Fazendo meu Filme 1: A estreia de Fani – Paula Pimenta

Sempre ouvi comentários positivos e muitos elogios para os livros da escritora brasileira Paula Pimenta, por isso sempre tive vontade de ler um dos livros dela. Assim, acabei começando pelo primeiro livro da série Fazendo meu filme.
Li esse livro em menos de dois dias, tudo porque a escrita da autora me prendeu tanto que eu não conseguia mais parar de ler.  Foi assim desde o começo do livro até o fim, ao mesmo tempo em que eu queria saber o que aconteceria no final, não queria que o livro terminasse, pois me diverti muito durante a leitura.
“Fazendo meu Filme 1: A estreia de Fani” conta a história da adolescente Estefânia, ou melhor, Fani, como ela gosta de ser chamada. Fani é uma garota de 16 anos apaixonada por cinema. Ela tem uma coleção de DVDs formada apenas pelos DVDs dos filmes para os quais ela deu cinco estrelinhas, o que, segundo a classificação criada pela própria Fani, significa que o filme é perfeito.
Fani mora em Belo Horizonte (MG) e mudou de colégio há pouco tempo, pois sua mãe achava que nesse novo colégio Fani poderia se preparar melhor para o Vestibular. No novo colégio, onde já estudava sua amiga Natália, Fani conheceu Gabi (que se tornou sua melhor amiga), que a apresentou a Léo, que em pouco tempo passou a ser o melhor amigo de Fani.
O livro retrata bem a vida de Fani e sua relação tanto com sua família quanto com seus amigos. As dúvidas, as incertezas, as paixões, as amizades; todos esses aspectos da vida da protagonista têm grande destaque nesse primeiro livro da série.
Fani está no segundo ano do Ensino Médio e vê sua vida mudar quando surge a oportunidade de fazer um intercâmbio e passar o próximo ano no exterior, longe de sua família, dos seus amigos e de todas as pessoas que ela conhece.
A possibilidade do intercâmbio não agrada nem um pouco o melhor amigo de Fani, Léo,  um garoto extremamente fofo, que se dá bem com todo mundo e sempre tratou Fani com o maior carinho do mundo.
A narrativa da escritora Paula Pimenta é ainda melhor do que eu esperava, é impossível não se identificar em algum momento com a protagonista ou com um de seus amigos. Os personagens criados pela autora parecem pessoas reais, as situações pelas quais eles passam e as dúvidas com as quais sofrem; tudo isso é fácil de ser imaginado, pois poderia acontecer com qualquer um de nós.
A capa do livro é linda, uma das mais bonitas que eu já vi, e combina muito com a história de Fani. A diagramação também é muito bonita,  no começo de cada capítulo tem um trecho de um dos filmes que fazem parte da coleção de DVDs da Fani,  o número do capítulo fica dentro de uma espécie de tela de cinema. Esses trechos de filmes sempre combinam com o conteúdo dos capítulos e me fizeram ficar com vontade de assistir todos os filmes que eu ainda não vi da lista dos filmes favoritos da Fani.
As conversas que os personagens têm pelo MSN, por e-mail e pelo telefone também são retratadas, além das listas que a Fani faz e das listas de músicas de um CD que a Fani ganhou do Léo e de outro CD que é muito especial também.
Marquei as páginas que têm os nomes das músicas para escutar todas elas depois! Algumas eu já conhecia, mas as outras parecem ser ótimas também! Uma coisa muito legal é que é possível escutar as músicas e assistir os trechos dos filmes citados em “Fazendo meu filme 1” no site da série. (http://www.fazendomeufilme.com.br)
O desenrolar da história, o modo como a Fani parece amadurecer e entender melhor seus sentimentos em determinado momento do livro, as desilusões que ela sofre e suas dúvidas em relação ao futuro, o romance lindo, tudo isso foi capaz de mexer comigo de tal forma, que era como se eu me sentisse no lugar da Fani.
Recomendo a leitura desse livro para todas as pessoas que gostam de um livro bem escrito, com personagens maravilhosos, que parecem reais e com quem todos os leitores podem se identificar.
Estou muito ansiosa para saber o que acontece nos próximos livros da série (que tem três livros lançado até agora)! Não vejo a hora de ver o que acontece com Fani, Léo, Gabi, Natália e companhia, sei que ainda vou me divertir muito com esses personagens maravilhosos, pois como disse um personagem muito especial: o filme está apenas começando!
“Eu sorri pra ele no meio das lágrimas, ele sorriu de volta, e eu percebi que ele estava certo. Aquilo era só o trailer. Agora era que o filme realmente iria iniciar.” Pág. 327
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Casais Preferidos - Parte 01


Terminei de ler “Desperta ao Amanhecer”, sequência de “Nascida à Meia-Noite" da série Acampamento Shadow Falls de C. C. Hunter (ambos com resenha no blog e publicados no Brasil pela Editora Jangada), e fiquei pensando no triângulo amoroso da trama. Então fui ao site da autora ver o que ela e seus leitores estão falando a esse respeito. Torço desesperadamente por um dos garotos, mas acredito que não vai ser o que vai ficar junto com a protagonista, afinal a maioria das pessoas torce para o outro. Como é frustrante fazer parte da minoria e acreditar que eles não vão ficar juntos no final (certeza ainda não tenho, mas...).
No blog da autora, li um post sobre almas gêmeas e fiquei refletindo sobre o assunto. Pensamentos vêm e vão, lembrei de um meme que a Evellyn do Hey Evellyn! havia me indicado no ano passado e que eu acabei esquecendo de postar. Quando ela me indicou, eu adorei e logo fui responder. Mas post vai, post vem, e com minha ótima péssima memória, acabei nem lembrando de colocar no ar.
Então reli, fiz algumas modificações nas minhas respostas e cheguei à conclusão de que não posso me contentar com apenas 10 casais entre tantas categorias (livros, séries, filmes e outros), então dividi em quatro grupos, para ficar mais organizado. Como se isso não bastasse, eu não conseguia selecionar um ou outro casal e tirar tantos outros da lista (tentei enxugar ao máximo, mas ainda assim não foi suficiente). Então saiu totalmente do propósito do meme, mas eu quero tanto postar algo mesmo assim, para poder saber a opinião de vocês também, que resolvi dividir o post em dois. Nesse primeiro, vou falar dos meus casais preferidos de livros e séries (meus dois maiores vícios) e deixar os de filmes e outros para postar futuramente. Não está em ordem de preferência, adoro todos. Agora chega de tanta enrolação (desculpem, eu me empolgo as vezes) e vamos a eles.
Atenção: Esse post pode conter spoiler.
Casais de Livros
- Kylie e Derek - Série Acampamento Shadow Falls. Eu também adoro o Lucas. Mas o meu lado romântico – que é a maior parte de mim por sinal – falou mais alto e Derek conquistou todo o meu carinho, então minha torcida é dele até o fim. Apesar de fazer parte da minoria e acreditar que, por Lucas ser a grande preferência do público, C. C. Hunter vai optar por Kylie terminar com ele no final. Sim, já estou sofrendo antecipadamente com isso. Queria saber o motivo da minha preferência por românticos ao invés de bad boys e preciso aprender a aceitar que meus casais preferidos (quando entre românticos e bad boys – não que Lucas seja totalmente desse estilo) nunca dão certo.
- Mia e Michael - Diários da Princesa. Quem leu e gostou da série sabe como foi acompanhar esse fofo casal desde o começo (o terceiro livro ainda é meu preferido e, apesar de ter lido há anos, lembro exatamente de alguns trechos lindos x3). Porque eles protagonizaram uma das cenas mais fofas de todos os tempos. Porque ele a viu mesmo quando ela ainda era invisível. Quer mais?
- Lizzie e Luke – A Rainha da Fofoca. Era a minha série preferida de Meg Cabot, até o segundo livro. O último estragou com tudo, infelizmente. Acho que muitas pessoas concordam comigo nesse sentido. Casal super fofo que me fez torcer muito para que ficassem juntos até o final.
- Fani e Leo – Fazendo meu Filme. Acho que todas as românticas que leram esse livro desejaram um Leo para si. Tem como não fazer isso? Ele é o personagem masculino perfeito: amigo, fofo, atencioso, engraçado. A história deles é tão linda, não me aguento de ansiedade para começar a ler logo o último volume da série.
- Anna e St. Clair – Anna e o Beijo Francês. Esse, com certeza, é outro dos personagens masculinos perfeito para as românticas. É o casal fofo que nos faz torcer e suspirar da primeira até a última página. Eles são lindos juntos e separados, um completa o outro e deixa o leitor apaixonado.
- Delilah e Colin – Qual seu número?. Porque ela é hilária e foi atrás de todos os seus ex (sorte que teve essa brilhante ideia para se aproximar mais do sexy Colin). Porque eles são extremamente fofos e o final do livro tem uma cena digna de romantismo que todas as românticas devem ter suspirado até não aguentar mais.

Casais de Séries
- Seth e Summer – The OC. Quem assistia essa série com certeza deve ter gostado de pelo menos uma das cenas protagonizadas pelo casal nada convencional. Ele, nerd e apaixonado por ela desde criança. Ela, patricinha metida que não queria e nem poderia ser vista – quanto menos gostar – de alguém como ele. Mas o inevitável acontece e ela acaba percebendo que ele é muito mais do que o nerd desengonçado. Lindos.

- Holly e Vince – What I Like about you (Coisas que eu odeio em você). Porque essa é uma das minhas séries preferidas de todos os tempos. Vejo e revejo quantas vezes for preciso e ela ainda me faz sorrir. Amanda Bynes é uma das minhas atrizes preferidas também. Me divertia muito com a série e torci muito para que Holly e o Vince ficassem juntos. Suspirava em muitas cenas dos dois.
- Harvey e Sabrina – Sabrina, The Teenage Witch (Sabrina, Aprendiz de Feiticeira). Eles são tão bonitinhos juntos! Não lembro de tudo da série, e nem sei vi todos os capítulos, mas lembro que o Harvey era tão carinhoso e tinha umas falas tão ooown, que eles não poderiam não estar nessa lista.

- Zoe e Wade – Hard of Dixie. Aquele típico casal que ainda não se deu conta – ou não quer admitir isso – que se gostam, e muito! Por enquanto, Zoe só tem olhos para outro, enquanto Wade não quer admitir nem para ele mesmo seus sentimentos. Eles se odeiam e se gostam ao mesmo tempo e quem assiste só fica na expectativa de que deixem o orgulho de lado e fiquem logo juntos. Mas, como as coisas não são fáceis no mundo das séries – tá, no mundo real menos ainda! – haverão muitas coisas no caminho deles até que fiquem juntos.


- Bay e Emmett - Switched at Birth. Eles são tão cute juntos. Aquele casal que tem química e funciona bem nas telas. Ele é surdo e não consegue falar, mas quis fazer terapia da fala só para poder se comunicar melhor com ela. Ela, não sabia nada da linguagem de sinais, mas aprendeu para conversar melhor com ele. Bay passou por muitas desilusões amorosas e encontrou em Emmett o amor e a felicidade. Adoro!
- Reagan e Chris – Up All Night. Porque quando eu me casar, quero um marido desse. Ele é um amor! Os dois são divertidos e tão bonitinhos juntos e ele é tão carinhoso e faz tudo por ela – e ela por ele. Um exemplo do que eu desejo para mim. Haha
- Cory e Topanga – Boy meets World (O Mundo é dos Jovens.) (Quem aí se lembra dessa série? É bem antiga e passava no SBT.). Não lembro da história deles nos mínimos detalhes, afinal já assisti há anos, mas lembro que adorava e que eles eram uma graça juntos. Afinal, se conheceram ainda crianças e começaram a se gostar devagar, e de forma natural e no final acabaram se casando! (A série teve 7 temporadas, eram os mesmo atores desde o começo, portanto eles começaram pequenininhos e foram envelhecendo junto com as temporadas).
Um amigo leu e gostou do post, mas ficou indignado por não ter nada sobre OTH, mas como eu nunca assisti a série, não poderia opinar sobre nenhum casal. Então pedi a ele, vejam abaixo.


- Nathan e Haley – One Tree Hill. Com certeza quem assistiu essa série deve ter sentido afinidade por este casal. Ele, até então um bad boy, jogador de basquete, popular em seu colégio. Ela, uma nerd, funcionária de um café nada popular. Um amor que conseguiu mudar a personalidade de ambos (principalmente a dele), fazendo com que estes se casassem em plena juventude, enfrentando tudo e todos, sempre juntos. Desde a primeira temporada até agora, a nona e última.
Desculpem pela extensão da lista! E agora eu quero saber de vocês, quais são seus casais preferidos de livros e séries (não falem de outros agora porque vai ter minha outra lista em breve!)? Concordam em algum comigo? Deixem suas opiniões!
E quem quiser responder em seu próprio blog, fique a vontade! Depois me passa o link para eu ler e, claro, comentar! ;}

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Lulital – A Magia Começa – Pri Beletato


Em “Lulital”, conhecemos Cindy, que viaja para Luanda, cidade onde morou alguns anos atrás, quando sua mãe desapareceu. Ela não queria voltar para lá porque aquele local trazia lembranças muito tristes, mas não teve escolha: seu pai precisava voltar e ela teve que ir junto. Quando chegou, reencontrou velhas amigas, com quem a amizade parecia nem ter sofrido uma pausa, já que continuou tão forte quanto se ela nunca tivesse deixado a cidade.
Juntas, elas decidem explorar a floresta perto da cachoeira, onde sua mãe havia sido vista pela última vez, e enfrentam uma situação que faz com que Brenda, uma de suas amigas, desapareça também. Cindy fica intrigada e resolve que está na hora de procurar respostas.
Encontra, então, um livro escrito por sua mãe, que conta a história de um reino mágico, que acaba sendo de grande ajuda na descoberta de uma lenda da qual ela é a protagonista. Cindy acaba encontrando a passagem entre seu mundo e o das fadas e, junto com Tati (a outra amiga) e Lucas, se vê envolta em muitas aventuras.
Gostei da leitura, mas achei meio fraca. Faltou alguma coisa. Talvez se tivesse mais páginas e consequentemente mais desenvolvimento para algumas ações, a história ficaria mais agradável. Os elementos de aventura, apesar de estarem bem presentes no livro, aconteceram muito rápido, e os personagens logo conseguiam enfrentar o que estivesse pela frente, sem muitas dificuldades. A história do casal principal também foi bem fraca. Do nada, eles se gostaram – em uma cena não tinham nada e na seguinte já eram apaixonados. Achei essa situação bem forçada.
Não é que eu ache que todos os livros precisam apresentar tantos detalhes, mas acredito que existe um mínimo para nos deixar mais envolvidas com a trama, e até entender mais alguns pontos importantes para o desenvolvimento da história. E foi aí que a autora pecou, Pri poderia ter incluído mais argumentos para nos contar mais sobre seus personagens e os cenários pelos quais eles passaram.
As cenas, os diálogos e a narrativa são mais voltados para um público bem jovem, com passagens bem simples e de fácil entendimento. A trama também trás alguns elementos bem parecidos com Alice no País das Maravilhas e não consegui deixar de comparar as duas histórias, mesmo essa tendo um tema diferente: fadas.
Mas gostei de como o mundo mágico das fadas foi introduzido na trama, acho que as explicações foram bem pensadas. E foi legal que ela não tenha deixado de lado toda essa magia, já que essa é uma das grandes características desses seres.
Apesar desses detalhes, “Lulital” tem potencial. Como iniciante, Pri Beletato começou bem, e se modificar algumas coisas em sua maneira de escrever (como desenvolver mais algumas situações e os personagens), tenho certeza que só vai crescer cada vez mais nesse universo literário.
Um ponto que realmente não gostei foi a capa que a Dracaena colocou nesse livro. Se eu fosse julgar o livro só por ela, não leria, com sinceridade. A capa anterior (coloquei no final do post para vocês compararem), que a autora tinha produzido de forma independente, estava muito mais bonita do que essa atual (e foi ela que me inspirou a procurar a sinopse), uma pena que foi modificada para pior.
O livro é bem fininho, a leitura é rápida e flui muito bem, então dá para acabar de ler em um dia apenas. O final apresenta um bom gancho para o próximo. E, como quem acompanha minhas resenhas sabe, eu gosto bastante desse recurso. Então, com certeza quero ler o próximo livro da série para saber como vai continuar a saga de Cindy.
Recomendo para quem gosta de uma leitura leve, rápida, com bastante aventura e elementos mágicos que o mundo das fadas tem a sensibilidade de trazer até nós.
 
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Quem vai dormir com quem? – Madeleine Wickham


Quando eu olho para a capa de um livro e vejo o nome da Sophie Kinsella escrito nele, meus olhinhos já ficam brilhando. Isso porque ela é uma das minhas autoras favoritas e eu sempre amo os seus livros. Então quando vi essa capa maravilhosa e o seu nome escrito, logo fiquei morrendo de vontade de ler.
Esse é o primeiro livro da autora, publicado no Brasil, com seu nome verdadeiro: Madeleine Wickham.
“Quem vai dormir com quem?” tinha tudo para ser mais uma história maravilhosa, como tantas outras, escritas pela autora. Mas, diferente dos outros, acho que este ficou fraco. A leitura ainda é gostosa e eu recomendo, mas vou explicar um pouco melhor o motivo de eu ter me decepcionado um pouco com essa trama.
Ela gira em torno de dois casais que vão passar as férias em família em uma casa na Espanha, cedida por um amigo em comum entre eles. Os dois casais acham que vão ficar sozinhos com suas respectivas famílias na casa, porém, ao chegarem ao local se deparam uns com os outros. Só que ninguém contava que Cloe, que foi com o seu marido (na verdade eles não são casados apenas juntados), Philip, já conhecia o Hugh, marido de Amanda. Cloe e Hugh se conheciam do passado, quando eles namoraram, e a história não foi bem terminada.
O livro tinha o cenário perfeito para bastante confusão e cenas hilárias, mas não teve isso. Apenas o dia a dia de como estavam essas duas famílias se virando para dividir a casa e os segredos que alguns mantinham.
Amanda é a típica mulher rica, que tem uma aparência ótima e duas filhas. No início, você pensa que ela deve ser uma total bitch, mas depois repara que não é bem assim. Hugh é o cara que não conhece direito sua família, vive trabalhando, e parece que as filhas nem gostam tanto assim dele. Chloe é a mulher forte, que enfrenta tudo e consegue se sair bem assim. Mãe de dois filhos, ela trabalha bastante e está louca por suas férias. Philip é o tipo de marido fofinho, que ama os filhos, e se preocupa demais com tudo. Muitas vezes, não consegue tirar suas preocupações da cabeça e, por isso, acaba não vendo muitas coisas ao seu redor. Os filhos dos dois casais, assim como a babá, tiveram uma participação interessante na história, mas o cenário principal mesmo era o dos adultos.
A única risada que eu me lembro de ter dado, foi quase no final do livro, quando a babá maluquinha das filhas de Hugh e Amanda fez uma brincadeirinha com fundo de verdade, que foi ignorada sem dar mais histórias para o livro.
Eu esperava um pouco mais, achava que o decorrer do livro era só a continuação para um final maravilhoso que me despertasse algo. Mas, sob meu ponto de vista, muitas coisas não foram esclarecidas, pelo contrário, mais segredos foram adicionados na vida dos casais, que não tiveram nada que me agradasse tanto. Acho que o fato de não ter acontecido nada de tão excepcional, nem tão engraçado, me deixou um pouco frustrada.
Eu realmente esperava um pouco mais, justamente por ser de uma autora que eu tanto amo e que tem tantos livro maravilhosos publicados pela Editora Record. A capa é maravilhosa, uma das mais bonitas das versões nacionais de seus livros. Tem tudo haver com a história, assim como o título, que não deixou dever em nada.
Agora, se vale a pena ler ou não, acho que fica ao seu critério. Eu não me arrependo de ter lido, foi uma leitura leve e descontraída do jeito que gosto, mas, talvez por eu esperar tanto, ela me frustrou. Às vezes pode ser que você ame, e nada disso te atrapalhe, ou que você ache o final ideal para história e que seu ponto forte seja o cotidiano em si.
Então recomendo, mas recomendo também que você não leia com tantas expectativas como eu.
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Desperta ao Amanhecer – Acampamento Shadow Falls #02 – C. C. Hunter


Antes de mais nada, preciso dizer que não há spoiler nessa resenha. Vocês podem ler tranquilamente.
Esse é o segundo volume da Série Acampamento Shadow Falls, o primeiro, “Nascida à Meia-Noite” já foi resenhado aqui no blog.
Em “Desperta ao Amanhecer”, continuamos acompanhando a saga de Kylie Galen para descobrir o tipo de sobrenatural que ela é e, assim, entender mais sobre sua identidade. Enquanto tenta descobrir quais são suas características e em qual grupo se encaixa, Kylie vive no acampamento com seus novos amigos e faz parte do triângulo amoroso mais fofo de todos.
E, claro, sem esquecer o novo fantasma que está a assombrando e lhe dizendo que alguém que ama está em perigo. Mas Kylie não possui mais nenhum tipo de informação para ajudar a tal pessoa e o espírito não parece querer colaborar com ela.
Enquanto vive todas essas questões, há um dilema pairando sobre todos os moradores do acampamento: estão acontecendo coisas estranhas que levam à crer que há algum intruso no local e eles precisam ter todo o cuidado do mundo para descobrir quem possa ser e o que ele está querendo antes que seja tarde demais.
É até difícil fazer a resenha desse livro, porque amo essa série, então fico com receio de não conseguir transformar meus sentimentos em palavras da forma correta. O segundo volume da série Acampamento Shadow Falls segue a mesma linha do primeiro, e fico feliz com isso, tendo em vista que alguns autores acabam se perdendo nas continuações.
Esse volume ainda não responde todas as nossas perguntas, mas acrescenta novos elementos à trama, que acabam nos deixando mais intrigadas e ávidas a encontrar respostas página após página. Claro que estou louca pelas continuações. O terceiro volume, Taken at Dusk, acaba de ser lançado lá fora e não vejo a hora de vir para o Brasil também (eu sei que o segundo acabou de chegar, mas já estou ansiosa).
A leitura flui de uma forma maravilhosa, com personagens espirituosos – é difícil não se encantar por algum deles, até os vilões a gente entende, porque são necessários –, uma narrativa incrível e bem movimentada, com seres sobrenaturais para todos os gostos (vai de fadas a lobisomens, passando por metamorfos, bruxas, vampiros, fantasmas, e até um gênero ainda não identificado).
Uma característica que admiro no modo de escrever de C. C. Hunter é a construção de personagens, já que ela se preocupou em desenvolver todos eles com suas particularidades, e não apenas a protagonista e os mocinhos que compõem o triângulo amoroso – como vemos em diversas séries por aí – e ainda faz isso com maestria, com cada um vivendo sua própria vida e dramas, sem ser muito extenso e muito menos cansativo.
Todos esses sobrenaturais convivendo juntos poderia acabar embaralhando a cabeça do leitor, mas a autora sabe utilizar métodos que não atrapalha a história e nem deixa assuntos soltos ou confusos, só acrescenta mais conteúdo. E o melhor é que todos preservam suas identidades da primeira folha do primeiro livro até a última do segundo (tenho certeza que nos próximos volumes vai continuar assim, mas como só li até o segundo, só posso falar sobre esses dois).
Gosto demais de todos os personagens, Kylie é uma protagonista ótima, uma de minhas preferidas de todos que já li. C. C. Hunter sabe escrever personagens masculinos encantadores que me fizeram suspirar em todos os momentos. Della e Miranda são ótimas amigas, além de incrivelmente divertidas. Os relacionamentos entre todos os personagens são muito bem construídos e desenvolvidos.
Novas características e habilidades sobrenaturais surgem em Kylie, fazendo-nos questionar, junto com a protagonista, sobre o passado de sua família e sobre sua verdadeira origem, e a acompanhamos numa jornada de autoconhecimento. Mas isso não quer dizer que a personagem tenha perdido sua essência humana, pelo contrário, ela está em bastante evidência também.
O livro é em terceira pessoa, mas as vezes soa como primeira, já que acompanha a história e os sentimentos de Kylie de perto. Tenho certeza de que, quem gostou do primeiro volume da série, também vai gostar do segundo por causa da preservação de narrativa, personagens e modo de conduzir a história que C. C. Hunter apresenta, fazendo com que “Desperta ao Amanhecer” seja uma continuação perfeita.
A única coisa que me deixa triste – mas não que vá afetar os meus sentimentos pela série – é que eu torço pelo personagem masculino errado. Certeza absoluta eu não tenho, mas acredito – e muito! – que a autora vá optar pelo outro, até porque, a grande maioria dos fãs torce para esse outro (não é que eu não goste dele, afinal C. C. Hunter consegue criar dois personagens masculinos incríveis, fofos, românticos, etc., mesmo cada um tendo suas particularidades tão distintas entre si. Mas quando a gente gosta mais de um, não há nada que faça a gente torcer pelo outro.), e provavelmente ela vá optar pelo agrado da maioria. Mas enfim, vou esperar pelo último volume para ter certeza, afinal, a esperança é a última que morre.
O final de todos os capítulos continuam me deixando cheia de vontade de ler o próximo, não dá pra acabar um capítulo sem querer continuar a ler o começo do outro. Adoro esse método utilizado pela autora, porque a história ganha mais ritmo e, consequentemente nos envolve mais.
Comentei que adoro os títulos da série? Cada um deles tem um significado na história – e no livro em questão – e gosto muito quando isso ocorre. A capa de “Nascida à Meia-Noite” é idêntica à original, mas o mesmo não ocorre com “Desperta ao Amanhecer”, que tem sua própria versão nacional, que, devo dizer, é linda e conseguiu superar a americana, que já era incrível. E, seguindo a linha do primeiro, esse também é todo metalizado, mas agora puxado para o verde.
Gostei muito que a Jangada (Selo do Grupo Pensamento) lançou o segundo volume sem tanto tempo de intervalo do primeiro. Deu para saborearmos o anterior e ficarmos aguardando esse sem esquecer muitas coisas que ocorreram no anterior.
Nem preciso dizer que recomendo essa série. Um milhão de vezes se for possível. Para quem gosta de um livro YA, que conta com diversos tipos de sobrenaturais, uma trama sempre em movimento, personagens maravilhosamente bem construídos e um triângulo amoroso super fofo, então comece a ler, porque tenho certeza de que também vai se encantar por Kylie e todos os outros personagens, vivendo nessa trama incrível.
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Agora tenho que contar a vocês uma experiência pessoal, que foi mais do que incrível. Eu amo essa série, e assim que o livro foi oferecido para resenha, fiquei contando os dias para tê-lo em mãos. Não preciso nem dizer que passei na frente de todos os outros que tinha para ler e li rapidamente até certo ponto, depois fiquei enrolando para não acabar logo a leitura ;x hehe. Mas o que eu não sabia era que teria uma linda surpresa para mim nessa edição. Um belo dia, estava eu, com meu livro deitada no sofá, me preparando para continuar a leitura – no dia estava meio chateada com algumas coisas da vida que não vem ao caso – e de repente resolvo olhar as orelhas do livro (não faço isso quase nunca porque não gosto de ler orelhas antes de ler o livro inteiro, acho que algumas contêm muitos spoilers) e vejo que tem algumas críticas de blogs internacionais. Até aí tudo bem, até que resolvo olhar a orelha de trás e lá está a maior surpresa e alegria – sim, fiquei tão feliz que até minhas tristezas foram esquecidas naquele dia e dormi com um sorriso no rosto –: um trecho da minha resenha de “Nascida à Meia-Noite”, primeiro volume da série, está impressa ali. É meu trabalho sendo reconhecido; é saber que todos que pegarem o livro em mãos e olharem a orelha vão saber um pouco da minha opinião sobre essa, tão incrível, história; é saber que sempre que eu ficar desanimada com algo a respeito do blogs, e etc., eu posso olhar esse trechinho e ver que nem tudo é em vão. E sabe o que é mais fantástico? Eu realmente amo essa série. E, receber esse carinho em algo que a gente gosta tanto, só nos deixa ainda mais felizes. Então gostaria de agradecer, com todo o meu coração, às pessoas da Jangada que fizeram isso possível. Muito obrigada por essa felicidade! Quem quiser ler o trecho, tirei uma foto:

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Três Super Promoções


Oi gente! Tudo bem com vocês? O post de hoje é especial para quem adora promoções, afinal são três diferentes e você pode ganhar em uma ou nas três.
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A Hospedeira – Stephenie Meyer


Ao lermos a sinopse do livro “A Hospedeira”, de Stephenie Meyer, imaginamos uma ficção científica de tirar o fôlego (pelo menos eu imaginei). Uma raça de alienígenas invadiu a Terra, as chamadas almas, que invadem a mente dos humanos, tomando o controle delas e também de seus corpos. Nenhuma aparência exterior é notada—as almas continuam vivendo a vida dos humanos como se nada tivesse mudado. A maior parte da sociedade foi dominada pelos alienígenas, e a pouca resistência humana luta para sobreviver.
Melanie Stryder, uma de nossas personagens principais, é uma selvagem que acaba de ser capturada, e o livro começa com a inserção de nossa outra protagonista, a alma Peregrina, sendo inserida em seu corpo. Tudo deveria estar normal para Peregrina, exceto por um pequeno detalhe: Melanie se recusa a desistir do controle da própria mente, e cria muitas dificuldades para a alma, ofuscando as lembranças mais importantes e mostrando para a alma apenas o que ela deseja que Peregrina veja. Na maior parte do tempo, Melanie ocupa sua mente com imagens de Jared, o homem que ela ama, o que faz Peregrina também se apaixonar por ele, levando as duas numa perigosa busca por Jared e o resto da resistência que está com ele.
É sob este contexto que o livro se desenrola. Tal como eu disse na primeira linha desta resenha, eu imaginei, com a sinopse, uma ficção científica violenta, alguma coisa impressionante e dinâmica. Infelizmente, não foi bem isso que encontrei. Da mesma forma que fez na Saga Crepúsculo, Stephenie Meyer se focou muito mais no lado sentimental de toda a trama do que nos detalhes que realmente interessavam. A princípio, nos é apresentado um triângulo amoroso com apenas dois corpos, que depois se torna um quadrado amoroso com apenas três corpos e a história gira basicamente em torno disso.
As primeiras cem páginas se desenrolam de forma dinâmica e emocionante, o que dá a falsa impressão de que o livro todo será assim. Mas a partir disso o livro se torna parado, com algumas passagens desnecessárias e alguns poucos eventos isolados que incitam um pouco mais de emoção. Em muitas horas Peregrina/Melanie divagam sobre os sentimentos sobre Jared, tornando certas partes repetitivas e maçantes. Enfim, as últimas duzentas páginas se tornam as melhores do livro, decaindo novamente no final, que é vago e decepcionante. Não sei se há uma previsão de continuação—mas certas coisas não foram explicadas, e esse é outro ponto negativo para a história.
É claro que eu não posso deixar de dar para Stephenie Meyer o seu mérito—novamente ela vem com uma narrativa leve e de fácil compreensão, com suas descrições precisas e sua escrita impecável. Com sinceridade, para quem esperava um romance, a história deve ter agradado mais, porque, em termos gerais, este é um ótimo livro. Parte da minha decepção vem realmente do fato de eu estar esperando uma coisa completamente diferente da que li.
A Intrínseca foi inteligente em manter a capa original que é bem simples, mas combina bem com a história do livro. Infelizmente, não posso dizer o mesmo da diagramação—alguns travessões foram completamente esquecidos, deixando as falas confusas, e nomes foram trocados, o que, na minha humilde opinião de leitora, é quase imperdoável.
Resumidamente, para quem quer romance, um pouco de emoção, muitas reflexões sobre a vida humana, seus sentimentos, suas fraquezas e também diálogos profundos sobre os diferentes tipos de amor, esse livro é a jogada perfeita. Mas não o abra esperando uma ficção científica habitual—isso é a última coisa que você encontrará. Basta saber se Stephenie Meyer pretende uma continuação para esse livro, porque, apesar de tudo, os detalhes não explicados me deixaram curiosa e, de certa forma, querendo mais.
O que não, porém, não acontece com o filme, com estréia marcada para 29 de março do ano que vem. Sempre fui muito apegada à descrições, e os atores escolhidos para os papeis principais não tem nada a ver com as características físicas descritas no livro. Saoirse Ronan pode ser uma ótima atriz, mas, combinemos, não tem nada a ver com a Melanie descrita no livro. E o ator escolhido para o papel de Jared, então? Decepcionante. Mas eu sou muito exigente, então talvez tudo não seja assim tão drástico... É esperar para ver.
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The Walking Dead – A Ascensão do Governador – Robert Kirkman & Jay Bonansinga


Eu ainda não vi a série de televisão que leva o mesmo nome do livro, então não posso falar sobre as coincidências ou não de um com o outro.  Por isso minha resenha vai ser somente sobre o The Walking Dead livro.
Como muito de vocês eu escutei muitas pessoas – inclusive meu namorado – falarem incrivelmente bem da série, o quanto ela é boa e viciante, e isso despertou em mim a vontade de ler. Admito que não tenho muita coragem de ver por televisão, pois fica muito real e até mesmo assustador (hehehehe), mas com leitura é diferente e, por isso, resolvi me aventurar.
O livro conta a história de Philip Blake, o futuro governador em questão, um sobrevivente que, após ver muitas pessoas morrendo e virando zumbis, resolve partir com o seu grupo no qual ele é líder para a cidade de Woodbury, acompanhado por Brian e Penny Blake (seu irmão e filha), e dois amigos Bobby e Nick. O objetivo deles é chegar a Atlanta, local que tem um grupo de sobreviventes de acordo com as informações obtidas através dos meios de comunicação antes de suas interrupções.
 Em meio a essa jornada, o livro aborda as situações extremas vivenciadas pelos sobreviventes nesse cenário pós-apocalíptico, e a mudança de personalidade em que são obrigados a desenvolver para se adaptar a esse novo mundo, e, principalmente, sobreviver. É uma história muito chocante, não recomendada para pessoas em conflito moral e ético, pois te faz repensar conceitos de certo ou errado. E a pergunta que todos se fazem ao final do livro é: “o que eu seria capaz de fazer nessa situação?”.
Com uma narrativa tão envolvente, que te faz querer sempre saber o que vem a seguir, há muita ação e suspense envoltos em esperança na tentativa de encontrar uma saída para o caos, mesmo que essa saída não seja moralmente a mais aceita.
As cenas descritas no livro são tão reais que você consegue se ver na situação, e como toda história de zumbi, os corpos e muito sangue são retratados frequentemente numa sequência cada vez mais angustiante e assustadora. Até há momentos em que parece que tudo vai dar certo, mas logo em seguida tudo desaba em caos.
O desenrolar dos personagens é bem surpreendente, principalmente o Phillip Blake, em que os fãs irão descobrir como ele se tornou esse homem taxado como o “Vilão do ano”, e qual a origem de suas atitudes extremas.
A capa é muito legal e tem bastante a ver com a trama, o que deixa a gente com ainda mais vontade de ler. Porque eu, pelo menos, adoro quando a capa remete ao conteúdo do livro.
Fiquei com muita vontade de ler os próximos livros da trilogia. E, portanto, recomendo muito para todos aficionados ao mundo zumbi, ou os que já se apaixonaram pela série de TV ou o HQ e para todos aqueles que estão em busca de muita ação – sanguinária.
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Questões do Coração - Emily Giffin


Muitos podem ver o título “Questões do Coração” e o rotular como um daqueles romances apaixonados, mas lendo a sinopse nós percebemos que está longe disto, e também muito além do que imaginamos na sinopse.
O livro é narrado por duas mulheres, que passam por experiências difíceis e que, apesar de serem muito diferentes, acabam tendo uma grande conexão. Tessa é uma mãe dedicada que abandonou a carreira para cuidar dos dois filhos, e é casada com um cirurgião plástico respeitado, Nick. Valerie é advogada e mãe solteira de um garotinho, Charlie.
Apesar de viverem na mesma cidade, as duas não se conheciam, e não tinham praticamente nada em comum. O que une as duas histórias é um acidente que acontece com Charlie, que passa a ser paciente de Nick. Assim, ele e Valerie se conhecem e se tornam amigos, enquanto o casamento dele com Tessa parece se dirigir para uma crise.
Apesar de a leitura com dois narradores não ser um tipo que me agrada muito, essa realmente foi bem feita, dando visão para os dois lados da história sem me dar a menor chance de escolher uma 'personagem preferida', fiquei em cima do muro o tempo todo.
O livro retrata dramas muito típicos, daqueles que fazem você pensar 'o que eu faria se isso acontecesse comigo?'. Ainda mais pelo fato de que cada decisão é ainda mais difícil por mudar a vida delas por completo, e para sempre.
Livro de leitura simples e apaixonante, ótimo para aqueles que apreciam uma história com drama, amor e tudo o que um bom romance precisa ter. Pode levar algumas pessoas às lágrimas e, com certeza, faz cada um rever seus conceitos.

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O Circo da Noite – Erin Morgenstern


Assim que esse livro foi lançado pela editora Intrínseca, me chamou muita atenção. Acho que por sua capa tão linda, que nos deixa fascinado – isso inclui o verniz nela inteira, deixando só o desenho fosco, os detalhes em prata e uma lombada linda que fica maravilhosa na estante – e por todo trabalho gráfico que a editora também fez no miolo, portanto eu não consegui parar de pensar em lê-lo. Aí fui atrás da sinopse e me encantei. Quando, enfim, tive a oportunidade de ter o livro em mãos, passei logo na frente de alguns e comecei essa leitura fantástica.
Sei que, para muitas pessoas, esse foi um livro do tipo amo ou odeio, ou até mesmo do tipo “não sei qual sentimento tenho por ele”, já que é uma leitura diferente do que estamos acostumados a ler por aí. Ele conta com uma riqueza de detalhes que nos envolve em um clima de mistérios e nos faz ter diferentes tipos de sensações. A história não segue uma ordem cronológica, mas em cima de cada capítulo vem uma data para que possamos acompanhar os acontecimentos sem nos perdermos.
 Na trama, conhecemos o circo Le Cirque des Rêves. Um circo que chega à cidade todo nas cores preto, branco e tons de cinza; possui várias tendas, cada uma com um espetáculo. Além disso, seu horário de funcionamento é noturno. E mesmo sendo um circo diferente do que estamos habituados a conhecer, atrai muitos espectadores que ficam encantados com as atrações.
O livro gira em torno de uma disputa onde as regras não são bem explicadas. Nesse jogo, Hector coloca a sua filha, Celia, para disputar contra Marco, um menino adotado por Alexander para vencer essa disputa. Ambos foram criados com métodos muito diferentes. Ela teve um treinamento muito rigoroso, até mesmo cruel, eu diria, e visitou vários teatros em diferentes locais. Ele cresceu em uma casa em Londres e vivia sozinho com seus livros. Até mesmo suas refeições apareciam sozinhas e sumiam do mesmo jeito quando terminadas. Ele conseguia apenas algumas saídas para que pudesse treinar em determinados locais.
 Os dois foram treinados para vencer no final das contas. Por isso, eles deveriam ser inimigos, já que, para a vitória de um, é necessária a derrota do outro. Porém, eles acabam descobrindo um sentimento onde não deveria haver: o amor, transformando, assim, esse livro em uma maravilhosa história. Os personagens são complexos, assim como bem escritos, e desenvolvidos. O final é inesperado o que dá ainda mais pontos positivos para a leitura, que é em terceira pessoa.
Mas a história não gira em torno dos personagens principais como a gente pensa, e sim em torno do circo. Muitas vezes nenhum dos dois protagonistas sabia que estava competindo. Ambos guardavam certa admiração pelo outro, porém, como competidores, eles possuíam um medo mútuo.
A autora conseguiu passar um ar de mistério e descrever cenas de uma forma tão rica em detalhes que nos transportava para dentro livro, que contém uma narrativa cativante, que trás mais a descrição do que está acontecendo do que os diálogos propriamente ditos. Só que, até a metade do livro há muitas informações bem extensas e, consequentemente, a leitura sai um tanto arrastada, mas a segunda metade flui de uma forma incrível e mais instigante.
Os direitos autorais de “O Circo da Noite” foram vendidos para as telinhas, por isso vamos aguardar para que esse filme saia logo e torcer para que seja tão bom quanto o livro. Estavam falando que provavelmente sua estreia nos cinemas deve acontecer no ano de 2013. Tomara!
A versão que a Intrínseca fez, como citada acima, foi maravilhosa. A história é bem diferente do que estamos acostumados, mas eu, particularmente, gostei e recomendo a leitura para que você possa criar suas próprias conclusões.
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A cidade do sol - Khaled Hosseini


   “A cidade do Sol”, segundo livro do afegão Khaled Hosseini, repete o sucesso de “O caçador de pipas” usando uma fórmula bem parecida: a construção da amizade inserida em um contexto repleto de tensões. Dessa vez, porém, o sucesso de público e crítica tem raízes muito mais centradas em uma perspectiva feminina.
   A primeira parte do livro apresenta-nos Mariam, uma menina de quinze anos que é resultado do relacionamento entre Jalil, um homem rico da região de Herat, e Nani, a ex-empregada dele. Sua mãe insiste em dizer que ela é uma “harami” (“bastarda”), e a ligação da garota com o pai é resumida em algumas visitas. A vida de Mariam segue sem maiores perturbações até que Nani morre e ela, forçada pelas circunstâncias, decide procurar por auxílio indo até seu pai. Ao chegar lá e entender que Jalil tem uma família consolidada e não pretende incluir em seus planos uma filha nascida em um caso extraconjugal, ela é obrigada a se casar com Rashid, um sapateiro trinta anos mais velho e que representa a parcela mais autoritária dos homens do Afeganistão.
   Na segunda parte, a narrativa salta alguns anos e é focada na vida de Laila, uma menina que mora na mesma rua de Mariam e Rashid. Ela, porém, tem muito mais expectativas: é estudiosa, tem um pai amoroso e que a apoia, e tem um amigo que compensa qualquer sofrimento que a guerra possa causar - Tariq. Pouco tempo depois, ela engravida de Tariq e, como se não bastasse esse impacto emocional, perde os pais na ocasião da queda de um míssil. Sem enxergar outra possibilidade, acaba abrigada por Rashid e sendo sua segunda esposa, atribuindo a paternidade de seu filho a ele.
   A terceira parte é dedicada a explorar a ligação que nasce, aos poucos, entre as duas protagonistas. Mariam e Laila, depois de um breve momento de rejeição mútua, passam a se ajudar na busca por um objetivo maior: alcançar a felicidade, mesmo em uma realidade que se mostra tão dura.
   Em todas as 364 páginas, Khaled desempenha com excelência o trabalho de emocionar o leitor. Muitas questões que não são comuns no estilo de vida ocidental são exploradas com perspicácia, como a morte por apedrejamento – este é, sem dúvida, um dos trechos que pode deixar os mais sensíveis com lágrimas nos olhos. O livro é importante por desmitificar alguns aspectos facilmente associados ao Afeganistão e por introduzir novos conceitos quando o assunto é o Oriente Médio.
    “A cidade do Sol” é um retrato do cotidiano de um país em meio a tantos conflitos e que tenta, desesperadamente, encontrar uma ponta de reconstrução e esperança onde quer que ela possa estar. Assim como Hosseini, que dedicou seu sucesso “às mulheres do Afeganistão”, indico a leitura para mulheres – e homens – que queiram se deparar com exemplos magníficos de força e coragem, além de uma dose majestosa de inspiração pessoal e uma lição de que os sentimentos, quando verdadeiros, podem resistir a qualquer tipo de sofrimento e dor.

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A mulher de Preto - Susan Hill

“Não é uma história de terror. Também não se trata de um simples suspense. É a narrativa de um homem perturbado, cuja história permaneceu oculta sob lágrimas e pesadelos até que, com idade avançada, ele foi capaz de exorcizá-la, repousando-a em um relato que jamais deveria ser lido. Até hoje.”
  Um suspense épico. Em minha opinião, simplesmente perfeito. Você é levado a sentir o mesmo (ou no meu caso, fiquei ainda em mais suspense) que Arthur, nosso personagem principal que se vê obrigado a ter como sua primeira viagem de trabalho, ir a um enterro de uma senhora que era uma das maiores contribuintes da empresa em que trabalhava, mas esta senhora morava em um lugar distante e não tinha amigos.
      O lugar em que é a história acontece é descrito com uma riqueza de detalhes realmente impressionante, algumas vezes você é capaz de sentir como se estivesse naquela neblina, ouvindo os gritos.
     Os personagens são realmente encantadores, Arthur é um jovem corajoso, que procura as respostas para os mistérios que encontra. Sr. Daily, um outro personagem que ajuda Arthur, e a mulher de preto é uma personagem temida por todos daquela cidade. Arthur pergunta para as pessoas, mas ninguém parece ter coragem de falar quem é aquela mulher, ou a história por trás dela, e ele vai descobrindo aos poucos.
    O livro é pequeno, uma leitura bem gostosa. Eu, pessoalmente, o li em apenas 1 dia, e comparando ao filme o livro é BEM melhor (na minha opinião o livro é sempre melhor kkk'). Eu realmente fui ao cinema ver o filme só porque Daniel Radcliffe era o Arthur e eu queria vê-lo em outro personagem. A atuação foi boa, nada incrível, simplesmente boa em minha opinião.
   Livros como esse são raros de encontrar, sabe?! O autor não fica enrolando, a leitura é gostosa e a história é simplesmente M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A.
  Super recomendado para todos as pessoas. Eu, que não leio muitas histórias de suspense, fiquei tão encantada com este livro que simplesmente já devo ter comprado pelo menos uns três ou mais livros de terror ou suspense.
 Sem dúvida este livro foi uma das minhas melhores compras do ano. Leitura obrigatória para todos que apreciam um bom livro.
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