minha leitura. Assim que consegui, passei-o na frente de vários outros que estavam na minha pilha, já que amo histórias sobrenaturais que apresentem romance, fantasia e bastante ação. E como esta prometia isso tudo, logo comecei a minha leitura. Então estou aqui para compartilhar nesta resenha as minhas opiniões a respeito desta obra escrita por Lesley Livingston.
O livro é narrado em terceira pessoa, alternando o foco em alguns personagens, o que achei bem legal, já que assim conseguimos acompanhar melhor tudo o que se passa com eles, criando um certo distanciamento, onde aproveitamos para conhecer tudo no geral. Os personagens são incríveis, cada um consegue conquistar a gente com o seu jeito de ser, e gostei bastante de acompanhar todos eles.
O enredo gira em torno de uma profecia, e eu gosto bastante de quando os autores utilizam esta abordagem. Além do mais, foi muito bom conhecer um pouco melhor sobre a Mitologia Nórdica, já que eu não tinha tanto conhecimento sobre o assunto, e de ver todos os elementos que a autora criou para transformar este livro em uma história incrível cheia de ação, suspense, seres sobrenaturais, uma pitada de romance e bastante aventura.
A narrativa é rápida, fluida e consegue nos prender do início ao fim com todos os detalhes utilizados pela autora, que deixam a trama deliciosa. O final foi daquele tipo que, apesar de termos algumas revelações incríveis, precisamos do próximo volume para ontem, para sabermos o que vai acontecer.
A capa é muito bonita e chama a minha atenção de longe. O texto está muito bem diagramado, com uma tipografia ideal para uma leitura fácil, e ainda conta com espaçamentos confortáveis para nossa vista. As páginas são amarelas, o que é sempre um ponto bastante positivo nas edições impressas.
Recomendo “Starling” para todas as pessoas que procuram algo incrível para ler, recheado de elementos sobrenaturais, que consegue prender a gente com uma narrativa rápida, fluida, eletrizante, que tem uma profecia no enredo, e ainda conta com personagens incríveis que conquistam a gente. Se você, assim como eu, gostar de livros que trazem tudo isso, não deixe de ler este exemplar, pois a história é realmente deliciosa.
Avaliação



Lançamentos de Abril das Editoras Gente e Única


Oii, gente! Como vocês estão? Hoje é dia de falar de lançamentos! Desta vez, trouxemos os da Editora Gente e seu selo de ficção, Editora Única, duas queridinhas nossas, que estão com títulos incríveis este mês. Quais mais interessaram vocês?
As Pontes de Madison - Robert James Waller (Skoob)
Apaixone-se novamente com o clássico que emocionou a todos no cinema.
O ano é 1965, e a cidade de Iowa, interior dos Estados Unidos, parece estar ainda mais quente nesse verão. Francesca Johnson, uma mãe de família que vive uma vida pacata do campo, não espera nada além dessa temporada do que o retorno dos filhos e do marido, que viajaram. Sua tranquilidade, porém, será interrompida com a chegada de Robert Kincaid, um fotógrafo de espírito aventureiro que recebeu a missão de registrar as belíssimas pontes de Madison County.
Francesca e Robert comprovaram para o mundo que o valor das coisas está realmente na intensidade que elas carregam e não no tempo que duram. Casada, mãe, Francesca não deveria ter sentimentos tão fortes por esse fotógrafo. Assim como ele, um homem tão livre, nunca se viu tão preso a alguém que acabou de conhecer. E é justamente assim que as paixões intensas funcionam: é como ser atingido por um raio quando menos se espera, e, de repente, seu corpo e sua existência estão preenchidos de energia, sem ter como voltar atrás para o estado anterior. E perdemos todo e qualquer pudor ao ver que é possível, uma vez mais, encontrar espaço para dançar.
As Pontes de Madison dá voz aos anseios de homens e mulheres de todo mundo e mostra, por meio desse encontro fortuito e avassalador, o que é amar e ser amado de forma tão ardente que a vida nunca mais será a mesma.Ele me deu uma vida inteira, um universo, e transformou minhas partes fracionadas em um todo.
>> Este é o livro que originou o filme homônimo, que foi sucesso mundial de bilheteria em 1995, e agora completa 20 anos. As Pontes de Madison é um dos maiores best-sellers do século XX, com mais de 50 milhões de exemplares vendidos.
O Manual da Garota Geek - Sam Maggs (Skoob)
Fica a dica, mundo: nada é mais legal do que ser uma garota geek.
O manual da garota geek é o guia especial de tudo aquilo que nos faz incrível: nossas paixões. Embora o restante da humanidade acredite que as geeks são pessoas muito estranhas, a verdade é que apenas amamos e nos envolvemos demais com as melhores coisas da vida. Não importa o que você ame – quadrinhos, seriados de ficção científica, literatura juvenil –, se acabou de chegar ou se adora há anos, para ser uma garota geek o importante é amar com intensidade.
Desde aprender a iniciar um blog legal sobre seus hobbies, planejar o próximo cosplay, organizar um evento geek ou simplesmente entender que tipo de nerd você é, este livro está aqui para ajudá-la. Encontre aqui tudo o que você precisa para que sua nerdice seja longa e próspera!
>> A autora Sam Maggs é escritora e produtora de TV. Nomeada “Awesome Geek Feminist of 2013”, Sam é uma das editoras da The Mary Sue e faz aparições constantes na MTV, falando sobre cultura pop.


O Destruidor de Corações – MMA Fighter #01 – Vi Keeland

Elle segue com sua tranquila vida normalmente, tem um emprego estável em uma carreira da qual gosta bastante e é boa no que faz, seu ambiente de trabalho é bem calmo e com pessoas muito boas para ela, sua vida amorosa também é bastante satisfatória e ela mantém um relacionamento sereno com um ótimo partido, e mora em sua própria casa de forma bem confortável. As emoções ficaram para trás, porque a falta de controle pode trazer consequências irremediáveis, como ela mesma já vivenciou antes. Por isso, não há nada muito dramático envolvendo-a em sua vida atual e ela se sente sossegada em relação a isso, afinal, precisou de bastante esforço e lutas diárias para chegar a este ponto.
Nico Hunter também tem um passado obscuro. O que aconteceu em sua vida ainda é recente e tem pouco mais de um ano, mas as consequências daquela noite ainda o assombram, impedindo-o de seguir em frente justamente naquilo que mais gosta, sua vocação, sua paixão: MMA.
Até que eles acabam se conhecendo. Nico vai ao escritório de Elle para que a advogada o ajude numa quebra de contrato, e o interesse mútuo entre os dois logo nasce. Naquele momento eles ainda não sabiam, mas suas vidas, apesar de bem diferentes, têm muito em comum. Um romance começa a se desenvolver e um acaba sendo mais importante para o outro em suas buscas por perdão próprio do que poderiam prever. Mas será que o passado pode realmente ficar para trás ou ele sempre vai voltar para atrapalhar tudo?
Confesso que estava empolgada para ler este livro desde que soube de seu lançamento aqui no Brasil, isso porque o personagem é lutador e, apesar de eu não ser uma fã de lutas, sou bastante fã de Travis Maddox, personagem de Belo Desastre (Jamie McGuire), que também participa de lutas, mesmo que não seja de MMA. Então eu queria muito, muito ler esta trilogia de Vi Keeland, e, olha, ela me conquistou também!
A história é narrada por ambos os personagens principais, Elle e Nico, em primeira pessoa, sendo que cada um é responsável por um capítulo, nos dando uma visão mais ampla de suas vidas e sentimentos, mas os dela são mais frequentes do que os dele. E eu adoro mesmo quando existe esta possibilidade de termos duas visões de uma mesma trama.
Nico é total e completamente encantador! Ele tem um lado fofo que eu simplesmente amo e também aquele lado másculo com uma aparência arrebatadora. Apesar de ser todo musculoso e cheio de tatuagens e, portanto, parecer um bad boy à primeira vista, ele não é nada disso. Pelo contrário, é um homem carinhoso, com uma personalidade cativante e uma pitada de romantismo, com um bom humor adorável e ainda um lado mais vulnerável e com defeitos, como todo ser humano.
Eu me candidato para arrumar um Nico só para mim. Se tiver um lutador gato (estilo Josh Thomson ou Luke Rockhold, quem sabe! haha) e fofo por aí dando mole, pode me procurar! Hahaha Brincadeirinha (ou não), mas que Nico é realmente apaixonante, isto ninguém pode negar.
Também curti a Elle e a construção da personagem. Ela não é daquele tipo inocente e virgem, é uma mulher normal que leva uma vida como qualquer outra, como eu ou você. No começo do livro ela está se relacionando com outra pessoa numa relação sem rótulos estável e acomodada, que não tem muita emoção, e isso é bem real. Afinal, a grande maioria das pessoas já passou por um relacionamento deste estilo. Além disso, sua personalidade condiz com seu passado, que foi ruim, mas ela soube se estabilizar num bom ponto, lidando com as consequências de um ato seu que a mudou completamente quando era mais nova e que, hoje, ainda a assombra como um fantasma, mas não é o que movimenta sua vida, já que ela é madura e procurou ajuda quando necessário. E Elle sabe o que quer e vai atrás disso, sem complicações ou dramas, sabe ser forte ao mesmo tempo em que é frágil em algumas situações também.
Outros personagens que conseguiram me conquistar foram Regina e Preach, por suas amizades e cuidados com os protagonistas, porque eles acabaram se tornando os alicerces de Elle e Nico respectivamente, em momentos obscuros pelos quais ambos passaram. Também adorei alguns outros que apareceram pouco, mas já têm meu carinho, como Leonard, chefe de Elle, Vinny, um garoto que é treinado por Nico, e Lily, sua cunhada.
Gostei bastante do relacionamento do casal e de como foi desenvolvido. Mesmo que no começo as coisas tenham se encaminhado com um ritmo um pouquinho acelerado, não soou forçado neste caso e, sim, natural. Duas pessoas com atrações físicas e de personalidade se conhecendo melhor para depois os sentimentos surgirem. E, apesar de bem diferentes entre si, eles também são bastante parecidos em alguns aspectos e combinaram perfeitamente juntos.
Curti também o fato de não mostrar que Nico é aquele “pegador”, como obras deste estilo sempre fazem. Sabemos deste fato, que é citado algumas vezes, inclusive por seu nome de luta, ‘Destruidor de Corações’, mas não precisamos presenciá-lo em ação, já que sua fama é do passado e não do presente.
Por conta de pequenos detalhes que Elle citava quando recordava seu passado, quando houve a revelação do que havia de fato acontecido, eu já imaginava o que era, mas nem por isso a situação se tornou menos merecedora de atenção exatamente pelo fato de que a autora soube trabalhar a conversa reveladora e também a forma como Elle lidou com tudo aquilo desde pequena até a atualidade.
A autora soube trabalhar muito bem com o pano de fundo emocional dos protagonistas. Uma das questões que mais curti em relação a este ponto é que nada foi resolvido de uma hora para outra sem mais nem menos. Por exemplo, mesmo quando pensei que Nico já ia superar suas angústias com facilidade só porque descobriu o amor (isso acontece bastante na ficção), Vi Keeland nos mostrou que o problema era mais forte e ele ainda estava abalado com os acontecimentos. E mesmo assim ela encontrou uma forma que eu considerei bem satisfatória para que ele derrotasse esta batalha interna. Foi com a ajuda de Elle? Sim, ela foi uma peça importante nisto, mas com uma ação coerente.
Achei a narrativa de Keeland deliciosa, daquele tipo que a gente não se cansa nem por um segundo e fica com vontade de continuar lendo, além de ser bastante fluida, ter sido apresentada em forma de capítulos curtos (o que deixa a leitura ainda mais ágil), e deixar a gente com um sorriso no rosto em diversas situações e com lágrimas nos olhos em outros momentos.
Apesar de parecer um romance erótico pela sinopse, não acho que deva ser considerado assim, porque, apesar de realmente encontrarmos algumas cenas de sexo explícito, elas funcionam como segundo plano do enredo criado pela autora. A história é muito mais do que sexo, tanto na questão emocional do relacionamento do casal, quanto em relação à quantidade de páginas em que estão presentes. O livro é um romance contemporâneo onde o sexo é a consequência natural do envolvimento amoroso de Nico e Elle, ou seja, as vidas e sentimentos deles são o destaque e não o que eles fazem entre quatro paredes. E isso é o que mais me atraiu neste livro, porque é exatamente desta forma que eu prefiro encontrar cenas eróticas nas minhas leituras, elas podem estar presentes, mas não sendo o grande destaque. Então realmente acho que pessoas que pensam como eu, ou os que têm preconceito com este estilo, podem ler tranquilamente porque vão curtir este exemplar.
A edição nacional está linda. A capa original foi mantida, o que achei ótimo porque é muito bonita e combina perfeitamente com a história, e a versão impressa conta com textura soft touch (aveludada), de um material de ótima qualidade e os dedos não ficam tão marcados com o manuseio, como acontece com alguns outros títulos impressos com a mesma textura. A diagramação interna segue o padrão da Editora Charme, da qual gosto bastante, pois a fonte e os espaçamentos possuem tamanhos bem agradáveis para uma leitura tranquila. A tipografia do número de cada capítulo é a mesma do título e as folhas são amarelas.
Como comentei mais acima, este volume é o primeiro da trilogia MMA Fighter, mas cada livro é independente e conta com seus próprios protagonistas, então o leitor não precisa ler todos e nem na ordem para entender cada trama. A semelhança entre cada um deles é que todos são lutadores de MMA e, se eu não me engano, um aparece no livro do outro. Não tenho certeza se vamos saber do futuro de Nico e Elle nas sequências, mas espero que sim (conto depois que lê-las). A ótima notícia é que a Editora Charme confirmou que já vai lançar o volume dois ainda neste semestre e eu não vejo a hora de ter meu exemplar em mãos.
Se você busca um livro super hot com aquela pegada, este não é este o título que está procurando, mas se quer um romance bem real, onde o sexo está presente, mas não é o mais importante, e, sim, a personalidade dos protagonistas, suas vidas e seus crescimentos como pessoas, então vai se interessar por esta história de perdão, superação e que mostra que seguir em frente é algo que buscamos dentro de nós, mas que precisamos de ajuda no meio do caminho para chegarmos ao nosso objetivo. Espero que eu realmente tenha conseguido transmitir em palavras o quanto eu gostei desta leitura, porque ela vale mesmo a pena.
Avaliação



Conheçam o Selo Agir Now

Quatro anos atrás, mais especificamente em 09/04/2011, nós fizemos um post aqui no blog anunciando uma nova parceria: a Editora Agir. O House of Chick havia nascido há apenas alguns meses e nossa alegria com a notícia foi imensa. Hoje a alegria é basicamente a mesma, porque estamos anunciando o novo selo jovem do Grupo Ediouro Publicações, que acaba de nascer e já vem com muitas novidades incríveis: o Agir Now!
Para apresentar este selo, a editora realizou dois eventos para conversar com um pouquinho mais com os alguns blogueiros e nós fomos um dos convidados para o evento que aconteceu aqui no Rio de Janeiro. Quem foi representando o blog foi a Ana Paula, e agora vamos trazer algumas informações bem legais que foram anunciadas no dia.
Então, conheçam a Agir Now!
SOBRE A AGIR NOW
Um novo selo, com a cara dos seus leitores, com tudo que o pessoal mais gosta e quer ver, está chegando. A identidade visual antenada não trata o público como criança e veste a camisa de um pessoal mais moderno, que pensa diferente, que tem orgulho de pensar por si próprio, sem seguir modas, sem reproduzir preconceitos, sem fingir ser quem não é.
A Agir Now traz livros de qualidade que estão faltando no mercado, com uma comunicação única, bem próxima dos seus leitores. A gente quer falar com você, sim, você! Você que gosta de se divertir, que entende que cultura não precisa antiga, que está a fim de abrir a cabeça para ideias novas. Você que tem orgulho de ser diferente, que está ligado no que está acontecendo no mundo, que quer ser ouvido.
>> A logo do selo que tem o “Now” indo para fora da caixa, indica exatamente a ideia do selo, pensar fora do normal e no agora, trazendo títulos sempre atuais e que tem tudo para ser sucesso.
>> Com uma equipe jovem, a Agir Now chega ao mercado editorial com um foco totalmente novo e a missão de publicar títulos YA (Young Adults) internacionais diferenciados. A intenção é de lançarem um livro por mês.
>> Siga o selo nas redes sociais para saber sempre em primeira mão as próximas novidades, principalmente porque eles vão ter uma forte presença online bem focada no que o público jovem adulto gosta:
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LANÇAMENTO
Vivian contra o Apocalipse - Vivian Apple #01 - Katie Coyle (Skoob)
Vivian Apple tem 17 anos e mal pode esperar pelo fatídico “Arrebatamento” — ou melhor, mal pode esperar para que ele não aconteça. Seus devotos pais foram escravizados pela Igreja há tempo demais, e ela está ansiosa para que tudo volte ao normal. O problema é que, ao chegar em casa no dia seguinte ao suposto evento, seus pais sumiram e tudo o que restou foram  dois buracos no teto…
Ela está determinada a seguir vivendo normalmente, mas, quando começa a suspeitar que eles ainda podem estar vivos, Vivian percebe que precisa descobrir a verdade. Junto com Harp, sua melhor amiga, Peter, um garoto misterioso que tem os olhos mais azuis do mundo e informações sobre um possível paradeiro dos seguidores da Igreja (ao menos é o que ele diz), e Edie, uma Crente que foi “deixada para trás”, os quatro embarcam em uma road trip pelos Estados Unidos em pleno pré-apocalipse. Mas, depois de atravessar quilômetros enfrentando eventos climáticos bizarros, gangues de fanáticos  religiosos vingativos e um estranho grupo de adolescentes autointitulado “Novos Órfãos”, Vivian logo vai entender que o Arrebatamento foi só o começo.
Katie Coyle, vencedora do Young Writers Prize do jornal The Guardian em 2012, imagina uma realidade infelizmente muito próxima da nossa, em que capitalismo, política,  entretenimento e religião se combinam para criar uma cultura de intolerância que o Arrebatamento só faz aumentar. Com reviravoltas surpreendentes, humor mordaz típico da geração Y e personagens femininas que não devem nada a ícones pop como Buffy e Rory Gilmore, Vivian contra o apocalipse é uma estreia única que vai fazer você questionar até onde iria pela verdade.
Sobre a autora:
KATIE COYLE cresceu em uma cidadezinha suburbana de Nova Jersey. A primeira história que escreveu foi sobre uma menina com um golfinho de estimação — em algum momento o golfinho virou um cachorro e a narrativa em terceira pessoa passou para a primeira, sem a menor cerimônia. O livro nunca foi terminado. Desde então, porém, Katie passou incontáveis horas inventando histórias sobre as coisas incríveis e estranhas que acontecem com garotas durante a adolescência. Ela fez mestrado na Universidade de Pittsburgh e passa o tempo livre comprando livros de que não precisa e chorando com séries de ficção científica na tevê. Você pode encontrá-la no Tumblr (www.katiecoyle.tumblr.com) e no Twitter (www.twitter.com/krcoyle).
>> Tem uma entrevista exclusiva com ela no site da Agir Now e vocês podem conferir CLICANDO AQUI.
Vídeo especial para os leitores brasileiros:
A autora Katie Coyle é uma fofa e gravou um vídeo para nós falando um pouco sobre seu livro e ainda arriscou falar umas palavras em português (e saíram ótimas!)! Assistam! *-*
NOVIDADES E PRÓXIMOS LANÇAMENTOS
Já foram anunciados alguns títulos que serão publicados ou relançados ainda este ano pela Agir Now. Confiram abaixo as novidades, porque só tem obra maravilhosa chegando! :D
- As capas abaixo ainda não são as oficiais que serão publicadas este ano.
>> O primeiro título publicado pelo selo é “Vivian contra o Apocalipse”, de Katie Coyle, uma distopia que parece ser incrível e já está às vendas! Conferiram a sinopse e a capa acima? A resenha sairá em breve aqui no blog.
>> A editora vai republicar outros livros, como a série “Os Lobos de Mercy Falls”, que fez bastante sucesso no mundo inteiro e já havia sido lançada aqui no Brasil pelo selo Agir, mas as capas eram diferentes e os tamanhos dos volumes também. Só que agora a Agir Now vai publicar todos os três volumes ainda em maio, com as capas no mesmo estilo e tamanho!! Fãs de Maggie Stiefvater (e lobos) já podem comemorar!!
>> “Sinner”, quarto volume de “Os Lobos de Mercy Falls”, ainda inédito no Brasil, que é narrado pelos personagens Cole St. Clair e Isabel, será publicado na Bienal do RJ deste ano, em setembro.















A Morte de Sarai – Na Companhia dos Assassinos #01 – J. A. Redmerski

Em “A Morte de Sarai”, passamos a conhecer um pouco mais sobre Sarai, uma típica garota americana, que sonha em terminar a escola e conseguir uma bolsa de estudos em uma boa faculdade, mas que vê sua vida e seus planos tomarem um rumo completamente diferente quando sua mãe resolve levá-la, com apenas quatorze anos, para morar em um cartel de drogas no México para viver ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e de mulheres.
Sua mãe, depois de um tempo, morre, e ela se vê sozinha neste mundo que a transformou em uma garota mais forte. E, apesar de não sofrer maus tratos, ela convive diariamente com meninas que não tiveram esta mesma sorte, fazendo com que nossa protagonista tenha como meta de vida fugir deste lugar no meio do deserto, onde a prendem. Quando ela vê um americano que apareceu na base para negociar com Javier, vê sua chance de fugir e, mesmo sem saber nada sobre este cara de nome Victor, ela se arrisca mesmo assim, com a esperança de sair daquele local, se escondendo no carro dele.
O que Sarai não poderia esperar é que Victor é um assassino cruel, que trabalha para uma ordem secreta, e que logo no início não a mata somente para utilizá-la como moeda de troca. Mas aos poucos a convivência com ela o faz mudar de ideia e o homem começa tendo sentimentos que não consegue controlar, e agora quer protegê-la das diversas situações bem arriscadas pelas quais passam, já que eles se metem em muitas confusões.
Quando li a sinopse deste livro, fiquei bastante interessada nesta obra, que me parecia trazer uma história bem diferente e ao mesmo tempo bastante intrigante, duas características que me atraem fortemente. Portanto, assim que a oportunidade surgiu, comecei esta leitura, e agora venho compartilhar com vocês as minhas opiniões a respeito desta obra escrita por J. A. Redmerski e publicada aqui no Brasil pela Suma de Letras.
Este título é narrado em primeira pessoa, alternando o ponto de vista entre os protagonistas Sarai e Victor, o que achei muito bom, já que assim dá para o leitor conhecer melhor os pensamentos e sentimentos de cada um deles, mergulhando na trama criada pela autora de uma forma mais ampla.
A narrativa de Redmerski é rápida e fluida, e a história construída por ela é cheia de adrenalina, tensão e ainda conta com muita ação. Esta junção de elementos consegue nos prender o tempo inteiro. Além disso, este é daquele tipo de exemplar que tem início meio e fim, e, que apesar de ser um volume com continuação, tem uma “conclusão” para a trama. Os personagens são incríveis e bem construídos, nos conquistando cada vez mais em todas as páginas.
A capa original foi mantida e ela é bem legal. A edição impressa ainda conta com uma textura diferente, meio áspera. A diagramação é simples, mas com qualidade. A fonte do texto não é muito grande, mas não atrapalha em nada minha leitura, já os espaçamentos são bem confortáveis para nossa vista.
A série, que em português ganhou o título de “Na Companhia dos Assassinos”, já possui quatro título publicados lá fora (dois de 2013 e dois de 2014), e o quinto tem previsão de lançamento para este ano ainda. No Brasil a continuação, que também já teve sua capa divulgada, deve chegar às livrarias ainda em 2015, provavelmente em julho, e ainda não temos informações sobre os próximos volumes, mas não devem demorar também.
A história construída por J. A. Redmerski é cheia de ação e aventuras, e nos mostra sobre uma menina que viveu anos de sua existência em um cativeiro, dentro de um cartel de drogas, já que a sua vida mudou completamente por conta de sua mãe que era uma viciada e a levou para morar neste novo local, que a mudou completamente. Este é daquele tipo de livro, que contém suspense, ação, drama e uma pitada de erotismo. Se você ainda não leu “A Morte de Sarai”, vá correndo garantir o seu exemplar o quanto antes.
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