Escola: Os Piores Anos da Minha Vida - James Patterson e Chris Tebbetts


Primeiramente vou começar essa resenha falando de um fato que não tem importância na história, mas que me levou a querer ler esse volume. Bom, eu resolvi ler esse título por conta da uma série que eu estava assistindo (Castle) que já passa na televisão americana há muito tempo (atualmente está na 5ª temporada), mas somente agora eu comecei a ver. Na série Castle é um escritor e joga poker com ninguém mais, ninguém menos, que James Patterson. E o James fez uma pequena participação no capítulo. Vocês devem estar se perguntando, o que isso tem a ver e tal? É que fiquei tão feliz por ver um autor em uma série de televisão que logo quis ler um dos seus livros e, por isso, escolhi esse título. Geralmente em todo início de minhas resenhas eu falo o motivo que me levou a ler o livro resenhado, e esse foi o desta.
Agora, depois desta grande introdução, vou começar a parar com os rodeios e falar para vocês as minhas opiniões sobre este livro que conta a história de Rafa Khatchadorian, um menino de apenas doze anos, que acaba de começar o seu sexto ano escolar em uma escola nova. Rafa é um menino comum e para mudar isso ele resolve, juntamente com seu amigo Leo, quebrar todas as regras do Código de Conduta da Escola Municipal Hills Village que eles recebem no início das aulas. Quebrar as regras não parece ser assim tão difícil, mas nosso protagonista não podia contar que a cada decisão que ele toma, pessoas com quem se importa acabam sendo afetadas, então ele entra em um grande dilema: continuar ou não?        
Alguns assuntos são explorados pelos autores tais como bullying, problemas em casa, adaptação a um novo local (escola), valentões, amizade, etc. E todos eles são tratados de uma maneira simples e gostosa de ler.
Os personagens do livro formam muito bem construídos e é impossível não se cativar com o protagonista, mesmo ele fazendo várias besteiras. Até porque ele é um garoto esperto, de imaginação fértil e que nos proporciona ótimas risadas. Conhecemos diversos personagens, como seu padrasto, Carl, também conhecido como Urso, é um cara folgado que vive no sofá, Georgia é sua irmã mais nova e é super enxerida e antipática, Jules, sua mãe, trabalha em uma lanchonete em tempo integral e Leo Caladão, o melhor amigo de nosso protagonista.
Além desta história toda ser incrível, essa obra contém um mistério para ser resolvido apenas no final do livro. O motivo de Rafa estar exprimido no banco de trás da viatura do departamento de polícia Hills Village logo no começo da trama, juntamente com sua irmã, Georgia, e seu amigo Leonardo Caladão.
O livro é cheio de ilustrações super fofas, que complementam a história e dão um toque especial ao título já que podemos imaginar um pouco o que se passa pela imaginação fértil de Rafa, além de ilustrar alguns acontecimentos. A narrativa é em primeira pessoa e é bem rápida e fluída fazendo com que a gente não consiga parar de ler até a última página e fique com um gostinho de quero mais. A diagramação está perfeita, as páginas são amarelas e a capa é bem bonita, além de representar bem o conteúdo desta história.
Recomendo este título para todas as pessoas que gostam de uma boa história infantojuvenil, que é leve e divertida e que, apesar de ser voltada para o público mais jovem, consegue agradar pessoas de todas as idades com seu jeito despretensioso e cheio de humor.
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Tocada pelas Sombras - Vampire Academy #03 - Richelle Mead


Imagina um livro que você quer socar a protagonista, o mocinho e todo mundo? Eis Tocada pela Sombra da Richelle Mead da editora Agir, que é o terceiro livro da série Academia de Vampiros (os dois primeiros são O Beijo das Sombras e Aura Negra. Para ler as resenhas deles, basta clicar nos títulos) e fecha a sequência de resenhas seguidas da série. A resenha pode conter spoilers.

Neste terceiro livro Rose Hathaway se vê diante da última fase da escola o treino de campo de guardiã, a principal regra é simples: primeiro vem os Moroi. Com isso Rose se vê diante de diversos dilemas: ela cada dia mais tem sentindo raiva das pessoas e dos acontecimentos de forma desmesurada, e como se não fosse suficiente ela ainda está vendo fantasmas, sendo um deles seu amigo morto Manson; ela deve proteger Lissa das políticas do Moroi  e dos Strigois; e por fim não menos importante precisa lidar com seu amor por Dimitri Belikov, um amor possível ou platônico?

O livro segue o mesmo esquema que os demais, narrado em primeira pessoa sob o ponto de vista de Rose. A diagramação é simples e a capa com uma garota que parece ser Rose. Entretanto em relação aos demais livros é até o momento o livro mais agonizante da série. Porque? Rose passa boa parte do tempo tendo surtos histéricos com as pessoas a sua volta, alternando momentos de completa lucidez e de total loucura.

Não fosse seu temperamento alterado o suficiente, depois de participar do julgamento de Victor Dashkov, ela descobre que sua amiga Lissa pode perder o namorado Christian por questões de política e ainda que todos acreditam que ela tem um caso com Adrian. E lendo você pensa que ela já tem problemas suficientes, mas não ainda temos batalhas com Strigois de tirar o fôlego e seu caso com Dimitri.

O ritmo da trama é repleto de ação, não sempre por parte de batalhas mas muitas vezes de percepções de Rose a cerca do que a cerca. Ela se aproxima muito de Christian, namorado de Lissa. E percebe que não quer ser uma sombra de Lissa, quer ser a principal, precisa ser o centro de sua própria vida, a protagonista, não a parceira.

A trama despertou em mim tantos sentimentos, desde a raiva por Rose passar por tudo calada, sem contar a ninguém que vê fantasmas, até felicidade e tristeza pelo desfecho onde a única coisa que você pensa é: não é possível que aconteceu isso!

Dizer que quero desesperadamente a continuação é redundante, dizer que a trama ainda reverbera na minha mente é óbvio, então embarque nesta história deliciosa e se entregue ao mundo dos morois e guardiões! E vou ler logo a sequência, mas confesso que tenho adiado com medo do que vai acontecer!

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A Viagem do Tigre – Colleen Houck


As primeiras coisas que me encantaram nessa série foram as capas. São tão maravilhosas que não pude deixar de rapidamente ler a sinopse e me interessar pelo conteúdo dos livros. Apesar de não ter feito as resenhas dos volumes anteriores, o primeiro volume foi resenhado aqui no House pela nossa colunista Amanda Faustino e você pode conferir clicando AQUI, eu resolvi não fazer a resenha do segundo volume, pois tem um tempo que já li, então não faria uma resenha tão precisa assim. 
Para as pessoas que ainda não leram nenhum livro desta série e não gostam de spoiler, não recomendo que continue essa resenha, pois se tratando do terceiro volume, posso acabar colocando alguma informação dos volumes anteriores para uma melhor explicação, mas caso você queira ler assim mesmo, fique sabendo que vou tentar dar o menor número de spoilers possível.
Nesse terceiro volume da série continuamos vendo a saga de Kelsey para conseguir quebrar a maldição dos irmãos Kishan e Ren e continuamos vendo o triângulo amoroso desta série, uma vez que nossa protagonista não se acha muito bonita e os dois tigres indianos discordam totalmente dela. Os sentimentos de Kelsey ainda estão bem confusos, sendo que uma hora ela se aproxima mais de um, na outra hora de outro, e ainda não dá para saber quem ela vai escolher no final.
 Kelsey e os príncipes indianos terão uma difícil e complicada missão para realizarem, que é encontrar o Colar de Pérolas de Durga e, para isso, deverão enfrentar cinco místicos dragões. A aventura deste título não está deixando a desejar nem um pouco, já que em todo momento temos cenas surpreendentes que nos tiram o fôlego. Acho que cada vez mais a autora está conseguindo fazer com que a narrativa fique melhor.
Quero muito ler o próximo livro para saber como a história vai continuar, e estou torcendo seriamente para que a autora dê um rumo melhor nesse triângulo, pois eu já tenho o meu personagem preferido e quero muito que ela fique de uma vez por todas com ele.
Eu não conhecia muito sobre a cultura indiana, mas a cada livro desta série eu aprendo um pouco mais. Dá para ver claramente que a autora fez uma boa pesquisa cultural para trazer elementos importantíssimos para história, já que essa é uma cultura bem rica. Outra cultura que também é citada neste volume, já que a mãe dos tigres vem de uma cultura diferente, é a oriental e por isso conhecemos um pouquinho mais sobre ela também.
A narrativa é cativante, fluida e gostosa e nos prende de um jeito que a gente não consegue largar até a última página. O livro é cheio de novos acontecimentos, o que não deixa a trama ficar nem um pouco parada. A diagramação está perfeita, com letras bem espaçadas e páginas amarelas.
Recomendo essa leitura para todo mundo que gosta de um livro de fantasias, onde em cada exemplar da série temos uma diferente abordagem, que nos leva à lugares incríveis, nos faz ficar torcendo por um casal, mesmo que nem todo mundo torça para o mesmo, e que nos proporciona ótimos momentos.
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As Bem Resolvidas (?) – Quem manda aqui sou eu! – Luis Eduardo Matta


No primeiro livro da série “As Bem Resolvidas (?)”, conhecemos as três melhores amigas, que também são as protagonistas da trama, Isa, Alê e Chris, assim como alguns outros personagens muito importantes para o desenrolar da história, entre eles Rogério, o tímido e novato no colégio, PH, o namorado de Alê, com quem tem um relacionamento de idas e vindas e Bu Campello, uma patricinha metida que não suporta as personagens principais e vai fazer de tudo para atrapalhar a vida delas.
Isa, Alê e Chris são lindas, ricas e populares, frequentam os lugares mais badalados do Rio de Janeiro e estão sempre em festas e lugares da moda. Em “Quem manda aqui sou eu!” nós podemos acompanhar suas vidas de perto, no meio de uma vida social bem agitada, cheia de confusões, muito drama, romance e intrigas.
Gostei muito da narrativa do autor, ele conseguiu entrar no universo feminino de adolescentes brasileiras de uma maneira tão real, que é como se eu estivesse relembrando essa época da minha vida, tirando os lugares caros e todo o dinheiro que os personagens têm (quem dera eu! Hahaha).
A narrativa é em terceira pessoa e acompanha um pouco de cada uma das três personagens, apresenta uma linguagem descontraída da forma que os adolescentes costumam falar e cheia de diálogos, deixando a leitura mais rápida. Além disso, esse livro tem apenas 196 páginas e a narrativa é tão fluida que quando você percebe já terminou a leitura.
O cenário é muito legal, já que a trama se passa na cidade maravilhosa, Rio de Janeiro, então o leitor que mora aqui, ou pelo menos já passou para visitar, se sente ainda mais próximo, inclusive porque conhecemos alguns dos locais pelos quais as personagens passam.
A protagonista com quem mais me identifiquei foi a Isa, por ser romântica e tímida (em algumas situações parecia que era eu que estava falando ou fazendo aquelas coisas alguns anos atrás), mas adorei todas as três e a amizade entre elas. Inclusive gostei demais de alguns personagens secundários que aparecem na trama, principalmente o Rogério, um aluno novo no colégio, e o Lô, um garçom amigo delas muito engraçado. 
Me diverti bastante com as confusões e dramas adolescentes que as três vivenciaram e gostei do modo como lidam (porque isso ainda não acabou) com o bullying que enfrentam no colégio, já que elas não se deixam intimidar e procuram virar o jogo para não ficarem sofrendo por causa de provocações gratuitas da “popular” e intimidante Bu Campello. Claro que depois das situações que passaram muita coisa ainda vai vir por aí nos próximos volumes e estou curiosa para ler as continuações da série para saber o que vai acontecer.
O segundo volume dessa série, “Amiga Não Fura Olho”, tem previsão de lançamento para o começo do segundo semestre de 2013. O que eu achei bem legal é que, para essa continuação, teve um concurso cultural pela revista Capricho para escolher uma menina que vai ser fotografada para a capa, então estou muito animada para ver como vai ficar.
Uma coisa que eu achei bem interessante é que parece ter um ar meio Gossip Girl, não a história em si, até porque não existe nenhum blog de fofocas aqui, muito menos nossas protagonistas agem como os da obra de Cecily, mas a parte de serem adolescentes ricas, que frequentam lugares da moda, e o final do livro, onde Matta deixa algumas perguntas que resumem alguns dos acontecimentos desse volume e já preparam o leitor para o próximo, instigando ainda mais nossa curiosidade (existe algo assim no final dos livros de GG).
O que só fez aumentar minha admiração pelo autor é que, além de ele ser homem e adulto, geralmente escreve livros voltados para um outro público, já que a maioria de suas obras são thrillers, e grande parte deles voltado para um público mais adulto, e mesmo assim ele soube escrever uma história de chick-lit adolescente muito bem construída e bem próxima à realidade. E é ótimo ver quando um escritor sai de sua “zona de conforto” e consegue, ainda assim, escrever algo com maestria.
Sobre a parte gráfica, não é que eu não tenha gostado da capa, acho a ideia muito legal, mas as fotos, roupas e cenários podem não transmitir a história tão bem assim, já que além das personagens parecerem mais velhas, dá a impressão de ser algo mais antigo, como dos anos 80 ou 90, como se a história passasse nesse período, ou o livro tivesse sido lançado nessa época e não agora, em 2011. E pode ter leitor que não vá se sentir atraído ao vê-la exposta em alguma livraria, principalmente o público alvo a que essa obra se destina, então se eu pudesse dar uma dica ao autor é que refizesse o trabalho gráfico da capa, com uma reedição com um ar mais jovem e que chame mais a atenção dos leitores. Já a diagramação está ótima, fonte em um tamanho confortável para a leitura, em cada início de capítulo há um desenho de um sapato de salto e as páginas são amareladas.
Com certeza indico a obra para todas as pessoas que gostam de acompanhar uma divertida história adolescente, com direito a amizade e amores, mas também a coisas não tão agradáveis assim, como bullying, mas tudo escrito de uma forma bem leve, natural e gostosa de acompanhar, que deixa o leitor na expectativa do que vai acontecer em seguida. E também para todos que adoram admirar e sentir orgulho de uma ótima obra de um autor nacional.
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Promoção Relâmpago

Vamos sortear um kit com 10 marcadores sortidos para uma das pessoas que comentarem nessa resenha.

Regra:
>> Deixar um comentário com meio de contato até às 23hrs de domingo, 31 de março de 2013.
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Resultado de Promoções


Oii gente! Hoje é dia de ver quem foram os ganhadores das últimas promoções que rolaram aqui no House of Chick! Muito obrigada a todos que participaram e fiquem de olho pois em breve teremos mais promoções ótimas!
O sorteio foi realizado por Rafflecopter e a ganhadora foi a Michele Rodrigues. Quem quiser conferir é só clicar AQUI.
Parabéns, Michele! Mande seu endereço, CPF e RG para promo.hoc@gmail.com, pois em breve a editora enviará seu prêmio! =D
O sorteio foi realizado por Rafflecopter e a ganhadora foi a Larissa Jesus. Quem quiser conferir é só clicar AQUI.
Parabéns, Larissa! Mande seu endereço para promo.hoc@gmail.com, pois em breve a editora enviará seu prêmio! =D
Meninas, obrigada pela participação no Top 11! Amamos os comentários, vocês nos deixam mais felizes todos os dias! =D
1.       Ana Paula Carvalho Martins
2.       Suzane Andrade Dos Santos
3.       Michele Rodrigues de Andrade
4.       Andreza Galvão
Parabéns, Ana Paula! Mande seus dados e o livro que deseja para promo.hoc@gmail.com, pois em breve enviaremos seu prêmio! =D


The Blessed: Abençoadas – Tonya Hurley


Quando eu vi a capa deste título pela primeira vez, logo pensei na atriz e cantora norte americana Amanda Seyfried, que por algum motivo me lembra a menina da foto. Essa capa, inclusive, foi a primeira coisa deste livro que me chamou bastante atenção, mas quando peguei para ler a sinopse o meu interesse logo foi despertado por uma história que parecia ser incrível e que provavelmente iria me prender. Então comecei minha leitura e agora, depois te ter lido todas as trezentas de vinte cinco páginas, venho contar para vocês as minhas opiniões a respeito deste título.
The Blessed nos conta a história de três meninas, sendo elas: Cecilia, uma garota talentosa que é uma excelente cantora e uma roqueira de personalidade forte que tem até seus próprios fãs, Agnes, uma garota muito romântica e bastante tímida, que estuda em um colégio católico, e Lucy, uma socialite que é frequentadora assídua dos blogs e sites de fofocas e que sempre tem seu “lugar” nas áreas Vips de eventos como festas e boates.
Apesar dessas três meninas nunca terem se encontrado, e por motivos bem diferentes (Cecilia foi encontrada afogada, Agnes tentou se suicidar cortando os pulsos e Lucy foi encontrada desmaiada no banheiro de uma boate), elas acabam indo parar no mesmo hospital no Brooklyn na noite de Halloween, e cada uma delas ganha uma pulseira de Sebastian, um homem estranho e sedutor que vai mexer com a vida e a cabeça de nossas três protagonistas.
Cada uma dessas pulseiras trazia um pingente diferente, sendo uma um par de olhos, a outra uma espada e a outra um coração. Logo no dia seguinte quando as meninas tiveram alta, suas vidas nunca mais foram a mesmas.
Por se tratar do primeiro volume de uma trilogia, ele é mais como uma introdução do que está por vir. Conhecemos em cada capítulo mais sobre a vida de cada uma das garotas e seus questionamentos sobre suas escolhas, e o modo como elas levam a vida. Sendo um livro mais introdutório a autora deixa pontas para serem amarradas nos próximos volumes, que nos fazem ficar esperando com expetativa para podermos ver como elas vão lidar com tudo que tem por acontecer.
Eu já havia lido um livro de uma outra trilogia desta autora, o “Ghostgirl” (para ler a resenha, é só clicar no título), que teve o seu primeiro volume publicado pela editora Agir aqui no Brasil, e as continuações nunca foram traduzidas (o que foi bem triste, pois eu gostei bastante da obra), e acho que a autora conseguiu manter nesta nova série o mesmo ritmo da publicada anteriormente, com uma narrativa rápida e gostosa que nos prende do início ao fim. “The Blessed: Abençoadas” é narrado em terceira pessoa, o que foi bem legal, já que deu para a gente pegar uma visão bem ampla de tudo que ocorre na trama.
A capa como já comentei no começo da resenha, é bem bonita e também um pouco assustadora, o que instiga a ter vontade de conhecer a história. A diagramação está perfeita, as folhas são amarelinhas e a editora iD teve todo um cuidado para trazer para a gente esse livro de uma forma impecável. O livro é dividido em três partes e no começo de cada uma há ilustrações, assim como em todo início de capítulo.
Super recomendo essa leitura para todas as pessoas que gostam de uma boa história com um quê de sobrenatural, bastante mistério, cenários bem descritos, cenas tensas e reviravoltas que nos prendem até a última linha. Indico também para quem quer inovar buscando algo que saia dos panos de fundo dos quais estamos acostumados em livros jovem adulto.
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A Filha do Pastor das Árvores – O Povo das Árvores #01 – Gillian Summers


Em “A Filha do Pastor das Árvores” conhecemos a protagonista Keelie, uma jovem que acaba de perder a mãe e, por isso, é levada para morar com o pai no Colorado e deixar sua adorada Califórnia para trás. O problema é que seu pai vive como um nômade em um festival da Renascença, ou seja, todos se vestem de forma a fazer valer o sentido da palavra Renascença.
Mas Keelie não deseja ficar morando no local por muito tempo e já tem um plano em mente para voltar para sua cidade. Até que ela percebe certas peculiaridades acontecendo pelo local e passa a vivenciar coisas estranhas, que por incrível que pareça, pode fazê-la ajudar a população local e, principalmente, a floresta e os seres que ali vivem.
Esperava mais da história, não é que eu não tenha gostado, mas acho que faltou algo a mais. A narrativa é bem lenta e demora um pouco para que as coisas comecem a acontecer, e mesmo quando acontecem não foi nada que prendesse meu fôlego. O que geralmente pode não ser um ponto negativo para mim, nessa história senti falta de mais rapidez na trama. Não sei se foi pelo meu momento de leitura ou se faltou movimentação, mas não me agradou.
Com uma narrativa em terceira pessoa, esse livro tem mais o intuito de introduzir o leitor no cenário criado pela autora e levá-lo a aprender, junto com Keelie, sobre o que ela é quais são as suas habilidades.Uma coisa que achei bem interessante foi a mitologia criada pela autora. Já li diversos livros com o tema fadas, e, apesar deles terem alguns pontos em comum, todos foram bem diferentes entre si. Curti bastante que a Gillian utiliza algumas referências conhecidas pelos leitores, como por exemplo, O Senhor dos Anéis e Alice no País das Maravilhas.
Gostei da maneira como Summers nos introduziu a esse mundo, mas sinto que ainda falta muito para aprender sobre ele e sei que, como esse é apenas o primeiro livro da série, tenho certeza que muita coisa ainda será revelada posteriormente. Só acho que teve um momento, mais para o final do livro, em que Keelie vai conversar mais com o pai sobre algumas verdades, mas o leitor não é levado a acompanhar esse papo entre os dois, nem sabemos o que foi dito ali e acho que isso pode ser considerado uma falta de interesse da autora em nos explicar mais.
Também achei interessante o modo a que somos apresentados a esse novo local a que Keelie vai morar, já que vamos conhecendo os lugares e pessoas junto com a protagonista, como se estivéssemos a acompanhando de perto, o que achei bem legal.
Posso dizer que me diverti muito com as confusões geradas pelo gato Knot, sua arrogância com a protagonista ao mesmo tempo em que a defende e a ajuda em algumas situações renderam cenas ótimas.
Gostei muito de ver o crescimento da personagem, no começo ela era apenas uma patricinha que gosta de roupas justas, mas que também não é tão fútil quanto aparenta ser, e sente falta de mãe e quer fazer de tudo para voltar para a Califórnia. No final conhecemos uma outra Keelie, que vê que o mundo é mais do que ela poderia imaginar e mais do que julgava conhecer, e percebe que tudo que mudou em sua vida pode não ser tão ruim assim, e, quem sabe, realmente pode começar a fazer parte daquilo.
Não teve muito romance nesse volume, e ainda não tenho certeza de quem poderia ser o par da protagonista, visto que existem três possíveis escolhas, Lorde Sean, o bonzinho que quase não teve aparição, Scott, o cara que trabalha com seu pai há anos e capitão Randy, um “pirata” de quem ela deveria manter distância. Não houve muita interação com nenhum dos três, então realmente não tem como adivinhar qual deles será o par de Keelie, mas acho que, dos três, prefiro o Scott.
O título também tem tudo a ver com a história e você vai conseguindo entender, conforme avança as páginas, o que isso significa e o que vai mudar na vida de Keelie. O segundo livro da série, “No coração da floresta”, acaba de ser lançado pela editora Bertrand Brasil.
A parte gráfica está ótima, adoro essa capa (que por sinal é milhões de vezes mais bonita que a americana!) desde o primeiro dia em que a vi, e com certeza foi ela quem me inspirou, primeiramente, a querer conhecer a história. O título em alto-relevo dourado e o material ser soft touch (aveludado) só deram um charme a mais à beleza dela. A diagramação está ótima, em cada início e em toda divisão dentro do capítulo há uma silhueta de folha, o que tem bastante a ver com a história. A fonte, o tamanho e o espaçamento utilizados estão bons para a leitura e as páginas são amareladas.
Recomendo o livro para quem gosta de histórias de fadas e toda a magia que as acompanha, e também para quem curte a natureza. Também é uma leitura indicada para as pessoas que gostam de fantasia, mas que não tem problemas com uma narrativa mais lenta.
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Na Minha Caixinha de Correio #18 + Promoção

Oii gente! Como estão? Tem Caixinha de Correio hoje aqui no blog, espero que gostem do vídeo! E não esqueçam de participar da promoção para os inscritos no nosso canal no Youtube, o sorteado vai poder escolher o livro que deseja dentre as opções fornecidas.

(http://www.youtube.com/watch?v=UPVomdxhtH0)

Vídeo falando da Promoção: Caixinha do Correio #17
Regras:
>> É participação única, então todos tem a mesma chance de concorrer!
>> Basta se inscrever no nosso canal do Youtube AQUI, clicando em Inscrever-se. Ou no quadro abaixo, no botão Subscribe.
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>> A promoção é valida até 21/04/2012.

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Aura Negra - Vampire Academy #02 - Richelle Mead


É a primeira vez que faço uma resenha de um livro continuação, espero conseguir trazer o mínimo de spoilers possíveis, mas acredito que uma vez que seja continuação ele subentende que você já conheça os dados da história, mas nada de crucial da trama aparecerá aqui.

O livro da vez é Aura Negra (2º Volume da Série Academia de Vampiros. O Primeiro é O Beijo das Sombras, para ler a resenha clique no título), da autora Richelle Mead, da editora Nova Fronteira. A trama continua focada nas personagens de Rose Hathaway, uma dampira e sua melhor amiga Lissa Dragomir, uma vampira.

Com a ameaça cada vez maior de ataque dos Strigois, a Escola São Vladimir resolve enviar seus alunos para uma estação de Ski em um hotel luxuoso e bem protegido. Mas em meio a questões de política da realeza e seus problemas amorosos com Dimitri, Rose se vê obrigada a deixar a proteção do hotel para salvar seus amigos. Uma vez frente a quem mais teme colocará a prova tudo que aprendeu em seu treinamento.

Rose continua sendo uma pessoa que diz o que lhe vem a cabeça sem medo das consequências, mas começa ao mesmo tempo a trabalhar sua paciência e maturidade frente aos acontecimentos, tudo porque ela quer ser a guardiã de Lissa a qualquer custo, e para que isso aconteça ela compreende que primeiro vem o Moroi e depois suas necessidades.

Seu passado também ganha espaço já que sua mãe, Janine Hathaway, surge na trama e mostra que embora ausente ela está lá o tempo todo dentro do filha. Resolver sua relação com ela é um ponto importante para que Rose se torne uma guardiã.

Lissa aparece mais equilibrada devido aos remédios que passa a tomar. Começa a agir politicamente, exercendo seu papel de princesa e fascina a todos com quem tem contato. Um novo personagem, Adrian Ivashkov, surge em cena para ajudá-la com seus poderes, e desperta também o ciúmes de Christian, além de um estranho sentimento em Rose.

Dimitri continua encantador, mas passa a ter um relacionamento com a tia de Christian Ozera, o que faz com que Rose se desequilibre com maior facilidade. Tasha Ozera embora apareça em poucos trechos da trama planta uma semente que floresce: os moroi podem e devem se defender com sua magia, além de contar com a proteção dos guardiões.

O ritmo do livro continua igual ao seu anterior, com diagramação simples e capa que conta com os personagens (Lissa e Christian?). O mais interessante fica por conta do quebra cabeça (eu sei, eu gosto dessa palavra!) que aos poucos se monta, tanto por parte dos ataques dos Strigoi quanto por parte da vida particular das meninas, mas que não se finaliza, ao contrário, se expande.

Com um final de pular de alegria, Aura Negra não faz outra coisa que não querer sua continuação, afinal Rose conseguirá ser a guardiã de Lissa? E Dimitri cederá aos encantos de Rose? E Lissa poderá voltar a usar seus poderes ao mesmo tempo em que atua politicamente na realeza? Tocada pelas Sombras é a continuação que promete responder algumas destas questões.

P.s Postado anteriormente no blog Criando Testrálios.

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9 Minutos com Blanda – Fernanda França

Em “9 Minutos com Blanda” conhecemos a protagonista que dá nome ao título, uma mulher que está presa em um relacionamento que não a faz feliz, mas que não vê necessidade de terminar, até que sua mãe e sua sogra resolvem combinar um casamento entre eles, coisa que ela nem imaginou que iria acontecer, muito menos que Max, seu namorado, tinha vontade de casar com ela.
Sem trabalho e morando sozinha com seu gato, Blanda busca um emprego para trabalhar como advogada enquanto vive o relacionamento com seu namorado irresponsável. Tudo muda quando ela conhece um certo gerente de banco, que também é baterista, no meio de uma situação constrangedora. Será que a vida tem que ser só isso ou ela pode buscar a felicidade e viver uma história de amor verdadeiro?
Apesar de esse ser o primeiro livro escrito pela autora, foi o segundo que eu li (o que li antes foi "Malas, Memórias e Marshmallows", clique no título se quiser ler a resenha). Adoro a forma de narrativa de Fernanda, ela sabe como envolver o leitor, criar situações engraçadas a partir de cenas normais que poderiam acontecer com qualquer um, mas que acontecem com grande frequência com Blanda, parece até que a Lei de Murphy foi escrita especialmente para ela. E isso é o que torna a personagem e, consequentemente, o livro super divertidos.
O único ponto negativo na história inteira é o romance, o que infelizmente seria minha parte preferida se desenvolvida de outra forma, já que eu adoro os casais dos livros. Não estou dizendo que não gostei do casal desse, nem que não torci para que os dois ficassem juntos, o problema aqui é que não houve desenvolvimento da história deles. Duas pessoas que se veem seis vezes na vida e trocam meia dúzia de palavras e já são o amor da vida da outro, não me convence. Eu gosto quando há uma interação e o amor surge, principalmente pelo jeito um do outro, que se conhecem com defeitos e qualidades e se gostam mesmo assim, não apenas porque um acha o outro irresistivelmente lindo. Então, se eu pudesse dizer algo para Fernanda seria que aumentasse as cenas do casal e desse mais importância ao crescimento do amor entre eles.
Tirando a parte romântica da história, adorei o livro! O que eu mais gosto desse tipo de literatura é que os personagens são pessoas normais, sem nada de sobrenatural por trás, nem nenhuma coisa impossível se tornando possível. São histórias de gente como a gente, passando por problemas e preocupações parecidos com os que nós, leitores, passamos. E isso nos torna mais próximos da leitura, como se estivéssemos ouvindo sobre o dia de alguma amiga próxima, por exemplo.
Blanda é uma protagonista incrível, muito divertida e eu adorei poder acompanhá-la durante essas páginas. Em diversas cenas me pegava rindo das situações que ela passava, ou até sentia vontade de consolá-la com um papo de amiga quando tudo estava dando errado. Gostei bastante dos personagens secundários como amigos e família, que mesmo não aparecendo tanto, fizeram grande diferença na trama. E preciso comentar que ela tem uma amiga que se chama Talita, que foi citada pouquíssimas vezes, mas ainda assim é legal ver um personagem com meu nome (mesmo que escrito diferente), já que é quase impossível de encontrar em livros, filmes, etc.
Sobre a parte gráfica, a Rai Editora fez um trabalho maravilhoso. Esse livro já havia sido lançado antes, mas com uma capa diferente, e essa nova que a editora produziu é tão linda que dá vontade de ler o livro só de olhá-la! Há alguns elementos que representam alguma coisa relacionada com a história e achei muito legal esse cuidado do capista. A única coisa que pode incomodar algumas pessoas são as páginas brancas, mas o espaçamento está ótimo, a fonte está em um tamanho bem confortável e em cada início de capítulo há ilustrações de estrelinhas.
A leitura é bem rápida e fluida, quando você percebe já está no fim. Recomendo para todas as pessoas que gostam de chick-lits com situações hilárias, personagens cativantes e uma história ótima, e também para todos aqueles que gostam de ler livros de autores nacionais e ter ainda mais orgulho dos escritores brasileiros.
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À Primeira Vista - Nicholas Sparks


Quando eu vi esse livro pela primeira vez, logo procurei a sinopse para saber mais sobre o conteúdo, pois eu já tinha meio que certeza de que ele iria me agradar, já que se tratava de uma história escrita por Nicholas Sparks. Acho que todo mundo já deve ter escutado falar nesse autor pelo menos uma vez na vida, pois mesmo que você não tenha lido nenhum dos seus livros, já deve ter escutado sobre uma das suas várias obras, inclusive das diversas que viraram filme.
Quando comecei a ler esse livro, eu não sabia que a história se tratava de uma continuação, mas depois fui descobrir que ele sucede o livro “O Milagre”, o qual eu infelizmente ainda não li. Então, essa minha resenha vai ser apenas deste volume. Quem quiser ler apenas ele, não tem problema, não vai se perder na história nem nada do tipo, apesar de quem ler o primeiro volume vai conseguir entender mais algumas coisas da trama, como um pouco mais de quando Jeremy e Lexie se conheceram.
Em “À Primeira Vista” conhecemos Jeremy March, escritor de Nova York super determinado que dedica seu tempo a encontrar e desmascarar fenômenos considerados sobrenaturais, e Lexie Darbell uma bibliotecária romântica super apegada à avó. Ambos estão apaixonados, e quando uma gravidez inesperada acontece, resolvem se casar e consequentemente ele acaba tendo que se mudar de Nova York para uma pequena cidade na Carolina do Norte em busca de construir a sua família.
Com tantas mudanças, vemos Jeremy tentando encontrar um equilíbrio na sua vida pessoal e profissional, ainda mais com as mudanças de humor de sua esposa e suas inseguranças e diversas situações que o fizeram ter bloqueio criativo. E, para piorar as coisas, nosso protagonista começa a receber e-mails anônimos contando sobre o passado de sua mulher.
Como uma das fortes características de Nicholas Sparks, esse título contém bastante cenas emotivas e dramáticas, e um final que chega até nos arrancar algumas (ou no meu caso muitas) lágrimas. E acho que nesse volume o autor quis expressar como o amor é tão forte, que é capaz de transformar as pessoas por conta própria. Se eu definisse este título em uma única palavra, acho que usaria superação para explicar basicamente tudo que é vivido nele.
O livro é narrado em terceira pessoa, o que foi bem legal já que deu para acompanharmos um pouco de tudo, inclusive da dificuldade de Jeremy ao sair de uma grande e agitada cidade, para uma pequena e pacata cidadezinha. Além de tudo, a narrativa é rápida e fluida, fazendo com que a gente não consiga largar até terminar de ler a última página.
Sobre a capa, eu não sou tão fã assim. Não que eu a ache feia, mas todas as capas nacionais do mesmo autor são muitos parecidas, fazendo com que a gente não encontre uma marcante, que diferencie das outras. A diagramação é normal, com fonte e espaçamento confortáveis para leitura e as páginas são amareladas.
Super recomendo “À Primeira Vista” para todo mundo que goste de uma história linda e comovente, que mexe com nossos sentimentos a ponto de nos fazer chorar. Se você não gosta de livros que envolvam o tema doença, este não é um livro para você, mas se você não se importar leia essa história comovente de amor e superação.
Avaliação



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Sussurros ao Luar – Acampamento Shadow Falls #04 – C. C. Hunter


Essa resenha não possui nenhum tipo de spoiler, nem dos livros anteriores da série, “Nascida à Meia-Noite”, “Desperta ao Amanhecer” e “Levada ao Entardecer”. Caso queira ler as resenhas deles, é só clicar nos títulos.
“Sussurros ao Luar” é o quarto volume da série Acampamento Shadow Falls, e tem previsão de lançamento nacional para maio desse ano. Nesse volume, depois de Kylie finalmente descobrir a qual “grupo” de sobrenatural ela pertence, precisa saber o que isso significa de verdade e entender as consequências que isso acarretará em sua vida. Além disso, um novo fantasma apareceu e ela precisa descobrir como pode estar vendo essa pessoa se ela ainda é viva. O que isso poderia significar? E o que ela vai precisar fazer para ajudá-lo?
Com tudo acontecendo a sua volta, ela ainda tem que lidar com uma certa declaração que um de seus pretendentes acabou de confessar, e entender seus sentimentos com relação aos dois, Derek e Lucas. Quem ela deve escolher? Quem realmente mexe com seu coração de verdade?
Nem preciso dizer que gostei demais desse livro, não tanto quanto dos anteriores, mas essa série é realmente fantástica. Nesse livro podemos ver como Kylie vai lidar com as novas descobertas, relevadas no final do anterior, inclusive aprender mais sobre suas habilidades e o que elas significam.
Gosto muito dos personagens, das melhores amigas de Kylie, a bruxinha Miranda e a vampira Della, da líder do acampamento, a fae Holiday e o vampiro Burnett, Derek, o pretendente para quem eu sempre vou torcer, e Perry, o metamorfo mais fofo e legal que existe. Não é que não goste de Lucas, mas não é dos meus personagens preferidos, assim como Kylie que perdeu um pouco do seu encantamento nesse volume para mim.
Adoro como C. C. Hunter sabe nos prender na história, que nunca fica parada. Mesmo quando parece ser algo bem banal acontecendo, pode ter algum significado bem importante em outras partes da história, ou então para o desenvolvimento dos personagens. Esse volume, diferente dos anteriores, teve um foco mais voltado para Kylie descobrir mais sobre ela, do que para enfrentar perigosos, por exemplo.
Não concordo com algumas coisas que aconteceram aqui e achei que Kylie foi bem repetitiva em diversas situações, além de me irritar em vários momentos nesse volume, principalmente quando o assunto era o relacionamento de seu padrasto com sua mãe. Quem leu os livros anteriores sabe o que ele fez com a mãe, e, portanto, o motivo de estarem separados. Mas Kylie parece não aceitar que a mãe seja feliz novamente com outra pessoa. Isso me irrita porque se ela estivesse infeliz em um relacionamento, ela iria querer que ele fosse adiante? Então ela foi mais do que egoísta quando desejou que a mãe o perdoasse para as coisas serem como antes. O errado foi ele, que deveria ter pensado antes de fazer algo, então não cabe a Kylie decidir o que a mãe deve ou não fazer, se deve ou não perdoá-lo, isso cabe apenas a mãe. Mas o que mais me irritou mesmo foram as atitudes de Lucas, que foram ficando cada vez mais ridículas e, em minha opinião, os meios que ele utilizou para chegar ao fim que pretende no último volume, não são nada justificáveis. Se eu já preferia o Derek antes, depois desse livro eu não poderia nem dizer que um dia já cheguei a cogitar gostar mais do Lucas.
Essa série me vicia até não poder mais, mesmo que as vezes me faça mal (eu nunca torci tanto para um personagem masculino quanto torci por Derek e isso é ruim em alguns momentos), e eu não consigo não amá-la e quero sempre mais e mais. C. C. Hunter é uma escritora fantástica, além de criar um universo totalmente maravilhoso, com personagens incríveis e tramas bem elaboradas, ela sabe desenvolver os sentimentos de forma bem natural e verdadeira. O leitor consegue se ligar à história de uma forma completamente envolvente, torcendo para que tudo dê certo, sofrendo quando algo não está legal, ficando feliz quando as coisas tomam rumos bons. É um turbilhão de emoções e, para mim, é isso que torna uma história realmente boa: sentir junto com os personagens. E Hunter é mestre nisso, com certeza.
É triste pensar que a série que eu tanto gosto está chegando ao fim, pior ainda é pensar que muita coisa do que eu espero dela não vai se concretizar realmente, isso é de doer o coração. Mas o que espero do próximo volume é que todas as pontas, até as quase irrelevantes, sejam resolvidas e que não fique nada de lado, então estou com expectativas lá nas alturas, mas também sei é que a grande maioria delas com certeza vão ser alcançadas e isso é, pelo menos, bastante gratificante.
O que está escrito em branco a seguir não é um spoiler, mas sim uma especulação que tem grandes chances de ser verdade. Se você não liga para isso, é só passar o mouse em cima para ler o conteúdo, caso não goste desse tipo de informação, não leia. Já era Team Derek desde o primeiro livro, mas depois de tudo o que li nesse, há 99,9% de chances de que ela vá escolher o Lucas. Não consigo fazer com que entre na minha cabeça como Kylie poderia querer ficar com ele depois de tudo o que ele fez nesse volume, principalmente no final, mas meu coração aperta em pensar que é isso que vai acontecer no último livro, apesar dele ter sido um babaca em grande parte dos acontecimentos desse quarto volume. Mas é aquilo, “o coração tem razões que a própria razão desconhece”. Só digo uma coisa, meu respeito e minha adoração pela protagonista vão acabar inteiramente no término da saga, não apenas porque sou Team Derek até o fim, mas porque as coisas que Lucas fez a ela não foram legais e ela vai mostrar não ter amor próprio nem respeito por si mesma, então como eu vou ter? Só tenho uma esperança, o que me deixa menos chateada, acho que o Derek merece alguém melhor do que ela depois de tudo, e vou torcer demais para que a autora resolva escrever uma spin-off com a história dele, e que ele fique com uma personagem que seja boa para ele e que o faça feliz.
Vou falar de algumas curiosidades, a primeira é que os direitos de adaptação de roteiro para gravação de série ou filme já foram adquiridos pelo produtor Steven J. Berger, mas ainda não há nenhuma certeza de que realmente saia do papel. Vou continuar torcendo para que o projeto vá adiante.
O último livro, “Chosen at Nightfall” (Escolhida ao Cair da Noite – nome provisório em português), só deve ser lançado no final do ano aqui no Brasil, lá fora a data de lançamento é 23 de abril, e eu era um poço de ansiedade, mas admito que depois desse quarto volume ela diminuiu consideravelmente, até porque já dá para imaginar tudo o que vai ocorrer no último da série. Mas ainda assim preciso saber o desfecho de toda a história de Kylie e todos os outros do acampamento.
A autora também escreveu um novo conto, “Saved at Sunrise”, com mais ou menos 100 páginas (em inglês), que tem como protagonista a Della, a amiga vampira de Kylie quando ela sai em uma missão que é mencionada em “Sussurros ao Luar”. Ele será lançado antes do último livro da saga, no dia 02 de abril, mas será apenas em e-book, assim como o conto 0.5, “Turned at Dark”, que foi com a mesma protagonista antes que ela entrasse para o Acampamento Shadow Falls. Adoro totalmente o jeito de narrativa da autora, então estou louca para lê-los também! Adoro as capas e vou deixá-las no final da resenha para vocês conferirem. Outra notícia é que depois que o último livro da saga de Kylie for lançado, a autora já tem ideias para escrever uma nova saga, mas dessa vez com a Della como protagonista. Claro que eu vou querer ler também!
Eu ia dar 5 casinhas nesse quarto livro, mas não poderia fazer isso por causa dos meus sentimentos. Veja bem, a escrita de Hunter continua mais do que maravilhosa, ela sabe como montar uma trama bem elaborada, sabe ligar as pontas de uma maneira fantástica, resolvendo diversos assuntos no volume em questão, mas sempre deixando algo para ser resolvido no próximo, mantendo nossa curiosidade e ansiedade a mil. Mas “Sussurros ao Luar” foi bem triste para mim, porque já dá para saber de algo que vai acontecer no próximo, que eu desejava com todas as minhas forças que não fosse ser assim, então já sei que o final não vai ser como eu esperava e é muito ruim criar altas expectativas para algo que não vai ser realizado, principalmente de uma de suas séries preferidas de todos os tempos.
Eu não posso comentar com vocês sobre a parte gráfica do livro porque recebi a prova, então não tem como saber formato, capa e nem diagramação, mas como base nos livros anteriores, com certeza a diagramação deve seguir a linha dos três primeiros, e eu gosto bastante do trabalho da editora. Só estou louca para ver a capa, porque amo capas e as dessa série são lindas, então, quando ela for divulgada, eu troco aqui no post.
Recomendo a série para todas as pessoas que gostam de um jovem adulto sobrenatural, escrito magnificamente, daquela forma que prende o leitor a cada página avançada, e que no final de todos os capítulos você não consegue largar porque precisa saber o que vai acontecer em seguida. Também indico para todos aqueles que adoram personagens bem construídos, uma variedade de sobrenaturais com suas habilidades bem evidentes, e sem deixar a leitura cansativa. A saga é maravilhosa e repito, vale a pena a leitura.

Post atualizado com a capa nacional.
Avaliação


Capas dos contos narrados por Della


Capa do último livro da série

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Top Comentaristas 11,5



Oii gente! Resolvemos fazer algumas mudanças no Top Comentaristas. Primeiramente, vamos fazer com que seja por mês e não por um período de trinta dias, ou seja, o próximo Top começará no dia 1º de abril e vai durar até o último dia do mês, 30 de abril.
Como esse mês está longe de acabar, resolvemos fazer um Top 11,5, que será válido a partir de hoje até o dia 31 de março. As regras desse serão iguais aos dos anteriores, só iremos modificá-las no próximo mês, no Top 12, que serão mais fáceis e os participantes terão ainda mais chances de ganhar.
Regras:
>> Deixar um comentário (que tenha conteúdo e que tenha a ver com o post. Comentários do tipo: Adorei! ou similares não vão valer!) em qualquer post participante do Top Comentaristas 11,5;
>> Preencher corretamente o formulário encontrado no final de cada post;
>> Estar presente em pelo menos uma das redes sociais do blog (Ser seguidor do Twitter @HouseofChick e/ou Curtir a Fan Page do House of Chick no Facebook).

Atenção!
Sem o preenchimento do formulário a participação não será validada!

Ganhador:
Será o ganhador aquele que mais comentar nos posts válidos no período da promoção, sem esquecer-se de preencher o formulário. Em caso de empate será feito um sorteio entre todos os empatados.

Prêmio:
>> 40 marcadores diversos

Período:
>> Esse Top Comentaristas tem início no dia 19/02/2013 e vai até o dia 31/03/2013.

Resultado do Top Comentaristas 11

Como costume, vamos deixar alguns dias de prazo para quem ainda não tiver comentado em algum post do Top 11, mas o resultado sairá em breve em uma nova postagem.

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