Onze – Mark Watson


Em “Onze”, conhecemos a história de Xavier Ireland (que na verdade se chamava Chris Cotswold, mas modificou seu nome quando se mudou da Austrália para Londres por causa de seu passado), que trabalha em um programa noturno em uma rádio e, entre as músicas que são tocadas, dá conselhos aos seus ouvintes. Um dia, ele presencia uma cena, tenta fazer algo para ajudar, mas no último segundo desiste. E é esse acontecimento que vai afetar a vida de onze pessoas futuramente.
Esse livro é interessante. Mas não é nada que eu tenha pensado: Oh, que livro sensacional, maravilhoso, amei! Os personagens, infelizmente, não me cativaram e tinha a sensação de que queria terminar logo o livro. Foi uma leitura até meio arrastada, mas, preciso admitir, bem desenvolvida.
A narrativa é em terceira pessoa, e conhecemos a vida de Xavier, e junto com sua vida, a de vários outros personagens. Muitos deles só têm uma pequena participação, mas o narrador nos conta algum fato do futuro, como por exemplo, daqui a quantos anos que ele vai morrer, ou se vai descobrir a cura de alguma doença. Achei essa parte meio sem graça, já que mistura presente e futuro de uma forma bem corriqueira e no meio da narrativa. Poderia ter sido legal em outro contexto, mas não gostei.
O final também não foi lá essas coisas. Deixou o que iria acontecer no ar, para nós imaginarmos o que poderia vir após a última cena, mas não daquela forma legal e emocionante. Pelo menos não para mim, achei frustrante.
A capa é super fofa: um prédio com verniz localizado em cada janelinha onde podemos ver silhuetas de moradores. Condiz bem com a história, já que são pessoas que não estão na vida das outras diretamente, mas sim por meio de alguma situação indireta, transformando os dias do próximo de alguma forma.
 “Onze” foi escrito por Mark Watson, um importante e famoso comediante, apresentador de TV e radialista britânico, que com certeza conseguiu emaranhar todos os fios das tramas de diversos personagens com maestria.
Na capa há a descrição “Se você adorou Um Dia, de David Nichols, este livro é para você.”, mas não se enganem e nem esperem uma história minimamente parecida com “Um Dia”, porque não é.
Recomendo para quem se interessou pela premissa do livro, e que quer saber como essas vidas vão ficar ligadas de alguma maneira, e que goste de histórias intensas. Mas não leia esperando muito para não se decepcionar, como eu. 
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Promoção - O Amor está no Ar


Diversos romances em uma promoção só para você se apaixonar pelos blogs:


Prêmios
1. Garota Replay - Tammy Luciano
2. O Diário de Susana para Nicolas - James Patterson
3. O Milagre - Nicholas Sparks
4. Sete Dias para Uma Eternidade - Marc Levy
5. Para Sempre - Kim e Krickitt Carpenter
6. Um Homem de Sorte - Nicholas Sparks
7. O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë
8. Beijada por um anjo 4 - Elizabeth Chandler
9. Beijada por um Anjo 5 - Elizabeth Chandler
10. Cruzando o Caminho do Sol - Corban Addison
Regras Obrigatórias:
- Seguir os 10 blogs pelo GFC ou Networked Blogs;
- Ter endereço de entrega no Brasil;
- Preencher o Rafflecopteer.


Vencedores:
- O primeiro sorteado tem o direito de escolher 5 títulos dentre os 10;
- O segundo sorteado ganha os outros 5 títulos.


Período:
A promoção começa hoje e vai até o dia 01/05. Boa sorte a todos!



O caçador de pipas – Khaled Hosseini


“O caçador de pipas” conta a história de Amir e Hassan, dois meninos que têm suas vidas ao mesmo tempo ligadas e distantes. Enquanto o primeiro é rico e possui tudo que quer, exceto a admiração de seu pai; o segundo é filho de Sanaubar, uma mulher cuja índole não é confiável, e Ali, um empregado do pai de Amir que sofre com as implicações físicas da poliomelite que sofreu quando mais jovem.
Além das diferenças sociais, fronteiras religiosas e ideológicas também separam os meninos. Ainda assim, eles não deixam de ser amigos, cada qual com suas características e realidades. Hassan, preso ao analfabetismo, adora ir ao cinema, brincar e ouvir as histórias dos livros indecifráveis de Amir que, embora goste da companhia dele, sente que seu pai tem preferência pelo garoto e acaba tomando algumas atitudes maldosas para tentar reverter a situação.
Durante um campeonato de pipas, uma tradição afegã, Amir vê a oportunidade de finalmente garantir o respeito de seu pai. Conforme planejado, ele ganha a competição e espera que Hassan, que o está ajudando, busque a última pipa, que representa o mais cobiçado troféu que ele pode ter. Porém, Assef, um adolescente mais velho com aspirações neonazistas que mantêm conflitos recorrentes com os meninos, encontra Hassan e o ameaça, afirmando que somente não o machucará se ele entregasse a pipa. Hassan, num gesto de extrema lealdade, prefere sofrer a trair Amir. As marcas e consequências desse dia de inverno, porém, ficariam pra sempre no coração de ambos.                                                                         _________________________________________________
“O caçador de pipas” é o romance de estreia do médico e escritor afegão Khaled Hosseini. Desde que foi publicado, o livro conquistou milhares de fãs ao redor do globo e ganhou inúmeros prêmios. Foi adaptado para os cinemas e atingiu praticamente o mesmo sucesso no Ocidente, embora tenha sido bastante reprimido no país que inspirou sua produção.
Eu o li há alguns anos, e posso afirmar que está entre os melhores. A partir dele, comecei a buscar cada vez mais informações e outros livros que tivessem como temática a vida no Afeganistão e no Oriente Médio. Aos poucos, encontrei-me perplexa com os costumes tão diferentes e com a realidade que parece surreal. Acho muito interessante o modo de vida, as tradições, todo o sistema que rege essa parte do mundo.
Atualmente, na minha condição de pré-vestibulanda, sinto-me agradecida pelos livros que li sobre esse assunto. As tortuosas relações políticas da região são temas muito recorrentes nas principais provas do país. Obviamente, a simples leitura do romance não é suficiente, mas ajuda a introduzir uma linha de pensamento muito explorada pela geografia.
Além disso, a história é intensamente humana. Perfeita para quem gosta de um drama com fundamentos históricos (meu caso).  Recomendo para todos que estão interessados em uma leitura de qualidade, repleta de momentos emocionantes, sejam eles tristes ou felizes – do jeito que a vida real é. 
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Um Sopro de Ternura – Marcelo Cezar


Marcelo Cezar recebeu através de seu mentor espiritual, Marco Aurélio, a incumbência de psicografar essa magnífica trama, descrita como “Uma fascinante história de vidas”. Esse é um dos romances espíritas mais bonitos que já li na vida – e olha que li muitos.
“Um Sopro de Ternura” trás a história de uma figura ilustre da sociedade paulistana na primeira metade do século, amante das artes que levou seu conhecimento para que a cultura fosse acessível a todos. Seu verdadeiro nome e o dos demais da trama são fictícios.
O livro gira basicamente em torno de Lilian, uma menina que perdeu sua mãe cedo, ficando com sua irmã mais nova, Clara, e seu pai, que era oficial da força pública (polícia militar do estado de SP – PM). Seu pai se interessou por Dinorá, uma mulher bonita e sem escrúpulos, prostituta, e que ficou devendo a um cafetão. Sendo assim, a levou para morar em sua casa achando que seria boa com suas filhas. Aí que está o grande erro.
Acredito que um pai ou uma mãe que coloca uma pessoa nova para morar com suas filhas pequenas, precisando de afeto, deveria conhecê-la melhor. Não posso julgar, pois todos nós erramos, mas temos nossas provações e estamos sempre evoluindo. Isso é a vida. Voltando à história, não sabendo o que vai acontecer, já estava previsto que o sofrimento seria intenso para a jovem Lilian devido dívidas passadas que deveriam ser sanadas. Seu pai morre e as meninas ficam à mercê de Dinorá, que faz um serviço do tipo escravo com as crianças para que possam pagar seus luxos e seus vícios, lavando e passando, mesmo com a pouca idade.
Quando o cafetão descobre onde ela está, Dinorá consegue um jeito de separar as crianças. Casando-se com um cliente, ela troca de nome e vai embora. Clara, então, é abandonada dentro de um trem com documentos falsos e encontrada por uma ótima família, que a adotam e ela passa a viver com eles pelo resto de sua vida.
Já Lilian foi levada para o cais do porto e estuprada. Após isso, sonhou com seu pai que explicou que o corpo dele havia morrido, mas que o espírito continuava vivo com ela. E tudo o que ela e sua irmã estavam sofrendo faziam parte do plano reencarnatório que cada ser humano passa. É lógico que contando com o livre-arbítrio de cada um para fazermos nossas escolhas. Não temos consciência de vidas passadas, por isso não entendemos o porquê de passarmos por tantas situações.
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar. Tal é a lei.” O espírito precisa se desprender da ilusão e caminha para a ilusão. E, por mais que explicasse, Lilian se sentia confusa. Foi então que seu pai lhe explicou seu passado e a fez entender o motivo de estar passando por isso tudo. Existe um emaranhado de vidas que se encaixam perfeitamente num processo evolutivo.
Não posso deixar de ressaltar uma amiga de Lilian, Carmela, uma jovem de 16 anos que tinha a bondade e a compreensão muito evoluída para a pouca idade. Sua maturidade espiritual veio para ajudar as pessoas a entender o espiritismo.
São muitos personagens, que se eu for numerá-los e contar a história de como cada um se entrelaça ao outro, levaria muito tempo. O livro é muito bem escrito, o trabalho gráfico é lindo e visto em todos os capítulos e a capa é muito bonita e condizente com o conteúdo. Em todo capítulo aparecem fotos de personagens ou fotos de SP e suas construções do período em que a história foi narrada. O romance é extremamente bonito e emocionante, quanto mais eu lia, mais queria chegar ao fim. Não como um final de filme, mas sobre o rumo que as pessoas seguiram.
A mensagem principal é que devemos ser pessoas do bem, passarmos amor para os outros, compreensão, carinho, mesmo sabendo que muitas vezes é difícil, pois o mundo não está como gostaríamos que estivesse. Se nossas escolhas valem a pena, então devemos iluminar a nossa jornada, a nossa caminhada, para sermos mais felizes e para que pessoas próximas a nós recebam essa mensagem.
Marcelo Cezar, novamente, me surpreende com muita emoção, muitos detalhes e uma linda história, consagrando-se como um dos melhores escritores de romances mediúnicos brasileiro. Recomendo a todos que adoram um bom romance espírita.
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A Louca da casa - Rosa Montero


       Sabe aquele livro que chega a você de uma forma inesperada e que a primeira vista não te chama a atenção, mas que no fim acaba sendo uma surpresa boa? Essa é a descrição perfeita desse livro na minha vida. Minha mãe simplesmente chegou com ele e disse que achou que eu iria gostar, e o coitado do livro ficou guardado por muito tempo. Mas em uma tarde entediada eu resolvi pegar pra ler e simplesmente adorei. Não é um livro com uma história com início meio e fim, não é um romance nem um livro engraçado (fora algumas partes) e por isso achei que não seria bom fazer uma resenha sobre ele.
      Mas eu simplesmente precisava mostrá-lo para mais pessoas, até porque acho que toda pessoa que ama ler também tem uma certa vontade de escrever, que é o assunto principal desse livro. A autora descreve o incrível mundo dos escritores, um universo fascinante onde ela conta suas inspirações para seus livros, histórias da vida dela e de seus livros, fala sobre sua imaginação, seus traumas... é, basicamente, uma autobiografia que fala mais sobre ser escritora do que sobre qualquer outra coisa, pois na vida dela, assim como na minha e (acho que) na vida de muita gente, os livros tomam lugar de destaque. Enquanto ela conta suas histórias aquela pessoa que se esconde no sótão da sua mente se agita. Se você gosta muito de escrever acho que pode me entender, se não, tenho certeza que pode me entender também de alguma forma.
     Apesar de não ter como falar muito desse livro por não ter uma história certa como todos os outros, me desculpem por isso, espero que tenham gostado do meu pequeno comentário sobre ele.

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O Clube do Biscoito – Ann Pearlman

Desde que esse livro havia sido lançado, uma vontade imensa de lê-lo despertou em mim.  Primeiro porque a capa é maravilhosamente linda e logo que a gente olha já dá vontade de comer esses biscoitos. Segundo porque eu logo havia procurado umas resenhas sobre ele e vi que várias pessoas estavam fazendo comentários positivos. Então minha vontade só aumentou. Agora que eu li, posso compartilhar com vocês tudo que eu achei.
A história gira em torno de Marmie, uma mulher batalhadora que faz, junto com suas onze amigas mais íntimas, em toda primeira segunda-feira de dezembro uma festinha (reunião) chamada Clube do Biscoito.
No clube cada uma delas leva treze dúzias de biscoitos embrulhados para presentes e as respectivas receitas (uma dúzia para cada uma e uma dúzia para doar). Só que quando juntam-se muitas mulheres, vinho e uns biscoitinho o resultado acaba sendo muitas histórias.
Cada capítulo é destinado a uma biscoiteira e cada início de capítulo vem com a receita do biscoito felito por ela, para que a gente possa tentar fazer essas receitas em casa, como se participássemos do clube do biscoito. O charme desta história fica por conta dessas receitas. O livro também trás algumas explicações sobre os ingredientes e a magia da química para que a gente possa entender mais sobre como as coisas surgiram até os dias de hoje, como por exemplo, a origem da farinha, manteiga, etc.
Confesso que esperava outra coisa deste livro, achei que era um chick-lit divertido, com diversas tiradas cômicas, mas na verdade não é bem assim. Até fiquei um pouco triste com muitas das histórias, já que elas contam acontecimentos que ninguém gosta de passar, coisas tristes como morte, doença, etc.
Posso citar um acontecimento do começo do livro – que não vai ser spoiler para vocês já que está na sinopse – que me deixou com muita pena da filha da protagonista, a Sky, já que ela tem problemas para engravidar e teve inúmeras tentativas que não deram certo. Já que ela perdeu o bebê várias vezes. Agora ela está grávida de novo, e vamos torcer para que dessa vez o seu sonho seja realizado. Mas para vocês saberem o que acontece só mesmo lendo.
Muitas outras histórias como essa são contadas no livro. Às vezes a gente acaba se perdendo um pouco com tantas pessoas diferentes na trama, mas nada que atrapalhe a leitura.  A amizade entre elas é uma coisa muito bonita de se ver, pois em todo capítulo passa que amizade é o ponto forte, e o tema central eu diria.
Acho que o ponto alto do livro é o sentimento que ele nos desperta de querer integrar um clube como esse.  
Se você está buscando um livro leve e super engraçado, esse não vai ser o livro para você. Mas se você está procurando uma história que toque seu coração, eu super recomendo a leitura pois, apesar de muitas histórias serem tristes, elas passam uma lição sobre a importância do amor e da amizade na nossa vida. Além do mais o final é bem reconfortante.
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O Noivo da Minha Melhor Amiga – Emily Giffin


Em “O Noivo da Minha Melhor Amiga” conhecemos a história de Rachel, uma jovem advogada que sonha com o amor verdadeiro. Quando completa 30 anos, sua melhor amiga desde sempre, Darcy, planeja uma festa para comemorar a data e um “incidente” acontece: Rachel acaba na cama com Dexter, amigo de Rachel desde a faculdade e noivo (eles estão juntos há muitos anos) de Darcy.
Rachel se vê numa enroscada e resolve esquecer essa noite, mas ela não consegue por causa de um motivo muito importante: ela é apaixonada por Dex. E ainda descobre que ele não estava bêbado naquela noite, tudo aconteceu com plena consciência dele. Mas o casamento de Darcy está próximo e Rachel precisa decidir se prefere conservar a antiga amizade ou viver um grande amor.
Geralmente lemos livros em que o personagem principal é aquele traído, e automaticamente ficamos do lado dele, afinal quem gostaria de estar no lugar da pessoa que está sendo enganada dessa maneira? Pelo menos eu não. Mas aqui conhecemos o lado do traidor, e muitas pessoas acabam sentindo um carinho, uma identificação pelo casal de traidores por conta da deliciosa narrativa de Emily Giffin.
Algumas vezes eu relaciono o livro que li a apenas uma palavra que poderia dizer muito sobre a história, talvez até mais do que diversos parágrafos. A palavra que, para mim, define “O noivo da minha melhor amiga” é, com certeza, hipocrisia. Afinal, ela reina sobre todos os capítulos, inclusive na hora de acontecer o final feliz.
Vejo por aí inúmeras pessoas falando maravilhas da história de amor de Dex e Rachel, e que simplesmente amam esse livro, algumas até o consideram favorito. E com isso me animei, ou melhor, me empolguei demais para começar a leitura. Só que, infelizmente, minhas expectativas não foram nem minimamente correspondidas e eu não gostei do que li. Gosto é muito relativo, e cada um tem o seu, e eu definitivamente não consegui sentir nem o mínimo de compaixão por essa história de amor entre os protagonistas.
Não me entendam mal, a escrita de Emily Giffin é gostosa e cativante. Ela realmente sabe como conduzir uma história, e seus personagens foram construídos de uma forma real, preservando sempre sua essência. A temática do livro me chamou a atenção também, porque gosto muito de chick-lit e esse foi considerado por muitos um dos melhores existentes por aí – e olha que existem muitos! E, apesar de saber que há um caso entre Rachel e o noivo da sua melhor amiga (como já sabemos ao ler o título), a maneira como isso foi conduzido que não conseguiu me agradar em nenhum aspecto.
Mas, com certeza, o que mais contribuiu para não gostar da leitura foi o jeito dos personagens. O casal de protagonistas foi simplesmente irritante e – de novo a palavra – hipócrita. E não, em momento nenhum eu consegui torcer por um final feliz entre eles.
Apesar de Dex ser amável em vários momentos, não consegui sentir nenhum carinho por ele, já que teve horas que acabou enganando as duas. E diversas vezes me questionei o amor que ele dizia sentir por Rachel e até pensei em um final diferente para o livro.
Também não consegui gostar de Rachel, ela tem uma personalidade fraca. E não gosta de admitir o erro, tenta acreditar que só faz o que faz porque – além de amar Dex – Darcy, sua melhor amiga, merece, já que agiria da mesma forma com ela se fosse a situação inversa.
Darcy é uma patricinha metida e sempre age pensando em si mesma e nas aparências. E isso vem de família, já que sua mãe é exatamente assim também. Mas, ainda assim, gostei mais dela do que de Rachel. Talvez pelo fato de ela não ser confiável e saber disso, além de suas ações já serem aguardadas por todos que apresentam uma índole melhor.
Agora vir os outros personagens (Dex e Rachel) que se dizem corretos e etc. e fazerem exatamente o que abominam no próximo (tá vendo, hipocrisia) e ainda se acham certos já que não são os únicos a aprontar? Me deu aquela sensação de que tentavam explicar o inexplicável.
Outro detalhe: odeio traição. Talvez isso tenha intensificado o sentimento de não gostar da leitura. Essa situação de saber que uma pessoa está sendo enganada dessa maneira e ainda concordar com os traidores, não condiz com meus pensamentos. Eu sou daquelas que pensam: Quer trair? Termina primeiro. Simples assim, não precisa complicar a vida e faltar com respeito com o companheiro.
Fora que sou dessas que valorizam uma amizade verdadeira acima de qualquer amor. E não escolheria ser amiga de uma pessoa tão invejosa e que faz de tudo para passar por cima do outro, e depois, mais pra frente, dizer que posso fazer o mesmo com ela, como um troco. Então se Darcy era tão odiosa assim, não entendo o motivo de Rachel, a certinha, ser melhor amiga dela por tanto anos.
Não que eu estivesse torcendo para Darcy ficar com Dex, só não consigo ser condizente com esse caso de amor entre ele e Rachel devido as circunstâncias. Talvez se algumas situações tivessem sido desenvolvidas de outra maneira eu teria gostado.
Esse foi o primeiro livro que li da autora (tive a oportunidade e o prazer de conhecer a simpática Emily Giffin ano passado na Bienal, e posso afirmar que ela é um amor de pessoa, além de linda) e, apesar de não ter gostado dos rumos que essa história tomou, volto a afirmar que gostei de sua narrativa. E com certeza esse só foi o primeiro de todos os outros títulos que eu quero e vou ler dela. Inclusive já li a continuação desse, “Presentes da Vida”, que conta a vida de Darcy após “O noivo da minha melhor amiga” e que em breve vai ter resenha aqui no House of Chick.
Também assisti ao filme e, apesar de mudar várias coisas como já é normal, preservou diversas cenas e principalmente o enredo do livro. A capa da versão do filme é bonita também, mas eu prefiro a original, aquela rosa super chamativa. Já a diagramação é normal, não há nenhum detalhe nem nada diferente.
Agora vem aquela situação. Devo ou não devo indicar a leitura a você, meu leitor? Acho que a única coisa que eu posso dizer é: leia a resenha inteira e veja se concorda ou discorda com meus argumentos se você soubesse de uma história parecida. Se concorda piamente, então não recomendo a leitura, porque sei que também vai se decepcionar. Mas, se mesmo assim tem vontade de dar uma chance e ver quem acha que está agindo corretamente, então recomendo a leitura.

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Resultado da Promo Relâmpago “Terra Ardente”


Oii gente! Como estão? Como prometido, fizemos o sorteio de dois kits com 100 marcadores cada, incluindo os autografados por Janice Diniz, a autora de “Terra Ardente”.
Primeiramente gostaria de agradecer, mais uma vez, a autora Janice Diniz por ter me apresentado a uma obra tão magnífica! Gostei muito de poder lê-la e compartilhar a minha opinião com os leitores do House of Chick!
E, claro, não poderia deixar de agradecer a cada uma das pessoas queridas que nos deixou um comentário no post da resenha. Cada um de vocês é especial para nós, obrigada!
Agora vamos ao resultado? Clique em Mais Informações e saiba se foi um dos sortudos ganhadores!


Terra Ardente – Janice Diniz


A história de “Terra Ardente” se passa na cidade de Maratana, localizada no interior do centro-oeste do Brasil. Uma cidade controlada por grandes latifundiários que exploram não só as terras do lugar como também os habitantes. Um local onde os ricos são extremamente ricos e os pobres passam por muitas necessidades. O clima é extremamente quente, castigando todos os – poucos – moradores.
É fácil nos identificarmos com algumas características dos personagens, pois além de serem muito bem desenvolvidos, apresentam personalidade de “gente como a gente”, que tem erros e acertos e que não podem ser considerados apenas mocinhas e vilões, mas sim seres humanos como qualquer outro. No início, por exemplo, eu não gostei muito das atitudes de Karen, mas no decorrer da história fui conseguindo entender mais a sua visão sobre a vida e até passei a gostar dela.
Apesar de ser um livro mais focado nesta personagem, todos os outros trazem bastante importância para a história, uma vez que seus dramas e conflitos valorizam a narrativa de uma forma bem explicativa e que aproxima o leitor da trama e enriquece ainda mais a leitura de uma forma muito agradável.
Karen Lisboa é uma mulher forte que vive com a avó e seu filho adolescente. Ela é bem determinada e não gosta que ninguém dê palpite em como viver a sua vida. Uma mulher muito bonita e cobiçada, porém com uma regra que lhe rendeu uma má fama pela cidade: ela só sai com alguém por 3 encontros e nunca mais. Karen cuida de uma pensão cheia de problemas e não deixa que ninguém conquiste seu coração.
Além disso, dois fazendeiros estão querendo as suas terras. Um deles é o Thales Dolejal, um homem super ganancioso e rude que faz tudo por dinheiro e poder. Ele comanda um grupo de capangas e por seu temperamento forte está sempre batendo de frente com Karen. Mesmo com todas as brigas eles vivem uma relação conturbada de amor e ódio, já que mantêm um relacionamento sexual que sempre faz com que Karen se “arrependa” e vá procurar sexo com outros homens no bar da cidade.
Rodrigo Malverde é o delegado do local, um forasteiro que resolveu criar raízes em Matarana. Justo e sensato ele é um homem bom e honesto que não concorda com muitos dos esquemas feitos por Thales e pelo coronel Marau. Bonito e viúvo ele arranca suspiros de muitas mulheres da cidade, porém não demonstra muito interesse em nenhuma delas, já que Karen parece ser sempre o centro de suas atenções.
Outro personagem muito cativante é a Nova Monteiro, uma jornalista de personalidade forte de Minas Gerais que acabou se mudando para a cidade para acompanhar um amigo de infância e grande amor, o doutor Cristiano Bittencourt (um médico que só tem tempo para seu trabalho). Buscando uma grande reportagem que possa alavancar a sua carreira, ela divide seu tempo em dois empregos: é jornalista em um pequeno jornal da cidade e à noite é cantora de músicas country no bar do Gringo.
Franco, também conhecido como diabo loiro, é outro personagem importante na história. Fiel escudeiro de Thales Dolejal, teve uma infância triste e em consequência disto é um homem amargurado. Ele deixa as mulheres loucas, já que é muito bonito.
Janice escreve muito bem, e claramente podemos ver isso em todo o livro. Os personagens são ótimos e muito bem escritos. A história em geral nos prende de uma maneira super gostosa. O livro é narrado em terceira pessoa e contém características presentes no nosso dia a dia, como a existência do Facebook, além de apresentar diálogos bem atuais. Durante toda a leitura nutri diversos tipos de sentimentos, uma que vez que fiquei aflita, sorri, me revoltei, etc. O amor e o ódio estão andando de mãos dadas em todas as linhas.
Esse é um romance intenso que nos prende de uma forma que não conseguimos largar até terminar de ler a última linha. Me apaixonei pelo cenário por ser um bem diferente do que estou acostumada a ver, vivenciar e, até mesmo, ler. Os personagens fogem dos estereótipos criados por nossa imaginação quando pensamos em caubóis e são perfeitamente bem elaborados assim como envolventes e viciantes na medida certa.
Apesar de ser uma trilogia, o livro dá uma boa conclusão para tudo e deixa também um gostinho de quero mais para o próximo, fazendo com que a gente se delicie neste volume e implore para ler mais sobre Matarana e seus personagens. Agora é ficar esperando pela continuação desta maravilhosa obra. Os próximos livros são “Céu em Chamas” e “Fogo no Cerrado”. Por favor, Janice, lance logo o resto da trilogia, pois tenho certeza de que todos os leitores, assim como eu, estão ansiosos para ler mais dessa incrível história.
Super recomendo o livro para todas as pessoas. “Terra Ardente” mistura aventura, romance, humor e muito mais na medida certa. Se você quer algo diferente, envolvente e que pode te viciar, leia este maravilhoso livro, pois quando começamos a ler não conseguimos mais parar.
E quem quiser saber mais  sobre a autora, confira a entrevista que ela cedeu para o House of Chick AQUI.
 Avaliação



Promoção Relâmpago

Se chegarmos em 20 comentários até 23:59hrs de hoje, 25/03/2012, faremos um sorteio de 100 marcadores entre os comentaristas (incluindo um de "Terra Ardente" autografado).

>> Para concorrer deixe um comentário com meio de contato.
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Na Nossa Caixinha do Correio 12


Oii gente! Como estão?
Hoje é dia de Caixinha do Correio! Espero que gostem dos vídeos! ;}
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Citados no Vídeo de Nathi:
Resenha:


Resultado da Promoção 1 ano de livros!


Oii gente! Como estão?
Hoje o post é pequenininho, mas especial: é o resultado da Promoção 1 ano de livros!
Queria agradecer a participação de todos do fundo do coração, afinal foram mais de 11.400 entradas válidas! E ver vocês participando assim só nos trás mais empolgação para fazermos outras promoções ótimas como essa para vocês. Então fiquem de olho aqui no House of Chick porque teremos ótimas novidades vindo por aí! ;}
Agora está curioso para saber se foi o grande ganhador? Clique em Mais informações e confira!


Encontro de fãs: Jogos Vorazes - BH


Sábado (17), fui num evento que teve na Leitura do BH Shopping para divulgar o filme The Hunger Games, que é inspirado no livro de mesmo nome e tem sua estreia marcada para dia 23 de março e o box set da trilogia (Jogos Vorazes, Em Chamas, A Esperança) que a Editora Rocco está lançando.




Estava um pouco desorganizado,
achei que seguraram muito os
 prêmios ( e tinha um monte!)
e senti falta de uma discussão sobre
o livro/filme, mas sei que os organizadores
se esforçaram muito
para tudo dar certo!


         Cheguei lá no horário marcado (14hrs) e ainda não tinha muita gente, mas os 'monitores' já estavam colocando os prêmios numa mesa (e várias pessoas, assim como eu, observando e babando em todos eles de longe). Ah, e tinha um menino igualzinho ao Josh Hutcherson quando mais novo lá na livraria, esperando o evento começar! Só deu eu e minha amiga Marina querendo tirar foto com ele e imaginando que era realmente o ator de Peeta disfarçado e quando ele voltasse para os Estados Unidos ia citar as duas meninas lindas do Brasil que foram as únicas que o deram atenção. Mas Jogos Vorazes mostrou que não é uma série qualquer e quando começaram com o encontro a área já estava cheia e cada minuto chegando mais e mais fãs! Formaram grupos alianças de cinco pessoas, aproximadamente, e a primeira prova foi achar no segundo andar, entre os livros - conforme as dicas -, pedaços do desenho de um tordo. Eles dividiram a imagem em quatro e cada hora uma pessoa procurava e ganhava diferentes prêmios (meu grupo não achou nada, mimimi). A segunda prova teve o objetivo de testar a nossa força. Um integrante de cada equipe tinha que ir lá na frente e chupar três balas Kriptonita, aquelas que ardem para caramba. Vencia quem não fizesse uma careta! Entre muitas caras e bocas dos nossos concorrentes, a menina que representou meu grupo nessa fase mostrou que nem uma bala tão apimentada a derrubava e ganhou um ingresso para ver o filme nos cinemas (a partir do dia 2 de abril, válido apenas de segunda a quinta). Terceiro nível: Caça-palavras. Oitenta palavras, se não me engano. A prova mais difícil de todas. Requeria muita inteligência e conhecimento. E, como o tempo é curto e a morte é certa, não esperaram algum gênio achar todas. Após um tempo, prometeram que iam ver todos os papéis e o que mais achou venceria (o meu grupo perdeu de novo, mimimi). Foram muitas atividades, quizz, "ache-um-grafite", jogo de dardos... Mas, o melhor, foi a quarta gincana:
Dardos.
Dois integrantes de cada grupo tínham que ir pelo shopping, e, em homenagem ao Peeta, arranjar um pão francês. O primeiro que chegasse à livraria com um pão e a notinha fiscal na mão ganhava nada mais nada menos que o PIM. O ponto de partida foi a entrada da Leitura e de repente a praça de alimentação transformou-se em uma arena. Vários adolescentes correndo para conseguir o broche de tordo da Katniss, o objeto mais desejado de todos. Como eu já sabia que tinha uma lanchonete por perto chamada pão . com, fui direto nessa loja, mas no caminho tive que desviar de algumas crianças e quase derrubei uma mulher com uma bandeja cheia de Mc'Donalds. Infelizmente, uma menina que estava participando já se encontrava na fila quando cheguei. Gritaria. - Moço!!!!!!! Eu quero pão!!!!!
O atendente, sem saber o que fazer, apenas responde:
- Não vendemos só pão.
Um menino atrás de mim, que tinha acabado de chegar, diz:
- Moço, sou orfão! Joga um pão aí para mim!
Eu, mão-de-vaca do jeito que sou, peguei o cardápio e escolhi o produto mais barato.
- Moço!!! Eu quero pão com manteiga!

Marcadores, adesivos, etc...
Só que aquela menina estava na minha frente, então ela comprou antes seu pão com ovo.
E ficamos todos aguardando a nossa senha. Minutos decisivos das nossas vidas.
Enquanto isso, o menino orfão me contou que não tinha visto essa loja antes, e que, antes de vir para cá, passou de lanchonete em lanchonete perguntando se tinha pão. Em uma delas, a caixa ficou extremamente assustada, pensando que era um assalto (de pães).
Mas quem disse que nos contentamos em ficar esperando chegar nosso pedido como qualquer outra pessoa civilizada faria?! Aproveitamos a adrenalina já lá em cima e enchemos a paciência do cozinheiro.
- Moço!!!! Não precisa da manteiga/ovo! Só quero o pão!
O homem que nos atendeu quis saber pra quê o desespero todo e eu expliquei que estávamos num evento e o desafio era chegar de volta com um pão o mais rápido possível. Acontece que o maldito cozinheiro deu o pão antes para a menina da minha frente, e ela venceu. Dramatizei:
Como era um grupo,
sorteou quem ficaria com o pôster do filme,
e eu não ganhei. #todoschora
- Moço, como você pôde fazer isso comigo?! Dar a comida para ela antes?! Agora eu nem quero mais!
Ele só ria.
Quando cheguei de volta para a Leitura, como já tinha perdido, cheguei pro meu grupo:
- Quem quer pããão?!
- Euuuuu! - todos levantaram a mão.
Escutamos as histórias dos outros participantes. Uma disse que uma mulher, vendo um povão correndo para uma direção, disse:
- Vamos atrás deles! Deve ter algum famoso no shopping!

Tá, eu perdi. Mas nem me importei, pois, além deles terem dado um pôster lindo do JV como prêmio de consolação, foi muito divertido (e agora tenho o que contar pros meus netos)! E o melhor: O pão era uma delícia!
         Saí do BH Shopping às 19hrs. Para vocês terem uma ideia, estava marcado para terminar às 17, mas não queria que tivesse acabado! Fiquei com um gostinho de quero mais. Viva o cozinheiro que me ignorou e colocou manteiga também! Viva o evento! Happy Hunger Games!
         No final, fizemos Flash Mob imitando uma cena do filme! Link do vídeo aqui.
        Confiram mais fotos do encontro de fãs aqui.
        Resenha dupla (minha e de minha amiga Lari) do livro Jogos Vorazes aqui.
        Esse post também foi publicado no meu blog pessoal, Across My Universe. Se você quiser deixar um comentário lá, ficaria muito feliz!



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Oii gente! Como estão? O post de hoje trás vários lançamentos super legais que acabaram de chegar ou que estão chegando por aqui e que estamos muito ansiosas para ler! E tenho certeza de que vocês também.


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