O Hobbit - Em quadrinhos - J. R. R. Tolkien

Já falei mais de uma vez aqui no blog que sou muito fã de Tolkien, não só como um escritor maravilhoso, que ele certamente é, mas também como pessoa. Então, para mim, é sempre um prazer poder ler mais uma de suas obras, mesmo que desta vez na verdade eu esteja fazendo uma releitura e que ela tenha sido adaptada, porque o que vale é a essência de sua criação que, claro, está presente neste volume, e me deixa extasiada de poder lê-la numa forma diferente, como nesta HQ fantástica.
Acredito que a maioria das pessoas, mesmo as que não leram “O Hobbit” ou assistiram alguma de suas adaptações cinematográficas, já deve ter escutado falar desta obra, que é considerada um dos clássicos da literatura fantástica. Mas, para quem não sabe sobre o que se trata, vou comentar um pouco sobre ela.
Bilbo Bolseiro é um hobbit tranquilo, que vive uma vida agradável, simples e pacata em sua toca confortável num buraco sob a Colina. Até que um dia, numa manhã bonita e quieta, enquanto ele estava sentado à sua porta depois do desjejum, fumando um cachimbo, eis que surge Galdalf, o mago errante que havia vivido histórias incríveis e tinha uma reputação e tanto, procurando por alguém que quisesse participar de uma aventura, coisa da qual o hobbit já vai se esquivando, pois aventuras são desagradáveis, desconfortáveis e fazem com que eles se atrasem para o jantar.

Mas Galdalf vê potencial no pequeno Bilbo e resolve mandá-lo para esta aventura mesmo assim, marcando uma reunião com treze anões para acertarem os detalhes e, depois, todos partirem juntos numa jornada para reaver um tesouro roubado pelo dragão Smaug, o mais terrível de toda a Terra-Média.
Então Bilbo, os anões e Gandalf partem em uma viagem cheia de perigos e criaturas aterrorizantes, mas também com lugares belos e novas amizades que eles acabam fazendo pelo caminho. Durante sua aventura, o hobbit acaba se descobrindo mais grandioso do que poderia supor sobre si mesmo um dia, surpreendendo ele mesmo quando tem que enfrentar situações difíceis com muita sabedoria e jogo de cintura, e acaba se divertindo também, em momentos menos perigosos, claro, sem nunca deixar de recordar de sua adorada toca.

Cheia de ação, momentos de tensão, e também partes mais leves e divertidas, esta incrível jornada tem seu ápice quando acontece a Batalha dos Cinco Exércitos, que foi extremamente terrível e triste. A narrativa do autor é deliciosa e envolvente, o leitor se pega facilmente torcendo para que Bilbo consiga superar suas próprias expectativas, conseguir conquistar o tesouro que busca, e terminar sua expedição feliz, são e salvo, junto com seus companheiros de aventura.
Em sua viagem, Bilbo acaba conhecendo Gollum e o Um Anel, essenciais para o desenvolvimento da trilogia “O Senhor dos Anéis”, minhas obras preferidas do autor, e as continuações de “O Hobbit”, que acabaram sendo bem maiores e ganhando ainda mais destaque do que seu prelúdio.

Como eu li O Hobbit pela primeira vez há mais de dez anos (eu tinha mais ou menos treze na época), e a segunda pouco tempo depois, não me lembrava de muitos detalhes, apenas do essencial, então foi como se eu tivesse lendo esta história novamente pela primeira vez, o que de certa forma é, já que esta edição é adaptada, inclusive porque não daria para ser na íntegra já que a original é mais extensa e detalhada, e aqui acompanhamos as ilustrações junto com os textos – ou seja, cenários e emoções físicas estão ali presentes nas imagens, não precisando estar no texto também.

Então não posso afirmar com certeza o que foi modificado, nem o que foi mantido para ser encaixado nas partes escritas em relação ao livro normal, mas o trabalho de Charles Dixon funcionou muito bem, transmitindo de uma forma ótima as ideias do mestre Tolkien em sua essência. Eu dei uma folheada na versão normal do livro e encontrei bastante trecho parecido, então quando for reler ela novamente, eu comento se está mesmo fiel.

Também gostei da forma como a obra foi adaptada, com um narrador comentando os pontos importantes, assim como no livro, que é narrado em terceira pessoa, além de haver muitos diálogos. Esta forma fez com que nada de importante ficasse esquecido ou deixado de lado, pelo contrário, tudo ganha seu devido destaque no momento certo, ora sendo através dos textos, ora das ilustrações.

Só tem uma coisa que eu estou em dúvida, apesar de saber que esta história foi criada por Tolkien para o público mais novo, sendo considerada uma das mais conhecidas obras do gênero infantojuvenil. Acredito que esta adaptação ficou mais leve e mais juvenil ainda do que o livro, não que isso seja um ponto negativo, pelo contrário, acho até que combinou com o formato dos quadrinhos, podendo atrair ainda mais jovens para a leitura. Mas não posso ter certeza desta informação neste momento porque, como comentei acima, li o livro quando eu era uma adolescente, então não sei se naquela época eu poderia achar que a obra era voltada mesmo para a minha idade, o que eu poderia não achar hoje em dia, ou se apenas a adaptação foi moldada desta forma por conta do formato, inclusive porque perde muito da forma de Tolkien de narrar.

Ainda falando nesta edição, gostei bastante do trabalho visual do ilustrador David Wenzel, aclamado artista por suas detalhadas versões de histórias fantásticas, entre outras, e reconhecido por sua habilidade “para criar cenários e personagens imaginativos, com aquarela e tina acrílica.” Como sou muito fã de ilustradores e suas habilidades de desenho, fiquei encantada de poder conhecer de perto o trabalho deste artista em específico, e com muita vontade de conhecer mais criações dele. As cores casaram muito bem com os detalhes gráficos e acho que suas imagens traduziram muito bem o texto de Tolkien, transformando sua história e suas palavras, além de nossa imaginação, num visual incrível. Só não gostei tanto do rosto do hobbit Bilbo em todos os momentos, acredito que ele poderia ter uma aparência de mais novo, acho que é porque minha visão dele é bem diferente do que encontrei aqui.

Esta edição belíssima publicada pela WMF Martins Fontes está com qualidade superior em termos de impressão, as páginas são em papel couché (aquele tipo folha de revista, só que muito mais grosso), a impressão das páginas, ilustrações e textos está sem nenhuma falha, e as cores estão vivas. A fonte, o espaçamento e os quadrinhos e balões de fala estão em tamanhos confortáveis, proporcionando uma leitura mais prazerosa e fácil. E o formato do exemplar é grande, tendo 27,50 cm x 20,50 cm. O único ponto negativo que consegui encontrar é que não tem orelhas e eu não gosto de edições sem orelha porque amassa as pontas da capa.

Tolkien teve a ideia para escrever esta história no começo da década de 1930, de forma meio inusitada, quando “examinava documentos de alunos que queriam ingressar na Universidade e encontrou uma página em branco”, e daí surgiu uma inspiração e ele escreveu no papel as palavras: "Num buraco no chão vivia um hobbit". A primeira edição de O Hobbit foi publicada em 21 de setembro de 1937 e o autor inclusive ganhou prêmios, como, por exemplo, melhor ficção juvenil do ano (1938). E ainda hoje ela é conhecida e adorada por muitos, tornando-se uma obra atemporal e muito lida. Eu com certeza vou incentivar meus filhos (que ainda terei um dia) a lerem os trabalhos do autor.

E também pretendo rever os dois primeiros filmes, “Uma Jornada Inesperada” (2012) e “A Desolação de Smaug” (2013), para compará-los com esta HQ em breve aqui no House of Chick. Aliás, quem aí está super empolgado com a estreia da última parte da trilogia cinematográfica, "A Batalha dos Cinco Exércitos", que será lançado no Brasil em onze de dezembro? Porque eu com certeza estou contando os dias.

Recomendo demais esta edição de “O Hobbit - Em quadrinhos” para todos os fãs de Tolkien, para quem curtiu a leitura de “O Hobbit” e/ou de “O Senhor dos Anéis”, ou de suas adaptações cinematográficas, para aqueles que ainda não leram, mas querem conhecer a obra, para os apaixonados por literatura fantástica, para os mais novos que querem se aventurar a conhecer uma nova história, para os amantes de quadrinhos e HQs. 
E, claro, indico também para todos os leitores que não conhecem, mas gostariam de acompanhar o corajoso hobbit Bilbo Bolseiro em uma incrível jornada, com novos ótimos amigos, criaturas peculiares, um dragão perigoso, magia, beleza e um tesouro magnífico, numa aventura cheia de reviravoltas de tirar o fôlego.
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Gata Branca - Mestres da Maldição #01 - Holly Black

Este livro já foi lançado há um tempo pela editora Rocco aqui no Brasil, e, desde seu lançamento, vi muitas pessoas falando super bem desta obra. Claro que com tantas coisas positivas que li e escutei de pessoas que haviam lido, fiquei interessada em começar esta leitura. Como o segundo volume desta série, intitulado “Luva Vermelha”, foi lançado por agora, aproveitei a onda e comecei a minha leitura de “Gata Branca” e agora venho compartilhar minhas opiniões com vocês. Este primeiro livro já foi resenhado antes aqui no House of Chick pela Bruna Costenaro, e vocês também podem conferir o que ela achou clicando AQUI.
Neste exemplar conhecemos a história de Cassel Sharpe, um menino de dezessete anos que vem de uma família de talentosos mestres de maldição, ou seja, todos os seus familiares possuem poderes dos mais variados, tais como manipular emoções, alterar memórias, e, em alguns casos, até mesmo conseguem matar com um simples toque na mão. Mas, para eles utilizarem os seus dons, é preciso tocar com as mãos. Por conta disso, eles são acostumados a utilizar luvas, já que a utilização de seus poderes é proibida pelo governo.
Cassel é o único de sua família que não possui poderes, mas mesmo assim ele acabou matando sua melhor amiga, por quem era apaixonado. Mesmo conseguindo lembrar-se de muito sangue, ele não sabe como fez isso, e este é um assunto que ninguém da família gosta de comentar.
Depois que a mãe de nosso protagonista foi presa por controlar as emoções de pessoas ricas para extorquir dinheiro, Cassel foi mandado para um internato. Tudo estava normal em sua vida até que, certo dia, nosso protagonista acorda em cima de um telhado usando apenas sua cueca. Ele teve um ataque de sonambulismo e tudo que se recorda é de ter sonhado que estava seguindo uma gata branca.
Cassel, então, começa a ter vários sonhos com esta gata, e até mesmo algumas conversas com ela, e passa a procurar tudo a respeito do assunto e sobre o que isso poder ser, e acaba encontrando diversos segredos de sua família.
A narrativa é em primeira pessoa pelo ponto de vista de Cassel, o que foi bem legal já que assim conseguimos acompanhar mais de perto seus sentimentos e por tudo o que ele está passando.
Este livro contém uma leitura rápida, fluida e bastante emocionante. Em todo momento temos acontecimentos que não deixam a trama ficar parada nem por um segundo, além de cenas eletrizantes, muitas mentiras, suspense, etc.
A capa desta obra é bem bonita, e eu gosto bastante quando há fotografia de alguma pessoa, e, por isto, esta é uma das capas que eu realmente amo. Além disso, acho que a escolha dela foi bem legal, já que tem tudo a ver com o conteúdo do livro, e ela por si só traz simbologias do conteúdo. A diagramação também está perfeita, com fonte e espaçamento em um tamanho confortável para a leitura, fazendo com que a gente consiga ler por mais tempo sem cansar a vista. A Editora Rocco sempre tem a preocupação de trazer livros muito bons, tanto no quesito conteúdo, quanto em toda parte gráfica e, por isso, vemos que este foi mais um dos livros com uma qualidade excepcional. A única coisa que deve incomodar alguns leitores é o fato de as páginas serem brancas.
Recomendo este volume para todas as pessoas que gostem de um livro recheado de ação, suspense, cenas eletrizantes, tudo isso com uma narrativa rápida, fluida, envolvente e super gostosa. Se você também curte livros que conseguem nos prender com sua originalidade, personagens incríveis, e de quebra trazendo um enredo muito bem escrito, deve ler “Gata Branca”, pois ele vai te conquistar com todos os mistérios e pistas que nos levam a um desfecho fantástico.
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[VÍDEO - RESENHA] Princesa Mecânica - As Peças Infernais #03 - Cassandra Clare


Oii, gente! Como vocês estão? Hoje eu gravei minha primeira resenha em vídeo. Estou torcendo para que vocês gostem! O livro escolhido foi um dos meus preferidos, Princesa Mecânica, último volume da trilogia As Peças Infernais de Cassandra Clare. :D

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Mentirosos – E. Lockhart

Em “Mentirosos” conhecemos a história dos Sinclair, uma família rica, conhecida e bastante invejada por muitos. Todos os anos, no verão, os familiares se reúnem em sua ilha particular e, durante o aniversário de quinze anos de Cadence, quando ela está na ilha Beechwood com os ‘Mentirosos’, um grupo composto por ela, seu primo Johnny, o amigo de seu primo, Gat, e sua prima Mirren, algo terrível acontece, já que Cadence sofre um misterioso acidente. E, com isso, ela começa a ter amnésia seletiva, além de fortes e insuportáveis dores de cabeça.
Agora, com dezessete anos e com o fato de não conseguir lembrar o que aconteceu naquele verão, há dois anos, a deixa angustiada e frustrada, e o leitor se vê envolto numa rede de um suspense que precisa ser desvendado.
Quando li a sinopse deste livro, fiquei super empolgada com a história, principalmente com esta parte de perda de memória, que, confesso, me atrai bastante. Além disso, minha irmã já tinha lido e resenhado aqui no blog outro livro da autora, “O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks”, do qual ela gostou muito. Então, quando a Diana, da Editora Seguinte, enviou a prova de presente para todos os blogueiros parceiros, mesmo os que não puderam ir à Bienal de SP este ano (que foi o meu caso), eu fiquei muito feliz, pois sabia que precisava lê-lo o quanto antes. Portanto, assim que ele chegou aqui em casa (depois de mais de um mês de enviado – Correios, amo vocês! #SQN), passei na frente da minha pilha de próximas leituras e fico feliz por ter feito isso, já que curti bastante esta obra.
Os capítulos são narrados mesclando o passado e o presente, já que passamos a conhecer a infância dos mentirosos, até o acidente, e também sobre os dois anos após este terrível fato. Quando nossa protagonista, Cadence, resolve voltar à ilha para tentar entender tudo que aconteceu com ela dois anos atrás, e também para rever os seus amigos, já que não teve contato com eles neste período, vemos que suas fortes dores de cabeça aumentam e alguns fragmentos de memória são recuperados.
Os personagens deste livro são incríveis e muito bem descritos, além de bem complexos, fazendo com que a gente consiga se encantar com a forma que E. Lockhart criou a personalidade de cada um e, assim, nos aproximamos de todos eles.
Esta é uma leitura forte, que apesar de prender a gente do início ao fim, nos deixa sem saber o que pensar quando chegamos realmente ao final. A narrativa é rápida, fluida, envolvente, intensa, e até mesmo apresenta um toque de crueldade. Gostei muito de acompanhar nossa protagonista, além de todos os dramas apresentados nesta história, que estão envoltos por um ar bem misterioso.
Este é um exemplar difícil de resenhar, já que tenho medo de acabar soltando algum spoiler, ainda mais por este ser um tipo de livro onde todos os detalhes são bem importantes e se eu revelasse alguma coisa sem querer ia acabar afetando a leitura de vocês. Mas posso, com certeza, afirmar que esta é uma leitura envolvente e super inteligente, e a autora vai deixando pistas em todo momento, além de nos apresentar uma escrita marcante, com frases curtas e muitas metáforas.
Sobre a capa, ela é bem bonita e instigante, e eu gostei bastante da edição nacional. Não posso afirmar se a versão impressa tem algum detalhe gráfico diferente porque eu li a prova, então não veio com a capa brasileira ainda, mas, sim, com uma capa toda amarela. Também não posso confirmar com certeza se a diagramação interna vai ser mantida igual à edição que tenho em mãos, mas acredito que vai continuar com fonte e espaçamento em tamanhos confortáveis para uma leitura bem agradável, o que já é esperado pela Editora Seguinte.
A autora consegue segurar nossa atenção com facilidade, instigando nossa curiosidade com dicas e acontecimentos que nos deixam de queixo caído. Quando chegamos ao fim, ficamos surpreendidos, e com certeza este é um livro que nos deixa pensando mesmo quando acaba.
Realmente indico a leitura para todas as pessoas que, assim como eu, gostam deste tipo de história e que querem dar uma chance a uma narrativa realmente incrível. E, claro, recomendo este livro para todos que se encantam com histórias de suspense voltadas para o público jovem adulto que conseguem ser envolventes, e que nos prendem a cada virada de página com uma narrativa, ágil, intensa e muito bem construída, em um enredo onde vemos que nem tudo o que pensamos é o que realmente acontece.
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Alice no País das Maravilhas – Lewis Carrol

Acho que todos que forem ler esta resenha já ouviram falar de Alice no País das Maravilhas, seja através de seu criador, Lewis Carrol, seja por conta de uma das inúmeras adaptações literárias, edições diferentes no mercado nacional e também no internacional, novas versões desta história, ou até mesmo versões para cinema e TV, que acredito que a mais conhecida de todas seja o filme da Disney. Por falar nele, eu me interessei por esta história justamente por conta desta adaptação, que eu sempre assistia na televisão quando era criança, já que sempre passava, inclusive em várias vésperas de Natal.
Mas, se por algum acaso você não conhece, neste volume, escrito em 1865 pelo autor e matemático Lewis Carroll, conhecemos a menina Alice, que está bem sonolenta até que vê um Coelho Branco bem arrumado falando consigo mesmo e, o mais estranho de tudo, tirando um relógio do bolso do colete, olhando para ele e andando apressado. Ela, então, decide segui-lo e acaba caindo na toca pela qual ele acabou de entrar e vai parar num lugar completamente novo e singular, onde nada é igual ao seu mundo, e onde animais falam e se comportam estranhamente.

Neste País das Maravilhas, Alice vive uma aventura mágica e surreal, e, junto com o leitor, conhece um lugar fantástico, encantador e belo, com um toque de absurdo ao mesmo tempo. Ela é uma protagonista incrível, destemida e fofa, dona de uma personalidade ótima, além de ser uma menina bem curiosa e cheia de vida.
Os personagens que povoam o País das Maravilhas são inusitados, por vezes engraçados e sempre com características curiosas e peculiares. Mas alguns dos mais conhecidos por nós quando vemos adaptações visuais, como filmes, não estão neste livro, já que eles só aparecem na continuação da história de Alice, “Alice Através do Espelho”.



Li o livro de Carrol há muitos anos, mas infelizmente não me lembrava de muita coisa, nem mesmo da versão da Disney que eu assisti um milhão de vezes, mas a qual não vejo já faz alguns anos (o que eu agora não entendo o motivo, e depois desta leitura fiquei com vontade de rever de novo! Hahaha). Então gostei da experiência de poder lê-lo novamente, desta vez nesta edição publicada pelo extinto selo ARX, da Saraiva (mas o livro ainda está à venda).
Esta é uma obra infantil, com uma protagonista jovem (não sabemos sua idade certa, mas pelo que Alice fala e pensa, dá para saber que é bem novinha), só que não é voltado apenas para este público, já que tem um ar mais profundo, transcendendo os limites de idade.


E é uma história curta, leve, divertida e simples, mas a narrativa e os diálogos de Carroll apresentam momentos mais reflexivos e até filosóficos. O autor com certeza faz nossa imaginação correr livre.
Em muitas situações não há conversas ou pensamentos diretos, pelo contrário, elas são recheadas de papos estranhos e mensagens subliminares ambíguas, o que permite inúmeras interpretações, das mais diversas, dos leitores.
Mas, o que mais chama a atenção nesta edição, sem sombras de dúvidas, é o trabalho de Camille Rose Garcia. Suas ilustrações com traços mais sombrios, góticos e melancólicos são belíssimas e dão um novo ar para a história, fazendo até com que pareça diferente da original, mesmo sendo exatamente o conto de Carroll na íntegra.


PROMOÇÃO: 4 anos de House of Chick – Concorra a 33 livros!

Oii, gente! Este post vai ficar aqui no topo do blog enquanto a promoção em comemoração aos 4 anos do House of Chick estiver no ar.
Você já está participando e concorrendo a estes 33 livros da foto? Então CLIQUE AQUI e participe!!



Primeiros Socorros Para Fadas e Outras Criaturas Fabulosas - Lari Don

O título do livro a seguir me pegou de jeito, e eu nem quis saber do que se tratava apenas quis lê-lo, afinal fadas e seres encantados são meu o ponto fraco, leio desde os infantis até os adultos do assunto rs! O livro em questão é o Primeiros Socorros Para Fadas e Outras Criaturas Fabulosas, da autora Lari Don pela editora Rai.

Na Escócia conhecemos Helen uma garota de 11 anos apaixonada por música que sonha em ser violinista. Morando com a mãe veterinária que sonha que sua filha se interesse pelo ramo, o pai que incentiva sua carreira pela música e sua irmã pequena sonhadora,  ela se vê de repente em uma noite diante da tarefa mais inesperada de sua vida: um centauro machucado pedindo que a ajude com uma ferida.

O que era para ser apenas uma noite estranha cuidando de um centauro passa a ser uma aventura atrás de um livro fabuloso perdido, decifrando pistas e fazendo novas amizades com  Rona uma selkie ,  Lavander  uma fadinha roxa,  Yann o centauro, Sapphine a dragão e Catesby a fênix.

Helen é uma garota inocente que não sabe do próprio potencial até que se vê confrontada com as necessidades de seus novos amigos. Assumindo a posição de curadora da turma, ela aceita a busca com muita sinceridade. Ao mesmo tempo que não pode abandonar sua vida na escola e seu recital para o curso de verão.

Yann é um centauro mal humorado que acredita que não deve confiar em seres humanos; já Rona e Lavander são doces e logo de cara acreditam nas boas intenções de Helen na busca do livro fabuloso.  Sapphine e Catesby são personagens sem fala, mas não por isso passam desapercebidas.

A narrativa é feita em terceira pessoa sob o ponto de vista de Helen, de forma direta e infantil não trabalha grandes detalhes sobre os lugares, personagens ou a história em si. Tem uma história boa, mas como é pouco aprofundada acaba soando superficial. Podia ser mais explorada mesmo tendo como foco o público infanto-juvenil. A diagramação é simples e a capa muito simples, poderia ter sido melhor explorada com uma temática com tantos elementos e seres diferentes.

Se você busca algo leve e doce, sem grandes pretensões que busque refrescar  uma tarde de verão é a leitura certa. Mas se você é fã de alta fantasia tenha em mente que é uma história para os mais novos que buscam compreender seu lugar no mundo e o significado da amizade.

Curiosidade:

Nascida no Chile, viajou ao redor das partes mais exóticas da América do Sul e no Caribe.
Passou dez anos da infância vivendo ao lado de uma destilaria, um rio e uma linha ferroviária, lhe dando muitas oportunidades para jogos ao ar livre extremamente perigosos. Se envolveu na política estudantil na Universidade de Glasgow, quando deveria ter ido assistir a palestras de matemática. Foi diretora do Partido Nacional Escocês de Imprensa por muitos anos e, em seguida, uma pesquisadora e produtora da BBC Radio Scotland. Teve contos publicados em antologias e revistas, e ganhou o Prêmio Canongate em 2001. Aogora vive em Leith, e trabalha como escritora em tempo integral e contadora de histórias, visitando escolas para falar sobre livros.





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Como encontrar uma linda Princesa – Ricardo Viveiros

Sou uma grande fã de livros infantis, mesmo sendo adulta, porque estas histórias são fofas, encantadoras, passam uma ótima lição, são um passatempo divertido e uma companhia muito agradável para passar alguns momentos do dia. E também gosto muito de indicar histórias gostosas para as crianças lerem, já que é sempre bom inspirá-las a começar com a leitura desde cedo.
Quando vi o lançamento da Editora Gaivota, “Como encontrar uma linda Princesa”, sabia que precisava tê-lo, principalmente porque eu amo contos de fadas, mas também por conta desta capa ilustrada maravilhosa. E fico muito feliz de poder ter lido esta obra primorosa para agora poder recomendá-la para vocês.
Neste livro, conhecemos um reino chamado Eldorado, onde o rei e a rainha são governantes justos que amam sua terra e seu povo, e é um lugar onde todos são muito felizes. Eles não conseguiam ter filhos, mas com a ajuda do mago, o sonho deles pôde ser realizado. Só que nem todos ficam felizes, já que a bruxa é muito malvada e resolve se vingar. Quem será que vai ganhar esta disputa de poderes? E o que acontecerá com a linda princesa?

Gostei bastante desta graciosa leitura, a escrita do autor me conquistou com seu jeito simples, sensível e até reflexivo, além de ter me divertido bastante, pena que o livro é curtinho e tem menos de quarenta páginas.
A moral da história é incrível e mostra que ninguém é perfeito e não devemos julgar as pessoas por causa de sua aparência e, sim, pelo que ela é por dentro, já que as virtudes são muito mais importantes do que o aspecto físico. E isso é ótimo para os pequenos aprenderem desde cedo para, mais tarde, saberem tratar bem e com respeito quem não tem uma aparência perfeita de acordo com o padrão mais valorizado pela sociedade que a gente vive.

O autor, Ricardo Viveiros, sempre foi apaixonado por histórias, tendo, então escolhido o jornalismo e a escrita como profissões, embora também tenha seguido algumas outras carreiras ao longo da vida. Já escreveu trinta livros de gêneros variados, participou de movimentos educacionais e culturais e conquistou muitos prêmios nacionais e internacionais. Pela Editora Biruta ele já publicou “O Poeta e o Passarinho”, também voltado para o público mais jovem.

Com ilustrações belíssimas de Alexandre Rampazo em todas as páginas, este exemplar ficou ainda mais bonito. Ele se formou pela Faculdade de Belas Artes e, depois de trabalhar com publicidade, agora se dedica integralmente à ilustração para literatura infantil, e eu gostei muito deste seu trabalho e já fiquei curiosa para conhecer os outros dele.

A edição impressa está quase perfeita, só acho que teria ficado ainda melhor se fosse em capa dura porque combinaria mais com o livro. Todas as páginas são ilustradas, algumas delas ainda contêm molduras e padrões gráficos no fundo, dando ainda mais beleza à obra. A fonte é bem grande e o espaçamento é ótimo, e as folhas são em papel couché (aquele tipo de página de revista só que mais grosso).

Como é um livro voltado para o público infantil, a história é bem curtinha e não tem muitos acontecimentos, além de, depois do clímax, trazer um belo final feliz. Mas, mesmo com suas poucas páginas, é adorável.
Com certeza indico muito “Como encontrar uma linda Princesa” para todos aqueles que têm uma criança em casa que gosta de contos de fadas, princesas e finais felizes, e também para aqueles que querem incentivar seus filhos, sobrinhos, afilhados, etc., a entrarem neste mundo incrível que é a leitura desde cedo. E, claro, para aqueles que, como eu, adoram uma fofíssima história infantil (mesmo que não admita isso em público! Hahaha).

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A Menina Mais Fria de Coldtown - Holly Black

Desde que este livro foi lançado pela Editora Novo Conceito, vi várias criticas positivas a respeito dele e, por conta disso, assim que o recebi de parceria passei ele na frente dos demais e comecei minha leitura. Agora venho compartilhar minhas opiniões a respeito desta obra escrita pela queridíssima Holly Black.
Em “A Menina Mais Fria de Coldtown” conhecemos Tana, uma jovem forte, determinada e muito corajosa, que, mesmo morrendo de medo, tenta esconder seus sentimentos para não mostrar suas fraquezas e sempre se arrisca pelos outros. Para ela, vampiros são comuns, já que depois de um surto de infecções que o mundo passou, essa espécie passou a frequentar o dia a dia das pessoas.
Por conta disso, foram criadas cidades chamadas Coldtown, onde vampiros podem viver livremente, e onde habitantes que foram mordidos e estão infectados com o chamado resfriado podem passar a quarentena, pois é neste período que sintomas como dor forte, sede de sangue, entre outros, fazem as pessoas terem uma escolha, já que se elas passarem 88 dias sem beber sangue humano ficam livres desta infecção. Só que é muito difícil resistir ao sangue, principalmente por conta da dor. E também encontramos outro grupo de pessoas, as que estão interessadas em se tornar desta espécie por conta da imortalidade, que podem ir se oferecer de alimento.
As várias Coldtowns são vigiadas o tempo inteiro por câmeras, e é transmitido na televisão tudo o que se passa lá dentro, como um verdadeiro ‘Big Brother’, fazendo com que vários jovens se interessem por esta vida e queiram ir para dentro dos muros para se tornarem doadores, mas nem tudo é um “mar de rosas” e vemos que dentro destas cidades há uma luta pela sobrevivência e também por poder.
Quando Tana acorda sozinha dentro de uma banheira após uma noite de bebedeira em uma festa na casa de um de seus amigos, ela repara que tudo está muito silencioso. Quando ela sai, repara que todos os seus amigos foram mortos por vampiros e a primeira coisa que pensa é em sair de lá correndo. Nesta hora, ela repara que seu ex namorado, Aidan,  ainda está vivo e resfriado, já que foi mordido por um vampiro. Além disso, ele está amarrado em uma cama, e no mesmo quarto que ele está um vampiro de nome Gabriel acorrentado. Tana resolve, então, salvar os dois meninos, e dirigir com eles até a cidade de Coldtown mais próxima.
O livro é narrado em terceira pessoa por dois pontos de vista diferentes, assim como o tempo dos acontecimentos, ou seja, no presente ela é narrada pela nossa protagonista Tana, e também temos o ponto der vista do que o mundo era no passado e como ele se transformou no que é atualmente.  Em cada capítulo encontramos uma narrativa diferente, fazendo com que toda hora a gente queira saber mais e mais sobre o que acontece e não consiga largar o livro.
Este é um jovem adulto contemporâneo sobrenatural que consegue prender a gente desde o primeiro momento até o final com sua narrativa rápida e fluida. A autora conseguiu pegar um tema tão batido e transformar em algo novo e diferente do que vemos por aí, o que foi bem legal, já que ela descreveu vampiros bem diferentes, e nos trouxe uma trama da qual eu gostei bastante.
Os personagens são incríveis e eles nos conquistam em todo momento com suas características e peculiaridades. Acho que Holly consegue dar vida a todos eles, transformando a história em uma narrativa muito gostosa e onde nos aproximamos ainda mais dos personagens em geral, não só dos protagonistas.
A capa está bem legal, apesar de simples, e o que mais gostei nela foi a tipografia utilizada no título. Não é uma capa que chamaria a minha atenção logo de cara quando visse em uma livraria caso não conhecesse a história, mas acho que ela combinou muito bem com este livro. A diagramação interna está perfeita, com fonte e espaçamento em um tamanho confortável para a leitura, fazendo com que a gente leia por mais tempo sem cansar a vista. E as páginas são amareladas.
Fica aqui a minha indicação deste título para todas as pessoas que têm interesse de conhecer uma excelente história que nos apresenta vampiros de uma forma diferente do que já vimos antes, e que consegue nos prender o tempo todo com uma narrativa rápida, leve e fluida, além de trazer personagens incríveis que nos conquistam a cada linha.
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Lançamentos de Outubro e Novembro - Editoras Única e Gente


Oii, gente! Hoje vamos falar de mais lançamentos! Desta vez de duas editoras ótimas, a Editora Gente e seu selo de ficção, Única Editora. Confiram o que chegou em outubro e o que está vindo em novembro! E aí, quais os livros que mais interessaram vocês? :D
- Post atualizado depois da data de publicação






A Teoria de Tudo - Jane Hawking (Skoob)
A história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos.
Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos – entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen.
Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único.
Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida.
O livro que inspirou o emocionante filme A Teoria de Tudo.

A Formatura – Teste #03 – Joelle Charbonneau (Skoob)
O futuro nunca foi tão incerto e desesperador. Cia Vale jamais imaginaria que as coisas pudessem chegar a esse ponto. Ela tem uma importante missão: liderar as ações para a verdadeira reconstrução do mundo pós-guerra, um caminho sem volta. Agora, ela é a peça-chave para concretizar o plano de pôr fim ao Teste, para o bem das pessoas.
Diante de um horizonte cheio de cicatrizes brutais, uma guerra prestes a começar e um governo cruel e corrompido, Cia não tem escolha a não ser se preparar para chegar às últimas consequências – se for preciso.
Será que seus colegas a seguirão para a batalha final? O amor de Tomas será forte o suficiente para aceitar e sobreviver à prova mais difícil de suas vidas? Os riscos são maiores do que nunca, e para Cia só resta confiar nos próprios instintos.
A formatura, o desfecho da distopia que nos fez perder o fôlego!
Entrega – Devoção #03 – J. C. Reed (Skoob)
Sem a paixão, não nos entregaríamos e conquistaríamos aquilo que nunca julgamos ser nosso. As verdadeiras histórias de amor não têm finais felizes. Para aqueles que o valorizam, o verdadeiro amor é infinito.
Existem amores indecifráveis, que não enxergam distâncias, desafiam o tempo, fazem com que qualquer obstáculo seja superado e dispensam justificativas ou explicações. Brooke Stewart pode dizer que já viveu uma verdadeira montanha-russa de sentimentos desde que conheceu Jett, o homem mais envolvente e arriscado de sua vida. Como agente imobiliária workaholic em Nova York, ela não havia conhecido o amor até cruzar com os olhos verdes que lhe tiraram o bom senso: alto, sexy e arrogante, Jett era tudo aquilo do qual ela havia jurado ficar longe.
Jett Mayfield sabe que finalmente encontrou alguém capaz de envolvê-lo e desafiá-lo no momento em que coloca os olhos em Brooke, e não mede esforços para mantê-la em sua vida... e em sua cama. O futuro parece maravilhoso, mas quando o passado começa a persegui-los é preciso fazer escolhas difíceis. Salvar a quem se ama significa se despir de limites. No terceiro livro da série que conquistou o mundo, você perderá o sono até chegar à última página. O amor de Brooke e Jett passará por um novo teste: será ele forte o suficiente para superar essa prova definitiva? 


Faça Boa Arte – Neil Gaiman

“Este livro é para todos que estão olhando ao redor e pensando: E Agora?”
Maio de 2012. University of the Arts na Filadélfia. Na formatura dos alunos, ninguém menos do que o escritor Neil Gaiman sobe ao palco para um discurso incrível que, durante dezenove minutos, inspirou a todos os ouvintes com palavras de incentivo, lembranças de experiências passadas, encorajou-os a também errar porque erros podem ser úteis e te ajudar futuramente, deu conselhos para cada um buscar aquilo que deseja, mesmo que pareça impossível. E lhes disse para aproveitarem cada etapa de sua jornada, porque isto é o mais importante.
Gaiman estava lá, ao vivo, falando com e para cada um daqueles formandos, mas, quando lemos este livro, que é a representação gráfica de seu discurso na íntegra, ou assistimos o vídeo dele falando pela internet, é como se ele estivesse falando aquelas palavras para mim, para você, e para cada um de nós individualmente.
Provavelmente todos que forem ler esta resenha já ouviram falar de Neil Gaiman, famoso e conceituado autor de romances e quadrinhos (entre outros estilos literários), em algum momento de suas vidas, ou pelo menos conhecem um de seus vários trabalhos. Eu não li muitos dos títulos escritos por ele ainda, mas “Stardust – O Mistério da Estrela” é um dos meus livros queridinhos da vida, assim como sua adaptação cinematográfica. Mas Gaiman é ainda mais conhecido por outras obras com maior destaque, como Sandman e Coraline.


Mesmo que o discurso tenha sido feito para formandos de artes, suas experiências e várias das palavras ditas ali sejam mais voltadas para a área, não acho que deva ser restringido apenas a pessoas que têm alguma ligação com a arte, já que alguns dos conselhos servem para qualquer indivíduo levar para a vida, independente de sua carreira.
Todo ser humano passa por dúvidas e incertezas, o que Neil quis foi nos mostrar que ninguém é diferente, e nós devemos sempre seguir em frente quando as coisas dão errado e também quando dão certo.


Além disso, é sempre inspirador ver alguém tão conhecido pelo que faz hoje em dia falar um pouco do início de sua vida profissional, quando as coisas ainda eram difíceis, e muito trabalho não ganhava espaço. Nos dá mais esperanças e, claro, inspira força de vontade para batalharmos mais para um dia, quem sabe, sermos alguém tão bom e famoso por nosso trabalho quanto Gaiman.


Para deixar este livro ainda melhor, Chip Kidd, renomado designer gráfico, fez a parte visual da obra e deu movimento às palavras de Gaiman com o uso de tipografias variadas, cores fortes e chamativas, misturando os tamanhos das fontes com posições das palavras e formas geométricas para acompanhá-las em muitas páginas. Eu, como uma apaixonada por design gráfico, estou encantada por este exemplar.


Também é uma ótima dica de livro para dar de presente para aquele amigo querido, um conhecido que você deseja coisas boas, e serve, inclusive, como uma obra para decoração porque a versão impressa é linda. Com um formato um pouco menor do que o padrão nacional, com 13 x 18 cm, 80 páginas, capa dura em soft touch (emborrachada), verniz localizado no título, e cores bem impressas tanto na capa quanto no miolo.


Se antes eu já admirava o trabalho do autor e ele como pessoa, agora admiro ainda mais. Seu discurso é incrível e inspirador, e suas dicas, maravilhosas. Realmente todos os leitores deveriam dar uma chance para suas palavras. Este é aquele tipo de livro para ser lido e relido, com trechos para pregarmos na parede, na agenda ou onde mais possamos ler sempre para nos inspirar todo dia mais.
"E agora vão, e cometam interessantes, impressionantes, gloriosos, fantásticos erros. Quebrem regras. Deixem o mundo mais interessante por estarem nele."

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