@mor – Daniel Glattauer

Quando soube do lançamento desse livro, fiquei curiosa para ler. Primeiro porque gosto do tema amor, segundo porque acho o formato do livro, que é escrito através de troca de e-mails, muito interessante, apesar de ter lido poucos do estilo.
Em “@mor”, conhecemos Emmi Rothner e Leo Leike, pessoas que não se conhecem pessoalmente, nem nunca ouviram falar do outro, mas que acabaram entrando em contato através de um e-mail enviado por ela para o destinatário errado, ele.
Essa confusão acontece por causa de uma letra no endereço eletrônico, que faz com que as mensagens de Emmi cheguem à caixa de entrada de Leo. A partir daí, eles começam a ter conversas descompromissadas, cheias de enigmas e que desperta curiosidade da pessoa do outro lado, e também a do leitor.
Depois de um interesse mútuo, eles começam a pensar se vale a pena transportar o que têm virtualmente para o mundo real. Questionamentos surgem, fazendo-os refletir se esse encontro ao vivo vai acabar fazendo com que tudo o que foi construído até o momento se dissolva e passe a não existir mais. Ou se sobreviver, vai valer a pena? O que vai mudar em suas vidas depois desse encontro?
Os personagens são muito legais e cativantes e, com o passar das páginas, a gente vai conhecendo mais sobre eles. A cada e-mail trocado nós vamos simpatizando mais com ambos e vendo a paixão entre eles crescer, o que resulta em torcida para que se conheçam logo e fiquem juntos.
Também acho muito interessante utilizar a tecnologia e o encontro virtual como base para um romance, já que, na era tecnológica na qual estamos inseridos hoje em dia, isso é muito comum. Inclusive, a grande maioria das pessoas conhece outras online, e amizades acabam sendo construídas a partir daí. Já ouvi casos em que amizades do estilo transformaram-se em amor, como explorado por Daniel em “@mor”.
Eu adorei esse livro! Há algumas tiradas bem engraçadas e outras mais tristes, algumas bem enigmáticas, outras com respostas claras e objetivas. O livro é fininho (só tem 184 páginas) e, por ser escrito através de e-mails, a leitura fica mais dinâmica e rápida, além disso, flui de uma maneira super gostosa e envolvente. É aquele tipo de leitura que você pega para ler em um dia e quando vai reparar, acabou.
E por falar em final, que final foi esse?! Adorei! Quem acompanha minhas resenhas sabe que adoro quando o livro termina nos deixando intrigados, ansiosos para ler o próximo volume da série, e esse terminou exatamente dessa maneira. Espero que a continuação não demore tanto para ser lançada aqui.
Acho a capa bonitinha, mas nada que me fizesse suspirar. E acho que, apesar de remeter ao assunto do livro, também remete a uma leitura de outro estilo. Não sei se eu iria parar para procurar a sinopse se não já tivesse escutado falar nele previamente.
Recomendo bastante a leitura. Se você procura um livro leve, para se distrair e se divertir ao mesmo tempo, e que goste de histórias de amor inusitadas, tenho certeza de que vai adorar “@mor”.

Ps.: Post atualizado com a capa da nova edição, lançada em 2013. A foto abaixo é a da primeira edição.
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A pecadora – Petra Hammesfahr

 Sinopse:
   Em um dia ensolarado, a jovem e querida mãe Cora Bender assassinou um homem na frente de algumas testemunhas, inclusive de sua família. Mas por quê?
Core sempre foi uma mãe adorável e amada, o que levaria a jovem esfaquear tantas vezes um homem estranho, parando só então quando alguém foi tirá-la do local?
Aparentemente, pra polícia seria um caso muito simples de se resolver. Mas o inspetor Rudolf Grovian não fechou o caso e decidiu iniciar uma investigação, mesmo com várias testemunhas e a própria Cora ter confessado o crime.
Com isso, começa a descoberta do passado da jovem Cora Bender e a jornada na direção do inferno.
  Já me deparei com livros policiais ÓTIMOS, como Sherlock Holmes (mas ele esta fora de comparações né?), mas este foi SURPREENDENTE, o que realmente me chamou a atenção foi a escrita incrível da autora, o livro simplesmente flui, é impossível parar de ler uma vez que você já tenha começado.
 Conhecemos um pouco da vida de Cora quando ela ainda morava com os pais, filha de uma mulher religiosa demais que culpa nossa protagonista pela doença de sua irmã e várias coisas (eu não aguentaria tanta pressão), e de um pai que embora ame a filha, comete muitos erros. Este livro nos mostra como uma família contribui para a formação do caráter de uma pessoa.
  Cora passou por um trauma muito forte durante sua fase de adolescência, tão forte que ela nunca contou a ninguém. Este segredo que estava bloqueado em sua mente (devido a gravidade do trauma ela mesma não consegue "acessar" isto, como se houvesse uma barreira), mas durante um passeio com seu marido e seu filho, esta barreira começa a quebrar... Tudo devido a uma música, tiger's song, e isso desencadeia a morte de um cara que aparentemente não é conhecido por nenhum membro da família de Cora , e ela mesmo afirma não conhecê-lo.
 Uma história simplesmente perfeita, mostra como as aparências enganam, o e como nossa mente pode pregar peças, e que tudo na vida deve ser feito de forma moderada.
   Eu comprei este livro sem esperar muita coisa, e agora simplesmente estou LOUCA para achar MAIS LIVROS dessa autora kkk'. É simplesmente viciante, a escrita, os personagens... o final do livro é MUITO BOM.
   Para aqueles que apreciam um romance policial, com uma GRANDE carga emocional, eu realmente recomendo, pois é uma surpresa atrás da outra, porque (admito) é quase irritante o fato de você ter sempre algo novo a descobrir. Inclusive, é impossível ter momentos em que você quer simplesmente ignorar um parágrafo, porque tudo te deixa intrigada... Faz tempo que não leio um policial tão bom assim.
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O Livro das Coisas Perdidas – John Connolly


Em “O Livro das Coisas Perdidas” conhecemos David, um garoto que acaba de perder a mãe, e procura na leitura um meio de amenizar o que está sentindo no momento. Os livros passam a ser sua única companhia até que ele começa a escutar vozes vindas deles e depois acaba entrando em um reino encantado onde realidade e imaginação se misturam, e David se depara com diversos personagens durante o caminho que percorre.
Quando me deparei com a capa do livro, que é muito bonita, e vi o título, não fazia ideia do conteúdo pelo qual iria me aventurar durante a jornada incrível que foi a leitura.
Esse é um livro que retrata coisas perdidas num mundo de fantasias. Então, pode-se dizer que jovens vão gostar do que irão ler, mas acredito que seja mais voltado para o público adulto, ainda mais pelo fato de a história ser passada no contexto da segunda guerra mundial. Acho que o livro não teve uma boa abordagem inicial porque começa com o sofrimento da mãe de David e tudo o que ele tenta para amenizar sua dor, como se isso fosse possível, e até seria, mas apenas no mundo dele, pois tinha medo de perdê-la e, por isso, como qualquer criança, tentava protegê-la da dor. Era muito bonito seu amor, mas vê-lo sofrer e passar por todas essas coisas não foi muito legal.
No decorrer da história, muita coisa mórbida e sangrenta acontece, não só pelo reflexo da guerra, mas pela própria narrativa, que é tão profunda que choca a quem procura alguma coisa mais suave. Em algumas partes, são relatadas histórias que ouvimos quando crianças, os famosos contos de fadas, mas com versões muito diferentes das que estamos acostumados a escutar. Elas se fundem com o processo vivido pelo jovem, que está em fase de amadurecimento. O mundo da fantasia e o mundo real se transformam em uma só coisa, causando arrepios no leitor e, muitas vezes, indignação.
No mundo sombrio no qual vemos nosso protagonista entrar, me surpreendi com tudo que o homem torto fez para conquistar David. Suas artimanhas eram muito bem pensadas e planejadas, fazendo com que eu admirasse a forma como o autor escreveu todas elas.  Mas, mesmo esse reino encantando sendo assustador, cheio de perigos e de criaturas que matam crianças e viajantes, o protagonista acaba conhecendo pessoas legais como o Lenhador e o cavaleiro Rolando que o ensinam sentimentos como lealdade, companheirismo e amizade, fazendo com que David repense sua vida com a sua família e sobre a morte de sua mãe.
Nosso subconsciente as vezes se revela tentador por mudanças que gostaríamos de vivenciar para melhorar alguma coisa com a qual não estamos felizes e/ou satisfeitas. Mas, muitas vezes, ele nos trai, fazendo-nos desejar coisas que as vezes nos arrependemos.
E como dizia Picasso... “Tudo o que se pode imaginar é real”. Ou melhor, nós é que transformamos em real o que queremos que seja real.
O protagonista passa por processos tão confusos para amadurecer que, em alguns casos, dói muito. No final, o autor procura amenizar o sofrimento do jovem, que não era mais tão jovem assim, tornando sua jornada de volta menos dolorosa.
O livro começa e termina falando da morte, só que o término foi bem mais suave. Posso afirmar que o livro é muito bem escrito e a narrativa de John Connolly é muito inteligente. A dualidade de sentimentos é sentida sempre. A perseverança e a determinação do jovem foram extremamente aguçadas pelo brilhantismo da escrita. Esse é o primeiro livro que leio do autor, e o primeiro a ser publicado no Brasil, e já posso afirmar que me encantei com seu modo de escrever.
A diagramação está divina, adorei o trabalho gráfico da Bertrand. A capa é muito bonita e tem tudo a ver com a história. Inclusive há alguns elementos da trama presentes nela, e em cada começo de capítulo.
Em minha opinião, se esse filme fosse transformado em filme, com toda a tecnologia avançada na qual a nossa sociedade está inserida, tenho certeza de que seria de grande sucesso de bilheteria. 
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Love Story – Jennifer Echols


Gente, minha memória está péssima mesmo! Eu já tinha lido esse livro, e pensei que já tinha postado a resenha, até procurá-la no blog e perceber que estava enganada. Mil desculpas por isso!
Em "Love Story", conhecemos Erin, uma garota rica que morava com sua avó em uma grande fazenda de cavalos em Kentucky, até que resolveu abandonar os planos de sua avó (que consistiam em Erin estudar administração para, futuramente, assumir os negócios da família), para ir atrás de seu próprio sonho: estudar escrita criativa em NY. Mas sua avó não fica nem um pouco contente com sua decisão e resolve que não vai ajudá-la a se manter na faculdade e nem na nova cidade. E o pior de tudo é que resolve que Hunter, o cavalariço, iria assumir o lugar de Erin, tanto na faculdade de administração com as contas pagas, quanto nos negócios da família, e de quebra ainda iria ficar com toda sua herança.
Erin vai embora da fazenda, brigada com sua avó, e precisa trabalhar em uma cafeteria para poder se manter em NY, enquanto estuda para conseguir um estágio bem conceituado e muito desejado pela protagonista. Acompanhamos as aulas de escrita criativa de Erin, que passa a ser o cenário mais frequentado pelos personagens durante toda a história.
A narrativa é intercalada por acontecimentos reais e cenas das histórias criadas por Erin e Hunter (o que me fez lembrar de Diário da Princesa 10, onde podíamos acompanhar a vida de Mia e a história criada por ela), que na verdade não passam de seus passados com algumas mudanças imaginadas pelos autores. Logo nas primeiras páginas conhecemos uma história sexy entre uma garota e seu cavalariço, que na verdade foi inspirado em Hunter. E o pior, ele começa a frequentar a mesma aula na qual ela está lendo essa história.
Depois de algumas tentativas frustradas de tentar convencê-lo a não admitir para ninguém que ele é o personagem masculino de sua obra, Hunter decide criar sua própria vingança, escrevendo coisas ainda mais sensuais que são expostas na mesma aula. Começa, então, um joguinho entre eles, despertando algumas gargalhadas no leitor enquanto se provocam mutuamente. Acompanhar essa história com ar de “gato e rato” sexy deu um ar mais divertido à trama.
Só não gostei tanto assim do romance entre Erin e Hunter, por um único motivo: ele foi babaca muitas vezes e ela sempre acabava “esquecendo”. Erin ficava muito dividida com seus sentimentos, uma hora achava que gostava dele, na seguinte o considerava seu pior inimigo. Além disso, acho que rolava um desejo mais físico do que amoroso entre os personagens, pelo menos foi a sensação que tive a maior parte do tempo. Portanto, acredito que faltou uma relação mais bem construída entre eles, pelo menos na questão afetiva.
“Love Story” é um livro bom, leve e contagiante, mas se você está procurando algo intenso e cheio de coisas surpreendentes, nem adianta pegá-lo para ler. Os personagens são legais, a construção deles foi bem feita, mas entre os dois livros da autora que li, “Longe demais” e esse, o primeiro é muito melhor e muito mais bem escrito.
Acho que fiquei esperando o tempo inteiro por algo diferente, que me surpreendesse, mas não foi o que aconteceu. Jennifer escreve bem, de uma forma leve e que nos deixa envolvidos com os personagens e a trama, e a leitura flui bem. A história é toda narrada em primeira pessoa, recurso que gosto bastante também. Foi uma leitura prazerosa para passar o tempo, divertida e com um romance fofo. Mas eu me envolvi mais com a ideia do livro do que com ele em si, esperava mais do desenvolvimento. Não gostei muito do final também, acho que faltou alguma coisa.
Adoro a capa, que segue a linha de todos os outros da autora publicados no Brasil, e é a mesma de lá de fora, além de ser linda!
Recomendo o livro para quem procura uma leitura leve e descontraída, com pitadas sensuais e passagens engraçadas.
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Bienal do Livro de Minas - 19/05/2012



Lindão o estande da Panini.

        A Bienal do Livro de Minas Gerais está acontecendo em Belo Horizonte e vai de 18 a 27 de maio, e no dia 19, sábado, eu fui para o Expominas dar uma olhada em alguns livros e tietar alguns autores! Cheguei lá por volta das 14hrs e já tinha bastante gente, mas, por sorte, o espaço é bem grande. Tinha várias livrarias (A Leitura estava lotada!) e estandes de diferentes editoras (em uma editora espírita, vi um senhor psicografando em um livro e tinha uma islâmica com dois homens de túnica e chapéu a la papa). Primeiro, fui procurar pela Thalita Rebouças, pois soube que teve às 12hrs um bate-papo com ela no Território Jovem, mas pelo visto ela tinha ido embora, então fui para o estande da Autêntica para comprar Fazendo meu Filme 4 e pegar a senha para a sessão de autógrafos que teria com a Paula Pimenta às 16hrs. Nesse meio tempo, fui para o espaço Bienal em Quadrinhos onde estava tendo uma palestra sobre Webquadrinhos com Carlos Ruas, Ricardo Tokumoto, Vitor Caffagi, Luis Felipe Garrocho, Eduardo Damasceno e vendendo HQ’s da Pandemônio, quando um repórter do MGTV apareceu e entrevistou eu e meu avô (mil vezes vergonha! Ainda bem que saiu na TV, mas não na internet). Logo após isso, andei por todo espaço e fui para a Comix comprar umas revistas em quadrinhos antigas para completar algumas coleções (gente, eu sei que é bienal do LIVRO, mas os livros mesmos estavam muito caros), quando aparece a Luciana, uma amiga de alguns anos do Twitter, que já tinha conhecido no FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos, aconteceu em novembro de 2011 em BH) e fiquei conversando com ela. Depois de um tempo olhei no relógio e vi que faltava dez minutos para às 16, então fui correndo para o local onde aconteceria os autógrafos da Paula.
LANÇAMENTO DE FMF 4


         Quando cheguei na praça onde iria ocorrer o lançamento, a fila já estava enorme e bem desorganizada! Quando a linda autora da série Fazendo meu Filme e Minha Vida Fora de Série chegou, foi uma gritaria (veja o vídeo aqui). Depois de uma hora (e um pastel de carne), finalmente os seguranças vieram organizar, pois estava um confusão! De repente, não tinha mais fila atrás de mim, nem na frente, apenas um tumulto. Só sei que não demorou mais de uma hora e meia para ser a minha vez, o que foi pouco se vocês vissem o tanto de gente que ainda tinha. Mas, infelizmente, não tirei foto com a Paula, pois a Luciana não chegou a tempo e ninguém se disponibilizou para tirar para mim com minha câmera. Fiquei bem triste, mas ganhei autógrafo, e ver a Paula, uma das minhas autoras preferidas, bem na minha frente e toda sorridente, valeu todo o esforço! Brigadão, Paulinha!!
        
         Se eu ir mais algum dia para a Bienal essa semana, conto para vocês como foi. Cheguei exausta em casa por volta das 18hrs, mas muito feliz, pois o dia tinha sido ótimo! =)

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Esse post também foi publicado no meu blog Across my Universe.

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HQ A Torre Negra – Stephen King

Eu, particularmente, gosto bastante de HQs. Além de serem pequenas e rápidas de serem lidas, são bem gostosas. Você provavelmente já deve ter escutado falar de Stephen King. Seja por seus maravilhosos livros, ou seja pelos filmes baseados em suas obras.
E, para agradar nós leitores, a Suma de Letras lançou os livros da série Torre Negra, que foram adaptados para HQ. Essa maravilhosa história ganhou os quadrinhos, contando sobre a trajetória do jovem Pistoleiro Roland (o último descendente do Clã de Gilead e também representante de toda uma linhagem de pistoleiros).

Nasce o Pistoleiro – Volume 01
Nesse primeiro volume, conhecemos a história do Roland em sua juventude e no seu início como pistoleiro. Roland e seus fiéis amigos Cuthbert Allgood e Alain Johns, são enviados em uma missão importante para as terras distantes para colher informações para o seu pai e buscar auxílio para a confederação para a guerra.
O que Roland não contava é que, em Hambry, ele se apaixona perdidamente pela doce Susan Delgado. Porém, ela vai se mostrar mais útil e de boa ajuda do que eu pensava.
Esse primeiro livro é eletrizante e nos prende do inicio ao fim.  Ele contém bastante ação, mortes e sobrenatural. Agora, como vou falar do segundo volume, pode ocorrer de haver spoiler então, caso você não tenha lido ou não goste de spoiler, aconselho a não continuar.

O Longo Caminho Para Casa – Volume 02
Já no segundo volume desta série, o HQ “A Torre Negra - O Longo Caminho Para Casa”, vemos Roland, após a morte de sua amada, ficar revoltado e acabar atirando contra a esfera mística de Merlin, mais conhecida como Toranja. E isso faz com que o nosso protagonista trave uma batalha invisível já que ele acaba em uma realidade paralela dentro de si.
Para piorar a situação deles, nesse segundo volume conhecemos o Rei Rubro que está atrás da Toranja e para isso conta com Marten Broadclock, o pior inimigo de Roland, como seu aliado.
Agora, seus amigos devem despistar todos aqueles que estão os seguindo e ainda devem carregar o corpo de Roland inabitado.
Os cenários e as cenas de fuga estão muito bem desenhados nesse livro e ele conta com mais participação dos personagens, que pouco apareceram no primeiro volume.
Agora vou resenhar o terceiro volume desta HQ, então mais um aviso para quem não gosta de spoiler e ainda não leu os volumes anteriores.  Essa terceira resenha vai conter spoilers dos volumes que o antecederam.

Traição – Volume 03
Nesse terceiro volume, vemos ilustrações eletrizantes e uma história de tirar o fôlego. Isso porque as coisas não vão muito bem no mundo médio, já que Roland está sendo assombrado com visões horríveis provocadas pela Toranja, e essas visões acabam fazendo com que ele não consiga enxergar os planos de seus inimigos.
Agora, Roland e seus amigos, que fazem parte da sua ka-tet, chegam à Gilead e são nomeados pistoleiros, tendo assim o direito de usar suas armas, o que causa inveja em muitas pessoas.
Nesse volume, conhecemos também novos personagens que, com certeza, irão estar nas continuações que estão por vir, inclusive Aileen Ritter, sobrinha do treinador dos pistoleiros e que sonha em se tornar uma, apesar de só existirem homens pistoleiros.
Se você gosta de HQs e/ou se gosta do Stephen King, não deixe de ler essas HQs. A história é realmente boa, e espero ter conseguido passar para vocês um pouco do que achei lendo.
HQs são mais difíceis de resenhar, já que são curtas e por isso tento expressar mais uma visão geral para não ter spoiler.
As ilustrações estão incríveis e os efeitos delas estão realmente de qualidade. Adorei a versão que a Suma de Letras trouxe para a gente de capa dura.
Super recomendo e já estou aguardando ansiosamente pelos próximos volumes.
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Lançamentos


Oii gente! Tudo bem com vocês? O post de hoje trás os últimos e próximos lançamentos (que não foram citados em outros posts do blog) das editoras: iD, Intrínseca, Grupo Editorial Record e Novo Conceito. Estamos ansiosas por todos eles! E vocês, quais tem interesse?
Para saber mais sobre algum livro é só clicar no título, logo abaixo da capa.


















Uma Vida Interrompida (Memórias de um anjo assassinado) - Alice Sebold


Quando encontrei esse livro na biblioteca da minha cidade, eu não sabia realmente o que esperar dele. Sempre tive o costume de escolher livros pelas capas, e interessada pela desse, acabei pegando-o emprestado, sem saber a leitura que viria pela frente.  É um livro relativamente antigo, e eu já o li faz algum tempo, mas até hoje tenho as passagens muito vívidas na memória, por ser realmente uma história muito marcante.
O livro conta a história de Susie Salmon, brutalmente estuprada e assassinada na década de setenta, onde os recursos atuais, como o DNA, ainda não existiam.  É um livro de esperança e humor, embora tenha como pontapé um acontecimento triste, e, infelizmente, muito visto nos dias atuais.
A culpa do humor da história foi a escolha certeira de Alice Sebold de colocar a própria Susie como narradora. Desde as primeiras páginas, nós sabemos que ela está morta, e também nos é revelado o responsável por sua morte, embora ela não possa fazer nada sobre isso. Do céu, Susie narra para nós todos os acontecimentos após a sua morte—a luta de seu pai arrasado para conseguir justiça, o distanciamento da mãe da família, a luta da sua irmã na pressão de se tornar a substituta, e ser, ao mesmo tempo, a menina mais popular e rejeitada da escola e a confusão do irmãozinho de apenas 4 anos, que quer apenas que os pais parem de chorar e que sua irmã volte logo “de viagem”. Ao mesmo tempo, ela também narra os cuidados do assassino para não ser descoberto, as investigações infrutíferas da polícia local, a vida do garoto de quem ela gostava e também de uma garota distante, estranhamente envolvida na história.
Em meio à tudo isso, temos também os devaneios de Susie com seus sentimentos e suas lembranças, devaneios bem adequados para uma garota de apenas quatorze anos. Ela sabe da injustiça de tudo aquilo, e às vezes fala de seus sonhos para o futuro, num tom ao mesmo tempo infantil e maduro.
Foi isso que realmente me marcou. A história por si só não tem grandes reviravoltas, com alguns acontecimentos isolados distribuídos pelas páginas, mas foi pela protagonista que eu realmente me apaixonei. Enquanto assiste impotente do Céu tudo se desenrolar lá embaixo, ela nos passa lições importantes de coragem, esperança e fé, torcendo pela reconstrução de sua família e pela justiça que sabe que não virá. Uma situação triste, mas que pelas palavras da resignada Susie, acaba se tornando uma fábula para o leitor.
A escrita da autora é simplesmente adorável, ao mesmo tempo leve e densa, de modo que nos envolvemos na história desde a primeira página. A sequência de acontecimentos é dinâmica, não muito detalhada, mas ainda assim prende o leitor de uma forma inacreditável.  Terminamos o livro e ficamos com aquele gostinho de quero mais, apesar de não haver realmente uma continuação.
Minha única reclamação é sobre o final. Depois de uma história tão emocionante, ele se revela fraco e insatisfatório. Nada que realmente estrague a leitura, mas me decepcionou bastante. A diagramação da Ediouro, pelo que me lembro, foi satisfatória—simples, mas sem muitos erros. Nada notório. E a capa, que foi o que realmente me interessou à princípio, não faz jus à história, que é linda, marcante e maravilhosa.
Ao que me consta, há uma adaptação cinematográfica para este livro, que no Brasil foi traduzido como Um Olhar Do Paraíso, estrelado por Saiorse Ronan. Não tenho interesse no filme, porque, seguindo meu modesto conhecimento sobre adaptações cinematográficas, ele não vai conseguir passar nem metade da emoção do livro. Procurando sobre isso, porém, acabei encontrando banners de divulgação tão maravilhosamente lindos que mereciam ser a capa do livro—isso, é claro, é apenas uma opinião minha.
Parabéns para Alice Sebold e para sua ótima história, que, mesmo depois de tanto tempo, permanece vívida em minha memória, com suas lições de esperança e renovação. 
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Divulgação: Tempest – Julie Cross



Oii gente! Tudo bem com vocês? Hoje vamos falar do próximo lançamento da Editora Jangada: Tempest de Julie Cross. Estamos absolutamente ansiosas para ler essa história, que parece ser fantástica!


Nesse post, trouxemos a sinopse, o book trailer, curiosidades e as redes sociais de Tempest, para vocês ficarem ainda mais ansiosos pelo que está por vir, como nós!
Sinopse
Uma combinação ágil e inteligente de aventura, romance e ficção científica... Depois de ler a primeira página, você também vai querer ‘saltar’ no tempo para saber o que vai acontecer no final...” O ano é 2009. Com 19 anos de idade, Jackson Meyer é um cara normal... Ele está na faculdade, tem uma namorada... mas é capaz de viajar no tempo! Porém, não é como nos filmes – nada muda no presente durante os seus saltos para o passado e ele não precisa se preocupar com problemas no continuum do espaço – tempo ou com capacitores de fluxo defeituosos – seus saltos são apenas de uma diversão inofensiva... Isto é... até o dia em que dois estranhos invadem o dormitório onde estão Jackson e a namorada, Holly, e durante uma luta, ela leva um tiro. Em pânico, Jackson salta dois anos no passado, ou seja, para 2007. Mas algo está diferente. Essa não é como suas outras viagens no tempo. Agora ele está preso em 2007 e não consegue mais voltar para o futuro. Desesperado para voltar a 2009 e salvar Holly, mas incapaz de voltar, Jackson não vê alternativa senão tocar sua vida em 2007 e aprender o que puder sobre suas habilidades. Não muito tempo depois, as mesmas pessoas que atiraram em Holly em 2009, membros de um grupo apelidado pela CIA de “Inimigos do Tempo”, vêm à procura de Jackson, no passado. E nada vai detê-los até que consigam recrutar esse jovem e poderoso viajante no tempo. Recrutá-lo... ou matá-lo. Enquanto procura pistas sobre as origens da sua família, os Inimigos do Tempo e o departamento da CIA que monitora os viajantes do tempo – o Tempest –, Jackson precisa decidir até onde está disposto a ir para salvar Holly... e, possivelmente, o mundo inteiro.
Uma dica para vocês: Curtam a Fan Page do livro no Facebook, porque lá vocês encontrarão notícias e novidades em primeira mão, além de poder participar de promoções incríveis que estão vindo por aí! E mais: em breve eles vão divulgar o primeiro capítulo e o livro Bônus do Tempest em arquivo digital por lá!
Gostou? Então adicione, também, o livro no Skoob.
Quem quiser conhecer mais sobre a autora, visite seu blog: http://juliecross.blogspot.com.br/
Em breve, nós do House of Chick, vamos sortear kits com marcador + chaveiro (igual ao do banner abaixo!) entre nossos leitores! Fiquem de olho para mais informações!
Curiosidades
>> O livro foi lançado em janeiro desse ano, mas já teve mais de 50 mil exemplares vendidos nos EUA.
>> Os direitos de publicação já foram vendidos para mais de 15 países!
>> Sabia que os direitos de filmagem foram adquiridos pela Summit Entertainment? Sim, a mesma produtora da Saga Crepúsculo.
>> Tempest foi nomeado para o Teen's Top Ten no YALSA - Young Adult Library Service Association (Associação das Bibliotecas para Jovens Adultos).
Quem quiser assistir o book trailer:



E aí, quem mais está ansioso para viajar nessa aventura?


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A menina que roubava livros - Markus Zusak

                                                 
   “A menina que roubava livros”, best-seller escrito pelo australiano Markus Zusak, rapidamente alcançou sucesso em todo o mundo. Ambientado na Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, a narrativa é contada por uma personagem surpreendente: a Morte. Essa improvável narradora mostra-se surpreendentemente afável ao narrar a vida de Liesel Meminger, uma garota de 9 anos que mora com os pais adotivos após ser obrigada a se separar de sua mãe, que era comunista. Além disso, seu irmão, Werner, que seria recebido pela mesma família, morre durante o trajeto, e ela nunca teve contato com o pai. Cercada pela hostil atmosfera desse momento histórico, Liesel encontra refúgio nos livros que, depois de muita persistência dela e de Hans Hubermann, seu carinhoso pai adotivo, finalmente aprende a ler. Cada vez mais fascinada pela literatura, a menina passa a roubar livros dos mais diversos temas – o primeiro deles pertencia ao coveiro que enterrou Werner, e representa o último vínculo com sua realidade anterior. Assim, a partir das relações que Liesel estabelece com os moradores da Rua Himmel, é escrita uma história que emociona grande parte do público leitor.
   Desde que o li, esse livro permanece como um dos que eu considero mais tocantes. A temática, que é bastante delicada, é transmitida de modo muito suave, o que não o torna menos comovente. Seu sucesso absoluto é reflexo da qualidade da escrita: por mais de 200 semanas, "A menina que roubava livros" esteve na lista dos mais vendidos do The New York Times.
   Durante a narrativa, a Morte se apresenta como mais uma vítima da violência humana: embora sua imagem seja sempre associada à dor e tristeza, o trabalho de recolher almas não é pouco doloroso. Outros personagens também são muito bem construídos, como Rudy Steiner, que se torna um grande amigo de Liesel, e Rosa Hubermann, a rígida mulher que assume o lugar de sua mãe. Hans, marido de Rosa, conquista os leitores com sua imensa doçura.
   O trabalho gráfico também é fantástico.  A capa é lindíssima, e os livretos e ilustrações que Max, o judeu que é abrigado na casa de Liesel, faz são brilhantemente colocados no livro, dando uma impressão ainda maior de proximidade com o contexto.
   Em certos momentos da história, os comentários e reflexões da Morte sobre a Guerra são capazes de transbordar os olhos de lágrimas. No fim da leitura, é impossível não se sentir envolvido com a dura realidade vivida pela população da época. De modo muito intenso, é natural desejar que outras meninas que ainda hoje compartilham vidas tão difíceis possam encontrar salvação no poder transformador das palavras.

Quote
"Na última vez que a vi, estava vermelho. O céu precia uma sopa, borbulhando e se mexendo. Queimando em alguns lugares. Havia migalhas pretas e pimenta riscando a vermelhidão. 
Antes, houvera crianças pulando amarelinha ali, na rua que lembrava páginas manchadas de gordura. Quando cheguei, ainda era possível ouvir seu eco. Os pés batendo no chão. As vozes infantis rindo, e os sorrisos feito sal, mas se estragando depressa.
Depois, bombas.”
(P. 17)


UPDATE: Para ler a resenha de outro excelente trabalho de Zusak, "Eu sou o mensageiro", que recentemente foi postada aqui no House of Chick, clique aqui.

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Indicações de Séries - Parte 01




Meus dois maiores vícios são livros e séries. Não poderia escolher viver sem um deles, de tanto que é o amor! Hahaha Por isso, acabo comentando sobre séries por aí, e algumas pessoas me perguntaram quais eu assisto. Além disso, adoro saber quem tem o mesmo gosto que eu, para podermos trocar opiniões sobre personagens e enredos, e também posso acabar descobrindo novas séries por meio de indicações.
Engraçado é que meu estilo preferido é bem parecido com os dos livros. Quem acompanha meus posts, deve conhecer mais ou menos o meu gosto de leituras, então provavelmente vai entender o meu gosto por séries.
Com isso, resolvi escrever um post somente sobre as séries que eu assisto atualmente, ou seja, não vou acrescentar as que já foram canceladas, nem as que estou com muitos episódios atrasados. Mais para o futuro, posso até comentar sobre algumas que, mesmo canceladas, valem a pena serem assistidas. Quem tiver interesse em saber, me avisa.
Como o post iria ficar muito grande, resolvi dividir em dois. Esse vai falar das séries de 40 minutos, a maioria do gênero drama – ou dramédia*. No próximo, vou falar das sitcom* de 20 minutos. Ah, e não fiquem receosos para ler, não tem NENHUM SPOILER.
* dramédia – mistura cenas dramáticas com cenas cômicas.
* sitcom – personagens comuns que vivem situações comuns que poderiam ocorrer com qualquer pessoa, geralmente com cenários fixos e, muitas vezes, plateia.

*Fonte da foto: We ♥ it